sexta-feira, 12 de junho de 2009

À conquista do Picoto (Serrinha)

Manhã cedo a caminho do Picoto. Depois da audácia de Zeus, aqui vamos nós pela montanha sublime e grandiosa. Parece fácil. A presença do absoluto e o grande silêncio na sua forma mais pura - tal & qual o filme de Philip Groning.
Cabeço do Souto.
"Caminho" de pedra.
A Selada da Mata
Nevoeiro. Da Vinha do Tavinho.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

À conquista do Picoto


Manhã cedo a caminho do Picoto. Depois da audácia de Zeus, aqui vamos nós pela montanha sublime e grandiosa. Parece fácil. A presença do absoluto e o grande silêncio na sua forma mais pura - tal & qual o filme de Philip Groning.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Praça Simões Dias

"Ontem, como hoje, é na "Praça" que a vida social de Arganil pulsa mais intensamente.

No segundo quartel do século XX, todos os dias, a horas certas, se encontravam em frente do velho Tribunal, a fim de trocarem ideias ao mesmo tempo que davam o seu passeio, atravessando a Praça paralelamente à fachada daquele edifício, nos dois sentidos, alguns pequenos grupos de amigos, que constituiam outras tantas tertúlias. Estou a lembrar-me de um desses grupos que ficou célebre pela fidelidade com que cumpria o ritual, grupo formado pelos professor Lopes da Costa, reitor Manuel Alves Ribeiro e Abel Perdigão, a que por vezes se juntavam outros, como o dr. Baltazar de Carvalho Alberto, veterinário municipal, e, em tempo de férias escolares, José da Fonseca Travassos (que era director do Colégio de S. Pedro, de Coimbra) e, mais tarde, o professor Castro Nunes, que viria a afirmar-se como arqueólogo, justamente em Arganil, com as investigações que empreendeu na Lomba do Canho, como é sabido. Gente culta, muito ligada à Igreja, com concepções de vida de sinal conservador. Por sua vez, à noite, depois do jantar, era frequente verem-se dois cidadãos, um comerciante outro industrial, entretidos com serenas considerações decerto à cerca do mundo dos negócios: Albano Pires e Mariano Lopes Morgado. Ainda à noite, mais tarde, era a vez do dr. Fernando Vale e do seu amigo padre Adelino (Dias Nogueira) darem finalmente largas ao gosto de comentarem os acontecimentos da política, persumia-se.
Aqui havia o célebre "banco da pimenteira" - árvore (a que Pascoaes chamou chorão) - à sombra da qual se prestava culto à má língua. Por outro lado, aqui existia - e existe - a "Farmácia Galvão", nos n.ºs 6 e 7, onde se celebrava a "Tertúlia da Farmácia" - a mais importante e mais famosa tertúlia que Arganil conheceu, formada por um grupo de pessoas ilustradas da vila que tinham gosto em se encontrar todos as tardes para, de forma civilizada, trocar impressões sobre os problemas da vida - grupo de que só devem restar vivos o dr. Fernando Vale e o embaixador Albano Nogueira.

Esta tertúlia ainda nos anos trinta existia.

Na Praça, por essa altura, havia, de tempos a tempos, comédias, modesto espectáculo de rua realizado por pequenos grupos de comediantes que andavam de terra em terra, à procura duns magros tostões atirados das janelas para um chapéu que se estendia. Aqui aconteciam também, na época própria, manifestações carnavalescas, aliás de gosto em geral duvidoso. E porque Arganil é comarca judicial há mais de duzentos anos, e ao princípio, uma vasta comarca, importantes pleitos aqui foram julgados, em relação a alguns dos quais as leituras das sentenças deram origem a manifestações de júbilo que começavam logo aqui. Foi o que por exemplo aconteceu após o julgamento de João Brandão (acusado de haver morto o célebre "Ferreiro da Várzea", na Benfeita) assim que os seus partidários souberam que o famoso guerrilheiro ia sair em liberdade.
Vem a propósito recordar duas personalidades que passaram por Arganil com alguma demora e decerto conheceram bem este sítio. Refiro-me a Manuel Fernandes Tomás, que aqui foi Juíz-de-Fora nos começos de oitocentos (e, mais tarde, iria ser figura cimeira da política nacional, como é sabido) e a José Maria Bravo Serra, mais perto de nós, que aqui foi Juíz de Direito e viria a afirmar-se elemento prestigiado da magistratura portuguesa. Foi este último quem, surpreendido com o nível cultural que veio encontrar na sociedade mais ilustrada da Arganil dessa época (segundo quartel do século XX). havia de dizer, mais tarde, que, quando aqui chegara, tivera a impressão de se encontrar numa academia.

A Praça Simões Dias chamava-se anteriormente Praça do Comércio, pois aqui se concentravam os principais estabelecimentos comerciais da terra. Nos já referidos anos novecentos e trinta, por exemplo, aqui tinham porta aberta, com efeito: o farmaceutico Francisco Torres Dias Galvão, proprietário da "Farmácia Galvão", já referida; José Baptista de Carvalho, uma das primeiras lojas relativamente importantes que surgiram em Arganil; Jorge Miguel Moreira, com oficina de sapateiro; Francisco Castanheira de Carvalho, com a "Gráfica Moderna", que era também papelaria e livraria; José Maria da Cruz Almeida, com a "Loja do Zé Maria", dedicada ao comércio de panos, outros artigos, um laboratório fotográfico anexo, e, no verão, cervejaria em esplanada; (mais tarde) Susana Cruz, a "Susana", com estabelecimento de vinhos e petiscos; Guilherme Ferreira Rodrigues, que já recordámos, como cidadão e enfermeiro, com a "barbearia do Guilherme", ao fundo da Praça; (do outro lado do Tribunal) a Angelina de Carvalho, com a "loja da Angelina", dos sequilhos e do bolo-doce; o "Chiado", ou seja uma das "vinte e quatro filiais" dos conhecidos Grandes Armazéns do Chiado, de Lisboa, circunstância que se deve ao facto dos proprietários (família Nunes dos Santos) serem naturais do Barril (onde também havia um "Chiado"); o António "da Póvoa", com loja de panos; e , finalmente, António Fernandes Júnior, com a "loja do Mont'Alto, onde se vendia quase um pouco de tudo, nesse tempo talvez o mais importante estabelecimento comercial de Arganil (hoje continuado pelos Armazéns Mont'Alto).No espaço fronteiro aos "Correios" apresenta-se-nos hoje o Largo Conselheiro José Dias Ferreira, outro ilustre arganilense de Aldeia Nova (Pombeiro), o qual, começando por ser estudante em Arganil (como já aludimos), iria ser figura relevante da política nacional, tendo chegado inclusive a Presidente de Ministério".

