Em Itália é possível matar em legítima defesa a partir de hoje. Os legisladores aprovaram a nova lei.
O DIREITO À LEGITIMA DEFESA
INTRODUÇÃO :
Para os defensores do desarmamento, as armas são como coisas vivas com vontade própria. Eles descrevem armas como se elas tivessem braços, pernas e vontade própria. Eles falam sobre "armas roubando lojas "; e "armas matando pessoas". Para usar o "pensamento" dessa nova classe de defensores dos grupos anti-armas, e para usar as palavras como eles usam, deveríamos acreditar que carros vão a bares, ficam bêbados e então correm para matar pessoas. Como "motoristas bêbados não matam pessoas , carros matam pessoas"; Você deverá acreditar que martelos e madeiras constróem casas por vontade própria. Como "pessoas não constróem casas, martelos e madeiras constróem por vontade própria". Para essa classe, cada arma é realmente algum tipo de Exterminador, e quando ninguém está olhando, crescem braços e pernas nas armas e elas saem dos armários para matar pessoas.
Todos acham que o controle das armas será a solução para todos os problemas. Quando o "controle das armas" chegar, não haverá mais roubos de carros, acabarão os assaltos , não haverá mais crimes, cessarão os nascimentos ilegítimos, todos os traficantes desaparecerão e o mundo será bom.
Muitos deles pensam que animais são mais importantes que pessoas. Eles se preocupam mais em proteger animais do que proteger pessoas. ( 1 )
OBS: Mesmo no Brasil, matar animais silvestres é um crime inafiançável , enquanto que o agressor poderá responder em liberdade se matar uma pessoa.
Serão as armas a causa da violência? Menor numero de armas será igual a menor numero de crimes ?
Muitas opiniões tem surgido , a maioria movida por fatores pessoais na qual a pessoa coloca o seu próprio sofrimento ou histórias que ouviu contar.
REFERENCIAL TEÓRICO E ANÁLISE DO PROBLEMA
Automóveis matam mais do que qualquer outro meio violento . Atropelamentos matam 30 por dia.
No ano de 1995 , 25.513 brasileiros morreram por acidentes de transito.
Os alvos principais foram os pedestres ( 43,3% - 11052) seguidos por condutores ( 34.3% - 8754) e por passageiros ( 22,4% - 5.707) .Entre 1965 e 1973 , na Guerra do Vietnã, um dos mais encarniçados combates deste século , morreram 45.941 soldados americanos. A média foi de 5.104 baixas por ano - pouco menos da metade dos 11.052 brasileiros fulminados por atropelamentos. Não estamos falando dos que ficaram inválidos, e nem dos custos desses atropelamentos.
Em Porto Alegre, de janeiro a agosto de 1996 , 52 pedestres morreram atropelados. ( 2)
Na BR-386 com 445 Km de extensão, temos os seguintes dados:
- Uma pessoa morre a cada 3,5 dias ;
- Uma pessoa fica ferida a cada 10 horas ;
- A cada 6 horas ocorre um acidente ;
* O custo com atendimento médico - hospitalar a acidentados em estradas federais no país custa cerca de US$ 22 milhões por ano.( 19 )
Na BR-290 com 725,6 Km, temos os seguintes dados:
- Uma pessoa morre a cada 6 dias;
- Uma pessoa fica ferida a cada 11 horas ;
- A cada 5 horas ocorre um acidente ;
- Um acidente custa uma média de US$ 27 mil à União, incluídos neste valor gastos com patrulheiros e danos a carga, principalmente quando são toxicas. ( 20 )
Será que as causas foram os veículos ? Ou será que as causas foram as pessoas imprudentes, irresponsáveis ou as leis que não são cumpridas e que levam as pessoas a confiarem na impunidade; o desrespeito à vida dos outros ; a falta de educação e de princípios morais ; ou seja muitas podem ser as causas , mas certamente não foram os meios. Pois, qualquer automóvel parado na garagem , não sai sozinho para atropelar alguém.
Estatística Canadense :
O numero de mortes ocasionadas por carros no Canada em 1991 foi de 3882. O numero de mortes ocasionadas por armas de fogo em 1990 no Canada foi de 66.
O custo do seguro mostra que armas de fogo são consideravelmente menos perigosas que automóveis .
A National Firearms Association oferece um seguro de $2.000.000,00 por apenas $4,75 por ano. O seguro de um automóvel varia de $400 a $2000 por ano. Todos as taxas de seguro estão baseadas em estudos atuais sobre riscos e histórias de incidentes.
Carros versus Armas de fogo
- Você não necessita uma licença de motorista para comprar um carro (ou gasolina)
- Você não necessita referencias para comprar um carro .
- Você não necessita se submeter a uma ficha policial para comprar um carro.
- Você não necessita justificar a compra de um carro .
- Você não necessita ser membro de uma Associação ou Clube para ter um carro.
- Você não necessita guardar o seu carro trancado em uma garagem fechada.
- Você pode ter quantos carros você desejar. (32 )
Muitas manchetes de jornal nos chamam a atenção, demonstrando que o numero de mortes por outros meios, que não as armas de fogo, são em grande numero :
- "Preso o homem que matou com a pá " ( 21)
- "Bebeu e matou com faca... " ( 22)
- "Menor esfaqueia marceneiro " ( 23 )
- " Família é assassinada a facadas " ( 24)
" Mutatis mutantis" , com as armas de fogo ocorre o mesmo . Nenhuma arma por livre vontade mata alguém. Todos estão cansados de ouvir , mas poucos param para pensar numa frase que diz : Armas por si só não matam pessoas , pessoas matam pessoas. O Papa João Paulo II declarou: "Quem mata é o homen , não a sua espada ou seus mísseis" ).
O cardeal-arcebisbo , de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, defendeu um maior numero de policiais nas ruas, com mais armas. ( 25)
Portanto não é tirando os meios que resolve o fato. Mesmo porque , o dia em que as "armas forem considerados fora da lei , somente os fora da lei terão armas ".
Desarmar a população ?
Que população ? A que paga impostos e mantém o Governo ? A que deseja ordem e progresso como diz em nossa bandeira ? Ou a população de assaltantes , criminosos , marginais que proliferam, transformando o País num caos e colocando o trabalhador honesto numa prisão albergue , da qual ele pode sair pela manhã para trabalhar e voltar logo para casa e ficar trancado entre grades e portões de ferro . Conforme estatísticas do Departamento de Armas , Munições e explosivos ( DAME ) , de Porto Alegre, nos últimos 3 anos , das pessoas com porte de arma , somente duas se envolveram em confrontos , sendo que uma foi legitima defesa e a outra foi o chamado disparo acidental.
Portanto, os tiroteios que ocorrem estão sendo realizados por marginais e por armas clandestinas, pois sabemos que o numero de armas clandestinas é muito maior que o numero de armas legais .
O contrabando ocorre em grande escala.
No Fantástico , foi mostrado a venda de armas clandestinas ( desde metralhadoras até fuzis de assalto ) numa favela do Rio de Janeiro. Porque não desarmar esses marginais ?
Porque querer tirar do cidadão de bem o direito da defesa? O Estado não possui condições de dar proteção ao cidadão que paga impostos para ter segurança. Seria o caso de perguntar se isso não estaria incluso no código do consumidor , no qual o cidadão está pagando por um serviço que não está tendo. E mesmo assim o Estado que deveria por lei proteger o cidadão , ainda deseja coloca-lo frente a frente com o marginal , e ainda por cima desarmado ?
Se o Estado não pode devolver a vida , não tem o direito de tirá-la. E está tirando quando nega a legitima defesa ao cidadão .
A Policia não é onipresente, isto é , não pode estar presente o tempo todo em todo o lugar. Normalmente ela chega após o fato ocorrido. E quem nos defende durante a ocorrência desses fatos? Porque negar o direito da defesa ao cidadão de bem?
Não estamos apregoando a liberação descontrolada, mas sim o direito do cidadão devidamente instruído portar a sua arma . Mais grave é o fato de uma pessoa adquirir uma arma clandestina e portar em via publica , sem o devido preparo e autorização da autoridade competente.
Podemos ter certeza de que se fosse realizado um plebiscito para sabermos a opinião da população sobre o desarmamento , todos os marginais votariam a favor , pois assim o "trabalho " deles ficaria mais fácil , uma vez que somente eles teriam armas.
Em 1981, na cidade de Kennasaw, no estado da Georgia, uma lei foi instituída que obrigava que cada adulto tivesse uma arma em seu poder pessoal ou em sua residência.
Inicialmente , isto criou uma imensa fúria entre os grupos anti-armas. Esses grupos favoráveis ao controle máximo das armas de fogo fizeram previsões: muitos cidadãos morreriam por causa dessa lei e o que é pior, diziam eles,- aqueles que autorizaram a lei, sentir-se-iam responsáveis por essas mortes.
Nada disso aconteceu. Os fatos são que apenas no primeiro ano de vigência da lei - os crimes violentos e assaltos na cidade de Kennasaw diminuíram 80% . ( 3)
Existe uma questão crucial nas leis sobre controle de armas. Qual o seu verdadeiro efeito ?
Mais vidas serão salvas ou perdidas ? Elas deterão o crime ou o encorajarão ?
Para providenciar uma resposta mais sistemática, foi realizado um estudo sobre uma lei do controle de armas , - a permissão para usar armas discretamente, ou seja sem ser visível. Trinta e um Estados Americanos deram aos seus cidadãos o direito de portar armas caso não possuíssem ficha criminal ou historia de doença mental.
O professor John R. Lott Jr. , ( University of Chicago Law School) juntamente com David Mustard ( graduado em economia pela University of Chicago) , analisaram as estatísticas criminais do FBI num total de 3.054 Condados Americanos entre 1977 e 1992. Os achados foram dramáticos.
O estudo mostrou que os Estados reduziram os assassinatos em 8,5% , os estupros em 5%; os assaltos a mão armada em 7% e os roubos com armas em 3% .
Se esses Estados tivessem aprovado essa lei antes, teriam evitado 1570 assassinatos, 4.177 estupros; 60000 assaltos a mão armada e 12000 roubos.
Para ser mais simples :
"Os criminosos respondem racionalmente a tratamento intimidatorio." (John R. Lott Jr e David Mustard )
Preocupados com a real escalada da violência , logo ao inicio dos anos 80, políticos e autoridades ( tanto anti quanto pró armas) autorizaram o Departamento de Justiça Norte Americano a entabular uma pesquisa nacional entre os criminosos , tentando descobrir-se como eles pensavam sobre os diversos aspectos ligados direta e indiretamente ao teor de suas "atividades".
A pesquisa conduzida por dois cientistas sociais da Universidade de Massachussets, Drs. Wright e Rossi (4) , acabou levando o nome de seus condutores e custou US 684.000, dólares estando publicada na forma de livro , intitulada "Under the Gun: Weapons, Crime and Violence in América"( Aldline 1983) . Seus resultados , note bem , obtidos entre os criminosos encarcerados dos EUA, é cabal e - por si só - já bastaria para encerrar qualquer discussão, pois mostra o pensamento deles para com as armas:
- 88% dos marginais obtém armas de fogo , apesar de toda e qualquer restrição legal ou de policiamento;
- 56% desses criminosos declararam não abordar vitimas que desconfiam estarem armadas;
- 74% dos bandidos afirmaram evitar adentrarem em residência onde sabem estar alguém armado;
- 57% dos encarcerados declararam temer mais um simples cidadão armado do que a própria maquina policial;
- 34% deles revelou como sendo seu maior temor levar um tiro da vítima ou da policia. ( 5)
Segundo o professor John Lott Jr e Davis Mustard ,o fato de pessoas portarem armas discretamente mantém os criminosos incertos quanto as suas vitimas pois não sabem se estão armadas ou não. A possibilidade de qualquer um poder estar carregando uma arma torna o ataque menos atrativo. Os estudos mostraram que enquanto alguns criminosos evitam crimes potencialmente violentos após a lei do porte de arma discreto, eles não necessariamente abandonam a vida criminal.
Alguns dirigem-se para crimes no qual o risco de confronto com uma vítima armada é muito menor. De fato, enquanto a diminuição de crimes violentos contra vitimas portando armas diminui, crimes contra a propriedade aumenta.
( ex. Roubo de automóveis ou maquinas de vender). Isto certamente é uma substituição que o país pode tolerar.
Numa enquete com mais de 3.000 policiais em resposta a uma pesquisa realizada pela associação beneficente da Policia da Georgia , mais de 90 % dos policiais disseram que a lei do controle de armas não ajuda o trabalho policial,
porque essas leis são dirigidas aos cidadãos honestos, ao invés dos criminosos. A comunidade policial da Georgia também afirmou que eles sentem que o proprietário de uma arma legalizada procura aprimorar-se na educação com armas, treinamento e segurança.
Os oficiais foram unanimes em suas convicções de que leis limitando a posse de armas pune cidadãos honestos, enquanto criminosos são deixados livres para obter armas ilegais.
Os comentários retornaram com algumas sugestões incluídas :
-" Controle de armas ? Não ! Punição aos infratores, não aos cidadãos de bem . "
- "Eu acredito que as leis existentes necessitam ser reforçadas com punições mais duras e os crimes cometidos com qualquer arma, deveriam também ser punidos em toda a extensão da lei".
- " Cidadãos honestos devem receber os direitos dados pela Constituição. Um policial não tem nada a temer de um cidadão honesto."
- "O problema que nós estamos enfrentando são pobreza e drogas , não armas. O Governo Americano deveria se preocupar mais com segurança do transito , câncer, AIDS e álcool , os quais matam muito mais pessoas a cada ano ". ( 6)
Vitimas de violência geralmente são pessoas fisicamente mais fracas . Permitindo uma mulher ( habilitada ) portar uma arma para sua defesa , faz uma grande diferença quando abordada por um marginal . Armas são um grande equalizador entre o fraco e o agressor .
Um estudo sobre 300.000 portes de arma emitidos entre primeiro de outubro de 1987 e 31 de dezembro de 1995 , na Florida - USA , mostrou que somente 5 agressões armadas , envolvendo essas pessoas , foram cometidos nesse período, e nenhuma dessas agressões resultou em morte.
Alguns perguntam :
"Discussões de transito entre pessoas armadas pode resultar em morte ? "
Em 31 Estados americanos , sendo que alguns permitem o porte de arma há décadas, existe somente um relato de incidente armado( Texas) , no qual a arma foi usada após um acidente de carro. Mesmo neste caso, o Grande Júri americano, achou que o uso foi em legitima defesa. O proprietário da arma estava sendo surrado pelo outro motorista . (John Lott Jr e Davis Mustard ).
Na mesma pesquisa dos Drs. Wright e Rossi , entrevistando 6.000 Sheriffs e oficiais policiais até o nível administrativo, sobre como eles viam as armas em poder dos civis.
- Mais de 76 % dos policiais entrevistados declararam que o uso de uma arma por cidadãos ao defender uma pessoa, ou sua família, era algo muito eficaz;
- Mais de 86 % deles declaram que , caso não estivesse trabalhando no cumprimento da Lei, teria uma arma para sua proteção .
Estudos realizados na Florida, Oregon, Montana, Mississipi e Pennsylvania demonstraram que pessoas que são bons cidadãos e que desejam se submeter ao processo do porte de arma não transformam-se de uma hora para outra em psicopatas assassinos quando recebem a permissão para portar armas .( 7)
Dois terços de todos os homicídios canadenses não envolvem armas de fogo(9)
Estrangulamentos, facadas e surras contribuíram para a maioria dos homicídios. ( 10)
Álcool e drogas estiveram presentes em 50% de todos os homicídios em 1991 ( 14). Historicamente o álcool tem sido estimado como o fator de maior contribuição em 2 de cada 3 homicídios no Canada ( 15) Em 1991 dois terços de todos os criminosos acusados, possuíam ficha criminal , dos quais 69% estavam proibidos de adquirir ou portar armas de fogo devido a condenações anteriores ( 43).
Armas de fogo representam menos de 2% de todas as causas de mortes no Canada (11).
Raios mataram mais canadenses em 1987 do que proprietários legais de armas. ( 13) . No Canada, entre 1961 e 1990, menos de 1% de todos os homicídios envolveram armas de fogo legalmente registradas ( 42).
Uma pergunta que muitos fazem é: O controle de armas funciona ?
Resposta do [Dominion Bureau of Statistics and Canadian Centre for Justice Statistics]
- Se, por "controle de armas "você entende como manter as armas longe das mãos dos criminosos e educar os usuários ( assim os índices de "acidentes "seriam diminuídos) , então será difícil encontrar alguém que não concorde com você .
Se , entretanto, você pensa que proibir, confiscar e outras limitações legais são necessárias, então eu sugiro que também sejam retirados equipamentos como tacos de hockey - pois Paul atingiu Jane com um taco de hockey.
Antes de 1968, quando qualquer um podia legalmente adquirir qualquer arma, nossas taxas de crimes eram a metade do que tem sido desde 1974. Comparando dois períodos de 20 anos, um aonde uma pessoa podia legalmente possuir qualquer arma, e outro com "leis restritivas "- , de 1974 a 1993 a taxa de homicídio no canada foi 2,4 assassinatos por 100.000 pessoas e de 1946 a 1965 foi cerca de 1.1 por 100.000.
O número de armas é um sintoma e não uma causa. Se armas produzissem assassinatos, então a Suíça, Israel e Noruega deveriam ter taxas semelhantes aos EEUU, visto possuírem um grande número de armas.
A lei Canadense de controle de armas foi efetivada em 1978.
- Taxa de aumento de crimes violentos no Canada entre 1977 e 1991: 89%
- Taxa de aumento de crimes violentos nos EEUU entre 1977 e 1991: 58%
Na ausência de armas de fogo, os criminosos acham outros meios ou outros tipos armas. Nenhuma lei em nenhuma cidade , Estado ou Nação, reduziu o crime violento ou diminuiu as taxas em comparação com outras jurisdições sem essas leis ( 8)
Recomendação do Conselho de Política Domestica de Bill Clinton: ( 17)
" Você não pode tirar armas de homens os quais estão assustados, de mulheres as quais são feridas , ou de comunidades as quais são machucadas sem dar-lhes confiança e senso de segurança "
Para melhor entender o problema, em abril de 1994 foi comissionado um poll por "Tarrance Group ", o qual revelou que somente 10 % dos entrevistados ( entre proprietários e não proprietários de armas) identificaram as armas como importante causa de crime violento, enquanto a grande maioria , 86% ( cerca de 165,3 milhões de adultos americanos) acreditam que o registro ( controle) de armas não irá parar os criminosos . A tabela abaixo mostra as mais importantes causas de crime violento :
Outra pergunta feita foi : "Para você qual é a mais importante causa de crime hoje na América ? "
Cinqüenta e sete por cento identificaram a reforma do sistema judiciário como o meio mais efetivo de reduzir os crimes violentos. Estes 57 % de adultos com mais de 18 anos de idade significam aproximadamente 109,6 milhões de americanos. ( 16)
Baseado nestes fatos , qualquer pessoa pode rapidamente argumentar que "a mídia não viu estes fatos ". Ao contrário , a mídia "viu estes fatos " mas não é interessante para a venda de jornais.( 17 )
Em outro estudo realizado no Texas , pelo "National Center for Policy Analysis " determinou que : "As armas são mais usadas para prevenir crimes do que para ocasioná-los ".
De acordo com o estudo de Dallas ( Texas ), "as pessoas usam armas mais de um milhão de vezes ao ano para prevenir crimes - mais freqüente do que criminosos as usam para cometer crimes".
Segundo Morgan Reynolds ( Senior do N.C.P.A. , economista e co-autor do estudo) , "Um criminoso tem 3 vezes mais chance de ser morto pela sua vítima do que pela policia".
O estudo segue, dizendo que : "armas são usadas somente em 12 % dos crimes violento - e a maioria dessas armas são roubadas. Numa entrevista com criminosos encarcerados eles afirmaram que a principal razão para portarem armas é para poder se defender de outros criminosos.
Reynolds diz que "Ao contrário da crendice popular , as armas são mais freqüentemente usadas em legitima defesa ". " O mito de que vitimas com armas são a fonte das armas dos marginais, ocorre em somente 1% dos casos"
Respostas para algumas crendices populares ( 18):
Mito 1 - As armas ocasionam crimes .
Uma revisão de 18 estudos acadêmicos mostrou que não existe relação entre o numero de armas e a quantidade de crimes nos estados Unidos. Evidencias internacionais apresentam dados semelhantes.
Mito 2 - O controle de armas reduz a criminalidade .
New jersey , Hawaii e Washington ( D.C.) tiveram um aumento das taxas de crimes após a implantação da lei de controle de armas. Canada, Taiwan e Jamaica tiveram a mesma experiência..
Mito 3 - As armas são de pouca ajuda na defesa contra criminosos.
Na verdade, as armas são de grande ajuda. Cada ano, vitimas em potencial matam de 2000 a 3000 criminosos e ferem um adicional de 9000 a 17000. Cidadãos comuns matam pessoas inocentes por engano somente 30 vezes ao ano, comparado com cerca de 330 mortos por engano pela policia. Sucesso de criminosos em tirar a arma da vítima ocorre em menos de 1% das vezes.
Mito 4- O controle de armas impede criminosos de obter armas.
Em entrevista com prisioneiros, a maioria disse que antes de ser preso eles possuíam armas. Mas menos de 1 em 6 armas foram compradas regularmente. Três - quartos dos prisioneiros disseram que não tiveram nenhum problema em obter uma arma , apesar da proibição legal.
Mito 5- As pessoas não necessitam armas para defesa própria
porque elas podem chamar a policia.
Cerca de 83% da população será vítima de criminosos em algum momento da sua vida . Considerando que , efetivamente, existe um policial de patrulha para cada 3.300 pessoas, os dados não parecem sugerir melhoras.
CONCLUSÃO
Infelizmente está desaparecendo , em todo o mundo, uma palavra chamada RESPEITO. Respeito pela família, respeito pelas tradições, respeito pelos vizinhos, respeito pelas crianças , etc.
Existe um declínio nos "valores" da família .Portanto , a solução para o problema do crime não é econômico ou técnico, é filosófico.
Hoje, está ocorrendo uma destruição cultural. Estamos criando uma juventude consumista que recorre a qualquer meio para atingir os seus objetivos. Matam por um par de tênis ou uma jaqueta da moda. Recebem propaganda subliminar de comerciais de televisão, mostrando que para estar na moda ou ser alvo de atenções , tem que usar determinada marca de tênis, fumar tal marca de cigarro, beber certa marca de cerveja , possuir tal modelo de carro, etc.
Todo o trabalho aqui apresentado , bem com todas as pesquisas e estatísticas foram bem claras , demonstrando que não é o meio
( armas, facas , automóveis, etc. ) o causador da violência , mas sim as pessoas e que essas pessoas usam qualquer meio para produzir violência.
Vemos certos países , onde a fome é a forma de violência , entre guerras por posse de poder ou ganhos pessoais, pouco se importando quantos morrerão para isso. Essas pessoas , que geram esses problemas , estão somente preocupadas com o seu ganho e geralmente dizem que "os meios justificam os fins ". Governos que determinam leis em beneficio próprio com fins políticos , as chamadas negociações políticas , nas quais somente está em interesse o poder e a ganância , sendo que o povo é um mero meio para atingir esse fim.
Desemprego, baixa renda, subnutrição, falta de habitação digna, ignorância, escolas que nada ensinam ou escolas onde só se aprende a violência, insegurança, descaso das autoridades, falta de atendimento hospitalar , impunidade , falta de valores morais, aumento populacional desenfreado , fome, desemprego ou empregos com péssima remuneração , falta de perspectiva de um futuro melhor, desrespeito a todos os valores , uma juventude abandonada e criada
por comerciais e filmes de televisão ( onde tudo é possível) , drogas , bebidas ( vendida a qualquer adolescente), a troca do homem por máquinas, estas são algumas das causas da violência.
Creio que ficarmos falando de um dos meios de uso dessas causas é como pregar no deserto. Nunca conseguiremos eliminar a violência sem corrigir estas causas .
Mas , talvez , seja mais fácil falar dos meios do que das causas, talvez os meios produzam um efeito político imediato, e assim , deixamos o problema aumentar e passamos aos próximos governantes a real causa da violência.
