AÍ ESTÁ: M.E., CONTRARIANDO PROMESSAS, AVANÇA COM A MOBILIDADE ESPECIAL!
Devagar, devagarinho, o ME está a avançar com a aplicação do regime de mobilidade especial ao pessoal docente. A FENPROF recorda que a própria Ministra da Educação, por diversas vezes, algumas delas na Assembleia da República, garantiu que a “mobilidade especial” não se aplicaria aos docentes. Afinal, o compromisso é agora negado e o ME nem se deu ao trabalho de regulamentar o nº 4 do artigo 64º do ECD que prevê uma situação específica para os professores nesta matéria.
Segundo o projecto do ME, sobre o qual a FENPROF emitiu hoje uma posição, a “mobilidade especial” aplica-se a docentes com “horários-zero” ou aos que tenham sido declarados “incapacitados para o exercício de funções docentes”.
No primeiro caso [horários-zero] a aplicação é voluntária. No caso dos docentes com declaração de “incapacidade para o exercício de funções docentes” a aplicação pode ser voluntária ou compulsiva.
Assim, no caso de:
1. Os docentes terem requerido a colocação em serviços que os não aceitem, ou …
2. Os docentes terem solicitado a sua aposentação, sendo-lhe esta recusada pela Junta Médica …só lhes restam três soluções:
a) requerer a passagem à mobilidade especial; b) passar automaticamente para a mobilidade especial:c) [em algumas situações] passar à situação de licença sem vencimento.
Em suma, a Ministra da Educação nega, com este projecto, um compromisso assumido politicamente e prepara-se para se ver livre de docentes que, tendo dado o melhor possível enquanto puderam, se encontram hoje em situação de grande fragilidade. A FENPROF rejeita e combaterá esta intenção do ME!
A FENPROF considera esta proposta de duvidosa legalidade, razão por que solicitará a sua apreciação ao Senhor Provedor de Justiça e à Assembleia da República.
O Secretariado Nacional
Posição da FENPROF sobre o projecto de alteração do Decreto-Lei 224/2006 [Estabelecendo as condições de colocação em mobilidade especial, entre outros aspectos] [ler mais...]
“Se um dia disserem que o seu trabalho não é de um profissional, lembre-se: A Arca de Noé foi construída por amadores; profissionais construíram o Titanic…“
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Soyuz TMA-11 a caminho
paisagens das Minas da Panasqueira, através do olhar do fotógrafo João Margalha
As minhas imagens procuram reflectir sobre os lugares da transformação, paisagens criadas ou modificadas pela acção do homem. Sempre dependemos da natureza para melhorar os nossos padrões de vida. No entanto colocamos em risco o equilíbrio de uma parte importante dos sistemas naturais e da nossa própria sociedade. Os actuais modos de produção e consumo determinam uma crescente e ineficiente utilização de recursos e energia. Assistimos a uma progressiva transformação e artificialização do território.Com as imagens que crio pretendo representar as contradições da sociedade contemporânea. Modernidade e obsolescência; fascínio e medo; qualidade de vida e degradação ambiental. Assinalar o contraste e a complementaridade do natural e do artificial, “extrair” objectos do seu contexto e revelar coisas comuns escondidas pelo quotidiano, são outras das minhas pesquisas.Procuro que o meu trabalho fotográfico seja uma extensão do que sou, das minhas preocupações e do meu modo de ver o mundo. As minhas origens e o meu trajecto de vida e profissional podem explicar em parte a atenção que dedico aos modos de utilização e transformação do território e às suas implicações ambientais e sociais.As Minas da Panasqueira, objecto do presente trabalho, são uma das maiores áreas de extracção de volfrâmio da Europa, com cerca de 3.000 quilómetros de galerias. Durante muitos anos deram a muitas pessoas um modo de vida e a muitas outras um maior conforto, tendo chegado a empregar mais de 10.000 pessoas no período da 2ª Guerra Mundial. Tiraram também a vida a outras pessoas e degradaram uma parte do rio Zêzere. Actualmente poucos lhe dão atenção mas muitos têm beneficiado da sua existência. Uma parte das instalações estão desactivadas, mas continua por resolver o destino das enormes escombreiras.
João Margalha
João Margalha
mamíferos pretensamente superiores
o sr doutor é uma pessoa legalmente autorizada (maldita lei da democracia) a exercer a... medicina.
o sr doutor é uma pessoa que tem o título universitário de doutorado.
DOUTOR - é uma Pessoa que obteve numa Universidade um Diploma de Licenciatura.
Que raio de País este que assume ares pedantes e pretensamente superiores!
o sr doutor é uma pessoa que tem o título universitário de doutorado.
DOUTOR - é uma Pessoa que obteve numa Universidade um Diploma de Licenciatura.
Que raio de País este que assume ares pedantes e pretensamente superiores!
851 lugares de valor universal
Pocos lugares (851 exactamente, 40 de los cuales son españoles) pueden preciarse de tener "un valor universal excepcional" reconocido por la Unesco. Son los mismos enclaves culturales y naturales que gozan de una protección especial y, en algunos casos, del apoyo económico del Fondo para el Patrimonio Mundial.terça-feira, 9 de outubro de 2007
Escola de Kerbala
Tecnologia
Evitar incendios, prevenir inundaciones, sacar vivas a personas enterradas entre los escombros, restablecer una red de telecomunicaciones tras un terremoto que permita conectarse con pueblos aislados, localizar a personas accidentadas en zonas remotas... Todas estas acciones se han simplificado enormemente con la aparición de las nuevas tecnologías.
La tecnología contra las catástrofes
La tecnología contra las catástrofes
Acerca da família Ceiroquinhense
Where You Are
O Concelho de Arganil, trabalho do aluno Carlos Martins.
Fajão
Fajão é uma pequena aldeia da serra encostada aos célebres Penedos de Fajão com quase 900 metros de altitude, entre pinheiros, mata de estevas e carquejas. A sua história e a das suas gentes são iguais à de tantas outras aldeias; Sobral Valado, Cabril, Vidual, Gralhas, Relvas, Ponte, Boiças, Ceiroquinho...FAJÃO-ALDEIA DE XISTO
A Casa da Moita
Região
TURISMO DE ALDEIA EM PAMPILHOSA DA SERRA NA ALDEIA DE FAJÃO, A “CASA DA MOITA”Quem entra em Fajão depara-se com uma casa reconstruída, que prima por uma arquitectura ligeiramente diferente do habitual. A leveza da sua fachada onde predomina vidro e madeira em tom de castanho, o bom gosto nas portadas, e o cuidado na arrumação do espaço circundante, chamam a atenção aos mais distraídos.Mas afinal porque falamos de uma casa, bonita como tantas outras em Fajão? Estamos a falar na casa de turismo de aldeia, “Casa da Moita”. Segundo os seus proprietários, a casa destina-se a acolher famílias que apreciem a tranquilidade das Serras da Pampilhosa, mas não querem abdicar do conforto de uma residência dos nossos dias.Ainda segundo os seus autores, a ideia de recuperar o "Barracão da Moita" e a sua transformação na bonita "Casa da Moita", com o total aproveitamento das características próprias de "casa de campo" para turismo de aldeia teve em vista proporcionar uns dias de descanso a quem pode e necessita descarregar o "stress" acumulado na vivência citadina. Limpar as vias respiratórias, desfrutar do ambiente puro, da calma e tranquilidade serrana, e apreciar os traços peculiares das gentes das Serras da Pampilhosa. Tudo isto é possível em Fajão na “Casa da Moita”, e ainda apreciar um cabrito no forno que é de bradar ao “Céu”.A Casa da Moita reflecte o tipo de construção centenária tradicional da região. Tendo-se recorrido ao xisto, e à madeira de castanheiro. Foi completamente reconstruída em 2004, e todo o seu equipamento reflecte harmonia capaz de garantirem um alto padrão de conforto. Nem uma bonita lareira falta na sala, que é equipada com todo o conforto, onde parte das parede são de rocha nua devidamente cuidada.Com mais esta valência, e analisando na perspectiva do desenvolvimento turístico da região, pensamos ser mais um passo importante para aumentar as oportunidades de os operadores turísticos, resolverem indagar onde ficam afinal as Serras da Pampilhosa.O turismo familiar de aldeia é neste momento uma actividade a levar em linha de conta, não só pelo baixo preço que pratica, mas fundamentalmente pelas ricas vivência que proporciona. Cada vez mais nos cansa o quotidiano nas grandes cidades, sendo o turismo de aldeia a forma mais equilibrada de recarregar baterias, sem que para isso se tenha que abandonar Portugal. Afinal em Pampilhosa da Serra também há turismo, que de forma sustentada pode um dia a vir a ser de altíssima qualidade, pois os primeiros passos estão em projectos como a “Casa da Moita”.
Por: Luís Gonçalves
Tradicional almoço de confraternização
Decorreu mais um convívio anual da família Ceiroquinhense, no lugar de Ceiroquinho, Pampilhosa da Serra, Distrito de Coimbra, terra dos meus avós paternos.Janeiro de Cima esteve bem representado com uma delegação do Bairro da Eira nas pessoas de Fernando dos Santos, algumas filhas e filho, António dos Santos "Toneca" e José dos Santos (Zé do esteirinho) e genro. António Gama da Silva (o meu padrinho), dois filhos: Luís António e Paulo Jorge o condutor de serviço aos comandos de um Mitsubishi Strakar e eu próprio tive a honra de estar presente, nesta viagem ao passado. O almoço teve lugar na escola de Ceiroquinho, lugar de convívio destas gentes bairristas e com grande espírito associativo. O meu padrinho apresentou-me o autor de vários livros de poemas e contos, António Jesus Fernandes, que me ofereceu uma das suas obras. Tive o prazer de conhecer também o Padre Aurélio bem como a Senhora América que vi pela primeira vez há mais de 20 anos. Ainda houve tempo para um "mergulho" nas águas naturais da piscina de Ceiroquinho, em plena serra rodeada de xisto. Aqui fica o meu modesto testemunho de um dia bem passado na terra natal dos meus avós paternos, alguns tios, primos e restante família Ceiroquinhense.
Como chegar
Estrada da Barragem de Santa Luzia. Estrada Ceiroquinho-Arganil.http://ceiroquinho.cmc.free.fr/cmc_local_mapa/local_mapa.html
Mapas
Roteiro, Mapa do concelho de Pampilhosa da Serra, Mapa do Ceiroquinho, Cadastral, Estradas...http://ceiroquinho.cmc.free.fr/cmc_turismo_mapa/turismo_mapa.html
Casas de Ceiroquinho
http://ceiroquinho.cmc.free.fr/cmc_casas_ceiroquinho/original/casas001.jpg
Aldeia do Ceiroquinho
http://ceiroquinho.cmc.free.fr/cmc_fotos_ceiroquinho/original/aldeia_ceiroquinho015.jpg
Piscina do Ceiroquinho
http://ceiroquinho.cmc.free.fr/cmc_piscina/original/piscine06.jpg
Família
(...) Em Janeiro de Cima o tio César e família instalaram-se na grande casa da Eira, numa suave colina donde se vê toda a povoação. Era um sítio e privilegiado. Ali ao lado, a capela da Senhora do Livramento cuja grandiosa romaria é sempre no terceiro Domingo de Agosto. Lá mais no alto no cabeço arredondado existe outra ermida, a de S.Sebastião. (...)À noite, depois de um dia de trabalho árduo, a reza era ponto de honra. Todos mesmo cheios de sono rezavam e davam graças ao Senhor. Ali mesmo ao lado a Senhora do Livramento escutava todas as noites atentamente o que aqueles filhos lhe pediam em fervorosas orações, e não deixava certamente de lhe dar a sua bênção protectora.(...) O tio César, bastante cedo foi chamado para o reino dos justos, com grande pesar e consternação de toda a numerosa família.Agora quem ia tomar o leme embarcação era o seu genro José Fernandes pai de oito filhos, homem também trabalhador, de fino trato, inteligente, culto, estudioso e de larga visão das coisas e situações. José Fernandes, devido à sua honestidade e bondade soube conquistar amigos e integrar-se perfeitamente nos problemas da freguesia e nas suas instituições, chegou mesmo a ser durante vários anos presidente da Junta da Freguesia e também alguns anos mordomo das festas religiosas que se celebravam na freguesia.A sua esposa, Maria de Jesus, foi uma verdadeira santa, uma luz que brilhou sempre na Eira. Nenhum pobre, e eram muitos que ali iam pedir esmola, ficam sem uma dádiva, uma palavra de conforto, um sorriso, uma esperança...Maria de Jesus, foi também a personificação de uma verdadeira esposa e mãe. Conservou sempre uma postura terna, amável e acolhedora até ao fim da vida, e nunca esqueceu as virtudes que levou da sua aldeia de Ceiroquinho escondida entre serranias.(...)
Contos de António Jesus Fernandeshttp://ceiroquinho.cmc.free.fr/
A minha Bisavó
Quando passo por estes horizontes sem fim, lembro-me sempre, dessa heroína - a tia Preciosa Pereira. Por esta estrada entre Vidual e Fajão naquele tempo ainda não estava alcatroada, passou por aqui, essa caminheira , a tia Preciosa Pereira, com a mala do correio à cabeça. Fez esta caminhada centenas de vezes, à torreira do Sol, à chuva, ao vento... Eram tempos difíceis. A tia Preciosa calcorreava a pé cerca de trinta quilómetros ida e volta, pela estrada erma da serra.Toda de preto vestida, pois ficou viúva muito nova e tinha sete filhos menores para criar, e nesse tempo não havia abono de família, nem subsídios. de sobrevivência nem reformas...Nada! Nada!Havia apenas a força dos seus braços para trabalhar, a destreza das suas pernas para andar e a sua coragem sem limites para lutar contra a adversidade.Havia, os seus filhos, havia a esperança de que a batalha tinha de ser ganha. Tinha de cultivar todos os motrecos para arranjar o sustento da família. Tinha de fazeresse difícil serviço de estafeta, do correio sempre incerto e mal pago para vestir, calçar ealimentar os seus filhos.Tinha sobre os seus ombros a responsabilidade da sua casa. Tinha uma pesada cruz como muitos fezes dizia. A tia Preciosa não pedia, não era mulher para isso. Também a quem podia ela recorrer? De assistência social nem se falava na serra naquele tempo da década de quarenta.Com algumas dificuldades, os filhos foram crescendo, os rapazes partiram para Lisboa para trabalhar e as raparigas mais velhas foram servir. Porque trabalhar em qualquer profissão não era desonra nenhuma, pelo contrário, é digno de qualquer pessoa trabalhar honradamente.A tia Preciosa era uma conversadora fantástica. Dava gosto ouvi-la falar. As suas palavras, as suas frases, as suas respostas, os seus conselhos, os seus ditos, as suas perguntas tinham sempre interesse e profundo significado.Nunca se esqueceu da sua terra do seu amado Ceiroquinho, apesar de viver no Vidual de Cima aldeia bastante próxima. A aldeia onde nascemos é sempre nossa, e não a podemos negar nem esquecer. A tia Preciosa não se esquecia das pessoas, dos montes, das lombas, das ribeiras, das fazendas, tudo estava vivo na sua memória e no seu coração.Quando passava pelas Penedas no alto da serra da Amarela com a mala do correio á cabeça olhava sempre para a sua aldeia lá no fundo da Lomba da Missa, e os seus olhos ficavam rasos de lágrimas.Era a sua mocidade que pairava ainda por esses horizontes, os seus pais, os seus irmãos, os seus vizinhos, mil recordações que lhe passavam pela sua alma tão sofrida. Recordações tão perto e já tão distantes... E lá continuava na sua tarefa até Fajão, sabendo que sobre a sua cabeça levava cartas para a gente da sua aldeia, e isso dava-lhe imenso gosto e prazer.Esta mulher simples, honrada e corajosa, em jornadas sucessivas, vencia distâncias pela serra descampada, cumprindo a sua obrigação de estafeta.Todos esses altos penedos cinzentos e silenciosos, viram passar a tia Preciosa centenas de vezes. Eles são testemunhas imortais do esforço e da coragem da tia Preciosa.A vida também me atirou para Lisboa. Passados alguns anos, um belo dia, encontrei a tia Preciosa em Lisboa onde veio passar uns dias a casa dos seus filhos já casados. Apesar de já estar bastante cansada devido a tantos trabalhos e canseiras que a vida lhe deu, mantinha a mesma postura, a mesma dignidade, a mesma alegria e boa disposição.Foi uma festa encontrá-la e conviver alguns momentos com a tia Preciosa. A sua alegria era contagiante. As suas risadas eram como estrelas candentes rasgando o Céu em noite escura... Com uma idade avançada a tia Preciosa foi para o Céu. Os sinos tocaram na igreja do Vidual e os sons repercutiram-se por encostas e valeiros por onde a tia Preciosa passou a sua vida trabalhosa e difícil.Partiu para a vida eterna, mas, no silêncio que é a morte uma nova estrela brilhou no firmamento!... A tia Preciosa era um livro aberto que nunca esquecerei, e nele irei sempre escrevendo palavras de um saudoso adeus e profundo respeito pela sua memória.
Tia Preciosa Pereira, António Jesus Fernandes
O Concelho de Arganil, trabalho do aluno Carlos Martins.
