“A possibilidade de comunicarmos mundialmente, via Internet, é definitivamente um dos aspectos mais positivos da globalização”, disse hoje a comissária europeia para as Sociedades de Informação, Viviane Reding, durante o discurso de abertura do evento, que reuniu representantes de governos de todo o mundo. “No entanto – frisou Reding - a Internet só pode continuar a ser uma impulsionadora da democracia e do desenvolvimento económico se a liberdade de expressão e o acesso total à informação forem garantidos”. No seu discurso, a Comissão Europeia convidou também a comunidade internacional a “não tolerar nem limitações públicas ao acesso à web, nem a cyber-repressão”.
Fórum promovido pela ONU
Futuro da Internet em discussão
“Se um dia disserem que o seu trabalho não é de um profissional, lembre-se: A Arca de Noé foi construída por amadores; profissionais construíram o Titanic…“
terça-feira, 31 de outubro de 2006
segunda-feira, 30 de outubro de 2006
MST
O MACROSCÓPIO [Link] RESPONDE A MIGUEL SOUSA TAVARES
É uma pena Miguel Sousa Tavares não ler blogues:
«Quantas e quantas pessoas não aprendem hoje a ler Sofia Mello Breyner Andersen pela net - que depois usam nos seus blogues - de forma gratuita e levando o nome da escritora mais longe??? São, provavelmente, as mesmas pessoas que não terão recursos para comprar um livro de poesia da mesma autora, apesar de a divulgarem cada vez mais. Será que o Miguel já pensou nisto??? Ou ainda vegeta naqueles raciocínios de pacotilha de sociologia da família da década de 70... Confesso que aqui a elaboração intelectual do Miguel foi minada pelo desequilíbrio psicológico e pela instabilidade emocional em que o tal "artista" do blog anónimo o deixou. Empurrando o Miguel para fora dos taipais do Campo Pequeno para bloquear o trânsito da Av. da República por 10 min.»
O ÁGUA LISA [Link]
Também tirou uma conclusão depois de ler o artigo de Miguel Sousa Tavares:
«Conclusão: A dessocialização, a sedentarização, a impotência, a desistência de viver a vida, a impunidade, a cobardia, a mediocridade e a inveja, são males que afligem o mundo desde que existem blogues. Antes deles, o mundo era regido por jogos entre damas e cavalheiros. Se a Internet trouxe a barbárie, que o tempo volte para trás. »
"Roubado" no Blog O Jumento
É uma pena Miguel Sousa Tavares não ler blogues:
«Quantas e quantas pessoas não aprendem hoje a ler Sofia Mello Breyner Andersen pela net - que depois usam nos seus blogues - de forma gratuita e levando o nome da escritora mais longe??? São, provavelmente, as mesmas pessoas que não terão recursos para comprar um livro de poesia da mesma autora, apesar de a divulgarem cada vez mais. Será que o Miguel já pensou nisto??? Ou ainda vegeta naqueles raciocínios de pacotilha de sociologia da família da década de 70... Confesso que aqui a elaboração intelectual do Miguel foi minada pelo desequilíbrio psicológico e pela instabilidade emocional em que o tal "artista" do blog anónimo o deixou. Empurrando o Miguel para fora dos taipais do Campo Pequeno para bloquear o trânsito da Av. da República por 10 min.»
O ÁGUA LISA [Link]
Também tirou uma conclusão depois de ler o artigo de Miguel Sousa Tavares:
«Conclusão: A dessocialização, a sedentarização, a impotência, a desistência de viver a vida, a impunidade, a cobardia, a mediocridade e a inveja, são males que afligem o mundo desde que existem blogues. Antes deles, o mundo era regido por jogos entre damas e cavalheiros. Se a Internet trouxe a barbárie, que o tempo volte para trás. »
"Roubado" no Blog O Jumento
domingo, 29 de outubro de 2006
Choque tecnológico na BT
A Brigada de Trânsito (BT) terminou recentemente a fase de testes de um novo sistema de leitura de matrículas. A tecnologia é inédita em Portugal e vai permitir, através de infra-vermelhos, detectar não só veículos furtados como também todas as irregularidades legais de quem anda na estrada. Tudo a uma «velocidade estonteante».
«O sistema já existe na Europa, nomeadamente, na Itália e Holanda, e esperamos que o consigamos ter operacional até ao final do ano», adiantou ao PortugalDiário o major Lourenço da Silva, porta voz da BT. A instituição celebrou nesta terça-feira, 36 anos de vida.
O projecto foi apresentado à tutela, ministério da Administração Interna, e teve bom acolhimento. A BT tem já indicações de que a verba para a implementação dos aparelhos está «apalavrada».
O aparelho «lê as matrículas em movimento, constantemente, e através dos caracteres detectados vai directamente às bases de dados», explica o major. O sistema está preparado para detectar as ilegalidades de quem anda na estrada. Vai ser mais fácil apanhar veículos furtados, quem não paga o imposto de selo fiscal ou o seguro automóvel ou quem não leva o carro à inspecção obrigatória.
A nova tecnologia vai estar associada ao sistema GPS, ainda em fase de implementação nos carros da BT, o que permite que «quando é detectada uma matrícula irregular e soa o alarme, é possível saber exactamente onde está o veiculo infractor e enviar uma patrulha para o interceptar».
A nova tecnologia promete aumentar a quantidade de infracções detectadas já que «durante os testes em poucos minutos soaram muitos alarmes, nomeadamente, em locais como o IC 19», avançou o porta-voz da BT.