Roteiro Cultural do Centro Histórico de Arganil

E agora Zé?

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Manuela pode ser primeira

Derrota humilhante para o PS de José Sócrates, derrota estrondosa para as sondagens e cartão vermelho à maioria dos analistas políticos: Manuela Ferreira Leite, a solitária, antipática e old-fashioned líder do PSD, a mulher das gaffes e da falta de jeito para comícios, ainda pode bem ser, daqui a três meses, a nova primeira-ministra de Portugal.

A vitória da direita

"Pelas contas dos resultados finais, a repetirem-se estes números nas eleições para o parlamento português, o PS não só perderia a maioria absoluta como a maioria simples. O PSD de Manuela Ferreira Leite seria chamado a formar governo e estaria perto de obter maioria absoluta se avançasse para uma aliança pós-eleitoral com o CDS".

Com a pulverização dos votos à esquerda, quem vence é a direita. E a abstenção derrotou as sondagens de opinião

A triunfadora

A noite de ontem teve uma triunfadora maior: Manuela Ferreira Leite. Pela escolha do seu cabeça de lista, uma aposta pessoal contra quatro dos seus "vices". Pela forma como calou a oposição interna em relação à sua liderança. E, sobretudo, pela maneira como recolocou o PSD para as próximas eleições e o fez regressar ao seu estatuto de sempre na oposição. Tudo isto permite uma inflexão na vida dos sociais-democratas, um partido agora com uma margem de confiança que até já permite pensar na vitória nas legislativas. Paulo Rangel foi o rosto catalisador desta mudança.
Um grande cartão laranja ao Governo

O regresso do PSD

"Mas aquela que foi uma expressiva derrota do PS - mais de meio milhão de votos a menos do que há cinco anos -, representou o regresso do PSD às vitórias, num acto eleitoral onde Manuela Ferreira Leite averbou a sua primeira vitória".

O grande derrotado

"O PS é o grande derrotado, perdeu cinco eleitos face às anteriores eleições. José Sócrates considerou os resultados "decepcionantes", mas frisou que são resultados para o Parlamento Europeu. Paulo Rangel venceu e atribuiu os méritos da vitória à líder partidária. Manuela Ferreira Leite considera que os resultados mostram que os portugueses querem uma alternativa, e o PSD é essa alternativa".
Eleitores penalizam Governo PS

O voto em branco

"O voto em branco quando atinge estes valores representa claramente um segmento que não encontra qualquer opção [política], o que começa a ser preocupante mas também começa a ser normal. São eleitores que querem cumprir o seu dever cívico, é uma cidadania activa, mas não encontram na oferta política nenhuma opção", diz Manuel Meirinho.
Expresso

Foi-se...

Sócrates fez dois anos olímpicos, seguiram-se dois para esquecer. Soube agarrar o país, mostrou firmeza e coragem. No entanto, quando chegou a crise, em vez de a enfrentar, varreu o lixo para debaixo do tapete e deu um exemplo do que não deve ser uma boa governação: decisões avulsas e erráticas, falta de transparência - como se vê agora no BPP. Acima de tudo, o primeiro-ministro não foi capaz de liderar, liderar gerando solidariedade à sua volta. A factura está aí: Alegre, com a derrota ainda fresca, atirou-se logo à jugular do primeiro-ministro. Quanto ao PSD, o aroma revitalizante do poder anda próximo, mas é demasiado cedo para dar a vitória a Ferreira Leite nas legislativas: falta-lhe ainda comer muita maisena. Uma coisa, no entanto, já conseguiu: Sócrates viu esfumar-se o objectivo desejado para Outubro. Esse objectivo parece morto e enterrado. Quem perdeu as eleições de ontem não foi Sócrates, foi a maioria absoluta socialista.
Foi-se a maioria absoluta i Online

Paira no ar a mudança

Os socialistas viverão num equilíbrio bem difícil, apertados à direita por PSD e PP e à esquerda pelo BE e pelo PCP. Será interessante saber como vai José Sócrates viver com estes resultados - e com o que eles significam - e simultaneamente conviver com uma crise económica que está ainda longe do fim. Vai ser interessante observar como vai Sócrates, habituado a ganhar, conviver com uma derrota pessoal e política, ou em que tom e com que argumentação responderá aos seus adversários após esta derrota, ou ainda com que ânimo enfrentará as manifestações de rua que previsivelmente não lhe darão descanso até às eleições. Ontem mesmo, aliás, Paulo Rangel já questionou a legitimidade do Governo para tomar determinadas decisões, afirmação excessiva, mas que denota o que será o futuro próximo da política portuguesa.
Editorial: Uma atmosfera de mudança JN

domingo, 7 de junho de 2009

Laranja mecânica

Quando o povo não gosta do governo, este muda o povo (professores, trabalhadores, funcionários)...

Quando o povo não gosta do governo, muda-se o governo! Foi o que fez hoje o povo. Obrigado a todos os que votaram no PSD.

"coisa", "virus" e "delinquente"

No veo qué otro nombre le podría dar. Una cosa peligrosamente parecida a un ser humano, una cosa que da fiestas, organiza orgías y manda en un país llamado Italia. Esta cosa, esta enfermedad, este virus amenaza con ser la causa de la muerte moral del país de Verdi si un vómito profundo no consigue arrancarlo de la conciencia de los italianos antes de que el veneno acabe corroyéndole las venas y destrozando el corazón de una de las más ricas culturas europeas. Los valores básicos de la convivencia humana son pisoteados todos los días por las patas viscosas de la cosa Berlusconi que, entre sus múltiples talentos, tiene una habilidad funambulesca para abusar de las palabras, pervirtiéndoles la intención y el sentido, como en el caso del Polo de la Libertad, que así se llama el partido con que asaltó el poder. Le llamé delincuente a esta cosa y no me arrepiento.
Tribuna: José Saramago
La cosa Berlusconi
El País.com

Aqui come-se bem

De 29 de Maio a 5 de Julho, a empresa municipal Fundão Turismo promove a 6.ª edição do Festival Gastronómico “Fundão, Aqui Come-se Bem – Sabores da Cereja” nos melhores restaurantes do Concelho, que irão confeccionar diferentes receitas da gastronomia tradicional com cereja, o símbolo de excelência do Fundão.

Sabores da Cereja
No Restaurante FIADO em Janeiro de Cima.
Festival gastronómico de 29 de Maio a 5 de Julho.