Acho que está chegando a hora de despertar e enfrentar os problemas ou eles nos destruirão , e levarão junto aqueles que os ignoraram, ou seja , causas e causadores sucumbirão. Será a destruição total , e em pouco tempo.
BIBLIOGRAFIA:
(1) ( Carta dirigida ao Congresso Americano : parte do livro "The Anti-Gun- Psycological and Sociological profile of the "New Class"Gun- Hating Bigots in América -January 1994)
(2) (Reportagem da Zero Hora ( 23 de outubro de 1996 , pg. 4):
( 3 ) ( Jornal de Sta. Maria _ Maj. Luiz Fernando Aita)
(4) Dr. James W. Wright é professor de sociologia e diretor do Instituto de Pesquisa Social e Demográfica ( SADRI) da Universidade de Massachusetts , um expert em pesquisa de dados, e um fervoroso defensor de leis sobre armas. Autor de vários trabalhos, em 1975 publicou "The Ownership of the Means of Destruction: Weapons in the United States ".
Peter H. Rossi ,também do Instituto de Pesquisa Social e Demográfica ( SADRI) da Universidade de Massachusetts e Presidente da American Sociological Association.
( 5) Jornal de Sta. Maria - Maj. Luiz Fernando Aita
- American Rifleman - August 85
( 6) -The Badge - Law Enforcement News - vol 2, number 1, March , 1990
( 7 ) - Police review - The violence of gun control - number 63 - year -
1993 - David B. Kopel - pg....-7)
[8] David B. Kopel, op. cit., examined the effectiveness of the firearms control policies of Japan, Canada, Britain, Switzerland, Jamaica, Austraila, New Zealand, and the United States, from a historical and sociological perspective. Additional source references are: Gary Kleck and Brett Patterson, op. cit; Joseph P. Magadin and Marshal Medoff, "An Empirical Analysis of Federal and State Firearms Control Laws",(1984); Douglas R. Murray, "Handguns, Gun Control Laws and Firearms Violence", Social Problems, Vol. 23 (1975), Matthew R.Dezee, "Gun Control Legislation: Impact and Ideology", Law and Policy Quarterly Vol. 5 (1983), p.367; J. Killias, "Gun Ownership and Violent Crime", Security Journal, Vol.1 No.3 (1990), p.171; Peter H. Rossi and James D. Wright, "Weapons, Crimes, and Violence in America: Executive Summary", (US Department of Justice, National Institute of Justice, 1981); Solicitor General of Canada, "Firearms Control in Canada: An Evaluation", (Ministry of Supply and Services Canada, 1983); Don B. Kates Jr., "Restricting Handguns: The Liberal Skeptics Speak Out", (North River Press, 1979); and B. Bruce-Briggs, "The Great American Gun War", The Public Interest, No. 45 (Fall 1976), pp. 37-62
(9 ) Juristat Service Bulletin Vol. 12 No.18, "Homicide in Canada 1991" (Statistics Canada, Canadian Centre for Justice Statistics, Oct 1992) p.2.
[10] Ibid, p.8
[11] Health Reports Vol. 1 No.1, "Mortality: Summary List of Causes 1987", (Statistics Canada, Health Division, Oct. 1989), p.60.
( 12 ) Causes of Death 1992 (Minister of Industry, Science and Technology, Statistics Canada, Health Statistics Division, Sept. 1994); and, Method of Committing Homicide Offences, Canadian, the Provinces /Territories, 1992 (Minister of Industry, Science and Technology, Statistics Canada, Canadian Centre for Justice Statistics, 1992)]
[13] Health Reports Vol.1 No.1,"Causes of Death 1987", (Statistics Canada, Health Division, Oct. 1989) pp, 176-178
[14] Juristat Service Bulletin Vol.12 NO.18, op. cit., p.15.
[15] Neil Boyd, "The Last Dance: Murder in Canada", (Prentice-Hall
Canada, 1988) pp. 156-157
(16) Fonte : U.S. Bureau of the census, 1994 estimates.
(17) - True Views - Crime in América - Special Report - April 1994
( 18) - Myths about Gun Control - National Center for Policy Analysis -
12655 North central Expressway , Suite 720 - Dallas - Texas 75243
( 19) - Zero Hora - 10 de fevereiro de 1997 - pg. 37
( 20 ) - Zero Hora - 11 de fevereiro de 1997 - pg. 39
( 21 ) Zero Hora - 31 de maio de 1995 - pg. 28
( 22) Correio do Povo - 5 de junho de 1995 - pg. 19
( 23) Zero Hora - 5 de junho de 1995 - pg.51
( 24) Zero Hora - 31de julho de 1995 - pg.60
( 25) Zero Hora - 21 de agosto de 1996 - pg. 3
(32 ) Coalition For Gun Control fact sheet
[42] Number of Restricted Guns Used in Homicide Offences by Year,
(Statistics Canada, Can. Centre for Justice Statistics, Law
Enforcement Program), pp.1 to 8
[43] Juristat Service Bulletin Vol. 12 No. 18, Homicide in Canada
1991, (Statistics Canada, Can. Centre for Justice Statistics,
Oct. 1992), p. 15
Documento Integral copiado em http://handgun.com.br/
J. Fauri
“Se um dia disserem que o seu trabalho não é de um profissional, lembre-se: A Arca de Noé foi construída por amadores; profissionais construíram o Titanic…“
quarta-feira, 25 de janeiro de 2006
terça-feira, 24 de janeiro de 2006
Manuel Alegre
Um resultado histórico
Em apenas três meses, Manuel Alegre alcançou um resultado histórico nas eleições presidenciais, contrariando a lógica da bipolarização entre Cavaco Silva e Mário Soares, que desde o início se tinha instalado na generalidade dos média. Está de parabéns o nosso Candidato, está de parabéns o movimento cívico que se gerou à volta da sua candidatura, estão de parabéns todos os que com total generosidade e entusiasmo se entregaram a esta causa e com Manuel Alegre ajudaram a construir este resultado. Foi uma vitória da democracia participativa e do poder dos cidadãos, para lá dos máquinas e directórios partidários. O feito histórico que Manuel Alegre conseguiu é já um facto pioneiro nas democracias europeias e representa uma forma de combater a crise do sistema de representação política. Não deixaremos que a esperança que se abriu seja devorada pela pequenez dos que não sabem ler nos resultados eleitorais os sinais dos tempos, nem são capazes de tirar lições das derrotas que sofreram.
[A candidatura de Manuel Alegre, 23.01.2006]
Em apenas três meses, Manuel Alegre alcançou um resultado histórico nas eleições presidenciais, contrariando a lógica da bipolarização entre Cavaco Silva e Mário Soares, que desde o início se tinha instalado na generalidade dos média. Está de parabéns o nosso Candidato, está de parabéns o movimento cívico que se gerou à volta da sua candidatura, estão de parabéns todos os que com total generosidade e entusiasmo se entregaram a esta causa e com Manuel Alegre ajudaram a construir este resultado. Foi uma vitória da democracia participativa e do poder dos cidadãos, para lá dos máquinas e directórios partidários. O feito histórico que Manuel Alegre conseguiu é já um facto pioneiro nas democracias europeias e representa uma forma de combater a crise do sistema de representação política. Não deixaremos que a esperança que se abriu seja devorada pela pequenez dos que não sabem ler nos resultados eleitorais os sinais dos tempos, nem são capazes de tirar lições das derrotas que sofreram.
[A candidatura de Manuel Alegre, 23.01.2006]
Sexo comercial
..."em debate questões importantes relativas aos direitos individuais: cabe ao Estado legislar e gerir sobre corpos e prazeres entre pessoas adultas, livres e autônomas? Deve o Estado reprimir o "sexo comercial"?
Cidadania na internet
Les Demoiselles d'Avignon - Picasso
Cidadania na internet
Les Demoiselles d'Avignon - Picassosegunda-feira, 23 de janeiro de 2006
Lugares e Mundos
E por lugares, e mundos como Ceiroquinho (terra do meu avô José Fernandes). Relvas, Teixeira, Água d’Alte, Fajão, Selada das Eiras (lugar mítico), Ponte das 3 entradas, PPSAçor, Quinta do Mosteiro, Colmeal, Folques, Fraga da Pena, Mata da Margaraça...
Alto do Cavalo, lugar mítico
Passada a Fonte, a Curva do Gelo, e o Alto do Cavalo (lugar mítico), encontramos a placa de Sobral 5 Km. A partir daqui o meu local de trabalho já se avista na brancura das suas paredes, numa paisagem que ESMAGA pela sua vastidão, cores, sons, cheiros...
Hoje é dia de passar por Vale de Mós. Num troço de excelente piso - feito em declive abrupto - com um vale muito bonito - onde - aqui e ali - pontua uma marca humana.
Hoje é dia de passar por Vale de Mós. Num troço de excelente piso - feito em declive abrupto - com um vale muito bonito - onde - aqui e ali - pontua uma marca humana.
Equação
Aqui temos a igualdade entre duas quantidades, apenas para certos valores de algumas incógnitas que entram nela. Temos a identidade, a condição e a situação pessoal dos candidatos. Neste intervalo, diferente, em função de cada indivíduo, a quantidade algébrica que se irá juntar ao tempo verdadeiro do presidente, para depois obtermos o tempo médio, possível e que comporta uma solução.
MaisPresidenciais
MaisPresidenciais
domingo, 22 de janeiro de 2006
Letra para um hino, Hoje...
Letra para um hino
É possível falar sem um nó na garganta
é possível amar sem que venham proibir
é possível correr sem que seja fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.
É possível andar sem olhar para o chão
é possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os astros
se te apetece dizer não grita comigo: não.
É possível viver de outro modo. É
possível transformares em arma a tua mão.
É possível o amor. É possível o pão.
É possível viver de pé.
Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser homem.
É possível ser livre livre livre.
Manuel Alegre
É possível falar sem um nó na garganta
é possível amar sem que venham proibir
é possível correr sem que seja fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.
É possível andar sem olhar para o chão
é possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os astros
se te apetece dizer não grita comigo: não.
É possível viver de outro modo. É
possível transformares em arma a tua mão.
É possível o amor. É possível o pão.
É possível viver de pé.
Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser homem.
É possível ser livre livre livre.
Manuel Alegre
A espiral do tempo, em dia de eleição
"A gente se quiser até com os olhos vê."
Sr. André, Aldeia Velha
Na serra todos os relógios pararam, mas o mecanismo das horas não se deteve. A espiral do tempo arrastou-nos até ao fim do milénio.
Olhemos para trás antes de começar uma nova era.
O Passado
Do passado restam-nos apenas velhos objectos com as suas histórias cruzadas e algumas recordações numa gaveta qualquer. E no entanto, no recanto puro da memória, guardamos saudade a esses tempos que foram difíceis.
Alguém sabe que lembrança guardarão os nossos filhos destes dias desvairados que lhes damos a viver?
A nossa civilização chegou à sua última encruzilhada: agora, ou consumimos o que resta do planeta ou reciclamos quase todos os nossos hábitos e atitudes.
Olhemos de novo para trás, a colher os últimos ensinamentos, antes de nos aventurarmos para lá da curva da estrada.
O passado não é uma história de encantar. Houve miséria, por vezes fome; e aos filhos da Serra sempre coube, nas alturas da crise, o ingrato papel de espelho onde se reflectiam, ampliadas, as agruras e injustiças do Mundo
Mas a vida simples das gentes serranas encerra uma lição de harmonia, sóbria dignidade e utilização comedida dos recursos, que pode ser o ponto de partida para uma reflexão sobre as características mais perversas da nossa própria Sociedade de Consumo.
Reparemos, por exemplo, no modo como todos os utensílios eram remendados, reaproveitados ou reutilizados em novos contextos. Nada se desperdiçava ou deitava fora; não havia tanto lixo nem se acumulavam objectos supérfluos.
A Arte de Remendar
Cada utensílio era um bem raro, feito com suor do rosto ou comprado à custa de grandes sacrifícios; seria por isso normal que durasse uma vida.
Os sarrões, as gamelas e os funis remendados, a louça quebrada e depois reparada com gatos - estes objectos, depois de passarem de mão em mão, falam-nos agora de um tempo em que poupar era tão normal quanto, hoje em dia, gastar e consumir indiscriminadamente.
A Arte de Improvisar
Por vezes havia que improvisar, com grande dose de imaginação, os utensílios que faltavam ou as ferramentas a que a bolsa não chegava - um serrote, uma escumadeira, um fumigador, um funil, etc.
Assim se cumpria, com bastante mais eficiência do que nos dias de hoje, uma das principais leis do universo.
Objectos com Múltiplas Utilizações
A alenterna de ir regar o milho à noite era a mesma com que se aluminavam as casas; na panela de ferro em que se fazia comida do porco, coziam-se depois as farinheiras; o balde de transportar a vianda do animal também servia para tirar a água do poço; no banco onde se matava o bicho, se mandava sentar o padre pela Páscoa; a cesta onde se acartava esterco servia às vezes de berço a um filho recém-nascido; com a sertã de fritar as filhós faziam-se candeias de quatro torcidas, nos lagares; a gaveta da broa era usada como assento na cozinha; um garfo de ferreiro fazia também as vezes de palito e de arpão para as enguias; com uma bilha de carvoeiro se aquecia a cama no Inverno; numa mala de carpinteiro se guardavam os tarecos para emigrar; os gasómetros das minas também aluminavam as casas dos mineiros; no "cesto de romaria" se enviavam encomendas para Lisboa; a gamela da broa era a mesma da migadura para a sopa ou para as galinhas.
O Futuro
Terras de pão que só dão silvas; levadas atulhadas de cascalho; muros derrubados; portas que dão para casas vazias; telhados que caem para dentro; varandas que apodrecem, debruçadas sobre ruas desertas; pinheiros onde antes havia mato para gado; fogos; eucaliptos depois dos fogos; ribeiras secas; erosão - cresceu um enorme deserto nos escombros da nossa memória colectiva e paira sobre ele a recordação de tempos que foram difíceis.
Mas a Serra é um segredo bem guardado pelas suas gentes. O seu coração ainda bate em todos estes objectos e fotografias que balançam em frente aos nossos olhos. Há neles uma lógica que se esconde e revela, um jogo contraditório de sombras e de luzes; há, já não miséria, mas beleza e harmonia à espera do novo século que se aproxima.
Saberemos nós construir os alicerces desses dias futuros sobre as raízes sãs dos dias passados? As próximas gerações comerão o pão que nós amassarmos.
Dr.Paulo Ramalho, Tempos Difíceis - Tradição e Mudança na Serra do Açor
Sr. André, Aldeia Velha
Na serra todos os relógios pararam, mas o mecanismo das horas não se deteve. A espiral do tempo arrastou-nos até ao fim do milénio.
Olhemos para trás antes de começar uma nova era.
O Passado
Do passado restam-nos apenas velhos objectos com as suas histórias cruzadas e algumas recordações numa gaveta qualquer. E no entanto, no recanto puro da memória, guardamos saudade a esses tempos que foram difíceis.
Alguém sabe que lembrança guardarão os nossos filhos destes dias desvairados que lhes damos a viver?
A nossa civilização chegou à sua última encruzilhada: agora, ou consumimos o que resta do planeta ou reciclamos quase todos os nossos hábitos e atitudes.
Olhemos de novo para trás, a colher os últimos ensinamentos, antes de nos aventurarmos para lá da curva da estrada.
O passado não é uma história de encantar. Houve miséria, por vezes fome; e aos filhos da Serra sempre coube, nas alturas da crise, o ingrato papel de espelho onde se reflectiam, ampliadas, as agruras e injustiças do Mundo
Mas a vida simples das gentes serranas encerra uma lição de harmonia, sóbria dignidade e utilização comedida dos recursos, que pode ser o ponto de partida para uma reflexão sobre as características mais perversas da nossa própria Sociedade de Consumo.
Reparemos, por exemplo, no modo como todos os utensílios eram remendados, reaproveitados ou reutilizados em novos contextos. Nada se desperdiçava ou deitava fora; não havia tanto lixo nem se acumulavam objectos supérfluos.
A Arte de Remendar
Cada utensílio era um bem raro, feito com suor do rosto ou comprado à custa de grandes sacrifícios; seria por isso normal que durasse uma vida.
Os sarrões, as gamelas e os funis remendados, a louça quebrada e depois reparada com gatos - estes objectos, depois de passarem de mão em mão, falam-nos agora de um tempo em que poupar era tão normal quanto, hoje em dia, gastar e consumir indiscriminadamente.
A Arte de Improvisar
Por vezes havia que improvisar, com grande dose de imaginação, os utensílios que faltavam ou as ferramentas a que a bolsa não chegava - um serrote, uma escumadeira, um fumigador, um funil, etc.
Assim se cumpria, com bastante mais eficiência do que nos dias de hoje, uma das principais leis do universo.
Objectos com Múltiplas Utilizações
A alenterna de ir regar o milho à noite era a mesma com que se aluminavam as casas; na panela de ferro em que se fazia comida do porco, coziam-se depois as farinheiras; o balde de transportar a vianda do animal também servia para tirar a água do poço; no banco onde se matava o bicho, se mandava sentar o padre pela Páscoa; a cesta onde se acartava esterco servia às vezes de berço a um filho recém-nascido; com a sertã de fritar as filhós faziam-se candeias de quatro torcidas, nos lagares; a gaveta da broa era usada como assento na cozinha; um garfo de ferreiro fazia também as vezes de palito e de arpão para as enguias; com uma bilha de carvoeiro se aquecia a cama no Inverno; numa mala de carpinteiro se guardavam os tarecos para emigrar; os gasómetros das minas também aluminavam as casas dos mineiros; no "cesto de romaria" se enviavam encomendas para Lisboa; a gamela da broa era a mesma da migadura para a sopa ou para as galinhas.
O Futuro
Terras de pão que só dão silvas; levadas atulhadas de cascalho; muros derrubados; portas que dão para casas vazias; telhados que caem para dentro; varandas que apodrecem, debruçadas sobre ruas desertas; pinheiros onde antes havia mato para gado; fogos; eucaliptos depois dos fogos; ribeiras secas; erosão - cresceu um enorme deserto nos escombros da nossa memória colectiva e paira sobre ele a recordação de tempos que foram difíceis.
Mas a Serra é um segredo bem guardado pelas suas gentes. O seu coração ainda bate em todos estes objectos e fotografias que balançam em frente aos nossos olhos. Há neles uma lógica que se esconde e revela, um jogo contraditório de sombras e de luzes; há, já não miséria, mas beleza e harmonia à espera do novo século que se aproxima.
Saberemos nós construir os alicerces desses dias futuros sobre as raízes sãs dos dias passados? As próximas gerações comerão o pão que nós amassarmos.
Dr.Paulo Ramalho, Tempos Difíceis - Tradição e Mudança na Serra do Açor
sábado, 21 de janeiro de 2006
À frente e À espera

República Portuguesa
Unidade Geográfica de Recenseamento - Castelo Branco
N.º de Inscrição 9013
TODOS a VOTAR no Manuel Alegre, para assim podermos deitar Abaixo el-rei...
Abaixo el-rei Sebastião
É preciso enterrar el-rei Sebastião
é preciso dizer a toda a gente
que o Desejado já não pode vir.
É preciso quebrar na ideia e na canção
a guitarra fantástica e doente
que alguém trouxe de Alcácer Quibir.
Eu digo que está morto.
Deixai em paz el-rei Sebastião
deixai-o no desastre e na loucura.
Sem precisarmos de sair o porto
temos aqui à mão
a terra da aventura.
Vós que trazeis por dentro
de cada gesto
uma cansada humilhação
deixai falar na vossa voz a voz do vento
cantai em tom de grito e de protesto
matai dentro de vós el-rei Sebastião.
Quem vai tocar a rebate
os sinos de Portugal?
Poeta: é tempo de um punhal
por dentro da canção.
Que é preciso bater em quem nos bate
é preciso enterrar el-rei Sebastião.
Manuel Alegre
sexta-feira, 20 de janeiro de 2006
Energia Eólica
No Alto do Cavalo (lugar mítico)os trabalhos do novo parque eólico avançam a bom ritmo.
Máquinas pesadas. Camiões de carga. Grandes volumes de material. Trabalhadores. O pulsar da vida, numa zona de relevo acidentado, que foi mancha florestal antes do GRANDE incêndio de 2003.
Ipcena
Máquinas pesadas. Camiões de carga. Grandes volumes de material. Trabalhadores. O pulsar da vida, numa zona de relevo acidentado, que foi mancha florestal antes do GRANDE incêndio de 2003.
Ipcena
quinta-feira, 19 de janeiro de 2006
tão só a estrada...

Viagens na Minha Terra
GARRETT, Almeida
COLARES EDITORA 1� Edi��o de 1999
P�ginas: 200 Peso: 222 gr. Formato: 16x24 cm
ISBN: 9727820018
Estando eu á janela coa minha almofada,
Minha agulha d'ouro, meu dedal de prato;
Passa um cavaleiro, pedia pousada:
Meu pai. lho negou: quanto me custava!
— Já vem vindo a noite, é tão só a estrada...
Senhor pai, não digam tal de nossa casa
Que um cavaleira que pede pousada
Se fecha esta porta à noite cerrada.
Roguei e pedi — muito lhe pesava
Mas eu tanto fiz, que por fim deixava
Fui-lhe abrir a porta, mui contente entrava;
Ao lar o levei, logo se assentava.
As mãos lhe dei água, ele se lavava:
Pus-lhe uma toalha, nela se limpava.
Poucas as palavras, que mal me falava,
Mas eu bem senti que ele me mirava.
Fui o erguer os olhos, mal os levantava,
Os seus lindos olhos na terra os pregava.
Fui-lhe pôr a ceia, muito bem ceava;
A cama lhe fiz, nela se deitava.
Dei-lhe as boas-noites, não me replicava:
Tão má cortesia nunca a vi usada!
Lá por meia-noite, que me eu sufocava,
Sinto que me levam coa boca tapada...
Levam-me a cavalo, levam-me abraçada,
Correndo, correndo sempre à desfilada.
Sem abrir os olhos, vi quem me roubava;
Calei-me e chorei — ele não falava.
Dali muito longe que me perguntava:
Eu na minha tenra como me chamava.
— Chamavam-me Iria, Iria a fidalga;
Por aqui agora Iria, a cansada.
Andando, andando, toda a noite andava;
Lá por madrugada que me atentava...
Horas esquecidas comigo lutava;
Nem força nem rogos, tudo lhe mancava.
Tirou do alfange... ali me matava,
Abriu uma cova onde me enterrava.
No fim de sete anos passo o cavaleiro,
Uma linda ermida viu naquele outeiro,
—"Que ermida é aquela, de tanto romeiro?"
—" É de Santo Iria, que sofreu marteiro."
— 'Minha Santo Iria, meu amor primeiro,
Se me perdoares, serei teu romeiro."
—"Perdoar não te hei de, ladrão carniceiro,
Que me degolaste que nem um cordeiro."
GARRETT, Almeida
COLARES EDITORA 1� Edi��o de 1999
P�ginas: 200 Peso: 222 gr. Formato: 16x24 cm
ISBN: 9727820018
Estando eu á janela coa minha almofada,
Minha agulha d'ouro, meu dedal de prato;
Passa um cavaleiro, pedia pousada:
Meu pai. lho negou: quanto me custava!
— Já vem vindo a noite, é tão só a estrada...
Senhor pai, não digam tal de nossa casa
Que um cavaleira que pede pousada
Se fecha esta porta à noite cerrada.
Roguei e pedi — muito lhe pesava
Mas eu tanto fiz, que por fim deixava
Fui-lhe abrir a porta, mui contente entrava;
Ao lar o levei, logo se assentava.
As mãos lhe dei água, ele se lavava:
Pus-lhe uma toalha, nela se limpava.
Poucas as palavras, que mal me falava,
Mas eu bem senti que ele me mirava.
Fui o erguer os olhos, mal os levantava,
Os seus lindos olhos na terra os pregava.
Fui-lhe pôr a ceia, muito bem ceava;
A cama lhe fiz, nela se deitava.
Dei-lhe as boas-noites, não me replicava:
Tão má cortesia nunca a vi usada!