Fajão
Fajão é uma pequena aldeia da serra encostada aos célebres Penedos de Fajão com quase 900 metros de altitude, entre pinheiros, mata de estevas e carquejas. A sua história e a das suas gentes são iguais à de tantas outras aldeias; Sobral Valado, Cabril, Vidual, Gralhas, Relvas, Ponte, Boiças, Ceiroquinho...FAJÃO-ALDEIA DE XISTO
A Casa da Moita
Região
TURISMO DE ALDEIA EM PAMPILHOSA DA SERRA NA ALDEIA DE FAJÃO, A “CASA DA MOITA”Quem entra em Fajão depara-se com uma casa reconstruída, que prima por uma arquitectura ligeiramente diferente do habitual. A leveza da sua fachada onde predomina vidro e madeira em tom de castanho, o bom gosto nas portadas, e o cuidado na arrumação do espaço circundante, chamam a atenção aos mais distraídos.Mas afinal porque falamos de uma casa, bonita como tantas outras em Fajão? Estamos a falar na casa de turismo de aldeia, “Casa da Moita”. Segundo os seus proprietários, a casa destina-se a acolher famílias que apreciem a tranquilidade das Serras da Pampilhosa, mas não querem abdicar do conforto de uma residência dos nossos dias.Ainda segundo os seus autores, a ideia de recuperar o "Barracão da Moita" e a sua transformação na bonita "Casa da Moita", com o total aproveitamento das características próprias de "casa de campo" para turismo de aldeia teve em vista proporcionar uns dias de descanso a quem pode e necessita descarregar o "stress" acumulado na vivência citadina. Limpar as vias respiratórias, desfrutar do ambiente puro, da calma e tranquilidade serrana, e apreciar os traços peculiares das gentes das Serras da Pampilhosa. Tudo isto é possível em Fajão na “Casa da Moita”, e ainda apreciar um cabrito no forno que é de bradar ao “Céu”.A Casa da Moita reflecte o tipo de construção centenária tradicional da região. Tendo-se recorrido ao xisto, e à madeira de castanheiro. Foi completamente reconstruída em 2004, e todo o seu equipamento reflecte harmonia capaz de garantirem um alto padrão de conforto. Nem uma bonita lareira falta na sala, que é equipada com todo o conforto, onde parte das parede são de rocha nua devidamente cuidada.Com mais esta valência, e analisando na perspectiva do desenvolvimento turístico da região, pensamos ser mais um passo importante para aumentar as oportunidades de os operadores turísticos, resolverem indagar onde ficam afinal as Serras da Pampilhosa.O turismo familiar de aldeia é neste momento uma actividade a levar em linha de conta, não só pelo baixo preço que pratica, mas fundamentalmente pelas ricas vivência que proporciona. Cada vez mais nos cansa o quotidiano nas grandes cidades, sendo o turismo de aldeia a forma mais equilibrada de recarregar baterias, sem que para isso se tenha que abandonar Portugal. Afinal em Pampilhosa da Serra também há turismo, que de forma sustentada pode um dia a vir a ser de altíssima qualidade, pois os primeiros passos estão em projectos como a “Casa da Moita”.
Por: Luís Gonçalves
Tradicional almoço de confraternização
Decorreu mais um convívio anual da família Ceiroquinhense, no lugar de Ceiroquinho, Pampilhosa da Serra, Distrito de Coimbra, terra dos meus avós paternos.Janeiro de Cima esteve bem representado com uma delegação do Bairro da Eira nas pessoas de Fernando dos Santos, algumas filhas e filho, António dos Santos "Toneca" e José dos Santos (Zé do esteirinho) e genro. António Gama da Silva (o meu padrinho), dois filhos: Luís António e Paulo Jorge o condutor de serviço aos comandos de um Mitsubishi Strakar e eu próprio tive a honra de estar presente, nesta viagem ao passado. O almoço teve lugar na escola de Ceiroquinho, lugar de convívio destas gentes bairristas e com grande espírito associativo. O meu padrinho apresentou-me o autor de vários livros de poemas e contos, António Jesus Fernandes, que me ofereceu uma das suas obras. Tive o prazer de conhecer também o Padre Aurélio bem como a Senhora América que vi pela primeira vez há mais de 20 anos. Ainda houve tempo para um "mergulho" nas águas naturais da piscina de Ceiroquinho, em plena serra rodeada de xisto. Aqui fica o meu modesto testemunho de um dia bem passado na terra natal dos meus avós paternos, alguns tios, primos e restante família Ceiroquinhense.
Como chegar
Estrada da Barragem de Santa Luzia. Estrada Ceiroquinho-Arganil.http://ceiroquinho.cmc.free.fr/cmc_local_mapa/local_mapa.html
Mapas
Roteiro, Mapa do concelho de Pampilhosa da Serra, Mapa do Ceiroquinho, Cadastral, Estradas...http://ceiroquinho.cmc.free.fr/cmc_turismo_mapa/turismo_mapa.html
Casas de Ceiroquinho
http://ceiroquinho.cmc.free.fr/cmc_casas_ceiroquinho/original/casas001.jpg
Aldeia do Ceiroquinho
http://ceiroquinho.cmc.free.fr/cmc_fotos_ceiroquinho/original/aldeia_ceiroquinho015.jpg
Piscina do Ceiroquinho
http://ceiroquinho.cmc.free.fr/cmc_piscina/original/piscine06.jpg
Família
(...) Em Janeiro de Cima o tio César e família instalaram-se na grande casa da Eira, numa suave colina donde se vê toda a povoação. Era um sítio e privilegiado. Ali ao lado, a capela da Senhora do Livramento cuja grandiosa romaria é sempre no terceiro Domingo de Agosto. Lá mais no alto no cabeço arredondado existe outra ermida, a de S.Sebastião. (...)À noite, depois de um dia de trabalho árduo, a reza era ponto de honra. Todos mesmo cheios de sono rezavam e davam graças ao Senhor. Ali mesmo ao lado a Senhora do Livramento escutava todas as noites atentamente o que aqueles filhos lhe pediam em fervorosas orações, e não deixava certamente de lhe dar a sua bênção protectora.(...) O tio César, bastante cedo foi chamado para o reino dos justos, com grande pesar e consternação de toda a numerosa família.Agora quem ia tomar o leme embarcação era o seu genro José Fernandes pai de oito filhos, homem também trabalhador, de fino trato, inteligente, culto, estudioso e de larga visão das coisas e situações. José Fernandes, devido à sua honestidade e bondade soube conquistar amigos e integrar-se perfeitamente nos problemas da freguesia e nas suas instituições, chegou mesmo a ser durante vários anos presidente da Junta da Freguesia e também alguns anos mordomo das festas religiosas que se celebravam na freguesia.A sua esposa, Maria de Jesus, foi uma verdadeira santa, uma luz que brilhou sempre na Eira. Nenhum pobre, e eram muitos que ali iam pedir esmola, ficam sem uma dádiva, uma palavra de conforto, um sorriso, uma esperança...Maria de Jesus, foi também a personificação de uma verdadeira esposa e mãe. Conservou sempre uma postura terna, amável e acolhedora até ao fim da vida, e nunca esqueceu as virtudes que levou da sua aldeia de Ceiroquinho escondida entre serranias.(...)
Contos de António Jesus Fernandeshttp://ceiroquinho.cmc.free.fr/
A minha Bisavó
Quando passo por estes horizontes sem fim, lembro-me sempre, dessa heroína - a tia Preciosa Pereira. Por esta estrada entre Vidual e Fajão naquele tempo ainda não estava alcatroada, passou por aqui, essa caminheira , a tia Preciosa Pereira, com a mala do correio à cabeça. Fez esta caminhada centenas de vezes, à torreira do Sol, à chuva, ao vento... Eram tempos difíceis. A tia Preciosa calcorreava a pé cerca de trinta quilómetros ida e volta, pela estrada erma da serra.Toda de preto vestida, pois ficou viúva muito nova e tinha sete filhos menores para criar, e nesse tempo não havia abono de família, nem subsídios. de sobrevivência nem reformas...Nada! Nada!Havia apenas a força dos seus braços para trabalhar, a destreza das suas pernas para andar e a sua coragem sem limites para lutar contra a adversidade.Havia, os seus filhos, havia a esperança de que a batalha tinha de ser ganha. Tinha de cultivar todos os motrecos para arranjar o sustento da família. Tinha de fazeresse difícil serviço de estafeta, do correio sempre incerto e mal pago para vestir, calçar ealimentar os seus filhos.Tinha sobre os seus ombros a responsabilidade da sua casa. Tinha uma pesada cruz como muitos fezes dizia. A tia Preciosa não pedia, não era mulher para isso. Também a quem podia ela recorrer? De assistência social nem se falava na serra naquele tempo da década de quarenta.Com algumas dificuldades, os filhos foram crescendo, os rapazes partiram para Lisboa para trabalhar e as raparigas mais velhas foram servir. Porque trabalhar em qualquer profissão não era desonra nenhuma, pelo contrário, é digno de qualquer pessoa trabalhar honradamente.A tia Preciosa era uma conversadora fantástica. Dava gosto ouvi-la falar. As suas palavras, as suas frases, as suas respostas, os seus conselhos, os seus ditos, as suas perguntas tinham sempre interesse e profundo significado.Nunca se esqueceu da sua terra do seu amado Ceiroquinho, apesar de viver no Vidual de Cima aldeia bastante próxima. A aldeia onde nascemos é sempre nossa, e não a podemos negar nem esquecer. A tia Preciosa não se esquecia das pessoas, dos montes, das lombas, das ribeiras, das fazendas, tudo estava vivo na sua memória e no seu coração.Quando passava pelas Penedas no alto da serra da Amarela com a mala do correio á cabeça olhava sempre para a sua aldeia lá no fundo da Lomba da Missa, e os seus olhos ficavam rasos de lágrimas.Era a sua mocidade que pairava ainda por esses horizontes, os seus pais, os seus irmãos, os seus vizinhos, mil recordações que lhe passavam pela sua alma tão sofrida. Recordações tão perto e já tão distantes... E lá continuava na sua tarefa até Fajão, sabendo que sobre a sua cabeça levava cartas para a gente da sua aldeia, e isso dava-lhe imenso gosto e prazer.Esta mulher simples, honrada e corajosa, em jornadas sucessivas, vencia distâncias pela serra descampada, cumprindo a sua obrigação de estafeta.Todos esses altos penedos cinzentos e silenciosos, viram passar a tia Preciosa centenas de vezes. Eles são testemunhas imortais do esforço e da coragem da tia Preciosa.A vida também me atirou para Lisboa. Passados alguns anos, um belo dia, encontrei a tia Preciosa em Lisboa onde veio passar uns dias a casa dos seus filhos já casados. Apesar de já estar bastante cansada devido a tantos trabalhos e canseiras que a vida lhe deu, mantinha a mesma postura, a mesma dignidade, a mesma alegria e boa disposição.Foi uma festa encontrá-la e conviver alguns momentos com a tia Preciosa. A sua alegria era contagiante. As suas risadas eram como estrelas candentes rasgando o Céu em noite escura... Com uma idade avançada a tia Preciosa foi para o Céu. Os sinos tocaram na igreja do Vidual e os sons repercutiram-se por encostas e valeiros por onde a tia Preciosa passou a sua vida trabalhosa e difícil.Partiu para a vida eterna, mas, no silêncio que é a morte uma nova estrela brilhou no firmamento!... A tia Preciosa era um livro aberto que nunca esquecerei, e nele irei sempre escrevendo palavras de um saudoso adeus e profundo respeito pela sua memória.
Tia Preciosa Pereira, António Jesus Fernandes
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Soyuz TMA-11
Bill Ingalls/NASA / ReutersEn rieles hacia las estrellas. La nave Soyuz TMA-11, transportada hacia la plataforma de lanzamiento del cosmódromo de Baikonur, Kazajistán, de donde despegará este miércoles en una nueva misión a la Estación Espacial Internacional. La expedición está formada por los astronautas Peggy Whitson, de EE. UU.; Yuri Malenchenko, de Rusia, y Sheikh Muszaphar Shukor, de Malasia.
20minutos
Contrastes da trilogia beirã
A trilogia beirã contida na anterior divisão provincial - Beira Alta, Beira Baixa e Beira Litoral - ainda permanece bem viva no espírito de muitos portugueses, com a qual se mantêm identificados apesar de a nova divisão territorial do continente apenas estabelecer duas Beiras, a Litoral e a Interior. A redução resultou essencialmente da fragmentação da Beira Alta. A maior parte dos concelhos do distrito de Viseu passou a integrar a Beira Litoral, do mesmo modo que a quase totalidade dos restantes, pertencentes ao distrito da Guarda, foi associada à Beira Baixa, passando a constituir a Beira Interior.
A actual região agro-florestal da Beira Litoral compreende uma área com 11.725 km2, englobando as seguintes cinco unidades de nível III da NUTS (Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos). Baixo Vouga - Doze municípios: Águeda, Albergaria-a-Velha, Anadia, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mealhada, Murtosa, Oliveira do Bairro, Ovar, Sever do Vouga e Vagos; Baixo Mondego - Oito municípios: Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Mira, Montemor-o-velho, Penacova e Soure; Pinhal Litoral - Cinco municípios: Batalha, Leiria, Marinha Grande, Pombal e Porto de Mós; Pinhal Interior Norte - Catorze municípios: Arganil, Góis, Lousã, Miranda do Corvo, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penela, Tábua, Vila Nova de Poaires, Alvaiázere, Ansião, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande; Dão-Lafões - Quinze municípios: Aguiar da Beira, Carregal do Sal, Castro Daire, Mangualde, Mortágua, Nelas, Oliveira de Frades, Penalva do Castelo, Santa Comba Dão, São Pedro do Sul, Sátão, Tondela, Vila Nova de Paiva, Viseu e Vouzela.
Esta região, apesar da sua posição litoral, apresenta acentuados contrastes entre a sua fachada mais litoral e a área mais interior. Esses contrastes identificam-se a vários níveis de análise, nomeadamente no que diz respeito aos aspectos geológicos. Desde logo o facto de estarem presentes, lado a lado, duas unidades morfoestruturais muito diferentes - Orla Sedimentar Mesocenozóica e Maciço Antigo Ibérico - faz com que, além de idade, as rochas apresentem sobretudo litologias diferenciadas. Assim, enquanto na Orla predominam as formações sedimentares, essencialmente constituídas por grés, conglomerados, calcários, calcários dolomíticos, calcários mais ou menos margosos, margas, arenitos e areias, pelo contrário, no Maciço Antigo predominam as formações cristalinas, constituídas essencialmente por rochas magmáticas à base de granitóides e por rochas metamórficas, constituídas por xistos, grauvaques, quartzitos e corneanas, estas nas auréolas de metaformismo de contacto.
Naturalmente que histórias geológicas diferentes, associadas a rochas tão distintas em cada uma destas unidades, vão proporcionar formas de relevo bem diversas. Como consequência, a separação entre estas duas unidades é muito nítida, segundo uma linha que, grosso modo, se inicia a norte de Espinho, passa por S. João da Madeira, Albergaria-a-Velha, Águeda, Anadia, Coimbra, Penela, Alvaiaázere e prossegue em direcção a Tomar. A nascente situa-se o Maciço Antigo e a poente a Orla Sedimentar.
E se, do ponto de vista geológico, esta linha divisória encerra um profundo significado, não é menos importante do ponto de vista topográfico, pois também faz o contraponto entre as formas de relevo suaves, aplanadas, em que se destacam as serras calcárias de baixa altitude, e as formas de relevo mais movimentadas, correspondentes às serras de Lousã (1205 m), Açor (S. Pedro do Açor, 1342 m, Cebola 1418 m) e Caramulo (1075 m), para mencionar apenas as mais elevadas.
O contraste altitudinal entre as duas unidades morfoestruturais é particularmente marcado em toda a área situada a norte de Coimbra, onde se regista um verdadeiro degrau topográfico entre essas unidades.
Nas imediações de Coimbra, para nascente, além do Maciço Marginal de Coimbra, designação local para o rebordo montanhoso do Maciço Antigo Ibérico, individualizam-se outras formas de relevo, de direcção geral NW-SE, correspondentes aos afloramentos de quartzito, que, pela sua dureza, se destacam na paisagem, imprimindo-lhe um vigor ímpar, traduzido pelas majestáticas cristas topográficas que proporcionam: serras do Buçaco (549 m), de S. Pedro Dias (438 m) e penedo de Góis (1040 m); penedos de Fajão (902 m), serra do Vidual (1119 m), penedos de Unhais (885 m) e serra do Maxialinho (836 m); serras do Espinhal (853 m) e de S. Neutel (550 m).
Além disso, também impressionam as magníficas formas de pormenor constituídas por vales em garganta, sempre que os afloramentos de quartzito são atravessados por rios, cuja grandiosidade é proporcional à importância dos cursos de água. De entre estas formas de pormenor referimos a mais conhecida, denominada Livraria do Mondego, que, como o próprio nome indica, se situa no local onde este rio corta os quartzitos, entre Penacova e a Barragem da Aguieira.
Situações análogas, mas com vales mais apertados, ocorrem na Senhora da Candosa, quando o Ceira atravessa o afloramento de quartzito na Pena, quando a ribeira de Pena franqueia os penedos de Góis, na barragem de Santa Luzia, no local onde o rio Unhais, com aparente facilidade mas um tanto enigmaticamente, transpõe um obstáculo gigantesco constituído pelas serras de Vidual-Penedo, e, por último, as fragas de S. Simão, local onde a ribeira de Alge atravessa a crista do Espinhal.