Convite da Escola Afonso de Paiva

A todos os alunos, professores, funcionários, familiares e amigos

A Escola Afonso de Paiva (a antiga Escola do Ciclo, a Escola Preparatória Afonso de Paiva, a Escola EB2 Afonso de Paiva) ou melhor a Escola Básica Afonso de Paiva vai, como já é do conhecimento público, ser demolida por fases, para dar lugar a uma Nova Escola com melhores condições de trabalho e de aprendizagem...

A Escola como existe actualmente vai desaparecer...

Ora, durante mais de uma década todos os Albicastrenses, dos 10 aos 12, e muitos, dos 10 aos 15, passaram por esta Escola. Muitos concluíram aqui a sua escolaridade obrigatória e até a sua aprendizagem escolar... Muitos mais iniciaram aqui o seu percurso académico... e alguns aqui voltaram e fizeram ou estão a fazer a sua carreira profissional...

O actual Espaço da Afonso de Paiva faz certamente parte do imaginário e da memória de vários milhares de pessoas... Nalgumas famílias, possivelmente do imaginário de três gerações...

Não gostaria de vir revisitar o espaço e recordar alguns momentos mágicos de descoberta e encantamento?

Que tal um dia de convívio na velha escola da infância? Que tal tentar, voltar a juntar os alunos, professores e funcionários de cada um dos anos lectivos da Escola?

Alguns colegas e o Conselho Executivo pensaram que talvez fosse importante assinalar as quase 4 décadas de vida da Escola (1973 – 2009), com um Encontro permitindo que todos os que por aqui passaram, pudessem, se o desejassem, vir à Escola fazer uma eventual despedida simbólica!

O Encontro terá lugar no dia 4 de Julho de 2009, com o seguinte Programa:

15:00 – Recepção aos participantes

15:30 – 17:30 – Visita às instalações

- Oferta de uma placa comemorativa

- Descerramento de placa evocativa

- Assinatura do Livro de Honra

18:00 – Lanche/Convívio

20:00 – Sessão Cultural

Para que possamos retratar diferentes épocas e momentos da vida da Escola, podem os participantes enviar-nos fotografias que possuam, alusivas à Escola, preferencialmente digitalizadas (formato JPEG) e/ou filmes (em formato AVI), que serão por nos compiladas e projectadas no dia do Encontro.

No sentido de facilitarmos a organização do Encontro, solicitamos que faça a sua inscrição, o mais rápido possível, preenchendo o ficheiro em anexo, a enviar para o e-mail:

encontro.afonso.paiva@gmail.com

ou através dos contactos: Tel. 272 339 246 - Tlm. 963 176 924 (entre as 9:00 e as 17:30).

A divulgação do evento está disponível nas seguintes páginas Web:

http://www.anossaescola.com/apaiva/

http://www.agenda-cb.com/

Agradecemos a divulgação deste e-mail, para o maior número possível de contactos.

A sua participação é fundamental...

Talvez possamos fazer uma festa!

A Comissão Organizadora

sábado, 6 de junho de 2009

Janeiro de Baixo

"Situado na margem direita do rio Zêzere, hoje faz parte do concelho da Pampilhosa da Serra, distrito de Coimbra. Aldeia edificada numa orelhita do rio, que lhe confere uma situação muito bela e algo nostálgica. Cresceu a aldeia em cima de uma conheira da antiga mineralização de romanos e árabes. Mais em baixo, a garganta apertada pelos cabeços Mosqueiro e Raposo, parece querer segurar as águas do rio para uma despedida mais lenta. Hoje como dantes todos os caminhos vêm dar a Janeiro de Baixo, terra de uma história rica. Para quem chega surge à vista a torre branca da igreja matriz, balizando todo o casario tradicional. A soada do Zêzere um rumor confuso e mítico, mistura-se com vestígios milenares da sua história e lendas. Lenda da Cabeça Murada, do Cabeço Mosqueiro, a dos Irmãos Januários, que irmanou as duas aldeias vizinhas Janeiro de Cima, e de Baixo. A do Penedo-Paio. A do Poço do Pego, Tem Janeiro de Baixo nos últimos tempos chamado a si alguma atracão turística, deve-se sobre tudo à sua arquitectura típica. Faz parte das aldeias do xisto. Identidade a aldeia é definida ainda pelo seu património natural, potentado pelo Rio Zêzere, cujas águas cristalinas marcaram o modos de vida da população. As paisagens bucólicas das margens, os dourados areais e as construções empedradas dos fortes e açudes, moinhos e lagares preenchem um quadro de sonho, enriquecido por muitos outros pontos que fazem desabrochar momentos de nostalgia para quem os visita. A seus pés o Zêzere, nas suas margens ainda se pode apreciar a famosa barca serrana que outrora servia também para ajudar no transporte das madeiras para o porto de Lisboa, por exemplo: aquando do terramoto foram praticamente dizimadas as matas de carvalhos da região da Serra da Estrela, eram levadas pelo rio até ao Tejo. Janeiro de Baixo é ladeado por uma paisagem surpreendente, completada pelos afloramentos de xisto que começam nos penedos de Fajão, sobem ao alto do Vale Derradeiro, mergulham para o Vale Grande apertando o maciço num abraço com a belíssima Barragem de Santa Luzia, complexo hidrográfico dos mais bem conseguidos na Europa. Desce depois para o Cabeço Raposo, onde o rio passa em cachão numa das mais belas cachoeiras de Portugal, e sobe, sobe ao Cabeço Mosqueiro, de onde tudo se vê. Cabeça Murada, antes de subir para o coruto do Marmoural, descansa na senhora da confiança obra do digníssimo Padre Tomás. Ouve-se já a soada da cascata de água d’Alta, fora da época estival a água cai de uma altura de 25 metros, ai sim o viajante pode sonhar, e voltar quando quiser. A cordilheira xistosa ora mergulha nas profundezas da terra, ora se levanta graciosa, uma estátua do tempo e segue o seu caminho como quem vai para Espanha. Em tempos dai, vinham as forças do mal trazer fome e guerra. Os últimos foram os franceses, certamente que as milícias de Janeiro de Baixo estiveram à altura do seu dever. Na ultima guerra que se travou na península, que a paz dure para sempre. E estas aldeias irmanadas pela sua história continuem de mão dada no caminho do progresso.Quando se passeia pelos caminhos rurais de horta em horta caminhos planos de pedra rolada, sente-se essa paz e um carinho no linguajar doce, como se saúda o viajante, parece inocente (Venham com Deus.)

