terça-feira, 6 de julho de 2010

"Memória minerográfica"

Memória minerográfica sobre o distrito metalífero entre os rios Alva e Zezere
s. d., s. l.
Loc.: Museu Paulista, doc. 291.

A natureza, que em tudo procede sempre debaixo de leis fixas e constantes, seguiu-as também na distribuição que fez dos metais em certos espaços, e em certas formações. Têm os mineralogistas mineiros já alcançado e descoberto por assíduas observações, que os metais, seja em bancos e camadas, seja em betas e vieiros, ou em outros jazigos análogos, estão sempre, não solitários, nem dispersos ao acaso, mas sim reunidos e ligados entre si formando grupos e afaciações, que os mineiros chamam depósitos: estes podem ser mais ou menos extensos; mas são todavia sempre circunscritos e distintos. Se estes depósitos são de betas e vieiros, que se acompanham uns aos outros em pequenas distâncias, e se reunem ou cruzam na sua direção ou inclinação, ocupando espaços consideráveis, então formam o que chamam distritos ou comarcas metalíferas, cuja descrição pertence à corografia metálica. O conhecimento exato da natureza, configuração, limites, e outras particularidades atendíveis de semelhantes depósitos e distritos, é de maior interesse não só para os diretores de minas, mas igualmente para os geólogos e naturalistas, que se ocupam no conhecimento e teoria do globo.
Nem um país da Europa é mais rico de semelhantes depósitos que o nosso pequeno Portugal. É incrível, apesar de estar o seu terreno quase inteiramente para examinar e descrever, é incrível, digo, a imensa riqueza já conhecida, mas ainda desaproveitada, que encerram as entranhas de seus montes, e altas serranias. Há só 14 anos (estes assaz embaraçados e desastrosos) que voltando das minhas longas e dilatadas viagens pela Europa me dei, quanto em mim coube, ao estudo da minerografia portuguesa, e todavia pelo pouco que tenho examinado, e pelo que fiz indagar pelas províncias, e por algumas outras notícias, que recolhi já conheço mal ou bem, acima de cinco depósitos minerais, que prometem ser um dia fontes perenes de riqueza pública e particular. Os minerais úteis de que constam, segundo a ordem da sua maior freqüência e abundância, são os seguintes: ferro, chumbo, antimônio, cobalto, carvão-de-pedra, estanho, zinco, prata, cobre e ouro. É de lastimar que Portugal seja ainda uma Índia européia como lhe chamava o imortal Carlos de Linné, escrevendo ao dr. Domingos Vandelli.
Apesar da falta de saúde, de que sofro habitualmente, e do tempo que me não sobra para o cabal desempenho das muitas e penosas ocupações públicas, tinha empreendido descrever e publicar os tesouros minerais do reino em uma obra intitulada Testamento Metalúrgico, que me propunha deixar em herança à posteridade portuguesa; porém refletindo que esta demora poderia ser taipada de egoísmo, ou pouco caso dos presentes, resolvi-me, por me sertambém mais fácil e cômodo nas minhas atuais circunstâncias, a ir sucessivamente publicando em pequenas Memórias a descrição de cada depósito, ou distrito separadamente. Já comecei a ler nesta Academia a do distrito metalífero das serras de Santa Justa e Santa Comba e suas
vizinhanças na província do Minho, e a da formação aurífera da outra banda, agora continuarei com o distrito de Coja, onde conto poder abrir brevemente minas de chumbo, e depois sucessivamente outras começando pelas do terreno de Pampilhosa, se as últimas pesquisas, que ordenei, corresponderem, como espero, aos meus desejos e esperanças.
As povoações deste distrito metalífero são: de vilas, Arganil, Avô, Tajão, Pampilhosa, e Vila Cova, de lugares, assim grandes como pequenos, Aforria, Cadafar, Castanheira, Cavaleiros, Celariza, Cepos, Coelheira, Colmeal, (?), Folgeses, Fundão, Gandujo, Piodão, Piscanceiro, Cimeiro, e Fundeiro, Pereirinha, Secarias, Sergedo, Leiroco, Relvavelha, e Leipura. A área de todo o distrito é de 8. 75 léguas quadrados, sendo o seu maior cumprimento 3 léguas e meia, e a maior largura 2 e meia.
É todo o seu terreno áspero, e estéril em grande parte por ser monstruoso e de serrania altíssima, e penhascosa; é cortado por alguns vales, e por muitas quebradas e barrocas, por onde correm os rios Alva, Ceira e Zezere, e as ribeiras e torrentes que vão alimentar, e desembocar nos ditos rios: divide-se a massa montanhosa em dois jugos, ou ramos principais, que saem do centro da serrania da Estrela, e em outras pequenas transversais. O primeiro jugo principal corre entre o Alva, e o Ceira, e acaba no termo da Vila de Góes. O segundo, que é o mais alto, sai da Estrela no sítio chamado Portela das Pedras Lavradas, e vai tomar o nome de serra de Açor, de cujo pendor, ou encosta setentrional nasce o rio Ceira; depois abaixo do rio da Cebola lança para a esquerda um ramo, que dirigindo-se entre a ribeira de Unhais, e o Zezere, forma no termo da Pampilhosa o monte chamado Cabeça da Urra, e mais abaixo outro que chamam Cabeça do Machio; vem por fim acabar por cima da ponte do Cabril, onde desemboca a ribeira de Unhais no rio Zezere. O jugo principal porém continua o seu caminho entre a ribeira de Unhais e o Zezere, tomando em diversos lugares do seu curso nomes diferentes.
As rochas ordinárias de todas estas montanhas, dentro do distrito que descrevo, são de xisto argiloso primitivo de Werner, ordinariamente cor de cinza, com quartzo branco comum em camadinhas, e minhos, e muitas vezes com pirites sulfúreas disseminadas. O quartzo branco é às vezes ocráceo, corta a estratificação das rochas, formando betas e vieiros de diversas prossanca e grossura, em que depois falaremos. Poucas vezes alterna a rocha xistosa com a horneblendica, que pousa sobre, ou esta coberta pelo xisto argiloso. O granito aparece em alguns sítios da serra de Açor, e nos montes que lhe servem de fralda, e que ficam por cima da Vila d'Avô. Encontram-se também algumas formações aluviais de saibro e cascalho, que formam os leitos, e acompanham as margens dos rios e ribeiros.
Passemos agora a minerografia do distrito, segundo os diversos metais, que aparecem:
Ouro
