domingo, 16 de setembro de 2007

Existência plural

Um Poeta Beirão: Simões Dias
Beatriz Alcântara

Em 1963, aos dezenove anos, publicou, em Coimbra, seu primeiro livro de poesia, Mundo Interior, ao qual seguiu-se, um ano depois, a publicação do poema Sol à Sombra. Ainda no mesmo período de estudos universitários, publicou um livro de contos intitulado Coroa de Amores e, com registro incerto, outro livro de contos, Figuras de Gesso.
Lecionando para sustentar seus estudos e permitir-lhe a independência, o poeta foi cristalizando uma experiência didática, que viria a acompanha-lo pelo resto da vida, mas que não lhe vetava uma existência plural, rica em acontecimentos, amores e desamores, cujos registros podem ser exemplificados com o poema “Na Praia”, quadras de um ingênuo amor:

Formoso pôr de sol! Formosa tela!
É como um resplendor,
Em pé sobre uma rocha a visão bela
Do meu primeiro amor!
Cinge-lhe o sol a fronte alabastrina,
Aureola de santa!
Beija-lhe o rosto a vaga tremulina
Que do mar se levanta!
Dois meses após a formatura acadêmica, Simões Dias casou-se na Sé de Coimbra - a 3 de setembro de 1868 - com Guilhermina Simões da Conceição, jovem de “formosura rara”, numa prestigiada cerimônia, segundo relato dos contemporâneos.

Os estudos universitários concluídos com invulgar brilhantismo, surgiu o convite para integrar o corpo docente da Universidade de Coimbra, mas o poeta resolveu descortinar outros horizontes e concorreu à carreira de ensino público, sendo nomeado para a cidade alentejana de Elvas, em 1969.

A cidade acolheu bem o jovem professor, que já possuía um certo nome literário, e ensejou-lhe a criação e a edição de novas obras.

Mas uma infelicidade esperava o escritor, a morte da esposa, aos 24 anos. com menos de um ano de casamento.

Grande desgosto, expresso no poema “A hera e o olmeiro”:

Perpassa o vendaval com brava sanha
No cume da montanha,
E o ramo de hera que o olmeiro abraça
Arranca e despedaça!
Tu eras, meu amor, qual ramo de hera
Da minha primavera;
Eu era, linda flor, qual triste olmeiro,
O teu amor primeiro!
Mas veio sobre nós a dura sanha
Do vento da montanha,
E tu mimoso arbusto que eu amara,
Tombaste, ó sorte avara!
Agora, em pó desfeita a planta linda,
Por que é que espero ainda?
Que a mesma ventania, quando passe,
Me tombe e despedace!
Da permanência em Elvas resultaram definitivas vertentes na vida literário de Simões Dias.

A proximidade com as terras de Espanha ensejou a publicação de Espanha Moderna, estudos sobre a Literatura espanhola contemporânea, que lhe propiciaram a Comenda de Isabel a Católica, do Governo espanhol, e que, simultaneamente, inauguraram e direcionaram o autor para a escrita de cunho didático.

Em Elvas, no ano de 1870, surgiu a primeira edição das Peninsulares, canções meridionais que consagraram definitivamente o poeta.

Pesaroso com a viuvez, Simões Dias pediu transferência para Lisboa. Curta foi a estada, menos de um ano, de agosto de 1870 a abril de 1871.

Porém, ainda que rápida a passagem, ela ensejou a freqüência e a participação nos saraus literários de António Feliciano de Castilho, tão ao gosto da época.

Desse convívio ficou o registro no poema “Musa Nova”, versos de procedimento quase precioso:

A musa da nossa idade
É um ser extravagante,
Com igual jovialidade
Sorri ao Bocaccio e ao Dante
Ora solta sobre ruínas
O grito das maldições,
Ora do alto das colinas
Faz discurso às multidões.
...........................................
Divina sacerdotisa,
Quando a topo no caminho,
Tapeto-lhe o chão que pisa
De palmas e rosmaninho!
Já distante de Elvas, foi ainda nessa cidade que veio a lume novo livro de poesia, Ruínas, posteriormente incluído em outra edição das Peninsulares.

O poeta retornou à Beira. Fixou residência na cidade de Viseu, para onde foi nomeado professor do Liceu com regência da cadeira de Oratória, Poética e Literatura. Em Viseu, de 1871 a 1886, Dr. José Simões Dias viveu a maior, a mais diversificada e a mais profícua fase da idade adulta.

Em setembro de 1872, contraiu novo matrimônio com Maria Henriqueta de Menezes e Albuquerque de quem veio a ter uma filha, Judith, que lhe proporcionou uma descendência legitimada, o neto, o músico Mário Simões Dias. Os versos, por amor, elevavam-se:

Todo o meu ser se evola em doces êxtases,
Como se fora em ascensão divina
Arrebatado ao céu! Da gota rubra
Do sangue do Calvário sobre a rocha
Escorre a fé e o amor! A caridade
Sorri na cruz a distender os braços,
E a meiga esperança, reluzindo no alto,
Brilha formosa como à tarde um íris!
Em terras de Viseu, Simões Dias firmou-se como escritor e professor, enquanto ampliava e diversificava seus interesses e atuação.

Consolidou-se como um proficiente e atualizado escritor pedagógico, iniciou e afirmou-se na política, como Deputado às Cortes, em várias legislaturas – 1879, 1884, 1887 e 1890, por Mangualde, Pombal e Mértola – tendo evidenciado-se grande orador, erudito e frontal.

Figura eminente do Partido Progressista, proferia discursos polêmicos, defendia, em jornais e em comícios de rua, causas por tal modo inflamadas que, certa vez, foi vítima de uma cena pública de violência física protagonizada por um opositor.

Os registros da época apontam-lhe uma firme, proveitosa e democrática atuação política, devendo-se à sua natural inclinação para o mundo das letras, defesa e propositura da instituição de feriado nacional, no dia do tricentenário de morte de Camões, 10 de junho de 1879.

Ao participar de debates tão acesos, Simões Dias descobriu-se também jornalista, chegando a fundar três periódicos: o jornal Observador em 1878, liberal e patriótico; no ano seguinte, o Distrito de Viseu, voz do Partido Progressista, que ele dirigiu por oito anos; o inovador diário, O Globo, que circulou de 1888 a 1891; além de ter colaborado e dirigido, de 1887 a 88, o jornal progressista Correio da Noite.

Eram novos os tempos e outras as verdades. O poeta Simões Dias cantava,

Quando caiu exangue a velha sociedade,
Alguém que nos guiava os passos mal seguros
Nos disse, olhar em chamas: “Ó filhos d’outra idade,
O largo mundo é vosso, apóstolos futuros!
e na louvação ao progresso e ao nacionalismo, em outras estrofes enalteceu o Marquês de Pombal:

No pedestal da glória,
Que o pátrio amor sustenta,
Perfeitamente assenta
A estatua do marquês,
Pois que ninguém na história,
De pulso tão ousado,
Ergueu mais alto o brado
Do nome português!
......................................
Exangue morre a pátria?
Exausto anda o erário?
O reino, um proletário?
O ensino, uma irrisão?
Pois bem! Do vasto cérebro
Do herói do luso povo
Virá um mundo novo:
A luz, a escola, o pão!

Ao longo do período visiense, várias publicações didáticas de sua lavra surgiram: em 1972, Compêndio de História Pátria e Compêndio de Poética e Estilo, posteriormente denominada Teoria da Composição Literária; em 1875, História da Literatura Portuguesa; em 1881, Elementos de Oratória e Versificação Portuguesa, depois refundida na História da Composição; em 1880 a 1ª edição/Porto e em 1883 a 2ª edição/Coimbra, de A Instrução Secundária e colaborou com o Manual de Leitura e Análise, editado no Porto em 1883.
A Literatura, um pouco relegada, como se pode supor numa existência tão repleta e diversificada, tomou uma feição diferente, o romance.
A afinidade com um escritor constrói-se, via de regra, a partir da identificação que o leitor estabelece com sua obra. Por esse modo lembro-me de terem-se iniciado minhas preferências literárias e, a devoção que nutro por certos escritores como, Luís Vaz de Camões, Marcel Proust, Fernando Pessoa, Florbela Espanca, Clarice Lispector e Josué Montelo.

Todavia, para cada regra formulada, logo surge um fato contrário, e assim, numa contra-regra, aconteceu a ligação que estabeleci com um dos mais ilustres beirões de todos os tempos, o benfeitense Dr. José Simões Dias.

Fala-se que a aldeia da Benfeita, no concelho de Arganil, distrito de Coimbra, tem a forma de um lenço de três pontas. Numa das pontas desse lenço, no pequeno largo da capela de Nossa Senhora da Assunção, ficava a casa de meus bisavós Fonseca, onde, nos tempos em que minha avó Augusta e tia Laura viviam, eu passava boa parte das férias “grandes”.

Tanto quanto lembro das águas frias nos meus pés a chapinharem sobre os seixos na ribeira estival, recordo, e ainda repito, algumas quadras de Simões Dias recitadas durante os serões familiares da meninice. Uma dessas quadras, de sabor popular, é quase proverbial na minha pequena família, na outra banda do Atlântico:

Quem tem filhos, tem cadilhos
Quem não os tem, antes os tivesse
Porque quem tem filhos a vida
não finda, mesmo depois de morrer.
Mas atenção! Há um engano. Como poderia um poeta de tão grande arte como o Dr. José Simões Dias, de competente e sábio domínio literário a ponto de ter compilado os conhecimentos em duas obras valorosas, Compêndio de Poética e Estilo e Teoria da Composição Literária, ter construído uma quadra tão alheia à métrica normativa da redondilha maior?
Compare-se a anterior à quadra original do poeta:

Quem tem filhos tem cadilhos
Diz o rifão, mas é ver
Se alguém há que tendo filhos
Deseje vê-los morrer!

