“Se um dia disserem que o seu trabalho não é de um profissional, lembre-se: A Arca de Noé foi construída por amadores; profissionais construíram o Titanic…“
sexta-feira, 12 de junho de 2009
À conquista do Picoto (Serrinha)
quarta-feira, 10 de junho de 2009
À conquista do Picoto
terça-feira, 9 de junho de 2009
Praça Simões Dias
No segundo quartel do século XX, todos os dias, a horas certas, se encontravam em frente do velho Tribunal, a fim de trocarem ideias ao mesmo tempo que davam o seu passeio, atravessando a Praça paralelamente à fachada daquele edifício, nos dois sentidos, alguns pequenos grupos de amigos, que constituiam outras tantas tertúlias. Estou a lembrar-me de um desses grupos que ficou célebre pela fidelidade com que cumpria o ritual, grupo formado pelos professor Lopes da Costa, reitor Manuel Alves Ribeiro e Abel Perdigão, a que por vezes se juntavam outros, como o dr. Baltazar de Carvalho Alberto, veterinário municipal, e, em tempo de férias escolares, José da Fonseca Travassos (que era director do Colégio de S. Pedro, de Coimbra) e, mais tarde, o professor Castro Nunes, que viria a afirmar-se como arqueólogo, justamente em Arganil, com as investigações que empreendeu na Lomba do Canho, como é sabido. Gente culta, muito ligada à Igreja, com concepções de vida de sinal conservador. Por sua vez, à noite, depois do jantar, era frequente verem-se dois cidadãos, um comerciante outro industrial, entretidos com serenas considerações decerto à cerca do mundo dos negócios: Albano Pires e Mariano Lopes Morgado. Ainda à noite, mais tarde, era a vez do dr. Fernando Vale e do seu amigo padre Adelino (Dias Nogueira) darem finalmente largas ao gosto de comentarem os acontecimentos da política, persumia-se.
Aqui havia o célebre "banco da pimenteira" - árvore (a que Pascoaes chamou chorão) - à sombra da qual se prestava culto à má língua. Por outro lado, aqui existia - e existe - a "Farmácia Galvão", nos n.ºs 6 e 7, onde se celebrava a "Tertúlia da Farmácia" - a mais importante e mais famosa tertúlia que Arganil conheceu, formada por um grupo de pessoas ilustradas da vila que tinham gosto em se encontrar todos as tardes para, de forma civilizada, trocar impressões sobre os problemas da vida - grupo de que só devem restar vivos o dr. Fernando Vale e o embaixador Albano Nogueira.
Esta tertúlia ainda nos anos trinta existia.
Na Praça, por essa altura, havia, de tempos a tempos, comédias, modesto espectáculo de rua realizado por pequenos grupos de comediantes que andavam de terra em terra, à procura duns magros tostões atirados das janelas para um chapéu que se estendia. Aqui aconteciam também, na época própria, manifestações carnavalescas, aliás de gosto em geral duvidoso. E porque Arganil é comarca judicial há mais de duzentos anos, e ao princípio, uma vasta comarca, importantes pleitos aqui foram julgados, em relação a alguns dos quais as leituras das sentenças deram origem a manifestações de júbilo que começavam logo aqui. Foi o que por exemplo aconteceu após o julgamento de João Brandão (acusado de haver morto o célebre "Ferreiro da Várzea", na Benfeita) assim que os seus partidários souberam que o famoso guerrilheiro ia sair em liberdade.
Vem a propósito recordar duas personalidades que passaram por Arganil com alguma demora e decerto conheceram bem este sítio. Refiro-me a Manuel Fernandes Tomás, que aqui foi Juíz-de-Fora nos começos de oitocentos (e, mais tarde, iria ser figura cimeira da política nacional, como é sabido) e a José Maria Bravo Serra, mais perto de nós, que aqui foi Juíz de Direito e viria a afirmar-se elemento prestigiado da magistratura portuguesa. Foi este último quem, surpreendido com o nível cultural que veio encontrar na sociedade mais ilustrada da Arganil dessa época (segundo quartel do século XX). havia de dizer, mais tarde, que, quando aqui chegara, tivera a impressão de se encontrar numa academia.
