sábado, 26 de fevereiro de 2011

Arenys de Mar, idos de 60

Jordi Marsol LLorens
"Vista de la carretera N-II a su paso por Arenys de Mar, Barcelona. La imagen muestra el caos circulatorio qu existía en pleno bullicio veraniego de mediados de los años 60".

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Al mirall mogut

...Al mirall mogut.
Ouvi a expressão em língua catalã...numa das ruelas do Bairro Gótico...Nesse labirinto de línguas...o significado carecia de importância para mim...Perguntei, pois, a um amigo barcelonês o que queria dizer. « No espelho que se mexeu »...como era o caso, de uma expressão muito pouco corrente, segundo parece, embora ao mesmo tempo me parecesse demasiado longa, a grande distância do momento em que a ouvira pela primeira vez, e que agora essa expressão levava muito tempo a ribombar continuamente no meu interior.
Al mirall mogut, tiro e queda.
A primeira parte, al mirall, que eu julgava ser uma única palavra, significava impulso, salto para cima...
A última parte, mogut, significava a queda, queda repentina e instantânea...


Al mirall mogut, Bashkim Shehu, AUTODAFE 1, Cartografia Do Exílio, pp 101-102

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A espiral do tempo

"A gente se quiser até com os olhos vê."
Sr. André, Aldeia Velha

Na serra todos os relógios pararam, mas o mecanismo das horas não se deteve. A espiral do tempo arrastou-nos até ao fim do milénio.
Olhemos para trás antes de começar uma nova era.

O Passado
Do passado restam-nos apenas velhos objectos com as suas histórias cruzadas e algumas recordações numa gaveta qualquer. E no entanto, no recanto puro da memória, guardamos saudade a esses tempos que foram difíceis.
Alguém sabe que lembrança guardarão os nossos filhos destes dias desvairados que lhes damos a viver?
A nossa civilização chegou à sua última encruzilhada: agora, ou consumimos o que resta do planeta ou reciclamos quase todos os nossos hábitos e atitudes.
Olhemos de novo para trás, a colher os últimos ensinamentos, antes de nos aventurarmos para lá da curva da estrada.
O passado não é uma história de encantar. Houve miséria, por vezes fome; e aos filhos da Serra sempre coube, nas alturas da crise, o ingrato papel de espelho onde se reflectiam, ampliadas, as agruras e injustiças do Mundo
Mas a vida simples das gentes serranas encerra uma lição de harmonia, sóbria dignidade e utilização comedida dos recursos, que pode ser o ponto de partida para uma reflexão sobre as características mais perversas da nossa própria Sociedade de Consumo.
Reparemos, por exemplo, no modo como todos os utensílios eram remendados, reaproveitados ou reutilizados em novos contextos. Nada se desperdiçava ou deitava fora; não havia tanto lixo nem se acumulavam objectos supérfluos.

A Arte de Remendar
Cada utensílio era um bem raro, feito com suor do rosto ou comprado à custa de grandes sacrifícios; seria por isso normal que durasse uma vida.
Os sarrões, as gamelas e os funis remendados, a louça quebrada e depois reparada com gatos - estes objectos, depois de passarem de mão em mão, falam-nos agora de um tempo em que poupar era tão normal quanto, hoje em dia, gastar e consumir indiscriminadamente.

A Arte de Improvisar
Por vezes havia que improvisar, com grande dose de imaginação, os utensílios que faltavam ou as ferramentas a que a bolsa não chegava - um serrote, uma escumadeira, um fumigador, um funil, etc.
Assim se cumpria, com bastante mais eficiência do que nos dias de hoje, uma das principais leis do universo.

Objectos com Múltiplas Utilizações
A alenterna de ir regar o milho à noite era a mesma com que se aluminavam as casas; na panela de ferro em que se fazia comida do porco, coziam-se depois as farinheiras; o balde de transportar a vianda do animal também servia para tirar a água do poço; no banco onde se matava o bicho, se mandava sentar o padre pela Páscoa; a cesta onde se acartava esterco servia às vezes de berço a um filho recém-nascido; com a sertã de fritar as filhós faziam-se candeias de quatro torcidas, nos lagares; a gaveta da broa era usada como assento na cozinha; um garfo de ferreiro fazia também as vezes de palito e de arpão para as enguias; com uma bilha de carvoeiro se aquecia a cama no Inverno; numa mala de carpinteiro se guardavam os tarecos para emigrar; os gasómetros das minas também aluminavam as casas dos mineiros; no "cesto de romaria" se enviavam encomendas para Lisboa; a gamela da broa era a mesma da migadura para a sopa ou para as galinhas.

O Futuro
Terras de pão que só dão silvas; levadas atulhadas de cascalho; muros derrubados; portas que dão para casas vazias; telhados que caem para dentro; varandas que apodrecem, debruçadas sobre ruas desertas; pinheiros onde antes havia mato para gado; fogos; eucaliptos depois dos fogos; ribeiras secas; erosão - cresceu um enorme deserto nos escombros da nossa memória colectiva e paira sobre ele a recordação de tempos que foram difíceis.