Este metal se lavrou em grande abundância em tempo dos romanos, e talvez no dos cartagineses, nas margens do Alva, como se vê, indo do lugar da cocheira por um ribeiro abaixo até sair ao Alva, onde então aparecem muitas escavações nas margens, e numerosas medas de seipos rodados, que no Zezere chamam Conhos, resíduos de antigas e vastas lavras de desmonte, e lavagem, cuja tradição ainda se conserva viva
aqueles moradores. Caminhando do lugar da Tireira para Vila Cova, observam-se vários socavões, e grandíssimo número de medas de seipos rodados, lavras que ainda hoje o povo atribui aos romanos; os quais não puderam esgotar todo o ouro desta formação, pois em tempo do sr. rei d. José se lavraram de novo aqueles sítios, bem que fossem os serviços do ouro de pouca duração, talvez pela ignorância de quem os fizera, ou pela mudança de álveo, que sofreu o Alva, circundando as catas, e subterrando a genuína formação aurífera, com que se dificultaram os trabalhos e diminuíram os lucros.
Outro lugar do Alva, donde no século passado se tirou ouro, é o que fica entre os lugares de Sergedo e Secarias. Dizem que passaram aqueles trabalhos, pelas desordens que fizeram os gandaeiros, que tiravam ouro sem licença ou que pelo temor de serem presos e punidos abandonaram seus trabalhos. Este sítio, se for lavrado segundo as regras e economia da arte montanística, prosperará; porque o ouro não só aparece ainda hoje nos areais do rio, mas nos tabuleiros de pisara argilosa, que formam suas margens; e o que é digno de notar-se, também se acha ouro de pedreira nas betas guarzosas, e ocráceas, que cortam os bancos argilosos dos montes vizinhos e sobranceiros.
Em Vila Cova ainda hoje gandaiam ouro nas areias do Alva. Na ribeira de Fajão que corre por um medonho vale, onde está situado o pequeno lugar chamado de Cavalheiros, há ouro, que costumam grandaciar alguns miseráveis jornaleiros da Vila de Arganil; e tiram às vezes por dia cem, duzentos, até 1.300 de ouro em pó; e houve ocasião em que acharam folheta de três mil de peso, e outra de 18 mil, como me consta. Como este vale profundo vem de pequena distância, e corre entre serras xistosas, é muito de crer que o seu ouro venha destas serras; e que nelas, se forem bem e devidamente pesquisadas, se encontre ouro de matriz. (No mencionado lugar de Valheiros observa-se uma grande galeria subterrânea, com medas de escórias, e gangas ocráceas, e muitos vestígios que indicam ter havido ali grande mineração em tempo dos romanos; é de notar que todo o termo, que fica para o norte do lugar, é muito vitriólico.)
A ribeira de Psicansia corre entre outreiros na direção de oeste para leste; suas margens neste sítio merecem exame, porque se acha às vezes ouro engastado, e diferenciado em pequenos veios, cujas gangas são ou quartzosas ou argilas quartozas e marciais. No lugar de Piscanse fundeiro, termo da Pampilhoza, acham nas camadas derrogadas do xisto argiloso muitas pirites marciais, que têm todos os indícios de serem auríferos: demais em alguns vieiros de quartzo branco, que correm com direção ao norte aparece ouro nativo dessidrílico, e em grãos disseminados.
Junto ao vale chamado do Dieguinho há veios quartzosos, que atravessam a ribeira, com ouro disseminado. Nasce esta ribeira na serra do Forcado, que encadeia para o Norte com os montes da Alforria, de que depois falaremos, e vem precipitado, por uma quebrada, ou barroco, que corta o dito monte.
Do exposto até aqui fica claro que este distrito metalífero promete ser um dia, havendo cabedais e boa vontade, um dos mais perenes mananciais do metal, que mais estimam os homens.
Cobre e Ferro
Saindo de Coja para o lugar de Folgues, no vale por onde corre a ribeira, encontra-se semelhante mineral de cobre, principalmente de pirites cúpreas, cujas amostras continuam até o lugar da Teixeira. Merece este lugar uma pesquisa regular, e promete mineração considerável.
Saindo do porto da balça, caminho de leste, se vai a Leiroco, e daí a Cervalhos, que está em um profundo vale, acompanhado de altíssimos montes, que vão entroncar na serra do Açor: neste vale há rico mineral de ferro, que contém às vezes chumbo e cobre, o que indica que aprofundando-se o veio crescerá talvez o chumbo e cobre, ou que por aquelas vizinhanças deve haver vieiros próprios destes metais. O mineral de ferro encaixado dá perto de 70%. Este mineral pela sua riqueza merece ser aproveitado, e para a fusão não falta cepa por aqueles sítios, e para a mineração madeira de castanho, e algumas outras.
No lugar, (...) de Pereirinha aparecem também amostras de mineral de ferro.
Saindo de Fajão, e indo pelo alto da serra, que divide o bispado de Coimbra do da Guarda, encontram-se vagos e dispersos sobre a rocha xistosa pedaços de mineral de ferro.
Chumbo
Sobre a Vila de Avô nos montes que vão encadeados até a serra do Açor, aparecem veios com ocres de chumbo, que merecem ser examinados constam estas serras de granito, xisto argilosos, e talvez gnaeisse.
Subindo a serra do Açor, e do sítio chamado Cabeça da Chama, indo para o norte da mata da Margaraça, os bancos contêm ocras de chumbo.
Indo para a Castanheiro no vale chamado da Corça, por onde corre norte, e sul um pequeno ribeiro, há um veio pequeno de galena, com mineral de chumbo branco cristalizado.
Nos ribeiros e suas margens do sítio chamado Porto da Balsa, cujos montes são muito altos, há veios de quartzo com ocras, ou veios de chumbo, de três e mais palmos de grossura.
Nos bancos a oeste aparecem seipos avulsos com óxido de chumbo, e também pequenos veios de galena. Esta formação continua por toda a correnteza dos montes de norte a sul, desde o vale do Garcia até a serra do Açor.