Origens, e Igreja

Janeiro de Baixo, segundo Pinho Leal, Janeiro terá tido origem eventualmente de Joaneiro ou Januário, aplica-se a Janeiro de Cima e Janeiro de Baixo, provavelmente Janeiro de Baixo primeiro. Tem referência no catálogo de todas as igrejas e mosteiros de Portugal, de 1320-1321 não era ainda freguesia. É de admitir que pertencesse ao mosteiro de Arganil que Dom Fernando Pães fundou em 1086 ao qual pertencia também a freguesia de Pampilhosa da Serra, que confinava com Janeiro de Baixo. Depois em 1321, Janeiro de Baixo aparece como centro religioso de uma área enorme de aquém e além Zêzere, agregando as freguesias de Bogas de Baixo, Orvalho e Janeiro de Cima, suas anexas. Taxada em 80 libras. Comenda da Ordem de Cristo. O vigário apresentava curas para as três anexas: Orvalho, Janeiro de Cima e Bogas de Baixo. Tinha então juízes de vara, e mais tarde milícia, foram seus capitães Manuel Gaspar, Capitão de ordenanças, de que era Alferes, que vagou por morte de Gaspar Dias, em 23-07-1761. Manuel Lopes, Capitão de ordenanças, que vagou por morte de Manuel Gaspar, em 23-09-1779. Em 1758 Janeiro de Baixo tinha 117 fogos. Em 1625, foi ordenado ao cura João Martins, do Orvalho que faça os assentos de casamento, baptizados e óbitos como manda a constituição, talvez seja essa a data da desanexação desta freguesia, certo é que até ai a igreja do Orvalho, não tinha púlpito nem baptistério. A comenda do Orvalho ainda existia no século XVII, na visitação de 1643 ordena-se que da renda se dêem três alqueires de azeite para a lâmpada que há-de arder ante o santíssimo.Parece que o comendador não esteve pelos ajustes e é ameaçado de excomunhão maior. Como não obedece ficam, sobe ameaça de sequestro os bens da comenda pelos juízes de Janeiro de Baixo. Não se pode apurar se houve apelação. Parece que o comendador se resolveu a pagar pois não se falou mais de azeite e vinho. Na visitação de 1679 ainda se fala da comenda mas a partir de ai não se fala mais da comenda. No livro das visitações mostra-se que os bens da igreja de Janeiro de Baixo foram doados em comenda. Até prova em contrário não é de rejeitar que tenha sido para o mosteiro de Arganil. Reforçaram-se a partir daí em resposta à perda dos bens, os poderes das irmandades e confraria das almas, com grande actividade, estendeu os seus braços por toda a região de aquém e além Zêzere, nas freguesias e aldeias de Janeiro de Baixo, Janeiro de Cima, Orvalho, Cambas e Vilar Barroco. Não foi no entanto muito pacífica a vida da confraria como se pode testemunhar: em 1691 o visitador levantou embargos à tramóia de a minoria dos irmãos do Orvalho, torpedear as eleições por maneira a não dar representação à maioria dos irmãos moradores nas freguesias dos dois Janeiros. ─ Não guardando a igualdade que se deve guardar em boa irmandade pelo que mando que daqui em diante na eleição dos mordomos se guarde da forma seguinte: eleger-se-á deste lugar, um mordomo e das outras freguesias outro, e que ambas tratem dos seus bens da irmandade conforme o seu juramento. Nos três dias imediatos ao quinto domingo depois da pascoa são consagrados pela igreja, desde o século V a orações publicas e solenes, acompanhadas de abstinências e procissões. Estas orações, chamadas rogações ou ladainhas, faziam-se em Janeiro de Cima na segunda-feira imediata ao quinto domingo do Mês de Maio, com a assistência dos párocos de Janeiro de Baixo e Orvalho, que lá acorriam com os seus fregueses e as insígnias das suas paróquias. Na terça-feira, ultimo dia das Rogações iam a Janeiro de Baixo os párocos de Janeiro de Cima e Orvalho. Em 1755 o padre Manuel Antunes, pároco de Janeiro de Cima, enviou ao prelado da Guarda uma petição para que fosse abolido esse costume. Disse: ─ devido ao incómodo que era em tempo de rio cheio, sem pontes para a sua passagem, as pessoas andavam léguas. Em resposta o prelado da Guarda perguntou qual a origem do dito costume? Em 10 de Maio de 1755 o pároco Janeiro de Baixo e o cura do Orvalho, em ofício por eles assinado, ─ responderam: não haver memória do costume, parecendo ter nascido no tempo em que as três freguesias faziam parte de uma só. O perlado da Guarda despachou: ─ ponderados os inconvenientes. Que cada um faça procissões, e rogações no limite da sua freguesia. Pertenceu às comendas do padroado real. Em 1600 foi avaliada em 100 mil réis, em 1882 deixou de pertencer à diocese da Guarda passando para a de Coimbra e em 1885 passou do concelho de Fajão para o da Pampilhosa da Serra. Em 1758 tinha as seguintes igrejas: oráculo de São Domingos. Com três altares, Altar-mor São domingos, Santa Ana e São Caetano, em um dos colaterais, está o divino Espírito Santo, e Nossa senhora do Rosário. Fora do lugar Santo Cristo, Brejo de Baixo Santo António, são Jacinto no lugar do Souto, Esteiro Nossa Senhora do Pé da Cruz, Porto de Vacas São Miguel, e Machialinho São Vicente Ferreira. No lugar da Baralha Nossa Senhora dos Prazeres, e São Mamede do outro lado do rio, no sítio dos chãos. Estas duas últimas capelas, Baralha e S. Mamede, ou pelo menos os terrenos adjacentes, foram dadas em testamento em 1742 pelo senhor Manuel Cardoso de Carvalho, dono da casa Carregal, ─ conforme escritura feita em Coimbra nas notas do tabelião, entraram as fazendas que comprei a Raimundo de Macedo, da vila da Lousã e metade do lagar e tapada da Foz da Baralha, tudo rústico, e metade do chão de S. Mamede com as fazendas da capela, ao meu tio Bernardo de Carvalho.