Mas a Serra é um segredo bem guardado pelas suas gentes. O seu coração ainda bate em todos estes objectos e fotografias que balançam em frente aos nossos olhos. Há neles uma lógica que se esconde e revela, um jogo contraditório de sombras e de luzes; há, já não miséria, mas beleza e harmonia à espera do novo século que se aproxima.

Saberemos nós construir os alicerces desses dias futuros sobre as raízes sãs dos dias passados? As próximas gerações comerão o pão que nós amassarmos.

Dr.Paulo Ramalho, "Tempos Difíceis - Tradição e Mudança na Serra do Açor"

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Meandros (perto) de JC

Há alguns anos, no “Boletim Municipal” do Fundão, lia-se sobre Janeiro de Cima:
“Inserida na zona do Pinhal e banhada pelo rio Zêzere, é uma pequena e bonita povoação de difícil acesso, cujo principal encanto reside na permanência de um cariz primitivo de grande interesse e na paisagem que proporciona a quem dela se aproxima.

Rodeada de cabeços nus e de alguns penhascos, torna-se difícil distinguir as serras propriamente ditas de entre uma grande profusão de colinas, lombas, barrancos, cabeços e valeiros, numa estranha sucessão de curvas suaves e graciosas, onde o rio e a montanha se unem”.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Um olhar à nossa volta

..."Muitos de nós somos incultos por burrice própria, pois não sabemos aproveitar as ocasiões que se nos oferecem para adquirirmos mais conhecimentos. Uma boa parte , por exemplo, nunca entraram num museu .
- Isso é verdade, Tio Ambrósio! Mas olhe que as entradas nesses lugares custam sempre mais de quinhentos mil réis por pessoa. Para urna família de cinco ou seis elementos é pesado. A não ser que se troque a merenda por uma visita guiada...
- Tens razão, Carlos! Eu, por vezes, até me esqueço que muitas das nossas famílias vivem com orçamentos apertados...
- E, por isso, resta-nos o gosto da merenda e do convívio com os amigos. Barriga composta e alegria! Contentamo-nos com pouco, não acha?"
O Amigo do Povo

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

1 milhão na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política

E se conseguíssemos juntar 1 milhão de pessoas na Avenida da Liberdade, em Lisboa?
De forma espontânea e sem aproveitamento partidário, pois assim se veria a força do Povo...do povo anónimo, mas consciente e disposto a colocar as coisas no devido lugar.
Era a onda de descontentamento e que muito bem se poderia alargar as outras capitais, pois Portugal é bem mais que Lisboa...

Este e-mail vai circular hoje e será lido por centenas de milhares de pessoas. A guerra contra a chulisse, está a começar. Não subestimem o povo que começa a ter conhecimento do que nos têm andado a fazer, do porquê de chegar ao ponto de ter de cortar na comida dos filhos! Estamos de olhos bem abertos e dispostos a fazer -quase-tudo, para mudar o rumo deste abuso.

Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governam...] de Portugal falam em cortes de despesas - mas não dizem quais - e aumentos de impostos a pagar.

Nenhum governante fala em:

1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três Presidentes da República retirados;

2. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode;

3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego;

4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.

5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros?s e não são verificados como podem ser auditados?

6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc...;

7. Redução drástica das Juntas de Freguesia.. Acabar com o pagamento de 200 ? por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75, ? nas Juntas de Freguesia.

8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades;

9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;

10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...

11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado e entes públicos menores, mas maiores nos dispêndios públicos;

12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc;

13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes que vivem em tugúrios inabitáveis....

14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES, QUE NÃO NOS DÁ COISA PÚBLICA;

15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder...

16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar;

17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.

18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP;

19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.

20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.

21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.

22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS ).

23. Assim e desta forma Sr. Ministro das Finanças recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado ;

24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP, que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem"...;

25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;

26. Controlar a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise";

27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida;

28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.

29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.

30. Pôr os Bancos a pagar impostos.









domingo, 20 de fevereiro de 2011

Arquivo de JFK

Life of John F. Kennedy

John F. Kennedy in his Senate Office, 1959. Washington, D. C., Senate Office Building
John Fitzgerald Kennedy was born on May 29, 1917 at his family’s home in Brookline, Massachusetts. He was named in honor of Rose’s father, John Francis Fitzgerald, the Boston Mayor popularly known as Honey Fitz. Before long, family and friends called this small blue-eyed baby, Jack.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O Juiz de Fajão

O Juiz e os catorze fidalgos de Fajão.