Subindo pelo vale do Garcia até o alto, acha-se a mina de chumbo da Alforria, vulgarmente chamada de coja. Tinha-se aberto esta mina em tempos antigos, mas estava entulhado o socavão; o bispo conde reformador reitor a mandou de novo abrir há já anos. Este veio se dirige de norte a sul. Os trabalhos que nele se fizeram foi, primeiro, aprofundar um poço na altura de quarenta palmos, segundo, no fundo deste poço se abriu uma galeria inclinada, do comprimento de 15 palmos; terceiro, no fim dela se aprofundou o segundo poço de vinte palmos de altura; quarto, no fundo deste se abriu uma galeria muito inclinada do comprimento de sessenta palmos. Em todo campo destas lavras, se encontraram diversas betas, ou vieiros, mais ou menos profinates; uns perpendiculares, outros nadantes, ou pouco inclinados. A ganga ou matriz destes vieiros é quartzo, que corre entre xisto argiloso. O chumbo se acha em Sado de galena pela maior parte, muitas vezes cristalizada, porém
também com chumbo branco cristalizado, e óxido avermelhado, e amarelado. A galena é rica em chumbo e deu pelo ensaio de 60-70%, segundo as amostras: não contém prata, senão 68g por cem arráteis de chumbo. Esta mina está hoje alagada, porque não tiveram o acordo de dar escoantes às águas, ou por bombas, ou melhor com uma galeria de esgoto. Porém creio que não será difícil esgotar as águas; e dar melhor direção aos trabalhos. Do mineral plúmbeo, depois de sorteado, poderá a galena pura ser fundida em forno de reverberio segundo o método inglês, e o impuro em forno de manga, misturando o mineral pesado com cobre calcário e mineral de ferro, que pode vir das mostras para servirem de precipitantes combinando-se com o enxofre, e reduzindo os óxidos de chumbo, evitando-se a volatilização deste.
Saindo do pequeno lugar de Piodão para chão da Egoa, a meia légua de distância há uma bela mina de chumbo, cuja galena dá 80%.
Prosseguindo por estes montes até o pequeno lugar do Gandufo, aparece um delgado veio de chumbo, que corre na direção de Leste Oeste, e cuja galena dá também perto de 80%. Este chumbo contém alguma pouca prata, pois deu 3 out. q. gr. por cento, ou quintal de chumbo.
Voltando de Cervalhos, à Castanheira, indo por um grande souto, e caminhando pela serra do Castanheiro, encontram-se amostras de croido de chumbo, e muitas escórias antigas.
Continuando para o vale das Cabras, cheio de densos matos e despenhadeiros, encontram-se vários veios de chumbo, mas delgados.
Os mesmos indícios de chumbo continuam até Fajão.
No termo da Vila de Pampilhosa e lugar de Piscanceiro fundeiro há uma beta que corre em xisto argiloso, e paralelo com a rocha, a qual tem por ganga quartzo mais ou menos ferruginoso e argila cinzenta, penetrados muitas vezes de óxido de chumbo branco e pardacento. Dentro deste veio ou beta logo à superfície aparecem muitos pedaços e às vezes de grandeza considerável de galena de chumbo, cobertos de cera de chumbo e de ferro. Esta beta tem em vários lugares a superfície um palmo de projiansa, como se vê na margem da ribeira, mas subindo para o monte há poucas braças perde-se ao eu parece. Os rústicos asseveram que quando a ribeira está quase seca de verão aparecem cortando o seu leito vários pequenos veios de galena. No sítio chamado o Covão meio quarto de légua de Piscanceiro parece um pequeno veio de dois terços de polegada de projiansa de galena de chumbo, com camisa aos lados de óxido branco de chumbo. Na margem da ribeira subindo para o monte aparece um veio da grossura de um dedo, e seguindo a sua direção e demonstrando-se a terra superficial, que é a argila cor de cinza quando seca, aparecem vários veios, que se cruzam um veio do norte para o sul, e o outro para leste. Neste primeiro veio descapado e aprofundado por socavão de pesquisa se tiravam pedaços de galena de uma arroba de peso, mas estes pedaços não são contínuos, como já disse, mas dispersos na ganga; porém no dia em que se fez esta freguesia se tiravam de pedaços de galena de chumbo acima de quatro arrobas. Foi preciso desmontar oito palmos de altura para descapar o veio. Continuando-se na extração do dito veio se extraiu em outro dia em mineral seguido de chumbo 15 palmos de comprido, oito
de alto e quatro de largura; mas aí desapareceu o veio: porém os outros paralelos de argila que continuam com regularidade são todos os indícios de haver muito mineral de chumbo para aqueles sítios e vizinhanças. Adauj, ou três tiros de bala da distância deste veio para a direita subindo da ribeira há lembrança de se ter descoberto outro veio, porém o socavão de pesquisa que então se fez está hoje tapado.
Em Alvaro sobre o Zezere descobriu Manoel da Cruz Santiago uma mina de chumbo cujo xisto ignoro, mas creio que era na serra da Boleteira em um vale, onde há uma galeria antiga hoje entulhada por um açude que se fez na barroca.
Há no termo em circunferência de uma légua muita abundância de cepa, algumas matas de medonhos, sobreiros, e pinheiros: e todo o terreno é muito arado e capaz para nele se semearem e criarem grandes matas. A ribeira que corre junto à mina é pequena, mas pode se inverno mover duas rodas: de verão é muito pobre, porque tomam as suas águas para regar os milhos. Mais abaixo quase um quarto de légua se junta a esta outra ribeira, que chamam dos Braçais, e ambas juntas sendo recolhidas em tanque por meio de um açude podem mover todo o verão duas rodas.
O chumbo fundido pode vir em bestas, ou carros a embarcar no Mondego perto do Laredo, distância de sete léguas; e daí ir embarcando até a Figueira.
Além destes metais, até aqui referidos, há indo do lugar chamado a Venda da Serra, para o vale do craril da Carapinha, na serra da Moita, um viveiro de pirites arsenical cristalizada, que corre entre rocha xistosa. Na cerca do convento dos Antônimos da vila de Coja há bancos de xisto decomposto com imensidade de piritas sulfúreas; e às vezes à flor da terra se encontram pedaços de enxofre nativo. Os montes que cercam a vila contêm muitas águas férreas e sulfúricas.
Ao norte do lugar de Cavalheiros há um veio de cobalto em ganga de quartzo. Todo o terreno é muito vitriólico. Caminhando pelo ribeiro, que nasce do Forcado (termo da Pampilhoza) e vem precipitado por uma quebrada até a Quinta do Bispo, aí aparecem os bancos xistosos, decompostos, e penetrados de vitríolo; e nas rochas das margens do ribeiro aparecem veios de piritas sulfúreas com sal de Glanber.