Mais a norte, a serra do Caramulo, de constituição geológica predominantemente granítica, faz a transição entre as formas aplanadas da Orla e do Maciço Antigo, estas conhecidas pela designação genérica de planalto beirão (A. Fernandes Martins, 1940) ou Plataforma do Mondego (A. Brum Ferreira, 1978) e aquelas globalmente designadas por Baixo Vouga e Baixo Mondego.
A serra do Caramulo dispõe-se segundo uma direcção NE-SW, constituindo um bloco tectónico dissimétrico, balançado para ocidente e limitado por uma importante falha a leste. Deste modo, do lado oriental a serra é limitada por uma importante escarpa, enquanto a vertente ocidental desce progressivamente até dominar a plataforma litoral (A. Brum Ferreira, 1978, pág. 204).
A norte do rio Vouga destaca-se ainda a serra da Arada (1072 m), que já faz parte do maciço da Gralheira.
Entre os principais conjuntos montanhosos apresentados, serra do Caramulo e cordilheira Central, na base dos quais se situam, respectivamente, as depressões do Borralhal-Campo de Besteiros (A. Brum Ferreira, 1978) e as bacias da Lousã-Arganil (s. Daveau, et al., 1985/6), desenvolve-se a plataforma do Mondego, que inclina suavemente para SE e na qual a principal movimentação se deve ao encaixe da rede hidrográfica e à existência de alguns relevos residuais.
Na Orla Sedimentar, entre Mondego e Vouga, predominam áreas aplanadas ou de relevo pouco movimentado, respectivamente formadas pelas planícies aluviais construídas por estes rios e pelas dunas litorais (A. C. Almeida, 1995).
A cortar esta platitude, mesmo junto ao mar, ergue-se a serra da Boa Viagem, que, tanto dos miradouros da Vela (202 m) como da Bandeira (258 m), permite desfrutar de boas vistas panorâmicas, aliás uma característica comum a muitos outros lugares não só do Baixo Mondego (F. Rebelo, et al., 1990) mas de toda a Beira Litoral (A. Fernandes Martins, 1949a e O. Ribeiro, 1949).
A sul do rio Mondego destacam-se dois conjuntos de serras calcárias. Mais a norte, as serras do Rabaçal (532 m), de Sicó (553 m) e de Alvaiázere (618 m), estudadas pormenorizadamente por Lúcio Cunha (1990), e mais a sul, as serras de Aire (679 m) e Candeeiros (613 m), alvo de análise de Fernandes Martins (194 b).
Também do ponto de vista climático se verificam alguns contrastes entre as duas unidades morfoestruturais mencionadas, determinados quer pela proximidade ou afastamento (e abrigo) do oceano e das suas influências que pela variação da altitude.
Se esses efeitos são sensíveis ao nível da temperatura do ar não serão menos significativos no que concerne à distribuição da precipitação, onde também se regista de modo muito nítido a influência da variação da latitude.
Com efeito, a maior proximidade do mar e a latitude mais elevada das serras da Arada e Caramulo permitem que, apesar da sua menor altitude, os valores de precipitação aí registados sejam superiores aos que se verificam nas serras da Lousã-Açor, pese embora a sua maior elevação.
Entre estes dois conjuntos montanhosos, numa situação de abrigo, a plataforma do Mondego regista quantitativos de precipitação bem inferiores. Do mesmo modo, na plataforma litoral também se verificam valores de precipitação relativamente baixos. Apenas nas serras calcárias são ligeiramente superiores, pelo que também em termos de precipitação existe um nítido contraste entre os valores registados na Orla Sedimentar e no Maciço Antigo.
Os contrastes de natureza física existentes entre duas unidades vão certamente condicionar a ocupação humana, pelo que não é de admirar que seja a faixa mais litoral aquela que se apresenta mais densamente povoada. Com efeito, apenas os municípios coincidentes com áreas predominantemente calcárias é que apresentam densidades inferiores a 100 hab./km2, contrariamente ao que sucede na faixa mais inferior, onde só quatro municípios (Viseu, Nelas, Santa Comba Dão e Lousã) ultrapassam esse valor. Este situação agrava-se à medida que avançamos em direcção à fronteira, pelo que esta faixa constitui uma área de transição para a Beira Interior.
Luciano Lourenço in "Guia Expresso de Portugal"
Docente do Instituto de Estudos Geográficos da Fac. de Letras da Universidade de Coimbra
A actual região agro-florestal da Beira Litoral compreende uma área com 11.725 km2, englobando as seguintes cinco unidades de nível III da NUTS (Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos). Baixo Vouga - Doze municípios: Águeda, Albergaria-a-Velha, Anadia, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mealhada, Murtosa, Oliveira do Bairro, Ovar, Sever do Vouga e Vagos; Baixo Mondego - Oito municípios: Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Mira, Montemor-o-velho, Penacova e Soure; Pinhal Litoral - Cinco municípios: Batalha, Leiria, Marinha Grande, Pombal e Porto de Mós; Pinhal Interior Norte - Catorze municípios: Arganil, Góis, Lousã, Miranda do Corvo, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penela, Tábua, Vila Nova de Poaires, Alvaiázere, Ansião, Castanheira de Pêra, Figueiró dos Vinhos e Pedrógão Grande; Dão-Lafões - Quinze municípios: Aguiar da Beira, Carregal do Sal, Castro Daire, Mangualde, Mortágua, Nelas, Oliveira de Frades, Penalva do Castelo, Santa Comba Dão, São Pedro do Sul, Sátão, Tondela, Vila Nova de Paiva, Viseu e Vouzela.
Esta região, apesar da sua posição litoral, apresenta acentuados contrastes entre a sua fachada mais litoral e a área mais interior. Esses contrastes identificam-se a vários níveis de análise, nomeadamente no que diz respeito aos aspectos geológicos. Desde logo o facto de estarem presentes, lado a lado, duas unidades morfoestruturais muito diferentes - Orla Sedimentar Mesocenozóica e Maciço Antigo Ibérico - faz com que, além de idade, as rochas apresentem sobretudo litologias diferenciadas. Assim, enquanto na Orla predominam as formações sedimentares, essencialmente constituídas por grés, conglomerados, calcários, calcários dolomíticos, calcários mais ou menos margosos, margas, arenitos e areias, pelo contrário, no Maciço Antigo predominam as formações cristalinas, constituídas essencialmente por rochas magmáticas à base de granitóides e por rochas metamórficas, constituídas por xistos, grauvaques, quartzitos e corneanas, estas nas auréolas de metaformismo de contacto.
Naturalmente que histórias geológicas diferentes, associadas a rochas tão distintas em cada uma destas unidades, vão proporcionar formas de relevo bem diversas. Como consequência, a separação entre estas duas unidades é muito nítida, segundo uma linha que, grosso modo, se inicia a norte de Espinho, passa por S. João da Madeira, Albergaria-a-Velha, Águeda, Anadia, Coimbra, Penela, Alvaiaázere e prossegue em direcção a Tomar. A nascente situa-se o Maciço Antigo e a poente a Orla Sedimentar.
E se, do ponto de vista geológico, esta linha divisória encerra um profundo significado, não é menos importante do ponto de vista topográfico, pois também faz o contraponto entre as formas de relevo suaves, aplanadas, em que se destacam as serras calcárias de baixa altitude, e as formas de relevo mais movimentadas, correspondentes às serras de Lousã (1205 m), Açor (S. Pedro do Açor, 1342 m, Cebola 1418 m) e Caramulo (1075 m), para mencionar apenas as mais elevadas.
O contraste altitudinal entre as duas unidades morfoestruturais é particularmente marcado em toda a área situada a norte de Coimbra, onde se regista um verdadeiro degrau topográfico entre essas unidades.
Nas imediações de Coimbra, para nascente, além do Maciço Marginal de Coimbra, designação local para o rebordo montanhoso do Maciço Antigo Ibérico, individualizam-se outras formas de relevo, de direcção geral NW-SE, correspondentes aos afloramentos de quartzito, que, pela sua dureza, se destacam na paisagem, imprimindo-lhe um vigor ímpar, traduzido pelas majestáticas cristas topográficas que proporcionam: serras do Buçaco (549 m), de S. Pedro Dias (438 m) e penedo de Góis (1040 m); penedos de Fajão (902 m), serra do Vidual (1119 m), penedos de Unhais (885 m) e serra do Maxialinho (836 m); serras do Espinhal (853 m) e de S. Neutel (550 m).
Além disso, também impressionam as magníficas formas de pormenor constituídas por vales em garganta, sempre que os afloramentos de quartzito são atravessados por rios, cuja grandiosidade é proporcional à importância dos cursos de água. De entre estas formas de pormenor referimos a mais conhecida, denominada Livraria do Mondego, que, como o próprio nome indica, se situa no local onde este rio corta os quartzitos, entre Penacova e a Barragem da Aguieira.
Situações análogas, mas com vales mais apertados, ocorrem na Senhora da Candosa, quando o Ceira atravessa o afloramento de quartzito na Pena, quando a ribeira de Pena franqueia os penedos de Góis, na barragem de Santa Luzia, no local onde o rio Unhais, com aparente facilidade mas um tanto enigmaticamente, transpõe um obstáculo gigantesco constituído pelas serras de Vidual-Penedo, e, por último, as fragas de S. Simão, local onde a ribeira de Alge atravessa a crista do Espinhal.
Mais a norte, a serra do Caramulo, de constituição geológica predominantemente granítica, faz a transição entre as formas aplanadas da Orla e do Maciço Antigo, estas conhecidas pela designação genérica de planalto beirão (A. Fernandes Martins, 1940) ou Plataforma do Mondego (A. Brum Ferreira, 1978) e aquelas globalmente designadas por Baixo Vouga e Baixo Mondego.
A serra do Caramulo dispõe-se segundo uma direcção NE-SW, constituindo um bloco tectónico dissimétrico, balançado para ocidente e limitado por uma importante falha a leste. Deste modo, do lado oriental a serra é limitada por uma importante escarpa, enquanto a vertente ocidental desce progressivamente até dominar a plataforma litoral (A. Brum Ferreira, 1978, pág. 204).
A norte do rio Vouga destaca-se ainda a serra da Arada (1072 m), que já faz parte do maciço da Gralheira.
Entre os principais conjuntos montanhosos apresentados, serra do Caramulo e cordilheira Central, na base dos quais se situam, respectivamente, as depressões do Borralhal-Campo de Besteiros (A. Brum Ferreira, 1978) e as bacias da Lousã-Arganil (s. Daveau, et al., 1985/6), desenvolve-se a plataforma do Mondego, que inclina suavemente para SE e na qual a principal movimentação se deve ao encaixe da rede hidrográfica e à existência de alguns relevos residuais.
Na Orla Sedimentar, entre Mondego e Vouga, predominam áreas aplanadas ou de relevo pouco movimentado, respectivamente formadas pelas planícies aluviais construídas por estes rios e pelas dunas litorais (A. C. Almeida, 1995).
A cortar esta platitude, mesmo junto ao mar, ergue-se a serra da Boa Viagem, que, tanto dos miradouros da Vela (202 m) como da Bandeira (258 m), permite desfrutar de boas vistas panorâmicas, aliás uma característica comum a muitos outros lugares não só do Baixo Mondego (F. Rebelo, et al., 1990) mas de toda a Beira Litoral (A. Fernandes Martins, 1949a e O. Ribeiro, 1949).
A sul do rio Mondego destacam-se dois conjuntos de serras calcárias. Mais a norte, as serras do Rabaçal (532 m), de Sicó (553 m) e de Alvaiázere (618 m), estudadas pormenorizadamente por Lúcio Cunha (1990), e mais a sul, as serras de Aire (679 m) e Candeeiros (613 m), alvo de análise de Fernandes Martins (194 b).
Também do ponto de vista climático se verificam alguns contrastes entre as duas unidades morfoestruturais mencionadas, determinados quer pela proximidade ou afastamento (e abrigo) do oceano e das suas influências que pela variação da altitude.
Se esses efeitos são sensíveis ao nível da temperatura do ar não serão menos significativos no que concerne à distribuição da precipitação, onde também se regista de modo muito nítido a influência da variação da latitude.
Com efeito, a maior proximidade do mar e a latitude mais elevada das serras da Arada e Caramulo permitem que, apesar da sua menor altitude, os valores de precipitação aí registados sejam superiores aos que se verificam nas serras da Lousã-Açor, pese embora a sua maior elevação.
Entre estes dois conjuntos montanhosos, numa situação de abrigo, a plataforma do Mondego regista quantitativos de precipitação bem inferiores. Do mesmo modo, na plataforma litoral também se verificam valores de precipitação relativamente baixos. Apenas nas serras calcárias são ligeiramente superiores, pelo que também em termos de precipitação existe um nítido contraste entre os valores registados na Orla Sedimentar e no Maciço Antigo.
Os contrastes de natureza física existentes entre duas unidades vão certamente condicionar a ocupação humana, pelo que não é de admirar que seja a faixa mais litoral aquela que se apresenta mais densamente povoada. Com efeito, apenas os municípios coincidentes com áreas predominantemente calcárias é que apresentam densidades inferiores a 100 hab./km2, contrariamente ao que sucede na faixa mais inferior, onde só quatro municípios (Viseu, Nelas, Santa Comba Dão e Lousã) ultrapassam esse valor. Este situação agrava-se à medida que avançamos em direcção à fronteira, pelo que esta faixa constitui uma área de transição para a Beira Interior.
Luciano Lourenço in "Guia Expresso de Portugal"
Docente do Instituto de Estudos Geográficos da Fac. de Letras da Universidade de Coimbra
domingo, 7 de outubro de 2007
Árvores solares
10.º aniversário
Museo Guggenheim Bilbao
Varios colaboradores sostienen unas piezas simulando la estructura del Museo Guggenheim. (EFE)20minutos
Importa-se de repetir
El director de la escudería McLaren-Mercedes, el británico Ron Dennis, ha declarado esta tarde a la prensa española, tras el segundo puesto de Alonso en el GP de China y el abandono de Hamilton, que tiene la intención de dar las mismas oportunidades a los pilotos Fernando Alonso y Lewis Hamilton, en la última prueba del mundial que se disputará dentro de dos semanas en Brasil, en la que se jugarán el campeonato del mundo.
20minutos
20minutos
Fernando
Foto: EFE
Fernando Alonso de McLaren Mercedes (d) y su mujer Raquel del Rosario (i) caminan por el paddock al finalizar el Gran Premio de Fórmula Uno de China (Efe).
La vocalista del grupo 'El Sueño de Morfeo' acompañó en todo momento al asturiano en este duro Gran Premio, y, tras el resultado final, que deja a Alonso a un paso del título, las sonrisas eran evidentes en sus caras.
Na areia da Praia da Luz
Foto: Reuters / Hugo CorrejaPlaya de la Luz.
Los padres de Madeleine caminan por la playa del Algarve portugués, donde vacacionaban cuando desapareció la menor.
¿Pasean por la playa donde está enterrada Madeleine?
Madeleine McCann, desaparecida el pasado 3 de mayo, podría estar enterrada en Praia da Luz (la playa de la luz) en Portugal, según restos de adn según obtenidos de las pruebas forenses realizadas Danie Krugel, superintendente retirada de la Policía sudafricana, informa el diario 'The Guardian'.
A corrida de Shangai
Vi a corrida em "directo" atrvés do Multimarcador desportivo
El asturiano se jugará sus opciones en el Gran Premio de Brasil.
Se sitúa a cuatro puntos del inglés después de su abandono.
Así lo vivimos en directo, el desenlace del campeonato.
"o ascendente"
Diseñado, como no, por Hermann Tilke, su forma evoca la figura del carácter chino 'shang', que significa "por encima", o "ascendente". Su construcción supuso una inversión de 250 millones de dólares, lo que lo convierte en el más caro circuito para la Fórmula 1 que se ha construido hasta la fecha.
El Pais
El Pais
As declarações de Fernando
· "Sabes que tu jefe siente un cariño paternal hacia tu rival, así que no puedes confiar demasiado en lo que vaya a hacer"
· "Coulthard, Montoya, Kimi... Todos se han ido del equipo y han sido felices. Por algo será"
· "Parece que no tienen mucho interés en que siga, pero hay otros diez equipos que pueden estar interesados en mí"
· "Hamilton se merece el título. Hay que ser realistas en eso"
Marca
· "Coulthard, Montoya, Kimi... Todos se han ido del equipo y han sido felices. Por algo será"
· "Parece que no tienen mucho interés en que siga, pero hay otros diez equipos que pueden estar interesados en mí"
· "Hamilton se merece el título. Hay que ser realistas en eso"
Marca
Agricultura de subsistência
A Agricultura na Serra do Açor
A difícil subsistência das populações serranas esteve sempre dependente da relação estreita entre uma agricultura pobre, de cômbaros e pequenos lameiros, e a criação de gado. De tal modo tudo estava tão intimamente ligado, que a criação do porco ou das cabras se cruzava e confundia a todo o momento com as fainas do milho e do centeio ou com o cultivo da batata, do feijão e das botelhas (abóboras).
O milho era o principal sustento: quando faltava o milho faltava tudo. A ele se juntava o feijão, a couve, a batata, o azeite, o vinho, a castanha, o porco, a cabra e pouco mais.
O estrume das lojas era essencial para o sucesso das sementeiras. Por isso, havia que ir ao mato para a cama das cabras, uma dura tarefa quotidiana que muitas vezes se realizava antes do sol nascer.
Agora, com as serras despovoadas de gentes e de gado, há mato em excesso, mas antes, para se encontrar uma boa malha tinham de se percorrer grandes distâncias nos baldios.
Um molho de mato pode ser uma obra de arte quando se sabe enfeixar e depois apertar bem, passando a corda pelo gancho do ervedeiro.