Em Fajão havia o Juiz e os 14 Fidalgos.
Um dia vinha um homem com um molho de mato às costas, e um viandante perguntou-lhe: «O senhor sabe-me dizer quantos são os Fidalgos de Fajão ?»
E o homem respondeu:
«Saberá Vossa Senhoria que comigo somos catorze.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

«Se queres ser perfeito, disse-lhe Jesus, vai vende tudo o que possuíres, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois vem e segue-Me»

Santo Antão nasceu cerca do ano 250 em Como, cidade próxima de Heraclea, no Alto Egipto. Seus pais morreram quando Ele tinha vinte anos, ficando a seu cuidado uma irmã mais nova.
Santo Antão ficou fortemente impressionado com a seguinte passagem do Evangelho (S. Mateus 19-21): «Se queres ser perfeito, disse-lhe Jesus, vai vende tudo o que possuíres, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois vem e segue-Me». Reflectindo que foi aquilo o que os Apóstolos fizeram e sentiu que o convite também Lhe era dirigido, seguiu rigorosamente o apelo do Divino Mestre.
Esta resolução ficou registada na descrição da Sua vida. E foi esta passagem que Santo Agostinho leu cerca de cem anos depois e que contribuiu decisivamente para a Sua conversão, como Ele próprio afirma nas «Confissões» (Livro VIII), escritas no final do ano 397. Aliás toda a vida de Santo Antão foi um exemplo de Fé para o Bispo de Hipona.
Santo Antão retirou-se para o deserto, na região de Heraclea, escolhendo para viver umas antigas ruínas no cimo de um monte. Ali passou vinte anos isolado do mundo, contemplando a natureza, orando e meditando sobre a grandeza de Deus. Ainda que desejasse permanecer oculto, não pôde impedir que os Seus antigos amigos O viessem visitar. Encontraram-No na mesma apesar dos rigores da sua vida austera. Ao falar-lhes de Si, teve oportunidade de lhes transmitir as verdades da Religião cristã, de lhes chamar a atenção para a omnipotência de Deus — criador e ordenador admirável da harmonia do universo, etc. Alguns, entusiasmados e atraídos pela Sua sabedoria quiseram ser Seus discípulos e ter uma vida de recolhimento semelhante à Sua. Assim se formou uma comunidade de cenobitas. E passados dez anos as comunidades eram já várias. Santo Antão ia sempre instruindo os seus discípulos ora em comum ora em particular, em ordem à perfeição. Já de provecta idade consta que escreveu ao imperador Constantino para o prevenir dos perigos do arianismo e escreveu outra carta de protesto a Gregório, Bispo Ariano, que se havia tiranicamente apoderado da Igreja de Alexandria, depois da expulsão do legítimo Pastor.
Sabe-se que Santo Antão morreu, quando já era imperador Constâncio, num dia 17 de Janeiro os Seus discípulos cumpriram as ordens que lhes havia deixado: dar a Santo Atanásio uma das Suas túnicas e o manto e a outra túnica entregá-la a S. Serapião, Bispo de Thumis e ainda sepultar o Seu corpo ocultamente e não declarar a ninguém o lugar da sepultura. Mas a memória deste Santo ficou célebre na Igreja do Oriente. Passados duzentos anos as Suas preciosas relíquias foram transportadas solenemente para Alexandria e depois para Constantinopla, quando os Sarracenos se apoderaram do Egipto, e mais tarde vieram para França.
No ano 1089 uma terrível enfermidade, chamada fogo sagrado, fez perecer muita gente. Descobriu-se que o melhor remédio era invocar Santo Antão pelo que as Suas relíquias tornaram-se pólo de grande devoção, que foi até ao ponto de se formar uma nova Ordem de Clérigos Regulares — Cónegos de Santo Antão, que a partir de 1297 seguiam a Regra de Santo Agostinho. Dedicavam-se a curar doentes, inclusivamente leprosos. Usavam hábito preto, com uma cruz branca em forma de tau (simbolizava a maleta dos doentes).
A congregação já existia em Portugal no reinado de D. Sancho II. Os religiosos cuidavam de enfermos, especialmente os atacados pelo «fogo de Santo Antão». Chegou a haver cinco Mosteiros: Benespera (Guarda), junto à Ribeira de Teixeira, que era o mais antigo e cabeça de todos os outros; o segundo foi o de Santo Antão-o-Velho, em Lisboa, fundado cerca de 1400; Santo Antão da Aveleira, em Azêvo (Pinhel); em Marvila (Santarém); em S. Domingos de Besteiros (Diocese de Viseu). Os Cónegos de Santo Antão foram incorporados na Ordem de Malta e extintos em 1803.
A devoção ao Santo Abade ficou, todavia, radicada por terras Lusitanas. É orago de algumas Capelas antigas e há Paróquias que O têm como Padroeiro: Benespera (Guarda); Safundão (Pinhel); etc.
Iconograficamente representa-se como eremita com um bordão, uma cabaça, um livro e ainda com um animal a seu lado (boi ou suíno). Por vezes também é representado com hábito de frade tendo um livro e bengala abacial.
Parece estar historicamente confirmado que a Ilha de Santo Antão, em Cabo Verde, foi assim baptizada por ter sido descoberta num dia 17 de Janeiro.

in "BIOGRAFIAS DE SANTOS", A. Rocha Fontes, Edição do Autor, Torrozelo -1993
O local da festa de Santo Antão no lugar de Colcurinho.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Nuevas rutas de Lonely Planet