Património Religioso

Janeiro de Baixo é detentor de um vasto e rico património construído. A Igreja Paroquial, recentemente recuperada, está rodeada de pitoresco casario. É um pequeno templo, de traça simples, localizado à entrada da povoação. A porta da fachada principal é de verga curva, dominada por uma janela também de verga. Numa porta lateral encontra-se gravada a data – 1878, ano em que Janeiro de Baixo se agregou ao Apostolado da Oração. A torre, de construção posterior, está adoçada ao lado direito do edifício. No interior sobressaem os retábulos entalhados dos séculos XVII / XVIII. Além da Igreja Matriz, Janeiro de Baixo tem ainda mais duas capelas: a do Santo Cristo e a de S. Sebastião. Merecem ainda referência: a capela do sítio da Baralha, (é urgente a sua reparação,) a alminha que fica à entrada norte da povoação, assim como uma outra alminha junto ao Esteiro no caminho antigo para o Porto de Vacas. É tradição na freguesia realizar-se um Bodo junto à Capela de S. Sebastião, a 20 de Janeiro de cada ano. A procissão em louvor do Divino Espírito Santo é outra manifestação da grande religiosidade dos habitantes desta freguesia. Actualmente a freguesia é constituída pelos lugares de Brejo de Baixo, Brejo de Cima, Casal da Lapa, Esteiro, Janeiro de Baixo, Machialinho, Porto de Vacas, Safra, Souto do Brejo e Vale de Abutre. Todas as aldeias descritas nas memórias paróquias de 1758 mantêm os seus santos e capelas, os novos lugares também tem os seus símbolos religiosos.

Património Arqueológico

Decorreu recentemente algum levantamento arqueológico na freguesia de Janeiro de Baixo, tendo sido encontrado alguns túmulos e minas antigas, espera-se que essa investigação continue, não é de estranhar que venha ainda a dar mais frutos. Atendendo ao contexto destas minas há que referir que uma delas escavada no xisto, e hoje emparedada para não haver acidentes, pode fazer conjunto com a conheira da Cova de São Sebastião, situada do outro lado do Zêzere quase em frente da povoação, onde, para além da exploração da conheira propriamente dita, foi aberta uma galeria no terraço fluvial, cuja entrada ainda hoje é visível. Em Janeiro de Baixo, o facto de ter aparecido uma moeda do século XVIII numa das galerias não significa necessariamente que a mina tenha laborado nesta época. Há registos também uma mina com duas galerias junto do Brejo Fundeiro. Um caneiro de uma roda de rio, escavada num belíssimo painel de xisto, com nervuras e cristas surpreendentes, no sítio do açude do moinho em frente à mina de S. Sebastião, na outra margem. Leva-nos a pensar e pela dimensão da mesma com o desgaste que apresenta tratar-se de um antigo acento de uma roda de rio de grandes dimensões, do tempo da exploração mineira. Foi ainda recuperado um tronco antigo como memória dos artífices da aldeia.

Moinhos

Uma menção especial ao exemplar que se encontra na aldeia de Janeiro de Baixo, trata-se de uma azenha temporária, escavada na rocha das margens do Zêzere. Muito provavelmente será caso único, ou no mínimo muito raro, que merece o nosso destaque e atenção. Em Agosto 2001, encontrava-se em bom estado de conservação e ainda tinha moído durante o último Inverno. Existe algum interesse nas populações em preservar e valorizar este património. Esperemos que assim seja e que este verdadeiro monumento possa continuar a ser admirado por todos. Há alguns moinhos e lagares um pouco por toda a freguesia, merece também atenção o conjunto de moinhos ou o que resta deles, na aldeia do Porto de Vacas".

Publicado: SERRAS DA PAMPILHOSA, Agosto de 2007

Diamantino Gonçalves

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Verme

A entrevista está toda aqui e a leitura é de arrepiar. O que Ana Maria Bettencourt propõe é uma nova dose reforçada de políticas educativas à Maria de Lurdes Rodrigues. Os alunos não aprendem? A culpa é dos professores que "dão sempre mais do mesmo" e trabalham "para uma aluno imaginário". Os alunos têm problemas na aprendizagem da Matemática? O que fazer? Ela responde: "os professores têm de trabalhar mais". Nem uma palavra sobre a necessidade de os alunos se esforçarem mais. Nem uma frase sobre o número excessivo de alunos por sala ou o número exagerado de turmas por professor nos 2º e 3º CEB. Nem um lamento sobre o excesso de burocracia nas escolas ou os horários sobrecarregados dos professores. Domingo não podemos esquecer que os socialistas declararam guerra aos professores. A autodefesa é um direito que lhes assiste. Votar contra o PS é exercer o direito à autodefesa.
ProfAvaliação

AF 447

EFE/Johnson Barros/Fuerza Aérea de Brasil/
Sigue la búsqueda del avión Airbus A330-200 de Air France que desapareció en el Océano Atlántico con 228 personas a bordo, cuando viajaba entre Río de Janeiro y París.

Ficha de Avaliação do Desempenho - Dicas

FICHA DE AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO

DOCENTE DOS 1º, 2º E 3º CICLOS E DO ENSINO SECUNDÁRIO

AUTO-AVALIAÇÃO

1 – Como avalia o cumprimento do serviço lectivo e dos seus objectivos individuais estabelecidos neste âmbito?

No início do ano lectivo, a nível da componente lectiva foram-me atribuídas X turmas, num total de X alunos. A nível da componente não lectiva/horas supervenientes, foram-me atribuídas X horas na Biblioteca/Ludoteca/Apoio Pedagógico Acrescido/Desporto Escolar/...

Fui assíduo/a, tendo cumprido integralmente o serviço que me foi distribuído.


2 – Como avalia o seu trabalho no âmbito da preparação e organização das actividades lectivas? Identifique sumariamente os recursos e instrumentos utilizados e os respectivos objectivos.

Preparei e organizei as actividades lectivas, elaborando as planificações, quer com o meu grupo disciplinar, em Departamento, quer individualmente, de acordo com a realidade sócio-cultural das minhas turmas.

Recursos: quadro, manual, retroprojector, quadro interactivo, materiais autênticos (no caso das Línguas), pesquisa informática, de enciclopédias, de dicionários, leitor de CD...

Instrumentos: Fichas diagnóstico, fichas informativas e formativas..., todo o tipo de materiais facilitadores e potenciadores da aprendizagem para os alunos e que me foram permitindo uma melhor adequação da minha prática lectiva, no tratamento e explicitação dos conteúdos.


3 – Como avalia a concretização das actividades lectivas e o cumprimento dos objectivos de aprendizagem dos seus alunos? Identifique as principais dificuldades e as estratégias que usou para as superar.

As estratégias levadas a cabo, a fim de que eu cumprisse os meus objectivos e que se prenderam com o desenvolvimento das competências necessárias dos meus alunos, foram diversificadas, ao longo do ano lectivo. Estas centraram-se na promoção do papel activo dos alunos, a fim de que eles sentissem a sua co-responsabilidade na construção do seu processo de aprendizagem, tendo valorizado muito a organização e método de trabalho. Como já referi no ponto 2, fui atento/a às necessidades dos meus alunos, tendo utilizado diferentes recursos e instrumentos facilitadores e motivadores da aprendizagem. Também solicitei aulas de Apoio Pedagógico Acrescido (os serviços SPO...), para os alunos que apresentaram mais dificuldades e tentei que os alunos se mobilizassem para a participação nas actividades levadas a cabo pela escola.


