“Se um dia disserem que o seu trabalho não é de um profissional, lembre-se: A Arca de Noé foi construída por amadores; profissionais construíram o Titanic…“
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Jardim do Hospital
Entretanto façamos uma pequena incursão no chamado Jardim do Hospital, agradável recanto de lazer, aqui ao lado, cujo acesso é feito por esta rua. Nasceu do aproveitamento do antigo jardim privativo do solar da Condessa (de que atrás falamos) que a Santa Casa, sua proprietária, franqueou à fruição futura dos moradores da vila, e dos seus visitantes, provavelmente aquando da inauguração oficial do Hospital, em 1886. Posteriormente, em 1924, o Jardim iria beneficiar de importantes melhorias, ao gosto de um conhecido paisagista do Porto, Jacinto de Matos, a fim de receber condignamente o busto da Condessa das Canas - obra do escultor conimbricense João Machado - que podemos ver ao centro. A inauguração deste busto coroou as cerimónias de uma grande manifestação pública que a Santa Casa promoveu, nesse ano, em honra da memória da grande benemérita de Arganil. O Jardim do Hospital é um recinto com excelentes condições para a realização de festejos ao ar livre - o que, de resto várias vezes tem acontecido ao longo da sua existência.
Sempre em domínios do antigo legado da Condessa, podemos ver daqui, na continuação do Jardim, o Parque Infantil Eng. António Silvestre Almeida Leitão. O Eng. António Leitão era um estimável arganilense, muito ligado a Vila Cova do Alva (pois era filho do dr. José Antunes Leitão, que fora "subdelegado de saúde" nesta vila e dali era natural). Faleceu em 1958, muito novo ainda, vítima de desastre de automóvel em que seguia com sua mãe, em condições particularmente trágicas para esta: assistiu à morte do filho por afogamento num açude do Ceira, onde o carro fora cair após se ter despistado, - sem lhe poder acudir! Querendo perpetuar a memória do filho, subsidiou a construção deste parque - a que a Santa Casa deu o nome do malogrado arganilense.
Ao Parque Infantil segue-se a Mata do Hospital - um parque de lazer que constitui uma verdadeira preciosidade do património cultural de Arganil.
Roteiro Cultural do Centro Histórico de Arganil
Sempre em domínios do antigo legado da Condessa, podemos ver daqui, na continuação do Jardim, o Parque Infantil Eng. António Silvestre Almeida Leitão. O Eng. António Leitão era um estimável arganilense, muito ligado a Vila Cova do Alva (pois era filho do dr. José Antunes Leitão, que fora "subdelegado de saúde" nesta vila e dali era natural). Faleceu em 1958, muito novo ainda, vítima de desastre de automóvel em que seguia com sua mãe, em condições particularmente trágicas para esta: assistiu à morte do filho por afogamento num açude do Ceira, onde o carro fora cair após se ter despistado, - sem lhe poder acudir! Querendo perpetuar a memória do filho, subsidiou a construção deste parque - a que a Santa Casa deu o nome do malogrado arganilense.
Ao Parque Infantil segue-se a Mata do Hospital - um parque de lazer que constitui uma verdadeira preciosidade do património cultural de Arganil.
Roteiro Cultural do Centro Histórico de Arganil
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Sindicato dos trabalhadores e operários da Blogosfera!
La blogosfera tiene poder. Lo saben las empresas, que han comenzado a dedicar recursos exclusivos para el envío de información a los autores de los blogs. Lo saben los políticos, que abren blogs para ganarse el favor de un tipo de público distinto. Y lo saben los propios blogueros, que observan cómo sus pequeñas páginas son visitadas cada día con más frecuencia.
Crear un sindicato, el objetivo bloguero
Rua Veiga Simões
Alberto da Veiga Simões, nasceu em Arganil, em 1888, falecendo, numa clínica, em França, onde então residia, em 1954; passou uma boa parte da existência fora do País, que a tanto era obrigado pela carreira diplomática que escolheu, depois de um período de intenso envolvimento na vida política nacional.