Dos mujeres paseando por Marrakech. | Imágenes cortesía de GeoPlaneta

Cultura Guías de viaje

Nicolás de Crécy y Jacques Ferrandez realizan un recorrido por los rincones secretos de dos de las ciudades más visitadas.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Gronelândia

Misteriosa, remota y fuerte. La de Groenlandia es la historia de una isla -la segunda mayor del mundo- apenas conocida hasta el siglo X, cuando llegaron a sus costas los vikingos.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

12 poetas

De izquierda a derecha y de arriba a abajo: A. Pérez Cañamares, A. Colinas, Caballero Bonald, Clara Janés, García Montero, García Valdés, G. Carnero, J. Margarit, J.L. Rey, L. Miguel, P. Fidalgo y V. Gallego

Poesía: Última hora

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Pakistan: daily life

They are generally from Islamabad, Pakistan, or from a slum on the outskirts of the city. There wasn't much information or details supplied for captions. In this case, the adage "A picture is worth a thousand words" might just be the most apropos phrase. -- Paula Nelson (30 photos total)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Afghanistan, January 2011

President Obama recently spoke about the War in Afghanistan in his State of the Union address: “Thanks to our heroic troops and civilians, fewer Afghans are under the control of the insurgency. There will be tough fighting ahead, and the Afghan government will need to deliver better governance. But we are strengthening the capacity of the Afghan people and building an enduring partnership with them. This year, we will work with nearly 50 countries to begin a transition to an Afghan lead. And this July, we will begin to bring our troops home.” With this post, we continue the monthly look at the men and women who live and fight in the country and at the Afghan people themselves as they struggle for peace in their land. At the end of the regular post I've included 14 additional images by Associated Press photographer Kevin Frayer. The images are black and white aerials - a unique view - of Helmand Province, southern Afghanistan. -- Paula Nelson (48 photos total)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A "queda" de um mito

Simone Moro tumba un mito del himalayismo

Simone Moro tumba un mito del himalayismo

ÓSCAR GOGORZA

El italiano conquista el G II, sin cuerda fija y a 46 bajo cero, y es el primer alpinista en subir en invierno un ochomil del Karakorum

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Santo Antão - Padroeiro de Colcurinho

Santo Antão nasceu cerca do ano 250 em Como, cidade próxima de Heraclea, no Alto Egipto. Seus pais morreram quando Ele tinha vinte anos, ficando a seu cuidado uma irmã mais nova.
Santo Antão ficou fortemente impressionado com a seguinte passagem do Evangelho (S. Mateus 19-21): «Se queres ser perfeito, disse-lhe Jesus, vai vende tudo o que possuíres, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro nos céus; depois vem e segue-Me». Reflectindo que foi aquilo o que os Apóstolos fizeram e sentiu que o convite também Lhe era dirigido, seguiu rigorosamente o apelo do Divino Mestre.
Esta resolução ficou registada na descrição da Sua vida. E foi esta passagem que Santo Agostinho leu cerca de cem anos depois e que contribuiu decisivamente para a Sua conversão, como Ele próprio afirma nas «Confissões» (Livro VIII), escritas no final do ano 397. Aliás toda a vida de Santo Antão foi um exemplo de Fé para o Bispo de Hipona.
Santo Antão retirou-se para o deserto, na região de Heraclea, escolhendo para viver umas antigas ruínas no cimo de um monte. Ali passou vinte anos isolado do mundo, contemplando a natureza, orando e meditando sobre a grandeza de Deus. Ainda que desejasse permanecer oculto, não pôde impedir que os Seus antigos amigos O viessem visitar. Encontraram-No na mesma apesar dos rigores da sua vida austera. Ao falar-lhes de Si, teve oportunidade de lhes transmitir as verdades da Religião cristã, de lhes chamar a atenção para a omnipotência de Deus — criador e ordenador admirável da harmonia do universo, etc. Alguns, entusiasmados e atraídos pela Sua sabedoria quiseram ser Seus discípulos e ter uma vida de recolhimento semelhante à Sua. Assim se formou uma comunidade de cenobitas. E passados dez anos as comunidades eram já várias. Santo Antão ia sempre instruindo os seus discípulos ora em comum ora em particular, em ordem à perfeição. Já de provecta idade consta que escreveu ao imperador Constantino para o prevenir dos perigos do arianismo e escreveu outra carta de protesto a Gregório, Bispo Ariano, que se havia tiranicamente apoderado da Igreja de Alexandria, depois da expulsão do legítimo Pastor.
Sabe-se que Santo Antão morreu, quando já era imperador Constâncio, num dia 17 de Janeiro os Seus discípulos cumpriram as ordens que lhes havia deixado: dar a Santo Atanásio uma das Suas túnicas e o manto e a outra túnica entregá-la a S. Serapião, Bispo de Thumis e ainda sepultar o Seu corpo ocultamente e não declarar a ninguém o lugar da sepultura. Mas a memória deste Santo ficou célebre na Igreja do Oriente. Passados duzentos anos as Suas preciosas relíquias foram transportadas solenemente para Alexandria e depois para Constantinopla, quando os Sarracenos se apoderaram do Egipto, e mais tarde vieram para França.
No ano 1089 uma terrível enfermidade, chamada fogo sagrado, fez perecer muita gente. Descobriu-se que o melhor remédio era invocar Santo Antão pelo que as Suas relíquias tornaram-se pólo de grande devoção, que foi até ao ponto de se formar uma nova Ordem de Clérigos Regulares — Cónegos de Santo Antão, que a partir de 1297 seguiam a Regra de Santo Agostinho. Dedicavam-se a curar doentes, inclusivamente leprosos. Usavam hábito preto, com uma cruz branca em forma de tau (simbolizava a maleta dos doentes).
A congregação já existia em Portugal no reinado de D. Sancho II. Os religiosos cuidavam de enfermos, especialmente os atacados pelo «fogo de Santo Antão». Chegou a haver cinco Mosteiros: Benespera (Guarda), junto à Ribeira de Teixeira, que era o mais antigo e cabeça de todos os outros; o segundo foi o de Santo Antão-o-Velho, em Lisboa, fundado cerca de 1400; Santo Antão da Aveleira, em Azêvo (Pinhel); em Marvila (Santarém); em S. Domingos de Besteiros (Diocese de Viseu). Os Cónegos de Santo Antão foram incorporados na Ordem de Malta e extintos em 1803.
A devoção ao Santo Abade ficou, todavia, radicada por terras Lusitanas. É orago de algumas Capelas antigas e há Paróquias que O têm como Padroeiro: Benespera (Guarda); Safundão (Pinhel); etc.
Iconograficamente representa-se como eremita com um bordão, uma cabaça, um livro e ainda com um animal a seu lado (boi ou suíno). Por vezes também é representado com hábito de frade tendo um livro e bengala abacial.
Parece estar historicamente confirmado que a Ilha de Santo Antão, em Cabo Verde, foi assim baptizada por ter sido descoberta num dia 17 de Janeiro.