4 – Como avalia a relação pedagógica que estabeleceu com os seus alunos e o conhecimento que tem de cada um deles?

Tentei sempre estabelecer uma relação pedagógica baseada no princípio de aprender a aprender, na reciprocidade de responsabilidades, a fim de que os alunos gostassem de estar na escola a trabalhar. Fui, também, estabelecendo sempre uma articulação estreita com as regras a cumprir, a fim de que os alunos as interiorizassem e as aplicassem, exercendo, desta forma, a cidadania, utilizando o princípio de aprender a viver com os outros.


5 – Como avalia o apoio que prestou à aprendizagem dos seus alunos?

O apoio prestado aos alunos foi muito positivo, tendo em conta que todos os recursos e instrumentos utilizados permitiram a diversificação de estratégias que visavam o sucesso. Também prestei um apoio mais individualizado sempre que necessário. A nível da relação escola/família, tentei envolver os Encarregados de Educação, informando-os ou solicitando o seu apoio, através da caderneta escolar, sempre que as atitudes dos alunos o justificavam.


6 – Como avalia o trabalho que realizou no âmbito da avaliação das aprendizagens dos alunos? Identifique sumariamente os instrumentos que utilizou para essa avaliação e os respectivos objectivos.

Tive como referência quer os Critérios Gerais de Avaliação do Agrupamento, quer os Critérios de Avaliação definidos pelo meu Departamento. Assim, procedi à avaliação diagnóstica, formativa e contínua, à medida que ia trabalhando os diferentes conteúdos e à avaliação sumativa, no final de cada período. Os instrumentos utilizados foram os referidos no ponto 2, tendo valorizado a organização e métodos de trabalho, com especial relevo para o caderno diário.


7 – Identifique a evolução dos resultados escolares dos seus alunos. Avalie o seu contributo para a sua melhoria e o cumprimento dos objectivos individuais estabelecidos neste âmbito.

No início do ano lectivo, a turma X apresentava X Planos de Acompanhamento e X alunos com dificuldades na minha disciplina. Através das estratégias levadas a cabo, X alunos conseguiram recuperar e desenvolver as competências necessárias para o seu nível de ensino. Contudo, X alunos não conseguiram desenvolver as competências necessárias, apesar de todos os esforços que desenvolvi e que se encontram registados em actas de Conselho de Turma e de Departamento, ao longo do ano lectivo.

  • Provas de Aferição

  • Exames Nacionais

Os resultados obtidos pelos alunos na avaliação externa foram ao encontro da interna que realizei ao longo do ano lectivo... ou não.


8 – Como avalia a sua participação e o seu contributo para a definição e concretização de estratégias para a prevenção e redução do abandono escolar e o cumprimento dos seus objectivos individuais estabelecidos neste âmbito? Na sua apreciação identifique sumariamente as acções e iniciativas que desenvolveu.

Para a prevenção e redução do abandono escolar, por um lado, informei de imediato as ausências sistemáticas de determinado(s) aluno(s) às entidades competentes. A saber: Director/a de Turma e Encarregados de Educação, através da caderneta escolar do aluno. Por outro lado, tentei dialogar com os alunos, sempre que surgia a oportunidade, sobre a importância da escola nas suas vidas, a fim de que eles desenvolvam as suas expectativas face à mesma.


9 – Como avalia o seu contributo para a vida da escola e em particular a sua participação nos projectos e actividades previstos ao nível da escola/agrupamento e da turma (designadamente, no 1º ciclo, na supervisão das actividades de enriquecimento curricular)? Identifique as actividades que dinamizou e/ou em que participou.

A nível das actividades levadas a cabo nesta escola, trabalhei com os meus alunos, levando-os a participarem nelas activamente. Também colaborei com os meus colegas espontaneamente e/ou quando solicitado/a, quer na planificação quer na sua realização.

Dinamizei...

Participei...


10 – Como avalia a sua participação nas estruturas de orientação educativa e nos órgãos de gestão e o contributo que deu para o seu funcionamento?

Estruturas de orientação educativa: Conselhos de Turma

Órgãos de Gestão (intermédia): Departamentos

Em Departamento, participo sempre na discussão inerente às nossas práticas lectivas (planificações, Critérios de Avaliação, definição de estratégias...), bem como na planificação de actividades.

Nos Conselhos de Turma, informo-me e partilho o conhecimento que detenho dos alunos, colaboro na definição de estratégias conjuntas que consigam ajudar os alunos a colmatar as suas dificuldades e a atingirem o sucesso.

Em suma, colaboro com os demais professores, procurando que a escola seja uma instituição viva e actuante, que permita aos alunos o exercício pleno da cidadania, visto a escola ser também um tempo de vida.

Director/a de Turma: recolha de informação detalhada sobre o meio socio-económico dos alunos e partilha da mesma com os professores da turma; acompanhamento dos alunos quer quanto à sua evolução na aprendizagem, quer quanto ao comportamento; uma relação de proximidade com os Encarregados de Educação, procurando um envolvimento cada vez maior por parte destes; disponibilidade para a resolução de problemas inerentes ao dia-a-dia escolar dos alunos.


11 – Como avalia o estado de actualização dos seus conhecimentos científicos e pedagógicos e a sua capacidade de utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação?

No que respeita aos meus conhecimentos científicos e pedagógicos, procuro manter-me em permanente actualização, que julgo ser conseguida, uma vez que, por um lado, a discussão existente com os nossos pares, como já foi referido em parâmetros anteriores, nos permite essa constante actualização. Por outro lado, a formação contínua que vou frequentando, sempre que a mesma é possível e as pesquisas através da Internet (uma ferramenta indispensável a qualquer profissional), permitem-me estar sempre actualizado/a.

Quanto às Tecnologias de Informação e Comunicação, procuro manter-me também actualizado/a.

Nota: Neste parâmetro poderão ser referidas outra licenciatura, outras habilitações…, uma vez que no parâmetro a seguir, apenas se refere à formação contínua creditada.


12 – Refira as acções de formação contínua realizadas e a classificação nelas obtida e avalie o contributo de cada uma delas para o seu desempenho profissional.