Em Dezembro começava-se a tirar o esterco das lojas e a transportá-lo para os bocados - um trabalho pesado, feito à força de braços e às costas, nas cestas. Por vezes, quando os acessos o permitiam, os carros de bois davam uma ajuda no transporte.
Depois de Fevereiro, as terras começavam a ser voltadas ao encino, de modo a serem preparadas para a sementeira. Como os solos eram magros e quase sempre inclinados, a cava exigia uma técnica especial - começava-se por tirar a terra, abrindo uma vala na parte mais baixa do terreno e acartando a terra às cestas (nas costas, claro) para a parte mais alta, onde era espalhada. Compensava-se, deste modo, o progressivo deslizamento dos solos devido às regas, à chuva e às próprias cavas. Cavada a terra, o esterco era então espalhado nos regos com um encino mais pequeno.
Em Março semeava-se o milho, muitas vezes misturado com feijão, em regos pouco fundos.
Depois, o milho era arralado. Com um metro era feito o empalhado com mato, para conservar a humidade do solo. Estava-se então em Junho - era a altura da primeira rega.
Seguidamente escanava-se (ou tirava-se a bandeira), quando a barba da espiga estava praticamente seca e desfolhava-se a planta quando a espiga começava a aloirar. As folhas e as bandeiras, depois de secas, eram guardadas como alimento de inverno para as cabras, assim se pagando com boa forragem o bom estrume antes recebido.
A rega realizava-se com regularidade até a espiga estar quase madura.
Finalmente, em Setembro, as espigas já secas eram cortadas do canoco e transportadas para casa. Aí, ao serão, eram descamisadas (ou escalpeladas e depois debulhadas.
As descamisadas e as degulhas, em que os grãos de milho eram descasulados (retirados do casulo), eram uma ocasião de entreajuda e convívio: à luz das candeias de azeite desfolhavam-se as maçarocas e depois os homens malhavam, com paus curtos ou manguais, o grande monte de espigas - uma, duas, três vezes, até a maior parte do grão se soltar do casulo.
Sentadas em semi-círculo, as mulheres retiravam dos casulos, com as mãos, os grãos que ainda restavam.
Cantava-se, falava-se da vida deste e daquele e, quer encontrassem ou não o "milho-rei" os rapazes e raparigas solteiros arranjavam um pretexto para namoriscarem.
Depois, vieram as debulhadoras manuais, a seguir as debulhadoras mecânicas, novas qualidades de milho híbrido (já sem "milho-rei") e, por fim, até a mocidade casadoira começou a debandar para as cidades, à cata de outro grão para o seu sustento.
Dr. Paulo Ramalho, in "Tempos Difíceis - Tradição e Mudança na Serra do Açor"
A difícil subsistência das populações serranas esteve sempre dependente da relação estreita entre uma agricultura pobre, de cômbaros e pequenos lameiros, e a criação de gado. De tal modo tudo estava tão intimamente ligado, que a criação do porco ou das cabras se cruzava e confundia a todo o momento com as fainas do milho e do centeio ou com o cultivo da batata, do feijão e das botelhas (abóboras).
O milho era o principal sustento: quando faltava o milho faltava tudo. A ele se juntava o feijão, a couve, a batata, o azeite, o vinho, a castanha, o porco, a cabra e pouco mais.
O estrume das lojas era essencial para o sucesso das sementeiras. Por isso, havia que ir ao mato para a cama das cabras, uma dura tarefa quotidiana que muitas vezes se realizava antes do sol nascer.
Agora, com as serras despovoadas de gentes e de gado, há mato em excesso, mas antes, para se encontrar uma boa malha tinham de se percorrer grandes distâncias nos baldios.
Um molho de mato pode ser uma obra de arte quando se sabe enfeixar e depois apertar bem, passando a corda pelo gancho do ervedeiro.
Em Dezembro começava-se a tirar o esterco das lojas e a transportá-lo para os bocados - um trabalho pesado, feito à força de braços e às costas, nas cestas. Por vezes, quando os acessos o permitiam, os carros de bois davam uma ajuda no transporte.
Depois de Fevereiro, as terras começavam a ser voltadas ao encino, de modo a serem preparadas para a sementeira. Como os solos eram magros e quase sempre inclinados, a cava exigia uma técnica especial - começava-se por tirar a terra, abrindo uma vala na parte mais baixa do terreno e acartando a terra às cestas (nas costas, claro) para a parte mais alta, onde era espalhada. Compensava-se, deste modo, o progressivo deslizamento dos solos devido às regas, à chuva e às próprias cavas. Cavada a terra, o esterco era então espalhado nos regos com um encino mais pequeno.
Em Março semeava-se o milho, muitas vezes misturado com feijão, em regos pouco fundos.
Depois, o milho era arralado. Com um metro era feito o empalhado com mato, para conservar a humidade do solo. Estava-se então em Junho - era a altura da primeira rega.
Seguidamente escanava-se (ou tirava-se a bandeira), quando a barba da espiga estava praticamente seca e desfolhava-se a planta quando a espiga começava a aloirar. As folhas e as bandeiras, depois de secas, eram guardadas como alimento de inverno para as cabras, assim se pagando com boa forragem o bom estrume antes recebido.
A rega realizava-se com regularidade até a espiga estar quase madura.
Finalmente, em Setembro, as espigas já secas eram cortadas do canoco e transportadas para casa. Aí, ao serão, eram descamisadas (ou escalpeladas e depois debulhadas.
As descamisadas e as degulhas, em que os grãos de milho eram descasulados (retirados do casulo), eram uma ocasião de entreajuda e convívio: à luz das candeias de azeite desfolhavam-se as maçarocas e depois os homens malhavam, com paus curtos ou manguais, o grande monte de espigas - uma, duas, três vezes, até a maior parte do grão se soltar do casulo.
Sentadas em semi-círculo, as mulheres retiravam dos casulos, com as mãos, os grãos que ainda restavam.
Cantava-se, falava-se da vida deste e daquele e, quer encontrassem ou não o "milho-rei" os rapazes e raparigas solteiros arranjavam um pretexto para namoriscarem.
Depois, vieram as debulhadoras manuais, a seguir as debulhadoras mecânicas, novas qualidades de milho híbrido (já sem "milho-rei") e, por fim, até a mocidade casadoira começou a debandar para as cidades, à cata de outro grão para o seu sustento.
Dr. Paulo Ramalho, in "Tempos Difíceis - Tradição e Mudança na Serra do Açor"
Astana - Kazakhstan
São 9:19 em Janeiro de Cima. No Cazaquistão o relógio da minha prima Carla Gama marca 14:19.
Вашему вниманию предлагается подборка интересных снимков, полученных с различных природоресурсных спутников.Изображения со спутников IRS-1C/1D, Ресурс-О1-3/4, Метеор-3М-1 и TERRA получены приемными станциями Байкалького регионального центра ДЗЗПредставленные изображения являются фрагментами полученных сцен, обработанными для лучшего визуального восприятия и преобразованными в формат JPEG.
http://www.geol.irk.ru/dzz/vid_cos/astana.jpg
Вашему вниманию предлагается подборка интересных снимков, полученных с различных природоресурсных спутников.Изображения со спутников IRS-1C/1D, Ресурс-О1-3/4, Метеор-3М-1 и TERRA получены приемными станциями Байкалького регионального центра ДЗЗПредставленные изображения являются фрагментами полученных сцен, обработанными для лучшего визуального восприятия и преобразованными в формат JPEG.http://www.geol.irk.ru/dzz/vid_cos/astana.jpg
sábado, 6 de outubro de 2007
"Sexoadictas o amantes"
Isabel I de Inglaterra, Catalina la Grande, Sarah Bernhardt, Virginia Woolf, Josephine Baker, Mata Hari, Alma Mahler, Joan Crawford, Isadora Duncan o Edith Piaf son algunas de las mujeres que, según explicó Izquierdo, "buscaban su plenitud" y ello les supuso terminar "solas, abandonadas y desaparecidas", difundió Efe.
Las sexoadictas más famosas de la historia
Las sexoadictas más famosas de la historia
Janeiro de Cima
Volto à estrada para Janeiro de Cima, e só irei parar na Sarnadela para respirar o ar mais puro que há no mundo. O viajante gosta de natureza pura mas ficava aqui muito bem um miradouro. Frente a frente com o aguilhão, aquele pedaço de terra transformado em indústria de extracção de areias. Quem dera aos pescadores, de algum dia, este lago da mini hídrica para dar largas às suas pescarias. Conheci um desses pescadores que manobrava as tarrafas como ninguém, fazia ele próprio esses artefactos. Um dia perguntei como aprendeu o Sr. Joaquim Martins, a arte da construção das tarrafas. — Isso é uma história muito triste para mim, um dia o guarda-rios agarrou-me aos peixes, como o meu pai não tinha dinheiro para pagar a multa fiquei um mês na cadeia da Pampilhosa da Serra e aprendi lá, com outro preso, que sabia fazer estas tarrafas.
Bom é uma história triste mas dá para pensar nas leis e nos rios. Não encontro maneira de dizer que nasci aqui, a ouvir a música que o rio canta mais alto no açude da Quinta do Canal.
Mais tarde segui as pedras que o rio traz até ao recreio da escola de Janeiro de Cima. Ai, os meninos do meu tempo ensinaram-me o jogo do fito. Nesse jogo tudo é xisto e pontaria. Aprendem cedo a brincar com pedras os meninos de Janeiro de Cima. Na descida dos Carritos, lanço o olhar ao vale do Zêzere. Lá ao longe a serra mãe, Serra da Estrela. Só lhe viro as costas para mergulhar na rua da volta. Este anel de casas em volta da igreja velha, foi salva a velha igreja pela iniciativa de um pequeno grupo, ao qual se juntou mais tarde toda a população. Esta aliança do velho com o novo torna esta aldeia a jóia, das jóias do xisto.
Hoje Janeiro de Cima impôs-se como uma jóia. Para isso foi determinante a contribuição dos técnicos do Gabinete Técnico Local. Das aldeias no concelho do Fundão. Desenvolve um trabalho único de classificação, projectando a recuperação do casario destas aldeias. Tenho o prazer de acompanhar alguns desses técnicos em algumas acções. Sinto que só com uma vontade imperturbável, a energia estampada no rosto da Arq. Ana Cunha, para referir um nome. Se pode lutar na defesa e contra alguma incompreensão por vezes chocante dos próprios interessados. É que aqui os técnicos são confrontados com uma luta desigual, precisam de inovar com opções técnicas novas adaptadas ao património existente. Alargar largos e ruas. Convencendo quem determina a obra; os proprietários.
Já não tange a guitarra o Sr. António Almeida. Mais uns meses e fazia os cem anos de vida. Imortalizou a sua música, o musicólogo Dr. José Alberto Morais Sardinha, ao incluir na colectânea de música popular “Portugal Raízes Musicais”, duas cantigas do saudoso António Almeida Brito Cardoso. Em boa hora o viajante o denunciou ao Dr. Sardinha.
No dia 20 de Janeiro de cada ano, sobe este povo e convidados ao alto do cabeço de São Sebastião, para se cumprir a tradição de dar pão e vinho, a quem ali vier. Depois da missa na aldeia os mordomos carregam os sacos de pão até ao alto do monte, sempre a subir. O autor destas linhas já isso fez. Teve a honra de transportar um saco de linho cheio de merendas. Pois os meus pais apesar de não viverem na freguesia há muitos anos, os outros mordomos têm a amabilidade de nos convidar, a dar as merendas quando chega a nossa vez.
Em tempos a tradição era outra: segundo o cura, Joseph Pereyra. Maio de 1758. ─ No dia do espírito santo há festa cantada, dá-se um bodo a quem se acha presente, que vem a ser dois bolos, e quatro copos de vinho, duas cuvetes de tremoços.
E ainda o que levou o Reinaldo Ferreira, (Celebre Repórter X,) a ficcionar o seu romance (A Casa Misteriosa) com o pseudónimo de (Garibaldi Falcão,) este romance leva-nos aos anos 1885 muito antes do seu nascimento. Reinaldo do Ferreira, nasceu em Lisboa no dia 10 de Agosto de 1897 - arrepia os lisboetas com o crime, tão tenebroso quanto inexistente. Esta figura notável do jornalismo português, correspondente durante a segunda guerra mundial, conhecido pela sua criação, noticiou o funeral de Lenine sem sair de Paris. José Leitão Barros, tentou mesmo adaptar ao cinema com o título "O Homem dos Olhos Tortos".A Casa Misteriosa, Um romance de ficção que não deixa de afirmar estas paragens, Aquilo que o trouxe a Janeiro de Cima nunca o viajante pode comprovar. Com o mesmo nome o seu filho, também ele autor de muitos e belos poemas, tais como:
Menina dos olhos tristes.
Uma casa portuguesa.
Quem dorme à noite comigo.
Cavalo de várias cores.
Rosie.
Receita para fazer um herói.
A introdução dada pelo autor da (Casa Misteriosa) como diz: ─ no meio de um frondoso parque entre as povoações de Janeiro de Cima e Janeiro de Baixo, no Inverno de 1885, embora um romance de pura ficção. Enaltece as Terras do Xisto. Julga o viajante que ele nunca calcorreou as Terras do Xisto, como é apanágio nas obras de Reinaldo Ferreira.
Gosta o viajante de dar a volta ao cabeço do mártir S. Sebastião. Está convencido de que este cabeço foi desbastado pela milenar exploração mineira dos romanos; toda a aldeia está sobre essa exploração. Ir à Folha de Cima e visitar a Horta das Covas, tirar água com uma das picotas, já o fez sem que o dono o visse. O dono da horta Sr. Américo, é mestre na arte da pedra e esta horta é prova disso mesmo, um lugar fantástico. Apetece dar duas varadas na barca serrana, ali na praia fluvial. Esta barca feita cá na terra, o mestre Eduardo Gil, já não precisa de montar estaleiro como antigamente que a construção de um barco destes era obra de meses, tudo era pensado a tempo de seleccionar parte das madeiras ainda na árvore, é que não se faz um Galaripo de um pau qualquer.
Diamantino Gonçalves - Terras do Xisto , "Apontamentos de Viajante"
Bom é uma história triste mas dá para pensar nas leis e nos rios. Não encontro maneira de dizer que nasci aqui, a ouvir a música que o rio canta mais alto no açude da Quinta do Canal.
Mais tarde segui as pedras que o rio traz até ao recreio da escola de Janeiro de Cima. Ai, os meninos do meu tempo ensinaram-me o jogo do fito. Nesse jogo tudo é xisto e pontaria. Aprendem cedo a brincar com pedras os meninos de Janeiro de Cima. Na descida dos Carritos, lanço o olhar ao vale do Zêzere. Lá ao longe a serra mãe, Serra da Estrela. Só lhe viro as costas para mergulhar na rua da volta. Este anel de casas em volta da igreja velha, foi salva a velha igreja pela iniciativa de um pequeno grupo, ao qual se juntou mais tarde toda a população. Esta aliança do velho com o novo torna esta aldeia a jóia, das jóias do xisto.
Hoje Janeiro de Cima impôs-se como uma jóia. Para isso foi determinante a contribuição dos técnicos do Gabinete Técnico Local. Das aldeias no concelho do Fundão. Desenvolve um trabalho único de classificação, projectando a recuperação do casario destas aldeias. Tenho o prazer de acompanhar alguns desses técnicos em algumas acções. Sinto que só com uma vontade imperturbável, a energia estampada no rosto da Arq. Ana Cunha, para referir um nome. Se pode lutar na defesa e contra alguma incompreensão por vezes chocante dos próprios interessados. É que aqui os técnicos são confrontados com uma luta desigual, precisam de inovar com opções técnicas novas adaptadas ao património existente. Alargar largos e ruas. Convencendo quem determina a obra; os proprietários.
Já não tange a guitarra o Sr. António Almeida. Mais uns meses e fazia os cem anos de vida. Imortalizou a sua música, o musicólogo Dr. José Alberto Morais Sardinha, ao incluir na colectânea de música popular “Portugal Raízes Musicais”, duas cantigas do saudoso António Almeida Brito Cardoso. Em boa hora o viajante o denunciou ao Dr. Sardinha.
No dia 20 de Janeiro de cada ano, sobe este povo e convidados ao alto do cabeço de São Sebastião, para se cumprir a tradição de dar pão e vinho, a quem ali vier. Depois da missa na aldeia os mordomos carregam os sacos de pão até ao alto do monte, sempre a subir. O autor destas linhas já isso fez. Teve a honra de transportar um saco de linho cheio de merendas. Pois os meus pais apesar de não viverem na freguesia há muitos anos, os outros mordomos têm a amabilidade de nos convidar, a dar as merendas quando chega a nossa vez.
Em tempos a tradição era outra: segundo o cura, Joseph Pereyra. Maio de 1758. ─ No dia do espírito santo há festa cantada, dá-se um bodo a quem se acha presente, que vem a ser dois bolos, e quatro copos de vinho, duas cuvetes de tremoços.
E ainda o que levou o Reinaldo Ferreira, (Celebre Repórter X,) a ficcionar o seu romance (A Casa Misteriosa) com o pseudónimo de (Garibaldi Falcão,) este romance leva-nos aos anos 1885 muito antes do seu nascimento. Reinaldo do Ferreira, nasceu em Lisboa no dia 10 de Agosto de 1897 - arrepia os lisboetas com o crime, tão tenebroso quanto inexistente. Esta figura notável do jornalismo português, correspondente durante a segunda guerra mundial, conhecido pela sua criação, noticiou o funeral de Lenine sem sair de Paris. José Leitão Barros, tentou mesmo adaptar ao cinema com o título "O Homem dos Olhos Tortos".A Casa Misteriosa, Um romance de ficção que não deixa de afirmar estas paragens, Aquilo que o trouxe a Janeiro de Cima nunca o viajante pode comprovar. Com o mesmo nome o seu filho, também ele autor de muitos e belos poemas, tais como:
Menina dos olhos tristes.