Computadores dentro dos carros
O sistema em causa só vai poder funcionar com a total operacionalidade das bases de dados e com a instalação em todos os veículos da BT dos computadores que permitem o acesso às mesmas.
«Neste momento estão já totalmente equipadas 80 viaturas. E estão em fase de instalação perto de 200», adiantou a mesma fonte. A BT tem 510 automóveis e 186 motas, mas está actualmente a receber mais viaturas para repor o parque automóvel.
Cláudia Lima da Costa
«O sistema já existe na Europa, nomeadamente, na Itália e Holanda, e esperamos que o consigamos ter operacional até ao final do ano», adiantou ao PortugalDiário o major Lourenço da Silva, porta voz da BT. A instituição celebrou nesta terça-feira, 36 anos de vida.
O projecto foi apresentado à tutela, ministério da Administração Interna, e teve bom acolhimento. A BT tem já indicações de que a verba para a implementação dos aparelhos está «apalavrada».
O aparelho «lê as matrículas em movimento, constantemente, e através dos caracteres detectados vai directamente às bases de dados», explica o major. O sistema está preparado para detectar as ilegalidades de quem anda na estrada. Vai ser mais fácil apanhar veículos furtados, quem não paga o imposto de selo fiscal ou o seguro automóvel ou quem não leva o carro à inspecção obrigatória.
A nova tecnologia vai estar associada ao sistema GPS, ainda em fase de implementação nos carros da BT, o que permite que «quando é detectada uma matrícula irregular e soa o alarme, é possível saber exactamente onde está o veiculo infractor e enviar uma patrulha para o interceptar».
A nova tecnologia promete aumentar a quantidade de infracções detectadas já que «durante os testes em poucos minutos soaram muitos alarmes, nomeadamente, em locais como o IC 19», avançou o porta-voz da BT.
Computadores dentro dos carros
O sistema em causa só vai poder funcionar com a total operacionalidade das bases de dados e com a instalação em todos os veículos da BT dos computadores que permitem o acesso às mesmas.
«Neste momento estão já totalmente equipadas 80 viaturas. E estão em fase de instalação perto de 200», adiantou a mesma fonte. A BT tem 510 automóveis e 186 motas, mas está actualmente a receber mais viaturas para repor o parque automóvel.
Cláudia Lima da Costa
sábado, 28 de outubro de 2006
Best Of The Blogs
Concurso
Júri escolherá entre mais de 5,5 mil sugestões
DW-World: BOBs 2006 chegam à fase final
Externer Link, öffnet in neuem Fenster: Site do evento
Júri escolherá entre mais de 5,5 mil sugestões
DW-World: BOBs 2006 chegam à fase final
Externer Link, öffnet in neuem Fenster: Site do evento
sexta-feira, 27 de outubro de 2006
O EXEMPLO PRESIDENCIAL
ANÍBAL CAVACO SILVA
Actualmente recebe três pensões pagas pelo Estado
4.152,00 - Banco de Portugal.
2.328,00 - Universidade Nova de Lisboa.
2.876,00 - Por ter sido primeiro-ministro.
Podendo acumulá-las com o vencimento de P. R.
Porque será que, o Expresso, o Público,
o Independente, o Correio da Manhã e o Diário de Notícias,
não abordaram este caso, mas trataram os outros
conhecidos, elevando-os quase à categoria de escândalos, será que
vão fazer o mesmo que fizeram com os outros??
Não será por isto a falência da Segurança Social?
recebido por e-mail
Actualmente recebe três pensões pagas pelo Estado
4.152,00 - Banco de Portugal.
2.328,00 - Universidade Nova de Lisboa.
2.876,00 - Por ter sido primeiro-ministro.
Podendo acumulá-las com o vencimento de P. R.
Porque será que, o Expresso, o Público,
o Independente, o Correio da Manhã e o Diário de Notícias,
não abordaram este caso, mas trataram os outros
conhecidos, elevando-os quase à categoria de escândalos, será que
vão fazer o mesmo que fizeram com os outros??
Não será por isto a falência da Segurança Social?
recebido por e-mail
quinta-feira, 26 de outubro de 2006
6 metros quadrados de vida
Diário de um Quiosque foi nomeado para os The BOBs (Best of the Blogs, International Weblog Awards 2006), para o prémio Blogwurst (não confundir com Blogworst) - Esquisito, excêntrico, provocativo. Aqui serão premiados blogs que nos divirtam, perturbem ou que simplesmente tratem de um tema incomum. Para caber nesta categoria, é preciso ter algo de realmente "diferente".
Prémios do público e votação
Os usuários terão tempo de 23/10 até 11/11/2006 para avaliar os weblogs nomeados e escolher seus favoritos através de votação online.
Os nomeados são estes e a votação pode ser feita aqui.
Prémios do público e votação
Os usuários terão tempo de 23/10 até 11/11/2006 para avaliar os weblogs nomeados e escolher seus favoritos através de votação online.
Os nomeados são estes e a votação pode ser feita aqui.
A tentativa do sr. zé
PROCESSO DE REVISÃO DO ECD:
PRIMEIRO-MINISTRO NÃO DIZ A VERDADE!
Só por desconhecimento, distracção ou tentativa de enganar a opinião pública, o senhor Primeiro-Ministro, José Sócrates, poderá ter afirmado que as organizações sindicais de docentes teriam, finalmente, concordado com a introdução de mecanismos de avaliação do desempenho na carreira docente e com a sua divisão em duas categorias.