Lá por meia-noite, que me eu sufocava,
Sinto que me levam coa boca tapada...
Levam-me a cavalo, levam-me abraçada,
Correndo, correndo sempre à desfilada.
Sem abrir os olhos, vi quem me roubava;
Calei-me e chorei — ele não falava.
Dali muito longe que me perguntava:
Eu na minha tenra como me chamava.
— Chamavam-me Iria, Iria a fidalga;
Por aqui agora Iria, a cansada.
Andando, andando, toda a noite andava;
Lá por madrugada que me atentava...
Horas esquecidas comigo lutava;
Nem força nem rogos, tudo lhe mancava.
Tirou do alfange... ali me matava,
Abriu uma cova onde me enterrava.
No fim de sete anos passo o cavaleiro,
Uma linda ermida viu naquele outeiro,
—"Que ermida é aquela, de tanto romeiro?"
—" É de Santo Iria, que sofreu marteiro."
— 'Minha Santo Iria, meu amor primeiro,
Se me perdoares, serei teu romeiro."
—"Perdoar não te hei de, ladrão carniceiro,
Que me degolaste que nem um cordeiro."
Viagens na minha terra
..."O vale de Santarém é um destes lugares privilegiados pela natureza, sítios amenos e deleitosos em que as plantas, o ar, a situação, tudo está numa harmonia suavíssima e perfeita: não há ali nada grandioso nem sublime, mas há uma como simetria de cores, de tons, de disposição em tudo quanto se vê e se sente, que não parece senão que a paz, a saúde, o sossego do espírito e o repouso do coração devem viver ali, reinar ali um reinado de amor e benevolência. As paixões más, os pensamentos mesquinhos, os pesares e as vilezas da vida não podem senão fugir para longe. Imagina-se por aqui o Éden que o primeiro homem habitou com a sua inocência e com a virgindade do seu coração.
À esquerda do vale, e abrigado do norte pela montanha que ali se corta quase a pique, está um maciço de verdura do mais belo viço e variedade. A faia, o freixo, o álamo, entrelaçam os ramos amigos; a madressilva, a musqueta penduram de um a outro suas grinaldas e festões; a congossa, os fetos, a malva-rosa do valado vestem e alcatifam o chão.
Para mais realçar a beleza do quadro, vê-se por entre um claro das árvores a janela meio aberta de uma habitação antiga mas não dilapidada — com certo ar de conforto grosseiro, e carregada na cor pelo tempo e pelos vendavais do sul a que está exposta. A janela é larga e baixa; parece-me mais ornada e também mais antiga que o resto do edifício que todavia mal se vê...
Interessou-me aquela janela.
Quem terá o bom gosto e a fortuna de morar ali?
Parei e pus-me a namorar a janela.
Encantava-me, tinha-me ali como num feitiço.
Pareceu-me entrever uma cortina branca... e um vulto por detrás. Imaginação decerto! Se o vulto fosse feminino!... era completo o romance.
Como há de ser belo ver o pôr o sol daquela janela!...
E ouvir cantar os rouxinóis!...
E ver raiar uma alvorada de maio!...
Se haverá ali quem a aproveite, a deliciosa janela? ... quem aprecie e saiba gozar todo o prazer tranqüilo, todos os santos gozos de alma que parece que lhe andam esvoaçando em torno?
Se for homem é poeta; se é mulher está namorada.
São os dois entes mais parecidos da natureza, o poeta e a mulher namorada; vêem, sentem pensam, falam como a outra gente não vê, não sente não pensa nem fala.
Na maior paixão, no mais acrisolado afeto do homem que não é poeta, entre sempre o seu tanto de vil prosa humana: é liga sem que não se lavra o mais fino do seu oiro. A mulher não; a mulher apaixonada deveras sublima-se. idealiza-se logo, toda ela é poesia, e não há dor física, interesse material, nem deleites sensuais que a façam descer ao positivo da existência prosaica.
Estava eu nestas meditações, começou um rouxinol a mais linda e desgarrada cantiga que há muito tempo me lembra de ouvir.
Era ao pé da dita janela!
E respondeu-lhe logo outro do lado oposto; e travou-se entre ambos um desafio tão regular em estrofes alternadas tão bem medidas, tão acentuadas e perfeitas, que eu fiquei todo dentro do meu romance, esqueci-me de tudo o mais.
Lembrou-me o rouxinol de Bernardim Ribeiro, o que se deixou cair na água de cansado.
O arvoredo, a janela, os rouxinóis... àquela hora, o fim de tarde... o que faltava para completar o romance?
Um vulto feminino que viesse sentar-se àquele balcão — vestido de branco — oh! branco por força... a frente descaída sobre a mão esquerda, o braço direito pendente, os olhos alçados ao céu... De que cor os olhos? Não sei, que importa! É amiudar muito demais a pintura, que deve ser a grandes e largos traços para ser romântica, vaporosa, desenhar-se no vago da idealidade poética.
— Os olhos, os olhos... — disse eu, pensando já alto, e todo no meu êxtase — os olhos... pretos.
— Pois eram verdes!
— Verdes os olhos... dela, do vulto na janela?
— Verdes como duas esmeraldas orientais, transparentes, brilhantes, sem preço.
— Quê! Pois realmente?... É gracejo isso, ou realmente há ali uma mulher, bonita, bonita, e?...
Ali não há ninguém — ninguém que se nomeie hoje, mas houve... oh! houve um anjo, um anjo, que deve estar no céu.
— Bem dizia eu que aquela janela...
— É a janela dos rouxinóis...
— Que lá estão a cantar.
— Estão, esses lá estão ainda como há dez anos — os mesmos ou outros, mas a menina dos rouxinóis foi-se e não voltou.
— A menina dos rouxinóis! Que história é essa? Pois deveras tem uma história aquela janela?
— É um romance todo inteiro, todo feito como dizem os franceses, e conta-se em duas palavras.
— Vamos a ele. A menina dos rouxinóis, menina com os olhos verdes! Deve ser interessantíssimo. Vamos à história já.
— Pois vamos. Apeemo-nos e descansemos um bocado.
Já se vê que este diálogo passava entre mim e outro dos nossos companheiros de viagem.
Apeamo-nos com efeito, sentamo-nos, e eis aqui a história da menina dos rouxinóis, como ela se contou.
É o primeiro episódio da minha odisséia: estou com medo de entrar nele, porque dizem as damas e os elegantes da nossa terra que o português não é bom para isto, que em francês que há outro não sei quê...
Eu creio que as damas que estão mal informadas, e sei que os elegantes que são uns tolos; mas sempre tenho meu receio, porque enfim, enfim, deles me rio eu: mas poesia ou romance, música ou drama de que as mulheres não gostem, é porque não presta.
Ainda assim, belas e amáveis leitoras, entendamo-nos; o que eu vou contar não é um romance, não tem aventuras enredadas, peripécias, situações e incidentes raros; é uma história simples e singela, sinceramente contada e sem pretensão.
Acabemos aqui o capítulo em forma de prólogo; e a matéria do meu conto para o seguinte."...
Viagens na minha terra, de Almeida Garret
Fonte:
GARRET, Almeida. Viagens na minha terra. [s.l.]: Ediouro, [s.d.].
Texto proveniente de:
Biblioteca Virtual do Estudante de Língua portuguesa
A Escola do Futuro da Universidade de São Paulo
Permitido o uso apenas para fins educacionais.
Texto-base digitalizado por:
Sérgio Simonato
À esquerda do vale, e abrigado do norte pela montanha que ali se corta quase a pique, está um maciço de verdura do mais belo viço e variedade. A faia, o freixo, o álamo, entrelaçam os ramos amigos; a madressilva, a musqueta penduram de um a outro suas grinaldas e festões; a congossa, os fetos, a malva-rosa do valado vestem e alcatifam o chão.
Para mais realçar a beleza do quadro, vê-se por entre um claro das árvores a janela meio aberta de uma habitação antiga mas não dilapidada — com certo ar de conforto grosseiro, e carregada na cor pelo tempo e pelos vendavais do sul a que está exposta. A janela é larga e baixa; parece-me mais ornada e também mais antiga que o resto do edifício que todavia mal se vê...
Interessou-me aquela janela.
Quem terá o bom gosto e a fortuna de morar ali?
Parei e pus-me a namorar a janela.
Encantava-me, tinha-me ali como num feitiço.
Pareceu-me entrever uma cortina branca... e um vulto por detrás. Imaginação decerto! Se o vulto fosse feminino!... era completo o romance.
Como há de ser belo ver o pôr o sol daquela janela!...
E ouvir cantar os rouxinóis!...
E ver raiar uma alvorada de maio!...
Se haverá ali quem a aproveite, a deliciosa janela? ... quem aprecie e saiba gozar todo o prazer tranqüilo, todos os santos gozos de alma que parece que lhe andam esvoaçando em torno?
Se for homem é poeta; se é mulher está namorada.
São os dois entes mais parecidos da natureza, o poeta e a mulher namorada; vêem, sentem pensam, falam como a outra gente não vê, não sente não pensa nem fala.
Na maior paixão, no mais acrisolado afeto do homem que não é poeta, entre sempre o seu tanto de vil prosa humana: é liga sem que não se lavra o mais fino do seu oiro. A mulher não; a mulher apaixonada deveras sublima-se. idealiza-se logo, toda ela é poesia, e não há dor física, interesse material, nem deleites sensuais que a façam descer ao positivo da existência prosaica.
Estava eu nestas meditações, começou um rouxinol a mais linda e desgarrada cantiga que há muito tempo me lembra de ouvir.
Era ao pé da dita janela!
E respondeu-lhe logo outro do lado oposto; e travou-se entre ambos um desafio tão regular em estrofes alternadas tão bem medidas, tão acentuadas e perfeitas, que eu fiquei todo dentro do meu romance, esqueci-me de tudo o mais.
Lembrou-me o rouxinol de Bernardim Ribeiro, o que se deixou cair na água de cansado.
O arvoredo, a janela, os rouxinóis... àquela hora, o fim de tarde... o que faltava para completar o romance?
Um vulto feminino que viesse sentar-se àquele balcão — vestido de branco — oh! branco por força... a frente descaída sobre a mão esquerda, o braço direito pendente, os olhos alçados ao céu... De que cor os olhos? Não sei, que importa! É amiudar muito demais a pintura, que deve ser a grandes e largos traços para ser romântica, vaporosa, desenhar-se no vago da idealidade poética.
— Os olhos, os olhos... — disse eu, pensando já alto, e todo no meu êxtase — os olhos... pretos.
— Pois eram verdes!
— Verdes os olhos... dela, do vulto na janela?
— Verdes como duas esmeraldas orientais, transparentes, brilhantes, sem preço.
— Quê! Pois realmente?... É gracejo isso, ou realmente há ali uma mulher, bonita, bonita, e?...
Ali não há ninguém — ninguém que se nomeie hoje, mas houve... oh! houve um anjo, um anjo, que deve estar no céu.
— Bem dizia eu que aquela janela...
— É a janela dos rouxinóis...
— Que lá estão a cantar.
— Estão, esses lá estão ainda como há dez anos — os mesmos ou outros, mas a menina dos rouxinóis foi-se e não voltou.
— A menina dos rouxinóis! Que história é essa? Pois deveras tem uma história aquela janela?
— É um romance todo inteiro, todo feito como dizem os franceses, e conta-se em duas palavras.
— Vamos a ele. A menina dos rouxinóis, menina com os olhos verdes! Deve ser interessantíssimo. Vamos à história já.
— Pois vamos. Apeemo-nos e descansemos um bocado.
Já se vê que este diálogo passava entre mim e outro dos nossos companheiros de viagem.
Apeamo-nos com efeito, sentamo-nos, e eis aqui a história da menina dos rouxinóis, como ela se contou.
É o primeiro episódio da minha odisséia: estou com medo de entrar nele, porque dizem as damas e os elegantes da nossa terra que o português não é bom para isto, que em francês que há outro não sei quê...
Eu creio que as damas que estão mal informadas, e sei que os elegantes que são uns tolos; mas sempre tenho meu receio, porque enfim, enfim, deles me rio eu: mas poesia ou romance, música ou drama de que as mulheres não gostem, é porque não presta.
Ainda assim, belas e amáveis leitoras, entendamo-nos; o que eu vou contar não é um romance, não tem aventuras enredadas, peripécias, situações e incidentes raros; é uma história simples e singela, sinceramente contada e sem pretensão.
Acabemos aqui o capítulo em forma de prólogo; e a matéria do meu conto para o seguinte."...
Viagens na minha terra, de Almeida Garret
Fonte:
GARRET, Almeida. Viagens na minha terra. [s.l.]: Ediouro, [s.d.].
Texto proveniente de:
Biblioteca Virtual do Estudante de Língua portuguesa
A Escola do Futuro da Universidade de São Paulo
Permitido o uso apenas para fins educacionais.
Texto-base digitalizado por:
Sérgio Simonato
quarta-feira, 18 de janeiro de 2006
Viagens na minha terra
Viagens na minha terra
Na Vila de Oleiros, pela direita em direcção a Álvaro, chegamos a Casal Novo. A Fábrica da Resina num amontoado de esquecimento e histórias passadas, deu pão a muitas famílias. Pela esquerda entramos no Mítico troço Casal-Madeirã.
Passada a Fonte, a Curva do Gelo, e o Alto do Cavalo (lugar mítico), encontramos a placa de Sobral 5 Km. A partir daqui os nomes são estes: Faval, Leiria de Cima, Leiria do Meio, Pessilgal, Roda de Baixo, Roda de Cima, Sabugal, Sobral de Baixo, Sobral de Cima e Casalinho... E pelos seguintes lugares: Póvoa de Minal, Mourelo, Ninho do Corvo, Val da Constância, Fundo do Val, Picorreia, Sobreirinho e Val da Carreira.
Em Oleiros, no Alto do Cavalo, ( lugar mítico) no horizonte próximo a povoação do Cavalo. Mais para além daquela curva Monte Fundeiro, terra muito marcada pelo drama do GRANDE incêndio de 2003.
E ainda, no troço Madeirã-Casal Novo e Alto da Cava-Casal Novo.
Vale de Mós, Mosteiro...
Em Oleiros, no Alto do Cavalo (lugar mítico) onde no passado ocorreu um crime hediondo.
A povoação do Cavalo, mais para baixo Monte Fundeiro marcada pela tragédia do GRANDE incêndio de 2003.
Escola pequenina e já sem alunos, junto da estrada principal.
Um pastor com o seu pequeno rebanho por ali andava num final de tarde soalheiro.
O caminho estreito levava a Vale Salgueiro onde ocorreu um DRAMA com a passagem do GRANDE incêndio de Agosto de 2003.
Habitantes deste lugar tiveram de refugiar-se dentro de um tanque de água para salvarem a sua pele. Entre eles estava uma cirança de...4 anos!
No espelho retrovisor do Carisma a descida para Azenha da Ribeira, a aldeia de Poeiros e um oásis no mapa dos incêndios: uma mancha de Pinheiros para o futuro queimar? Será? Do meu lado direito avisto lá para longe Alcains, Salgueiro do Campo e para o lado Sul, a grande urbe! Castelo Branco...
Agora é altura de enfrentar uma descida com declive de 20% em 700 metros! Prova para máquinas e condutores!!
Estamos na Azenha de Cima, terra de Xisto e muito bonita.
Para trás ficaram:
Lugares míticos.
Paisagens a perder de vista.
O mapa dos incêndios.
Cristas, Vales, Outeiros, Montes, Serras, Planaltos...
Lugares, sonhos, amores e a esperança de pessoas marcadas pelo tempo, pela dura prova do tempo.
Na Vila de Oleiros, pela direita em direcção a Álvaro, chegamos a Casal Novo. A Fábrica da Resina num amontoado de esquecimento e histórias passadas, deu pão a muitas famílias. Pela esquerda entramos no Mítico troço Casal-Madeirã.
Passada a Fonte, a Curva do Gelo, e o Alto do Cavalo (lugar mítico), encontramos a placa de Sobral 5 Km. A partir daqui os nomes são estes: Faval, Leiria de Cima, Leiria do Meio, Pessilgal, Roda de Baixo, Roda de Cima, Sabugal, Sobral de Baixo, Sobral de Cima e Casalinho... E pelos seguintes lugares: Póvoa de Minal, Mourelo, Ninho do Corvo, Val da Constância, Fundo do Val, Picorreia, Sobreirinho e Val da Carreira.
Em Oleiros, no Alto do Cavalo, ( lugar mítico) no horizonte próximo a povoação do Cavalo. Mais para além daquela curva Monte Fundeiro, terra muito marcada pelo drama do GRANDE incêndio de 2003.
E ainda, no troço Madeirã-Casal Novo e Alto da Cava-Casal Novo.
Vale de Mós, Mosteiro...
Em Oleiros, no Alto do Cavalo (lugar mítico) onde no passado ocorreu um crime hediondo.
A povoação do Cavalo, mais para baixo Monte Fundeiro marcada pela tragédia do GRANDE incêndio de 2003.
Escola pequenina e já sem alunos, junto da estrada principal.
Um pastor com o seu pequeno rebanho por ali andava num final de tarde soalheiro.
O caminho estreito levava a Vale Salgueiro onde ocorreu um DRAMA com a passagem do GRANDE incêndio de Agosto de 2003.
Habitantes deste lugar tiveram de refugiar-se dentro de um tanque de água para salvarem a sua pele. Entre eles estava uma cirança de...4 anos!
No espelho retrovisor do Carisma a descida para Azenha da Ribeira, a aldeia de Poeiros e um oásis no mapa dos incêndios: uma mancha de Pinheiros para o futuro queimar? Será? Do meu lado direito avisto lá para longe Alcains, Salgueiro do Campo e para o lado Sul, a grande urbe! Castelo Branco...
Agora é altura de enfrentar uma descida com declive de 20% em 700 metros! Prova para máquinas e condutores!!
Estamos na Azenha de Cima, terra de Xisto e muito bonita.
Para trás ficaram:
Lugares míticos.
Paisagens a perder de vista.
O mapa dos incêndios.
Cristas, Vales, Outeiros, Montes, Serras, Planaltos...
Lugares, sonhos, amores e a esperança de pessoas marcadas pelo tempo, pela dura prova do tempo.
terça-feira, 17 de janeiro de 2006
Uma borrachinha...
Na fila do ônibus estava um pai e seus 16 filhos.
Junto a eles, um senhor de meia-idade, com uma das pernas de pau. O ônibus
chegou, a criançada entrou primeiro, e ocupou os bancos que estavam
disponíveis.
Os dois senhores entraram e ficaram em pé. Na arrancada, o senhor da perna de
pau, com a visível dificuldade, desequilibrou-se para trás, e o barulho foi
inconfundível: TOC...TOC...TOC...TOC...
Quando o ônibus freou a mesma coisa aconteceu:
TOC...TOC...TOC...TOC...
Na arrancada novamente: TOC...TOC...TOC...TOC...E assim foi várias vezes...
Num determinado momento, já incomodado com o barulho e ao mesmo tempo tentando
ser gentil, o pai das 16 crianças disse ao perneta:
- Perdão, senhor, gostaria de fazer uma sugestão. Por que o senhor não coloca
uma borrachinha na ponta do pau? Com certeza vai diminuir o barulho e
incomodar menos as pessoas...
De imediato o cavalheiro da perna de pau respondeu:
- Agradeço a sugestão, mas se o senhor tivesse colocado uma borrachinha na
ponta do SEU pau, há alguns anos atrás, estaríamos todos sentados numa boa...
Junto a eles, um senhor de meia-idade, com uma das pernas de pau. O ônibus
chegou, a criançada entrou primeiro, e ocupou os bancos que estavam
disponíveis.
Os dois senhores entraram e ficaram em pé. Na arrancada, o senhor da perna de
pau, com a visível dificuldade, desequilibrou-se para trás, e o barulho foi
inconfundível: TOC...TOC...TOC...TOC...
Quando o ônibus freou a mesma coisa aconteceu:
TOC...TOC...TOC...TOC...
Na arrancada novamente: TOC...TOC...TOC...TOC...E assim foi várias vezes...
Num determinado momento, já incomodado com o barulho e ao mesmo tempo tentando
ser gentil, o pai das 16 crianças disse ao perneta:
- Perdão, senhor, gostaria de fazer uma sugestão. Por que o senhor não coloca
uma borrachinha na ponta do pau? Com certeza vai diminuir o barulho e
incomodar menos as pessoas...
De imediato o cavalheiro da perna de pau respondeu:
- Agradeço a sugestão, mas se o senhor tivesse colocado uma borrachinha na
ponta do SEU pau, há alguns anos atrás, estaríamos todos sentados numa boa...
Abrir os olhos
O Zequinha estuda numa escola pública...
Um dia, entra na escola muito contente
A Directora, vendo a alegria do menino, logo pergunta:
- Zequinha, porquê tanta alegria?
Zequinha responde:
- É que a minha cachorrinha teve 8 cachorrinhos e são todos do PS.
A Directora ficou esfuziante, e disse:
- Que lindo, Zequinha. Na próxima semana seremos visitados pelo Primeiro
Ministro, Engº José Sócrates, e ele ficará contente quando souber isso.
Quando ele estiver aqui, eu peço-te para contares. Certo Zequinha?...
Na outra semana, o Primeiro Ministro visita a escola e conforme o combinado o
Zequinha fala:
- Senhor Primeiro Ministro, Senhora Directora, sabia que minha cachorrinha
teve 8 cachorrinhos e 4 são do PS ?
A Directora, espantada, pergunta:
- Mas Zequinha, tinhas-me dito que os 8 eram do PS....
Responde o menino:
- Eram sim Senhora Directora, mas é que 4 já abriram os olhinhos...
Um dia, entra na escola muito contente
A Directora, vendo a alegria do menino, logo pergunta:
- Zequinha, porquê tanta alegria?
Zequinha responde:
- É que a minha cachorrinha teve 8 cachorrinhos e são todos do PS.
A Directora ficou esfuziante, e disse:
- Que lindo, Zequinha. Na próxima semana seremos visitados pelo Primeiro
Ministro, Engº José Sócrates, e ele ficará contente quando souber isso.
Quando ele estiver aqui, eu peço-te para contares. Certo Zequinha?...
Na outra semana, o Primeiro Ministro visita a escola e conforme o combinado o
Zequinha fala:
- Senhor Primeiro Ministro, Senhora Directora, sabia que minha cachorrinha
teve 8 cachorrinhos e 4 são do PS ?
A Directora, espantada, pergunta:
- Mas Zequinha, tinhas-me dito que os 8 eram do PS....
Responde o menino:
- Eram sim Senhora Directora, mas é que 4 já abriram os olhinhos...
Tempos de antena de Manuel Alegre
Terça, dia 17 - Tempos de antena de Manuel Alegre
Televisões - 3 m
RTP1- 19h12
TVI- 19h00
RTP2- 19h27
RTP INTER.- 19h57
RTP AÇORES- 19h57
RTP MADEIRA- 20h57
Rádios, 5 minutos
R.RENASC.- 11h51, 21h26
RFM- 11h31, 21h26
R.COMER.- 11h11, 21h16
TSF- 13h45
R.CLUBE P.- 13h25
C.ASAS ATL.- 19h20
R.ALTITUDE- 19h35
P.E.FUNCH- 20h50
R.C.ANGRA- 14h50
Segunda, dia 16 - Tempos de antena de Manuel Alegre
Televisões - 3 m
RTP1- 19h03
TVI- 19h03
RTP2- 19h18
RTP INTER.- 19h48
RTP AÇORES- 19h48
RTP MADEIRA- 20h48
Rádios, 5 minutos
RDP1- 11h54, 14h54, 20h54
RDP INTER.- 11h56, 17h56, 01h56
R.RENASC.- 11h40, 21h41
RFM- 11h00, 21h21
R.COMER.- 21h31
TSF- 13h40
R.CLUBE P.- 21h20
C.ASAS ATL.- 19h15
R.ALTITUDE- 19h30
P.E.FUNCH- 20h45
R.C.ANGRA- 14h15
Nota
Devido aos sorteios, os tempos de antena na televisão não são emitidos todos os dias em todos os canais. Por essa razão, poderá no dia seguinte surgir, num dado canal, um episódio já transmitido noutro canal.Não é uma falha, é uma consequência das regras definidas pela lei e pela CNE.