in "BIOGRAFIAS DE SANTOS", A. Rocha Fontes, Edição do Autor, Torrozelo -1993

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

«Estão ali a chamá-lo para ir assistir a um parto, na Serra».

A D. Isabel, minha hospedeira, deu dois murros na porta do meu quarto, e gritou para dentro:
«Estão ali a chamá-lo para ir assistir a um parto, na Serra».
Levanto-me estremunhado, visto-me à pressa, e espreito por uma fresta da janela.
Amanhecia.
E dum céu cinzento e calmo, peneirava-se uma chuva miudinha, de molha parvos.
Abro a porta da rua.
Um recoveiro com um macho albardado seguro pela arreata, elucida-me:
— «É para ir tirar uma criança à Ti Maria Farrapeira, lá na Serra...».
Há quanto tempo está em trabalho de parto? Inquiri.
«Trabalho... Trabalho... Há quinze dias que não faz nada. Desde que lhe deram as dores».
Quer você dizer que está há quinze dias com as dores de parir?
«Pois claro! Aquilo berra p'ra lá que é de partir o coração dum seixo».
Eu é que fiquei com o ânimo partido ao receber tal notícia, seca e ríspida como a cara do carvoeiro.
Pode lá ser! Quinze dias em trabalho de parto!
Meto uma bucha à pressa; engulo-a sem vontade; preparo a mala dos ferros; e saio porta fora, mal humorado, rumo à minha primeira grande aventura de médico de aldeia.
O arreeiro, lesto, encostou a ilharga da besta ao primeiro montadoiro que apareceu, e eu escarranchei-me sobre o albardão, deitei uma manta pelas costas para me abrigar da chuva, e ala.
Quanto tempo gastamos para lá chegar? Pergunto ao meu companheiro de infortúnio.
«Três horas bem puxadas», retorquiu o almocreve. «Mas não se acobarde, que o animal é rijo, e eu vou para o que der e vier».
Nesse tempo eu era moço e ágil.
Nada me custava sacudir os rins sobre o dorso duma alimária, num percurso de três léguas, ao frio e à chuva.
Temia, sim, o caso bicudo que teria de resolver, ou não...
Quinze dias em trabalho de parto! Repetia intimamente.
E pelo meu espírito de médico novato, repleto de teoria mas vazio de prática, iam perpassando como num écran de cinema, todos os casos possíveis e imaginários, que os tratados de obstetrícia me haviam revelado. Que será de mim, nesse ermo serrano, sem recursos de espécie alguma, sem ajuda de colegas que possam valer-me?!
Por momentos, assaltava-me o desejo de voltar para trás, de declinar o cargo; de procurar outra profissão...
Mas uma voz interior segredava-me: «avança, aceita a luta, cumpre a tua obrigação».
O chuvisco continuava; e na sua teimosia, encharcara o cobertor que me abrigava, e começava a penetrar no fato.
As mãos entorpeciam-se-me com o frio, e tinha de as meter nos bolsos de quando em quando, largando as rédeas. Entretanto, o macho, velho conhecedor d'estes caminhos ásperos, ia cumprindo com zelo a sua tarefa, desviando-se cautelosamente dos precipícios, e evitando os espinhaços de xisto mais agudos.
O caminho, agora, era a meia encosta. Lá no fundo do vale, a ribeira, crescida, de águas barrentas, rugia entre os fraguedos.
A Serra, no seu silêncio misterioso, envolvia-nos por todos os lados.
A frente, o meu companheiro, sempre loquaz, ia encurtando a lonjura, com uma graçola picaresca ou uma história de lobos.
E eu, absorto no meu presságio de desgraça cada vez me sentia mais temeroso da tragédia que me esperava.
Mais um valeiro, mais outro, mais um monte a galgar, e por fim, o grito jubiloso do recoveiro:
— «Senhor doutor, é já além!».
Ergo os olhos, e descortino ao longe, numa prega da Serra, a aldeiazita parda, de casas iguais, muito aconchegadas umas às outras, como que a protegerem-se mutuamente das inclemências da Natureza.