Peninsulares: odes,

A modificação das quadras toca num ponto nevrálgico, raramente abordado na relação autor e fruidor da obra de arte.

Uma obra literária, cinqüenta anos passados da morte do escritor, passa a ser, por lei, de domínio publico, livre de direitos autorais, e portanto, patrimônio popular, desde que ao povo assim lhe apeteça.

Antes desse prazo regulamentar, no entanto, nas quadras em questão, o senso comum interiorano português achou-se por tal modo identificado no sentir com o brilho setissílabo de Simões Dias que essas quadras modificaram-se ao sabor das vontades, numa literatura, digamos, quase oral, percorrendo um sinuoso trajeto de casa para casa, a ecoar de uma aldeia para outra, entoada por cantadores ambulantes, jograis e cegos de feira em feira das entre-beiras até os “algarves”, pois foi no sul peninsular que Estácio da Veiga ouviu o canto popular das trovas de “O Teu Lenço”, poema aqui reproduzido, em parte:

O lenço que tu me deste
Trago-o sempre no meu seio,
Com medo que desconfiem
D’onde este lenço me veio.
As letras que lá bordaste
São feitas do teu cabelo;
Por mais que o veja e reveja,
Nunca me farto de vê-lo.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
A cismar neste bordado
Não sei até no que penso;
Os olhos trago-os já gastos
De tanto olhar para o lenço.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Quanto mais me ponho a vê-lo,
Mais este amor se renova;
No dia do meu enterro
Quero levá-lo p’ra cova.
Peninsulares: canções, 5ª ed. Comemorativa
I Centenário da Morte de J. Simões Dias, Porto, 1999.

Se alguns versos do autor das Peninsulares - a obra mais renomada – converteram-se quase ao anonimato, talvez o fato se deva a que o poeta - o homem, o cidadão - ascendeu social e culturalmente, mas a sua poesia jamais perdeu a feição, o tom e a sabedoria da gente simples da sua aldeia - Benfeita. Simplicidade essa, tão marcante que, ainda hoje, decorridos mais de cem anos da morte do escritor, acha-se a povoação natal de Simões Dias tão distante da regência capitalista e do seu poder predatório, que sequer possui um comércio estruturado de portas abertas.

Não é difícil reconstruir, pela visão e mente, a terra que moldou a natureza, o imaginário, a emoção e o modo de estar no mundo de Simões Dias, pois a Benfeita preservou uma feição própria, pouco se alterou, avizinhando-se graciosamente do passado.

Na aldeia, as ruas permanecem de uma estreiteza afoita e raro permitem a circulação de um veículo no seu interior. Mesmo a via de circulação pública e o pequeno largo que conduzem à casa onde o poeta nasceu, sequer possuem uma denominação própria. Tudo permaneceria como então, não fossem o acesso que a construção da estrada permitiu, a eletrificação, algumas reduzidas comodidades tecnológicas e a rara presença de crianças.

Na Benfeita contemporânea, o ilustre poeta achar-se-ia próximo ao seu tempo, tempo no qual ela denominava-se Santa Cecília.
Das Peninsulares reproduzimos versos de saudade, evocações de folguedos, rumores de uma infância distante:

NOITE DE LUAR
. . . . . . . . . . . . . . . .
E aquela fresca ribeira
Onde à tarde ao pôr do sol
Vem cantar o rouxinol
Na copa da romãzeira;
E o toque da Ave-Maria,
Lamento de mãe aflita,
Tão doce que nem o imita
Uma rola ao fim do dia;
E os domingos de folgança,
Em que ao pé da ermida se arma,
Em festiva e doida alarma,
Uma fogueira e uma dança;
E aquelas tardes no rio,
Tardes e tardes inteiras,
Escutando as lavadeiras
A cantar ao desafio;
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
São invocações recorrentes das quais Simões Dias ficou para sempre refém, não se cansando de louva-las, como neste outro poema:

A VOLTA DO PEREGRINO
A ver-vos torno, ó grutas,
Ó côncavos penedos,
Onde hei depositado
Meus infantis segredos!
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Montanhas arrelvadas,
Vergéis do meu país,
Vendo-vos torno aos dias
D’essa idade feliz!
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Por isso eu vos saúdo,
Por isso eu vos bendigo,
Lugares que me fostes
Berço, consolo e abrigo!
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Um não sei quê de vago,
Um tão suave encanto,
Que involuntário acode
A borbulhar meu pranto!
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Além campeia a torre
Da solitária igreja,
E ao pé triste cruzeiro
No cemitério alveja!
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Ai! Quem me dera agora
A cândida ignorância
Dos tempos que sorriram
À minha alegre infância!
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Então um cemitério,
A recender a flores,
Era um breve canteiro
Falando-me de amores!
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Bendita seja a hora
Em que te torno a ver,
Ó terra abençoada,
Que és parte do meu ser!
Quando te piso e apalpo,
Que sonho e que ilusão!
Penso que vive ainda
Meu pobre coração!

A infância benfeitense e as alegrias pueris, contudo, foram cedo abandonadas. O jovem Simões Dias despertou a atenção do mestre-escola que, reconhecendo-lhe uma inteligência incomum, recomendou aos pais a continuação dos estudos.

Logo, ficaram para trás a aldeia de Santa Cecília – como a Benfeita chamava-se ao tempo - que o vira nascer a 05 de fevereiro de 1944, e os socalcos verdejantes entre os contrafortes da Serra da Estrela.

Uma educação formal e religiosa iniciou-se em Pedrógão Grande (1854-57), continuando no Seminário de Coimbra, onde concluiu o Curso Teológico em 1861, terminando os estudos superiores com a Formatura em 1968.

A vida acadêmica coimbrã fomentou-lhe o gosto pelas letras e ensejou a colaboração em variadas periódicos.

No dizer do seu biógrafo autorizado, Visconde de Sanches de Frias, no Bosquêjo da sua vida e obras, ficou registrado: “...num período de 9 anos, de 1861 a 1870, não houve em Coimbra publicação literária, que não tivesse a sua colaboração.”

Da época de estudos superiores, datam seus primeiros versos, o cantar da idade verde:

Gentis namoradas, tal sou como o vento
Que em brandos suspiros se expraia no ar,
As notas que tiro do alegre instrumento,
São vozes que gemem d’amor, ao luar!
....................................................................
Arcanjos dormentes, ó pálidas moças,
Correi às janelas a ouvir descantar;
As trovas que solto são minhas, são vossas,
Ouvi lindas trovas d’amor, ao luar!
"Canção ao Luar"

sábado, 15 de setembro de 2007

Sem gelo

Foto: ESA
Mosaico del Ártico que muestra el Paso de Noroeste con una línea amarilla

"El orfanato"

EFE
Carrera hacia los Oscar. El orfanato, dirigida por Juan Antonio Bayona y protagonizada Belén Rueda, es una de las tres películas preseleccionadas por la Academia de Cine española para representar a España en el apartado de filme de habla no inglesa en la próxima edición de los Oscar de Hollywood. Las otras dos son Las 13 rosas, de Emilio Martínez-Lázaro, y Luz de domingo, de José Luis Garci.
20minutos