Nesta rua, começaremos por lembrar que no primeiro andar do primeiro prédio que se nos depara à esquerda nasceu, em 1911, Albano Nogueira, o qual, ainda estudante de Direito, em Coimbra, já se distinguia como homem de Letras, muito ligado ao "Grupo da Presença". Não obstante ter enveredado cedo pela vida diplomática - tendo chegado a embaixador -, nunca poria completamente de parte a actividade literária, domínio em que grangeou estatuto de crítico consagrado.
O actual aspecto da casa (propriedade do embaixador e seus sobrinhos) é resultado das sucessivas transformações que sofreu o antigo solar duma família de apelido Pimentel, solar que, (segundo Regina Anacleto) ainda existia no último quartel do século XIX. Foi adquirido por um antepassado dos actuais proprietários, que iniciou o processo dessas transformações, as quais acabariam por descaracterizar o aspecto do velho edifício.
Logo a seguir, ainda do lado esquerdo, temos o começo da antiga Rua do Cotovelo, hoje Rua de A Comarca de Arganil, na qual este conhecido periódico teve as primeiras instalações.
A historiadora Regina Anacleto nasceu no prédio que vem depois. Do outro lado, surge-nos, com o n.º 19, a casa onde viveu Guilherme Ferreira Rodrigues, que fez parte, como enfermeiro, da equipa chefiada pelo dr. Fernando Vale, que já referimos atrás. A população da vila ainda hoje recorda, com saudade, o homem bom e o enfermeiro competente e deligente que Guilherme Ferreira Rodrigues foi.
No extremo da rua, n.º1 e 3, fazendo esquina com a Rua Jornal de Arganil, podemos ver o edifício onde este outro semanário arganilense teve as suas primeiras instalações.
Roteiro Cultural do Centro Histórico de Arganil
LRRTM1
El gen LRRTM1 es el responsable de que uno sea zurdo o diestro
Un estudio descubre que este gen condiciona la asimetría del cerebro.
Además, puede estar detrás de trastornos como la esquizofrenia.
Los autores del estudio no vinculan el ser zurdo a ser esquizofrénico.
¿Qué nos hace ser diestros o zurdos?
Un estudio descubre que este gen condiciona la asimetría del cerebro.
Además, puede estar detrás de trastornos como la esquizofrenia.
Los autores del estudio no vinculan el ser zurdo a ser esquizofrénico.
¿Qué nos hace ser diestros o zurdos?
A pesca em Gaza
Expo Mundial de la Cultura 2007
Vista general de las instalaciones de la Expo Mundial de la Cultura 2007 en la ciudad surcoreana de Gyeongju. La expo se celebra del 7 de septiembre hasta el 26 de octubre.
Largo Augusto de Oliveira Coimbra
O dr. Augusto de Oliveira Coimbra (1868-1941), que era natural de Penacova, veio para Arganil a fim de fazer vida de advogado. Impôs-se ao meio, chegando a ser uma das pessoas mais influentes desta vila, na primeira metade do século XX. E o curioso é que conseguiu toda essa influência sem deixar de ser uma pessoa de quem, no íntimo, toda a gente gostava. Este largo é vulgarmente conhecido por Largo do Campanário.
O Largo do Campanário, ou Campanário, simplesmente, nó importante da rede viária da vila, é dominado, como o nome indica, pela presença da torre sineira da igreja de S. Gens, da qual aliás se encontra separada e em plano superior, para que o som das badaladas possa ser ouvido noutros pontos da terra.
Noutro tempo, o largo dispunha de bancos onde os moradores desta zona da vila, no tempo quente, gostavam de se sentar, à noite, depois do trabalho, em descontraída e agradável cavaqueira. Apareciam frequentemente figuras populares famosas, como a Júlia do Campanário e a Júlia Italiana, por exemplo. Terá perdido esse carácter de lugar privilegiado de convívio popular nos anos novecentos e quarenta, quando desapareceram os bancos que aqui havia, em consequência da transformação que o local sofreu devido a obras que visaram o seu embelezamento.