Junto da Vila de Forjão para os cepos, no sítio chamado Foz da Pontinha, há muitas piritas, que têm todos os sinais de serem auríferas: nestes lugares a rocha xistosa alterna com camadas de quartzo branco.
No profundo vale de Cervalhoso, de que depois falaremos, aparecem algumas palhetas de ouro, que requerem mais pesquisas.
No norte de Piscanceiro cimeiro há um barroco cuja terra lavada e batea mostra ouro em pó.
Há neste distrito metalúrgico de entre Alva e Zezere muitas minas do tempo dos romanos, que merecem novo exame e desentulho, ou podem servir de guia para se pesquisarem os veios antigos ou alguns novos, na sua continuação e acompanhamento ou cruzamento. Os sítios, onde sei que acham, são os seguintes:
1) No limite da Castanheira, em um vale chamado o Fragal, há uma galeria antiga da largura de 12 palmos, por onde se podia entrar somente até o comprimento de 15 palmos porque o mais estava entulhado.
2) Subindo da alforsia para a serra do Açor, logo no princípio se acha uma galeria antiga de vinte palmos de alto, e dez de largo aberta à picão, que atravessa grande parte da montanha, segundo é tradição por uma légua de comprido. Os povos chamam esta mina o Palácio do Rei Açor e crêem que nela há grandes tesouros. Provavelmente foi mina de chumbo argentífero; pois por toda esta serra se encontram veios de chumbo e de antimônio, que ainda não estão pesquisados.
3) Sobre os montes da vila de Fajão, em direção a noroeste, há outra galeria antiga de 15 palmos de alto e quatro de largo, onde se acham restos de chumbo fundido, e litargírio.
No lugar de Cavalheiro há um grande socavão, ou mina antiga com medas de pedregulho, e restos de escórias, e ocras, que mostram ter havido ali grande mineração.
4) Da outra banda do monte do Forcado, termo da Pampilhoza, há duas grandes galerias, ou minas antigas, abertas à picão, dos quais a primeira tem seis palmos de alto; e três quartos de largo na distância desta sessenta papos acha-se a segunda, que tem dez de alto e cinco de largo. Na primeira só se pode agora entrar até trinta palmos; na segunda porém até trezentos; e nesta aparecem restos de um poço de luz, ou clarabóia, que tem seis palmos em quadro. Há tradição no povo, que estas galerias atravessam o monte. A rocha que cortam e penetram é de xisto argiloso; as paredes das galerias ainda mostram sinais do ferro e nelas aparecem alguns fragmentos avulsos de carvão, restos do antigo modo de lavrar as minas com fogo posto como praticavam os romanos. Servem agora estas galerias de caneiros de água que represam os lavradores para regar os seus milhos.
5) Ainda que já fora deste distrito metalífero, porém a pouca distância do Zezere, devo referir que saindo da vila de Oleiros caminho de Proença a nova, no sítio chamado o Alto de Fernão Porco, junto à estrada há um grande poço antigo, e junto a ele grandes montes de entulho chamam a esta mina a Cova da Moura. Na encosta do monte e nas suas fraldas há notícia de se terem achado pedaços de quartzo com folhetas de ouro encravado; e contam que um deste pedaços fora vendido a um ourives pelo preço de 14600 (?).
Quando não tivéssemos achado neste distrito todos os jazigos metálicos, que ficam acima apontados bastavam para fazermos juízo da sua riqueza tantos restos de antiga mineração, quais os mencionados. Estou convencido por estudo e longa experiência que onde aparece uma beta possante, de certo há muitas outras que a acompanham ou cruzam. Igualmente onde houver qualquer mineração cartaginesa ou romana de alguma consideração podemos estar certos que os jazigos são ricos; porque esses povos não podiam lavrar minas com proveito e duração, que não fossem ricas e abundosas, pela ignorância da engenharia subterrânea, montanística, e metalurgia própria; por não terem as máquinas de extração e esgoto, que hoje possuímos, e pela falta da pólvora para trocar e dar fogo às rochas e matrizes, sem o que pouco se cava em cada ano, e se pouco sai muito dispendioso. Acrescentamos que os mineiros de então, escravos ou criminosos forçados, nem sabiam minas porque o não tinham aprendido; nem podiam ter zelo e atividade: acrescentamos de novo que grande parte destas antigas minas podem ser desentulhadas, e lavradas outra vez com muito proveito, porque seus jazigos metálicos por via de regra estão intactos desde o nível da galeria de esgoto para baixo; e os poços e
galerias, existentes são já outras tantas lavras de socorro, de que podemos deitar mão para a nova lavra.
Seria muito interessante e curioso que se fizesse o quadro topográfico de todas essas escavações antigas, que se acham a cada passo pelo nosso Portugal, a que os rústicos chamam furnas, fojos e covas de mouras encantadas; não só a bem da arqueologia lusitânica; mas principalmente para nos servirem de indícios certos, e de estímulo para novos descobertos, e para nova mineração, tanto proveitosa para nós, que havia sido para esses povos industriosos e ricos. Das que tenho visitado, e das muitas outras de que tenho notícias certas ficam fora de toda a dúvida as noticias históricas, que há cerca das grandes riquezas subterrâneas da Espanha, e principalmente da Galícia, Lusitânia e Turdetânia, de cujas porções reformou o nosso Portugal, nos deixaram Políbio, Strabo, Dioscórides, Plínio, Justino e outros. Por uma longa série de séculos, foi Portugal provavelmente para os fenícios, e é certo, para os cartagineses e romanos, o que hoje é para nós o Brasil, e para os espanhóis, o Peru e México.
Mas para aproveitarmos estes preciosos dons da providência são precisos ciência, zelo e cabedais. E por que não teremos? Virá tempo em que acordaremos da profunda modorra, em que temos jazido. É de esperar que nessa paternidade mais instruída, será também mais ativa e corajosa. Haja energia e boa vontade, e seremos ricos e felizes (mas desgraçadamente chegamos os portugueses à situação dos romanos em tempo de Tito Lívio; pois se nós podemos dizer o mesmo que este historiador diria dos seus: "Ad hoc tempora perventum est, quitbus nec vitia nostra, nec remedia pati popumus").
http://www.scielo.br/