Relativamente à avaliação do desempenho, os Sindicatos de Professores concordam com a sua existência há, pelo menos, 16 anos, ou seja, desde que foi aprovado o primeiro Estatuto da Carreira Docente. O que tem separado (e continua a separar!) os Sindicatos, do Ministério da Educação, é que, para as organizações sindicais, a avaliação do desempenho deverá ter um carácter essencialmente formativo, servindo para melhorar a qualidade do desempenho dos docentes. Já para o ME, os objectivos são outros: castigar os professores, retirar-lhes tempo de serviço que cumpriram, impedi-los de chegar ao topo da carreira e, em situação limite, expulsá-los da profissão. Daí que, também sobre esta matéria, as divergências entre os Sindicatos e o Ministério da Educação se mantenham!
A admissão, em sede de negociação e num esforço extraordinário de procura de consenso, de uma eventual aceitação do modelo (do modelo!) proposto pelo ME, dependeria sempre da sua disponibilidade para deixar cair os constrangimentos de carreira que propõe (quotas e vagas). O ME não aceitou o esforço sindical, logo essa flexibilidade negocial assumida pelos Sindicatos, deixou de existir!
Quanto às duas categorias, trata-se de outra questão fracturante no actual processo de revisão que, na reunião realizada ontem com o ME, ocupou a maior parte da discussão. Para os Sindicatos de Professores, a existência de duas categorias significaria a negação da própria profissão, pois deixaria a meio da carreira milhares de professores e educadores que são dos melhores que existem nas escolas!
Já a admissão (admissão!) de introduzir no debate a existência de um ou dois patamares salariais (que não se confundem com categorias!) de acesso condicionado, para os Sindicatos dependeria de um compromisso a assumir pelo ME: nenhum professor ou educador actualmente no sistema poderia ser impedido de atingir o actual topo da carreira (10º escalão - índice salarial 340), pelo que tais escalões, a existirem, teriam sempre de ser superiores ao actual topo. Este compromisso exigido pelos Sindicatos foi desde logo recusado pelo ME, pelo que tal discussão terminou no momento em que se colocou!
Assim sendo, o desacordo global manifestado pelas 14 organizações sindicais de docentes que constituem a Plataforma Sindical de Professores mantém-se em absoluto.
O senhor Primeiro-Ministro, José Sócrates, deve corrigir as suas afirmações, pois fica mal a um governante com as responsabilidades de Primeiro-Ministro, fazer afirmações que não são correspondem à verdade!
Por fim, o SEPLEU apela aos educadores e professores para que se mantenham atentos, pois, como se prova, o Governo, neste momento, não olha a meios para atingir os seus fins que parecem ser a criação de confusão e de divisões entre os professores. A consulta dos sites do SEPLEU e dos Sindicatos da Plataforma será sempre o meio de informação mais adequado sobre o ponto da situação negocial.
A proposta entregue pela plataforma dos 14 sindicatos ao ME na reunião de 25 de Outubro, ilustram este artigo e desmontam as declarações proferidas »»
Como se pode afirmar uma coisa destas:
Sócrates satisfeito por professores concordarem com Governo »»
Leia e oiça as declarações do PM »»
Sindicatos negam existência de acordo »»
Felizmente os educadores e professores sabem ler, ouvir, interpretar e não acreditam naquilo que este Governo quer fazer crer.
A "opinião pública" pode ser manipulada mas os docentes deste país há muito que deixaram de ser manipulados.
Entrar no Site
PRIMEIRO-MINISTRO NÃO DIZ A VERDADE!
Só por desconhecimento, distracção ou tentativa de enganar a opinião pública, o senhor Primeiro-Ministro, José Sócrates, poderá ter afirmado que as organizações sindicais de docentes teriam, finalmente, concordado com a introdução de mecanismos de avaliação do desempenho na carreira docente e com a sua divisão em duas categorias.
Relativamente à avaliação do desempenho, os Sindicatos de Professores concordam com a sua existência há, pelo menos, 16 anos, ou seja, desde que foi aprovado o primeiro Estatuto da Carreira Docente. O que tem separado (e continua a separar!) os Sindicatos, do Ministério da Educação, é que, para as organizações sindicais, a avaliação do desempenho deverá ter um carácter essencialmente formativo, servindo para melhorar a qualidade do desempenho dos docentes. Já para o ME, os objectivos são outros: castigar os professores, retirar-lhes tempo de serviço que cumpriram, impedi-los de chegar ao topo da carreira e, em situação limite, expulsá-los da profissão. Daí que, também sobre esta matéria, as divergências entre os Sindicatos e o Ministério da Educação se mantenham!
A admissão, em sede de negociação e num esforço extraordinário de procura de consenso, de uma eventual aceitação do modelo (do modelo!) proposto pelo ME, dependeria sempre da sua disponibilidade para deixar cair os constrangimentos de carreira que propõe (quotas e vagas). O ME não aceitou o esforço sindical, logo essa flexibilidade negocial assumida pelos Sindicatos, deixou de existir!
Quanto às duas categorias, trata-se de outra questão fracturante no actual processo de revisão que, na reunião realizada ontem com o ME, ocupou a maior parte da discussão. Para os Sindicatos de Professores, a existência de duas categorias significaria a negação da própria profissão, pois deixaria a meio da carreira milhares de professores e educadores que são dos melhores que existem nas escolas!