O prédio que tem o n.º 3 - a antiga "Casa da Torre" - pertenceu a uma família que teve grande presença em Arganil, a família Sá Nogueira. Nesta casa passou, portanto, a infância e parte da juventude, António Emydio Sá Nogueira, contemporâneo e émulo de Veiga Simões. Formado em direito, viria a ser, em Lisboa, nome grande da advocacia portuguesa, chegando mesmo a bastonário da respectiva Ordem. Posteriormente, no mesmo edifício viveu e teve escritório outro distinto advogado, o dr. Eduardo Ralha, que aí iniciou a sua vida profissional e chegaria a ser um dos mais brilhantes causídicos do Porto. Mais tarde, foi a Associação dos Bombeiros Voluntários Argus qu aí esteve instalada durante anos.
Dado ser este um Passei que se pretende cultural, é oportuno recordar nesta altura as condições em que nasceu esta benemérita instituição.
No final do primeiro quartel do século XX, a sociedade desta vila, quanto a formais associações de convívio existentes, podia caracterizar-se assim: havia o velho "Grémio" reservado, por assim dizer, à frequência dos notáveis da vila, e havia a, por essaa altura surgida, Sociedade Recreativa Argus, agremiação esta, por seu turno, de carácter francamente popular, criada por iniciativa de gente nova, ligada ao sector do trabalho; em suma: uma socieddae claramente constituída por dois estratos distintos. Este quadro iria manter-se até aos anos novecentos e trinta. E é então que na vila ocorre uma outra iniciativa, de que foram protagonistas o dr. Eduardo Ralha, Frederico Simões, António Dias Gouveia e Augusto Ferreira, liderados pelo dr. Fernando Valle, animados pelo propósito de porem de pé um projecto de solidarieddae social que passava pela fusão do "Grémio" e da Socieddae Recreativa Argus numa estrutura associativa única: - a Associação dos Bombeiros Voluntários Argus. Projecto, que em torno da criação dum "corpo de bombeiros", se propunha dar grande atenção igualmente à cultura física (e assim iriam surgir o "campo de jogos" e a equipa que está na origem do actual Grupo Desportivo Argus), à cultura intelectual (à música, ao teatro, ao fomento da leitura) e à cultura moral e cívica da gente moça da terra. Para remate deste apontamento, acrescentarei somente que o projecto da criação da Associação dos Bombeiros Voluntários Argus, no seu formato inicial, - pelo altruismo dos seus propósitos, pela onda de interesse que desencadeou na população da vila, constitui uma das páginas mais belas da história conhecida da cultura arganilense.
Do Campanário faz ainda parte a antiga "Eirinha", hoje reduzida ao Largo 25 de Abrl, e ao qual se tem acesso por uma pequena escada. Outora, aí se secavam cereais, na época própria, e daí se lançavam pregões relativos a disposiçõees das autoridades, na altura que iam entrar em vigor.
Roteiro Cultural do Centro Histórico de Arganil
O Largo do Campanário, ou Campanário, simplesmente, nó importante da rede viária da vila, é dominado, como o nome indica, pela presença da torre sineira da igreja de S. Gens, da qual aliás se encontra separada e em plano superior, para que o som das badaladas possa ser ouvido noutros pontos da terra.
Noutro tempo, o largo dispunha de bancos onde os moradores desta zona da vila, no tempo quente, gostavam de se sentar, à noite, depois do trabalho, em descontraída e agradável cavaqueira. Apareciam frequentemente figuras populares famosas, como a Júlia do Campanário e a Júlia Italiana, por exemplo. Terá perdido esse carácter de lugar privilegiado de convívio popular nos anos novecentos e quarenta, quando desapareceram os bancos que aqui havia, em consequência da transformação que o local sofreu devido a obras que visaram o seu embelezamento.
O prédio que tem o n.º 3 - a antiga "Casa da Torre" - pertenceu a uma família que teve grande presença em Arganil, a família Sá Nogueira. Nesta casa passou, portanto, a infância e parte da juventude, António Emydio Sá Nogueira, contemporâneo e émulo de Veiga Simões. Formado em direito, viria a ser, em Lisboa, nome grande da advocacia portuguesa, chegando mesmo a bastonário da respectiva Ordem. Posteriormente, no mesmo edifício viveu e teve escritório outro distinto advogado, o dr. Eduardo Ralha, que aí iniciou a sua vida profissional e chegaria a ser um dos mais brilhantes causídicos do Porto. Mais tarde, foi a Associação dos Bombeiros Voluntários Argus qu aí esteve instalada durante anos.