16.01.2006
Televisões - 3 m
RTP1- 19h12
TVI- 19h00
RTP2- 19h27
RTP INTER.- 19h57
RTP AÇORES- 19h57
RTP MADEIRA- 20h57
Rádios, 5 minutos
R.RENASC.- 11h51, 21h26
RFM- 11h31, 21h26
R.COMER.- 11h11, 21h16
TSF- 13h45
R.CLUBE P.- 13h25
C.ASAS ATL.- 19h20
R.ALTITUDE- 19h35
P.E.FUNCH- 20h50
R.C.ANGRA- 14h50
Segunda, dia 16 - Tempos de antena de Manuel Alegre
Televisões - 3 m
RTP1- 19h03
TVI- 19h03
RTP2- 19h18
RTP INTER.- 19h48
RTP AÇORES- 19h48
RTP MADEIRA- 20h48
Rádios, 5 minutos
RDP1- 11h54, 14h54, 20h54
RDP INTER.- 11h56, 17h56, 01h56
R.RENASC.- 11h40, 21h41
RFM- 11h00, 21h21
R.COMER.- 21h31
TSF- 13h40
R.CLUBE P.- 21h20
C.ASAS ATL.- 19h15
R.ALTITUDE- 19h30
P.E.FUNCH- 20h45
R.C.ANGRA- 14h15
Nota
Devido aos sorteios, os tempos de antena na televisão não são emitidos todos os dias em todos os canais. Por essa razão, poderá no dia seguinte surgir, num dado canal, um episódio já transmitido noutro canal.Não é uma falha, é uma consequência das regras definidas pela lei e pela CNE.
16.01.2006
segunda-feira, 16 de janeiro de 2006
Nomes bonitos
Os nomes destas terras é que são bonitos:
Luma-Cassai
Cuito Cuanavale
Alto Cuito
Narriquinha
António Lobo Antunes, D´este viver aqui neste papel descripto, pp 101
Luma-Cassai
Cuito Cuanavale
Alto Cuito
Narriquinha
António Lobo Antunes, D´este viver aqui neste papel descripto, pp 101
Manuel Alegre
"Não apelo à desistência de nenhum candidato, respeito todos e cada um faça aquilo que entender que deve fazer. Agora, façam as contas e vejam qual é o candidato que está em condições, se querem ganhar ao professor Cavaco Silva, de, na segunda volta, a poder disputar".
[Fonte: RR, 15.01.2006]
DESTAQUE NA AGENDA
Festa de Encerramento
"Sempre a Abrir! Manuel Alegre/2006"
Espectáculo no Pavilhão Atlântico - Quinta, 19 de Janeiro, 21h
Todos ao Pavilhão Atlântico! Com Manuel Alegre, e com a actuação de Jorge Palma, Paulo de Carvalho, PacMan, Rádio Macau, UHF, Quinteto TATI, Pedro Barroso, Manuel Freire, Lena D'Água, Francisco Fanhais, Micro Audio Waves, Rui Moura e muito mais.
Preço de cada bilhete: 10 Euros. Informamos ainda que no âmbito da campanha Traga Outro Amigo Também, na compra de um bilhete nas sedes ou iniciativas de candidatura (ou no Espaço Já em Lisboa) serão oferecidos até três bilhetes convites grátis.
Informações para venda de bilhetes no pavilhão atlântico.
Outros locais de venda de bilhetes:
Bilheteiras do Pavilhão Atlântico
Sede Nacional de candidatura de Manuel Alegre (em Lisboa)
Espaço Já (Rua da Rosa, Bairro Alto, Lisboa, à noite)
Lojas FNAC (Almada, Cascais, Chiado, Colombo, Norte Shopping, Gaia Shopping, Stª Catarina e Algarve Shopping)
El Corte Inglés
Agência Abep
Agência Alvalade
Casa Viola (Rua Augusta e Centro Comercial Colombo)
AGENDA
Segunda-feira, 16 de Janeiro - Distrito de Aveiro
11.00 - Visita à Feira de Espinho
12.00 - Aveiro, homenagem aos Mártires da Liberdade, Praça Joaquim de Melo Freitas
13.00 - Aveiro, almoço
16.00 - Estarreja (Praça)
17.00 - Oliveira de Azeméis (junto ao tribunal)
18.00 - S. João da Madeira, centro, visita à sede
20.00 - S. Maria da Feira, jantar, Fiães (Restaurante Flor do Bolhão)
Terça-feira, dia 17 - Distrito do Porto
MATOSINHOS
10.00h - Visita à Lota
10.45h - Visita à Biblioteca Florbela Espanca
MAIA
11.30h - Zona industrial
AMARANTE
12.30h - Almoço no Restaurante Amaranto
ERMESINDE
15.30- Visita ao Centro Social de Ermesinde
VILA NOVA DE GAIA
17.00h - Concentração na Praceta 25 de Abril
18.00h - Viagem de metro até à estação de S. Bento (Porto)
PORTO
19.30h - Festa-Comício no Rivoli
Quarta-feira, 18 de Janeiro - Distritos de Setúbal e Lisboa (jantar)
9.30 - Polo Tecnológico da Margueira
10.00 - Café Central de Almada
10.30 - Amora
11.00 - Seixal
12.00 - Setúbal, passeio e visita à sede
12.30 - Setúbal, almoço
15.00 - Sesimbra
16.00 - Barreiro
16.30 - Moita
17.30 - Montijo, Praça da República
18.30 - Alcochete
Quarta-feira às 20:00 - Jantar em Cascais (São Domingos de Rana)
Jantar na Quinta dos Gafanhotos em São Domingos de Rana, com a presença do Candidato à Presidência da República Manuel Alegre.
O jantar inclui bilhete para o espectaculo do pavilhão atlântico no dia 19. Durante o jantar irão actuar: Almeno Gonçalves, José Fanha, António Manuel Ribeiro, José Jorge Letria .
Inscreva-se (15) Cristina Fragoso, Tm: 961128350, Sede:210303700
Quinta, 19 de Janeiro - Distritos de Lisboa
10h00
Mercado de Alvalade
Av. Da Igreja
Praça de Londres
Av. Guerra Junqueiro
13h00
Almoço em Sintra
Restaurante Sintrália, Av. Afonso de Albuquerque, 1 Estefânia - Sintra
Inscrições: Nuno Marcos 968431183
21h00
Pavilhão Atlântico
Megaconcerto Sempre a abrir
Manuel Alegre 2006
Sexta, 20 de Janeiro
11.00 - Associação dos Praças da Armada, Zona 2 da Ameixoeira, Lote 12 -loja B
13.00 - Almoço no Café dos Teatros
15.00 - Descida do Chiado ( concentração frenta à Brasileira )
20.00 - Jantar em Águeda ( Quinta do Regote, Rio Couvo )
[Fonte: RR, 15.01.2006]
DESTAQUE NA AGENDA
Festa de Encerramento
"Sempre a Abrir! Manuel Alegre/2006"
Espectáculo no Pavilhão Atlântico - Quinta, 19 de Janeiro, 21h
Todos ao Pavilhão Atlântico! Com Manuel Alegre, e com a actuação de Jorge Palma, Paulo de Carvalho, PacMan, Rádio Macau, UHF, Quinteto TATI, Pedro Barroso, Manuel Freire, Lena D'Água, Francisco Fanhais, Micro Audio Waves, Rui Moura e muito mais.
Preço de cada bilhete: 10 Euros. Informamos ainda que no âmbito da campanha Traga Outro Amigo Também, na compra de um bilhete nas sedes ou iniciativas de candidatura (ou no Espaço Já em Lisboa) serão oferecidos até três bilhetes convites grátis.
Informações para venda de bilhetes no pavilhão atlântico.
Outros locais de venda de bilhetes:
Bilheteiras do Pavilhão Atlântico
Sede Nacional de candidatura de Manuel Alegre (em Lisboa)
Espaço Já (Rua da Rosa, Bairro Alto, Lisboa, à noite)
Lojas FNAC (Almada, Cascais, Chiado, Colombo, Norte Shopping, Gaia Shopping, Stª Catarina e Algarve Shopping)
El Corte Inglés
Agência Abep
Agência Alvalade
Casa Viola (Rua Augusta e Centro Comercial Colombo)
AGENDA
Segunda-feira, 16 de Janeiro - Distrito de Aveiro
11.00 - Visita à Feira de Espinho
12.00 - Aveiro, homenagem aos Mártires da Liberdade, Praça Joaquim de Melo Freitas
13.00 - Aveiro, almoço
16.00 - Estarreja (Praça)
17.00 - Oliveira de Azeméis (junto ao tribunal)
18.00 - S. João da Madeira, centro, visita à sede
20.00 - S. Maria da Feira, jantar, Fiães (Restaurante Flor do Bolhão)
Terça-feira, dia 17 - Distrito do Porto
MATOSINHOS
10.00h - Visita à Lota
10.45h - Visita à Biblioteca Florbela Espanca
MAIA
11.30h - Zona industrial
AMARANTE
12.30h - Almoço no Restaurante Amaranto
ERMESINDE
15.30- Visita ao Centro Social de Ermesinde
VILA NOVA DE GAIA
17.00h - Concentração na Praceta 25 de Abril
18.00h - Viagem de metro até à estação de S. Bento (Porto)
PORTO
19.30h - Festa-Comício no Rivoli
Quarta-feira, 18 de Janeiro - Distritos de Setúbal e Lisboa (jantar)
9.30 - Polo Tecnológico da Margueira
10.00 - Café Central de Almada
10.30 - Amora
11.00 - Seixal
12.00 - Setúbal, passeio e visita à sede
12.30 - Setúbal, almoço
15.00 - Sesimbra
16.00 - Barreiro
16.30 - Moita
17.30 - Montijo, Praça da República
18.30 - Alcochete
Quarta-feira às 20:00 - Jantar em Cascais (São Domingos de Rana)
Jantar na Quinta dos Gafanhotos em São Domingos de Rana, com a presença do Candidato à Presidência da República Manuel Alegre.
O jantar inclui bilhete para o espectaculo do pavilhão atlântico no dia 19. Durante o jantar irão actuar: Almeno Gonçalves, José Fanha, António Manuel Ribeiro, José Jorge Letria .
Inscreva-se (15) Cristina Fragoso, Tm: 961128350, Sede:210303700
Quinta, 19 de Janeiro - Distritos de Lisboa
10h00
Mercado de Alvalade
Av. Da Igreja
Praça de Londres
Av. Guerra Junqueiro
13h00
Almoço em Sintra
Restaurante Sintrália, Av. Afonso de Albuquerque, 1 Estefânia - Sintra
Inscrições: Nuno Marcos 968431183
21h00
Pavilhão Atlântico
Megaconcerto Sempre a abrir
Manuel Alegre 2006
Sexta, 20 de Janeiro
11.00 - Associação dos Praças da Armada, Zona 2 da Ameixoeira, Lote 12 -loja B
13.00 - Almoço no Café dos Teatros
15.00 - Descida do Chiado ( concentração frenta à Brasileira )
20.00 - Jantar em Águeda ( Quinta do Regote, Rio Couvo )
domingo, 15 de janeiro de 2006
As Aparições Marianas
Aparições mais importantes breve relação descritiva das aparições Marianas mais conhecidas através da História.
Fátima...Um Estudo de Caso de aparição descrição dos fatos, fenômenos e profecias de Fátima.
Fátima...Um Estudo de Caso de aparição descrição dos fatos, fenômenos e profecias de Fátima.
Ali Agca
1917
The secret Third Secret of Fatima contains a prophecy of John Paul II's attempted assassination.
The secret Third Secret of Fatima contains a prophecy of John Paul II's attempted assassination.
O queijo no rio
Certo dia, ainda de madrugada, iam os de Fajão para a feira do Mont’Alto. Quando iam a passar na ponte de Cartamilo, que então era de madeira, viram a Lua reflectida na água, (por acaso era lua-cheia), e vai um aqui assim:
Olhem que belo queijo lá está em baixo! E se nós o fôssemos buscar?
- Mas é que vamos mesmo, disse o Pascoal.
- Mas como?
- É fácil. Eu penduro-me aqui nas grades da ponte, tu penduras-te nos meus pés, e assim por diante, até que o último chega lá abaixo e apanha o queijo.
Boa ideia!- aprovaram todos.
Quando já faltava só um para chegar ao queijo, diz lá de cima o Pascoal:
« Eh! rapazes, segurem-se lá, que quero cuspir nas mãos!»
Largou as mãos para cuspir, e cairam todos ao rio.
E o pior é que, como estavam todos a prumo, ficaram com as pernas todas embaralhadas ;
queriam sair, mas não sabiam quais eram as pernas de cada um, de modo que ficaram pr’ali...
Por acaso adregou de passar na ponte um almocreve. O almocreve, quando viu aquele monte de homens no rio, perguntou o que era aquilo.
Eles contaram-lhe o sucedido, e que não podiam sair dali porque não sabiam quais eram as pernas de cada um.
Diz o almocreve: Quanto dão vocês a quem vos diga quais são as vossas pernas?
- Trinta mil réis e uma carga de presuntos ( era o dinheiro de Fajão ).
Então ele não esperou por mais nada. Tirou o arrocho da carga da mula e começou a bater nas pernas de uns e outros. Ui! – gritava um. -« Tire, que essa é sua», respondia o almocreve. Batia noutra, - Ui! - «Tire, que essa é sua».
E assim, um a um, tirou-os todos.
Contos de Fajão
Olhem que belo queijo lá está em baixo! E se nós o fôssemos buscar?
- Mas é que vamos mesmo, disse o Pascoal.
- Mas como?
- É fácil. Eu penduro-me aqui nas grades da ponte, tu penduras-te nos meus pés, e assim por diante, até que o último chega lá abaixo e apanha o queijo.
Boa ideia!- aprovaram todos.
Quando já faltava só um para chegar ao queijo, diz lá de cima o Pascoal:
« Eh! rapazes, segurem-se lá, que quero cuspir nas mãos!»
Largou as mãos para cuspir, e cairam todos ao rio.
E o pior é que, como estavam todos a prumo, ficaram com as pernas todas embaralhadas ;
queriam sair, mas não sabiam quais eram as pernas de cada um, de modo que ficaram pr’ali...
Por acaso adregou de passar na ponte um almocreve. O almocreve, quando viu aquele monte de homens no rio, perguntou o que era aquilo.
Eles contaram-lhe o sucedido, e que não podiam sair dali porque não sabiam quais eram as pernas de cada um.
Diz o almocreve: Quanto dão vocês a quem vos diga quais são as vossas pernas?
- Trinta mil réis e uma carga de presuntos ( era o dinheiro de Fajão ).
Então ele não esperou por mais nada. Tirou o arrocho da carga da mula e começou a bater nas pernas de uns e outros. Ui! – gritava um. -« Tire, que essa é sua», respondia o almocreve. Batia noutra, - Ui! - «Tire, que essa é sua».
E assim, um a um, tirou-os todos.
Contos de Fajão
Lago Rosa

Título: Lago rosa
Nome do ficheiro: Lago rosa.jpg
Dimensões: 480x361 pixéis
Tamanho do ficheiro: 237.4kB
Tipo de ficheiro: jpeg
Coloração: color
Encontrado em:
www.galleriadante.com/artists/megrail.htm
sábado, 14 de janeiro de 2006
Em Oleiros, no troço mítico do Alto do cavalo...
Dossier 4 - PRN 2000
Prioridade para o IP2
Autarcas do distrito de Castelo Branco
A conclusão rápida do IP2, do IC8 e do IP6 foram algumas das prioridades definidas pelos autarcas do distrito de Castelo Branco, durante a reunião, realizada recentemente na Covilhã, para debater o ante-projecto de revisão do Plano Rodoviário Nacional e na qual estiveram presentes nove dos 11 presidentes de câmara do distrito.
Na estratégia comum a defender junto do Governo de Guterres, são definidos dois blocos de prioridades. O primeiro reivindica a conclusão rápida do IP2, nomeadamente os troços Soalheira-Variante da Covilhã e a Variante da Covilhã ligação ao IP5. Ainda neste bloco, os autarcas consideraram prioritário, numa segunda fase, a conclusão do IC8 de ligação de Figueira da Foz a Castelo Branco, bem como do IP6 na ligação ao IP2, ou seja, das proximidades de Abrantes até ao IP2.
No segundo bloco, é considerado prioritária a conclusão do IC31-IP2-Monfortinho e do IC6-Covilhã-Pedras Lavradas. A nível da Rede nacional, todas as prioridades incluídas no documento de análise são consideradas prioritárias bem como o fecho das malhas rodoviárias. O mesmo acontece com a ligação dos acessos às várias sedes de concelho. No documento, que foi distribuído aos grupos parlamentares e à Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), os autarcas detectaram em toda a rede viária da Beira Interior, e em particular no distrito de Castelo Branco, algumas falhas. É que, argumentam, existem algumas indefinições quanto ao futuro de algumas estradas. Falta saber se vão ou não ser desclassificadas ou incluídas na rede nacional.
Nos concelhos da Covilhã e Fundão, a falha existe em relação ao cruzamento de Alcaria-Capinha, EN 343-Paúl-Fundão e todos os restantes troços da EN18 que vão ser desclassificados, logo que seja implementado o IP2.
No concelho de Belmonte, é apontada a EN345-Nós do IP2 e cruzamento Vale Prazeres-S.Miguel Acha-EN18/EN233.
Na Sertã, notam-se está em causa o troço Ferreira do Zêzere-Sertã e Pedrógão Pequeno-Madeirã, bem como no troço Maxial da Estrada-Alto da Cava-238.1.
No concelho de Vila Velha de Ródão, foram detectadas falhas no cruzamento Várzea Preta-Perais-Monforte.
Em Oleiros, no troço Madeirã-Casal Novo e ainda Alto da Cava-Casal Novo. Em Castelo Branco, falhas na estrada que liga Louriçal do Campo-S.Vicente da Beira-V.V.Ródão.
Em Penamacor, é reivindicada a passagem para Estrada Nacional, a Municipal que liga Penamacor à fronteira espanhola Valverde del Fresno.
Terras da Beira
Prioridade para o IP2
Autarcas do distrito de Castelo Branco
A conclusão rápida do IP2, do IC8 e do IP6 foram algumas das prioridades definidas pelos autarcas do distrito de Castelo Branco, durante a reunião, realizada recentemente na Covilhã, para debater o ante-projecto de revisão do Plano Rodoviário Nacional e na qual estiveram presentes nove dos 11 presidentes de câmara do distrito.
Na estratégia comum a defender junto do Governo de Guterres, são definidos dois blocos de prioridades. O primeiro reivindica a conclusão rápida do IP2, nomeadamente os troços Soalheira-Variante da Covilhã e a Variante da Covilhã ligação ao IP5. Ainda neste bloco, os autarcas consideraram prioritário, numa segunda fase, a conclusão do IC8 de ligação de Figueira da Foz a Castelo Branco, bem como do IP6 na ligação ao IP2, ou seja, das proximidades de Abrantes até ao IP2.
No segundo bloco, é considerado prioritária a conclusão do IC31-IP2-Monfortinho e do IC6-Covilhã-Pedras Lavradas. A nível da Rede nacional, todas as prioridades incluídas no documento de análise são consideradas prioritárias bem como o fecho das malhas rodoviárias. O mesmo acontece com a ligação dos acessos às várias sedes de concelho. No documento, que foi distribuído aos grupos parlamentares e à Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), os autarcas detectaram em toda a rede viária da Beira Interior, e em particular no distrito de Castelo Branco, algumas falhas. É que, argumentam, existem algumas indefinições quanto ao futuro de algumas estradas. Falta saber se vão ou não ser desclassificadas ou incluídas na rede nacional.
Nos concelhos da Covilhã e Fundão, a falha existe em relação ao cruzamento de Alcaria-Capinha, EN 343-Paúl-Fundão e todos os restantes troços da EN18 que vão ser desclassificados, logo que seja implementado o IP2.
No concelho de Belmonte, é apontada a EN345-Nós do IP2 e cruzamento Vale Prazeres-S.Miguel Acha-EN18/EN233.
Na Sertã, notam-se está em causa o troço Ferreira do Zêzere-Sertã e Pedrógão Pequeno-Madeirã, bem como no troço Maxial da Estrada-Alto da Cava-238.1.
No concelho de Vila Velha de Ródão, foram detectadas falhas no cruzamento Várzea Preta-Perais-Monforte.
Em Oleiros, no troço Madeirã-Casal Novo e ainda Alto da Cava-Casal Novo. Em Castelo Branco, falhas na estrada que liga Louriçal do Campo-S.Vicente da Beira-V.V.Ródão.
Em Penamacor, é reivindicada a passagem para Estrada Nacional, a Municipal que liga Penamacor à fronteira espanhola Valverde del Fresno.
Terras da Beira
Onde está o José?

No Concerto da OTA em Proença-a-Nova um Jornalista deste Jornal estava lá!
Onde está o José?
Aqui Tudo É Furtado
A Agricultura na Serra do Açor
"A difícil subsistência das populações serranas esteve sempre dependente da relação estreita entre uma agricultura pobre, de cômbaros e pequenos lameiros, e a criação de gado. De tal modo tudo estava tão intimamente ligado, que a criação do porco ou das cabras se cruzava e confundia a todo o momento com as fainas do milho e do centeio ou com o cultivo da batata, do feijão e das botelhas (abóboras). O milho era o principal sustento: quando faltava o milho faltava tudo. A ele se juntava o feijão, a couve, a batata, o azeite, o vinho, a castanha, o porco, a cabra e pouco mais. O estrume das lojas era essencial para o sucesso das sementeiras. Por isso, havia que ir ao mato para a cama das cabras, uma dura tarefa quotidiana que muitas vezes se realizava antes do sol nascer. Agora, com as serras despovoadas de gentes e de gado, há mato em excesso, mas antes, para se encontrar uma boa malha tinham de se percorrer grandes distâncias nos baldios. Um molho de mato pode ser uma obra de arte quando se sabe enfeixar e depois apertar bem, passando a corda pelo gancho do ervedeiro. Em Dezembro começava-se a tirar o esterco das lojas e a transportá-lo para os bocados - um trabalho pesado, feito à força de braços e às costas, nas cestas. Por vezes, quando os acessos o permitiam, os carros de bois davam uma ajuda no transporte. Depois de Fevereiro, as terras começavam a ser voltadas ao encino, de modo a serem preparadas para a sementeira. Como os solos eram magros e quase sempre inclinados, a cava exigia uma técnica especial - começava-se por tirar a terra, abrindo uma vala na parte mais baixa do terreno e acartando a terra às cestas (nas costas, claro) para a parte mais alta, onde era espalhada. Compensava-se, deste modo, o progressivo deslizamento dos solos devido às regas, à chuva e às próprias cavas. Cavada a terra, o esterco era então espalhado nos regos com um encino mais pequeno. Em Março semeava-se o milho, muitas vezes misturado com feijão, em regos pouco fundos. Depois, o milho era arralado. Com um metro era feito o empalhado com mato, para conservar a humidade do solo. Estava-se então em Junho - era a altura da primeira rega. Seguidamente escanava-se (ou tirava-se a bandeira), quando a barba da espiga estava praticamente seca e desfolhava-se a planta quando a espiga começava a aloirar. As folhas e as bandeiras, depois de secas, eram guardadas como alimento de inverno para as cabras, assim se pagando com boa forragem o bom estrume antes recebido. A rega realizava-se com regularidade até a espiga estar quase madura. Finalmente, em Setembro, as espigas já secas eram cortadas do canoco e transportadas para casa. Aí, ao serão, eram descamisadas (ou escalpeladas e depois debulhadas. As descamisadas e as degulhas, em que os grãos de milho eram descasulados (retirados do casulo), eram uma ocasião de entreajuda e convívio: à luz das candeias de azeite desfolhavam-se as maçarocas e depois os homens malhavam, com paus curtos ou manguais, o grande monte de espigas - uma, duas, três vezes, até a maior parte do grão se soltar do casulo. Sentadas em semi-círculo, as mulheres retiravam dos casulos, com as mãos, os grãos que ainda restavam. Cantava-se, falava-se da vida deste e daquele e, quer encontrassem ou não o "milho-rei" os rapazes e raparigas solteiros arranjavam um pretexto para namoriscarem. Depois, vieram as debulhadoras manuais, a seguir as debulhadoras mecânicas, novas qualidades de milho híbrido (já sem "milho-rei") e, por fim, até a mocidade casadoira começou a debandar para as cidades, à cata de outro grão para o seu sustento."