Já a admissão (admissão!) de introduzir no debate a existência de um ou dois patamares salariais (que não se confundem com categorias!) de acesso condicionado, para os Sindicatos dependeria de um compromisso a assumir pelo ME: nenhum professor ou educador actualmente no sistema poderia ser impedido de atingir o actual topo da carreira (10º escalão - índice salarial 340), pelo que tais escalões, a existirem, teriam sempre de ser superiores ao actual topo. Este compromisso exigido pelos Sindicatos foi desde logo recusado pelo ME, pelo que tal discussão terminou no momento em que se colocou!
Assim sendo, o desacordo global manifestado pelas 14 organizações sindicais de docentes que constituem a Plataforma Sindical de Professores mantém-se em absoluto.
O senhor Primeiro-Ministro, José Sócrates, deve corrigir as suas afirmações, pois fica mal a um governante com as responsabilidades de Primeiro-Ministro, fazer afirmações que não são correspondem à verdade!
Por fim, o SEPLEU apela aos educadores e professores para que se mantenham atentos, pois, como se prova, o Governo, neste momento, não olha a meios para atingir os seus fins que parecem ser a criação de confusão e de divisões entre os professores. A consulta dos sites do SEPLEU e dos Sindicatos da Plataforma será sempre o meio de informação mais adequado sobre o ponto da situação negocial.
A proposta entregue pela plataforma dos 14 sindicatos ao ME na reunião de 25 de Outubro, ilustram este artigo e desmontam as declarações proferidas »»
Como se pode afirmar uma coisa destas:
Sócrates satisfeito por professores concordarem com Governo »»
Leia e oiça as declarações do PM »»
Sindicatos negam existência de acordo »»
Felizmente os educadores e professores sabem ler, ouvir, interpretar e não acreditam naquilo que este Governo quer fazer crer.
A "opinião pública" pode ser manipulada mas os docentes deste país há muito que deixaram de ser manipulados.
Entrar no Site
Países ricos, países pobres
Sem dúvida, os países ricos, industriais, podem defender-se (aliviar mas não eliminar o sofrimento) permanecendo na vanguarda da pesquisa, mudando para novos e crescentes ramos (criando novos empregos), aprendendo de outros, descobrindo os nichos certos, cultivando e usando talento, competência e conhecimento. Podem percorrer um longo caminho mantendo um ritmo constante e seguro e contando com redes de segurança, ajudando os perdedores a aprender novas técnicas e qualificações, a obter novos empregos, ou simplesmente a se aposentarem. Muito dependerá do seu espírito de iniciativa, senso de identidade e compromisso com o bem-estar comum, de sua auto-estima e da capacidade de transmitir esses predicados a sucessivas gerações. Enquanto isso, o que fazer com os pobres, os atrasados, os desfavorecidos? Por fim de contas, os países industriais ricos encontram-se numa situação tão confortável, por mais pressionados que sejam pela nova concorrência, que fica muito difícil provocarem preocupação e simpatia. Apesar de todos os seus problemas, eles têm uma obrigação contínua moral ainda mais do que previdente, para com os menos afortunados. Devem dar pelo prazer de dar? Dar somente quando faz sentido (compensa) dar? Dar, como fazem os banqueiros, de preferência àqueles que não necessitam de ajuda? Amor egoísta, amor altruísta? Ambos? Faço essas perguntas, não porque saiba as respostas (só os verdadeiros crentes pretendem conhecê-las), mas porque se deve estar cônscio do inextricável emaranhado de motivos conflitantes e efeitos contraditórios. A navegação através dessas corredeiras exige constantes ajustes e correcções, tanto mais difícil porquanto qualquer plano ou programa de acção é condicionado por políticas internas. E os pobres, o que fazem? A história nos ensina que os mais bem sucedidos tratamentos para a pobreza vêm de dentro. A ajuda externa pode ser útil, mas, como a fortuna inesperada, também pode ser prejudicial. Pode desencorajar o esforço e plantar uma sensação paralizante de incapacidade. Como diz um aforismo africano: "A mão que recebe está sempre por baixo da mão que dá." Não, o que conta é trabalho, parcimónia, honestidade, paciência, tenacidade. Para gente acossada pelo infortúnio e a fome, isso pode contribuir para uma indiferença egoísta. Mas, no fundo, nenhuma acção é tão eficaz, tão efectiva, quanto aquela que as próprias pessoas se habilitam para realizar por si mesmas, sem a ajuda alheia. Algumas destas coisas podem soar a uma colecção de lugares-comuns - o género de lições que se costumava aprender em casa e na escola, quando pais e professores pensavam ter a missão de criar e educar seus filhos. Hoje, dignamo-nos condescender com tais verdades, deixamo-las de lado como desenxabidas banalidades. Mas por que considerar obsoleta a sabedoria? Estamos vivendo, sem dúvida, numa época de sobremesa. Queremos que as coisas sejam doces; muitos de nós trabalhamos para viver e vivemos para ser felizes. Nada há de errado nisso; só que isso não promove uma alta produtividade. Queremos alta produtividade? Então deveremos viver para trabalhar e obter a felicidade como um subproduto. Não é fácil. As pessoas que vivem para trabalhar são uma pequena e afortunada elite. Mas é uma elite aberta aos recém-chegados, aos autoselecionados, a espécie de gente que destaca e enaltece o positivo. Neste inundo, os optimistas vencem, não porque estejam sempre certos, mas porque são positivos. Mesmo quando erram, são positivos, e esse é o caminho da realização, correcção, aperfeiçoamento e sucesso. O optimismo educado, de olhos abertos, compensa; o pessimismo só pode oferecer a consolação vazia de estar certo. A única lição que se destaca é a necessidade de continuar sempre tentando. Nada de milagres. Nada de perfeição. Nenhum milénio. Nenhum apocalipse. Devemos cultivar uma fé céptica, evitar dogmas, ouvir e observar bem, procurar esclarecer e definir metas, os melhores que escolham os meios. »Eu vos propus a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe a vida, para que vivas, tu e a tua posteridade.» Deuteronômio, XXX: 19
David S. Landes
Riqueza e a Pobreza das Nações
3ª ed.- Rio de Janeiro- Campus -1999 -pp. 592-593
David S. Landes
Riqueza e a Pobreza das Nações
3ª ed.- Rio de Janeiro- Campus -1999 -pp. 592-593
quarta-feira, 25 de outubro de 2006
as famílias mais endividadas da Europa
O pára-quedas de Mourinho
Dois ícones do "Portugal de sucesso", José Mourinho e José Berardo, que ascenderam ao estrelato (…)
Dois ícones do "Portugal de sucesso", José Mourinho e José Berardo, que ascenderam ao estrelato (…)
segunda-feira, 23 de outubro de 2006
Acontece em...Portugal!