A Praça Simões Dias chamava-se anteriormente Praça do Comércio, pois aqui se concentravam os principais estabelecimentos comerciais da terra. Nos já referidos anos novecentos e trinta, por exemplo, aqui tinham porta aberta, com efeito: o farmaceutico Francisco Torres Dias Galvão, proprietário da "Farmácia Galvão", já referida; José Baptista de Carvalho, uma das primeiras lojas relativamente importantes que surgiram em Arganil; Jorge Miguel Moreira, com oficina de sapateiro; Francisco Castanheira de Carvalho, com a "Gráfica Moderna", que era também papelaria e livraria; José Maria da Cruz Almeida, com a "Loja do Zé Maria", dedicada ao comércio de panos, outros artigos, um laboratório fotográfico anexo, e, no verão, cervejaria em esplanada; (mais tarde) Susana Cruz, a "Susana", com estabelecimento de vinhos e petiscos; Guilherme Ferreira Rodrigues, que já recordámos, como cidadão e enfermeiro, com a "barbearia do Guilherme", ao fundo da Praça; (do outro lado do Tribunal) a Angelina de Carvalho, com a "loja da Angelina", dos sequilhos e do bolo-doce; o "Chiado", ou seja uma das "vinte e quatro filiais" dos conhecidos Grandes Armazéns do Chiado, de Lisboa, circunstância que se deve ao facto dos proprietários (família Nunes dos Santos) serem naturais do Barril (onde também havia um "Chiado"); o António "da Póvoa", com loja de panos; e , finalmente, António Fernandes Júnior, com a "loja do Mont'Alto, onde se vendia quase um pouco de tudo, nesse tempo talvez o mais importante estabelecimento comercial de Arganil (hoje continuado pelos Armazéns Mont'Alto).No espaço fronteiro aos "Correios" apresenta-se-nos hoje o Largo Conselheiro José Dias Ferreira, outro ilustre arganilense de Aldeia Nova (Pombeiro), o qual, começando por ser estudante em Arganil (como já aludimos), iria ser figura relevante da política nacional, tendo chegado inclusive a Presidente de Ministério".
Roteiro Cultural do Centro Histórico de Arganil
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Manuela pode ser primeira
A vitória da direita
"Pelas contas dos resultados finais, a repetirem-se estes números nas eleições para o parlamento português, o PS não só perderia a maioria absoluta como a maioria simples. O PSD de Manuela Ferreira Leite seria chamado a formar governo e estaria perto de obter maioria absoluta se avançasse para uma aliança pós-eleitoral com o CDS".Com a pulverização dos votos à esquerda, quem vence é a direita. E a abstenção derrotou as sondagens de opinião
A triunfadora
O regresso do PSD
O grande derrotado
Eleitores penalizam Governo PS
O voto em branco
"O voto em branco quando atinge estes valores representa claramente um segmento que não encontra qualquer opção [política], o que começa a ser preocupante mas também começa a ser normal. São eleitores que querem cumprir o seu dever cívico, é uma cidadania activa, mas não encontram na oferta política nenhuma opção", diz Manuel Meirinho.Foi-se...
Foi-se a maioria absoluta i Online
Paira no ar a mudança
Editorial: Uma atmosfera de mudança JN
domingo, 7 de junho de 2009
Laranja mecânica
"coisa", "virus" e "delinquente"
La cosa Berlusconi
El País.com
Aqui come-se bem
Convite da Escola Afonso de Paiva
A Escola Afonso de Paiva (a antiga Escola do Ciclo, a Escola Preparatória Afonso de Paiva, a Escola EB2 Afonso de Paiva) ou melhor a Escola Básica Afonso de Paiva vai, como já é do conhecimento público, ser demolida por fases, para dar lugar a uma Nova Escola com melhores condições de trabalho e de aprendizagem...