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Raios de Azul!

Segundo o JN deu entrada na 1.ª Conservatória de Lisboa um pedido de dissolução em nome da sociedade desportiva Sporting Clube de Portugal SA. Ao que parece, e palas razões apresentadas pelos administradores da referida sociedade, esta dissolução é devida à fuga em massa dos seus jogadores para o clube rival, FCP.

Paulo Sérgio terá também afirmado que se lhe arranjarem lá um lugarzito de adjunto, ruma imediatamente a Norte é que com os lagartos ninguém se entende.

domingo, 4 de julho de 2010

A minha preocupação

Não, a minha preocupação é o melhor clube de Portugal, o F.C.Porto e é para ele que estão viradas todas as minhas atenções. Já renovei o lugar anual, o problema das cotas está resolvido - o meu cobrador saiu de cena e agora pago-as no Dragão... - e estou pronto para arrasar.

sábado, 3 de julho de 2010

Chuvas de Julho

Cambiado. Cambio.

¿Qué es el cambio? Muchas, casi todas las personas piensan que el -cambio- es más de lo mismo. Que es más calor o más frío, pero siempre igual. Esto es el pobre pensamiento de profesores como Uriarte, que no captan el significado del concepto de cambio.

Cambio es otra cosa. Cambió la visión de mundo con Kepler y Galileo. Cambió la idea del gobierno con la revolución francesa. Cambió la economía con las revoluciones energéticas de la agricultura y del carbono fósil. Cambió, un poco, y sin duración, la vida de España cuando murió Franco: Por unos años se detuvo la estúpida idea de las derechas y las izquierdas y todos trabajamos por una prosperidad comun. Fue un pequeño cambio de corta duración, y desde hace 6 años unos vuelven a demonizar a otros.


Lluvias de Julio

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Quando metade da população descobre de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la

Um professor de economia da universidade Texas Tech disse que raramente chumbava um aluno, mas tinha, uma vez, chumbado uma turma inteira.

Esta turma em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e "justo".

O professor então disse, "Ok, vamos fazer uma experiência socialista nesta classe.

Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas dos exames."

Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma e, portanto seriam "justas".

Isto quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria.

Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores...

Logo que a média dos primeiros exames foi calculada, todos receberam 12 valores.

Quem estudou com dedicação ficou indignado, pois achou que merecia mais, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado!

Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma.

Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que também eles se deviam aproveitar da media das notas.

Portanto, agindo contra os seus principios, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos.

O resultado, a segunda média dos testes foi 10.

Ninguém gostou.

Depois do terceiro teste, a média geral foi um 5.

As notas nunca mais voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, procura de culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma.

A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma.

No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar os outros.

Portanto, todos os alunos chumbaram...

Para sua total surpresa.

O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela era baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes.

Preguiça e mágoas foi o seu resultado.

Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado.

"Quando a recompensa é grande", disse, o professor, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós.

Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não lutaram por elas, então o fracasso é inevitável."

O pensamento abaixo foi escrito em 1931.

"É impossível levar o pobre à prosperidade através de leis que punem os ricos pela sua prosperidade.

Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa tem de trabalhar recebendo menos.

O governo só pode dar a alguém aquilo que tira de outro alguém.

Uma experiência socialista ... em 1931.

Quando metade da população descobre de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a
primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

É impossível multiplicar riqueza dividindo-a."

Adrian Rogers, 1931

recebido por electrónic mail ou mais simplesmente e-mail

FOB

A forward operating base (FOB) is any secured forward position that is used to support tactical operations. A FOB may or may not contain an airfield, hospital, or other facilities

terça-feira, 29 de junho de 2010

a propósito de alguns projectos municipais de desenvolvimento, como os de Janeiro de Cima

UMA das teorias mais recentes do Urbanismo e da Organização Territorial é a que vem exalçar as virtudes das cidades médias. Razões: as cidades grandes são insuportáveis, pelo bulício infernal, pela poluição do ar, pelas longas filas de trânsito, pelo stress contínuo, enfim por tantos excessos e tantas falhas... Logo, importará que as médias se afirmem, se tornem mais atractivas e sejam mais apoiadas pelo poder.
Mas, o certo é que também as cidades médias comportam, por vezes, vícios idênticos e outros problemas.
Sem aldeias à sua volta, que as alimentem e lhes dêem o necessário movimento (das permutas, dos serviços), as cidades médias sofrerão falhas graves de sustentabilidade e hipotecarão o seu futuro. No caso do Fundão, a actual cidade sem as suas aldeias perderia muito e tenderia a ser talvez uma grande aldeia (da Covilhã), com a desertifïcação à sua volta...
Daí que o regresso ao ambiente bucólico e pacato das velhas aldeias, ao convívio familiar, das coisas simples e naturais, ao ar puro e ao chilreio dos pássaros, seja para muitos considerado uma necessidade periódica para recarregar baterias, enfim, um bálsamo para o corpo e sobretudo para a alma.
Tempos houve que o elogio das pequenas Cortes de Aldeia fez furor. Foi sobretudo no tempo dos Filipes (reis espanhóis), com o poder político instalado em Madrid. Eram tempos de forte centralismo e de divórcio da res-pública. Depois, com o liberalismo e a industrialização, e com todas as mudanças sociais e culturais operadas, foi-se acentuando o êxodo rural. Hoje, temos o que temos. Como será no futuro?

Amor ao berço natal
Vêm estas considerações a propósito de alguns enfoques que o JF de vez em quando nos vai trazendo relativamente à vida das aldeias (num deles – coisa rara – até apareceu a “minha” Orca), mas também a propósito de alguns projectos municipais de desenvolvimento, como os de Janeiro de Cima, Barroca, Rio (Silvares), e de outras terras. Há que saudá-los a todos vivamente, porque há muito a fazer pelas nossas aldeias. Eles são sempre um estímulo aos residentes e aos naturais que andam por longe. Falo por mim. Embora nascido e criado numa aldeia, ao longo de cinquenta anos fui vivendo e trabalhando quase sempre em cidades, mais por exigências profissionais de que por opção. De um modo geral, adaptei-me. Mas nunca deixei de gostar do meu terrunho. Conforme outrora se dizia, em bom português, a terra onde se nasce é a nossa “pátria”. Hoje já não é bem assim, porque já não se nasce nas aldeias e muitas destas nem já escolas têm. Creio, no entanto, que o amor ao berço natal ainda vai persistindo e não apenas por romantismo. Apesar do afastamento, recordamos pessoas, sítios, afectos, histórias de vida... Tudo isso pesa na me- mória, como carga identitária. – «Então, porque não voltais, filhos pródigos?» – objectarão alguns.
Alguém disse um dia que o homem não é só ele, mas também as suas circunstâncias. – «Sim, muitos voltaríamos, desde que se verificasse um mínimo de condições». Porque, obviamente, ninguém quer um regresso à toa. Ninguém deseja «andar p’ra trás». Há custos, que terão de ser equacionados. Mas que há hoje novos tipos de relação com o meio, que nos podem levar a uma vida com qualidade nas nossas aldeias, a sentirmo-nos bem connosco e com os outros, penso não haver dúvidas.