A difícil subsistência das populações serranas

"A difícil subsistência das populações serranas esteve sempre dependente da relação estreita entre uma agricultura pobre, de cômbaros e pequenos lameiros, e a criação de gado. De tal modo tudo estava tão intimamente ligado, que a criação do porco ou das cabras se cruzava e confundia a todo o momento com as fainas do milho e do centeio ou com o cultivo da batata, do feijão e das botelhas (abóboras). O milho era o principal sustento: quando faltava o milho faltava tudo. A ele se juntava o feijão, a couve, a batata, o azeite, o vinho, a castanha, o porco, a cabra e pouco mais. O estrume das lojas era essencial para o sucesso das sementeiras. Por isso, havia que ir ao mato para a cama das cabras, uma dura tarefa quotidiana que muitas vezes se realizava antes do sol nascer. Agora, com as serras despovoadas de gentes e de gado, há mato em excesso, mas antes, para se encontrar uma boa malha tinham de se percorrer grandes distâncias nos baldios. Um molho de mato pode ser uma obra de arte quando se sabe enfeixar e depois apertar bem, passando a corda pelo gancho do ervedeiro. Em Dezembro começava-se a tirar o esterco das lojas e a transportá-lo para os bocados - um trabalho pesado, feito à força de braços e às costas, nas cestas. Por vezes, quando os acessos o permitiam, os carros de bois davam uma ajuda no transporte. Depois de Fevereiro, as terras começavam a ser voltadas ao encino, de modo a serem preparadas para a sementeira. Como os solos eram magros e quase sempre inclinados, a cava exigia uma técnica especial - começava-se por tirar a terra, abrindo uma vala na parte mais baixa do terreno e acartando a terra às cestas (nas costas, claro) para a parte mais alta, onde era espalhada. Compensava-se, deste modo, o progressivo deslizamento dos solos devido às regas, à chuva e às próprias cavas. Cavada a terra, o esterco era então espalhado nos regos com um encino mais pequeno. Em Março semeava-se o milho, muitas vezes misturado com feijão, em regos pouco fundos. Depois, o milho era arralado. Com um metro era feito o empalhado com mato, para conservar a humidade do solo. Estava-se então em Junho - era a altura da primeira rega. Seguidamente escanava-se (ou tirava-se a bandeira), quando a barba da espiga estava praticamente seca e desfolhava-se a planta quando a espiga começava a aloirar. As folhas e as bandeiras, depois de secas, eram guardadas como alimento de inverno para as cabras, assim se pagando com boa forragem o bom estrume antes recebido. A rega realizava-se com regularidade até a espiga estar quase madura. Finalmente, em Setembro, as espigas já secas eram cortadas do canoco e transportadas para casa. Aí, ao serão, eram descamisadas (ou escalpeladas e depois debulhadas. As descamisadas e as degulhas, em que os grãos de milho eram descasulados (retirados do casulo), eram uma ocasião de entreajuda e convívio: à luz das candeias de azeite desfolhavam-se as maçarocas e depois os homens malhavam, com paus curtos ou manguais, o grande monte de espigas - uma, duas, três vezes, até a maior parte do grão se soltar do casulo. Sentadas em semi-círculo, as mulheres retiravam dos casulos, com as mãos, os grãos que ainda restavam. Cantava-se, falava-se da vida deste e daquele e, quer encontrassem ou não o "milho-rei" os rapazes e raparigas solteiros arranjavam um pretexto para namoriscarem. Depois, vieram as debulhadoras manuais, a seguir as debulhadoras mecânicas, novas qualidades de milho híbrido (já sem "milho-rei") e, por fim, até a mocidade casadoira começou a debandar para as cidades, à cata de outro grão para o seu sustento."

Dr.Paulo Ramalho - "Tempos Difíceis - Tradição e Mudança na Serra do Açor"

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Gone Baby Gone

Según ha informado hoy la BBC, el estreno de Gone Baby Gone, previsto para el 28 de diciembre, ha sido postergado indefinidamente por decisión de la distribuidora Buena Vista International.
Aplazado el estreno de una película en el Reino Unido por su similitud con el 'caso Madeleine'

"Educacion para la ciudadanía"

...Y sin embargo se mueve
"Me llamo Eneko , nací en Caracas en 1963 y soy dibujante desde que me salióel primer pelo de la barba. Algunos de mis dibujos parecen haber cobrado vida propia."

"Dar que falar" em Blog

O programa Dar que Falar, uma parceria entre o Jornal Reconquista e a Rádio Urbana, conta desde a passada semana com um blog na internet. Em www.darquefalarnet.blogspot.com é possível conhecer aquilo que a rádio não mostra, com fotografias da presença dos convidados em estúdio e até um filme do espaço que todas as semanas acolhe o programa. Os visitantes podem ainda deixar a sua opinião ou conhecer a equipa que faz o programa em directo, entre as 17 e as 18 horas de quinta-feira.
Jerónimo Barroso, o presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas Cidade de Castelo Branco, foi o primeiro convidado após a pausa para férias, juntando-se assim a uma lista que já ultrapassa as duas dezenas de convidados, que todas as semanas analisam algumas das notícias publicadas pelo Reconquista no dia em que o programa vai para o ar. O Dar que Falar pode ser escutado nas frequências 97.5 e 100.8.

José Furtado - Jornal Reconquista

As montanhas de Jápeto

NASA/JPL/Space Science Institute / Reuters
Las montañas de Jápeto. Imagen tomada por la sonda espacial Cassini a su paso por Jápeto, una de las lunas de Júpiter.
Las 20 mejores fotos del día

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Um Blog para ler e ouvir

o que é o dar que falar ?

Dar que falar
Castelo Branco, Portugal
Programa semanal na Rádio Urbana em que um convidado analisa algumas das notícias publicadas na edição semanal do Jornal Reconquista


Dar K Falar

Finalmente! O copo ideal


Na serra do Açor

Na serra todos os relógios pararam, mas o mecanismo das horas não se deteve. A espiral do tempo arrastou-nos até ao fim do milénio.
Olhemos para trás antes de começar uma nova era.

O Passado

Do passado restam-nos apenas velhos objectos com as suas histórias cruzadas e algumas recordações numa gaveta qualquer. E no entanto, no recanto puro da memória, guardamos saudade a esses tempos que foram difíceis.

Alguém sabe que lembrança guardarão os nossos filhos destes dias desvairados que lhes damos a viver?

A nossa civilização chegou à sua última encruzilhada: agora, ou consumimos o que resta do planeta ou reciclamos quase todos os nossos hábitos e atitudes.

Olhemos de novo para trás, a colher os últimos ensinamentos, antes de nos aventurarmos para lá da curva da estrada.


O passado não é uma história de encantar. Houve miséria, por vezes fome; e aos filhos da Serra sempre coube, nas alturas da crise, o ingrato papel de espelho onde se reflectiam, ampliadas, as agruras e injustiças do Mundo
Mas a vida simples das gentes serranas encerra uma lição de harmonia, sóbria dignidade e utilização comedida dos recursos, que pode ser o ponto de partida para uma reflexão sobre as características mais perversas da nossa própria Sociedade de Consumo.

Reparemos, por exemplo, no modo como todos os utensílios eram remendados, reaproveitados ou reutilizados em novos contextos. Nada se desperdiçava ou deitava fora; não havia tanto lixo nem se acumulavam objectos supérfluos.

A Arte de Remendar


Cada utensílio era um bem raro, feito com suor do rosto ou comprado à custa de grandes sacrifícios; seria por isso normal que durasse uma vida.

Os sarrões, as gamelas e os funis remendados, a louça quebrada e depois reparada com gatos - estes objectos, depois de passarem de mão em mão, falam-nos agora de um tempo em que poupar era tão normal quanto, hoje em dia, gastar e consumir indiscriminadamente.

A Arte de Improvisar

Por vezes havia que improvisar, com grande dose de imaginação, os utensílios que faltavam ou as ferramentas a que a bolsa não chegava - um serrote, uma escumadeira, um fumigador, um funil, etc.

Assim se cumpria, com bastante mais eficiência do que nos dias de hoje, uma das principais leis do universo.

Objectos com Múltiplas Utilizações

A alenterna de ir regar o milho à noite era a mesma com que se aluminavam as casas; na panela de ferro em que se fazia comida do porco, coziam-se depois as farinheiras; o balde de transportar a vianda do animal também servia para tirar a água do poço; no banco onde se matava o bicho, se mandava sentar o padre pela Páscoa; a cesta onde se acartava esterco servia às vezes de berço a um filho recém-nascido; com a sertã de fritar as filhós faziam-se candeias de quatro torcidas, nos lagares; a gaveta da broa era usada como assento na cozinha; um garfo de ferreiro fazia também as vezes de palito e de arpão para as enguias; com uma bilha de carvoeiro se aquecia a cama no Inverno; numa mala de carpinteiro se guardavam os tarecos para emigrar; os gasómetros das minas também aluminavam as casas dos mineiros; no "cesto de romaria" se enviavam encomendas para Lisboa; a gamela da broa era a mesma da migadura para a sopa ou para as galinhas.

O Futuro

Terras de pão que só dão silvas; levadas atulhadas de cascalho; muros derrubados; portas que dão para casas vazias; telhados que caem para dentro; varandas que apodrecem, debruçadas sobre ruas desertas; pinheiros onde antes havia mato para gado; fogos; eucaliptos depois dos fogos; ribeiras secas; erosão - cresceu um enorme deserto nos escombros da nossa memória colectiva e paira sobre ele a recordação de tempos que foram difíceis.

Mas a Serra é um segredo bem guardado pelas suas gentes. O seu coração ainda bate em todos estes objectos e fotografias que balançam em frente aos nossos olhos. Há neles uma lógica que se esconde e revela, um jogo contraditório de sombras e de luzes; há, já não miséria, mas beleza e harmonia à espera do novo século que se aproxima.

Saberemos nós construir os alicerces desses dias futuros sobre as raízes sãs dos dias passados? As próximas gerações comerão o pão que nós amassarmos.


Dr.Paulo Ramalho - "Tempos Difíceis - Tradição e Mudança na Serra do Açor"

"canibalismo cósmico"

Estrella Mira. (EFE).

Na mesa do professor

Teresa y Marcial, asustados ante la mesa del profesor

Spiderman

Alain Robert escalando la Torre Agbar de Barcelona. (Toni Albir / EFE).

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Dureza de coração

Las 26 mejores fotos del día

Alistair Langham / Reuters
Perseguidos. Kate McCann, la madre de Madeleine, la niña británica desaparecida en Portugal, sale de su casa con sus niños en Rothley, Inglaterra. La fiscalía portuguesa ha pasado el caso a un juez que decidirá si procede actuar contra los padres de la niña desaparecida, a la vista de varias pruebas que, según la policía portuguesa, podrían implicarlos.