Dr. Paulo Ramalho, Tempos Difíceis - Tradição e Mudança na Serra do Açor
Dr. Paulo Ramalho, Tempos Difíceis - Tradição e Mudança na Serra do Açor
sexta-feira, 13 de janeiro de 2006
A crise
..."para além da corrupção e manifesta incompetência dos dirigentes, a conjuntura nacional aproxima-se, na evidência pública que os indicadores económicos filtrados não conseguem tapar, da situação económico-social de 1976 e 1983."
Do Portugal Profundo
Do Portugal Profundo
Avós de outros tempos...

os avós destes netos foram, são, serão, para todo o sempre, pessoas espantosas.
altivo, robusto, imponente, Duarte.
bondosa, altruísta, linda, Maria.
um beijo de sempre - e para todo o sempre, avós...
carlos
Duarte, Maria
Barragem de Santa Luzia

"O Alto Concelho abrange principalmente as freguesias de Cabril, Fajão, Unhais-o-Velho e Vidual. Esta zona apresenta afloramentos rochosos, na sua maioria quartzíticos, destacando-se o comprido afloramento de Fajão a Sarnadas e os afloramentos de Unhais-o-Velho à região de Castelo Branco. Estes afloramentos representam as cotas mais elevadas do concelho, cujos picos variam entre os 619 m, em Janeiro de Baixo, e os 1330 m, em Covanca (Fajão). A altitude média do Alto Concelho é de cerca de 982 m."
V.Soares
Ceiroquinho
quinta-feira, 12 de janeiro de 2006
Manuel Alegre
Programa de Manuel Alegre no Distrito de Castelo Branco
Dia 13 de Janeiro
17H00 - Fundão
- Visita ao Jornal do Fundão
- Academia de Música
- Santa Casa da Misericórdia
20H00 - Castelo Branco
- Jantar - comício no Restaurante "O Convento" (junto ao Museu Tavares Proença Júnior).
Dia 13 de Janeiro
17H00 - Fundão
- Visita ao Jornal do Fundão
- Academia de Música
- Santa Casa da Misericórdia
20H00 - Castelo Branco
- Jantar - comício no Restaurante "O Convento" (junto ao Museu Tavares Proença Júnior).
O mealheiro dos pobres
«...A Revolução Não É Só Social, Mas Económica...É Preciso Que Para Tanto Trabalhemos Todos, Que Todos Trabalhemos Mais E Que Trabalhemos Melhor...»
Salazar, Plano de Educação Popular
Salazar, Plano de Educação Popular
quarta-feira, 11 de janeiro de 2006
Certeza Inabalável ?
"Dêmos à Nação Optimismo, Alegria, Coragem, Fé Nos Seus Destinos; Retemperemos A Sua Alma Forte Ao Calor Dos Grandes Ideais, E Tomemos Como Tema Esta Certeza Inabalável: Portugal Pode Ser Se Nós Qisermos, Uma Grande E Próspera Nação".
Salazar, Plano de Educação Popular
Salazar, Plano de Educação Popular
terça-feira, 10 de janeiro de 2006
Sobral
Freguesia de Sobral
Freguesia situada na margem esquerda do rio Zêzere, Sobral dista perto de 12 km da sede do concelho. É constituída por dez povoações: Faval, Leiria de Cima, Leiria do Meio, Pessilgal, Roda de Baixo, Roda de Cima, Sabugal, Sobral de Baixo, Sobral de Cima e Casalinho e pelos seguintes lugares: Póvoa de Minal, Mourelo, Ninho do Corvo, Val da Constância, Fundo do Val, Picorreia, Sobreirinho e Val da Carreira.
A freguesia de Sobral foi criada em 9 de Julho de 1803, depois de os lugares acima mencionados serem desanexados da freguesia de Álvaro, à qual desde sempre haviam pertencido. Após a erecção da paróquia, passou a ser um curato e uma comenda da Ordem de Malta. Era, portanto, do grão-priorado do Crato, que foi em 1834 anexo ao patriarcado.
A sua primeira igreja paroquial, desde logo dedicada a São João Baptista, foi erigida em 1806. Defeitos de construção e de conservação levaram-na à ruína, pelo que, já na segunda metade deste século, foi necessário proceder à edificação de um novo templo, com características que correspondessem às necessidades dos paroquianos. A nova igreja, ampla, bem iluminada e de linhas harmoniosas, foi solenemente inaugurada em 1969 pelo bispo D. Agostinho Lopes de Moura. O seu custo terá rondado os 700.000 escudos, avultada quantia para a época, que diz bem do querer e da religiosidade dos habitantes da freguesia.
Todo este povo sobralense nutre uma arreigada devoção pelo seu orago, a quem dedica duas alegres e concorridas festas. Acontecimentos de certo relevo local, atraem não só os filhos da terra, mas também inúmeros habitantes de freguesias vizinhas.
Sabe-se que S. João preside às festas mais populares de muitas regiões do nosso País. Nem nas brumas da memória se pode encontrar a data em que algumas terras começaram a festejar o santo mais popular de todos os três (Santo António, S. João e S. Pedro). Nem parece que, como acontece em Sobral, algum dia deixem de o fazer. A véspera do dia de S. João é memorável. Em todo o lado, novos e velhos percorrem as ruas cantando e rindo, esquecendo as desgraças e tristezas da vida quotidiana. E cantam-se versos tais como: “Já não há frade nem freira / nem órgão nem organista / nem Santo mais festejado / que o nosso S. João Baptista.
Na sua “Monografia de Oleiros”, Gil Luís Garcia conta-nos que “na véspera da festa, o rapazio correu montes e vales juntando lenha, alecrim e rosmaninho para ao pôr do sol se fazerem as fogueiras nas diversas ruas ou lugares a que eles pertencem. Ao anoitecer, montes de lenha aguardam que algum morador, quebrando a ansiedade geral, lhes lance o fogo. Quando as chamas se erguem altaneiras salta-se a fogueira e junto de algumas assam-se sardinhas, há broa e vinho. Com o esmorecer das fogueiras, as pessoas dirigem-se, então, para o arraial onde a alegria e o bailarico vai durar até às tantas”.
A maneira como o S. João é festejado em Sobral não difere em quase nada das fórmulas que há muito tempo se impuseram nas províncias onde as festas sanjoaninas são consideradas mais famosas: Minho e Douro Litoral. Cá como lá, a alegria vai perdurar a noite inteira, sono ou cansaço não existe. E o povo de Sobral canta, vibra, dança. É aproveitar, sabe-se lá se para o ano estaremos vivos: Quero cantar e bailar / divertir-me a todo o pano / quem sabe quem chegará / deste Baptista a um ano.
Nem toda a gente aguentará a noite inteira, mas os que resistem, quanto mais próxima está a madrugada, mais alto se ouvem as suas vozes, tão forte é a satisfação. Há mais estrelas no Céu, há mais alegria na Terra: Se o João soubesse / quando era o seu dia / Baixava do Céu à Terra / com prazer e alegria.
Entretanto, já o sol raia, a manhã do dia de S. João chegou. É hora de o acordar: Desperta, João, desperta / que já chegou o teu dia / vem ver como te festejam / com amor e alegria. Este povo de Sobral sabe cantar e rir. Como ninguém. Venera e festeja o seu Padroeiro e não se esquece que assim tem de ser, porque é mau cristão todo aquele que não se lembra de S. João, do Santo Maior: O Baptista é um cravo / colidinho no craveiro / quem vos não festejar / não é cristão verdadeiro.
De entre os diversos párocos que presidiram aos destinos da paróquia de Sobral, um houve que se distinguiu: o Pe. João Honório Barata. Sacerdote exemplar e modelo do pároco imbuído de virtudes superiores, foi cura de Sobral entre os anos de 1814 e 1828. Daqui seguiu para a freguesia de Cernache do Bonjardim, onde se manteve até 1834 como vigário, vivendo o resto dos seus dias foragido e perseguido pela justiça, como verdadeiro malfeitor que nunca o foi.
Sobral tem alguns dos seus motivos de maior interesse turístico girando à volta do rio Zêzere: a albufeira da Barragem de Santa Luzia, a praia fluvial, etc. O Zêzere divide o concelho de Oleiros do da Pampilhosa da Serra, excepto nas freguesias de Amieira, Cambas, Madeirã e Sobral. Com a sua origem na serra da Estrela, no sítio de Vale da Loba, perto de Alfaiates, percorre em linha recta uma imensidão de quilómetros, seguindo depois um extenso percurso de grandes e contínuas tortuosidades.
Por areais corre o Zêzere, plácido e ameno, até à povoação de Barco, no extremo do concelho da Covilhã. Porém, dali para baixo desce tão precipitadamente e num leito tão estreito que não permite cultura alguma, a não ser em poucas terras nos limites do Carregal, Janeiro e Cambas. Antigamente, nas encostas que guarnecem o rio havia azereiras - árvores de forma arredondada, de copa com grandes cachos de flores brancas.
Segundo se crê, houve no Sobral, em tempos muito recuados, um revestimento vegetal onde predominava o sobreiro, daí o seu topónimo.
ANAFRE
Freguesia situada na margem esquerda do rio Zêzere, Sobral dista perto de 12 km da sede do concelho. É constituída por dez povoações: Faval, Leiria de Cima, Leiria do Meio, Pessilgal, Roda de Baixo, Roda de Cima, Sabugal, Sobral de Baixo, Sobral de Cima e Casalinho e pelos seguintes lugares: Póvoa de Minal, Mourelo, Ninho do Corvo, Val da Constância, Fundo do Val, Picorreia, Sobreirinho e Val da Carreira.
A freguesia de Sobral foi criada em 9 de Julho de 1803, depois de os lugares acima mencionados serem desanexados da freguesia de Álvaro, à qual desde sempre haviam pertencido. Após a erecção da paróquia, passou a ser um curato e uma comenda da Ordem de Malta. Era, portanto, do grão-priorado do Crato, que foi em 1834 anexo ao patriarcado.
A sua primeira igreja paroquial, desde logo dedicada a São João Baptista, foi erigida em 1806. Defeitos de construção e de conservação levaram-na à ruína, pelo que, já na segunda metade deste século, foi necessário proceder à edificação de um novo templo, com características que correspondessem às necessidades dos paroquianos. A nova igreja, ampla, bem iluminada e de linhas harmoniosas, foi solenemente inaugurada em 1969 pelo bispo D. Agostinho Lopes de Moura. O seu custo terá rondado os 700.000 escudos, avultada quantia para a época, que diz bem do querer e da religiosidade dos habitantes da freguesia.
Todo este povo sobralense nutre uma arreigada devoção pelo seu orago, a quem dedica duas alegres e concorridas festas. Acontecimentos de certo relevo local, atraem não só os filhos da terra, mas também inúmeros habitantes de freguesias vizinhas.
Sabe-se que S. João preside às festas mais populares de muitas regiões do nosso País. Nem nas brumas da memória se pode encontrar a data em que algumas terras começaram a festejar o santo mais popular de todos os três (Santo António, S. João e S. Pedro). Nem parece que, como acontece em Sobral, algum dia deixem de o fazer. A véspera do dia de S. João é memorável. Em todo o lado, novos e velhos percorrem as ruas cantando e rindo, esquecendo as desgraças e tristezas da vida quotidiana. E cantam-se versos tais como: “Já não há frade nem freira / nem órgão nem organista / nem Santo mais festejado / que o nosso S. João Baptista.
Na sua “Monografia de Oleiros”, Gil Luís Garcia conta-nos que “na véspera da festa, o rapazio correu montes e vales juntando lenha, alecrim e rosmaninho para ao pôr do sol se fazerem as fogueiras nas diversas ruas ou lugares a que eles pertencem. Ao anoitecer, montes de lenha aguardam que algum morador, quebrando a ansiedade geral, lhes lance o fogo. Quando as chamas se erguem altaneiras salta-se a fogueira e junto de algumas assam-se sardinhas, há broa e vinho. Com o esmorecer das fogueiras, as pessoas dirigem-se, então, para o arraial onde a alegria e o bailarico vai durar até às tantas”.
A maneira como o S. João é festejado em Sobral não difere em quase nada das fórmulas que há muito tempo se impuseram nas províncias onde as festas sanjoaninas são consideradas mais famosas: Minho e Douro Litoral. Cá como lá, a alegria vai perdurar a noite inteira, sono ou cansaço não existe. E o povo de Sobral canta, vibra, dança. É aproveitar, sabe-se lá se para o ano estaremos vivos: Quero cantar e bailar / divertir-me a todo o pano / quem sabe quem chegará / deste Baptista a um ano.
Nem toda a gente aguentará a noite inteira, mas os que resistem, quanto mais próxima está a madrugada, mais alto se ouvem as suas vozes, tão forte é a satisfação. Há mais estrelas no Céu, há mais alegria na Terra: Se o João soubesse / quando era o seu dia / Baixava do Céu à Terra / com prazer e alegria.
Entretanto, já o sol raia, a manhã do dia de S. João chegou. É hora de o acordar: Desperta, João, desperta / que já chegou o teu dia / vem ver como te festejam / com amor e alegria. Este povo de Sobral sabe cantar e rir. Como ninguém. Venera e festeja o seu Padroeiro e não se esquece que assim tem de ser, porque é mau cristão todo aquele que não se lembra de S. João, do Santo Maior: O Baptista é um cravo / colidinho no craveiro / quem vos não festejar / não é cristão verdadeiro.
De entre os diversos párocos que presidiram aos destinos da paróquia de Sobral, um houve que se distinguiu: o Pe. João Honório Barata. Sacerdote exemplar e modelo do pároco imbuído de virtudes superiores, foi cura de Sobral entre os anos de 1814 e 1828. Daqui seguiu para a freguesia de Cernache do Bonjardim, onde se manteve até 1834 como vigário, vivendo o resto dos seus dias foragido e perseguido pela justiça, como verdadeiro malfeitor que nunca o foi.
Sobral tem alguns dos seus motivos de maior interesse turístico girando à volta do rio Zêzere: a albufeira da Barragem de Santa Luzia, a praia fluvial, etc. O Zêzere divide o concelho de Oleiros do da Pampilhosa da Serra, excepto nas freguesias de Amieira, Cambas, Madeirã e Sobral. Com a sua origem na serra da Estrela, no sítio de Vale da Loba, perto de Alfaiates, percorre em linha recta uma imensidão de quilómetros, seguindo depois um extenso percurso de grandes e contínuas tortuosidades.
Por areais corre o Zêzere, plácido e ameno, até à povoação de Barco, no extremo do concelho da Covilhã. Porém, dali para baixo desce tão precipitadamente e num leito tão estreito que não permite cultura alguma, a não ser em poucas terras nos limites do Carregal, Janeiro e Cambas. Antigamente, nas encostas que guarnecem o rio havia azereiras - árvores de forma arredondada, de copa com grandes cachos de flores brancas.
Segundo se crê, houve no Sobral, em tempos muito recuados, um revestimento vegetal onde predominava o sobreiro, daí o seu topónimo.
ANAFRE
segunda-feira, 9 de janeiro de 2006
Museu
Aldeia de Vale do Souto vai ter um Museu
A aldeia de Vale do Souto vai ter um museu, que será instalado na casa da cultura, onde decorrem os ensaios das actividades levadas a cabo pela Arcvaso, Associação Recreativa e Cultural do Vale do Souto. No entender de Ermelinda do Carmo, daquela associação, o museu será um retrato da aldeia, nos anos 40. Assim, ali estará exposta informação sobre achados arqueológicos realizados do Vale do Souto, as artes domésticas, tratamento do linho, as adegas típicas, um quarto dos anos 40, bem como a escola.
Jornal do Fundão
A aldeia de Vale do Souto vai ter um museu, que será instalado na casa da cultura, onde decorrem os ensaios das actividades levadas a cabo pela Arcvaso, Associação Recreativa e Cultural do Vale do Souto. No entender de Ermelinda do Carmo, daquela associação, o museu será um retrato da aldeia, nos anos 40. Assim, ali estará exposta informação sobre achados arqueológicos realizados do Vale do Souto, as artes domésticas, tratamento do linho, as adegas típicas, um quarto dos anos 40, bem como a escola.
Jornal do Fundão
Manuel Alegre
Alegre em Santarém sobre Cunhal
“Não há donos das personalidades históricas”
[09.01.2006]
"Álvaro Cunhal pertence à história da resistência anti-fascista. É uma grande figura da história de Portugal e como não há donos da democracia, também não há donos das personalidades históricas, nem que sejam secretários-gerais dos partidos” afirmou ontem Manuel Alegre, lamentando o facto do candidato do PCP, Jerónimo de Sousa, ter ficado "ofendido" com a sua evocação do nome do antigo líder comunista.
O candidato, que discursava em Santarém num jantar com centenas de apoiantes, recordou primeiro que a sua campanha começou em Peniche por um acto de pedagogia "política, democrática e cívica".
Para Manuel Alegre, o Presidente tem a obrigação de fazer a pedagogia dos valores democráticos e da memória, já que não pode haver futuro sem passado: "Os presos políticos que lá viveram anos e anos ajudaram a construir o nosso presente e o futuro que nós pretendemos construir."
"Digo isto porque estou farto de sectarismo, intolerância e de pessoas que se consideram donos, uns, da classe operária, outros, da pátria, do socialismo e da Republica” afirmou Alegre, concluindo que "esta candidatura é contra aqueles que afunilam os partidos, se julgam donos da política e empobrecem a cidadania."
“Não há donos das personalidades históricas”
[09.01.2006]
"Álvaro Cunhal pertence à história da resistência anti-fascista. É uma grande figura da história de Portugal e como não há donos da democracia, também não há donos das personalidades históricas, nem que sejam secretários-gerais dos partidos” afirmou ontem Manuel Alegre, lamentando o facto do candidato do PCP, Jerónimo de Sousa, ter ficado "ofendido" com a sua evocação do nome do antigo líder comunista.
O candidato, que discursava em Santarém num jantar com centenas de apoiantes, recordou primeiro que a sua campanha começou em Peniche por um acto de pedagogia "política, democrática e cívica".
Para Manuel Alegre, o Presidente tem a obrigação de fazer a pedagogia dos valores democráticos e da memória, já que não pode haver futuro sem passado: "Os presos políticos que lá viveram anos e anos ajudaram a construir o nosso presente e o futuro que nós pretendemos construir."
"Digo isto porque estou farto de sectarismo, intolerância e de pessoas que se consideram donos, uns, da classe operária, outros, da pátria, do socialismo e da Republica” afirmou Alegre, concluindo que "esta candidatura é contra aqueles que afunilam os partidos, se julgam donos da política e empobrecem a cidadania."
Braz Lourenço
O padre Jesuíta Braz Lourenço, que com Maracajaguaçu, foi um dos Fundadores da Serra, nasceu no ano de 1525, em Melo, diocese de Coimbra, importante e destacada cidade de Portugal.
Ingressou na Companhia de Jesus, (Ordem dos Jesuítas) com 24 anos de idade, em 9 de maio de 1549.
Braz Lourenço, chegou de Portugal na Terceira Expedição Missionária dos Jesuítas.
Veio na Armada do 2º Governador Geral do Brasil, Dom Duarte da Costa. A Armada possuía um total de 260 pessoas e era composta de quatro navios, sendo uma Nau e três Caravelas.
A Expedição Missionária dos Jesuítas era dirigida pelo padre Luiz Da Grã e contava com mais dois padres: Braz Lourenço e Ambrósio Pires.
Juntos estavam mais quatro Irmãos, isto é, religiosos que estavam se preparando para serem ordenados padres. Os Irmãos eram: Antônio Blázques, João Gonçalves, Gregório Serrão e José de Anchieta. Anchieta, o Apóstolo do Brasil, era ainda Irmão pois só ordenou-se padre em 1565.
Durante a viagem de Lisboa para o Brasil, Braz Lourenço chegou a ouvir em confissão, o Governador Geral, Duarte da Costa. Também ouviu em confissão o filho do Governador Geral, Álvaro da Costa.
Álvaro, que também era Comandante e Mestre de navio, seria homenageado posteriormente por Braz Lourenço que deu o nome de Álvaro à Montanha existente na Serra.
Esta é portanto a verdadeira origem do nome do Mestre Álvaro, com base em documentos históricos.
A viagem de Braz Lourenço e outros detalhes, encontram-se relatados pelo próprio Braz Lourenço em carta, “Aos padres e Irmãos de Coimbra”, datada de 30 de julho de 1553.
Os quatro navios da Armada de Duarte da Costa saíram de Lisboa, capital de Portugal, a 8 de maio de 1553, chegando à Bahia a 13 de julho do mesmo ano.
Da Bahia, Braz Lourenço vem para o Espírito Santo em dezembro de 1553, na “Oitava do Natal”, como Superior da Capitania, em substituição ao padre Afonso Braz que aqui estava desde 1551.
Segundo o historiador Serafim Leite, na Capitania do Espírito Santo, Braz Lourenço se tornou:
“O mais notável no campo da sua atividade, na renovação dos costumes dos moradores e na catequese dos Índios.”
Braz Lourenço durante a sua administração como Provincial, ou seja, Superior Religioso na Capitania, de 1553 a 1564, continuou a obra de construção do Colégio dos Jesuítas e Igreja de São Tiago, onde hoje está localizado o Palácio Anchieta, sede do Governo do Estado, em Vitória.
Foi Braz Lourenço o construtor da primeira residência dos Jesuítas na Vila de Vitória, pois o padre Afonso Braz deixara apenas “um pequeno Seminário coberto de palhas.”
Em 1561, num ataque dos Piratas Franceses à Ilha de Vitória, Braz Lourenço, mostrando muita coragem, se coloca à frente de todos e, empunhando a Bandeira de São Tiago, anima a resistência, retirando-se o inimigo com várias perdas.
O ato heróico de Braz Lourenço é relatado pelos historiadores: Mário Aristides Freire; Braz Rubim; José Marcelino Pereira de Vasconcellos e Serafim Leite.
O escritor Jayme Santos Neves no livro “A Outra História da Companhia de Jesus”, na página 170, após informar que Braz Lourenço chegou ao Espírito Santo em 1553, relata o ato heróico de Braz Lourenço contra os Franceses, informando a data errada de 1552. Em 1552, Braz Lourenço ainda não havia chegado ao Brasil.
A historiadora Maria Stella de Novaes relata que, no fim do ano de 1561, duas Naus Francesas vieram atacar a Capitania:
“Acolheram então os colonizadores, Índios Flecheiros e os escravos, sendo que precedidos pelo padre Braz Lourenço, que levava o estandarte de São Tiago, enfrentaram o inimigo, defendendo heroicamente a Vila. Feriu-se terrível combate em que os Franceses, vencidos, fugiram, com vultuosas perdas."
O historiador Basílio Carvalho Daemon observa que o ataque dos Franceses teria ocorrido em Vila Velha, fato que os demais historiadores não confirmam.
Maria Stella de Novaes na página 35 do livro “História do Espírito Santo” relata que:
“O certo é que o Estandarte de São Tiago era de Vitória, onde estava a Igreja consagrada ao mesmo santo. E Vila Velha tinha forte para repelir os inimigos.”
Braz Lourenço foi Missionário e Administrador. Nos livros, em muitas ocasiões, consta: Lourenço vírgula Braz. Tal registro tem gerado confusão em alguns poucos historiadores, que chegam a afirmarem que Braz Lourenço é um, e Lourenço Braz é outro.
O nome é colocado Lourenço vírgula Braz, pelo fato de se priorizar o segundo nome, no lugar do pré - nome ( primeiro nome ).
Segundo Serafim Leite, a maioria das Aldeias da Capitania do Espírito Santo foram organizadas pelo padre Braz Lourenço.