recebido por e-mail
Isto é apenas uma gota no OCEANO chamado Portugal!
Tudo o que vai aparecer neste texto não é ficção! Acontece em Portugal. País com regime democrático à beira mar plantado. Vamos lá...
Demorou até um pouco para ver se não dava nas vistas. Mas a Festa continua .......Segundo a revista Focus (pág.25 ), a EDP conta com um novo assessor jurídico. Foi nomeado pelo ex-ministro António Mexia (actual presidente executivo da EDP) e vai ganhar cerca de EUR 10.000/mês.Quem é ele?Perguntam vocês... Pensem um pouco... Mais um bocadinho...Não era fácil...:
- Pedro Santana Lopes (MAIS UM JOB)
A opinião pública é fabricada por quem? Penso que todos somos influenciados pela COMUNICAÇÃO SOCIAL.
ESTÃO TODOS CALADINHOS, PORQUÊ ????????????????Subsistema de Saúde dos Jornalistas.Por que será que andam caladinhos? Objectividade da análise jornalística? Porque é preciso ter os jornalistas na mão....O subsistema de saúde "dos fazedores de opinião" é INTOCÁVEL!!!A Caixa de Previdência e Abono de Família dos Jornalistas é dirigida por uma comissão administrativa cuja presidente é a mãe do ministro António Costa e do Director-Adjunto da Informação da SIC, Ricardo Costa (Maria Antónia Palla Assis Santos - como não tem o "Costa", passa despercebida...).O Ministro José António Vieira da Silva declarou, em Maio último, que esta Caixa manteria o mesmo estatuto!Isso inclui regalias e compensações muito superiores às vigentes na função pública (ADSE), SNS e os outros subsistemas de saúde.É só consultar a tabela de reembolsos anexa.... Mas este escândalo não será divulgado pela comunicação social, porque é parte interessada (interessadíssima!!!) pelo há que o divulgar ao máximo por esta via!!!
Era a manchete do Expresso e custa acreditar. A nossa petrolífera tem vindo a ser albergue de parasitas e toca de incompetentes. Veja-se:Um quadro superior da GALP, admitido em 2002, saiu com uma indemnização de 290.000 euros, em 2004. Tinha entrado na GALP pela mão de António Mexia e saiu de lá para a REFER, quando Mexia passou a ser Ministro das O.P. e Transportes...O filho de Miguel Horta e Costa, recém licenciado, entrou para lá com 28 anos e a receber, desde logo, 6600 euros mensais.Freitas do Amaral foi consultor da empresa, entre 2003 e 2005, por 6350 euros/mês, além de gabinete e seguro de vida no valor de 70 meses de ordenado.Manuel Queiró, do PP, era administrador da área de imobiliário(?) 8.000euros/mês.A contratação de um administrador espanhol passou por ser-lhe oferecido 15 anos de antiguidade (é o que receberá na hora da saída),pagamento da casa e do colégio dos filhos, entre outras regalias.Guido Albuquerque, cunhado de Morais Sarmento, foi sacado da ESSO para a GALP. Custo: 17 anos de antiguidade, ordenado de 17.400 euros e seguro de vida igual a 70 meses de ordenado.Ferreira do Amaral, presidente do Conselho de Administração. Um cargo não executivo(?) era remunerado de forma simbólica: três mil euros por mês, pelas presenças. Mas, pouco depois da nomeação, passou a receber PPRs no valor de 10.000 euros, o que dá um ordenado "simbólico" de 13.000 euros...
Outros exemplos avulsos: Um engenheiro agrónomo que foi trabalhar para a área financeira a 10.000 euros por mês; A especialista em Finanças que foi para Marketing por 9800 euros/mês... Neste momento, o presidente da Comissão executiva ganha 30.000 euros e os vogais 17.500. Com os novos aumentos, Murteira Nabo passa de 15.000 para
20.000 euros mensais.A GALP é o que é, não por culpa destes senhores, mas sim dos amigos que ocupam, à vez, a cadeira do poder. É claro que esta atitude, emula do clássico "é fartar, vilanagem", só funciona porque existe uma inenarrável parceria GALP/Governo. Esta dupla, encarregada de "assaltar" o contribuinte português de cada vez que se dirige a uma bomba de gasolina, funciona porque metade do preço de um litro de combustível vai para a empresa e, a outra metade, para o Governo. Assim, este dream team à moda de Portugal, pode dar cobertura a um bando de sanguessugas que não têm outro mérito senão o cartão de militante. Ou o pagamento de um qualquer favor político...Antes sustentar as gasolineiras espanholas que estão no mercado do que estes vampiros!!!