Chave-inglesa


Museo del Holocausto de Israel

Exterior del museo (Foto: Carmelo Jordá)

O novo Trabant

Wolfgang Rattay / Reuters
Modelo a escala del nuevo Trabant del fabricante alemán Herpa, presentado en el salón alemán.
Fráncfort, capital del automóvil

Fidel Castro

Fidel Castro vuelve a la carga: "El 11-S todos fuimos engañados por EEUU"

La Rambla

"No espelho que se mexeu"

...Al mirall mogut.
Ouvi a expressão em língua catalã...numa das ruelas do Bairro Gótico...Nesse labirinto de línguas...o significado carecia de importância para mim...Perguntei, pois, a um amigo barcelonês o que queria dizer. « No espelho que se mexeu »...como era o caso, de uma expressão muito pouco corrente, segundo parece, embora ao mesmo tempo me parecesse demasiado longa, a grande distância do momento em que a ouvira pela primeira vez, e que agora essa expressão levava muito tempo a ribombar continuamente no meu interior.
Al mirall mogut, tiro e queda.
A primeira parte, al mirall, que eu julgava ser uma única palavra, significava impulso, salto para cima...
A última parte, mogut, significava a queda, queda repentina e instantânea...

Al mirall mogut, Bashkim Shehu, AUTODAFE 1, Cartografia Do Exílio, pp 101-102

Preciosa Pereira

Quando passo por estes horizontes sem fim, lembro-me sempre. dessa heroína - a tia Preciosa Pereira. Por esta estrada entre Vidual e Fajão naquele tempo ainda não estava alcatroada, passou por aqui, essa caminheira , a tia Preciosa Pereira, com a mala do correio à cabeça. Fez esta caminhada centenas de vezes, à torreira do Sol, à chuva, ao vento... Eram tempos difíceis. A tia Preciosa calcorreava a pé cerca de trinta quilómetros ida e volta, pela estrada erma da serra.
Toda de preto vestida, pois ficou viúva muito nova e tinha sete filhos menores para criar, e nesse tempo não havia abono de família, nem subsídios. de sobrevivência nem reformas...
Nada! Nada!
Havia apenas a força dos seus braços para trabalhar, a destreza das suas pernas para andar e a sua coragem sem limites para lutar contra a adversidade.Havia, os seus filhos, havia a esperança de que a batalha tinha de ser ganha. Tinha de cultivar todos os motrecos para arranjar o sustento da família. Tinha de fazer
esse difícil serviço de estafeta, do correio sempre incerto e mal pago para vestir, calçar e
alimentar os seus filhos.
Tinha sobre os seus ombros a responsabilidade da sua casa. Tinha uma pesada cruz como muitos fezes dizia. A tia Preciosa não pedia, não era mulher para isso. Também a quem podia ela recorrer? De assistência social nem se falava na serra naquele tempo da década de quarenta.
Com algumas dificuldades, os filhos foram crescendo, os rapazes partiram para Lisboa para trabalhar e as raparigas mais velhas foram servir. Porque trabalhar em qualquer profissão não era desonra nenhuma, pelo contrário, é digno de qualquer pessoa trabalhar honradamente.
A tia Preciosa era uma conversadora fantástica. Dava gosto ouvi-la falar. As suas palavras, as suas frases, as suas respostas, os seus conselhos, os seus ditos, as suas perguntas tinham sempre interesse e profundo significado.
Nunca se esqueceu da sua terra do seu amado Ceiroquinho, apesar de viver no Vidual de Cima aldeia bastante próxima. A aldeia onde nascemos é sempre nossa, e não a podemos negar nem esquecer. A tia Preciosa não se esquecia das pessoas, dos montes, das lombas, das ribeiras, das fazendas, tudo estava vivo na sua memória e no seu coração.
Quando passava pelas Penedas no alto da serra da Amarela com a mala do correio á cabeça olhava sempre para a sua aldeia lá no fundo da Lomba da Missa, e os seus olhos ficavam rasos de lágrimas.
Era a sua mocidade que pairava ainda por esses horizontes, os seus pais, os seus irmãos, os seus vizinhos, mil recordações que lhe passavam pela sua alma tão sofrida. Recordações tão perto e já tão distantes... E lá continuava na sua tarefa até Fajão, sabendo que sobre a sua cabeça levava cartas para a gente da sua aldeia, e isso dava-lhe imenso gosto e prazer.
Esta mulher simples, honrada e corajosa, em jornadas sucessivas, vencia distâncias pela serra descampada, cumprindo a sua obrigação de estafeta.
Todos esses altos penedos cinzentos e silenciosos, viram passar a tia Preciosa centenas de vezes. Eles são testemunhas imortais do esforço e da coragem da tia Preciosa.
A vida também me atirou para Lisboa. Passados alguns anos, um belo dia, encontrei a tia Preciosa em Lisboa onde veio passar uns dias a casa dos seus filhos já casados. Apesar de já estar bastante cansada devido a tantos trabalhos e canseiras que a vida lhe deu, mantinha a mesma postura, a mesma dignidade, a mesma alegria e boa disposição.Foi uma festa encontrá-la e conviver alguns momentos com a tia Preciosa. A sua alegria era contagiante. As suas risadas eram como estrelas candentes rasgando o Céu em noite escura... Com uma idade avançada a tia Preciosa foi para o Céu. Os sinos tocaram na igreja do Vidual e os sons repercutiram-se por encostas e valeiros por onde a tia Preciosa passou a sua vida trabalhosa e difícil.
Partiu para a vida eterna, mas, no silêncio que é a morte uma nova estrela brilhou no firmamento!... A tia Preciosa era um livro aberto que nunca esquecerei, e nele irei sempre escrevendo palavras de um saudoso adeus e profundo respeito pela sua memória.


António Jesus Fernandes

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Lendo a imprensa inglesa sobre o caso Maddy

Prosecutors study file on Madeleine McCann
Case against Kate and Gerry McCann submitted to public prosecutor in Portugal

Police want Kate charged with accidental homicide: A dossier of evidence calling for Kate McCann to be charged with the accidental homicide of Madeleine will be handed to prosecutors today.

Madeleine parents protest innocence
Father of missing British girl says distress he and his wife have faced over past week is 'beyond description'


DNA sample found in hire car an 'exact match to Madeleine'
Portuguese police have passed details of the Madeleine McCann case to the public prosecutor, who will assess whether charges should be brought against her parents.
Controversial past of policeman leading the McCann investigation
Dominic Lawson: This tidal wave of emotional tyranny

A sobrinha de Laden

Lucas Jackson / Reuters
Sobrina de Osama. Wafah Dufour, sobrina de Osama bin Laden, a su llegada al desfile de Marc Jacobs en la semana de la moda de Nueva York.
Las 23 mejores fotos del día

BlueGene/L

Foto: IBM
El supercomputador BluGene/L de IBM ocupa un lugar destacado en la lista.

The history of September 11, 2001

The September 11 Digital Archive uses electronic media to collect, preserve, and present the history of September 11, 2001 and its aftermath. The Archive contains more than 150,000 digital items, a tally that includes more than 40,000 emails and other electronic communications, more than 40,000 first-hand stories, and more than 15,000 digital images.
The September 11 Digital Archive

11-S

El órgano informativo de Al Qaeda, Al-Sahab, ha anunciado este lunes la próxima emisión de un vídeo de Osama Bin Laden, en el que se presentarán los testamentos de los 19 terroristas muertos en los atentados del 11 de septiembre de 2001 en Nueva York y Washington.

Bin Laden mostrará los testamentos de los terroristas fallecidos en el 11-S

A Zona Zero

Foto: WIKIPEDIA
La Zona Cero en 2001 y actualmente. (WIKIPEDIA)



Las obras de reconstrucción avanzan lentamente y se prevé que finalicen en 2012.
Tres rascacielos acompañarán a la Torre de la Libertad.
Hay webcams Webcams en la Zona Cero que recogen imágenes en directo de la zona.


segunda-feira, 10 de setembro de 2007

O caso Maddy

Michael Caplan defendió en Londres al ex dictador chileno en 1999 después de que España pidiera su extradición.
Los padres de Madeleine quieren contratar al abogado de Pinochet

Cronología del caso Madeleine.

'¿Sedó usted a su hija?': el interrogatorio que convirtió a los padres en sospechosos

software malicioso


Foto: HISPASEC
El creador del virus controla los ordenadores infectados desde un centro de control (C&C), que puede ordenar un ataque o un envío de spam.

"Lixo" reciclado a peso de ouro!

Un bolso reciclado q vale... 31.000 Euros
Este bolso cuesta 31.000 1 (RUW).
Se presentó este fin de semana en la feria Expohogar.

Firefox

Foto: SPREADFIREFOX
El navegador de Mozilla recorta terreno a Internet Explorer

Agitar a razão

...Sómente para excitar a razão; para, em parte, tomar conhecimento, indicar e testemunhar, não para testemunhar tudo; não servem para julgar, nem condenar. Porque, nunca por mais perfeitos que sejam, são isentos de alguma perturbação./...