Dos telhados baixos e cobertos de lousa, emergiam espirais de rumo, primeiro sinal de vida que eu descobria n'este cenário tétrico de montes e abismos.
Mais meia hora com os ossos aos baldões no dorso da cavalgadura, e eis-nos chegados.
Apeei-me mesmo à porta da parturiente, moído e encharcado.
Entro, e deparo com uma cena digna dos pincéis de Rembrandt.
No meio da quadra única do alapado casebre, jazia no chão, coberta com uma manta, a Maria Farrapeira, como morta.
A roda, um friso de mulheres, embiocadas em xailes pretos, em jeito de velar um defunto.
A um canto, a lareira a arder.
No extremo oposto, um catre, armado sobre dois bancos de pinho.
Um postigo estreito, sem vidraça, iluminava a custo aquele ambiente funério.
Afasto o séquito e dobro-me sobre os joelhos para observar a paciente.
Uns gemidos débeis e uma respiração superficial eram os únicos sinais visíveis duma vida prestes a extinguir-se.
Poiso as mãos sobre o ventre.
O útero, cansado de lutar, já não se contrai; deixa palpar os contornos do feto.
Acima da bacia, um globo enorme, denuncia uma cabeça monstruosa.
Ausculto o feto, e, como era de esperar, nem sinais de vida.
Tinha feito o diagnóstico: Um hidrocéfalo morto e a mãe moribunda.
Era preciso fazer alguma coisa. Preparo os ferros e ponho-os a ferver.
Uma velha do grupo, bate-me no ombro, chama-me de parte, e segreda-me ao ouvido:
— «Não vale a pena. Ela está a cumprir alguma hora que lhe falta...».
Não me convence.
Vêm-me à lembrança os versos de Fernando Pessoa:
«Tudo vale a pena se a alma não é pequena».
Eu tinha bem presente a técnica da craniotomia e levava comigo o material necessário.
Mando atravessar a parturiente na cama, e recruto para ajudantes três mulheres que me parecem mais limpas.
Você, carrega para baixo com as duas mãos n'esta saliência do ventre; você, segura esta perna; você esta.
Entendido?!
Tudo ensaiado e a postos, dei início à intervenção.
Com a mão esquerda em coifa, protegendo a ponta do perfurador, levo este até à cabeça do feto.
Com a mão direita empunhando o cabo, carrego e abro a brecha. Repentinamente, uma onda de líquido irrompe do corpo da Farrapeira, jorra para o sobrado, e inunda a casa.
Nisto, a ajudante que estava sobre a cama, salta para o sobrado, aperta as mãos na cabeça, e sai porta fora a gritar:
«Matou-a! Matou-a!».
As outras, imitam-lhe o gesto e seguem-lhe os passos! Olho para trás, e verifico que fiquei só.
Só! Eu e Deus... e a parturiente. Esta, meio aliviada, faz uma inspiração funda, e exclama:
— «Santas mãos!».
Já confiante na vitória, prossigo: Fixo uma pinça no coiro cabeludo do feto, e trago para fora o monstro, de corpo franzino e cabeça descomunal, agora achatada como um odre vazio.
Segue-se uma dequitadura fácil, e pronto: Estava ganha a batalha!
A Farrapeira, aliviada e feliz, soergue a cabeça em direcção à porta da rua, e grita:
— «Maria, anda cá». E repete: «Santas mãos! Santas mãos!».
A Maria não acredita que a irmã esteja viva... Espreita... Entra, pé ante pé... Quer ver para crer, como São Tomé!
Ao grito admirativo de Maria, outras acorrem, e me cercam, aplaudem, e louvam.
Saio do casebre quase em triunfo.
Cá fora, o meu amigo almocreve, abraça-me com lágrimas nos olhos, e clama:
— «Quem vive na Serra, vive na guerra...».
Sim!
Guerra tremenda em que eu acabava de assentar praça como soldado raso.
Guerra contra a ignorância, a miséria e a morte.
Guerra em que eu iria encontrar, pela vida fora, triunfos sem glória e derrotas sem refrigério.