É ainda Serafim Leite que relata:
“Os Jesuítas fundaram as duas primeiras Aldeias no Espírito Santo, que foram em 1556, a Aldeia de Nossa Senhora de Conceição da Serra e a Aldeia Velha, de Santa Cruz.”
Em 1564, Braz Lourenço foi substituído como Provincial, pelo padre Manoel de Paiva.
Segue então para Porto Seguro onde é nomeado Superior do Colégio dos Jesuítas.
Em 1572, o padre Inácio de Tolosa leva Braz Lourenço para o Rio de Janeiro onde o fundador da Serra é nomeado vice-reitor do Colégio dos Jesuítas.
José de Anchieta, que em 1565 ordenara-se padre na Bahia, tinha sido nomeado Reitor, mas como Anchieta encontrava-se em missão evangelizadora na Região de São Paulo, acabou não assumindo a Reitoria do Colégio do Rio de Janeiro.
Assim, Braz Lourenço, que estava como vice-reitor, acaba assumindo a Reitoria, permanecendo no cargo de 1573 a 1576.
Em 1582, Braz Lourenço retorna ao Espírito Santo como Superior da Ordem e Reitor do Colégio dos Jesuítas de Vitória. Assume os cargos pela segunda vez.
Após várias atividades destacadas no processo de evangelização, acaba indo se recolher já idoso, na residência dos Jesuítas em Reritiba, atual cidade de Anchieta, onde falece a 15 de julho de 1605, com 80 anos de idade.
A data do falecimento é registrada pelo historiador Serafim Leite, no livro “A História da Companhia de Jesus no Brasil.”
O escritor Jayme Santos Neves, na página 151 do livro “A Outra História da Companhia de Jesus”, editado em Vitória em 1984, diz que Braz Lourenço faleceu com:
“86 anos de idade, sendo 60 anos de Brasil e 64 de Companhia de Jesus.”
Tendo nascido em 1525, ao morrer a 15 de julho de 1605, Braz Lourenço tinha 80 anos e não 86.
As datas de nascimento e falecimento constam de documentos e cartas vistas e analisadas pelo historiador e padre Jesuíta, Serafim Leite.
Braz Lourenço faleceu com 80 anos de idade, com 52 anos de Brasil e 56 anos de Companhia de Jesus.
Segundo os padres da Igreja Matriz da Cidade de Anchieta, alguns Jesuítas foram realmente sepultados numa área de terra próxima a Igreja. Informam contudo que a citada área de terra hoje é um pátio cimentado e não existem mais os registros oficiais, para a identificação certa e real dos túmulos.
Os registros históricos contudo confirmam estar o padre Braz Lourenço, fundador da Serra, sepultado em Reritiba, atual Anchieta.
Em 1597, a Igreja de Reritiba ainda não estava com a sua construção concluída. Tanto é que Anchieta, tendo morrido nesse ano, teve seu corpo transferido para Vitória, para ser enterrado na Igreja de São Tiago. Os ossos do Santo Jesuíta permaneceram na Igreja de São Tiago até 1609, quando foram levados para a Bahia, às escondidas da população de Vitória, ficando com alguns Jesuítas da Vila, alguns ossos, entre os quais a tíbia direita.
Em 1604, a Igreja de Reritiba já estava definitivamente construída, pois nela foi enterrado o padre Diogo Fernandes. Braz Lourenço, falecido em 1605, depois do falecimento de Anchieta e Diogo Fernandes, também ali foi enterrado.
A influência dos Jesuítas no povoamento das regiões do Espírito Santo foram extintas com a expulsão dos padres do Brasil, decretada oficialmente pela influência do Marquês de Pombal, ( Sebastião José de Carvalho e Mello ) pela Lei de 3 de setembro de 1759.
Em 22 de janeiro de 1760, segundo Serafim Leite um total de 17 padres, ( segundo o escritor Elmo Elton o número de padres seriam 16 ), que atuavam no Espírito Santo tiveram que sair, embarcando no Navio Libúrnia, que foi para o Rio de Janeiro e de lá para o exílio.
Os Jesuítas foram expulsos de Portugal e Colônias. Todos os seus bens foram confiscados. Um dos padres expulsos do Espírito Santo em 1760 foi o padre escritor Manuel da Fonseca.
No livro do saudoso escritor capixaba Elmo Elton, intitulado “Velhos Templos de Vitória & Outros Temas Capixabas”, consta o seguinte nas páginas 10 e 11, no capítulo referente a Igreja de São Tiago:
“Afonso Brás encantara-se com o Espírito Santo( ... )mas o Jesuíta se demorou pouco na Capitania, isto é, apenas dois anos, visto que, em dezembro de 1553, era substituído pelo padre Lourenço Brás ( ... ) Lourenço Brás, em carta de 1554, informava que a Igreja de São Tiago já estava bem maior, acrescentando que a mesma será tan grande como la del nuestro Colégio de Coimbra o mas, y enchesse toda. Em princípio de 1559 ocorreu um incêndio na Casa dos Meninos de Jesus, possivelmente atingindo parte da Igreja, que lhe ficava anexa, registrando Brás Lourenço, em 1562, que a Igreja é pobre a qual nem ornamentos, nem retábulos, nem galetas tem, como dije mal providas de vinho e farinha para as missas. Dito padre se demorou em Vitória até 1564, sendo que o templo, reconstruído e ampliado, tinha, em 1573, mais cem palmos de comprido, fora a capela, e quarenta e cinco de largo, passando a ser de pedra e cal."
história da serra, José Borges SantAnna
Ingressou na Companhia de Jesus, (Ordem dos Jesuítas) com 24 anos de idade, em 9 de maio de 1549.
Braz Lourenço, chegou de Portugal na Terceira Expedição Missionária dos Jesuítas.
Veio na Armada do 2º Governador Geral do Brasil, Dom Duarte da Costa. A Armada possuía um total de 260 pessoas e era composta de quatro navios, sendo uma Nau e três Caravelas.
A Expedição Missionária dos Jesuítas era dirigida pelo padre Luiz Da Grã e contava com mais dois padres: Braz Lourenço e Ambrósio Pires.
Juntos estavam mais quatro Irmãos, isto é, religiosos que estavam se preparando para serem ordenados padres. Os Irmãos eram: Antônio Blázques, João Gonçalves, Gregório Serrão e José de Anchieta. Anchieta, o Apóstolo do Brasil, era ainda Irmão pois só ordenou-se padre em 1565.
Durante a viagem de Lisboa para o Brasil, Braz Lourenço chegou a ouvir em confissão, o Governador Geral, Duarte da Costa. Também ouviu em confissão o filho do Governador Geral, Álvaro da Costa.
Álvaro, que também era Comandante e Mestre de navio, seria homenageado posteriormente por Braz Lourenço que deu o nome de Álvaro à Montanha existente na Serra.
Esta é portanto a verdadeira origem do nome do Mestre Álvaro, com base em documentos históricos.
A viagem de Braz Lourenço e outros detalhes, encontram-se relatados pelo próprio Braz Lourenço em carta, “Aos padres e Irmãos de Coimbra”, datada de 30 de julho de 1553.
Os quatro navios da Armada de Duarte da Costa saíram de Lisboa, capital de Portugal, a 8 de maio de 1553, chegando à Bahia a 13 de julho do mesmo ano.
Da Bahia, Braz Lourenço vem para o Espírito Santo em dezembro de 1553, na “Oitava do Natal”, como Superior da Capitania, em substituição ao padre Afonso Braz que aqui estava desde 1551.
Segundo o historiador Serafim Leite, na Capitania do Espírito Santo, Braz Lourenço se tornou:
“O mais notável no campo da sua atividade, na renovação dos costumes dos moradores e na catequese dos Índios.”
Braz Lourenço durante a sua administração como Provincial, ou seja, Superior Religioso na Capitania, de 1553 a 1564, continuou a obra de construção do Colégio dos Jesuítas e Igreja de São Tiago, onde hoje está localizado o Palácio Anchieta, sede do Governo do Estado, em Vitória.
Foi Braz Lourenço o construtor da primeira residência dos Jesuítas na Vila de Vitória, pois o padre Afonso Braz deixara apenas “um pequeno Seminário coberto de palhas.”
Em 1561, num ataque dos Piratas Franceses à Ilha de Vitória, Braz Lourenço, mostrando muita coragem, se coloca à frente de todos e, empunhando a Bandeira de São Tiago, anima a resistência, retirando-se o inimigo com várias perdas.
O ato heróico de Braz Lourenço é relatado pelos historiadores: Mário Aristides Freire; Braz Rubim; José Marcelino Pereira de Vasconcellos e Serafim Leite.
O escritor Jayme Santos Neves no livro “A Outra História da Companhia de Jesus”, na página 170, após informar que Braz Lourenço chegou ao Espírito Santo em 1553, relata o ato heróico de Braz Lourenço contra os Franceses, informando a data errada de 1552. Em 1552, Braz Lourenço ainda não havia chegado ao Brasil.
A historiadora Maria Stella de Novaes relata que, no fim do ano de 1561, duas Naus Francesas vieram atacar a Capitania:
“Acolheram então os colonizadores, Índios Flecheiros e os escravos, sendo que precedidos pelo padre Braz Lourenço, que levava o estandarte de São Tiago, enfrentaram o inimigo, defendendo heroicamente a Vila. Feriu-se terrível combate em que os Franceses, vencidos, fugiram, com vultuosas perdas."
O historiador Basílio Carvalho Daemon observa que o ataque dos Franceses teria ocorrido em Vila Velha, fato que os demais historiadores não confirmam.
Maria Stella de Novaes na página 35 do livro “História do Espírito Santo” relata que:
“O certo é que o Estandarte de São Tiago era de Vitória, onde estava a Igreja consagrada ao mesmo santo. E Vila Velha tinha forte para repelir os inimigos.”
Braz Lourenço foi Missionário e Administrador. Nos livros, em muitas ocasiões, consta: Lourenço vírgula Braz. Tal registro tem gerado confusão em alguns poucos historiadores, que chegam a afirmarem que Braz Lourenço é um, e Lourenço Braz é outro.
O nome é colocado Lourenço vírgula Braz, pelo fato de se priorizar o segundo nome, no lugar do pré - nome ( primeiro nome ).
Segundo Serafim Leite, a maioria das Aldeias da Capitania do Espírito Santo foram organizadas pelo padre Braz Lourenço.
É ainda Serafim Leite que relata:
“Os Jesuítas fundaram as duas primeiras Aldeias no Espírito Santo, que foram em 1556, a Aldeia de Nossa Senhora de Conceição da Serra e a Aldeia Velha, de Santa Cruz.”
Em 1564, Braz Lourenço foi substituído como Provincial, pelo padre Manoel de Paiva.
Segue então para Porto Seguro onde é nomeado Superior do Colégio dos Jesuítas.
Em 1572, o padre Inácio de Tolosa leva Braz Lourenço para o Rio de Janeiro onde o fundador da Serra é nomeado vice-reitor do Colégio dos Jesuítas.
José de Anchieta, que em 1565 ordenara-se padre na Bahia, tinha sido nomeado Reitor, mas como Anchieta encontrava-se em missão evangelizadora na Região de São Paulo, acabou não assumindo a Reitoria do Colégio do Rio de Janeiro.
Assim, Braz Lourenço, que estava como vice-reitor, acaba assumindo a Reitoria, permanecendo no cargo de 1573 a 1576.
Em 1582, Braz Lourenço retorna ao Espírito Santo como Superior da Ordem e Reitor do Colégio dos Jesuítas de Vitória. Assume os cargos pela segunda vez.
Após várias atividades destacadas no processo de evangelização, acaba indo se recolher já idoso, na residência dos Jesuítas em Reritiba, atual cidade de Anchieta, onde falece a 15 de julho de 1605, com 80 anos de idade.
A data do falecimento é registrada pelo historiador Serafim Leite, no livro “A História da Companhia de Jesus no Brasil.”
O escritor Jayme Santos Neves, na página 151 do livro “A Outra História da Companhia de Jesus”, editado em Vitória em 1984, diz que Braz Lourenço faleceu com:
“86 anos de idade, sendo 60 anos de Brasil e 64 de Companhia de Jesus.”
Tendo nascido em 1525, ao morrer a 15 de julho de 1605, Braz Lourenço tinha 80 anos e não 86.
As datas de nascimento e falecimento constam de documentos e cartas vistas e analisadas pelo historiador e padre Jesuíta, Serafim Leite.
Braz Lourenço faleceu com 80 anos de idade, com 52 anos de Brasil e 56 anos de Companhia de Jesus.
Segundo os padres da Igreja Matriz da Cidade de Anchieta, alguns Jesuítas foram realmente sepultados numa área de terra próxima a Igreja. Informam contudo que a citada área de terra hoje é um pátio cimentado e não existem mais os registros oficiais, para a identificação certa e real dos túmulos.
Os registros históricos contudo confirmam estar o padre Braz Lourenço, fundador da Serra, sepultado em Reritiba, atual Anchieta.
Em 1597, a Igreja de Reritiba ainda não estava com a sua construção concluída. Tanto é que Anchieta, tendo morrido nesse ano, teve seu corpo transferido para Vitória, para ser enterrado na Igreja de São Tiago. Os ossos do Santo Jesuíta permaneceram na Igreja de São Tiago até 1609, quando foram levados para a Bahia, às escondidas da população de Vitória, ficando com alguns Jesuítas da Vila, alguns ossos, entre os quais a tíbia direita.
Em 1604, a Igreja de Reritiba já estava definitivamente construída, pois nela foi enterrado o padre Diogo Fernandes. Braz Lourenço, falecido em 1605, depois do falecimento de Anchieta e Diogo Fernandes, também ali foi enterrado.
A influência dos Jesuítas no povoamento das regiões do Espírito Santo foram extintas com a expulsão dos padres do Brasil, decretada oficialmente pela influência do Marquês de Pombal, ( Sebastião José de Carvalho e Mello ) pela Lei de 3 de setembro de 1759.
Em 22 de janeiro de 1760, segundo Serafim Leite um total de 17 padres, ( segundo o escritor Elmo Elton o número de padres seriam 16 ), que atuavam no Espírito Santo tiveram que sair, embarcando no Navio Libúrnia, que foi para o Rio de Janeiro e de lá para o exílio.
Os Jesuítas foram expulsos de Portugal e Colônias. Todos os seus bens foram confiscados. Um dos padres expulsos do Espírito Santo em 1760 foi o padre escritor Manuel da Fonseca.
No livro do saudoso escritor capixaba Elmo Elton, intitulado “Velhos Templos de Vitória & Outros Temas Capixabas”, consta o seguinte nas páginas 10 e 11, no capítulo referente a Igreja de São Tiago:
“Afonso Brás encantara-se com o Espírito Santo( ... )mas o Jesuíta se demorou pouco na Capitania, isto é, apenas dois anos, visto que, em dezembro de 1553, era substituído pelo padre Lourenço Brás ( ... ) Lourenço Brás, em carta de 1554, informava que a Igreja de São Tiago já estava bem maior, acrescentando que a mesma será tan grande como la del nuestro Colégio de Coimbra o mas, y enchesse toda. Em princípio de 1559 ocorreu um incêndio na Casa dos Meninos de Jesus, possivelmente atingindo parte da Igreja, que lhe ficava anexa, registrando Brás Lourenço, em 1562, que a Igreja é pobre a qual nem ornamentos, nem retábulos, nem galetas tem, como dije mal providas de vinho e farinha para as missas. Dito padre se demorou em Vitória até 1564, sendo que o templo, reconstruído e ampliado, tinha, em 1573, mais cem palmos de comprido, fora a capela, e quarenta e cinco de largo, passando a ser de pedra e cal."
história da serra, José Borges SantAnna
Piódão
"Piódão ergue-se encosta acima, em becos estreitos e casas alinhadas com pequenas janelas de cor azul.
A natureza ofereceu à aldeia toda a grandiosidade da Serra do Açor."
carta do lazer, Inatel.
A natureza ofereceu à aldeia toda a grandiosidade da Serra do Açor."
carta do lazer, Inatel.
domingo, 8 de janeiro de 2006
Tempos de antena
Domingo, 8 - Tempos de antena de Manuel Alegre
Televisões, 5 minutos
TVI – 19h10
RTP1- 19h15
SIC – 19h15
2: - 19h45
RTP Internacional – 19h45
RTP Açores – 19h45
RTP Madeira – 20h45
Rádios, 5 minutos
Rádio Renascença – 07h06 e 23h18
RFM – 7h20 e 21h16
Rádio Comercial – 7h00 e 21h06
TSF – 14h35
Rádio Clube Português – 8h10
Clube Asas do Atlântico – 19h10
Rádio Altitude – 19h25
Rádio Emissor do Funchal – 20h40
Rádio Clube de Angra – 13h10
[A candidatura, 08.01.2006]
Televisões, 5 minutos
TVI – 19h10
RTP1- 19h15
SIC – 19h15
2: - 19h45
RTP Internacional – 19h45
RTP Açores – 19h45
RTP Madeira – 20h45
Rádios, 5 minutos
Rádio Renascença – 07h06 e 23h18
RFM – 7h20 e 21h16
Rádio Comercial – 7h00 e 21h06
TSF – 14h35
Rádio Clube Português – 8h10
Clube Asas do Atlântico – 19h10
Rádio Altitude – 19h25
Rádio Emissor do Funchal – 20h40
Rádio Clube de Angra – 13h10
[A candidatura, 08.01.2006]
Costumes e Tradições
"Os costumes e tradições apesar de se terem vindo a perder ao longo do tempo, alguns continuam a perdurar devido às memórias dos habitantes da terra que vão lutando para que permaneçam intactas. Das tradições e costumes de Carvoeiro recolhemos as seguintes manifestações profanas:
- As janeiras: no dia 31 de Dezembro de cada ano a juventude da aldeia juntava-se num grupo misto e homogéneo que percorria todas as habitações a pedir as janeiras: ó senhora lá de casa/sentada numa cortiça/ dê lá volta a casa/ dê-me cá uma chouriça. Depois juntavam-se numa casa normalmente desabitada, onde, quais cozinheiros de ocasião, confeccionavam os alimentos angariados banqueteando-se, prolongando a noite até ao dia seguinte.
Veja-se como um autor nascido na própria aldeia, Laércio Antão, descreve as janeiras do seu tempo.
As Janeiras
Antes que surgisse o mês de Janeiro
Pedia-se a carne e as chouriças
Que, com batatas e hortaliças,
Fazia um banquete por inteiro!
Festa, alegre, feita sem canseiras,
Batia mais forte o nosso coração.
Grupos de jovens, cozinheiros de ocasião,
Festejavam, juntos, as Janeiras!
Comia-se muito, era uma folia!
Cotavam-se histórias d’encantar
Ou lendas do antanho, cheias de magia.
E, assim, se acabava aquele serão
Vivido intensamente a sonhar...
Com a alma impregnada de emoção!
In jornal A Comarca de Arganil, nº 9903, 4 de Novembro de 1992
- A matança do porco: dadas as dificuldades do quotidiano de todas as gentes do Carvoeiro a criação do porco ou porcos era prioritária para a sua alimentação. Deste modo, todos os habitantes ao longo de variadíssimas gerações criavam anualmente porcos que, por altura de Dezembro-Janeiro de cada ano, faziam a sua matança. Era um evento festivo, já que era pretexto para encontro familiar através de uma abundante ceia confeccionada sobretudo com algumas partes do porco – a cachola. Depois desmanchava-se, dividia-se a sua carne, faziam-se as morcelas e chouriças ( secando-as ao fumo da lareira ) e guardavam-se esses alimentos em locais próprios: a carne nas “ salgadeiras” e as chouriças na banha, que serviam assim de conduto para o resto do ano.
- O mastro: colocava-se perpendicularmente num local próprio um pinheiro sem ramos e, ao longo de várias semanas a juventude masculina ia trazendo ramos verdes e secos que iam juntando em circulo ao redor do pinheiro. Na noite de 23 para 24 de Junho essa lenha era incendiada ardendo em labaredas, e à sua volta os jovens brincavam e saltavam até de madrugada. Depois, antes do nascer do sol, todos se deslocavam até ao Rio Unhais onde eram obrigados a banhar-se nas suas águas frias. O autor mencionado anteriormente descreve esta tradição da seguinte maneira.
O Mastro
Durante alguns meses de Verão
Juntava-se a lenha ao redor do mastro.
Para, depois, na noite de São João
Arder, cintilante, como um astro!
À sua volta, enquanto ardia,
Saltava-se e ouvia-se cantar.
Era tal o entusiasmo e a alegria
Que até os adultos gostavam de dançar...
Donde teria vindo aquela tradição?
Aquele gosto de ver o mastro a arder
Que era gerador de tanta emoção?!
Herdada dos Mouros ou dos Monges?
E para que seria aquela lenha a arder?
Talvez, para afastar as pestes para longe!
In jornal A Comarca de Arganil, nº 9904, 26 de Novembro de 1992
- As desfolhadas e as debulhas: em termos agrícolas o milho representava quase a sobrevivência dos habitantes da aldeia. Este cereal era semeado, sachado e regado várias vezes até à sua maturação. Por volta de finais de Setembro-Outubro as espigas do milho eram apanhadas e transportadas até aos seus locais de recolha.
Depois em grupos colectivos juntavam-se para desfolhar as espigas e de seguida fazer a sua debulha. Esta, era feita através de artefactos próprios e prolongava-se por longas horas.
Tanto as desfolhadas como as debulhas eram pretexto para convívio sadio e salutar.
Durante as desfolhadas, quem encontrasse uma espiga de milho vermelha ( espiga raínha ) tinha de dar um abraço a todos os rapazes/raparigas.
Veja-se como o mesmo autor aborda estas tradições:
As Desfolhadas
Eram tardes e noites esquecidas...
Aquelas em que se faziam as desfolhadas.
Desnudavam-se as espigas, apetecidas,
Feitas de ouro e a prata, debruadas!
Nelas se juntava a nossa gente
Jovens, adultos e anciãos.
Contavam-se histórias, alegremente,
Enquanto se desfolhavam com as mãos.
Momentos calmos que compensavam
A vida árdua que levavam
Na sua luta sublime com a terra...
Um sorriso, terno, ao recolher
O fruto de canseiras – que dizer?
É, assim, o Homem da Serra!
In jornal A Comarca de Arganil, nº 9871, 3 de setembro de 1992
As Debulhas
Eram tão alegres os serões ao luar
E, as noites, cálidas, tão divertidas.
Sentia-se os paus a bater nas espigas
E ouvia-se os sons dos malhos a malhar!
Geravam corações, ledos em comunhão;
Inter ajuda, solidariedade, alegria;
Amizade, ternura, tanta fantasia...
A um povo, bom, que vivia em união!
Eventos árduos feitos a cantar
E a contar histórias ancestrais
Que pareciam coisas lindas de encantar...
Animavam e alegravam os corações
Cantavam como se fosse em arraiais,
Era um encanto aqueles serões.
In jornal A Comarca de Arganil, nº9879, 24 de setembro de 1992
- As vindimas: a aldeia vivia intensamente a época das vindimas por volta da primeira quinzena de Outubro de cada ano. Normalmente era feita em termos colectivos e de interajuda entre os diversos pequenos proprietários da aldeia, trocava-se o trabalho em vez do pagamento em dinheiro. Dado que abundava aqui a pequena propriedade, em alguns casos pequenissimas leiras, o vinho que se produzia era apenas para consumo local. A festa das vindimas estava intrinsecamente arreigada no imaginário colectivo da aldeia.
Atestando este facto, veja-se como o autor que vimos citando fala sobre as vindimas que presenciou:
As vindimas
Quando as uvas, de tom reluzente,
Coloridas, doces, já maduras,
Faziam-se as vindimas, ternamente,
Numa azáfama cheia de ternuras!
Era um regalo ouvir as cantigas,
As risadas, ledas, emoções sem par;
Enquanto os rapazes e as raparigas
Em diálogo, idílico, pareciam sonhar!...
Cortadas, uma a uma, os cestos enchiam
E aos ombros do homem p’ras dornas seguiam
Num trabalho, alegre, cheio de emoção...
Tarefa tão linda, sempre desejada.
Sempre repetida e sempre encantada
Que tanto fascinava o coração!