Acerca Do Infinito, Do Universo E Dos Mundos, Giordano Bruno, 3.ª Edição, FCG, pp. 29

A lembrança dos nossos avós

"Vem do fundo das idades, de tão longe que mal ousamos descortiná-la na névoa da distância, a lembrança dos avós de nossos avós, aqui estabelecidos. As investigações de do dr. Castro Nunes não nos deixam hoje dúvidas a esse respeito. (vidé João de Castro Nunes - Novos elementos para o estudo da arte castreja em Portugal, Guimarães, 1958, pág.6 e segs. O castro da Lomba do Canho, vizinho da anta dos Moinhos de Vento, apesar de ainda incompletamente explorado, revelou-se tão rico de testemunhos, que já não nos é possível negar a existência desses nossos remotíssimos antepassados, possivelmente pertencentes à raça vigorosa dos construtores dos dólmens, genealogicamente relacionados com os Lusitanos, seus não menos vigorosos descendentes."
António G. Mattoso, Excerto de "Ligeiras notas para a história do concelho de Arganil".

domingo, 9 de setembro de 2007

"Quinta-Coluna"

"O entusiasmo incontido de Noam Chomsky diante dos atentados terroristas de 11 de setembro foi a gota d'água para que David Horowitz escrevesse dois longos artigos indigitando os sentimentos malsãos que animam o guru absoluto da esquerda americana e mundial. "Seria fácil demonstrar", assegura o publicista, "como em cada página de cada livro e em cada declaração que Chomsky escreveu os fatos estão deturpados, o contexto político distorcido (quando não invertido) e a explicação histórica sistematicamente falsificada."
"Os três patetas" - Redação MSM
Mídia Sem Máscara

Alonso vs Hamilton

El asturiano no perdió la primera posición en ningún momento.
Massa tuvo que abandonar por problemas mecánicos.
Hamilton terminó segundo y Raikkonen, tercero.


INFORME: Conoce todos los detalles de la trama de espionaje.

Foto: EFE
Alonso celebra el triunfo en Monza.
Alonso gana y se pone a tres puntos de Hamilton, que terminó segundo

"O conto da Al Qaeda"

"La guerra de Irak devolvió la vida a Al Qaeda. De sus cenizas surgió un nuevo fénix, el alqaedismo, una nueva ideología antiimperialista."

Loretta Napoleoni, economista, periodista, novelista y experta en el mundo árabe, nos da hoy en El País una visión sobre Al Qaeda bastante diferente a la divulgada por los políticos y la prensa occidentales.

Arsenio Escolar Blogs 20minutos

11 Setembro 2001

www.newseum.org
The Times – Londres, Reino Unido
20minutos.es

Lendo a imprensa inglesa sobre o caso Maddy

McCanns fly home after police grilling
Kate and Gerry McCann are flying home today after deciding to quit Portugal following hours of police questioning
Global ‘brand McCann’ may rebound on creators
Family and friends vent their fury

McCanns due to fly home Couple fear charges but DNA evidence that led to them being considered suspects was incomplete

Madeleine McCann's parents to fly home
Gerry and Kate McCann will leave the Algarve and return home to Britain today.

Madeleine's parents flying back to the UK from Portugal today The parents of missing Madeleine McCann will return to Britain from Portugal today amid fears they could be charged over their daughter's disappearance...

McCanns to fly home amid mounting speculation and fear of charges
Couple fear charges but DNA evidence that led to them being considered suspects was incomplete.
DNA gaps cloud Madeleine hunt
In pictures: Searching for Madeleine

sábado, 8 de setembro de 2007

O "maior jardim praiano do mundo"

...os jardins da praia de Santos são considerados os de maior extensão em todo o mundo.

Recordar o incêndio na favela Vila dos Pescadores

Com imagens do repórter fotográfico Carlos Moura, do Departamento de Imprensa da Prefeitura de Cubatão, este é o registro do incêndio que destruiu cerca de 20 moradias na favela Vila dos Pescadores, na tarde de 6 de julho de 2006, deixando como vítima fatal uma criança de seis anos. O texto é do editor de Novo Milênio, que esteve no local acompanhando a ação dos bombeiros até o rescaldo:

Tragédia na Vila dos Pescadores

Novos indícios

Ambos han sido declarados sospechosos de su supuesta muerte.
La policía portuguesa apunta nuevas causas de la posible muerte de la pequeña Madeleine McCann. Así, Kate y Gerry pudieron administrar somníferos a sus hijos y Maddie pudo morir por una sobredosis.
Sospechan que 'Maddie' murió por sobredosis de somníferos suministrados por sus padres

Holograma

Rob Griffith / AP
De Jesús a Osama. Tres vistas de un holograma del rostro de Jesús transformándose en Osama bin Laden expuesto en la National Art School Gallery de Sidney como parte de los finalistas del premio Blake. La obra de la artista australiana Priscilla Joyce Bracks se llama Bearded Orientals: making the Empire Cross y es un holograma que cambia mientras el espectador camina ante él.

À memória de Tó Monteiro

O dia entoa a sua última canção, o latejar final da tarde espera-nos./
...Sei-o. O tempo tudo devasta. Sei-o. O ruído da nostalgia torna-se insuportável. Caminho de uma estação à outra do inferno./
...alheio ao fulgor que alumia o dormitório como uma carruagem de soledades que nunca se detém./
A noite abre os seus olhos infinitos e torna-se impossível reconhecer os poucos vestígios de vida abandonados por detrás destas paredes./
...O frio converte em ruínas a paisagem deste outono./
...a voz de um amigo vinda de lugares que nunca visitaste./
...As estantes também sofreram muitas mudanças./
...Com os anos.../
Aprendemos a domesticar as recordações e a construí-las à nossa imagem e semelhança.
Alcáçova
...A ruína, essa outra forma da memória./
...Sou eu mesmo.


A.Sáez Delgado
Dias, Fumo

"aqui neste papel descripto"

Aqui Neste Papel

continuo a ler as Cartas da Guerra,
a privacidade de um Homem,
a relação com a mulher de um Homem isolado, só,
na guerra de um país que me viu nascer.
Estes aerogramas são um conjunto de palavras de valor ímpar.

Obrigado Maria José e Joana Lobo Antunes.

Lendo a imprensa inglesa sobre o caso Maddy

Gerry McCann named suspect in Maddy case
Portuguese police name both parents formal suspects in Madeleine's disappearance.


Madeleine: Shattered Gerry and Kate McCann BOTH declared suspects Portugese police have declared that Gerry McCann is a formal suspect in the disappearance of his missing four-year-old daughter Madeleine. Earlier police had accused Madeleine's mother Kate of killing their daughter by accident...


Both Madeleine parents now declared suspects
. Gerry McCann joins wife Kate as 'arguido'
· Mother offered light sentence for confession
· No charges and father rejects claims

Sympathy for parents muted by jeers and suspicion
Traces of blood turned grieving mother into suspect
Profile: Kate McCann
What is an arguido?
Timeline: Madeleine McCann case
'To implicate them is ridiculous'
In pictures: Searching for Madeleine


MADDY SENSATION
Cops: Did you kill Maddy by accident?
The detectives who grilled Kate McCann for 16 hours are said to have offered her a deal if she confessed to killing Madeleine.


Portuguese police make Gerry McCann a suspect
Police investigating the disappearance of Madeleine McCann last night declared her father a suspect, just hours after accusing the mother of killing the missing girl. continued...


From anguished parents to suspects
Kate and Gerry McCann, the parents of missing toddler Madeleine McCann, were both yesterday made official suspects in the case, though neither has been charged.


RELATED STORIES
• Family anger at Kate treatment • Maddie Mum quizzed for 11HRS • The right call • Police quiz McCanns again • Maddie twins leave meals for sis • Maddie parents kept in dark • Spotlight moves off Murat • How the drama unfolded • The McCanns: devoted parents • Gerry: My Kate is innocent • Gerry arrives at police station • The many Maddie theories • Find Maddie - the story so far • Months of McCann torment • How much more can Kate take? • These cops framed my wife
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sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Concentrado

Max Rossi / Reuters
Preparativos en Monza. Fernando Alonso, piloto de McLaren, se prepara para los entrenamientos en el circuito de Monza, donde este fin de semana se celebra el Gran Premio de Italia de Fórmula Uno.
24 horas en fotos

"O oceano dos McCann"

Finalmente, um artigo bem escrito.
Do Portugal Profundo

GP Itália-Monza

Circuito de Monza (www.hotelstazione.com).

da "Estação das chuvas"

“Aviões cegos bombardearam as florestas do Norte durante quase seis semanas. Na sua fuga desesperada para o Zaire, Tiago de Santiago da Ressurreição André viu os quimbos [aldeias] arrasados pela fúria portuguesa, os rios e as florestas devorados pelo fogo do napalm. Próximo de Nova Caipemba, disse-me ele, encontraram um bosque feito inteiramente de uma mesma cinza e dentro dele algumas cubatas também de cinza, e dentro das cubatas, esteiras e moringues; e utensílios diversos, tudo de cinza. Presos aos raminhos das árvores havia centenas de pequenos pássaros, igualmente de cinza morta, com as suas alegres canções de chuva cristalizadas na ponta dos bicos. As bombas dos portugueses tinham travado o curso do tempo sobre o bosque, fechando aquele instante aflito numa redoma de cinzas.(...) Então todo o bosque se começou a desmoronar, com um demorado rumor de chuva mansa, e com ele os pássaros e as cubatas e a utensilagem doméstica, e em breve nada havia em redor a não ser uma larga planície de cinza idêntica”

AGUALUSA, José Eduardo - Estação das chuvas - romance

Agualusa

...a sua escrita está tão à vontade com a inovação semântica e estilística que as literaturas africanas têm imprimido à língua portuguesa como com a utilização que dela é feita pelos seus maiores clássicos, como Eça de Queiroz, que o autor recria magistralmente no seu romance, "Nação Crioula." - educom.sce.fct.unl.pt/

Novo Blog

Los artículos sobre temas medioambientales que César-Javier Palacios publica semanalmente en nuestras ediciones impresas desde hace casi tres años se van a convertir desde hoy en un blog, La crónica verde , de actualización diaria en 20minutos.es.