A Escola como existe actualmente vai desaparecer...
Ora, durante mais de uma década todos os Albicastrenses, dos 10 aos 12, e muitos, dos 10 aos 15, passaram por esta Escola. Muitos concluíram aqui a sua escolaridade obrigatória e até a sua aprendizagem escolar... Muitos mais iniciaram aqui o seu percurso académico... e alguns aqui voltaram e fizeram ou estão a fazer a sua carreira profissional...
O actual Espaço da Afonso de Paiva faz certamente parte do imaginário e da memória de vários milhares de pessoas... Nalgumas famílias, possivelmente do imaginário de três gerações...
Não gostaria de vir revisitar o espaço e recordar alguns momentos mágicos de descoberta e encantamento?
Que tal um dia de convívio na velha escola da infância? Que tal tentar, voltar a juntar os alunos, professores e funcionários de cada um dos anos lectivos da Escola?
Alguns colegas e o Conselho Executivo pensaram que talvez fosse importante assinalar as quase 4 décadas de vida da Escola (1973 – 2009), com um Encontro permitindo que todos os que por aqui passaram, pudessem, se o desejassem, vir à Escola fazer uma eventual despedida simbólica!
O Encontro terá lugar no dia 4 de Julho de 2009, com o seguinte Programa:
15:00 – Recepção aos participantes
15:30 – 17:30 – Visita às instalações
- Oferta de uma placa comemorativa
- Descerramento de placa evocativa
- Assinatura do Livro de Honra
18:00 – Lanche/Convívio
20:00 – Sessão Cultural
Para que possamos retratar diferentes épocas e momentos da vida da Escola, podem os participantes enviar-nos fotografias que possuam, alusivas à Escola, preferencialmente digitalizadas (formato JPEG) e/ou filmes (em formato AVI), que serão por nos compiladas e projectadas no dia do Encontro.
No sentido de facilitarmos a organização do Encontro, solicitamos que faça a sua inscrição, o mais rápido possível, preenchendo o ficheiro em anexo, a enviar para o e-mail:
encontro.afonso.paiva@gmail.com
ou através dos contactos: Tel. 272 339 246 - Tlm. 963 176 924 (entre as 9:00 e as 17:30).
A divulgação do evento está disponível nas seguintes páginas Web:
http://www.anossaescola.com/
Agradecemos a divulgação deste e-mail, para o maior número possível de contactos.
A sua participação é fundamental...
Talvez possamos fazer uma festa!
A Comissão Organizadora
sábado, 6 de junho de 2009
Janeiro de Baixo
Origens, e Igreja
Janeiro de Baixo, segundo Pinho Leal, Janeiro terá tido origem eventualmente de Joaneiro ou Januário, aplica-se a Janeiro de Cima e Janeiro de Baixo, provavelmente Janeiro de Baixo primeiro. Tem referência no catálogo de todas as igrejas e mosteiros de Portugal, de 1320-1321 não era ainda freguesia. É de admitir que pertencesse ao mosteiro de Arganil que Dom Fernando Pães fundou em 1086 ao qual pertencia também a freguesia de Pampilhosa da Serra, que confinava com Janeiro de Baixo. Depois em 1321, Janeiro de Baixo aparece como centro religioso de uma área enorme de aquém e além Zêzere, agregando as freguesias de Bogas de Baixo, Orvalho e Janeiro de Cima, suas anexas. Taxada em 80 libras. Comenda da Ordem de Cristo. O vigário apresentava curas para as três anexas: Orvalho, Janeiro de Cima e Bogas de Baixo. Tinha então juízes de vara, e mais tarde milícia, foram seus capitães Manuel Gaspar, Capitão de ordenanças, de que era Alferes, que vagou por morte de Gaspar Dias, em 23-07-1761. Manuel Lopes, Capitão de ordenanças, que vagou por morte de Manuel Gaspar, em 23-09-1779. Em 1758 Janeiro de Baixo tinha 117 fogos. Em 1625, foi ordenado ao cura João Martins, do Orvalho que faça