Uma casa portuguesa.
Quem dorme à noite comigo.
Cavalo de várias cores.
Rosie.
Receita para fazer um herói.
A introdução dada pelo autor da (Casa Misteriosa) como diz: ─ no meio de um frondoso parque entre as povoações de Janeiro de Cima e Janeiro de Baixo, no Inverno de 1885, embora um romance de pura ficção. Enaltece as Terras do Xisto. Julga o viajante que ele nunca calcorreou as Terras do Xisto, como é apanágio nas obras de Reinaldo Ferreira.
Gosta o viajante de dar a volta ao cabeço do mártir S. Sebastião. Está convencido de que este cabeço foi desbastado pela milenar exploração mineira dos romanos; toda a aldeia está sobre essa exploração. Ir à Folha de Cima e visitar a Horta das Covas, tirar água com uma das picotas, já o fez sem que o dono o visse. O dono da horta Sr. Américo, é mestre na arte da pedra e esta horta é prova disso mesmo, um lugar fantástico. Apetece dar duas varadas na barca serrana, ali na praia fluvial. Esta barca feita cá na terra, o mestre Eduardo Gil, já não precisa de montar estaleiro como antigamente que a construção de um barco destes era obra de meses, tudo era pensado a tempo de seleccionar parte das madeiras ainda na árvore, é que não se faz um Galaripo de um pau qualquer.
Diamantino Gonçalves - Terras do Xisto , "Apontamentos de Viajante"
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
GP F1 China - Shangai
En el vídeo que hay sobre estas líneas y que hemos recogido de YouTube.com puedes ver qué se siente al dar una vuelta a esta pista.
Festas populares
FRANCISCO NARANJO DE LA ROSA"Fiestas de Moros y Cristianos en Benamahoma, Cádiz, desde el 3 al 6 de agosto. Únicas fiestas de este estilo en la Andalucía occidental".
JULIO CÉSAER"Bailoteo en las fiestas de San Roque (La colilla, Ávila)".
CARLOS GONZÁLEZEn las fiestas, la espuma hizo las delicias todos los habitantes de este pueblo de la provincia de Ávila.
YOLANDA RODRÍGUEZ"Fiesta del Milagroso Cristo de la Ascensión del pueblo de Prada, Ourense".
http://www.20minutos.es/zona20/
Fernando

Gero Breloer / EFE
Apoyo chino-español. Aficionadas chinas animan a Fernando Alonso durante los entrenamientos libres del Gran Premio de China, en el Circuito Internacional de Shangai.
ESPECIAL: El Gran Premio de China
Apoyo chino-español. Aficionadas chinas animan a Fernando Alonso durante los entrenamientos libres del Gran Premio de China, en el Circuito Internacional de Shangai.
ESPECIAL: El Gran Premio de China
Para memória futura
Fases do ensino em Portugal
Aviso prévio: este texto chegou-me via e-mail; desconheço o autor!
FASES DO ENSINO EM PORTUGAL1ª fase (antes de 1974):o aluno ao matricular-se ficava automaticamente chumbado...
Mais do mesmo
Carta à ministra da Educação
Este blogue também é, entre outras coisas, uma espécie de "arca", onde tenho guardado algumas coisas que, ao longo destes últimos tempos, de algum modo, me interessaram... para memória futura!
Aviso prévio: este texto chegou-me via e-mail; desconheço o autor!
FASES DO ENSINO EM PORTUGAL1ª fase (antes de 1974):o aluno ao matricular-se ficava automaticamente chumbado...
Mais do mesmo
Carta à ministra da Educação
Este blogue também é, entre outras coisas, uma espécie de "arca", onde tenho guardado algumas coisas que, ao longo destes últimos tempos, de algum modo, me interessaram... para memória futura!
Riefenstahl

Não me é fácil virar as costas ao presente e mergulhar no passado, tentando compreender a minha vida em toda a sua estranheza. Sinto-me como se tivesse vivido muitas vidas, experimentado os altos e baixos de cada uma delas, como as vagas do oceano, sem nunca ter descanso. Através dos anos, procurei sempre o invulgar, o maravilhoso, os mistérios no coração da vida.
Leni Riefenstahl, Memoiren
"XPS SONAT"
Manobra polémica
Hamilton puede perder diez puntos por esta maniobraEl líder del Mundial de Fórmula 1, Lewis Hamilton, vuelve a estar bajo sospecha: la FIA ha decidido estudiar de nuevo su polémica maniobra en el Gran Premio de Japón que, presuntamente, provocó el choque entre Sebastien Vettel y Mark Webber y el abandono de los dos.
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
"Não, Sr. Secretário de Estado"
Valter Lemos nunca participou em debates parlamentares, nunca demonstrou possuir uma ideia sobre Educação
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, tem aparecido na televisão e até no Parlamento, o mesmo não sucedendo ao seu secretário de Estado, Valter Lemos. É pena, porque este senhor detém competências que lhe conferem um enorme poder sobre o ensino básico e secundário. Intrigada com a personagem, decidi proceder a uma investigação. Eis os resultados a que cheguei. Natural de Penamacor, Valter Lemos tem 51 anos, é casado e possui uma licenciatura em Biologia: até aqui nada a apontar. Os problemas surgem com o curriculum vitae subsequente. Suponho que ao abrigo do acordo que levou vários portugueses a especializarem-se em Ciências da Educação nos EUA, obteve o grau de mestre em Educação pela Boston University. A instituição não tem o prestígio da vizinha Harvard, mas adiante. O facto é ter Valter Lemos regressado com um diploma na "ciência" que, por esse mundo fora, tem liquidado as escolas. Foi professor do ensino secundário até se aperceber não ser a sala de aula o seu habitat natural, pelo que passou a formador de formadores, consultor de "projectos e missões do Ministério da Educação" e, entre 1985 e 1990, a professor adjunto da Escola Superior do Instituto Politécnico de Castelo Branco. Em meados da década de 1990, a sua carreira disparou: hoje, ostenta o pomposo título de professor-coordenador, o que, não sendo doutorado, faz pensar que a elevação académica foi política ou administrativamente motivada; depois de eleito presidente do conselho científico da escola onde leccionava, em 1996 seria nomeado seu presidente, cargo que exerceu até 2005, data em que entrou para o Governo. Estava eu sossegadamente a ler o Despacho ministerial nº 11 529/2005, no Diário da República, quando notei uma curiosidade. Ao delegar poderes em Valter Lemos, o texto legal trata-o por "doutor", título que só pode ser atribuído a quem concluiu um doutoramento, coisa que não aparece mencionada no seu curriculum. Estranhei, como estranhei que a presidência de um politécnico pudesse ser ocupada por um não doutorado, mas não reputo estes factos importantes. Aquando da polémica sobre o título de engenheiro atribuído a José Sócrates, defendi que os títulos académicos nada diziam sobre a competência política: o que importa é saber se mentiram ou não. Deixemos isto de lado, a fim de analisar a carreira política do sr. secretário de Estado. Em 2002 e 2005, foi eleito deputado à Assembleia da República, como independente, nas listas do Partido Socialista. Nunca lá pôs os pés, uma vez que a função de direcção de um politécnico é incompatível com a de representante da nação. A sua vida política limita-se, por conseguinte, à presidência de uma assembleia municipal (a de Castelo Branco) e à passagem, ao que parece tumultuosa, pela Câmara de Penamacor, onde terá sofrido o vexame de quase ter perdido o mandato de vereador por excesso de faltas injustificadas, o que só não aconteceu por o assunto ter sido resolvido pela promulgação de uma nova lei. Em resumo, Valter Lemos nunca participou em debates parlamentares, nunca demonstrou possuir uma ideia sobre Educação, nunca fez um discurso digno de nota. Chegada aqui, deparei-me com uma problema: como saber o que pensa do mundo este senhor? Depois de buscas por caves e esconsos, descobri um livro seu, O Critério do Sucesso: Técnicas de Avaliação da Aprendizagem. Publicado em 1986, teve seis edições, o que pressupõe ter sido o mesmo aconselhado como leitura em vários cursos de Ciências da Educação. Logo na primeira página, notei que S. Excia era um lírico. Eis a epígrafe escolhida: "Quem mais conhece melhor ama." Afirmava seguidamente que, após a sua experiência como formador de professores, descobrira que estes não davam a devida importância ao rigor na "medição" da aprendizagem. Daí que tivesse decidido determinar a forma correcta como o docente deveria julgar os estudantes. Qualquer regra de bom senso é abandonada, a fim de dar lugar a normas pseudocientíficas, expressas num quadrado encimado por termos como "skill cognitivos". Navegando na maré pedagógica que tem avassalado as escolas, apresenta depois várias "grelhas de análise". Entre outras coisas, o docente teria de analisar se o aluno "interrompe o professor", se "não cumpre as tarefas em grupo" e se "ajuda os colegas". Apenas para dar um gostinho da sua linguagem, eis o que diz no subcapítulo "Diferencialidade": "Após a aplicação do teste e da sua correcção deverá, sempre que possível, ser realizado um trabalho que designamos por análise de itens e que consiste em determinar o índice de discriminação, [sic para a vírgula] e o grau de dificuldade, bem como a análise dos erros e omissões dos alunos. Trata-se portanto, [sic de novo] de determinar as características de diferencialidade do teste." Na página seguinte, dá-nos a fórmula para o cálculo do tal "índice de dificuldade e o de discriminação de cada item". É ela a seguinte: Df= (M+P)/N em que Df significa grau de dificuldade, N o número total de alunos de ambos os grupos, M o número de alunos do grupo melhor que responderam erradamente e P o número de alunos do grupo pior que responderam erradamente. O mais interessante vem no final, quando o actual secretário de Estado lamenta a existência de professores que criticam os programas como sendo grandes demais ou desadequados ao nível etário dos alunos. Na sua opinião, "tais afirmações escondem muitas vezes, [sic mais uma vez] verdades aparentemente óbvias e outras vezes "desculpas de mau pagador", sendo difícil apoiá-las ou contradizê-las por não existir avaliação de programas em Portugal". Para ele, a experiência dos milhares de professores que, por esse país fora, têm de aplicar, com esforço sobre-humano, os programas que o ministério inventa não tem importância. Não contente com a desvalorização do trabalho dos docentes, S. Excia decide bater-lhes: "Em certas escolas, após o fim das actividades lectivas, ouvem-se, por vezes, os professores dizer que lhes foi marcado serviço de estatística. Isto é dito com ar de quem tem, contra a sua vontade, de ir desempenhar mais uma tarefa burocrática que nada lhe diz. Ora, tal trabalho, [sic de novo] não deve ser de modo nenhum somente um trabalho de estatística, mas sim um verdadeiro trabalho de investigação, usando a avaliação institucional e programática do ano findo." O sábio pedagógico-burocrático dixit. O que sobressai deste arrazoado é a convicção de que os professores deveriam ser meros autómatos destinados a aplicar regras. Com responsáveis destes à frente do Ministério da Educação, não admira que, em Portugal, a taxa de insucesso escolar seja a mais elevada da Europa. Valter Lemos reúne o pior de três mundos: o universo dos pedagogos que, provindo das chamadas "ciências exactas", não têm uma ideia do que sejam as humanidades, o mundo totalitário criado pelas Ciências da Educação e a nomenklatura tecnocrática que rodeia o primeiro-ministro.»
Maria Filomena Mónica In "Público"
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, tem aparecido na televisão e até no Parlamento, o mesmo não sucedendo ao seu secretário de Estado, Valter Lemos. É pena, porque este senhor detém competências que lhe conferem um enorme poder sobre o ensino básico e secundário. Intrigada com a personagem, decidi proceder a uma investigação. Eis os resultados a que cheguei. Natural de Penamacor, Valter Lemos tem 51 anos, é casado e possui uma licenciatura em Biologia: até aqui nada a apontar. Os problemas surgem com o curriculum vitae subsequente. Suponho que ao abrigo do acordo que levou vários portugueses a especializarem-se em Ciências da Educação nos EUA, obteve o grau de mestre em Educação pela Boston University. A instituição não tem o prestígio da vizinha Harvard, mas adiante. O facto é ter Valter Lemos regressado com um diploma na "ciência" que, por esse mundo fora, tem liquidado as escolas. Foi professor do ensino secundário até se aperceber não ser a sala de aula o seu habitat natural, pelo que passou a formador de formadores, consultor de "projectos e missões do Ministério da Educação" e, entre 1985 e 1990, a professor adjunto da Escola Superior do Instituto Politécnico de Castelo Branco. Em meados da década de 1990, a sua carreira disparou: hoje, ostenta o pomposo título de professor-coordenador, o que, não sendo doutorado, faz pensar que a elevação académica foi política ou administrativamente motivada; depois de eleito presidente do conselho científico da escola onde leccionava, em 1996 seria nomeado seu presidente, cargo que exerceu até 2005, data em que entrou para o Governo. Estava eu sossegadamente a ler o Despacho ministerial nº 11 529/2005, no Diário da República, quando notei uma curiosidade. Ao delegar poderes em Valter Lemos, o texto legal trata-o por "doutor", título que só pode ser atribuído a quem concluiu um doutoramento, coisa que não aparece mencionada no seu curriculum. Estranhei, como estranhei que a presidência de um politécnico pudesse ser ocupada por um não doutorado, mas não reputo estes factos importantes. Aquando da polémica sobre o título de engenheiro atribuído a José Sócrates, defendi que os títulos académicos nada diziam sobre a competência política: o que importa é saber se mentiram ou não. Deixemos isto de lado, a fim de analisar a carreira política do sr. secretário de Estado. Em 2002 e 2005, foi eleito deputado à Assembleia da República, como independente, nas listas do Partido Socialista. Nunca lá pôs os pés, uma vez que a função de direcção de um politécnico é incompatível com a de representante da nação. A sua vida política limita-se, por conseguinte, à presidência de uma assembleia municipal (a de Castelo Branco) e à passagem, ao que parece tumultuosa, pela Câmara de Penamacor, onde terá sofrido o vexame de quase ter perdido o mandato de vereador por excesso de faltas injustificadas, o que só não aconteceu por o assunto ter sido resolvido pela promulgação de uma nova lei. Em resumo, Valter Lemos nunca participou em debates parlamentares, nunca demonstrou possuir uma ideia sobre Educação, nunca fez um discurso digno de nota. Chegada aqui, deparei-me com uma problema: como saber o que pensa do mundo este senhor? Depois de buscas por caves e esconsos, descobri um livro seu, O Critério do Sucesso: Técnicas de Avaliação da Aprendizagem. Publicado em 1986, teve seis edições, o que pressupõe ter sido o mesmo aconselhado como leitura em vários cursos de Ciências da Educação. Logo na primeira página, notei que S. Excia era um lírico. Eis a epígrafe escolhida: "Quem mais conhece melhor ama." Afirmava seguidamente que, após a sua experiência como formador de professores, descobrira que estes não davam a devida importância ao rigor na "medição" da aprendizagem. Daí que tivesse decidido determinar a forma correcta como o docente deveria julgar os estudantes. Qualquer regra de bom senso é abandonada, a fim de dar lugar a normas pseudocientíficas, expressas num quadrado encimado por termos como "skill cognitivos". Navegando na maré pedagógica que tem avassalado as escolas, apresenta depois várias "grelhas de análise". Entre outras coisas, o docente teria de analisar se o aluno "interrompe o professor", se "não cumpre as tarefas em grupo" e se "ajuda os colegas". Apenas para dar um gostinho da sua linguagem, eis o que diz no subcapítulo "Diferencialidade": "Após a aplicação do teste e da sua correcção deverá, sempre que possível, ser realizado um trabalho que designamos por análise de itens e que consiste em determinar o índice de discriminação, [sic para a vírgula] e o grau de dificuldade, bem como a análise dos erros e omissões dos alunos. Trata-se portanto, [sic de novo] de determinar as características de diferencialidade do teste." Na página seguinte, dá-nos a fórmula para o cálculo do tal "índice de dificuldade e o de discriminação de cada item". É ela a seguinte: Df= (M+P)/N em que Df significa grau de dificuldade, N o número total de alunos de ambos os grupos, M o número de alunos do grupo melhor que responderam erradamente e P o número de alunos do grupo pior que responderam erradamente. O mais interessante vem no final, quando o actual secretário de Estado lamenta a existência de professores que criticam os programas como sendo grandes demais ou desadequados ao nível etário dos alunos. Na sua opinião, "tais afirmações escondem muitas vezes, [sic mais uma vez] verdades aparentemente óbvias e outras vezes "desculpas de mau pagador", sendo difícil apoiá-las ou contradizê-las por não existir avaliação de programas em Portugal". Para ele, a experiência dos milhares de professores que, por esse país fora, têm de aplicar, com esforço sobre-humano, os programas que o ministério inventa não tem importância. Não contente com a desvalorização do trabalho dos docentes, S. Excia decide bater-lhes: "Em certas escolas, após o fim das actividades lectivas, ouvem-se, por vezes, os professores dizer que lhes foi marcado serviço de estatística. Isto é dito com ar de quem tem, contra a sua vontade, de ir desempenhar mais uma tarefa burocrática que nada lhe diz. Ora, tal trabalho, [sic de novo] não deve ser de modo nenhum somente um trabalho de estatística, mas sim um verdadeiro trabalho de investigação, usando a avaliação institucional e programática do ano findo." O sábio pedagógico-burocrático dixit. O que sobressai deste arrazoado é a convicção de que os professores deveriam ser meros autómatos destinados a aplicar regras. Com responsáveis destes à frente do Ministério da Educação, não admira que, em Portugal, a taxa de insucesso escolar seja a mais elevada da Europa. Valter Lemos reúne o pior de três mundos: o universo dos pedagogos que, provindo das chamadas "ciências exactas", não têm uma ideia do que sejam as humanidades, o mundo totalitário criado pelas Ciências da Educação e a nomenklatura tecnocrática que rodeia o primeiro-ministro.»