Os meus avós paternos

Nunca se tinha visto na aldeia uma coisa assim. A saída de uma família inteira para outra aldeia de outro Concelho.
O tio César resolveu vender tudo, casa, terras, oliveiras e castanheiros e abalou com a sua mulher a tia Maria Trindade, sua filha Maria de Jesus e seu genro José Fernandes e cinco netos todos ainda menores para uma terra estranha, Janeiro de Cima do concelho do Fundão.
No largo da Eira estava toda a povoação a despedir-se dos vizinhos que partiam. Nestes momentos, há sempre algumas lágrimas, gente que chora com saudades dos que partem, e os que partem com saudades dos que ficam. Um carro de bois estava carregado com os poucos tarecos, roupas e alguns proventos para fazer face aos primeiros meses da numerosa família de nove pessoas.
Então o tio César Joaquim, homem firme nas suas decisões vendo que a despedida se estava a tomar difícil e penosa com choros e lágrimas, disse para o homem do carro de bois que alugara e onde já estavam sentados os seus jovens netos:
- Homem, toque lá os bois que nós não vamos para nenhum enterro, vamos para uma terra mais produtiva e melhor de cultivar que esta...
E lá partiram, deixando e levando muitas saudades da sua terra natal. Esta partida foi nesse distante mês de Janeiro do ano de 1932 e ainda hoje é recordada com saudade por aqueles que a viveram.
Em Janeiro de Cima o tio César e família instalaram-se na grande casa da Eira, numa suave colina donde se vê toda a povoação. Era um sítio e privilegiado. Ali ao lado, a capela da Senhora do Livramento cuja grandiosa romaria é sempre no terceiro Domingo de Agosto. Lá mais no alto no cabeço arredondado existe outra ermida, a de S.Sebastião. A povoação de Janeiro de Cima era bastante populosa a espraiar-se numa extensa planície rodeada de frondosas e bem cultivadas oliveiras, belas hortas onde o milho, o feijão, a batata e a couve enchiam a vista. Para lado Sul, corriam as águas do rio Zêzere, no Inverno mais furioso e cachoeiro e no verão mais lento, fazendo rolar as azenhas e as rodas de tirar água. Estas rodas são engenhos com púcaros cuja água segue por uma levada até á represa. Esta depois de cheia serve para regar os verdes milharais dos férteis lodeiros.
A laboriosa família tinha de trabalhar, cultivar as terras que comprara, tinha que se integrar no ambiente de uma terra estranha, de gente pouco comunicativa, pouco aberta, como era a gente do rio. Tinha de executar e aprender novas técnicas de cultivo, porque “cada terra com seu uso cada roca com seu fuso”. Tinha de enfrentar um clima bastante mais quente, porque aqui já se faz sentir o bafo escaldante da Cova da Beira.
Tiveram que refazer uma casa agrícola, podar videiras, limpar oliveiras, reparar levadas e paredões dos lodeiros, comprar cabras e ovelhas, porcos e galinhas, para fazer o estrume, montar no Verão as rodas no rio, lavrar as terras, enfim fazer todas as tarefas que são necessárias na agricultura.
Mas para o tio César Joaquim e sua família, o trabalho não lhes metia medo. O tio César era homem corajoso, já tinha ido durante mais de trinta anos com seu pai e irmãos para a região de Badajoz para a ceifa. Era obra!.
Quantos trabalhos e privações não passaram estes pobres homens nestas distantes deslocações feitas quase sempre a pé, longe da sua terra e da sua família? O trabalho não assustava o tio César Joaquim, habituado sempre ao trabalho duro de Sol a Sol, por isso, atirou-se com unhas e dentes às tarefas agrícolas para que nada faltasse à numerosa família, e em poucos meses, pelo São Miguel a sua mesa já era farta. Não faltava pão com abundância, o feijão, a batata, o queijo a fruta e outros mimos.
Em poucos meses, a família da casa da Eira era vista com respeito e com alguma admiração pelo seu trabalho, pelo trato afável, pela sua alegria de viver, pela sua caridade em dar aos pobres que lhe batiam à porta, e eram muitos. A povoação estava sempre ciosa a bisbilhotar o trabalho e o viver da gente da Eira que chegou de outra terra que não conheciam nem tinham ouvido falar.
O tio César, o velho timoneiro - da família, firme no seu posto, não tinha um momento de descanso, sempre a trabalhar sempre na lida para que nada faltasse à família. Os netos e as netas lá iam trabalhando também, e os mais novos, frequentavam escola local, e iam dando boa conta de si perante a alegria do avô César e dos pais José Fernandes e Maria de Jesus. A tia Trindade na lida da casa era a personificação da bondade e de uma verdadeira santa do lar.
À noite, depois de um dia de trabalho árduo, a reza era ponto de honra. Todos mesmo cheios de sono rezavam e davam graças ao Senhor. Ali mesmo ao lado a Senhora do Livramento escutava todas as noites atentamente o que aqueles filhos lhe pediam em fervorosas orações, e não deixava certamente de lhe dar a sua bênção protectora.
Eram santos a rezarem a outros santos bem abençoados os puros do coração que sabem ser gratos a Deus. Eles entrarão triunfantes no reino de Deus.
O tio César, bastante cedo foi chamado para o reino dos justos, com grande pesar e consternação de toda a numerosa família.
Agora quem ia tomar o leme embarcação era o seu genro José Fernandes pai de oito filhos, homem também trabalhador, de fino trato, inteligente, culto, estudioso e de larga visão das coisas e situações. José Fernandes, devido à sua honestidade e bondade soube conquistar amigos e integrar-se perfeitamente nos problemas da freguesia e nas suas instituições, chegou mesmo a ser durante vários anos presidente da Junta da Freguesia e também alguns anos mordomo das festas religiosas que se celebravam na freguesia.
A sua esposa, Maria de Jesus, foi uma verdadeira santa, uma luz que brilhou sempre na Eira. Nenhum pobre, e eram muitos que ali iam pedir esmola, ficam sem uma dádiva, uma palavra de conforto, um sorriso, uma esperança...
Maria de Jesus, foi também a personificação de uma verdadeira esposa e mãe. Conservou sempre uma postura terna, amável e acolhedora até ao fim da vida, e nunca esqueceu as virtudes que levou da sua aldeia de Ceiroquinho escondida entre serranias. Carinhosa, conciliadora, alegre, conselheira, piedosa...
O seu coração era um mar bonançoso.
A família Ceiroquinhense composta por nove pessoas que um dia chegaram a Janeiro de Cima multiplicou-se, hoje, já na terceira ou quarta geração, com algumas dezenas de pessoas, filhos, netos, bisnetos e trinetos tem trabalhado honradamente para o engrandecimento dessa terra airosa, que é Janeiro de Cima, honrando também os seus progenitores César Joaquim e a tia Preciosa Pereira Maria Trindade e José Fernandes e Maria de Jesus que já partiram para o Céu.

António Jesus Fernandes - Contos

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

O lado negro de uma vida

Lavado de carbón. Un trabajador lava carbón para eliminar impurezas e incrementar su valor en una mina en Rujigou, China. Aproximadamente el 70 % de la energía en China procede del carbón, lo que supone un enorme coste para el medio ambiente además de pérdidas humanas. China consumió aproximadamente 2.400 millones de toneladas de carbón en el 2006, lo que supera el consumo conjunto de Reino Unido, Japón y Estados Unidos, según se afirma en un reciente informe publicado por la revista Asuntos Exteriores.
Las 20 mejores fotos del día

professores a mais e ministra a menos

A ministra da Educação deveria compreender que há uma grande diferença entre uma responsável pela educação e um qualquer encarregado responsável por contratar serventes para uma obra pública.
O Jumento

Porta de embarque

El 'espaciopuerto' ha sido diseñado por el estudio de Norman Foster

Em memória de Tó Monteiro

A estirpe gera a estirpe,
e alcança poderes crescentes;


a espécie gera a espécie
em milhões de anos
Mundos morrem e nascem.


Na alegria de viver, tu, a quem foi concedido
ser uma flor desta primavera,
goza um dia em honra do eterno
na condição de homem;

oferece o teu óbolo
até ao surgir do eterno,
respira num único e
imperceptível fôlego
o dia eterno!


(Salmo II / Bjornstjerne Bjornson)

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

António Monteiro

António Monteiro 1963-2007
O tempo parou a 4 de Setembro

O dia entoa a sua última canção...
Como é possível que não me tivesse dado conta de que o meu coração também ardia?
Chega o momento de ver em silêncio o trânsito dos dias felizes até outra morada.
A memória é agora um montão de brasas fumegantes no meio de uma paisagem desolada.
As brasas de outros dias repousam a teu lado vás para onde fores.