Assunto:PESO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS NA POPULAÇÃO ACTIVA ( Dados de 2004)
(Fonte EUROSTAT, publicado no Correio da Manhã)
Suécia .. 33,3%
Dinamarca ..30,4%
Bélgica .. 28,8%
Reino Unido ..27,4%
Finlândia ..26,4%
Holanda .. 25,9%
França .. 24,6%
Alemanha .. 24%
Hungria .. 22%
Eslováquia ..21,4%
Áustria .. 20,9%
Grécia .. 20,6%
Irlanda .. 20,6%
Polónia .. 19,8%
Itália .. 19,2%
República Checa ..19,2%
PORTUGAL .. 17,9%
Espanha .. 17,2%
Luxemburgo .. 16%
Não há pois funcionários públicos a mais. Há sim uma distribuição não correcta, o que faz com que haja sectores em falta e outros em excesso.
Por exemplo, a reforma administrativa que, sem dúvidas, urge fazer-se, deverá começar por mudar a realidade dos dados que nos indicam que cada ministro deste e de outros governos tem, para seu serviço pessoal e sob as suas ordens directas, uma média de 136 pessoas (entre secretários e subsecretários de estado, chefes de gabinete, funcionários do gabinete, assessores, secretárias e motoristas) e 56 viaturas, apenas CINCO vezes mais que no resto da Europa.
Há políticos e governantes que querem a diminuição cega dos quadros apenas para que as empresas privadas de seus amigos e padrinhos possam ser contratadas para fazer serviços públicos ("Outsourcing") e possam facturar muito.
Finalmente, o contraste entre o destaque dado pela comunicação social controlada e até corrupta.
Se serviu para alguma coisa, o «programa dos Prós» da RTP de 22 de Maio, foi que, quando as comadres se zangam, sabem-se as verdades. E a verdade que saiu do programa da RTP foi que temos uma comunicação social corrupta e ao serviço de quem tem muito dinheiro.
Nestes dias, a ideia que mais uma vez a comunicação social vendeu à opinião pública, foi a da necessidade de 200 mil despedimentos na função pública.
Resulta que somos o 3º país da U.E. com menor percentagem de funcionários públicos na população activa.
A realidade sustentada por alguns governantes e ex-governantes, nada mostra quanto aos factos que estarão na base de tais afirmações, tão pouco se naqueles 200 mil, estarão os milhares de "boys" nomeados pelo mesmo sistema que os esses mesmos governantes construiram nos últimos 20 e alguns anos.
Assim se informa e se faz política em Portugal.
Em Setembro de 2002 foi publicada na II Série do Diário da República a aposentação do Exmº. Senhor Juiz Desembargador Dr. José Manuel Branquinho de Oliveira Lobo, a quem foi atribuído o número de pensionista 438.881.
De facto, no dia 1 de Abril de 2002 o Dr. Branquinho Lobo havia sido sujeito a uma “Junta Médica” que, por força de uma doença do foro psiquiátrico, considerou a sua incapacidade para estar ao serviço do Estado, o que foi determinante para a sua passagem à aposentação.
De acordo com o disposto na alínea a) do nº.2 do artigo 37º do decreto-lei nº.498/72 de 9 de Dezembro, em caso de aposentação motivada por incapacidade ou doença, constitui regalia dos magistrados judiciais auferirem a sua pensão de aposentação por inteiro, como se tivessem todo o tempo de serviço para tal necessário.
Por esse motivo, o Dr. Branquinho Lobo passou a auferir uma pensão de aposentação no montante de € 5.320,00.
Contudo, por resolução proferida no dia 30 de Julho de 2004, o Conselho de Ministros do Governo do Dr. Pedro Santana Lopes nomeou o Dr. Branquinho Lobo como Director Nacional da Polícia de Segurança Pública.
Desde então, o Dr. Branquinho Lobo acumula a sua pensão de aposentação por incapacidade com o vencimento de Director Nacional da P.S.P.
Depois de apresentar este texto só posso dizer que tenho vergonha de ser português em Portugal. Gostava de viver numa verdadeira Democracia!
- Todos com o mesmo sistema de saúde;
- Todos a pagarem impostos;
- Todos a terem reformas merecidas e justas;
- Todos com o mesmo sistema de Justiça e não um para os ricos (intocáveis) e outro para os pobres;
- Etc...
Peço a quem ler esta mensagem que divulgue e que se tiver conhecimento de mais casos que me envie para eu compilar tudo para mostrar a todos o país onde vivemos.
tiago.lab@gmail.com
Um abraço
De um simples professor.
Isto é apenas uma gota no OCEANO chamado Portugal!
Tudo o que vai aparecer neste texto não é ficção! Acontece em Portugal. País com regime democrático à beira mar plantado. Vamos lá...
Demorou até um pouco para ver se não dava nas vistas. Mas a Festa continua .......Segundo a revista Focus (pág.25 ), a EDP conta com um novo assessor jurídico. Foi nomeado pelo ex-ministro António Mexia (actual presidente executivo da EDP) e vai ganhar cerca de EUR 10.000/mês.Quem é ele?Perguntam vocês... Pensem um pouco... Mais um bocadinho...Não era fácil...:
- Pedro Santana Lopes (MAIS UM JOB)
A opinião pública é fabricada por quem? Penso que todos somos influenciados pela COMUNICAÇÃO SOCIAL.