Os apoios necessários
Sempre que uma mudança exija custos – e há-os sempre –, importa analisar como suportá-los ou prever a sua compensação, em ordem à consecução dos resultados esperados. Porque uma vez iniciado o processo, há uma infinidade de voltas a dar, de burocracias a cumprir, de impostos a pagar, de sacrifícios a fazer. E aí entram em acção entidades públicas, como o Estado e as Autarquias, que em nome das leis nos pedem contas mas que em nome do bem comum também deveriam prestar apoios. E tantas formas de apoio são possíveis e são necessárias a quem pretenda (re)instalar-se numa aldeia do interior deste país, como são todas as do concelho do Fundão!... Ainda há pouco tempo tivemos na Beira Baixa, mais concretamente no concelho de Vila de Rei, uma experiência mediática de tentativa de instalação e repovoamento. E sabemos como as expectativas saíram goradas, face aos apoios prometidos. Pois bem, tem a Câmara do Fundão merecido o aplauso quase unânime dos munícipes pelo trabalho entusiasta que tem desenvolvido em prol de muitas das suas freguesias, de que são mais flagrante exemplo as “do xisto” (de Janeiro de Cima e Barroca) e a “histórica” de Castelo Novo. Todavia, embora todos saibamos muito bem que o concelho é grande (são 31 freguesias), que o frio das carências é muito e a manta do orçamento é curta, alguns terão razão para inquirir: «Não será possível uma distribuição um pouco mais equitativa?»

É que há aldeias que quase nada têm recebido... A Orca, que até é a 2.ª maior freguesia do concelho em área, é uma delas [desde os anos de 70 que não voltou a acontecer ali um «investimento que possamos classificar de importância» – lembrava recentemente um orquense em carta aberta no JF (n.° de 20-9- -2006)]. E, no entanto, são bastantes as suas potencialidades, conforme lembrava o mesmo cidadão (e)leitor!...

Conviver e comemorar é preciso
Na história de uma aldeia há sempre pequenas histórias, efemérides, romarias, festejos mais ou menos cíclicos, que congregam e reanimam. E haverá outros, iniciativas simples que podem partir de nós ou de grupos organizados, sempre com vista à promoção do desenvolvimento ou simplesmente a proporcionar momentos de alegria, em saudável convivialidade. Lembro a realização, há anos, de encontros de famílias, de onomásticos (os Josés...), de orquenses em Lisboa (no tempo do Pe. Casimiro)... Há, todavia, uma efeméride que se aproxima e que gostaria de aqui evocar publicamente. Trata-se da ordenação sacerdotal e simultânea de três orquenses missionários, que ocorreu na Orca no dia 15 de Junho de 1957, um facto que julgo inédito em todo a Beira Baixa, porventura até em todo o país (!). Ao tempo, o facto mereceu honra e fama de grande acontecimento regional e teve festejos a condizer, na Orca, com gentes vindas de várias partes, conforme assinalava uma local do JF.

Ora os três sacerdotes, todos da Sociedade Missionária “Boa Nova”, estão todos vivos, activos e de boa saúde, e bem mereciam uma lembrança e a homenagem, já não digo da região e do concelho, mas pelo menos dos seus conterrâneos. Querendo as forças vivas da terra, a comemoração do cinquentenário poderia ser um pretexto para algo de inédito e de verdadeiramente afirmativo: Um congresso – alvitrou já um dos missionários (Pe. José Marques)... Umas jornadas – direi eu... Ou, pelo menos, um encontro alargado de amigos, de boas- -vontades.

Que dizem a isto os orquenses e organismos vivos da freguesia, como Junta, Comissão Fabriqueira da Paróquia e direcção da ARCO? Não será possível constituir e mobilizar, desde já, núcleos de apoio em várias partes — Orca (núcleo polarizador), Fundão, Castelo Branco-Covilhã-Guarda, Lisboa, França? Sei já que na Sociedade Missionária e na ARM (associação de antigos alunos da mesma Sociedade) há gente disposta a dar uma ajudinha... Aqui está uma ocasião soberana para uma aldeia mostrar a sua importância.

Joaquim Candeias Silva, Da importância das aldeias
"Jornal do Fundão" - Secção: Opinião - Edição on-line paga

domingo, 27 de junho de 2010

Hoje jogo eu

Ahora, España y Portugal vivirán el combate más mediático de su historia. Cristiano frente a Villa. Simao contra Torres. Tiago ante Xabi Alonso. Carvalho versus Iniesta. Esto es «futebol» en estado puro.

El primer duelo ibérico

sábado, 26 de junho de 2010

sobre todas las escalas de la arquitectura y el diseño

La periodista e historiadora Anatxu Zabalbeascoa escribe sobre todas las escalas de la arquitectura y el diseño en El País y en libros como The New Spanish Architecture, Las casas del siglo, Minimalismos o Vidas construidas, biografías de arquitectos.

Del Tirador a la ciudad

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Korean War in 1950

This Friday, June 25th, it will have been sixty years since the beginning of the Korean War in 1950. After decades of Japanese occupation, Korea was divided in two by Allied Forces at the end of World War II, with the south administered by the U.S. and the north by Soviet Russia. Deep divisions built over several years, leading to skirmishes and finally an invasion by North Korean troops on June 25th, 1950. The United Nations sent troops and support from 21 countries to support South Korea, primarily from the United States and Britain. The war lasted for three years, with large advances and retreats on both sides, and many casualties. Hundreds of thousands of civilians and soldiers were killed. The two Koreas are technically still at war since hostilities ended in a ceasefire, not a peace treaty in 1953. Though it is often referred to as "The Forgotten War", I hope this collection of photographs helps us to remember the events of 1950-53, those involved, and the legacy that still remains, sixty years later. (48 photos total)

The Big Picture

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Oil in the Gulf

62 days have passed since the initial explosion of BP's Deepwater Horizon drilling rig in the Gulf of Mexico, and the crude oil and natural gas continue to gush from the seafloor. Re-revised estimates now place the flow rate at up to 60,000 barrels a day - a figure just shy of a worst-case estimate of 100,000 barrels a day made by BP in an internal document recently released by a congressional panel. Louisiana's state treasurer has estimated environmental and economic damages from the Gulf of Mexico oil spill could range from $40 billion to $100 billion. Collected here are recent photographs from the Gulf of Mexico, and of those affected by the continued flow of oil and gas into the ocean. (37 photos total)

The Big Picture

quarta-feira, 23 de junho de 2010

la Noche de San Juan

De nuestras fiestas más espectaculares destacan las que tienen al fuego como protagonista y, entre ellas, las de la Noche de San Juan que, desde siempre, estuvo unida a este mágico elemento. Recorremos ocho parajes donde se celebra por todo lo alto la noche del 23 a 24 de junio.