António Sáez Delgado - Dias, Fumo

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Geishas

Japón es otro planeta. Y me ha gustado mucho. Pueden ser los más modernos del mundo en muchas cosas y mantener a la vez una mentalidad muy tradicional, casi feudal, en otras. En Kyoto conocí a unas geishas...Las geishas y sus clientes

Blogs 20minutos - Chapi Escarlata - Diario de una periodista cuarentañera, para nada amargada

A paisagem suprema do corpo humano

..." Os corpos animais, atómicos, não possuem essa possibilidade de subtrair o seu circuito imaginário à fulguração. O trovão da natureza mata os fulminados e despe-os."...
pp 81 Vida Secreta, Pascal Quignard

sensibilidade linguística

Entrei numa loja e...Apaixonei-me.!
Não diga que se apaixonou. Diga que se encaprichou...
Inesperada sensibilidade linguística!

pp 52, Contos Apátridas

o acto das damas

... o acto das damas da Idade Média quando abriam um livro de Virgílio ao acaso e punham o dedo numa passagem que logo a seguir, após ser interpretada, se transformava em guia e luz de quem a tinha apontado. /...
pp 41, Um Tradutor Em Paris, Atxaga Bernardo

as palavras

... «não te olho, não te vejo, onde está a taça de champanhe que vim buscar?»
pp41,42 Contos Apátridas

A evolução do roubo


Joris Van Spilbergen

Conta Netscsher, o historiador dos holandeses no Brasil, que "Joris Van Spilbergen foi enviado em 1614 pela Companhia das Índias Ocidentais, para procurar, pelo Estreito de Magalhães, uma passagem mais curta para as Molucas, e a sua expedição compunha-se de seis navios: o Groote Maan, o Jager, e o Meeuw, pela Câmara de Amsterdam; o Eolus, pela Zeelândia, e o Morgenster, por armadores de Rotterdam e que, chegada ao Brasil, ancorou junto à Ilha Grande, e, depois, perto de Santos ou São Vicente, a fim de refrescar, pois a equipagem ia enfraquecida e enferma". Conta ele que os portugueses deste lugares receberam os holandeses de maneira hostil, de modo que tentando o almirante relações de comércio, dadas aquelas circunstâncias, faz-se a vela de novo, para deixar aquelas inóspitas paragens; mas, antes de partir tomara uma caravela portuguesa carregada de prata, de relíquias, de cruzes e de bulas de indulgência. "Propusera o almirante aos portugueses trocar os tripulantes e a carga do navio apresado por alguns holandeses retidos no Rio de Janeiro; mas fora em vão; eles (moradores) recusaram, dando assim uma demonstração viva do seu ódio aos holandeses, ódio tão profundo, que lhes impusera tal sacrifício de seu próprio interesse". Isto é o que conta Netscher, mas a verdade anda bem longe de quanto ele afirmou, procurando atenuar culpas históricas dos homens de sua pátria. O histórico dessa passagem marítima acha-se feito, segundo Taunay, por um precioso, embora tosco, documento iconográfico: uma estampa de Miroie Oest et West Indical, publicada em 1621 por Jan Janez, editor de Amsterdam, cujo título vem a ser: Le portrait de Capo de St. Vincent en Brésil. Nela se vêem as cinco naus holandesas bloqueando a barra de Santos, ao passo que a Gaivota vigia o porto de São Vicente. Assinala-se no canal o ponto extremo a que chegou o Caçador, a certa distância de uma fortaleza grande, cujo fogo os escaleres de reconhecimento não ousaram enfrentar. As duas povoações (vilas) de Sanctus e St. Vincent têm portas, estacada, igrejas, edifícios altos, sendo a segunda maior do que a primeira. Notam-se em diferentes pontos do litoral numerosas tropas de índios e brancos armados, à espera do desembarque dos batavos. Vêem-se ainda o incêndio do Engenho (de Jerônimo Leitão), da igreja de "S. Marie de Nague" (sic) - "Santa Maria das Naus" ou "Nossa Senhora das Naus" - e de um depósito de açúcar (trapiche do Engenho de Jerônimo Leitão), vários indivíduos em torno de uma espécie de caldeirão, uma cena de desembarque, outra de marcha em formatura, um índio balançando-se numa rede suspensa de duas palmeiras e sobre uma fogueira, e dois índios nus: "A fim de que se saiba como se vestem os brasileiros, homens e mulheres"... Continua Taunay, de quem extraímos estas linhas: "A viagem de Spilbergen foi uma das mais felizes nos fastos navais holandeses", e em julho do mesmo ano, já nas águas do Pacífico, defrontou ele a esquadra real espanhola daqueles mares, cujo almirante era Pedro Alvarez de Pulgar e cujo general era Don Rodrigo de Mendoza, com oito grandes galeões de guerra e 2.000 homens de guarnição, derrotando-a mercê de sua grande capacidade de estrategista naval. Por notícias documentais de Amador Bueno da Ribeira, sabe-se que, por ocasião do aparecimento de Spilbergen na costa santista, desceu ele com um corpo de paulistas e de índios, armados à sua custa, e de outros paulistas eminentes, em socorro da vila, salvando-a após rudes combates na faixa praieira auxiliado pela Fortaleza da Barra Grande ou "de Santo Amaro", e pela artilharia pesada postada na praia do Embaré, seguida a tática militar aconselhada naquelas circunstâncias. Era Capitão-mor da Capitania, então, Paulo da Rocha Siqueira, residente em Santos, e ele com os principais da terra e mais o socorro trazido por Amador Bueno e Lourenço Castanho Taques conseguiram, ao cabo de algum tempo, a expulsão dos numerosos e aguerridos soldados e marinheiros do almirante holandês. A narrativa desta jornada, afirma Taunay, deve-se ao escrivão da capitânia, João Cornelissen de Mayz, que a escreveu em latim, no ano de 1617, tendo-se dela extraído, imediatamente, várias edições, holandesas, francesas, inglesas e alemãs, e traz para a história de São Paulo o conhecimento do episódio interessante que procuramos esboçar. É pena que nada possamos aduzir ao relato de Mayz, porque, como já afirmou Taunay, "atas seiscentistas das Câmaras de Santos e São Vicente, é coisa que, desde séculos, não existem vestígios, e, infelizmente, na série das Atas da Câmara de São Paulo, exata e deploravelmente, verifica-se, no ano de 1615, a longa lacuna do semestre que compreende a época da estada de Joris Van Spilbergen e sua esquadra na barra de Santos. Talvez em Portugal, no Arquivo Colonial e em outros Arquivos, exista documentação mais ampla a este e a outros respeitos, capaz de complementar e restaurar a nossa história. Mas... convencer os nossos homens públicos da necessidade dessa pesquisa, eis uma coisa difícil... Ora a História! Foi em conseqüência desta invasão e do inestimável socorro trazido a Santos, na premência da ameaça de invasão holandesa, que Amador Bueno da Ribeira tornou-se logo depois Capitão-mor de São Vicente, com residência em Santos, a pedido de todo o povo, mas sem aceitar nenhuma remuneração, conforme sua exigência, como condição para aceitar o honroso encargo, podendo-se inscrever essa arribada dos holandeses, verificada nos primeiros dias de fevereiro de 1615, como uma das páginas agitadas dos primeiros tempos da cidade de hoje.


(*) Extraído da "História de Santos" - 2ª edição, Santos/SP, 1986.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

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Hambriento de kilómetros, borracho de ocio, ciego de imágenes, me topé con el siguiente mensaje (gentileza de la DGT):
"volver es lo importante"?.
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A-380

Kin Cheung / AP PHOTO
Gigante de los cielos. Un Airbus 380 cruza el cielo de Hong Kong durante un vuelo de pruebas.

Regresso às aulas


Correio electrónico

Cuando se trata de publicitar un producto, Google lo tiene fácil, pues siempre puede contar con la ayuda desinteresada de los internautas. El último ejemplo de ello es un vídeo de poco más de dos minutos elaborado con las películas enviadas por internautas de más de 65 países. ¿El objetivo? Promocionar su servicio de correo .

spam 3D

Llega el spam... ¡en tres dimensiones!