Desde 2005, realizei X acções de formação: _____, _____, ______... com a classificação, respectivamente, de ___, ___, ___... Estas acções contribuíram para o meu desempenho profissional porque estavam directamente ligadas com a minha área específica ...

Ou

Nestes últimos anos, não frequentei nenhuma acção de formação porque não esteve nenhuma disponível nos Centros de Formação mais próximos ou o centro estava desactivado...

Nota: a formação contínua conta para valorizar, desde que assegurada e gratuita. Mas não penaliza a quem não tiver frequentado. E só transita 1 crédito, de 2005 a 2007, para quem progride (Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, artigo 33º, ponto 5).


13 – Identifique sumariamente as suas necessidades de formação e de desenvolvimento profissional.

As minhas necessidades de formação estão nas seguintes áreas:

  • TIC (power-point; moodle; Quadros Interactivos; excell…)

  • Identificação de Dificuldades de Aprendizagem

  • Identificação de Necessidades Educativas Especiais

  • Indisciplina e violência na sala de aula

  • Avaliação do rendimento escolar

[...]


14 – Como avalia a relação que estabeleceu com a comunidade e o cumprimento dos seus objectivos individuais definidos neste âmbito?

Ao longo do ano lectivo, estabeleci uma relação de respeito com todos os elementos da comunidade, participando de forma activa e empenhada na vida da escola.

recebido por e-mail


o plantel mais caro em Portugal

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Pressupostos

a tendência de crescimento do candidato social-democrata

Se as eleições europeias fossem hoje o PSD venceria o escrutínio, ainda que a sondagem da Marktest para a TSF e “Diário Económico” aponte para uma situação de empate técnico.

PSD 32,5 %

PS 29,4 %

CDU 8,9 %

BE 8,9 %

CDS-PP 3,3 %

Alguma vez José Sócrates disse a verdade?