Dado ser este um Passei que se pretende cultural, é oportuno recordar nesta altura as condições em que nasceu esta benemérita instituição.
No final do primeiro quartel do século XX, a sociedade desta vila, quanto a formais associações de convívio existentes, podia caracterizar-se assim: havia o velho "Grémio" reservado, por assim dizer, à frequência dos notáveis da vila, e havia a, por essaa altura surgida, Sociedade Recreativa Argus, agremiação esta, por seu turno, de carácter francamente popular, criada por iniciativa de gente nova, ligada ao sector do trabalho; em suma: uma socieddae claramente constituída por dois estratos distintos. Este quadro iria manter-se até aos anos novecentos e trinta. E é então que na vila ocorre uma outra iniciativa, de que foram protagonistas o dr. Eduardo Ralha, Frederico Simões, António Dias Gouveia e Augusto Ferreira, liderados pelo dr. Fernando Valle, animados pelo propósito de porem de pé um projecto de solidarieddae social que passava pela fusão do "Grémio" e da Socieddae Recreativa Argus numa estrutura associativa única: - a Associação dos Bombeiros Voluntários Argus. Projecto, que em torno da criação dum "corpo de bombeiros", se propunha dar grande atenção igualmente à cultura física (e assim iriam surgir o "campo de jogos" e a equipa que está na origem do actual Grupo Desportivo Argus), à cultura intelectual (à música, ao teatro, ao fomento da leitura) e à cultura moral e cívica da gente moça da terra. Para remate deste apontamento, acrescentarei somente que o projecto da criação da Associação dos Bombeiros Voluntários Argus, no seu formato inicial, - pelo altruismo dos seus propósitos, pela onda de interesse que desencadeou na população da vila, constitui uma das páginas mais belas da história conhecida da cultura arganilense.
Do Campanário faz ainda parte a antiga "Eirinha", hoje reduzida ao Largo 25 de Abrl, e ao qual se tem acesso por uma pequena escada. Outora, aí se secavam cereais, na época própria, e daí se lançavam pregões relativos a disposiçõees das autoridades, na altura que iam entrar em vigor.
Roteiro Cultural do Centro Histórico de Arganil
terça-feira, 7 de agosto de 2007
O cabo das tormentas
Passei boa parte da tarde de hoje entre o design e a tradição artesanal de tentar descobrir o erro (os erros) do template do Sem Ordem que começou cedo, e tornou-se intenso de cada vez que por tentativas fazia as correcções necessárias e o resultado frequentemente uma coisa muito básica. O HTML teimava em fazer-me a cabeça em água.
Desisti! Resolvi avançar para um novo estilo. E porque não? Pessoalmente gosto desta "Start-Box" mais arrumada.
HyperText Markup Language ou Linguagem de Marcação HiperTexto, uma linguagem simples composta de marcações de formatação e diagramação de hipertexto/hipermídia (informações em texto, imagens, sons e ações ligadas umas às outras de uma forma complexa e não-sequencial através de chaves relacionadas).
É a linguagem da WWW (World Wide Web), justamente por essa capacidade de formatação e diagramação de hipertexto/hipermídia. Atualmente existem muitas outras linguagens utilizadas concorrentemente com o HTML (Java, ActiveX, etc...) mas a base da WWW ainda é , de longe, o HTML, que é interpretada por todos os navegadores (browsers) disponíveis (Netscape, Internet Explorer, Mosaic, etc...).
O documento em HTML é um arquivo texto comum (ASCII) que pode ser escrito através de qualquer editor de textos comum (Edit, E , Norton Editor, Notepad, ...) e tem a terminação .htm ou .html .
Como é uma linguagem interpretada, a partir do momento em que se salvou o arquivo HTML o mesmo já pode ser aberto por qualquer navegador...