Um voo no Google Earth

Una escuela de pilotos en Google Earth

Documentos / 2

(continuação)
O passado de Arganil / Conclusão.
Assim parece, de facto. Realmente, em 25 de Dezembro de 1114, isto é, oito anos antes da data do diploma em questão, dá o mesmo bispo D. Gonçalo uma carta de povoação a Arganil. Se a vila lhe pertencia nesta data, como tal carta parece demonstrar, para que era necessária a doação de 1122? O que pode concluir-se é que seria mais do que duvidosa a sua posse pela mitra de Coimbra, e, para a legalizar, houvesse necessidade de documento autêntico. Inexistente este, forjou-se a interpolação, metida a picareta na doação de Coja.
(...) Quer lhe pertencesse quer não, a verdade é que D. Gonçalo, outorgou a Arganil, em 1114, uma carta que tem extraordinário valor para conhecermos a situação económica e social dos seus habitantes, neste começo do séc. XII. Resumindo o conteúdo deste documento, escreve Alexandre Herculano: «Dividia-se a população em jugadeiros e cavaleiros-vilãos. Especificavam-se... os direitos de caça, a parada ou colheita, e o serviço de caminheiros, não esquecendo declarar que os cavaleiros-vilãos ficavam isentos de jugada. Determinava-se a natureza que adquiriam os prédios passando da mão dos peões para a dos cavaleiros-vilãos, bem como as condições necessárias para qualquer ser incluído nessa categoria. Em todo o foral, porém, não há uma única circunstância que revele a existência, em Arganil, de magistraturas próprias, e sem uma como adição feita nesse diploma depois de expedido, ele não passaria de um simples contrato civil.» Esta adição, redigida em nome dos colonos, é a seguinte: - «Além de tudo, acrescentámos um sexteiro a cada boi para que nos não pusessem ninguém por alcaide senão a nosso contento».
A existência de um alcaide em Arganil - continua Alexandre Herculano - manifesta-nos que a povoação era um lugar forte, um castelo, e que os colonos dependiam do casteleiro, o qual, por isso, reunia, em si, cargo militar e magistratura civil. Mas até onde se estendia esta? Eis o que não é possível dizer. Todavia, é provável que as suas funções civis se limitassem às de exactor. O direito de intervir na sua eleição, que os moradores compram por um aumento de encargos, dá porém a Arganil um carácter de concelho rudimentar».
(...) Assim se explica que o verdadeiro foral de Arganil, datado de 1175, seja outorgado por D. Pedro Ubertiz, nos últimos anos do reinado de D. Afonso Henriques, falecido 1185. Dizemos «verdadeiro foral de Arganil», visto ser este que D. Dinis confirma e serve de norma a D. Manuel I, quando o «Venturoso», em 1514, dá novo foral a Arganil, encabeçadopor estas palavras: - «Foral da vila de Arganil, do bispado de Coimbra, dado por Pero Ubertiz, confirmado por El-Rei D. Dinis per as rendas de Arganil...».
Comparando este foral com a carta de povoação do bispo D. Gonçalo, verifica-se o seguinte: - mantêm-se as características rurais do concelho, agora mais acentuadas, devido às referências aos seus lavradores, caçadores e pastores. Não se fala em jugada nem no alcaide. Dão-se garantias especiais à herdade dos cavaleiros. Mencionam-se as penalidades a que ficam sujeitos os que praticam determinados crimes. Na formulação destes, sobressaem alguns casos curiosos: - Assim: O que encontrasse alguém a roubá-lo, não pagava multa pelos ferimentos que lhe causasse. À terceira vez, o ladrão eraaçoutado, tosquiado e expulso «para além do Alva», ou seja para fora do concelho, o que, aliás, já acontecia anteriormente, segundo dispõe a carta de D. Gonçalo. O que quisesse provar o seu direito com «bordão e escudo» pagava um bragal. tratava-se - nota o dr. Cabral Moncada - da velha prática do duelo judiciário, de influência germânica, garantem vários investigadores. Segundo este costume, com o qual a Igreja só conseguiu acabar no séc. XIV, os vizinhos dirimiam entre si os seus direitos pelas armas (no nosso concelho serviam-se do bordão e do escudo, como vimos), dando às suas contestações de direitos pessoais e familiares o carácter de verdadeiras formas de uma justiça privada. Era uma justiça bárbara, na verdade, mas reveladora de coragem e da honra de quem não temia recorrer a ela, na formulação das penas, aparece-nos agora, em Arganil, o conselho dos homens bons, ouvido sempre que têm de ser aplicadas algumas destas, as mais graves.

António G. Mattoso, «Conferência Integrada nos trabalhos do I Congresso Regionalista da Comarca de Arganil»,1960«

domingo, 2 de setembro de 2007

64 Festival Internacional

Arranca la 64 edición de la Mostra Internacional de Cine de Venecia

"Sky"

El director de "Google Earth" en Zurich, Samuel Widmann, presenta la versión "Sky" del programa durante una rueda de prensa celebrada en el planetario de Hamburgo.

"pornográfica" de Bush

Collage del rostro del presidente Bush, creado por el artista Jonathan Yeo con fragmentos de imágenes pornográficas y expuesto en el Soho londinense.

El collage, aparentemente inocente, está compuesto por fotografías pornográficas, e incluyen alguna felación.

Death Proof

Tenía que elegir: esta semana los grandes estrenos (en España) se reducen a dos: “La carta esférica” de Imanol Uribe o “Death Proof" de Quentin Tarantino (si omitimos “Doraemon y el pequeño dinosaurio”)

http://blogs.20minutos.es/ezcultura

IFA 2007

IFA 2007, lo último en tecnología

Diana de Gales

El 25 April 1985, Juan Pablo II recibió en adiencia privada a la princesa Diana de Gales, un encuentro histórico, al ser ella anglicana, religión que no reconoce la autoridad religiosa de los papas.
Especial 10 años sin Lady Di

de se lhe tirar o chapéu

Freguesia de Arganil

No Arquivo Real não existe nenhum foral antigo, encontrando-se, porém, no Livro Preto da Catedral de Coimbra a fls. 225 e verso, datado de 25 de Setembro de 1114, concedido pelo Bispo de Coimbra, D. Gonçalo, dado que até esta data a vila pertencia à mitra de Coimbra por doação de D. Teresa (mãe de D. Afonso Henriques).

No final do século XII era a vila e seu termo pertença de uns fidalgos de apelido Uzbertes, tendo continuado na posse de um seu descendente: Afonso Pires de Arganil. Este fidalgo passou a maior parte da sua vida no estrangeiro ao serviço de D. Pedro, filho de D. Sancho I, tendo sido ele que se deslocou a Coimbra, por ordem do seu senhor, para entregar as Relíquias dos Cinco Mártires de Marrocos, em Santa Cruz.

Seguiu-se-lhe seu filho Pedro Afonso de Arganil e Samora e mais tarde a neta, D. Marinha Afonso, casada com o poeta e guerreiro Fernão Rodrigues Redondo.

Por falta de descendentes, D. Afonso IV, por permuta, conseguiu integrar Arganil na posse do seu reino e, dividindo-o, reservou para si a parte que abrangia Pombeiro da Beira e, em 1354, incluiu o remanescente no dote que D. Maria, filha natural de D. Pedro I, levou ao casar-se com Fernando de Aragão. Como também este casal não teve descendência foi Arganil reincorporada na coroa, que colocou, quase de seguida, sob a alçada de D. Beatriz, filha do rei D. Fernando e de Leonor de Teles.

Em 1355 o rei D. Afonso IV entregou a Martim Lourenço da Cunha, por permuta, a parte que havia conservado para si, dando, deste modo, origem ao senhorio de Pombeiro da Beira.

Depois da morte da rainha de Castela, D. João I doou o senhorio Arganil a Martim Vasques da Cunha, seu partidário, ligado aos de Pombeiro da Beira e de Tábua, tendo posteriormente, apesar de ter ataiçoado o Mestre de Aviz, conseguido autorização para trocar o senhorio de Arganil com o Cabido de Coimbra pelas terras de Belmonte e S. Romão.

Arganil passou desta forma, em 1394, para a posse dos Bispos de Coimbra, que passaram a ostentar o título de Condes de Arganil, tendo já nessa altura o de Senhores de Coja, Avô e Lourosa. A partir desta data Arganil manteve-se sob o domínio dos seus novos senhores até 27 de Setembro de 1829, quando nomearam para alcaide José António de Figueiredo.

D. Manuel I, aquando da reforma dos forais, concedeu, a 8 de Junho de 1514, «nova carta» a Arganil. Tal documento, ainda que sem folha de rosto, encontra-se ainda hoje, na Câmara Municipal e foi através dele que se regeu a vida da população local durante largo período de tempo.

Em 1550 foram reformulados os estatutos de uma colegiada, pertencente ao padroado real, e que provavelmente teria sido fundada nos finais do século XIV. Tal colegiada foi extinta em Dezembro de 1848, por falecimento do último dos quatro beneficiados que a formavam: o Rev. José António do Soito.

Em 1647 o rei aprova os estatutos de uma Misericórdia, na sequência da confraria de Nossa Senhora da Conceição. A última sobrevivente do primeiro provedor, Pedro da Fonseca, foi D. Maria Isabel de Melo Freire de Bulhões, Condessa das Canas, que ao falecer, em 1879, doou todos os seus bens de que era possuidora nesta zona, para que com o produto da sua venda, fosse fundado um hospital, no seu solar de Arganil. Assim nasce o Hospital Condessa das Canas da Misericórdia de Arganil.Este porém não foi o primeiro estabelecimento de assistência a existir em Arganil, dado que nas casas de hospedaria, outrora anexas à Capela da Senhora da Agonia, funcionou entre 1856 e 1890 um incipiente hospital, por iniciativa do Dr. Luís Caetano Lobo, à data reitor da paróquia de Arganil.

As invasões francesas, em 1809, deixaram a sua marca em Arganil. As tropas de Wellington estiveram aquarteladas na Capela da Misericórdia e dela fizeram local de guarida e de depósito de munições, tendo pilhado, destruído e devastado tudo o que puderam. As pratas das igrejas foram o seu principal alvo.

Na primeira metade do século XIX, com o conflito entre liberais e absolutistas, destaca-se a figura do P.e Manuel Vasconcelos da Costa Delgado, «homem inteligente e culto, liberal por actos e convicção», a quem Arganil muito deve do desenvolvimento que posteriormente veio a beneficiar.

Outra figura de destaque da mesma época é o Dr. Luís Caetano Lobo, que lutou pela instauração de uma escola feminina e por um curso de alfabetização nocturno para adultos e menores, tendo ele mesmo ensinado a ler e escrever, utilizando o método de Castilho. Foi também, juntamente com a Junta da Paróquia, em 1857, quem pressionou junto da Câmara no sentido desta vir a iluminar, durante a noite, com azeite, as principais ruas da vila. Nesta altura Arganil possuia certamente um elevado grau de cultura, pois só assim se compreende que já em 1810 existissem professores régios de primeiras letras e ainda de retórica, filosofia, geometria, grego e latim.

Breve Resenha Histórica do Concelho de Arganil