os assentos de casamento, baptizados e óbitos como manda a constituição, talvez seja essa a data da desanexação desta freguesia, certo é que até ai a igreja do Orvalho, não tinha púlpito nem baptistério. A comenda do Orvalho ainda existia no século XVII, na visitação de 1643 ordena-se que da renda se dêem três alqueires de azeite para a lâmpada que há-de arder ante o santíssimo.Parece que o comendador não esteve pelos ajustes e é ameaçado de excomunhão maior. Como não obedece ficam, sobe ameaça de sequestro os bens da comenda pelos juízes de Janeiro de Baixo. Não se pode apurar se houve apelação. Parece que o comendador se resolveu a pagar pois não se falou mais de azeite e vinho. Na visitação de 1679 ainda se fala da comenda mas a partir de ai não se fala mais da comenda. No livro das visitações mostra-se que os bens da igreja de Janeiro de Baixo foram doados em comenda. Até prova em contrário não é de rejeitar que tenha sido para o mosteiro de Arganil. Reforçaram-se a partir daí em resposta à perda dos bens, os poderes das irmandades e confraria das almas, com grande actividade, estendeu os seus braços por toda a região de aquém e além Zêzere, nas freguesias e aldeias de Janeiro de Baixo, Janeiro de Cima, Orvalho, Cambas e Vilar Barroco. Não foi no entanto muito pacífica a vida da confraria como se pode testemunhar: em 1691 o visitador levantou embargos à tramóia de a minoria dos irmãos do Orvalho, torpedear as eleições por maneira a não dar representação à maioria dos irmãos moradores nas freguesias dos dois Janeiros. ─ Não guardando a igualdade que se deve guardar em boa irmandade pelo que mando que daqui em diante na eleição dos mordomos se guarde da forma seguinte: eleger-se-á deste lugar, um mordomo e das outras freguesias outro, e que ambas tratem dos seus bens da irmandade conforme o seu juramento. Nos três dias imediatos ao quinto domingo depois da pascoa são consagrados pela igreja, desde o século V a orações publicas e solenes, acompanhadas de abstinências e procissões. Estas orações, chamadas rogações ou ladainhas, faziam-se em Janeiro de Cima na segunda-feira imediata ao quinto domingo do Mês de Maio, com a assistência dos párocos de Janeiro de Baixo e Orvalho, que lá acorriam com os seus fregueses e as insígnias das suas paróquias. Na terça-feira, ultimo dia das Rogações iam a Janeiro de Baixo os párocos de Janeiro de Cima e Orvalho. Em 1755 o padre Manuel Antunes, pároco de Janeiro de Cima, enviou ao prelado da Guarda uma petição para que fosse abolido esse costume. Disse: ─ devido ao incómodo que era em tempo de rio cheio, sem pontes para a sua passagem, as pessoas andavam léguas. Em resposta o prelado da Guarda perguntou qual a origem do dito costume? Em 10 de Maio de 1755 o pároco Janeiro de Baixo e o cura do Orvalho, em ofício por eles assinado, ─ responderam: não haver memória do costume, parecendo ter nascido no tempo em que as três freguesias faziam parte de uma só. O perlado da Guarda despachou: ─ ponderados os inconvenientes. Que cada um faça procissões, e rogações no limite da sua freguesia. Pertenceu às comendas do padroado real. Em 1600 foi avaliada em 100 mil réis, em 1882 deixou de pertencer à diocese da Guarda passando para a de Coimbra e em 1885 passou do concelho de Fajão para o da Pampilhosa da Serra. Em 1758 tinha as seguintes igrejas: oráculo de São Domingos. Com três altares, Altar-mor São domingos, Santa Ana e São Caetano, em um dos colaterais, está o divino Espírito Santo, e Nossa senhora do Rosário. Fora do lugar Santo Cristo, Brejo de