In jornal A Comarca de Arganil, nº 9896, 5 Novembro de 1992
- A festa do Carneiro: realizava-se pelo Carnaval e era feita exclusivamente pelos alunos da escola que se fantasiavam e, com a ajuda dos pais, ofereciam um carneiro à professora, sendo depois ocasião para a realização de um baile e peças de teatro.
Manifestações religiosas:
- O Bodo: é uma das tradições mais antigas desta aldeia e teria tido inicio a pretexto de uma promessa de um habitante do Carvoeiro ao Sr. do Bonfim, padroeiro da aldeia. O Bodo continua a fazer-se embora perdendo o seu objectivo inicial que era o de compartilharem o pão com os pobres.
Esta festa é organizada pelos mordomos, sendo os mesmos nomeados anualmente. É normalmente um dia de festa, animando a aldeia e optimizando a solidariedade comunitária.
- As Boas Festas: na Segunda-feira da Pascoela era feita em toda a aldeia a visita Pascal, que consistia na visita domiciliária do Pároco da Freguesia dando a beijar o Menino.
Este evento de cariz religioso representava muito na religiosidade das gentes da aldeia. Actualmente pela falta de padres deixou há alguns anos de se efectuar.
-O toque do sino: sempre que acontecia alguma coisa de anormal na aldeia ( pessoa falecida, incêndios...), o sino ouvia-se em badaladas sonoras avisando a gente da aldeia para algo que tivesse acontecido.
- A festa em honra do padroeiro: Durante várias décadas a festa religiosa em honra do Sr. do Bonfim, realizava-se a 20 de Setembro de cada ano. A partir do inicio da década de 90 a mesma passou a realizar-se no terceiro Sábado de Agosto de cada ano. O seu programa consistia na realização da Eucaristia, a procissão e o leilão de oferendas, cuja receita revertia para os cofres da capela.
A festa profana consistia nos bailaricos muito concorridos efectuados ao som da guitarra e do harmónio, sendo pretexto para animadas desgarradas.
Actualmente, estas tradições vão-se perdendo, já que esses instrumentos e esses bailaricos vêm sendo substituídos pelos conjuntos musicais que proliferam por esse Portugal fora.
Os jogos tradicionais fazem também parte integrante da cultura desta aldeia. Destes destacamos: o jogo da malha e o jogo do pião.
A gastronomia: dos pratos mais típicos da aldeia destacamos a chanfana de cabrito, o bucho, a tiborna ( que era feita no lagar de azeite ), o arroz doce, a tigelada e as filhós, iguarias normalmente confeccionadas nos dias de festa ( Natal, Páscoa e Festa anual do Padroeiro ).
Mas, os habitantes da aldeia comiam sobretudo aquilo que produziam: os ovos, as galinhas, os cabritos e os porcos."
Os costumes e tradições do Carvoeiro,Laércio Antão
- As janeiras: no dia 31 de Dezembro de cada ano a juventude da aldeia juntava-se num grupo misto e homogéneo que percorria todas as habitações a pedir as janeiras: ó senhora lá de casa/sentada numa cortiça/ dê lá volta a casa/ dê-me cá uma chouriça. Depois juntavam-se numa casa normalmente desabitada, onde, quais cozinheiros de ocasião, confeccionavam os alimentos angariados banqueteando-se, prolongando a noite até ao dia seguinte.
Veja-se como um autor nascido na própria aldeia, Laércio Antão, descreve as janeiras do seu tempo.
As Janeiras
Antes que surgisse o mês de Janeiro
Pedia-se a carne e as chouriças
Que, com batatas e hortaliças,
Fazia um banquete por inteiro!
Festa, alegre, feita sem canseiras,
Batia mais forte o nosso coração.
Grupos de jovens, cozinheiros de ocasião,
Festejavam, juntos, as Janeiras!
Comia-se muito, era uma folia!
Cotavam-se histórias d’encantar
Ou lendas do antanho, cheias de magia.
E, assim, se acabava aquele serão
Vivido intensamente a sonhar...
Com a alma impregnada de emoção!
In jornal A Comarca de Arganil, nº 9903, 4 de Novembro de 1992
- A matança do porco: dadas as dificuldades do quotidiano de todas as gentes do Carvoeiro a criação do porco ou porcos era prioritária para a sua alimentação. Deste modo, todos os habitantes ao longo de variadíssimas gerações criavam anualmente porcos que, por altura de Dezembro-Janeiro de cada ano, faziam a sua matança. Era um evento festivo, já que era pretexto para encontro familiar através de uma abundante ceia confeccionada sobretudo com algumas partes do porco – a cachola. Depois desmanchava-se, dividia-se a sua carne, faziam-se as morcelas e chouriças ( secando-as ao fumo da lareira ) e guardavam-se esses alimentos em locais próprios: a carne nas “ salgadeiras” e as chouriças na banha, que serviam assim de conduto para o resto do ano.
- O mastro: colocava-se perpendicularmente num local próprio um pinheiro sem ramos e, ao longo de várias semanas a juventude masculina ia trazendo ramos verdes e secos que iam juntando em circulo ao redor do pinheiro. Na noite de 23 para 24 de Junho essa lenha era incendiada ardendo em labaredas, e à sua volta os jovens brincavam e saltavam até de madrugada. Depois, antes do nascer do sol, todos se deslocavam até ao Rio Unhais onde eram obrigados a banhar-se nas suas águas frias. O autor mencionado anteriormente descreve esta tradição da seguinte maneira.
O Mastro
Durante alguns meses de Verão
Juntava-se a lenha ao redor do mastro.
Para, depois, na noite de São João
Arder, cintilante, como um astro!
À sua volta, enquanto ardia,
Saltava-se e ouvia-se cantar.
Era tal o entusiasmo e a alegria
Que até os adultos gostavam de dançar...
Donde teria vindo aquela tradição?
Aquele gosto de ver o mastro a arder
Que era gerador de tanta emoção?!
Herdada dos Mouros ou dos Monges?
E para que seria aquela lenha a arder?
Talvez, para afastar as pestes para longe!
In jornal A Comarca de Arganil, nº 9904, 26 de Novembro de 1992
- As desfolhadas e as debulhas: em termos agrícolas o milho representava quase a sobrevivência dos habitantes da aldeia. Este cereal era semeado, sachado e regado várias vezes até à sua maturação. Por volta de finais de Setembro-Outubro as espigas do milho eram apanhadas e transportadas até aos seus locais de recolha.
Depois em grupos colectivos juntavam-se para desfolhar as espigas e de seguida fazer a sua debulha. Esta, era feita através de artefactos próprios e prolongava-se por longas horas.
Tanto as desfolhadas como as debulhas eram pretexto para convívio sadio e salutar.
Durante as desfolhadas, quem encontrasse uma espiga de milho vermelha ( espiga raínha ) tinha de dar um abraço a todos os rapazes/raparigas.
Veja-se como o mesmo autor aborda estas tradições:
As Desfolhadas
Eram tardes e noites esquecidas...
Aquelas em que se faziam as desfolhadas.
Desnudavam-se as espigas, apetecidas,
Feitas de ouro e a prata, debruadas!
Nelas se juntava a nossa gente
Jovens, adultos e anciãos.
Contavam-se histórias, alegremente,
Enquanto se desfolhavam com as mãos.
Momentos calmos que compensavam
A vida árdua que levavam
Na sua luta sublime com a terra...
Um sorriso, terno, ao recolher
O fruto de canseiras – que dizer?
É, assim, o Homem da Serra!
In jornal A Comarca de Arganil, nº 9871, 3 de setembro de 1992
As Debulhas
Eram tão alegres os serões ao luar
E, as noites, cálidas, tão divertidas.
Sentia-se os paus a bater nas espigas
E ouvia-se os sons dos malhos a malhar!
Geravam corações, ledos em comunhão;
Inter ajuda, solidariedade, alegria;
Amizade, ternura, tanta fantasia...
A um povo, bom, que vivia em união!
Eventos árduos feitos a cantar
E a contar histórias ancestrais
Que pareciam coisas lindas de encantar...
Animavam e alegravam os corações
Cantavam como se fosse em arraiais,
Era um encanto aqueles serões.
In jornal A Comarca de Arganil, nº9879, 24 de setembro de 1992
- As vindimas: a aldeia vivia intensamente a época das vindimas por volta da primeira quinzena de Outubro de cada ano. Normalmente era feita em termos colectivos e de interajuda entre os diversos pequenos proprietários da aldeia, trocava-se o trabalho em vez do pagamento em dinheiro. Dado que abundava aqui a pequena propriedade, em alguns casos pequenissimas leiras, o vinho que se produzia era apenas para consumo local. A festa das vindimas estava intrinsecamente arreigada no imaginário colectivo da aldeia.
Atestando este facto, veja-se como o autor que vimos citando fala sobre as vindimas que presenciou:
As vindimas
Quando as uvas, de tom reluzente,
Coloridas, doces, já maduras,
Faziam-se as vindimas, ternamente,
Numa azáfama cheia de ternuras!
Era um regalo ouvir as cantigas,
As risadas, ledas, emoções sem par;
Enquanto os rapazes e as raparigas
Em diálogo, idílico, pareciam sonhar!...
Cortadas, uma a uma, os cestos enchiam
E aos ombros do homem p’ras dornas seguiam
Num trabalho, alegre, cheio de emoção...
Tarefa tão linda, sempre desejada.
Sempre repetida e sempre encantada
Que tanto fascinava o coração!
In jornal A Comarca de Arganil, nº 9896, 5 Novembro de 1992
- A festa do Carneiro: realizava-se pelo Carnaval e era feita exclusivamente pelos alunos da escola que se fantasiavam e, com a ajuda dos pais, ofereciam um carneiro à professora, sendo depois ocasião para a realização de um baile e peças de teatro.
Manifestações religiosas:
- O Bodo: é uma das tradições mais antigas desta aldeia e teria tido inicio a pretexto de uma promessa de um habitante do Carvoeiro ao Sr. do Bonfim, padroeiro da aldeia. O Bodo continua a fazer-se embora perdendo o seu objectivo inicial que era o de compartilharem o pão com os pobres.
Esta festa é organizada pelos mordomos, sendo os mesmos nomeados anualmente. É normalmente um dia de festa, animando a aldeia e optimizando a solidariedade comunitária.
- As Boas Festas: na Segunda-feira da Pascoela era feita em toda a aldeia a visita Pascal, que consistia na visita domiciliária do Pároco da Freguesia dando a beijar o Menino.
Este evento de cariz religioso representava muito na religiosidade das gentes da aldeia. Actualmente pela falta de padres deixou há alguns anos de se efectuar.
-O toque do sino: sempre que acontecia alguma coisa de anormal na aldeia ( pessoa falecida, incêndios...), o sino ouvia-se em badaladas sonoras avisando a gente da aldeia para algo que tivesse acontecido.
- A festa em honra do padroeiro: Durante várias décadas a festa religiosa em honra do Sr. do Bonfim, realizava-se a 20 de Setembro de cada ano. A partir do inicio da década de 90 a mesma passou a realizar-se no terceiro Sábado de Agosto de cada ano. O seu programa consistia na realização da Eucaristia, a procissão e o leilão de oferendas, cuja receita revertia para os cofres da capela.
A festa profana consistia nos bailaricos muito concorridos efectuados ao som da guitarra e do harmónio, sendo pretexto para animadas desgarradas.
Actualmente, estas tradições vão-se perdendo, já que esses instrumentos e esses bailaricos vêm sendo substituídos pelos conjuntos musicais que proliferam por esse Portugal fora.
Os jogos tradicionais fazem também parte integrante da cultura desta aldeia. Destes destacamos: o jogo da malha e o jogo do pião.
A gastronomia: dos pratos mais típicos da aldeia destacamos a chanfana de cabrito, o bucho, a tiborna ( que era feita no lagar de azeite ), o arroz doce, a tigelada e as filhós, iguarias normalmente confeccionadas nos dias de festa ( Natal, Páscoa e Festa anual do Padroeiro ).
Mas, os habitantes da aldeia comiam sobretudo aquilo que produziam: os ovos, as galinhas, os cabritos e os porcos."
Os costumes e tradições do Carvoeiro,Laércio Antão
sábado, 7 de janeiro de 2006
Títulos GR
Os Pioneiros
O Inverno Depois do Inferno
O Melhor Do Mundo São As Crianças
Mulheres de Portugal
Planeta Figo
Perder A Cabeça E O Coração
O Adeus Do PLayboy
A portuguesa atrás de Kerry
Sonhos Do Leste
Cultura de massas
Doido Com Juízo
Sobreviver
Meta à Vista
E Assim Foi Temperado O Aço
O Corpo Do Delito
A Beleza Da Morte
Fúria De Viver
Meu Querido Agosto
A Onda Portuguesa
Castelos De Areia
E agora, José?
O Inverno Depois do Inferno
O Melhor Do Mundo São As Crianças
Mulheres de Portugal
Planeta Figo
Perder A Cabeça E O Coração
O Adeus Do PLayboy
A portuguesa atrás de Kerry
Sonhos Do Leste
Cultura de massas
Doido Com Juízo
Sobreviver
Meta à Vista
E Assim Foi Temperado O Aço
O Corpo Do Delito
A Beleza Da Morte
Fúria De Viver
Meu Querido Agosto
A Onda Portuguesa
Castelos De Areia
E agora, José?
STROKES
"First Impressions of Earth"
o Primeiro Disco de ROCK de 2006.
...o Melhor Disco de ROCK de 2006!
DNa
o Primeiro Disco de ROCK de 2006.
...o Melhor Disco de ROCK de 2006!
DNa
A Comarca de Arganil
“O jornal, quando bem orientado, é não só o padrão que serve para aferir a ilustração e educação de um povo, mas também o instrumento propulsor do seu engrandecimento e da sua instrução.
É a alavanca que o impele na senda das mais importantes conquistas e da realização dos mais soberbos ideais”.
É esta definição de jornal que surge no programa da primeira edição da “Comarca de Arganil”, que data de 1 de Janeiro de 1901.
Nessa altura, o proprietário e editor responsável pela publicação era A .José Rodrigues. No mesmo programa fala-se do papel da Imprensa periódica, segundo o qual “é- deve ser- missionária do bem. Principalmente quando desligada de todos os compromissos políticos e partidários. A missão do jornal é a mais importante e, também, a mais eficaz; é profícua e fecunda, na sociedade moderna, porque ele é então a voz imparcial e desapaixonada da localidade onde se hospedou para traduzir os desejos e advogar as necessidades do povo, de que se tornou a um tempo procurador e arauto”.
Foi , ainda, no ano de 1901, mais precisamente a 9 de Março que “A Comarca de Arganil” fez chegar uma nova actividade àquela terra, a das artes gráficas, uma vez que esta publicação sempre foi composta e impressa na vila.
O fundador da “Comarca de Arganil” foi Eugénio Moreira, e a linha orientadora da publicação foi ele que a traçou, logo no primeiro número, quando afirmou que o seu jornal “múltiplo e variado nos assuntos que trata, a todos proporciona alguns momentos de satisfação. Todas as causas justas têm nele um defensor desinteressado; todos os oprimidos, um campeão; todos os necessitados, um solicitador; todos os beneméritos, uma tuba da fama; todos os desvalidos, um protector infatigável”.
Segundo um editorial, datado de 5 de Dezembro de 2000, Eugénio Moreira “veio como pagador do caminho de ferro (...) mas a sua veia jornalística, já antes experimentada noutra localidade beirã e parece que sem sucesso, levou-o a criar nesta terra um jornal a que deu o nome de “A Comarca de Arganil”.
No mesmo texto, o actual director da publicação, Jorge Moreira da Costa Pereira, neto mais velho do fundador, escreve que, “ainda hoje, sem interrupções, “ A Comarca de Arganil” continua a sua senda de informar especialmente em favor do Regionalismo, fim fundamental para que foi criado e que estamos dispostos a continuar, assim como já o fizeram os seus sucessores”.
Francisco Carvalho da Cruz trabalhou na “Comarca” durante 56 anos, e começou como aprendiz de tipógrafo quando tinha apenas 10 . Foi compositor manual, impressor tipográfico, linotipista, mecânico, ajudante de várias funções, chefe de oficinas, redactor, chefe de redacção, director adjunto, director e até gerente.
Na primeira edição de Dezembro de 2000 passou o testemunho a Jorge Moreira da Costa Pereira.
Apesar de, como diz o poeta, “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, a “Comarca” prosseguiu a mesma orientação , dando voz às populações da sua área e prometendo estar atenta às “realidades (e dificuldades) trazidas pela globalização”, conforme escreveu o seu actual director e sócio-gerente, Jorge Moreira da Costa Pereira, no estatuto editorial de 13 de Março de 2001.
No ano passado, a “ Comarca” comemorou o seu primeiro centenário. Uma efeméride, cujas celebrações se prolongaram durante três meses e às quais a Câmara Municipal de Arganil se quis associar, atribuindo à publicação a Medalha de Ouro do Concelho.
Ao comemorar 100 anos de existência, “A Comarca de Arganil” recebeu várias mensagens de felicitações, nomeadamente a de Almeida Santos, presidente da Assembleia da República, na qual dizia que “Cem anos é, como diria Guerra Junqueiro, um “bem bonito rol”. Poucos órgãos da Imprensa Regional podem vangloriar-se de tão dilatada vitalidade. Essa razão de mérito - só tendo-o podia durar tanto - bastava-me para felicitar calorosamente os que fundaram, dirigiram, fizeram, dirigem e fazem “A Comarca de Arganil”. Mas há mais. Sou da região. Habituei-me a lê-la desde pequeno. Ainda leio. Só que eu envelheci, ela não! “A Comarca de Arganil” presta um relevante serviço aos seus leitores. Que por muito mais longo tempo continue a prestar.”
Ainda na mesma edição, Carlos Maia Teixeira, escreveu a propósito deste aniversário que “viver a Monarquia, a 1» República, o Estado Novo, a Revolução de Abril e chegar ao novo milénio atravessando duas Guerras Mundiais, o fascismo e a guerra colonial e de tudo isto fazer fé é, só por si, substantivo quanto baste para colocar “A Comarca de Arganil” entre os mais importantes jornais regionais de Portugal”.
Ana Cristina Cruz, Memórias com História
É a alavanca que o impele na senda das mais importantes conquistas e da realização dos mais soberbos ideais”.
É esta definição de jornal que surge no programa da primeira edição da “Comarca de Arganil”, que data de 1 de Janeiro de 1901.
Nessa altura, o proprietário e editor responsável pela publicação era A .José Rodrigues. No mesmo programa fala-se do papel da Imprensa periódica, segundo o qual “é- deve ser- missionária do bem. Principalmente quando desligada de todos os compromissos políticos e partidários. A missão do jornal é a mais importante e, também, a mais eficaz; é profícua e fecunda, na sociedade moderna, porque ele é então a voz imparcial e desapaixonada da localidade onde se hospedou para traduzir os desejos e advogar as necessidades do povo, de que se tornou a um tempo procurador e arauto”.
Foi , ainda, no ano de 1901, mais precisamente a 9 de Março que “A Comarca de Arganil” fez chegar uma nova actividade àquela terra, a das artes gráficas, uma vez que esta publicação sempre foi composta e impressa na vila.
O fundador da “Comarca de Arganil” foi Eugénio Moreira, e a linha orientadora da publicação foi ele que a traçou, logo no primeiro número, quando afirmou que o seu jornal “múltiplo e variado nos assuntos que trata, a todos proporciona alguns momentos de satisfação. Todas as causas justas têm nele um defensor desinteressado; todos os oprimidos, um campeão; todos os necessitados, um solicitador; todos os beneméritos, uma tuba da fama; todos os desvalidos, um protector infatigável”.
Segundo um editorial, datado de 5 de Dezembro de 2000, Eugénio Moreira “veio como pagador do caminho de ferro (...) mas a sua veia jornalística, já antes experimentada noutra localidade beirã e parece que sem sucesso, levou-o a criar nesta terra um jornal a que deu o nome de “A Comarca de Arganil”.
No mesmo texto, o actual director da publicação, Jorge Moreira da Costa Pereira, neto mais velho do fundador, escreve que, “ainda hoje, sem interrupções, “ A Comarca de Arganil” continua a sua senda de informar especialmente em favor do Regionalismo, fim fundamental para que foi criado e que estamos dispostos a continuar, assim como já o fizeram os seus sucessores”.
Francisco Carvalho da Cruz trabalhou na “Comarca” durante 56 anos, e começou como aprendiz de tipógrafo quando tinha apenas 10 . Foi compositor manual, impressor tipográfico, linotipista, mecânico, ajudante de várias funções, chefe de oficinas, redactor, chefe de redacção, director adjunto, director e até gerente.
Na primeira edição de Dezembro de 2000 passou o testemunho a Jorge Moreira da Costa Pereira.
Apesar de, como diz o poeta, “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”, a “Comarca” prosseguiu a mesma orientação , dando voz às populações da sua área e prometendo estar atenta às “realidades (e dificuldades) trazidas pela globalização”, conforme escreveu o seu actual director e sócio-gerente, Jorge Moreira da Costa Pereira, no estatuto editorial de 13 de Março de 2001.
No ano passado, a “ Comarca” comemorou o seu primeiro centenário. Uma efeméride, cujas celebrações se prolongaram durante três meses e às quais a Câmara Municipal de Arganil se quis associar, atribuindo à publicação a Medalha de Ouro do Concelho.
Ao comemorar 100 anos de existência, “A Comarca de Arganil” recebeu várias mensagens de felicitações, nomeadamente a de Almeida Santos, presidente da Assembleia da República, na qual dizia que “Cem anos é, como diria Guerra Junqueiro, um “bem bonito rol”. Poucos órgãos da Imprensa Regional podem vangloriar-se de tão dilatada vitalidade. Essa razão de mérito - só tendo-o podia durar tanto - bastava-me para felicitar calorosamente os que fundaram, dirigiram, fizeram, dirigem e fazem “A Comarca de Arganil”. Mas há mais. Sou da região. Habituei-me a lê-la desde pequeno. Ainda leio. Só que eu envelheci, ela não! “A Comarca de Arganil” presta um relevante serviço aos seus leitores. Que por muito mais longo tempo continue a prestar.”
Ainda na mesma edição, Carlos Maia Teixeira, escreveu a propósito deste aniversário que “viver a Monarquia, a 1» República, o Estado Novo, a Revolução de Abril e chegar ao novo milénio atravessando duas Guerras Mundiais, o fascismo e a guerra colonial e de tudo isto fazer fé é, só por si, substantivo quanto baste para colocar “A Comarca de Arganil” entre os mais importantes jornais regionais de Portugal”.
Ana Cristina Cruz, Memórias com História
sexta-feira, 6 de janeiro de 2006
A honra de uma comunidade
Na serra do Açor, no lugar de Ceiroquinho, Freguesia de Fajão, Concelho de Pampilhosa da Serra, Distrito de Coimbra a Honra de uma comunidade passa por todos aqueles que aí viveram (o meu avô José Fernandes) e vivem hoje em dia.
Obrigado a todos.
Acima de tudo colocam a sua honra, o seu brio a sua dignidade, honradez e pundonor como palavra de honra, ponto de honra, apreço a alguém muito querido.
Obrigado a todos.
Acima de tudo colocam a sua honra, o seu brio a sua dignidade, honradez e pundonor como palavra de honra, ponto de honra, apreço a alguém muito querido.
Sondagem
Sondagem: Cavaco vence à primeira com 60% e Alegre é segundo
As eleições presidenciais deverão ser decididas logo na primeira volta com a vitória do candidato...
Diário Digital
As eleições presidenciais deverão ser decididas logo na primeira volta com a vitória do candidato...
Diário Digital
quinta-feira, 5 de janeiro de 2006
Batota não, obrigado
comunicado da Candidatura de Manuel Alegre
Manuel Alegre pediu a todos os seus apoiantes que tivessem “nervos de aço para o que aí vem”.
Hoje mesmo o jornal Correio da Manhã publica uma entrevista com o candidato, com a seguinte manchete em primeira página: “Manuel Alegre abre porta a novo partido”. Vai-se a ver e nada disso é dito na entrevista.