Maria Filomena Mónica In "Público"
"The show must go on"
Apresentação do Plano Tecnológica para a Educação. À primeira vista, tudo o que foi anunciado parece bom e útil. Computadores, impressoras, videoprojectores, quadros interactivos, videovigilância e muitos objectivos e metas para atingir em curto espaço de tempo. Mas nada disto pode ser lido fora do contexto global onde se inscreve. E qual é o contexto? O descalabro mais completo de que há memória no âmbito da Educação.
Há dias, Santana Castilho, professor do ensino superior, escrevia no Público: "Analiso as políticas educativas, na imprensa portuguesa, de forma permanente e regular, desde 1981. Digo, pesando o que digo, que este é o pior Governo para a área educativa não superior de que guardo memória. Tudo o que seria importante para promover a qualidade do sistema de ensino ou não foi realizado ou foi objecto de medidas que degradaram ainda mais o que já era mau". Depois, Santana Castilho refere uma a uma as medidas que fabricaram este triste descalabro. Não vale a pena retomá-las aqui. Saliente-se apenas o enorme conflito com os professores, com os pais e os alunos. Não tenho memória de um governo onde alunos, pais e professores tenham recorrido tanto, e ganho, aos tribunais como com este. Eis o contexto do Plano Tecnológico para a Educação.
Mas as medidas não são em si mesmas boas? Depende. Hoje, nos Estados Unidos, sabe-se que as tecnologias de informação e comunicação não acrescentam nada às aprendizagens. Podem até, e há escolas que o confirmam, ser factor adverso à formação dos alunos. Uma medida boa, como a anunciada, num contexto mau pode gerar efeitos absolutamente perversos. Não haja ilusões sobre a melhoria das aprendizagens que este monumental investimento possa trazer. O problema do ensino em Portugal não está na falta de tecnologia. Reside na pouca importância dada pelo Ministério às áreas científicas, à falta de rigor e exigência nas aprendizagens e à cultura dos alunos composta por uma mistura de ódio ao trabalho e desinteresse mais absoluto por tudo o que faça pensar.
Por trás do espectáculo de apresentação do plano está a convicção de que os alunos não aprendem por falta de um ensino que seja ele mesmo espectacular. Gastem-se então milhões de euros em salas de aula bem preparadas para a animação escolar. O problema, porém, é que a aprendizagem é uma coisa muitas vezes aborrecida e trabalhosa. Exige tempo e paciência e não há computador que substitua o trabalho.
O símbolo desta triste política é a encenação que o Governo proporcionou, contratando uma espécie de "alunos" para representarem o maravilhoso mundo novo que vem aí. Sob a batuta de Eng.º Sócrates, Lurdes Rodrigues e Valter Lemos transformaram as escolas portuguesas num imenso palco onde se finge que se estuda. A criançada vai ficar feliz, isso é que importa. Aprender? Meus Deus, isso dá trabalho e the show must go on.
Jorge Carreira Maia
A VER O MUNDO http://averomundo-jcm.blogspot.com/
Há dias, Santana Castilho, professor do ensino superior, escrevia no Público: "Analiso as políticas educativas, na imprensa portuguesa, de forma permanente e regular, desde 1981. Digo, pesando o que digo, que este é o pior Governo para a área educativa não superior de que guardo memória. Tudo o que seria importante para promover a qualidade do sistema de ensino ou não foi realizado ou foi objecto de medidas que degradaram ainda mais o que já era mau". Depois, Santana Castilho refere uma a uma as medidas que fabricaram este triste descalabro. Não vale a pena retomá-las aqui. Saliente-se apenas o enorme conflito com os professores, com os pais e os alunos. Não tenho memória de um governo onde alunos, pais e professores tenham recorrido tanto, e ganho, aos tribunais como com este. Eis o contexto do Plano Tecnológico para a Educação.
Mas as medidas não são em si mesmas boas? Depende. Hoje, nos Estados Unidos, sabe-se que as tecnologias de informação e comunicação não acrescentam nada às aprendizagens. Podem até, e há escolas que o confirmam, ser factor adverso à formação dos alunos. Uma medida boa, como a anunciada, num contexto mau pode gerar efeitos absolutamente perversos. Não haja ilusões sobre a melhoria das aprendizagens que este monumental investimento possa trazer. O problema do ensino em Portugal não está na falta de tecnologia. Reside na pouca importância dada pelo Ministério às áreas científicas, à falta de rigor e exigência nas aprendizagens e à cultura dos alunos composta por uma mistura de ódio ao trabalho e desinteresse mais absoluto por tudo o que faça pensar.
Por trás do espectáculo de apresentação do plano está a convicção de que os alunos não aprendem por falta de um ensino que seja ele mesmo espectacular. Gastem-se então milhões de euros em salas de aula bem preparadas para a animação escolar. O problema, porém, é que a aprendizagem é uma coisa muitas vezes aborrecida e trabalhosa. Exige tempo e paciência e não há computador que substitua o trabalho.
O símbolo desta triste política é a encenação que o Governo proporcionou, contratando uma espécie de "alunos" para representarem o maravilhoso mundo novo que vem aí. Sob a batuta de Eng.º Sócrates, Lurdes Rodrigues e Valter Lemos transformaram as escolas portuguesas num imenso palco onde se finge que se estuda. A criançada vai ficar feliz, isso é que importa. Aprender? Meus Deus, isso dá trabalho e the show must go on.
Jorge Carreira Maia
A VER O MUNDO http://averomundo-jcm.blogspot.com/
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
"As últimas fotos"
Sentada en la parte posterior del vehículo, mira hacia atrás, al parecer a los 'paparazzi' que los perseguían. También se ve al guardaespaldas y al chófer.»
Álbum: Las nuevas instantáneas
Gráfico: El accidente
Especial: 10 años sin Lady Di
Álbum: Las nuevas instantáneas
Gráfico: El accidente
Especial: 10 años sin Lady Di
"Jornalismo de fundo"
JR Durán/Playboy / EFEPeriodismo de fondo. Una foto de la edición brasileña de Playboy en la que aparece desnuda la periodista Mónica Veloso. Es uno de los principales personajes del proceso por corrupción que afronta su ex amante, el presidente del Senado, Renan Calheiros.
Semana da Moda
Na serra, lugares e testemunhos
"Quando era a época das castanhas comia-mo-las assadas à lareira; por vezes a fome era tanta que eu engolia umas cruas, outras a escaldar, outras ainda com camisa, algumas até marchavam com casca, só com medo que os meus irmãos tirassem mais do que eu.
De vez em quando um deles berrava:
- Mãe, o Fernando está a comer as castanhas com camisa!
E, eu com a boca cheia, fazia que não. Entretanto ia enchendo os bolsos para depois".
(Fernando Pimenta, Cerdeira)
Dr. Paulo Ramalho, in Tempos Difíceis - Tradição e Mudança na Serra do Açor
"Havia um velho do Vale Derradeiro que andava a regatear os preços na feira do Mont´Alto. Alguém viu e disse:
- Deixa lá o velho do Vale Derradeiro, que se lhe deres um pontapé no migalheiro chega para pagar a tenda e o tendeiro.
Ora, uns ladrões ouviram isto e logo resolveram ir a casa dele, mas revolveram tudo sem encontrar o dito dinheiro. Então, ameaçaram-no de morte e ele, coitado, teve de dizer que as suas poupanças estavam escondidas no corticito. Eles foram lá e levaram-lhe tudo, tudo, quanto tinha."
(História recolhida na Malhada Chã)
Dr. Paulo Ramalho, in Tempos Difíceis - Tradição e Mudança na Serra do Açor
"Vira-se no Colmeal um que já morreu para o Padre que, coitado, também já morreu:
- Ó Senhor Padre, ficou-me um bocado de carne de porco espetada nos dentes desde o Entrudo até agora. Será pecado comê-la na Quaresma?
Responde-lhe o Padre:
- Bem, homem... se ela já lá está suponho que não será pecado...
Vai ele e atira-lhe:
- Então olhe, muito obrigado pelo indulto. É que eu tenho um presunto espetado nos dentes da forquilha e estou com umas ganas de comer nele..."
(História contada por Maria da Luz, da Aldeia Velha, Colmeal)
Dr. Paulo Ramalho, in Tempos Difíceis - Tradição e Mudança na Serra do Açor
"Estas salas (...) eram caiadas e nessas paredes já muito antigas havia sempre muitos buracos, que davam sempre um aspecto de penúria, pelo que as pessoas, em especial nas quadras festivas, usavam forrar as paredes com papel de jornais que se iam pedir a uns senhores que eram assinantes da Comarca de Arganil, que sempre os guardavam, para esse fim. Assim as paredes eram vestidas com esses jornais, tornando-se limpas e airosas, mas não por muito tempo, uma vez que os jornais eram colados com farinha amassada, que também servia de alimento para os ratos, que logo se encarregavam de destruir toda essa decoração."
(António Santos Vicente in "Vida e Tradições das Aldeias Serranas")
(...) "Ia a passar coberto de suor, dei as boas tardes a uma vaga forma feminina sentada à entrada da sua furna de troglodita, e recebo, juntamente com o troco de salvação, este juro imprevisto:
- O senhor vai alagado! Quer beber uma pinga? Ele é arreganhado, mas para um remedeio...
- Bem haja...
- Prove, ao menos. Nós achamo-lo bom, porque não temos outro...
Azedo como rabo-de gato, realmente, mas dado com a infinita doçura deste santo povo (...) a quem nenhum desterro, nenhum abandono, nenhuma incultura, nenhuma pobreza consegue avinagrar o coração."
(Miguel Torga, in "Diário IX" (Piódão, 16 de Dezembro de 1962)
"O quarto tinha as paredes forradas com jornais velhos, luxo com que distinguiam o hóspede... Deitei-me, e passado pouco tempo, qualquer coisa a mexer entre a parede e os jornais produzia uns ruídos que não me deixavam adormecer.
Chamei o meu anfitrião (...) e contei-lhe o que se passava.
Veio e descobriu: - São os ratos, que querem furar os papéis.
Saiu, foi agarrar um gato e deixou-o fechado no quarto de sentinela."
(Vasco de Campos in "Serra! Caminhos de um Médico")
"Certo dia, na altura do racionamento (1945/46), vinha o Ti Alberto das bandas do Soeirinho com dois quilos de "açúcar ilegal" dentro da maleta de relojoeiro, eis senão quando topa com a Guarda, que logo o manda parar e pede para abrir aquela estranha mala metálica.
- Com que então açúcar! -Diz-lhe, triunfante, o cabo.
- Que, senhor guarda - responde ele logo. - É potassa!
E assim, por entre sorrisos cúmplices, se saiu o "Ti Alberto relojoeiro" desta embrulhada, continuando sem mais delongas o seu caminho."
(História recolhida nos Cepos)
Dr. Paulo Ramalho, in Tempos Difíceis- Tradição e Mudança na Serra do Açor
De vez em quando um deles berrava:
- Mãe, o Fernando está a comer as castanhas com camisa!
E, eu com a boca cheia, fazia que não. Entretanto ia enchendo os bolsos para depois".
(Fernando Pimenta, Cerdeira)
Dr. Paulo Ramalho, in Tempos Difíceis - Tradição e Mudança na Serra do Açor
"Havia um velho do Vale Derradeiro que andava a regatear os preços na feira do Mont´Alto. Alguém viu e disse:
- Deixa lá o velho do Vale Derradeiro, que se lhe deres um pontapé no migalheiro chega para pagar a tenda e o tendeiro.
Ora, uns ladrões ouviram isto e logo resolveram ir a casa dele, mas revolveram tudo sem encontrar o dito dinheiro. Então, ameaçaram-no de morte e ele, coitado, teve de dizer que as suas poupanças estavam escondidas no corticito. Eles foram lá e levaram-lhe tudo, tudo, quanto tinha."
(História recolhida na Malhada Chã)
Dr. Paulo Ramalho, in Tempos Difíceis - Tradição e Mudança na Serra do Açor
"Vira-se no Colmeal um que já morreu para o Padre que, coitado, também já morreu:
- Ó Senhor Padre, ficou-me um bocado de carne de porco espetada nos dentes desde o Entrudo até agora. Será pecado comê-la na Quaresma?
Responde-lhe o Padre:
- Bem, homem... se ela já lá está suponho que não será pecado...
Vai ele e atira-lhe:
- Então olhe, muito obrigado pelo indulto. É que eu tenho um presunto espetado nos dentes da forquilha e estou com umas ganas de comer nele..."
(História contada por Maria da Luz, da Aldeia Velha, Colmeal)
Dr. Paulo Ramalho, in Tempos Difíceis - Tradição e Mudança na Serra do Açor
"Estas salas (...) eram caiadas e nessas paredes já muito antigas havia sempre muitos buracos, que davam sempre um aspecto de penúria, pelo que as pessoas, em especial nas quadras festivas, usavam forrar as paredes com papel de jornais que se iam pedir a uns senhores que eram assinantes da Comarca de Arganil, que sempre os guardavam, para esse fim. Assim as paredes eram vestidas com esses jornais, tornando-se limpas e airosas, mas não por muito tempo, uma vez que os jornais eram colados com farinha amassada, que também servia de alimento para os ratos, que logo se encarregavam de destruir toda essa decoração."
(António Santos Vicente in "Vida e Tradições das Aldeias Serranas")
(...) "Ia a passar coberto de suor, dei as boas tardes a uma vaga forma feminina sentada à entrada da sua furna de troglodita, e recebo, juntamente com o troco de salvação, este juro imprevisto:
- O senhor vai alagado! Quer beber uma pinga? Ele é arreganhado, mas para um remedeio...
- Bem haja...
- Prove, ao menos. Nós achamo-lo bom, porque não temos outro...
Azedo como rabo-de gato, realmente, mas dado com a infinita doçura deste santo povo (...) a quem nenhum desterro, nenhum abandono, nenhuma incultura, nenhuma pobreza consegue avinagrar o coração."
(Miguel Torga, in "Diário IX" (Piódão, 16 de Dezembro de 1962)
"O quarto tinha as paredes forradas com jornais velhos, luxo com que distinguiam o hóspede... Deitei-me, e passado pouco tempo, qualquer coisa a mexer entre a parede e os jornais produzia uns ruídos que não me deixavam adormecer.
Chamei o meu anfitrião (...) e contei-lhe o que se passava.
Veio e descobriu: - São os ratos, que querem furar os papéis.
Saiu, foi agarrar um gato e deixou-o fechado no quarto de sentinela."
(Vasco de Campos in "Serra! Caminhos de um Médico")
"Certo dia, na altura do racionamento (1945/46), vinha o Ti Alberto das bandas do Soeirinho com dois quilos de "açúcar ilegal" dentro da maleta de relojoeiro, eis senão quando topa com a Guarda, que logo o manda parar e pede para abrir aquela estranha mala metálica.
- Com que então açúcar! -Diz-lhe, triunfante, o cabo.
- Que, senhor guarda - responde ele logo. - É potassa!
E assim, por entre sorrisos cúmplices, se saiu o "Ti Alberto relojoeiro" desta embrulhada, continuando sem mais delongas o seu caminho."
(História recolhida nos Cepos)
Dr. Paulo Ramalho, in Tempos Difíceis- Tradição e Mudança na Serra do Açor
Privilégio
O percurso cultural de todos quantos tiveram o privilégio de viver uma infância embalada por essas magnificas expressões de conhecimento puro e ingénuo.
"Inóspita topografia"
A região serrana, mercê da inóspita topografia e da ancestral modéstia de recursos, manteve níveis de analfabetismo invulgares até há poucos anos, pelo que a tradição oral constituiu o modo de transmissão da cultura local predominante, patente nos contos, provérbios, fábulas, "lengalengas ", superstições e fórmulas mágico-religiosas de medicina popular, que marcaram de forma indelével o percurso cultural de todos quantos tiveram o privilégio de viver uma infância embalada por essas magnificas expressões de conhecimento puro e ingénuo.
Aos senhores do Governo
Não podem honestamente estar em dois campos ao mesmo tempo. As classes trabalhadoras passaram, muito bem sem os senhores, e, acreditem-me, continuarão a dispensá-los. Além disso, podem passar muito melhor sem os senhores do que com os senhores.
pp 23 London, Jack - o Tacão de Ferro - A Minha Águia
pp 23 London, Jack - o Tacão de Ferro - A Minha Águia
terça-feira, 2 de outubro de 2007
"Ocultos"
La Fundación Canal inaugura 'Ocultos'
"Capa, Cartier-Bresson, Mapplethorpe, Man Ray, Lucien Clergue y los españoles Joan Colom, Rafael Navarro, Ramón Masats, Isabel Muñoz, Cristina García Rodero y Carlos Pérez Siquier, entre otros grandes artistas nacionales e internacionales, exponen en la Fundación Canal de Madrid una serie de fotografías con el culo como protagonista. (Vídeo: ATLAS)
Leer la noticia
Vea el vídeo
"Organizações internacionais de elite"
A “Comunidade Internacional” Heitor De Paola
Resumo: Quando ouve-se falar em “comunidade internacional”, tem-se a impressão de que é uma referência a um consenso de opinião entre os povos, quando, na realidade, fala-se de um conjunto de organizações internacionais de elite, que vêem a si próprias como a comunidade internacional.