Información topográfica, geológica y geofísica

La Península Ibérica y sus alrededores se encuentran en una zona de alto riesgo sísmico. Aunque la Península forma parte de la gran placa tectónica euroasiática, está situada en la Microplaca Ibérica, con unas dinámicas diferenciadas propias. Esta microplaca, formada hace unos 600 millones de años, incluye toda la Península Ibérica y se extiende hasta las Baleares, Córcega, Cerdeña y un sector de los Alpes Occidentales.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Aqui "nasceu" uma família

"Em poucos meses, a família da casa da Eira era vista com respeito e com alguma admiração pelo seu trabalho, pelo trato afável, pela sua alegria de viver, pela sua caridade em dar aos pobres que lhe batiam à porta, e eram muitos. A povoação estava sempre ciosa a bisbilhotar o trabalho e o viver da gente da Eira que chegou de outra terra que não conheciam nem tinham ouvido falar."

domingo, 20 de junho de 2010

Um Saramago "populista e extremista"

È morto José Saramago
L'onnipotenza (presunta) del narratore

di Claudio Toscani

"Quello di cui la morte non potrà mai essere accusata è di aver dimenticato a tempo indeterminato nel mondo qualche vecchio, solo per invecchiare sempre di più, senza alcun merito o altro motivo visibile".
Sia pure scomparso alla rispettabile età di 87 anni, di José Saramago non si potrà dire che il destino l'abbia tenuto in vita a tutti i costi, vedi la frase succitata, tolta dal romanzo Tutti i nomi, uscito in quel 1998 che lo vide provocatorio Nobel della letteratura.
"Saramago", cognome aggiunto all'anagrafico José Sousa, era nato nel 1922 ad Azinhaga in Portogallo, da una famiglia di contadini e braccianti. Trasferitosi a Lisbona nel 1924, qui aveva compiuto i suoi studi fino al diploma di tecnico meccanico. Non particolarmente complessa né movimentata, la sua vita veniva registrando vari lavori, tra cui l'editoria; un matrimonio nel 1944; un primo romanzo nel 1947 (Terra di peccato, che disconoscerà in sede di bibliografia ufficiale); l'iscrizione al Partito comunista nel 1969 e una militanza politica clandestina sino al 1974, quando la cosiddetta "rivoluzione dei garofani" (contro la dittatura di Caetano), ristabilisce le libertà democratiche.
Cinquantacinque anni compiva Saramago al suo vero primo romanzo, Manuale di pittura e di calligrafia (1977), ma nel resto della sua vita recupererà il tempo andato imponendosi in decine e decine di opere che coerentemente convergono attorno a pochi cespiti conduttori: la Storia maiuscola in filigrana a quella del popolo; una struttura autoritaria totalmente sottomessa all'autore, più che alla voce narrante, non solo onnisciente ma anche onnipresente; una tecnica dialogica in tutto debitrice all'oralità; un intento inventivo che non si cura di celare con la fantasia l'impronta ideologica d'eterno marxista; un tono da inevitabile apocalisse il cui perturbante presagio intende celebrare il fallimento di un Creatore e della sua creazione. E, infine, una strategica modalità, tematica ed espressiva a un tempo, impegnata a rendere quel che lui stesso ha definito la "profondità della superficie": qualcosa che allude sia a quel poco che conosciamo del tanto che rivendichiamo alla ragione, ma anche quel tanto che strappiamo alla realtà di quel poco che la ragione ci permette.
Chiamando a raccolta non molti ma primari maestri (da Kafka a Borges, da Eça de Queiros a Pessoa, da Antonio Vieira a Machado), Saramago diede da subito l'elenco degli artefici della sua formazione, collocandoli senza soluzione di continuità lungo un'onda di piena al cui estuario poneva la novecentesca inquietudine della letteratura, della storia, dell'arte, della politica e della religione, oltre che di se stesso.
E per quel che riguardava la religione, uncinata com'è stata sempre la sua mente da una destabilizzante banalizzazione del sacro e da un materialismo libertario che quanto più avanzava negli anni tanto più si radicalizzava, Saramago non si fece mai mancare il sostegno di uno sconfortante semplicismo teologico: se Dio è all'origine di tutto, Lui è la causa di ogni effetto e l'effetto di ogni causa.
Un populista estremistico come lui, che si era fatto carico del perché del male nel mondo, avrebbe dovuto anzitutto investire del problema tutte le storte strutture umane, da storico-politiche a socio-economiche, invece di saltare al per altro aborrito piano metafisico e incolpare, fin troppo comodamente e a parte ogni altra considerazione, un Dio in cui non aveva mai creduto, per via della Sua onnipotenza, della Sua onniscienza, della Sua onniveggenza. Prerogative, per così dire, che ben avrebbero potuto nascondere un mistero, oltre che la divina infinità delle risposte per l'umana totalità delle domande. Ma non per lui.
Giunto tardi al romanzo, si era rifatto, come s'è detto, con una serie di narrazioni. Dal 1980 in poi, nella bibliografia dell'opera di Saramago, si transita da Memoriale del Convento a L'anno della morte di Ricardo Reis (1984), che torna alla storia del Portogallo nel 1936; da La zattera di pietra (1986), avventura ecologica e demoniaca che immagina la deriva della Spagna dell'oceano tra magico quotidiano, metafora politica e nuove soluzioni atlantiche, a Storia dell'assedio di Lisbona (1989), libro in cui un revisore editoriale, inserendo una particella negativa (un "non") in un saggio storico, dà a Saramago il destro per giocare a falsificare l'evento, più per gioco che per convinta ideologia.
È il 1991 quando, inaugurando ciò che la critica ha chiamato il suo secondo tempo, lo scrittore pubblica Vangelo secondo Gesù, sfida alla memorie del cristianesimo di cui non si sa cosa salvare se, tra l'altro, Cristo è figlio di un Padre che imperturbato lo manda al sacrificio; che sembra intendersela con Satana più che con gli uomini; che sovrintende l'universo con potestà senza misericordia. E Cristo non sa nulla di Sé se non a un passo dalla croce; e Maria Gli è stata madre occasionale; e Lazzaro è lasciato nella tomba per non destinarlo a morte suppletiva.
Irriverenza a parte, la sterilità logica, prima che teologica, di tali assunti narrativi, non produce la perseguita decostruzione ontologica, ma si ritorce in una faziosità dialettica di tale evidenza da vietargli ogni credibile scopo.
Il secondo tempo di Saramago si diversifica poi con Cecità (1995), affresco apocalittico che denuncia la notte dell'etica in cui siamo sprofondati. Poi in campo esistenziale, sia con Tutti i nomi (1997), altra apocalisse dal pessimismo assoluto sospesa su una indifferenziata comunità di morti e di vivi, sia con Il racconto dell'isola sconosciuta (1998), parabola sull'uguaglianza dell'uomo tra gli uomini. In campo intellettuale, prima con La caverna (2000), che tra Kafka, Huxley e Orwell, dispiega un allarme meno disperato del solito e addirittura aperto alla speranza; poi, con L'uomo duplicato (2003), dove colui che si scopre identico a una comparsa televisiva finisce per smarrirsi in un garbuglio fattuale, psichico e spirituale.
Avvicinandosi alla fine, Saramago ci ha lasciato un "testamentario" Saggio sulla lucidità (del 2004), critica al funzionamento, se non alla funzionalità, delle odierne democrazie, contro le quali l'autore auspica una schiacciante maggioranza di "schede bianche", la più invisa espressione di volontà politica per un potere che solo così dovrebbe deflagrare. Poi, un "giocoso" Don Giovanni o il dissoluto assolto (del 2005), ossia il ritratto di un onore sociale offeso, giacché al grande amatore non riesce, nel testo, ciò per cui è da sempre famoso.
Fertile, comunque, la discesa creativa degli anni appena precedenti la scomparsa: dall'itinerante carovana di Il viaggio dell'elefante (2009), pittoresco, umoristico e "peripatetico", all'inaccettabile Caino (2010), romanzo-saggio sull'ingiustizia di Dio, parodiante antilettura biblica, per non dire di altri titoli che andrebbero segnalati, a onor del vero, ma quasi sempre per polemica o pretesto.
Saramago è stato dunque un uomo e un intellettuale di nessuna ammissione metafisica, fino all'ultimo inchiodato in una sua pervicace fiducia nel materialismo storico, alias marxismo. Lucidamente autocollocatosi dalla parte della zizzania nell'evangelico campo di grano, si dichiarava insonne al solo pensiero delle crociate, o dell'inquisizione, dimenticando il ricordo dei gulag, delle "purghe", dei genocidi, dei samizdat culturali e religiosi.