"SERRA! Caminhos de um médico" - Vasco de Campos - Editora Moura Pinto

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

a soalheira povoação de Chão Sobral

A Norte do Monte do Colcurinho, a uma altitude de 750 metros, encontramos, contemplando o poente, a soalheira povoação de Chão Sobral, cujo santo padroeiro é o Diácono S. Lourenço.
Chão Sobral é uma aldeia cujo povoamento sucedeu o abandono progressivo da pequena aldeia do Colcurinho. Esta dista de Chão Sobral cerca de uns 500 metros, encontrando-se num local mais escondido e um pouco sombrio, junto do monte do Colcurinho.
Chão Sobral pertenceu à freguesia de Aldeia das Dez, desde a sua criação até 1594, tendo passado a partir desta data, a pertencer à freguesia de Santa Maria de Avô, até que, em 1602 ou 1603 Aldeia das Dez, adquiriu de novo autonomia, situação que se tem mantido até hoje.
Até 1953, ano em que foi concluída o caminho municipal 1319 que liga a Vale de Maceira, Aldeia das Dez e Ponte das Três Entradas, era uma povoação que vivia quase isolada, situação que, felizmente, hoje não se verifica.
"Notas Históricas, Artísticas e Culturais"

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

domingo, 23 de janeiro de 2011

Ultratumba

Clint Eastwood vuelve hoy a las salas españolas con Más allá de la vida, una película coral donde vivos y muertos entran en contacto. El filme mantiene una estrecha relación con las presencias espectrales sobre las que el autor de Gran Torino ha construido su ya legendaria filmografía.



sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O milagre da Dona Adelaide

Na minha opinião e visto os factos, quem deveria governar o nosso país era a mãe e não o filho. Num instante a economia do nosso país melhorava! A senhora sabe fazer dinheiro!

A Mamã do Primeiro-Ministro - MILAGRE ?

A mamã Adelaide e a misteriosa pensão superior a 3000 euros

Divorciada nos anos 60 de Fernando Pinto de Sousa, "viveu
modestamente em Cascais como empregada doméstica, tricotando botinhas
e cachecóis...".(24 H)

Admitamos que, na sequência do divórcio ficou com o chalet (r/c e 1º andar) .

Admitamos ainda, que em 1998, altura em que comprou o apartamento na
Rua Braamcamp, o fez com o produto da venda da vivenda referida,
feita nesse mesmo ano.

Neste mesmo ano, declarou às Finanças um rendimento anual inferior a
250 €.(CM), o que pressupõe não ter qualquer pensão de valor
superior, nem da Segurança Social nem da CGA.

Entretanto morre o pai (Júlio Araújo Monteiro) que lhe deixa "uma
pequena fortuna, de cujos rendimentos em parte vive hoje" (24H).

Por que neste momento, aufere do Instituto Financeiro da Segurança
Social (organismo público que faz a gestão do orçamento da Segurança
Social) uma pensão superior a 3.000 € (CM), seria lícito deduzir -
caso não tivesse tido outro emprego a partir dos 65 anos - que ,
considerando a idade normal para a pensão de 65 anos, a mesma lhe
teria sido concedida em 1996 (1931+ 65). Só que, por que em 1998 a
dita pensão não consta dos seus rendimentos, forçoso será considerar
que a partir desse mesmo ano, 1998 desempenhou um lugar que lhe
acabou por garantir uma pensão de (vamos por baixo): 3.000 €.

Abstraindo a aplicação da esdrúxula forma de cálculo actual, a pensão
teria sido calculada sobre os 10 melhores anos de 15 anos de
contribuições, com um valor de 2% /ano e uma taxa global de pensão de
80%.

Por que a "pequena fortuna" não conta para a pensão; por que o
I.F.S.S. não funciona como entidade bancária que, paga dividendos
face a investimentos ali feitos (depósitos); por que em 1998 o seu
rendimento foi de 250 €; para poder usufruir em 2008 uma pensão de
3.000 €, será por que (ainda que considerando que já descontava para a
Segurança Social como empregada doméstica e perfez os 15 anos para
poder ter direito a pensão), durante o período (pós 1998), nos ditos
melhores 10 anos, a remuneração mensal foi tal, que deu uma média de
3.750 €/mês para efeitos do cálculo da pensão final. (3.750 x 80% =
3.000).

Ora, como uma pensão de 3.000 €, não se identifica com os
"rendimentos" provenientes da pequena fortuna do pai, a senhora tem
uma pensão acrescida de outros rendimentos.

Como em nenhum dos jornais se fala em habilitações que a senhora
tenha adquirido, que lhe permitisse ultrapassar o tal serviço
doméstico remunerado, parece poder depreender-se que as habilitações
que tinha nos anos 60 eram as mesmas que tinha quando ocupou o tal
lugar que lhe rendeu os ditos 3.750 €/mês.

Pode-se saber qual foram as funções desempenhadas que lhe permitiram
poder receber tal pensão?

E há mais...