Não será ele um oportunista que à custa da sua ambição desmedida em querer ser engenheiro a toda a força e de qualquer maneira, encontrou num passe de mágica que nem a varinha de uma fada se lembraria de engendrar, a melhor forma de, sem qualquer mérito, se poder ufanar de um título que, às três pancadas e a martelo subvertendo a verdade e a correcção devida, conseguiu numa Universidade acabadinha de abrir as portas, desorganizada, corrupta e de créditos duvidosos, ser, imagine-se ... engenheiro?
Uma Universidade, dita Independente, que no auge de todas as descobertas, num período em que se dizia que havia inúmeras revelações a serem feitas foi IMEDIATAMENTE encerrada. Sabem por quem?
Exactamente, pelo governo de José Sócrates.
Quantos documentos não terão desaparecido desde então? Quantos segredos estão por desvendar? Quantos comprometimentos morreram para sempre na mesma sepultura desse abrigo a estudantes "licenciados" a cuspo e a martelo?
Verdadeiramente vergonhoso!! E anda este homem a exigir aquilo que não tem nem nunca soube ter que é o rigor, a excelência e o mérito.
Seriedade e verdade. Crédito e confiança. BRIO e EXEMPLO!
Mente com a mesma cara com que desconhecia ter sido sócio da Sovenco em 1990 quando o questionaram, com a mesma cara com que diz que não sabia que não se podia fumar num avião, com a mesma cara com que diz que o computador Magalhães é português. Enfim, mente compulsivamente com a mesma cara desavergonhada com que sonha na mentira que há-de dizer no dia seguinte.
Na VI Legislatura, José Sócrates entrega na Assembleia da República, um Registo Biográfico onde consta, escrito pelo seu puno e a sua própria letra, que a sua profissão é a de "ENGENHEIRO" e que as suas
habilitações literárias são ... "ENGENHARIA CIVIL". Tal e qual. (ver documento anexo)
Como se sabe, quando esta MENTIRA, para não lhe chamarmos OUTRA COISA, foi descoberta, apareceu igualmente uma segunda versão deste mesmo documento que, onde estava escrito "ENGENHEIRO" foi ACRESCENTADA a palavra "TÉCNICO" e onde estava escrito "ENGENHARIA CIVIL" foi igualmente acrescentado em espaço anterior, quiçá estrategicamente lá deixado, a abreviatura "BACH" de Bacharelato que era o que verdadeiramente ele tinha.
Isto é, o Registo Biográfico de José Sócrates foi RASURADO, foi ALTERADO, foi FALSIFICADO por ele próprio sem que alguém (?) responsável (?) na Assembleia da República consiga explicar (?) como é que isso foi possível e admissível. (ver documento anexo) E NADA lhe aconteceu !!!!!!
Em 31 de Julho de 1979, termina o Bacharelato no Instituto Politécnico de Coimbra apenas com média de 12 valores. (ver anexo)
Mais tarde, em 27 de Dezembro de 1994, o aluno nº 20382 José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa, inscreve-se no Instituto Politécnico de Lisboa no curso de Transportes e Vias de Comunicação. (ver anexo)
Repentinamente, assim que toma conhecimento que a Universidade Independente foi aprovado pela portaria 496/95 24 de Maio de 1995, sem que se conheça qualquer justificação, muda-se de "armas e bagagens" para esta recente, corrupta e desorganizada Universidade. (ver anexo)
É AQUI, neste antro de facilitismo e promiscuidade, que José Sócrates consegue FINALMENTE aquilo que sempre ambicionou - uma "licenciatura" em Engenharia. Não interessa COMO a possa ter conseguido, isso NÃO INTERESSA, interessa SIM, é que conseguiu uma "licenciatura" em Engenharia.
Querem saber como?
Das 31 cadeiras que teria de fazer, deram-lhe equivalência a ... 26.
Nem mais, nem menos ... 26 disciplinas!!!
Apenas teria de fazer ... 5 disciplinas! Quem é amigo, quem é?
Ah. . . mas isto não fica por aqui, destas 5 disciplinas que lhe faltava fazer, 4 delas - os chamados "cadeirões" por serem as mais difíceis - foram dadas por UM ÚNICO PROFESSOR, por sinal seu amigo e conhecido, de nome António José Morais, adjunto do secretário de estado do também seu amigo Armando Vara e colega do mesmo governo em que estava nessa altura José Sócrates como secretário de estado adjunto. Lindos meninos, grandes compinchas!
Que notas o amigo do peito António José Morais lhe deu? Fácil, vejam o anexo do Certificado de Habilitações da UNI:
Análise de Estruturas - 17 (dezassete);
Projecto e Dissertação - 18 (dezoito);
Betão Armado e Pré Esforçado - 18 (dezoito);
Estruturas Especiais - 16 (dezasseis).
NADA MAU, hein ... para quem vinha com média de 12 do Politécnico ... NADA MAU, NADA MAU.
Ahhh, é verdade, e nessa altura José Sócrates ainda era secretário de estado adjunto do Ministro do Ambiente, tinha pouco tempo para estudar, para trabalhos e para exames, agora imaginem se ele tivesse mais tempo para se dedicar às aulas.
Mas falta ainda uma cadeira, de entre as 5 que o "obrigaram" a fazer - Inglês Técnico. Teve 15. (Ver anexo)
Sim é verdade, teve 15.
Foi seu professor o reitor Luís Arouca, entretanto preso por falsificação de documentos sem que no entanto, não faltasse a mãozinha de José Sócrates ao enviar a este mesmo reitor um FAX socorrendo-se de um papel timbrado do Ministério do Ambiente, do Gabinete do Secretário de Estado Adjunto, numa clara atitude de promiscuidade e de pressão, terminando de forma muito pouco formal e excessivamente familiar com um "Seu Sócrates". (ver anexo)
Curiosamente, e para cúmulo de toda esta trapalhada, se confirmarem no referido certificado de Habilitações da UN Independente, diz lá que "concluiu o curso em 08-09-1996" que, estranhamente, foi a
um...DOMINGO. É verdade, a um DOMINGO !
Há com cada uma ...
Ah, antes de terminar, concluiu com média 14, isto é, estas 5 disciplinas dadas pelo amigo António José Morais mais o "seu" reitor Luís Arouca, fizeram com que, num ápice, subisse a média de 12 que trazia do Politécnico (Escola Pública) para...14, catorzeeeeeee.
_______________________________________
As perguntas DO JORNAL PÚBLICO que esperam uma resposta
As duas referências públicas do primeiro-ministro a este caso foram
feitas por escrito - ao PÚBLICO e à SIC -, mas nunca responderam a
questões concretas.
Aqui ficam as questões mais importantes a que José Sócrates deve
responder para clarificar o dossier.
1. Por que razão José Sócrates deixou o ISEL para acabar o curso na UnI?
2. José Sócrates pediu equivalência a 25 cadeiras das 31 que
completavam a licenciatura da UnI. Acabou por receber equivalência a
mais uma disciplina, ou seja, a UnI deu-lhe equivalência a 26
cadeiras. Por que motivo no ISEL teria de completar mais 12 cadeiras
para se licenciar e na UnI apenas teve que fazer mais cinco?
3. António José Morais, então director do Departamento de Engenharia
Civil da UnI, leccionou quatro das cinco cadeiras concluídas na
Independente. Segundo o próprio, este grupo de disciplinas, algumas do
3.º ano, outras do 5.º, representava todas as cadeiras leccionadas por
aquele professor na UnI. António José Morais foi, simultaneamente ao
período em que lhe deu aulas, adjunto do secretário de Estado da
Administração Interna, Armando Vara, colega de Governo de Sócrates, e
mais tarde director do Gabinete de Equipamento e Planeamento do
Ministério da Administração Interna.
3.1. José Sócrates já conhecia António José Morais antes de este ser
seu professor na UnI?
3.2. António José Morais já havia sido seu professor no ISEL?
3.3. Por que razão José Sócrates não identificou António José Morais
como tendo sido seu professor, nas conversas que manteve com o
PÚBLICO, ao longo de uma semana?
3.4. Quantas horas de aulas por semana compunham o horário curricular?
4. Nessas conversas que manteve com o PÚBLICO, antes da publicação da
primeira peça sobre o caso, Sócrates afirmou-se "insultado" pelas
perguntas que lhe foram feitas, disse ter frequentado as aulas e
concluído os exames com aproveitamento, mas nunca forneceu provas
sobre o que afirmava.
4.1. José Sócrates não guardou nenhuma prova documental da sua
carreira académica? Nunca levantou nenhum dos diplomas?
4.2. Qual o motivo que levou Sócrates a delegar no reitor da UnI todos
os esclarecimentos, documentais ou testemunhais, sobre o caso,
sabendo-se que Luís Arouca já havia estado na origem de indicações
erradas sobre o seu currículo publicadas no jornal 24 Horas, em que
terá referido cadeiras que não existiam no seu plano de curso?
4.3. Por que razão Sócrates se recusou sempre a responder por escrito
às perguntas formuladas, também por escrito, pelo PÚBLICO?
4.4. Como é que, durante quase uma semana, não foi capaz de citar um
seu colega ou um dos seus dois professores da UnI?
4.5. Qual o motivo por que não apresentou, por exemplo, a sua
monografia de Projecto e Dissertação, tese final do curso?
5. Da matrícula de José Sócrates na UnI consta que não apresentou
qualquer documento de prova das cadeiras já feitas no ISEC e no ISEL e
só apresentou atestado das 12 cadeiras concluídas no ISEL, em Julho de
1996, ou seja, quando estava praticamente a concluir o curso na UnI.
5.1. A que se deveu este atraso?
5.2. Como pôde a UnI aceitar a inscrição, aprovar um plano de
equivalências, permitir a frequência de aulas e a realização de exames
sem o documento que atestava as cadeiras finalizadas no ISEL?
6. Quatro notas das cadeiras concluídas na UnI foram lançadas em
Agosto e o diploma tem data de 8 de Setembro de 1996.
6.1. Sabendo-se ser anormal o lançamento de notas em Agosto, bem como
a passagem de diplomas ao domingo, que justificação é dada para isso?
7. Numa das folhas consultadas pelo PÚBLICO aparece a palavra "isento"
no topo da página.
7.1. Sócrates pagou propinas?
7.2. Que valor foi fixado?
7.3. A despesa entrou no IRS?
8. O reitor Luís Arouca disse por várias vezes que só conheceu
Sócrates quando este ingressou na universidade. No entanto, em trocas
de correspondência anteriores, Sócrates despedia-se "... do seu, José
Sócrates".
8.1. Quando é que Luís Arouca e José Sócrates se conheceram?
9. A que se referia José Sócrates quando, num fax enviado a Luís
Arouca que está no seu dossier de licenciatura, escreveu: "Caro
Professor, aqui lhe mando os dois decretos (o de 1995
fundamentalmente) responsáveis pelo meu actual desconsolo."
10. Por que motivo não foram corrigidos todos os erros constantes da
biografia publicada no Portal do Governo, mantendo-se a referência
errada a uma pós-graduação em Engenharia Sanitária e continuando a ser
omitido o MBA em Gestão já depois de o termo "engenheiro" ter sido
substituído pelo de "licenciado em Engenharia Civil"?
QUALQUER UM DE NÓS JÁ ESTARIA PRESO!