Baixo Santo António, são Jacinto no lugar do Souto, Esteiro Nossa Senhora do Pé da Cruz, Porto de Vacas São Miguel, e Machialinho São Vicente Ferreira. No lugar da Baralha Nossa Senhora dos Prazeres, e São Mamede do outro lado do rio, no sítio dos chãos. Estas duas últimas capelas, Baralha e S. Mamede, ou pelo menos os terrenos adjacentes, foram dadas em testamento em 1742 pelo senhor Manuel Cardoso de Carvalho, dono da casa Carregal, ─ conforme escritura feita em Coimbra nas notas do tabelião, entraram as fazendas que comprei a Raimundo de Macedo, da vila da Lousã e metade do lagar e tapada da Foz da Baralha, tudo rústico, e metade do chão de S. Mamede com as fazendas da capela, ao meu tio Bernardo de Carvalho.
Património Religioso
Janeiro de Baixo é detentor de um vasto e rico património construído. A Igreja Paroquial, recentemente recuperada, está rodeada de pitoresco casario. É um pequeno templo, de traça simples, localizado à entrada da povoação. A porta da fachada principal é de verga curva, dominada por uma janela também de verga. Numa porta lateral encontra-se gravada a data – 1878, ano em que Janeiro de Baixo se agregou ao Apostolado da Oração. A torre, de construção posterior, está adoçada ao lado direito do edifício. No interior sobressaem os retábulos entalhados dos séculos XVII / XVIII. Além da Igreja Matriz, Janeiro de Baixo tem ainda mais duas capelas: a do Santo Cristo e a de S. Sebastião. Merecem ainda referência: a capela do sítio da Baralha, (é urgente a sua reparação,) a alminha que fica à entrada norte da povoação, assim como uma outra alminha junto ao Esteiro no caminho antigo para o Porto de Vacas. É tradição na freguesia realizar-se um Bodo junto à Capela de S. Sebastião, a 20 de Janeiro de cada ano. A procissão em louvor do Divino Espírito Santo é outra manifestação da grande religiosidade dos habitantes desta freguesia. Actualmente a freguesia é constituída pelos lugares de Brejo de Baixo, Brejo de Cima, Casal da Lapa, Esteiro, Janeiro de Baixo, Machialinho, Porto de Vacas, Safra, Souto do Brejo e Vale de Abutre. Todas as aldeias descritas nas memórias paróquias de 1758 mantêm os seus santos e capelas, os novos lugares também tem os seus símbolos religiosos.
Património Arqueológico
Decorreu recentemente algum levantamento arqueológico na freguesia de Janeiro de Baixo, tendo sido encontrado alguns túmulos e minas antigas, espera-se que essa investigação continue, não é de estranhar que venha ainda a dar mais frutos. Atendendo ao contexto destas minas há que referir que uma delas escavada no xisto, e hoje emparedada para não haver acidentes, pode fazer conjunto com a conheira da Cova de São Sebastião, situada do outro lado do Zêzere quase em frente da povoação, onde, para além da exploração da conheira propriamente dita, foi aberta uma galeria no terraço fluvial, cuja entrada ainda hoje é visível. Em Janeiro de Baixo, o facto de ter aparecido uma moeda do século XVIII numa das galerias não significa necessariamente que a mina tenha laborado nesta época. Há registos também uma mina com duas galerias junto do Brejo Fundeiro. Um caneiro de uma roda de rio, escavada num belíssimo painel de xisto, com nervuras e cristas surpreendentes, no sítio do açude do moinho em frente à mina de S. Sebastião, na outra margem. Leva-nos a pensar e pela dimensão da mesma com o desgaste que apresenta tratar-se de um antigo acento de uma roda de rio de grandes dimensões, do tempo da exploração mineira. Foi ainda recuperado um tronco antigo como memória dos artífices da aldeia.