Desisti! Resolvi avançar para um novo estilo. E porque não? Pessoalmente gosto desta "Start-Box" mais arrumada.
HyperText Markup Language ou Linguagem de Marcação HiperTexto, uma linguagem simples composta de marcações de formatação e diagramação de hipertexto/hipermídia (informações em texto, imagens, sons e ações ligadas umas às outras de uma forma complexa e não-sequencial através de chaves relacionadas).
É a linguagem da WWW (World Wide Web), justamente por essa capacidade de formatação e diagramação de hipertexto/hipermídia. Atualmente existem muitas outras linguagens utilizadas concorrentemente com o HTML (Java, ActiveX, etc...) mas a base da WWW ainda é , de longe, o HTML, que é interpretada por todos os navegadores (browsers) disponíveis (Netscape, Internet Explorer, Mosaic, etc...).
O documento em HTML é um arquivo texto comum (ASCII) que pode ser escrito através de qualquer editor de textos comum (Edit, E , Norton Editor, Notepad, ...) e tem a terminação .htm ou .html .
Como é uma linguagem interpretada, a partir do momento em que se salvou o arquivo HTML o mesmo já pode ser aberto por qualquer navegador...
Intemporal
Foto de família
Janeiro de Cima. Casa da avó da Eira. Ano de 1965 (?). O meu avô José Fernandes, o primeiro a contar do lado direito, o meu tio Amândio, tias, tios, primos, a minha madrinha Rosa Fernandes, e a minha Querida avó da Eira, do lado esquerdo da foto. A sombra no chão da enorme figueira, que marcou o tempo de cada um. Tive o privilégio de ali ter estado com a minha avó, bondosa senhora de postura terna, amável e acolhedora.
(...) Em Janeiro de Cima o tio César e família instalaram-se na grande casa da Eira, numa suave colina donde se vê toda a povoação. Era um sítio e privilegiado. Ali ao lado, a capela da Senhora do Livramento cuja grandiosa romaria é sempre no terceiro Domingo de Agosto. Lá mais no alto no cabeço arredondado existe outra ermida, a de S.Sebastião. (...) À noite, depois de um dia de trabalho árduo, a reza era ponto de honra. Todos mesmo cheios de sono rezavam e davam graças ao Senhor. Ali mesmo ao lado a Senhora do Livramento escutava todas as noites atentamente o que aqueles filhos lhe pediam em fervorosas orações, e não deixava certamente de lhe dar a sua bênção protectora.(...) O tio César, bastante cedo foi chamado para o reino dos justos, com grande pesar e consternação de toda a numerosa família. Agora quem ia tomar o leme embarcação era o seu genro José Fernandes pai de oito filhos, homem também trabalhador, de fino trato, inteligente, culto, estudioso e de larga visão das coisas e situações. José Fernandes, devido à sua honestidade e bondade soube conquistar amigos e integrar-se perfeitamente nos problemas da freguesia e nas suas instituições, chegou mesmo a ser durante vários anos presidente da Junta da Freguesia e também alguns anos mordomo das festas religiosas que se celebravam na freguesia. A sua esposa, Maria de Jesus, foi uma verdadeira santa, uma luz que brilhou sempre na Eira. Nenhum pobre, e eram muitos que ali iam pedir esmola, ficam sem uma dádiva, uma palavra de conforto, um sorriso, uma esperança... Maria de Jesus, foi também a personificação de uma verdadeira esposa e mãe. Conservou sempre uma postura terna, amável e acolhedora até ao fim da vida, e nunca esqueceu as virtudes que levou da sua aldeia de Ceiroquinho escondida entre serranias.(...)
"Contos" de António Jesus Fernandes
Largo Manuel da Costa Vasconcelos Delgado
O padre Manuel da Costa Vasconcelos Delgado (1790-1856) é uma das figuras mais emblemáticas da história dos arganilenses - tanto pelo que fez ao serviço da Igreja local como da correspondente sociedade civil. À frente da igreja de São Gens, foi um zeloso administrador do património religioso da paróquia, desenvolveu uma brilhantíssima acção no campo da educação musical dos paroquianos, e, porque era de facto pessoa dotada de acentuado sentido artítico, imprimiu às cerimónias religiosas da vila do seu tempo um esplendor como talvez nunca tivessem atingido. Por outro lado, no plano cívico, a sua actuação como autoridade administrativa - foi simplesmente modelar.