© 2007 MidiaSemMascara.org
“Out of these troubled times, (…) a new world order can emerge: a new era –
freer from the threat of terror, stronger in the pursuit of justice, and more
secure in the quest for peace. An era in which the nations of the world,
East and West, North and South, can prosper and live in harmony”.
George H. W. Bush
11 de setembro de 199O
A NOVA ORDEM E O GOVERNO MUNDIAL
Em artigos aqui publicados, principalmente True Lies II - a face oculta do governo mundial, Governo Mundial: realidade ou mito? e A colheita II - O Eixo do Mal Latino-Americano, abordei os planos para a constituição de um Governo Mundial, baseado numa Nova Ordem, a ser liderado ostensivamente pela ONU mas realmente comandado por organizações internacionais de elite como, entre outras, o Council on Foreign Relations, a Trilateral Commission e o Bilderberg Club, por sua vez financiadas pelas grandes corporações e fundações multibilionárias.
Sempre que se fala em “comunidade internacional” tem-se a impressão de que esta se refere a um consenso entre os povos, mas se está realmente falando é do conjunto destas organizações – a comunidade para elas são elas mesmas, pouco importa os demais habitantes do planeta. Entenda-se que é totalmente irracional acreditar naquele pretenso consenso pois, para isto, deveriam ser realizadas pesquisas ou até mesmo votações em que os povos de todo o mundo participariam. Mas freqüentemente a “comunidade internacional” é contra – ou apóia – algum fato logo depois de ocorrido. Portanto, o repúdio ou apoio depende do fato em questão estar inserido ou não num planejamento prévio levado a efeito por aquelas organizações, as quais já chegaram a um consenso entre elas em função do futuro que querem implementar para o mundo! Por esta razão as respostas aos acontecimentos são sempre automáticas: aconteceu algo, lá vêm os comentários da “comunidade internacional”. Depois, só depois, busca-se um arremedo de consenso internacional através de níveis intermediários de redes de ONGs e massas de idiotas úteis que reagem como autômatos ou cães de Pavlov.
A idéia básica é de que não se pode deixar para as pessoas comuns escolherem seus destinos, muito menos organismos eleitos – como Governos e Parlamentos –, pois os mesmo são suscetíveis de influência da vontade popular, mas para uma corporação que represente a “elite internacional”. Esta idéia foi definida pelo Conde Hugo Lerchenfeld, em 1924, na revista do CFR, Foreign Affairs:
“Não poderia um grupo de homens de mérito e competentes, como são encontrados em todas as nações representando suas mais elevadas forças morais – um tipo de Areópago – se encontrarem e tomarem decisões sobre assuntos de grande importância sobre os quais não haja consenso? Não poderia ser constituído um conselho cuja alta capacidade de julgamento e imparcialidade fosse tomada como verdade e que guiaria a opinião pública em todo o mundo?”.
Esta é a essência da Nova Ordem Mundial: um corpo de elite não-eletivo que tome todas as decisões e depois guie a opinião pública para aceitá-las. A pergunta nunca feita é: e quem não se convencer, isto é, quem não concordar com o “consenso da comunidade internacional”? Para respondê-la basta vermos as experiências com este tipo de governo para saber a reposta: guilhotina, forca, fuzilamento, campos de concentração e outras que venham a ser inventadas. Mas a oposição diminui a cada dia mais. Isto porque, antes de tudo, antes da chegada ao poder, os que não concordam sofrem a ridicularização, a desmoralização e o desprezo dos gurus, dos maîtres à penser que fazem a história dos conceitos e das ideologias, comandam a mídia e determinam os modismos intelectuais pagos a peso de ouro pelas fundações interessadas. Quem se atreve a ser contra o consenso corre o risco, já hoje, de ser estimagtizado como “reacionário” (oh, horror!), truculento contra a paz e, se for da área acadêmica ou das associações profissionais, ostracismo e morte intelectual.
TEORIAS DE CONSPIRAÇÃO – A “MÃO SECRETA”?
“Existem mãos secretas (governando o mundo), é claro, mas são muitas e vivem se estapeando umas às outras, às vezes até a si próprias. Ninguém tem o controle hegemônico do processo histórico mundial, embora muitos busquem obtê-lo, não raro cometendo erros catastróficos que levam seus planos a resultados opostos aos pretendidos”.
Olavo de Carvalho
O que afasta muitas pessoas da leitura de artigos e livros sobre este tema é o medo de encontrarem teorias que falam de sociedades secretas com poderes malignos que dirigem o mundo através de super-poderes mentais ou máquinas aterradoras. Algo do tipo Dr. Silvana (para os mais velhos que leram, como eu, as histórias do Capitão Marvel). Isto é, valem como ficção mas, como explanação da realidade não passariam de maluquices às quais os leitores sérios não querem dar a mínima atenção. E com toda razão! Há muitas maluquices por aí e nem sempre é fácil separar o joio do trigo. Há muita ficção apresentada com foros de verdade, como os livros de Dan Brown. Há livros como o de Daniel Estulin que misturam verdade com sensacionalismo para efeito de marketing, elevando às alturas o caráter secreto e o poderio do Clube Bilderberg e, com isto, valoriza sua própria investigação. Ler este livro exige algum treinamento e muito conhecimento prévio para separar uma coisa da outra.
Existem várias “mãos secretas”, cada uma querendo atribuir a si mesma um poder imenso, e Santo Agostinho dizia que o diabo tem orgasmos quando alguém exacerba seus próprios poderes. Geralmente tais poderes são exacerbados também pelos supostos inimigos para posarem de “única solução” frente a eles. Existem paranóicos para todos os gostos: desde fanáticos nacionalistas, inventando invasões iminentes do território a fanáticos anti-comunistas que enxergam suas conspirações por detrás de tudo, até fanáticos comunistas e esquerdistas que vêem como centro de poder mundial os grandes banqueiros e empresas transnacionais.
O corpo de elite não eletivo que é a essência da Nova Ordem Mundial, possivelmente jamais passará de um ideal irrealizável tantas são as mãos invisíveis competindo umas com as outras. O que não quer dizer que o Governo Mundial já não esteja aí, cada vez mais forte. A conseqüência da mistura de teorias ridículas com a realidade que já está presente é fazer com que esta seja descartada junto com as primeiras, como ocorreu nos EUA quando as denúncias da maciça infiltração comunista na administração foram ridicularizadas devido a figura patética do fanático Joseph MacCarthy. Foi um presente dos deuses para os comunistas americanos e de todo o mundo, pois deu aos inimigos do anti-comunismo o que eles vinham esperando desde o início da Guerra Fria: um nome e uma cara onde colocar o velho estereótipo de fascista anti-comunista histérico.
No meio de tantas tramas secretas absurdas as pessoas que se julgam racionais por rejeitá-las, acabam tomando como verdade tudo que tem origem em algum organismo ao qual atribuem credibilidade sem nem desconfiar e acabam caindo na própria armadilha da qual fugiam, isto é, do verdadeiro e nada secreto Governo Mundial já instalado e em franca expansão: a ONU. É claro que existem mãos invisíveis por trás da ONU, invisíveis só para aqueles que não se informam a respeito. Nenhuma é propriamente secreta: das três organizações acima referidas duas (CFR e TC) possuem páginas na Internet, publicações e livros, comandam Universidades e dominam vários governos nacionais. Além delas o Komintern (Internacional Comunista) que foi extinto só no nome e para “desaparecer” de vista por razões estratégicas e continuar atuando. E ainda o Islam, que jamais negou a intenção de conquistar todo o mundo. Aliança impossível? Peço aos leitores esperarem o próximo artigo, pois antes é preciso esclarecer quais os meios utilizados para convencer o mundo na necessidade imperiosa de um Governo Mundial salvador.
Existem sim operações e decisões tomadas em sigilo, cuja existência em si não é segredo para ninguém, só o conteúdo delas. Estas organizações precisam de financiamentos vultosos e ninguém financia nada que não seja em proveito próprio. As fundações e corporações, tal como os banqueiros e mega-empresários, mantêm seus projetos em segredo em função da concorrência. Obviamente, seus planos de investimento também são elaborados secretamente. O fato novo nas últimas décadas são as ONGs isentas de impostos que, portanto, não precisam revelar suas fontes de financiamento. Mesmo assim é difícil, mas não impossível rastreá-las, como já foi feito aqui no Mídia Sem Máscara no tocante ao desarmamento e às redes feministas.
A IMPLEMENTAÇÃO
A implementação deste plano já está em pleno andamento e para os leitores se darem conta disto, aqui vão alguns dos principais itens e seu estágio de desenvolvimento atual:
- Formação de uma Força Internacional de Paz permanente sob o comando da ONU e aumento do poder da ONU – em fase adiantada de implementação. Transformar a Assembléia Geral da ONU ampliada num Parlamento Mundial com poderes de legislar acima dos legislativos nacionais. Ampliação do Conselho de Segurança e dos Membros Permanentes (Brasil candidato) com eliminação do poder de veto. A crença enraizada de que a ONU é uma organização empenhada pela paz mundial é no mínimo irracional. Criada uma burocracia, qual é a sua tendência senão expandir-se indefinidamente? E qual o meio da ONU se expandir senão se mostrando cada vez mais necessária fomentando guerras chamadas “limitadas”? É o velho lema das burocracias: “criar dificuldades para vender facilidades”. O conceito de guerra limitada foi desenvolvido na primeira ação “pacifista” da ONU, a Guerra da Coréia (1950-53). Os EUA não usaram todo o poderio que tinham, muito superior ao de todos os países comunistas juntos, porque não estavam lá para ganhar, mas apenas para “conter os comunistas” que, por sua vez, sabiam que não podiam ganhar já quando iniciaram as hostilidades. Entre os interesses dos dois lados foi decisivo o de dar credibilidade à ONU como pacificadora. MacArthur percebeu isto, protestou e foi despedido por Truman em 1951. Foi recebido com honras pela população que, enraivecida, enchera a Casa Branca com 125.000 telegramas de protesto. A tão decantada “paz” será um estado crônico de guerras localizadas. Sem dúvida vai morrer muito mais gente nesta paz do que nas guerras convencionais, lutadas para vencer. Mas a elite da comunidade internacional sabe que “A Paz”, pela qual financiam tantos movimentos e passeatas, não passa de uma quimera inatingível – salvo nos cemitérios – quimera que a elite usa para iludir a população mundial.
- Uma Corte Criminal Internacional para proteção dos “direitos humanos” e mais tarde impor seus julgamentos superiores aos das Cortes Nacionais. Tais “direitos” são sempre enfatizados para bandidos, terroristas, assassinos; o alvo, os Estados Unidos da América. As exigências de fechamento da base americana de Guantánamo, enquanto se fazem de desentendidos do genocídio castrista do outro lado da cerca, é uma ilustração suficiente – primeira fase pronta, Corte formada: Tribunal Penal Internacional já em atividade.
- Um sistema global de impostos e taxas para sustentar a nova burocracia e o futuro Exército mundial sob a ostensiva razão de “diminuir as desigualdades entre países”, redistribuição obrigatória da riqueza e da renda para combater as desigualdades, perdão unilateral das dívidas externas – já propostas e em discussão, o Brasil atual é um dos paladinos desta causa “social”.
- Uma abordagem global para a doença mais politizada de toda a história da humanidade: a AIDS – completada - Controle global da saúde determinando, via OMS, o que podemos ou não comer; ampliar o pânico do fumo, gorduras e o que mais interesse – já em pleno andamento. Sucesso total quanto ao fumo; parcial quanto às gorduras. Itens importantes da agendo são a liberação das drogas e da eutanásia.
- Radical feminização do poder segundo a “perspectiva de gênero” inventada pelas feministas radicais americanas – em plena fase de implementação; nos meios “bem pensantes” entre nós, a palavra sexo foi praticamente abolida e substituída por gênero (Abordei brevemente este ponto no meu artigo Desarmamento infantil e androginia – e voltarei a ele num próximo artigo sobre o tema). Liberação dos casamentos homossexuais e da possibilidade de adoção de crianças por casais homossexuais, e descriminação do aborto em qualquer época (sobre este último tema recomendo o artigo de Gerson Faria Mate! Em nome da qualidade de vida) – em fase de implementação; mais uma vez o Brasil na vanguarda.
- Educação pública internacionalizada e ações afirmativas internacionais – praticamente em todo o mundo a UNESCO já é quem dá as cartas na educação, com exceção de alguns colégios particulares religiosos que ainda resistem nos USA. Para as bases desta Nova Educação para a Paz a e Cidadania Universal ver meu True Lies II. Objetivo principal: erradicar completamente as tradições da civilização ocidental judaico-cristã, substituindo estas religiões pela religião da Nova Era (oportunamente este tema será aborado).
- Registro internacional de armas e restrição ao porte – os eleitores brasileiros deram uma surra; mas ganhamos apenas uma batalha, a guerra continua e será cada vez mais árdua, pois o interesse em colocar todas as armas do mundo sob controle da ONU é avassalador. A lição foi de que no voto podem não levar, isto só reforçará a investida a favor de um grupo não-eletivo. Apesar do resultado do referendo o Estatuto do Desarmamento, que deveria ter sido extinto após a manifestação do eleitorado, está sendo usado para ampliar as limitações.
- Pânico ecológico crescente, visando aterrorizar a população com o fim do mundo para submetê-la totalmente aos burocratas, ativistas e políticos alarmistas sob o manto da ONU, fazendo com que a população mundial abra cada vez mais mão de seus direitos cedendo-os aos burocratas globais que passariam a controlar cada casa, cada meio de transporte, fábrica, negócios, agricultura e todas as decisões dos consumidores. O objetivo mais tenebroso é acabar, para os cidadãos comuns, com os resultados do progresso capitalista fazendo a humanidade retornar a um estado anterior de escassez, resultado inevitável da aplicação do Protocolo de Kyoto (ver An economic suicide pact for Europe and the US). Os resultados têm sido fantásticos!
- Last but not least, destruição da linguagem tradicional em todos os idiomas substituindo-as pela Novilíngua (apud Orwell), a já instalada linguagem do politicamente correto.
Todas estas ações são dadas como oriundas da misteriosa “comunidade internacional” e realizadas através de “fazedores de opinião”: pop stars, personagens destacadas tipo Al Gore, cineastas, teatrólogos, atores de TV, teatro e cinema, principalmente nos países, como o Brasil, em que são dependentes de verbas federais e das ONGs globais: “uma gente que desde os tempos de Stalin só pensa em tomar o poder em nome da igualdade e da justiça social, mas sempre de olho na grana fácil, nos cargos públicos e nas mordomias sem fim”, como bem assinala Ipojuca Pontes, profundo conhecedor do ramo. A peregrinação dos artistas a Brasília para exigir a modificação da lei dos esportes – que tomava uma fatia dos seus ganhos fáceis – é exemplo gritante e entristecedor. “Farinha pouca, meu pirão primeiro”!
Os pontos acima não admitem discussão; são impostos como aceitos “por todos” consensualmente. Como disse o eco agit prop Al Gore perante o Congresso americano sobre seu filmeco cheio de verdades convenientes para a “comunidade internacional”: “Não há mais lugar para nenhum debate sério sobre os pontos básicos do consenso sobre aquecimento global”, ao que Rush Limbaugh observou que, “quando os liberais declaram que acabou o debate, pode apostar que não acabou, eles querem apenas sufocá-lo”.
NOTA DO AUTOR: O artigo de hoje deveria ser o anunciado sobre a North American Union. No entanto, quanto mais o escrevia, mais me convencia que sem situar a NAU no contexto global e histórico, ficaria incompreensível. Por isto segui-se-á um outro sobre a comunidade internacional antes dele.
Nota Editoria MSM: Sobre o tema recomenda-se a leitura dos artigos As complexidades da política norte-americana II, As complexidades da política norte-americana e também os artigos das Editorias Ambientalismo, Desarmamento e ONU.
O autor é escritor e comentarista político, membro da International Psychoanalytical Association e ex-Clinical Consultant, Boyer House Foundation, Berkeley, Califórnia, Membro do Board of Directors da Drug Watch International, e Diretor Cultural do Farol da Democracia Representativa (www.faroldademocracia.org) . Possui trabalhos nas áreas de psicanálise e comentários políticos publicados no Brasil e exterior. E é ex-militante da organização comunista clandestina, Ação Popular (AP).
Resumo: Quando ouve-se falar em “comunidade internacional”, tem-se a impressão de que é uma referência a um consenso de opinião entre os povos, quando, na realidade, fala-se de um conjunto de organizações internacionais de elite, que vêem a si próprias como a comunidade internacional.
© 2007 MidiaSemMascara.org
“Out of these troubled times, (…) a new world order can emerge: a new era –
freer from the threat of terror, stronger in the pursuit of justice, and more
secure in the quest for peace. An era in which the nations of the world,
East and West, North and South, can prosper and live in harmony”.