Moinhos
Uma menção especial ao exemplar que se encontra na aldeia de Janeiro de Baixo, trata-se de uma azenha temporária, escavada na rocha das margens do Zêzere. Muito provavelmente será caso único, ou no mínimo muito raro, que merece o nosso destaque e atenção. Em Agosto 2001, encontrava-se em bom estado de conservação e ainda tinha moído durante o último Inverno. Existe algum interesse nas populações em preservar e valorizar este património. Esperemos que assim seja e que este verdadeiro monumento possa continuar a ser admirado por todos. Há alguns moinhos e lagares um pouco por toda a freguesia, merece também atenção o conjunto de moinhos ou o que resta deles, na aldeia do Porto de Vacas".
Publicado: SERRAS DA PAMPILHOSA, Agosto de 2007
Diamantino Gonçalves
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Verme
AF 447
EFE/Johnson Barros/Fuerza Aérea de Brasil/Sigue la búsqueda del avión Airbus A330-200 de Air France que desapareció en el Océano Atlántico con 228 personas a bordo, cuando viajaba entre Río de Janeiro y París.
Ficha de Avaliação do Desempenho - Dicas
FICHA DE AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO
DOCENTE DOS 1º, 2º E 3º CICLOS E DO ENSINO SECUNDÁRIO
AUTO-AVALIAÇÃO
1 – Como avalia o cumprimento do serviço lectivo e dos seus objectivos individuais estabelecidos neste âmbito?
No início do ano lectivo, a nível da componente lectiva foram-me atribuídas X turmas, num total de X alunos. A nível da componente não lectiva/horas supervenientes, foram-me atribuídas X horas na Biblioteca/Ludoteca/Apoio Pedagógico Acrescido/Desporto Escolar/...
Fui assíduo/a, tendo cumprido integralmente o serviço que me foi distribuído.
2 – Como avalia o seu trabalho no âmbito da preparação e organização das actividades lectivas? Identifique sumariamente os recursos e instrumentos utilizados e os respectivos objectivos.
Preparei e organizei as actividades lectivas, elaborando as planificações, quer com o meu grupo disciplinar, em Departamento, quer individualmente, de acordo com a realidade sócio-cultural das minhas turmas.
Recursos: quadro, manual, retroprojector, quadro interactivo, materiais autênticos (no caso das Línguas), pesquisa informática, de enciclopédias, de dicionários, leitor de CD...
Instrumentos: Fichas diagnóstico, fichas informativas e formativas..., todo o tipo de materiais facilitadores e potenciadores da aprendizagem para os alunos e que me foram permitindo uma melhor adequação da minha prática lectiva, no tratamento e explicitação dos conteúdos.
3 – Como avalia a concretização das actividades lectivas e o cumprimento dos objectivos de aprendizagem dos seus alunos? Identifique as principais dificuldades e as estratégias que usou para as superar.
As estratégias levadas a cabo, a fim de que eu cumprisse os meus objectivos e que se prenderam com o desenvolvimento das competências necessárias dos meus alunos, foram diversificadas, ao longo do ano lectivo. Estas centraram-se na promoção do papel activo dos alunos, a fim de que eles sentissem a sua co-responsabilidade na construção do seu processo de aprendizagem, tendo valorizado muito a organização e método de trabalho. Como já referi no ponto 2, fui atento/a às necessidades dos meus alunos, tendo utilizado diferentes recursos e instrumentos facilitadores e motivadores da aprendizagem. Também solicitei aulas de Apoio Pedagógico Acrescido (os serviços SPO...), para os alunos que apresentaram mais dificuldades e tentei que os alunos se mobilizassem para a participação nas actividades levadas a cabo pela escola.