ESTÃO TODOS CALADINHOS, PORQUÊ ????????????????Subsistema de Saúde dos Jornalistas.Por que será que andam caladinhos? Objectividade da análise jornalística? Porque é preciso ter os jornalistas na mão....O subsistema de saúde "dos fazedores de opinião" é INTOCÁVEL!!!A Caixa de Previdência e Abono de Família dos Jornalistas é dirigida por uma comissão administrativa cuja presidente é a mãe do ministro António Costa e do Director-Adjunto da Informação da SIC, Ricardo Costa (Maria Antónia Palla Assis Santos - como não tem o "Costa", passa despercebida...).O Ministro José António Vieira da Silva declarou, em Maio último, que esta Caixa manteria o mesmo estatuto!Isso inclui regalias e compensações muito superiores às vigentes na função pública (ADSE), SNS e os outros subsistemas de saúde.É só consultar a tabela de reembolsos anexa.... Mas este escândalo não será divulgado pela comunicação social, porque é parte interessada (interessadíssima!!!) pelo há que o divulgar ao máximo por esta via!!!
Era a manchete do Expresso e custa acreditar. A nossa petrolífera tem vindo a ser albergue de parasitas e toca de incompetentes. Veja-se:Um quadro superior da GALP, admitido em 2002, saiu com uma indemnização de 290.000 euros, em 2004. Tinha entrado na GALP pela mão de António Mexia e saiu de lá para a REFER, quando Mexia passou a ser Ministro das O.P. e Transportes...O filho de Miguel Horta e Costa, recém licenciado, entrou para lá com 28 anos e a receber, desde logo, 6600 euros mensais.Freitas do Amaral foi consultor da empresa, entre 2003 e 2005, por 6350 euros/mês, além de gabinete e seguro de vida no valor de 70 meses de ordenado.Manuel Queiró, do PP, era administrador da área de imobiliário(?) 8.000euros/mês.A contratação de um administrador espanhol passou por ser-lhe oferecido 15 anos de antiguidade (é o que receberá na hora da saída),pagamento da casa e do colégio dos filhos, entre outras regalias.Guido Albuquerque, cunhado de Morais Sarmento, foi sacado da ESSO para a GALP. Custo: 17 anos de antiguidade, ordenado de 17.400 euros e seguro de vida igual a 70 meses de ordenado.Ferreira do Amaral, presidente do Conselho de Administração. Um cargo não executivo(?) era remunerado de forma simbólica: três mil euros por mês, pelas presenças. Mas, pouco depois da nomeação, passou a receber PPRs no valor de 10.000 euros, o que dá um ordenado "simbólico" de 13.000 euros...
Outros exemplos avulsos: Um engenheiro agrónomo que foi trabalhar para a área financeira a 10.000 euros por mês; A especialista em Finanças que foi para Marketing por 9800 euros/mês... Neste momento, o presidente da Comissão executiva ganha 30.000 euros e os vogais 17.500. Com os novos aumentos, Murteira Nabo passa de 15.000 para
20.000 euros mensais.A GALP é o que é, não por culpa destes senhores, mas sim dos amigos que ocupam, à vez, a cadeira do poder. É claro que esta atitude, emula do clássico "é fartar, vilanagem", só funciona porque existe uma inenarrável parceria GALP/Governo. Esta dupla, encarregada de "assaltar" o contribuinte português de cada vez que se dirige a uma bomba de gasolina, funciona porque metade do preço de um litro de combustível vai para a empresa e, a outra metade, para o Governo. Assim, este dream team à moda de Portugal, pode dar cobertura a um bando de sanguessugas que não têm outro mérito senão o cartão de militante. Ou o pagamento de um qualquer favor político...Antes sustentar as gasolineiras espanholas que estão no mercado do que estes vampiros!!!
Assunto:PESO DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS NA POPULAÇÃO ACTIVA ( Dados de 2004)
(Fonte EUROSTAT, publicado no Correio da Manhã)
Suécia .. 33,3%
Dinamarca ..30,4%
Bélgica .. 28,8%
Reino Unido ..27,4%
Finlândia ..26,4%
Holanda .. 25,9%
França .. 24,6%
Alemanha .. 24%
Hungria .. 22%
Eslováquia ..21,4%
Áustria .. 20,9%
Grécia .. 20,6%
Irlanda .. 20,6%
Polónia .. 19,8%
Itália .. 19,2%
República Checa ..19,2%
PORTUGAL .. 17,9%
Espanha .. 17,2%
Luxemburgo .. 16%
Não há pois funcionários públicos a mais. Há sim uma distribuição não correcta, o que faz com que haja sectores em falta e outros em excesso.
Por exemplo, a reforma administrativa que, sem dúvidas, urge fazer-se, deverá começar por mudar a realidade dos dados que nos indicam que cada ministro deste e de outros governos tem, para seu serviço pessoal e sob as suas ordens directas, uma média de 136 pessoas (entre secretários e subsecretários de estado, chefes de gabinete, funcionários do gabinete, assessores, secretárias e motoristas) e 56 viaturas, apenas CINCO vezes mais que no resto da Europa.
Há políticos e governantes que querem a diminuição cega dos quadros apenas para que as empresas privadas de seus amigos e padrinhos possam ser contratadas para fazer serviços públicos ("Outsourcing") e possam facturar muito.