Pertencente à aristocracia da terra e, ainda por cima sacerdote, a onda de intolerância miguelista que no seu tempo varreu o País não lhe perdoou o "crime" de pensar que o Homem nasceu para ser livre. E assim o perseguiram com uma fúria selvática, Serra fora, até o prenderem e encurralarem, durante anos, na prisão de Almeida. Todavia, quando daí saíu, após a vitória do liberalismo, em 1834, e se encontrou à frente da Administração de Arganil, sua terra natal, teve a grandeza de alma necessária para ignorar os "zelosos" conterrâneos que lhe fizeram a vida negra.
Ora, a primeira coisa que provavelmente chama a nossa atenção quando entramos neste espaço - onde a vil deve ter iniciado o seu desenvolvimento urbanístico - é o pelourinho, que temos na frente. Havendo-se perdido a memória do monumento original, a Câmara incumbiu, há anos, o investigador histórico e artista arganilense A. Nunes Pereira, de conceber um pelourinho que substituísse o primeiro, o qual de resto ninguém sabe onde se localizava. Trata-se pois dum projecto daquele atista, natural da Mata do Fajão (Infelizmente, há pouco falecido).
A pedonal que faz a ligação deste largo à rua Cinco de Outubro chama-se (actualmente) rua Comendador António Lopes da Costa, (que viveu e faleceu no n.º 5) antigo professor primário e pessoa ilustre de Arganil. Já na última fase da sua vida, ainda foi director de "A Comarca", havendo-se dedicado então simultaneamente, a fazer investigações sobre a história sua terra - o qu lhe iria dar ensejo a publicar importantes notícias referentes a esse tem naquele jornal.
Avançando para a esquerda temos a velha Fonte da Bica, que deu o nome a esta zona da vila.
No terreno que se vê por cima da fonte propriamente dita (Terreno hoje ocupado com construções recentes.) existiu em tempos recuados aquele que foi porventura o solar de maior requinte arquitectónico que alguma vez terá existido em Arganil. Segundo a historiadora arganilense Regina Anacleto, foi construído em anos de setecentos pelo reitor dr. Manuel Lemos Tunes. Por morte deste, passou à posse duma irmã que casaria com um representante da família Barreto Perdigão Vilas-Boas, de Góis, casal esse que estabeleceu residência em Arganil. O solar foi passando à posse doutros descendentes, até que em 1890, um deles, que vivia em África, veio a Arganil para vender tudo o que aqui possuía, não se sabe a quem. Assim se compreende que esse imóvel tenha permanecido na memória dos arganilenses como o "solar dos Perdigões Vilas-Boas". Em 1906, diz Veiga Simões, já o solar se encontrava em deplorável estado de conservação. Presentemente, os únicos vestígios conhecidos do solar - aliás vestígios da respectiva capela - são fragmentos do célebre retábulo, em pedra de Ançã, figurando a Última Ceia, que se encontram em exposição permanente nos Paços do Concelho.
Mesmo em frente da Fonte, no n.º 17, encontra-se a "Casa dos Vasconelos", que foi propriedade desta família arganilense e onde viveu o padre Delgado. Era inicialmente um vasto casarão com frente para este largo e fazendo esquina para a rua adjacente. A certa altura, porém, devido a partilhas, deu origem a duas unidades distintas, situação que se mantém.
Daqui parte, em direcção ao Paço, a rua Frederico Simões, outro notável de Arganil, grande entusiasta da constituição do corpo de Bombeiros Voluntários Argus, de que foi aliás o primeiro comandante.