4 – Como avalia a relação pedagógica que estabeleceu com os seus alunos e o conhecimento que tem de cada um deles?
Tentei sempre estabelecer uma relação pedagógica baseada no princípio de aprender a aprender, na reciprocidade de responsabilidades, a fim de que os alunos gostassem de estar na escola a trabalhar. Fui, também, estabelecendo sempre uma articulação estreita com as regras a cumprir, a fim de que os alunos as interiorizassem e as aplicassem, exercendo, desta forma, a cidadania, utilizando o princípio de aprender a viver com os outros.
5 – Como avalia o apoio que prestou à aprendizagem dos seus alunos?
O apoio prestado aos alunos foi muito positivo, tendo em conta que todos os recursos e instrumentos utilizados permitiram a diversificação de estratégias que visavam o sucesso. Também prestei um apoio mais individualizado sempre que necessário. A nível da relação escola/família, tentei envolver os Encarregados de Educação, informando-os ou solicitando o seu apoio, através da caderneta escolar, sempre que as atitudes dos alunos o justificavam.
6 – Como avalia o trabalho que realizou no âmbito da avaliação das aprendizagens dos alunos? Identifique sumariamente os instrumentos que utilizou para essa avaliação e os respectivos objectivos.
Tive como referência quer os Critérios Gerais de Avaliação do Agrupamento, quer os Critérios de Avaliação definidos pelo meu Departamento. Assim, procedi à avaliação diagnóstica, formativa e contínua, à medida que ia trabalhando os diferentes conteúdos e à avaliação sumativa, no final de cada período. Os instrumentos utilizados foram os referidos no ponto 2, tendo valorizado a organização e métodos de trabalho, com especial relevo para o caderno diário.
7 – Identifique a evolução dos resultados escolares dos seus alunos. Avalie o seu contributo para a sua melhoria e o cumprimento dos objectivos individuais estabelecidos neste âmbito.
No início do ano lectivo, a turma X apresentava X Planos de Acompanhamento e X alunos com dificuldades na minha disciplina. Através das estratégias levadas a cabo, X alunos conseguiram recuperar e desenvolver as competências necessárias para o seu nível de ensino. Contudo, X alunos não conseguiram desenvolver as competências necessárias, apesar de todos os esforços que desenvolvi e que se encontram registados em actas de Conselho de Turma e de Departamento, ao longo do ano lectivo.
Provas de Aferição
Exames Nacionais
Os resultados obtidos pelos alunos na avaliação externa foram ao encontro da interna que realizei ao longo do ano lectivo... ou não.
8 – Como avalia a sua participação e o seu contributo para a definição e concretização de estratégias para a prevenção e redução do abandono escolar e o cumprimento dos seus objectivos individuais estabelecidos neste âmbito? Na sua apreciação identifique sumariamente as acções e iniciativas que desenvolveu.
Para a prevenção e redução do abandono escolar, por um lado, informei de imediato as ausências sistemáticas de determinado(s) aluno(s) às entidades competentes. A saber: Director/a de Turma e Encarregados de Educação, através da caderneta escolar do aluno. Por outro lado, tentei dialogar com os alunos, sempre que surgia a oportunidade, sobre a importância da escola nas suas vidas, a fim de que eles desenvolvam as suas expectativas face à mesma.
9 – Como avalia o seu contributo para a vida da escola e em particular a sua participação nos projectos e actividades previstos ao nível da escola/agrupamento e da turma (designadamente, no 1º ciclo, na supervisão das actividades de enriquecimento curricular)? Identifique as actividades que dinamizou e/ou em que participou.
A nível das actividades levadas a cabo nesta escola, trabalhei com os meus alunos, levando-os a participarem nelas activamente. Também colaborei com os meus colegas espontaneamente e/ou quando solicitado/a, quer na planificação quer na sua realização.
Dinamizei...