Trata-se então de uma afirmação abusivamente posta na boca de um candidato presidencial por um jornal de grande divulgação, com honras de primeira página. A candidatura já procedeu ao desmentido formal. Mas ninguém pode apagar a mentira já publicada. Isto não é decente. E é contra isto que precisamos de muita vigilância e nervos de aço.
Batota não, obrigado.
A candidatura de Manuel Alegre, 05.01.2006
Manuel Alegre pediu a todos os seus apoiantes que tivessem “nervos de aço para o que aí vem”.
Hoje mesmo o jornal Correio da Manhã publica uma entrevista com o candidato, com a seguinte manchete em primeira página: “Manuel Alegre abre porta a novo partido”. Vai-se a ver e nada disso é dito na entrevista.
Trata-se então de uma afirmação abusivamente posta na boca de um candidato presidencial por um jornal de grande divulgação, com honras de primeira página. A candidatura já procedeu ao desmentido formal. Mas ninguém pode apagar a mentira já publicada. Isto não é decente. E é contra isto que precisamos de muita vigilância e nervos de aço.
Batota não, obrigado.
A candidatura de Manuel Alegre, 05.01.2006
O sanguinário corso ( Napoleão)
Em Fevereiro e Março de 1811, os franceses de Massena deixaram um rasto de morte e pilhagem no concelho de Arganil, a ponto deste ser considerado um dos que em Portugal mais sofreu com as invasões que «o sanguinário corso (Napoleão) fez vomitar na Peninsula Hispânica».
De uma lista oficial, publicada depois da «expulsão destes salteadores», vê-se que só na vila de Arganil e seu termo, roubaram nos dois meses referidos: 5.769$240 réis em dinheiro; 9.874$000 réis em diferentes objectos de ouro e prata; 18.633$800 réis em roupas de seda, lã e linho; 13.944$000 réis de vasos de prata, navetas, turíbulos, castiçais, cruzes e alfaias da Igreja (Matriz) de Arganil; 1.030$000 réis de pratas e alfaias de outras igrejas; 2.400$000 réis de pratas da Igreja de Secarias; estragaram 30.607 alqueires (cada alqueire eram 15 litros) de trigo, centeio, cevada, feijão e milho; roubaram 3.523 almudes (cada almude eram 40 litros) de vinho, vinagre, azeite e aguardente, 584 arrobas (cada arroba eram 15 quilos) de carne de porco e banha, 314 cabeças de gado grosso, 10.642 cabeças de gado miúdo, 11 bestas, 191 porcos, 2.254 galinhas, 612 colmeias e 53 alqueires de mel; destruiram e cortaram 3.302 oliveiras, 422 castanheiros, 1.478 carros de pinheiros; incendiaram um templo e 13 casas particulares; mataram 3 eclesiásticos, 23 seculares e 7 mulheres e ultrajaram e aprisionaram 96 mulheres.
Arganil/Concelho verde
De uma lista oficial, publicada depois da «expulsão destes salteadores», vê-se que só na vila de Arganil e seu termo, roubaram nos dois meses referidos: 5.769$240 réis em dinheiro; 9.874$000 réis em diferentes objectos de ouro e prata; 18.633$800 réis em roupas de seda, lã e linho; 13.944$000 réis de vasos de prata, navetas, turíbulos, castiçais, cruzes e alfaias da Igreja (Matriz) de Arganil; 1.030$000 réis de pratas e alfaias de outras igrejas; 2.400$000 réis de pratas da Igreja de Secarias; estragaram 30.607 alqueires (cada alqueire eram 15 litros) de trigo, centeio, cevada, feijão e milho; roubaram 3.523 almudes (cada almude eram 40 litros) de vinho, vinagre, azeite e aguardente, 584 arrobas (cada arroba eram 15 quilos) de carne de porco e banha, 314 cabeças de gado grosso, 10.642 cabeças de gado miúdo, 11 bestas, 191 porcos, 2.254 galinhas, 612 colmeias e 53 alqueires de mel; destruiram e cortaram 3.302 oliveiras, 422 castanheiros, 1.478 carros de pinheiros; incendiaram um templo e 13 casas particulares; mataram 3 eclesiásticos, 23 seculares e 7 mulheres e ultrajaram e aprisionaram 96 mulheres.
Arganil/Concelho verde
Manuel Alegre
A Caravana de Manuel alegre vai passar ao fim da tarde do dia 13 pelo Distrito, com paragem ao fim do dia no Fundão terminando em Castelo Branco com um grande Jantar no Restaurante "O Convento" (15 euros). As inscrições poderão ser feitas na Sede da Candidatura ou pelos tel. 272 348 430; 969003274; 964089332 ou 963057007.
Agradece-se que seja feita uma grande mobilização atempadamente pois há uma grande expectativa e os lugares disponíveis situam-se entre os 200 -300 lugares.
Agradece-se que seja feita uma grande mobilização atempadamente pois há uma grande expectativa e os lugares disponíveis situam-se entre os 200 -300 lugares.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2006
Plágios e decência
Plágios e decência
Criticado por não propor nada de novo para o mandato que teima em disputar, Mário Soares apresentou hoje a sua novidade. Parece que a ideia é fazer Presidências … de “proximidade”. Certamente leu o Contrato Presidencial de Manuel Alegre, onde se propõe uma “magistratura de proximidade e exigência”. Compreendemos a dificuldade de Mário Soares em trazer algo de novo à luz do dia. O seu manifesto eleitoral é muito pobre em ideias e nos debates ficou sempre refém do passado. Mas isto não o autoriza a apropriar-se das ideias de outras candidaturas.
Também Cavaco Silva se apropriou num debate televisivo da ideia do Pacto Económico e Social proposta por Manuel Alegre.
Dizem alguns comentadores que Alegre não tem ideias. A verdade é que não só foi o primeiro a apresentá-las como temos assistido à sua utilização abusiva por outros, como se fossem próprias, sem sequer citarem a fonte.
Os direitos de autor devem ser respeitados na literatura e na vida. Plagiar é um acto que descredibiliza quem o pratica. Também na política é preciso respeitar os mínimos da decência.
A candidatura de Manuel Alegre, 02.01.2006
Criticado por não propor nada de novo para o mandato que teima em disputar, Mário Soares apresentou hoje a sua novidade. Parece que a ideia é fazer Presidências … de “proximidade”. Certamente leu o Contrato Presidencial de Manuel Alegre, onde se propõe uma “magistratura de proximidade e exigência”. Compreendemos a dificuldade de Mário Soares em trazer algo de novo à luz do dia. O seu manifesto eleitoral é muito pobre em ideias e nos debates ficou sempre refém do passado. Mas isto não o autoriza a apropriar-se das ideias de outras candidaturas.
Também Cavaco Silva se apropriou num debate televisivo da ideia do Pacto Económico e Social proposta por Manuel Alegre.
Dizem alguns comentadores que Alegre não tem ideias. A verdade é que não só foi o primeiro a apresentá-las como temos assistido à sua utilização abusiva por outros, como se fossem próprias, sem sequer citarem a fonte.
Os direitos de autor devem ser respeitados na literatura e na vida. Plagiar é um acto que descredibiliza quem o pratica. Também na política é preciso respeitar os mínimos da decência.
A candidatura de Manuel Alegre, 02.01.2006
terça-feira, 3 de janeiro de 2006
Biblioteca Municipal Miguel Torga - Arganil
Veiga Simões : escritor, jornalista, político, diplomata, investigador, nasceu em Arganil a 16 de Dezembro de 1888, filho de António José Simões e de D. Guilhermina Alves da Veiga Simões.
Veiga Simões desde muito cedo deu sinais da sua brilhante inteligência e de uma grande facilidade na escrita. Em 1905 está em Coimbra a frequentar o Curso de Direito. Aí toma contacto com a política nacional. Numa época de grande efervescência política, com o sistema monárquico agonizante, Veiga Simões foi desde novo uma figura de destaque na vida académica coimbrã. A sua produção literária na área da ficção e do ensaio literário, é quase toda desta sua passagem por Coimbra.
De 1906 a 1911 publica: Nitockris, Escola de Coimbra, A Nova Geração, Sombras, Elegia da Lenda. Contos, teatro, ensaio, são as áreas que desenvolve nos seus livros publicados nesta época. Nesta fase não devemos esquecer um interessante trabalho sobre a história de Arganil, publicado na revista Ilustração Portuguesa
Terminado o curso vem para Arganil como advogado, mas logo é chamado a tarefas de âmbito nacional. A política é uma actividade a que Veiga Simões não pode fugir. Em pouco tempo, os seus dotes de orador, a sua figura impecável e a facilidade na escrita, levam-no a participar activamente e aos níveis mais elevados da vida nacional, onde ocupa o lugar de Ministro dos Negócios Estrangeiros, em 1912.
Outra faceta de Veiga Simões que interessa salientar é a de jornalista. De 1913 a 1915, Veiga Simões é comentador em três jornais: O Jornal de Arganil, de que é director, O Diário de Coimbra e o República, órgão do Partido Republicano Evolucionista onde milita. Em 1915 surge o Correio de Arganil, também sob a orientação de Veiga Simões. Este jornal que veio substituir o Jornal de Arganil, teve também vida efémera, terminando a sua publicação em 1916.
Mas a área onde Veiga Simões mais de notabilizou, foi como diplomata. Com uma vertiginosa ascensão na carreira, Veiga Simões entra para o Quadro Diplomático e Consular do Ministério dos Negócios Estrangeiros, sendo nomeado cônsul de Portugal em Manaus em 1915. Em 1919, Veiga Simões é promovido e colocado em Oslo – Noruega. Dois anos mais tarde é chefe de missão e é colocado como ministro plenipotenciário em Viena de Áustria. A partir daqui Veiga Simões percorre toda a Europa como representante de Portugal, em importantes negociações de caracter político, com uma vertente muito forte na área comercial.
Este é um período extremamente interessante de Veiga Simões. Os lugares que ocupa permitem-lhe estar perto dos centros de decisão. De 1933 a 1940, é enviado extraordinário e ministro plenipotenciário em Berlim, onde acompanha o processo que conduziu à Segunda Guerra Mundial. São importantíssimos para o estudo desta época, os relatórios enviados por Veiga Simões, no desempenho das suas funções, para o Palácio das Necessidades em Lisboa.
Veiga Simões não foi um particular simpatizante da política do Estado Novo. A sua frontalidade e o seu carácter humanista, criaram-lhe várias incompatibilidades que foram minando a sua carreira diplomática. Em 1946 Veiga Simões é colocado como ministro plenipotenciários na China. A sua saúde abalada por vários problemas, impede-o de ocupar o lugar. Salazar aproveita a oportunidade para o afastar definitivamente, demitindo-o da carreira diplomática.
Com o passaporte cativo do Governo Português, Veiga Simões acaba por falecer em Paris no dia 1 de Dezembro de 1954, sendo sepultado em Arganil no dia 22 do mesmo mês. O seu funeral, com honras próprias dos filhos ilustres de Arganil, foi fortemente condicionado pela presença de inúmeros agentes da polícia militar – PIDE, que nem morto o deixaram em paz.
Veiga Simões foi um dos Arganilenses mais ilustres, senão o mais ilustre, que até hoje nasceu neste concelho. A sua obra está ainda por estudar, até porque muito do que escreveu na última fase da sua vida, em Paris, está desaparecida e nunca foi publicada. Os Relatórios enviados nas suas inúmeras missões, como diplomata, nos muitos países onde exerceu funções, são uma fonte importantíssima para o conhecimento da política internacional, no período que vai de 1915 a 1940.
Ciclo de Exposições de Autores Arganilenses. Exposição em 8 cartazes e documentação diversa sobre a vida e obra de Veiga Simões, patente na Biblioteca Municipal de Arganil.
Veiga Simões desde muito cedo deu sinais da sua brilhante inteligência e de uma grande facilidade na escrita. Em 1905 está em Coimbra a frequentar o Curso de Direito. Aí toma contacto com a política nacional. Numa época de grande efervescência política, com o sistema monárquico agonizante, Veiga Simões foi desde novo uma figura de destaque na vida académica coimbrã. A sua produção literária na área da ficção e do ensaio literário, é quase toda desta sua passagem por Coimbra.
De 1906 a 1911 publica: Nitockris, Escola de Coimbra, A Nova Geração, Sombras, Elegia da Lenda. Contos, teatro, ensaio, são as áreas que desenvolve nos seus livros publicados nesta época. Nesta fase não devemos esquecer um interessante trabalho sobre a história de Arganil, publicado na revista Ilustração Portuguesa
Terminado o curso vem para Arganil como advogado, mas logo é chamado a tarefas de âmbito nacional. A política é uma actividade a que Veiga Simões não pode fugir. Em pouco tempo, os seus dotes de orador, a sua figura impecável e a facilidade na escrita, levam-no a participar activamente e aos níveis mais elevados da vida nacional, onde ocupa o lugar de Ministro dos Negócios Estrangeiros, em 1912.
Outra faceta de Veiga Simões que interessa salientar é a de jornalista. De 1913 a 1915, Veiga Simões é comentador em três jornais: O Jornal de Arganil, de que é director, O Diário de Coimbra e o República, órgão do Partido Republicano Evolucionista onde milita. Em 1915 surge o Correio de Arganil, também sob a orientação de Veiga Simões. Este jornal que veio substituir o Jornal de Arganil, teve também vida efémera, terminando a sua publicação em 1916.
Mas a área onde Veiga Simões mais de notabilizou, foi como diplomata. Com uma vertiginosa ascensão na carreira, Veiga Simões entra para o Quadro Diplomático e Consular do Ministério dos Negócios Estrangeiros, sendo nomeado cônsul de Portugal em Manaus em 1915. Em 1919, Veiga Simões é promovido e colocado em Oslo – Noruega. Dois anos mais tarde é chefe de missão e é colocado como ministro plenipotenciário em Viena de Áustria. A partir daqui Veiga Simões percorre toda a Europa como representante de Portugal, em importantes negociações de caracter político, com uma vertente muito forte na área comercial.
Este é um período extremamente interessante de Veiga Simões. Os lugares que ocupa permitem-lhe estar perto dos centros de decisão. De 1933 a 1940, é enviado extraordinário e ministro plenipotenciário em Berlim, onde acompanha o processo que conduziu à Segunda Guerra Mundial. São importantíssimos para o estudo desta época, os relatórios enviados por Veiga Simões, no desempenho das suas funções, para o Palácio das Necessidades em Lisboa.
Veiga Simões não foi um particular simpatizante da política do Estado Novo. A sua frontalidade e o seu carácter humanista, criaram-lhe várias incompatibilidades que foram minando a sua carreira diplomática. Em 1946 Veiga Simões é colocado como ministro plenipotenciários na China. A sua saúde abalada por vários problemas, impede-o de ocupar o lugar. Salazar aproveita a oportunidade para o afastar definitivamente, demitindo-o da carreira diplomática.
Com o passaporte cativo do Governo Português, Veiga Simões acaba por falecer em Paris no dia 1 de Dezembro de 1954, sendo sepultado em Arganil no dia 22 do mesmo mês. O seu funeral, com honras próprias dos filhos ilustres de Arganil, foi fortemente condicionado pela presença de inúmeros agentes da polícia militar – PIDE, que nem morto o deixaram em paz.
Veiga Simões foi um dos Arganilenses mais ilustres, senão o mais ilustre, que até hoje nasceu neste concelho. A sua obra está ainda por estudar, até porque muito do que escreveu na última fase da sua vida, em Paris, está desaparecida e nunca foi publicada. Os Relatórios enviados nas suas inúmeras missões, como diplomata, nos muitos países onde exerceu funções, são uma fonte importantíssima para o conhecimento da política internacional, no período que vai de 1915 a 1940.
Ciclo de Exposições de Autores Arganilenses. Exposição em 8 cartazes e documentação diversa sobre a vida e obra de Veiga Simões, patente na Biblioteca Municipal de Arganil.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2006
Manuel Alegre
AGENDA
Terça-feira, 3 de Janeiro, pelas 15h00 - Lisboa
Manuel Alegre visita a ACAPO
Na próxima terça-feira, dia 3 de Janeiro, pelas 15h00, Manuel Alegre visita a Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal, na R. de S. José, 86, 1º, em Lisboa.
Terça-feira, dia 3 de Janeiro - Setubal
Manuel Alegre inaugura sede em Setúbal. Na próxima terça-feira, dia 3 de Janeiro, pelas 18.00 horas, Manuel Alegre inaugura a sede da candidatura em Setúbal, na Av. 5 de Outubro, 20, 1º esq. Pelas 20.00 horas realiza-se um jantar com apoiantes, no Restaurante "O Novo Dez" (Av. Luísa Tódi, 10).
Quarta-feira, dia 4 de Janeiro - Região Autónoma da Madeira
Na próxima quarta-feira, Manuel Alegre estará na Região Autónoma da Madeira, com o seguinte programa:
9.15 - Chegada ao aeroporto da Madeira
9.45/11.00 - Machico, visita ao centro da cidade
11.30/13.00 - Funchal, passeio pelo centro da cidade
13.00/15.30 - Almoço de trabalho
16.00/17.00 - Câmara de Lobos, visita ao centro da cidade
19.00 - Jantar com apoiantes no Restaurante "A Parreira", na Penteada, junto ao Tecnopolo
22.00 - Regresso ao aeroporto
Quinta a Sábado, 5-7 Janeiro - Região Autónoma dos Açores
Manuel Alegre estará nos Açores entre os dias 5 e 7 do corrente mês de Janeiro. O programa é o seguinte::
Quinta-feira, dia 5
14h00 – Chegada a Ponta Delgada (vôo TP8403).
14h30 – Inauguração da sede de candidatura em Ponta Delgada (Largo 2 de Março).
15h00 – Visita à Escola Antero de Quental.
16h00 – Visita de cortesia ao Presidente do Governo Regional.
16h30 – Passeio pela baixa da cidade.
18h00 – Encontro com a Comunicação Social no Hotel VIP.
20h00 – Jantar com apoiantes no Hotel VIP.
Sexta-feira, dia 6
13h20 – Partida para a ilha Terceira (vôo SP452).
14h30 – Passeio pela zona pedonal da cidade da Praia da Vitória.
16h00 – Visita à FRUTER (Cooperativa de Hortofruticultores da Ilha Terceira).
16h45 – Passeio pelo centro histórico de Angra do Heroísmo: Alto das Covas, Rua da Sé, Rua da Palha, Rua da Rosa, Rua de S. João, Pátio da Alfândega, Rua Direita, Praça Velha.
19h15 – Encontro com a Comunicação Social no Angra Garden Hotel.
20h30 – Jantar com apoiantes no restaurante ‘Casa do Peixe’.
Sábado, dia 7
10h25 – Partida com destino a Lisboa (vôo TP1822).
Sábado, dia 7 de Janeiro - Todo o País
No dia 7 de Janeiro, decorrerá a iniciativa “Noite Alegre”.
Nessa noite, entre as 21.00 e as 24.00 horas, cidadãos apoiantes de Manuel Alegre reúnem-se em todas as sedes de candidatura do país para, à mesma hora, celebrarem a poesia e a cultura, com leituras de poemas e canções.
Terça-feira, 3 de Janeiro, pelas 15h00 - Lisboa
Manuel Alegre visita a ACAPO
Na próxima terça-feira, dia 3 de Janeiro, pelas 15h00, Manuel Alegre visita a Associação de Cegos e Amblíopes de Portugal, na R. de S. José, 86, 1º, em Lisboa.
Terça-feira, dia 3 de Janeiro - Setubal
Manuel Alegre inaugura sede em Setúbal. Na próxima terça-feira, dia 3 de Janeiro, pelas 18.00 horas, Manuel Alegre inaugura a sede da candidatura em Setúbal, na Av. 5 de Outubro, 20, 1º esq. Pelas 20.00 horas realiza-se um jantar com apoiantes, no Restaurante "O Novo Dez" (Av. Luísa Tódi, 10).
Quarta-feira, dia 4 de Janeiro - Região Autónoma da Madeira
Na próxima quarta-feira, Manuel Alegre estará na Região Autónoma da Madeira, com o seguinte programa:
9.15 - Chegada ao aeroporto da Madeira
9.45/11.00 - Machico, visita ao centro da cidade
11.30/13.00 - Funchal, passeio pelo centro da cidade
13.00/15.30 - Almoço de trabalho
16.00/17.00 - Câmara de Lobos, visita ao centro da cidade
19.00 - Jantar com apoiantes no Restaurante "A Parreira", na Penteada, junto ao Tecnopolo
22.00 - Regresso ao aeroporto
Quinta a Sábado, 5-7 Janeiro - Região Autónoma dos Açores
Manuel Alegre estará nos Açores entre os dias 5 e 7 do corrente mês de Janeiro. O programa é o seguinte::
Quinta-feira, dia 5
14h00 – Chegada a Ponta Delgada (vôo TP8403).
14h30 – Inauguração da sede de candidatura em Ponta Delgada (Largo 2 de Março).
15h00 – Visita à Escola Antero de Quental.
16h00 – Visita de cortesia ao Presidente do Governo Regional.
16h30 – Passeio pela baixa da cidade.
18h00 – Encontro com a Comunicação Social no Hotel VIP.
20h00 – Jantar com apoiantes no Hotel VIP.
Sexta-feira, dia 6
13h20 – Partida para a ilha Terceira (vôo SP452).
14h30 – Passeio pela zona pedonal da cidade da Praia da Vitória.
16h00 – Visita à FRUTER (Cooperativa de Hortofruticultores da Ilha Terceira).
16h45 – Passeio pelo centro histórico de Angra do Heroísmo: Alto das Covas, Rua da Sé, Rua da Palha, Rua da Rosa, Rua de S. João, Pátio da Alfândega, Rua Direita, Praça Velha.
19h15 – Encontro com a Comunicação Social no Angra Garden Hotel.
20h30 – Jantar com apoiantes no restaurante ‘Casa do Peixe’.
Sábado, dia 7
10h25 – Partida com destino a Lisboa (vôo TP1822).
Sábado, dia 7 de Janeiro - Todo o País
No dia 7 de Janeiro, decorrerá a iniciativa “Noite Alegre”.
Nessa noite, entre as 21.00 e as 24.00 horas, cidadãos apoiantes de Manuel Alegre reúnem-se em todas as sedes de candidatura do país para, à mesma hora, celebrarem a poesia e a cultura, com leituras de poemas e canções.
Monte Frio
A origem do nome Monte Frio é também desconhecida. Porém, existe uma história que é simultaneamente uma lenda, e que liga o nome Monte Frio ao da Benfeita. Como em todas as histórias do género, a probabilidade de ser real é elevada, sendo que esta não terá probabilidade inferior. A história começa no sítio onde agora está implantada a Benfeita, e que era habitada por pastores (a pastorícia era um dos modos mais usuais de subsistência das povoações da Serra do Açor). Estes pastores para alimentarem os seus rebanhos com boas pastagens viam-se obrigados a levá-los para o alto da serra, fora do vale da Benfeita, onde existiam as melhores forragens para o gado. E um dos sítios para onde iam, era precisamente o Monte Frio (referindo-se aqui ao monte com o mesmo nome onde está actualmente a aldeia de Monte Frio - o monte do Monte Frio). Ora, como no alto da serra no Monte Frio costumava estar muito frio (devido em grande parte ao vento frio que costuma soprar neste local, em especial no formarigo), na vinda, os que tinham ficado na Benfeita, perguntavam aos que regressavam do Monte Frio : "Então como está lá o tempo?". A resposta era : "Está muitooo friiio". Ao que era replicado num tom jocoso e brincalhão pelos da Benfeita : "Bienfecta" (bem feita). Assim, surgiu o nome Monte Frio, para a pequena povoação de indivíduos que morariam no alto da serra, e Benfeita para os que ficavam no vale onde está hoje a aldeia da Benfeita.
É assim engraçado, o facto de terem sido os primórdios dos montefrienses os que deram nome à sua futura sede de freguesia, retribuindo a sugestão jocosa e brincalhona dada pelos autóctones da Benfeita!
pauloph/montefrio/historia
É assim engraçado, o facto de terem sido os primórdios dos montefrienses os que deram nome à sua futura sede de freguesia, retribuindo a sugestão jocosa e brincalhona dada pelos autóctones da Benfeita!
pauloph/montefrio/historia
domingo, 1 de janeiro de 2006
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