A Dona Adelaide comprou um apartamento na Rua Braamcamp, em Lisboa, a
uma sociedade off-shore com sede nas Ilhas Virgens Britânicas, apurou
o Correio da Manhã. Em Novembro de 1998, nove meses depois de José
Sócrates se ter mudado para o terceiro andar do prédio Heron
Castilho, a mãe do primeiro-ministro adquiria o quarto piso, letra
E, com um valor tributável de 44 923 000 escudos - cerca de 224 mil
euros -, sem recurso a qualquer empréstimo bancário e auferindo um
rendimento anual declarado nas Finanças que foi inferior a 250 euros
(50 contos).
Ora vejam lá como a senhora deve ter sido poupadinha durante toda a vida.
Com um rendimento anual de 50 contos, que nem dá para comprar um
mínimo de alimentação mensal, ainda conseguiu juntar 224.000 euros
para comprar um apartamento de luxo, não em Oeiras ou Almada, na
Picheleira ou no Bairro Santos, mas no fabuloso edifício Heron, no
nº40, da rua Braamcamp, a escassos metros do Marquês de Pombal e numa
das mais nobres e caras zonas de Lisboa.
Notável exemplo de vida espartana que permitiu juntar uns dinheiritos
largos para comprar casa no inverno da velhice.
Vocês lembram-se daquela ideia genial do Teixeira dos Santos, que
queria que pagássemos imposto se dessemos 500 euros aos filhos ?
Quem terá ajudado, com algum cacau, para que uma cidadã, que declarou
às Finanças um RENDIMENTO ANUAL de 50 contos, pudesse pagar A PRONTO,
a uma sociedade OFFSHORE, os tais 224.000 euros ?


ESTE E-MAIL É PARA CIRCULAR...A VERDADE DEVIA SER APURADA !SÓ ESTA GENTE NÃO É FISCALIZADA....


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

JFK, presidente


JFK, 50 Aniversario

John F. Kennedy se convirtió hace 50 años en el primer presidente católico de los Estados Unidos, el segundo más joven y en un símbolo político e ideológico que todavía retumba por las calles de la nación.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O outro lado da escrita

En uno de los ensayos incluido en El espíritu de Praga (Acantilado, traducción de Fernando de Castro y Dolores Udina), Ivan Klíma se ocupa de Franz Kafka. Cuenta que tenía treinta y un años cuando estalló en 1914 la Gran Guerra y recoge la anotación que hizo en aquel momento en su diario: "Alemania ha declarado la guerra a Rusia.

Elogio de la intimidad

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A história do anarcosindicalismo

Una exposición ilustra desde hoy y hasta el 15 de febrero, en el Museo de Historia de Catalunya, la historia del anarcosindicalismo, cuando se cumplen cien años del nacimiento de la Confederación Sindical del Trabajo, la CNT.

La vigencia del anarcosindicalismo


segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

GR

En España la red es mantenida por la Federación Española de Deportes de Montaña y Escalada, y está señalizada con códigos GR y marcas blancas y rojas. La web de la Federación cuenta con un buscador de senderos que ofrece información completa de los más de 250 que se reparten por el territorio nacional.

Grandes recorridos: España y Europa paso a paso


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Claro que sim!

Viajar solo/a es una experiencia incomparable que no debería de estar vedada a ningún sexo.
¿Puede una mujer viajar sola?

EL BLOG DE PACO NADAL

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

12 propostas para uma nova esquerda

“La izquierda tiene un problema de credibilidad, en parte porque en la década de 1990 se impuso la visión de Tony Blair de dar prioridad a las oportunidades individuales por encima de las solidaridades colectivas”...

Doce propuestas para reconstruir la izquierda


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O inferno na terra

Sierra Leona es uno de los países más pobres del planeta. Pero esta cárcel de Freetown la habitan los miserables de los miserables. Entre los reclusos se mezclan menores que comparten injusticias, miedo, sarna, falta de agua y comida. Viven el aquí y ahora porque han olvidado su pasado y no son capaces de ver un futuro.

El infierno en la tierra

domingo, 9 de janeiro de 2011

sábado, 8 de janeiro de 2011

"A pele que habito"

Pedro Almodóvar estrenará en España el próximo mes de septiembre La piel que habito, un trabajo cinematográfico que describe como un "intenso drama" y en el que se reencuentra con Antonio Banderas más de dos décadas después de Átame.


Lo nuevo de Almodóvar ya tiene fecha


sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Os dias da rádio

Ted Williams, de 53 años, ex presentador de radio arruinado por el alcohol y las drogas, recibe más de cinco millones de visitas en YouTube y múltiples ofertas de trabajo


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La voz de un ex locutor arruinado por las drogas arrasa en Youtube

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Mekong vs "desenvolvimento industrial"

Khiev Bo mira preocupado al río. Lleva 40 años viviendo en Sambor, una pequeña localidad del norte de Camboya situada a orillas del Mekong, y nunca había visto el río, el más largo del sureste asiático, en un nivel tan bajo.

El Mekong pierde la batalla ante el desarrollo industrial


sábado, 1 de janeiro de 2011