Participei...
10 – Como avalia a sua participação nas estruturas de orientação educativa e nos órgãos de gestão e o contributo que deu para o seu funcionamento?
Estruturas de orientação educativa: Conselhos de Turma
Órgãos de Gestão (intermédia): Departamentos
Em Departamento, participo sempre na discussão inerente às nossas práticas lectivas (planificações, Critérios de Avaliação, definição de estratégias...), bem como na planificação de actividades.
Nos Conselhos de Turma, informo-me e partilho o conhecimento que detenho dos alunos, colaboro na definição de estratégias conjuntas que consigam ajudar os alunos a colmatar as suas dificuldades e a atingirem o sucesso.
Em suma, colaboro com os demais professores, procurando que a escola seja uma instituição viva e actuante, que permita aos alunos o exercício pleno da cidadania, visto a escola ser também um tempo de vida.
Director/a de Turma: recolha de informação detalhada sobre o meio socio-económico dos alunos e partilha da mesma com os professores da turma; acompanhamento dos alunos quer quanto à sua evolução na aprendizagem, quer quanto ao comportamento; uma relação de proximidade com os Encarregados de Educação, procurando um envolvimento cada vez maior por parte destes; disponibilidade para a resolução de problemas inerentes ao dia-a-dia escolar dos alunos.
11 – Como avalia o estado de actualização dos seus conhecimentos científicos e pedagógicos e a sua capacidade de utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação?
No que respeita aos meus conhecimentos científicos e pedagógicos, procuro manter-me em permanente actualização, que julgo ser conseguida, uma vez que, por um lado, a discussão existente com os nossos pares, como já foi referido em parâmetros anteriores, nos permite essa constante actualização. Por outro lado, a formação contínua que vou frequentando, sempre que a mesma é possível e as pesquisas através da Internet (uma ferramenta indispensável a qualquer profissional), permitem-me estar sempre actualizado/a.
Quanto às Tecnologias de Informação e Comunicação, procuro manter-me também actualizado/a.
Nota: Neste parâmetro poderão ser referidas outra licenciatura, outras habilitações…, uma vez que no parâmetro a seguir, apenas se refere à formação contínua creditada.
12 – Refira as acções de formação contínua realizadas e a classificação nelas obtida e avalie o contributo de cada uma delas para o seu desempenho profissional.
Desde 2005, realizei X acções de formação: _____, _____, ______... com a classificação, respectivamente, de ___, ___, ___... Estas acções contribuíram para o meu desempenho profissional porque estavam directamente ligadas com a minha área específica ...
Ou
Nestes últimos anos, não frequentei nenhuma acção de formação porque não esteve nenhuma disponível nos Centros de Formação mais próximos ou o centro estava desactivado...
Nota: a formação contínua conta para valorizar, desde que assegurada e gratuita. Mas não penaliza a quem não tiver frequentado. E só transita 1 crédito, de 2005 a 2007, para quem progride (Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, artigo 33º, ponto 5).
13 – Identifique sumariamente as suas necessidades de formação e de desenvolvimento profissional.
As minhas necessidades de formação estão nas seguintes áreas:
TIC (power-point; moodle; Quadros Interactivos; excell…)
Identificação de Dificuldades de Aprendizagem
Identificação de Necessidades Educativas Especiais
Indisciplina e violência na sala de aula
Avaliação do rendimento escolar
[...]
14 – Como avalia a relação que estabeleceu com a comunidade e o cumprimento dos seus objectivos individuais definidos neste âmbito?
Ao longo do ano lectivo, estabeleci uma relação de respeito com todos os elementos da comunidade, participando de forma activa e empenhada na vida da escola.
recebido por e-mail
quinta-feira, 4 de junho de 2009
a tendência de crescimento do candidato social-democrata
PS 29,4 %
CDU 8,9 %
BE 8,9 %
CDS-PP 3,3 %