Finalmente, o contraste entre o destaque dado pela comunicação social controlada e até corrupta.
Se serviu para alguma coisa, o «programa dos Prós» da RTP de 22 de Maio, foi que, quando as comadres se zangam, sabem-se as verdades. E a verdade que saiu do programa da RTP foi que temos uma comunicação social corrupta e ao serviço de quem tem muito dinheiro.
Nestes dias, a ideia que mais uma vez a comunicação social vendeu à opinião pública, foi a da necessidade de 200 mil despedimentos na função pública.
Resulta que somos o 3º país da U.E. com menor percentagem de funcionários públicos na população activa.
A realidade sustentada por alguns governantes e ex-governantes, nada mostra quanto aos factos que estarão na base de tais afirmações, tão pouco se naqueles 200 mil, estarão os milhares de "boys" nomeados pelo mesmo sistema que os esses mesmos governantes construiram nos últimos 20 e alguns anos.
Assim se informa e se faz política em Portugal.
Em Setembro de 2002 foi publicada na II Série do Diário da República a aposentação do Exmº. Senhor Juiz Desembargador Dr. José Manuel Branquinho de Oliveira Lobo, a quem foi atribuído o número de pensionista 438.881.
De facto, no dia 1 de Abril de 2002 o Dr. Branquinho Lobo havia sido sujeito a uma “Junta Médica” que, por força de uma doença do foro psiquiátrico, considerou a sua incapacidade para estar ao serviço do Estado, o que foi determinante para a sua passagem à aposentação.
De acordo com o disposto na alínea a) do nº.2 do artigo 37º do decreto-lei nº.498/72 de 9 de Dezembro, em caso de aposentação motivada por incapacidade ou doença, constitui regalia dos magistrados judiciais auferirem a sua pensão de aposentação por inteiro, como se tivessem todo o tempo de serviço para tal necessário.
Por esse motivo, o Dr. Branquinho Lobo passou a auferir uma pensão de aposentação no montante de € 5.320,00.
Contudo, por resolução proferida no dia 30 de Julho de 2004, o Conselho de Ministros do Governo do Dr. Pedro Santana Lopes nomeou o Dr. Branquinho Lobo como Director Nacional da Polícia de Segurança Pública.
Desde então, o Dr. Branquinho Lobo acumula a sua pensão de aposentação por incapacidade com o vencimento de Director Nacional da P.S.P.
Depois de apresentar este texto só posso dizer que tenho vergonha de ser português em Portugal. Gostava de viver numa verdadeira Democracia!
- Todos com o mesmo sistema de saúde;
- Todos a pagarem impostos;
- Todos a terem reformas merecidas e justas;
- Todos com o mesmo sistema de Justiça e não um para os ricos (intocáveis) e outro para os pobres;
- Etc...
Peço a quem ler esta mensagem que divulgue e que se tiver conhecimento de mais casos que me envie para eu compilar tudo para mostrar a todos o país onde vivemos.
tiago.lab@gmail.com
Um abraço
De um simples professor.
domingo, 22 de outubro de 2006
Professores
»Os professores saíram à rua. Gostava de ter saído com eles. Já sei, já sei: a ministra é mulher de coragem e as mordomias da classe não podiam continuar. Mas às vezes pergunto se as “mordomias” da classe, longe de constituírem defeito, não seriam uma absoluta necessidade na definição do papel. O Governo está enganado se acredita que um professor é comparável a um mero gestor empresarial, de quem apenas se exige “produtividade” e “resultados”. E o Governo está dramaticamente enganado ao entregar a avaliação dos docentes aos pais - uma porta aberta para a chantagem e para a corrupção. De um professor espera-se que ensine. E ensinar pressupõe autoridade e confiança. A autoridade tem sido destruída por sucessivos ministérios. E, sobre a confiança, ela só existe quando um professor é entendido, não como peça da engrenagem - mas como um formador de seres humanos. Mordomias? Concedo. Mas, quando ensinar é o verbo, existem mordomias que a experiência aprende a tolerar.«
João Pereira Coutinho - EXPRESSO - edição online paga
João Pereira Coutinho - EXPRESSO - edição online paga
sábado, 21 de outubro de 2006
A verdade nua e crua
O "sistema" ensaiou, para descargo de consciência, a acusação a seis engenheiros, um deles com 82 anos e outro com 77, pela queda da ponte de Entre-os-Rios e, consequentemente, pela morte de 59 pessoas. Todos sabemos, incluindo a acusação protagonizada pelo Ministério Público, que a queda da dita ponte se deveu a múltiplos factores. Naturais uns, certamente. Mas, sobretudo, devido à incúria, à falta de profissionalismo e de brio, ao "deixa andar" que, regra geral, nos caracteriza: ascendendo do fundo dos tempos, vai do contínuo ao Ministro, do engenheiro ao cangalheiro que nos amortalha. E também à nossa grande defesa: a burocracia. Daí que, desde o primeiro momento, me arrepiou ver aqueles seis homens, ali sentados, no banco dos réus, em sofrimento, pela desonra de uma acusação que devia recaír sobre todo o país. O Tribunal fez justiça, absolvendo todos os arguidos. Com o respeito que a memória das vítimas nos merece não se deve desligar este julgamento - a procura de bodes expiatórios - do pedido cível, em que, para além do Estado, as famílias das vítimas reclamavam aos arguidos num total de 13,117 milhões de euros. Com esta sentença, tal pedido esfumou-se!.
Copiado na íntegra do excelente
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