Roteiro Cultural do Centro Histórico de Arganil
Pertencente à aristocracia da terra e, ainda por cima sacerdote, a onda de intolerância miguelista que no seu tempo varreu o País não lhe perdoou o "crime" de pensar que o Homem nasceu para ser livre. E assim o perseguiram com uma fúria selvática, Serra fora, até o prenderem e encurralarem, durante anos, na prisão de Almeida. Todavia, quando daí saíu, após a vitória do liberalismo, em 1834, e se encontrou à frente da Administração de Arganil, sua terra natal, teve a grandeza de alma necessária para ignorar os "zelosos" conterrâneos que lhe fizeram a vida negra.
Ora, a primeira coisa que provavelmente chama a nossa atenção quando entramos neste espaço - onde a vil deve ter iniciado o seu desenvolvimento urbanístico - é o pelourinho, que temos na frente. Havendo-se perdido a memória do monumento original, a Câmara incumbiu, há anos, o investigador histórico e artista arganilense A. Nunes Pereira, de conceber um pelourinho que substituísse o primeiro, o qual de resto ninguém sabe onde se localizava. Trata-se pois dum projecto daquele atista, natural da Mata do Fajão (Infelizmente, há pouco falecido).
A pedonal que faz a ligação deste largo à rua Cinco de Outubro chama-se (actualmente) rua Comendador António Lopes da Costa, (que viveu e faleceu no n.º 5) antigo professor primário e pessoa ilustre de Arganil. Já na última fase da sua vida, ainda foi director de "A Comarca", havendo-se dedicado então simultaneamente, a fazer investigações sobre a história sua terra - o qu lhe iria dar ensejo a publicar importantes notícias referentes a esse tem naquele jornal.
Avançando para a esquerda temos a velha Fonte da Bica, que deu o nome a esta zona da vila.
No terreno que se vê por cima da fonte propriamente dita (Terreno hoje ocupado com construções recentes.) existiu em tempos recuados aquele que foi porventura o solar de maior requinte arquitectónico que alguma vez terá existido em Arganil. Segundo a historiadora arganilense Regina Anacleto, foi construído em anos de setecentos pelo reitor dr. Manuel Lemos Tunes. Por morte deste, passou à posse duma irmã que casaria com um representante da família Barreto Perdigão Vilas-Boas, de Góis, casal esse que estabeleceu residência em Arganil. O solar foi passando à posse doutros descendentes, até que em 1890, um deles, que vivia em África, veio a Arganil para vender tudo o que aqui possuía, não se sabe a quem. Assim se compreende que esse imóvel tenha permanecido na memória dos arganilenses como o "solar dos Perdigões Vilas-Boas". Em 1906, diz Veiga Simões, já o solar se encontrava em deplorável estado de conservação. Presentemente, os únicos vestígios conhecidos do solar - aliás vestígios da respectiva capela - são fragmentos do célebre retábulo, em pedra de Ançã, figurando a Última Ceia, que se encontram em exposição permanente nos Paços do Concelho.
Mesmo em frente da Fonte, no n.º 17, encontra-se a "Casa dos Vasconelos", que foi propriedade desta família arganilense e onde viveu o padre Delgado. Era inicialmente um vasto casarão com frente para este largo e fazendo esquina para a rua adjacente. A certa altura, porém, devido a partilhas, deu origem a duas unidades distintas, situação que se mantém.
Daqui parte, em direcção ao Paço, a rua Frederico Simões, outro notável de Arganil, grande entusiasta da constituição do corpo de Bombeiros Voluntários Argus, de que foi aliás o primeiro comandante.
Roteiro Cultural do Centro Histórico de Arganil
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Spiderman

Spiderman existe. El escalador francés Alain Robert, también conocido como Spiderman sube por el pilar sur del puente 25 de abril (Lisboa) por el que pasa el río Tajo, de 190 metros de altura. Este puente se inauguró en 1966 y se le puso el nombre después de la revolución portuguesa de 1974. Robert fue detenido más tarde después de bajar por los tubos de acero que sustentan la plataforma.
A Barca de Janeiro de Cima
A Barca de outros tempos. A roda, a paisagem, as crianças, os homens, as roupas, o rio. A genuína paisagem. O percurso de cada um, espelho também de um tempo sereno e natural.
Subscrever:
Mensagens (Atom)








20minutos.es