George H. W. Bush
11 de setembro de 199O
A NOVA ORDEM E O GOVERNO MUNDIAL
Em artigos aqui publicados, principalmente True Lies II - a face oculta do governo mundial, Governo Mundial: realidade ou mito? e A colheita II - O Eixo do Mal Latino-Americano, abordei os planos para a constituição de um Governo Mundial, baseado numa Nova Ordem, a ser liderado ostensivamente pela ONU mas realmente comandado por organizações internacionais de elite como, entre outras, o Council on Foreign Relations, a Trilateral Commission e o Bilderberg Club, por sua vez financiadas pelas grandes corporações e fundações multibilionárias.
Sempre que se fala em “comunidade internacional” tem-se a impressão de que esta se refere a um consenso entre os povos, mas se está realmente falando é do conjunto destas organizações – a comunidade para elas são elas mesmas, pouco importa os demais habitantes do planeta. Entenda-se que é totalmente irracional acreditar naquele pretenso consenso pois, para isto, deveriam ser realizadas pesquisas ou até mesmo votações em que os povos de todo o mundo participariam. Mas freqüentemente a “comunidade internacional” é contra – ou apóia – algum fato logo depois de ocorrido. Portanto, o repúdio ou apoio depende do fato em questão estar inserido ou não num planejamento prévio levado a efeito por aquelas organizações, as quais já chegaram a um consenso entre elas em função do futuro que querem implementar para o mundo! Por esta razão as respostas aos acontecimentos são sempre automáticas: aconteceu algo, lá vêm os comentários da “comunidade internacional”. Depois, só depois, busca-se um arremedo de consenso internacional através de níveis intermediários de redes de ONGs e massas de idiotas úteis que reagem como autômatos ou cães de Pavlov.
A idéia básica é de que não se pode deixar para as pessoas comuns escolherem seus destinos, muito menos organismos eleitos – como Governos e Parlamentos –, pois os mesmo são suscetíveis de influência da vontade popular, mas para uma corporação que represente a “elite internacional”. Esta idéia foi definida pelo Conde Hugo Lerchenfeld, em 1924, na revista do CFR, Foreign Affairs:
“Não poderia um grupo de homens de mérito e competentes, como são encontrados em todas as nações representando suas mais elevadas forças morais – um tipo de Areópago – se encontrarem e tomarem decisões sobre assuntos de grande importância sobre os quais não haja consenso? Não poderia ser constituído um conselho cuja alta capacidade de julgamento e imparcialidade fosse tomada como verdade e que guiaria a opinião pública em todo o mundo?”.
Esta é a essência da Nova Ordem Mundial: um corpo de elite não-eletivo que tome todas as decisões e depois guie a opinião pública para aceitá-las. A pergunta nunca feita é: e quem não se convencer, isto é, quem não concordar com o “consenso da comunidade internacional”? Para respondê-la basta vermos as experiências com este tipo de governo para saber a reposta: guilhotina, forca, fuzilamento, campos de concentração e outras que venham a ser inventadas. Mas a oposição diminui a cada dia mais. Isto porque, antes de tudo, antes da chegada ao poder, os que não concordam sofrem a ridicularização, a desmoralização e o desprezo dos gurus, dos maîtres à penser que fazem a história dos conceitos e das ideologias, comandam a mídia e determinam os modismos intelectuais pagos a peso de ouro pelas fundações interessadas. Quem se atreve a ser contra o consenso corre o risco, já hoje, de ser estimagtizado como “reacionário” (oh, horror!), truculento contra a paz e, se for da área acadêmica ou das associações profissionais, ostracismo e morte intelectual.
TEORIAS DE CONSPIRAÇÃO – A “MÃO SECRETA”?
“Existem mãos secretas (governando o mundo), é claro, mas são muitas e vivem se estapeando umas às outras, às vezes até a si próprias. Ninguém tem o controle hegemônico do processo histórico mundial, embora muitos busquem obtê-lo, não raro cometendo erros catastróficos que levam seus planos a resultados opostos aos pretendidos”.
Olavo de Carvalho
O que afasta muitas pessoas da leitura de artigos e livros sobre este tema é o medo de encontrarem teorias que falam de sociedades secretas com poderes malignos que dirigem o mundo através de super-poderes mentais ou máquinas aterradoras. Algo do tipo Dr. Silvana (para os mais velhos que leram, como eu, as histórias do Capitão Marvel). Isto é, valem como ficção mas, como explanação da realidade não passariam de maluquices às quais os leitores sérios não querem dar a mínima atenção. E com toda razão! Há muitas maluquices por aí e nem sempre é fácil separar o joio do trigo. Há muita ficção apresentada com foros de verdade, como os livros de Dan Brown. Há livros como o de Daniel Estulin que misturam verdade com sensacionalismo para efeito de marketing, elevando às alturas o caráter secreto e o poderio do Clube Bilderberg e, com isto, valoriza sua própria investigação. Ler este livro exige algum treinamento e muito conhecimento prévio para separar uma coisa da outra.
Existem várias “mãos secretas”, cada uma querendo atribuir a si mesma um poder imenso, e Santo Agostinho dizia que o diabo tem orgasmos quando alguém exacerba seus próprios poderes. Geralmente tais poderes são exacerbados também pelos supostos inimigos para posarem de “única solução” frente a eles. Existem paranóicos para todos os gostos: desde fanáticos nacionalistas, inventando invasões iminentes do território a fanáticos anti-comunistas que enxergam suas conspirações por detrás de tudo, até fanáticos comunistas e esquerdistas que vêem como centro de poder mundial os grandes banqueiros e empresas transnacionais.
O corpo de elite não eletivo que é a essência da Nova Ordem Mundial, possivelmente jamais passará de um ideal irrealizável tantas são as mãos invisíveis competindo umas com as outras. O que não quer dizer que o Governo Mundial já não esteja aí, cada vez mais forte. A conseqüência da mistura de teorias ridículas com a realidade que já está presente é fazer com que esta seja descartada junto com as primeiras, como ocorreu nos EUA quando as denúncias da maciça infiltração comunista na administração foram ridicularizadas devido a figura patética do fanático Joseph MacCarthy. Foi um presente dos deuses para os comunistas americanos e de todo o mundo, pois deu aos inimigos do anti-comunismo o que eles vinham esperando desde o início da Guerra Fria: um nome e uma cara onde colocar o velho estereótipo de fascista anti-comunista histérico.
No meio de tantas tramas secretas absurdas as pessoas que se julgam racionais por rejeitá-las, acabam tomando como verdade tudo que tem origem em algum organismo ao qual atribuem credibilidade sem nem desconfiar e acabam caindo na própria armadilha da qual fugiam, isto é, do verdadeiro e nada secreto Governo Mundial já instalado e em franca expansão: a ONU. É claro que existem mãos invisíveis por trás da ONU, invisíveis só para aqueles que não se informam a respeito. Nenhuma é propriamente secreta: das três organizações acima referidas duas (CFR e TC) possuem páginas na Internet, publicações e livros, comandam Universidades e dominam vários governos nacionais. Além delas o Komintern (Internacional Comunista) que foi extinto só no nome e para “desaparecer” de vista por razões estratégicas e continuar atuando. E ainda o Islam, que jamais negou a intenção de conquistar todo o mundo. Aliança impossível? Peço aos leitores esperarem o próximo artigo, pois antes é preciso esclarecer quais os meios utilizados para convencer o mundo na necessidade imperiosa de um Governo Mundial salvador.
Existem sim operações e decisões tomadas em sigilo, cuja existência em si não é segredo para ninguém, só o conteúdo delas. Estas organizações precisam de financiamentos vultosos e ninguém financia nada que não seja em proveito próprio. As fundações e corporações, tal como os banqueiros e mega-empresários, mantêm seus projetos em segredo em função da concorrência. Obviamente, seus planos de investimento também são elaborados secretamente. O fato novo nas últimas décadas são as ONGs isentas de impostos que, portanto, não precisam revelar suas fontes de financiamento. Mesmo assim é difícil, mas não impossível rastreá-las, como já foi feito aqui no Mídia Sem Máscara no tocante ao desarmamento e às redes feministas.
A IMPLEMENTAÇÃO
A implementação deste plano já está em pleno andamento e para os leitores se darem conta disto, aqui vão alguns dos principais itens e seu estágio de desenvolvimento atual:
- Formação de uma Força Internacional de Paz permanente sob o comando da ONU e aumento do poder da ONU – em fase adiantada de implementação. Transformar a Assembléia Geral da ONU ampliada num Parlamento Mundial com poderes de legislar acima dos legislativos nacionais. Ampliação do Conselho de Segurança e dos Membros Permanentes (Brasil candidato) com eliminação do poder de veto. A crença enraizada de que a ONU é uma organização empenhada pela paz mundial é no mínimo irracional. Criada uma burocracia, qual é a sua tendência senão expandir-se indefinidamente? E qual o meio da ONU se expandir senão se mostrando cada vez mais necessária fomentando guerras chamadas “limitadas”? É o velho lema das burocracias: “criar dificuldades para vender facilidades”. O conceito de guerra limitada foi desenvolvido na primeira ação “pacifista” da ONU, a Guerra da Coréia (1950-53). Os EUA não usaram todo o poderio que tinham, muito superior ao de todos os países comunistas juntos, porque não estavam lá para ganhar, mas apenas para “conter os comunistas” que, por sua vez, sabiam que não podiam ganhar já quando iniciaram as hostilidades. Entre os interesses dos dois lados foi decisivo o de dar credibilidade à ONU como pacificadora. MacArthur percebeu isto, protestou e foi despedido por Truman em 1951. Foi recebido com honras pela população que, enraivecida, enchera a Casa Branca com 125.000 telegramas de protesto. A tão decantada “paz” será um estado crônico de guerras localizadas. Sem dúvida vai morrer muito mais gente nesta paz do que nas guerras convencionais, lutadas para vencer. Mas a elite da comunidade internacional sabe que “A Paz”, pela qual financiam tantos movimentos e passeatas, não passa de uma quimera inatingível – salvo nos cemitérios – quimera que a elite usa para iludir a população mundial.
- Uma Corte Criminal Internacional para proteção dos “direitos humanos” e mais tarde impor seus julgamentos superiores aos das Cortes Nacionais. Tais “direitos” são sempre enfatizados para bandidos, terroristas, assassinos; o alvo, os Estados Unidos da América. As exigências de fechamento da base americana de Guantánamo, enquanto se fazem de desentendidos do genocídio castrista do outro lado da cerca, é uma ilustração suficiente – primeira fase pronta, Corte formada: Tribunal Penal Internacional já em atividade.
- Um sistema global de impostos e taxas para sustentar a nova burocracia e o futuro Exército mundial sob a ostensiva razão de “diminuir as desigualdades entre países”, redistribuição obrigatória da riqueza e da renda para combater as desigualdades, perdão unilateral das dívidas externas – já propostas e em discussão, o Brasil atual é um dos paladinos desta causa “social”.
- Uma abordagem global para a doença mais politizada de toda a história da humanidade: a AIDS – completada - Controle global da saúde determinando, via OMS, o que podemos ou não comer; ampliar o pânico do fumo, gorduras e o que mais interesse – já em pleno andamento. Sucesso total quanto ao fumo; parcial quanto às gorduras. Itens importantes da agendo são a liberação das drogas e da eutanásia.
- Radical feminização do poder segundo a “perspectiva de gênero” inventada pelas feministas radicais americanas – em plena fase de implementação; nos meios “bem pensantes” entre nós, a palavra sexo foi praticamente abolida e substituída por gênero (Abordei brevemente este ponto no meu artigo Desarmamento infantil e androginia – e voltarei a ele num próximo artigo sobre o tema). Liberação dos casamentos homossexuais e da possibilidade de adoção de crianças por casais homossexuais, e descriminação do aborto em qualquer época (sobre este último tema recomendo o artigo de Gerson Faria Mate! Em nome da qualidade de vida) – em fase de implementação; mais uma vez o Brasil na vanguarda.
- Educação pública internacionalizada e ações afirmativas internacionais – praticamente em todo o mundo a UNESCO já é quem dá as cartas na educação, com exceção de alguns colégios particulares religiosos que ainda resistem nos USA. Para as bases desta Nova Educação para a Paz a e Cidadania Universal ver meu True Lies II. Objetivo principal: erradicar completamente as tradições da civilização ocidental judaico-cristã, substituindo estas religiões pela religião da Nova Era (oportunamente este tema será aborado).
- Registro internacional de armas e restrição ao porte – os eleitores brasileiros deram uma surra; mas ganhamos apenas uma batalha, a guerra continua e será cada vez mais árdua, pois o interesse em colocar todas as armas do mundo sob controle da ONU é avassalador. A lição foi de que no voto podem não levar, isto só reforçará a investida a favor de um grupo não-eletivo. Apesar do resultado do referendo o Estatuto do Desarmamento, que deveria ter sido extinto após a manifestação do eleitorado, está sendo usado para ampliar as limitações.
- Pânico ecológico crescente, visando aterrorizar a população com o fim do mundo para submetê-la totalmente aos burocratas, ativistas e políticos alarmistas sob o manto da ONU, fazendo com que a população mundial abra cada vez mais mão de seus direitos cedendo-os aos burocratas globais que passariam a controlar cada casa, cada meio de transporte, fábrica, negócios, agricultura e todas as decisões dos consumidores. O objetivo mais tenebroso é acabar, para os cidadãos comuns, com os resultados do progresso capitalista fazendo a humanidade retornar a um estado anterior de escassez, resultado inevitável da aplicação do Protocolo de Kyoto (ver An economic suicide pact for Europe and the US). Os resultados têm sido fantásticos!
- Last but not least, destruição da linguagem tradicional em todos os idiomas substituindo-as pela Novilíngua (apud Orwell), a já instalada linguagem do politicamente correto.
Todas estas ações são dadas como oriundas da misteriosa “comunidade internacional” e realizadas através de “fazedores de opinião”: pop stars, personagens destacadas tipo Al Gore, cineastas, teatrólogos, atores de TV, teatro e cinema, principalmente nos países, como o Brasil, em que são dependentes de verbas federais e das ONGs globais: “uma gente que desde os tempos de Stalin só pensa em tomar o poder em nome da igualdade e da justiça social, mas sempre de olho na grana fácil, nos cargos públicos e nas mordomias sem fim”, como bem assinala Ipojuca Pontes, profundo conhecedor do ramo. A peregrinação dos artistas a Brasília para exigir a modificação da lei dos esportes – que tomava uma fatia dos seus ganhos fáceis – é exemplo gritante e entristecedor. “Farinha pouca, meu pirão primeiro”!
Os pontos acima não admitem discussão; são impostos como aceitos “por todos” consensualmente. Como disse o eco agit prop Al Gore perante o Congresso americano sobre seu filmeco cheio de verdades convenientes para a “comunidade internacional”: “Não há mais lugar para nenhum debate sério sobre os pontos básicos do consenso sobre aquecimento global”, ao que Rush Limbaugh observou que, “quando os liberais declaram que acabou o debate, pode apostar que não acabou, eles querem apenas sufocá-lo”.
NOTA DO AUTOR: O artigo de hoje deveria ser o anunciado sobre a North American Union. No entanto, quanto mais o escrevia, mais me convencia que sem situar a NAU no contexto global e histórico, ficaria incompreensível. Por isto segui-se-á um outro sobre a comunidade internacional antes dele.
Nota Editoria MSM: Sobre o tema recomenda-se a leitura dos artigos As complexidades da política norte-americana II, As complexidades da política norte-americana e também os artigos das Editorias Ambientalismo, Desarmamento e ONU.
O autor é escritor e comentarista político, membro da International Psychoanalytical Association e ex-Clinical Consultant, Boyer House Foundation, Berkeley, Califórnia, Membro do Board of Directors da Drug Watch International, e Diretor Cultural do Farol da Democracia Representativa (www.faroldademocracia.org) . Possui trabalhos nas áreas de psicanálise e comentários políticos publicados no Brasil e exterior. E é ex-militante da organização comunista clandestina, Ação Popular (AP).
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Anubis a caminho da "Exposição"
Andy Rain / EFEDel Nilo al Támesis. Una réplica del dios egipcio Anubis de siete metros de altura, a su paso por el Tower Bridge de Londres, mientras es transportada a Trafalgar Square para la exposición Tutankamon y la Edad Dorada de los Faraones, que abrirá sus puertas el próximo 15 de noviembre.
Las 20 mejores fotos del día
"Invitation"
Fiquem atentos nos próximos dias! Não abram nenhuma mensagem com um arquivo chamado ' invitation', Independente de quem a enviou. É um vírus que 'abre' um tocha olímpica que 'queima' todo o Disco rígido do computador. Este vírus virá de uma pessoa conhecida que tem o seu nome em sua Lista de endereços, por isso você deve enviar esta mensagem a todos os seus contactos. É preferível receber 25 vezes esta mensagem, do que receber o vírus e abrí-lo. Se receber a mensagem chamada 'Invitation' não a abra e apague do seu computador imediatamente! É o pior vírus Anunciado pela CNN e classificado pela Microsoft Como o mais destrutivo que já existiu . Ele foi descoberto ontem à tarde pela McKafee e não existe Anti-vírus para ele. O vírus destrói o Setor Zero do Disco Rígido, onde as informações Vitais de seu funcionamento são guardadas.
"Magic"
El 'Boss', en exclusiva
Escucha todos los temas del último disco de Bruce Springsteen, en exclusiva
Escucha todos los temas del último disco de Bruce Springsteen, en exclusiva
Subscrever:
Mensagens (Atom)