(©L'Osservatore Romano - 20 giugno 2010)

sábado, 19 de junho de 2010

José Saramago - In Memóriam

Su visión heterodoxa del mesías cristiano levantó una polémica que arreció cuando el gobierno de su país se negó a presentar el libro al Premio Literario Europeo. Herido con aquel gesto, Saramago se instaló en Lanzarote con Pilar del Río, su segunda esposa y nueva traductora. La misma polémica de tintes religiosos se reprodujo en 2009 al hilo de la publicación de una novela considerada hiriente por la jerarquía católica lusa, Caín. Meses antes, el escritor se había visto envuelto en otro rifirrafe. Esta vez en Italia: su editorial de siempre, propiedad de Silvio Berlusconi, se negó a publicar El cuaderno, un libro basado en el blog del escritor, que no ahorraba en él críticas al primer ministro italiano.

José Saramago - In Memóriam

Creador de uno de los universos literarios más personales y sólidos del siglo XX, José Saramago supo aunar su vocación de escritor con su faceta de hombre comprometido que nunca cesó de denunciar las injusticias que veía a su alrededor o de pronunciarse sobre los conflictos políticos de su tiempo.

José Saramago - In Memóriam

El escritor luso plasmó en su obra un pensamiento muy crítico con el ser humano, las injusticias y la fatalidad de la muerte.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Existirá a Maddie?

Recebi este e-mail. Estarei a ficar LOUCO ou o MUNDO?

EU NÃO QUERO ACREDITAR NISTO!

MADDIE NUNCA ESTEVE EM PORTUGAL! PROVAVELMENTE NEM NUNCA EXISTIU!

Num relatório recente, elaborado por uma equipa de Investigadores Privados Europeus, concluiu-se não haver fundamento para o prosseguimento das buscas tendentes à localização de Madeleine McCann.

Tal relatório assenta em diversos depoimentos de clientes do Ocean Club, em Lagos (Portugal), no momento do alegado desaparecimento de Maddie e de muitos habitantes da Aldeia da Luz, os quais referem unanimemente nunca ter visto a família com três crianças, mas apenas com duas.

Tal facto tem sido escondido da opinião pública, sendo apenas conhecido das empresas de Comunicação que asseguram a boa imagem pública da família McCann.

O estudo, que sairá a público nos próximos dias, antecipava até a dúvida sobre a própria existencia da pequena Maggie.

Com efeito, tendo ficado demonstrado nos processo de investigação que Gerry não é o seu pai biológico, existem fortes indícios de que as amostras de ADN não sejam de qualquer criança, mas apenas de sua mãe.

Tal situação explica, segundo os investigadores, a correspondência do sangue encontrado no veículo automóvel alugado 21 dias depois do forjado "desaparecimento", com o da pretensa "mãe" de Maggie.

Por outro lado, e segundo revela o relatório, não há qualquer indício de que o casal tenha entrado em Portugal com três crianças, nem foi até agora descoberto qualquer registo de nascimento de alguma criança com o nome de Madeleine McCann, filha do casal.

Esta convicção dos investigadores assenta ainda em informações prestadas por amigos pessoais de Clarence Mitchel, porta-voz do casal McCann, e de alguns dos seus colaboradores directos.

Segundo estes, "Maggie" - figura imaginária - seria um instrumento para a criação de um fundo de solidariedade internacional, projecto há muito desenhado pelos McCann.

Obtido esse fundo, e resguardado o mesmo em sistema bancário seguro, os McCann contratariam gabinetes de comunicação e advogados dos paises envolvidos na operação com o fim de os protegerem de uma eventual retaliação por parte dos beneméritos do referido fundo.

Mas o relatório vai mais longe: o esquema da operação compreenderia um fundo visível e um fundo privado da família McCann, sendo que o montante que este geriria -e que corresponderia à maioria das dádivas -. seria apenas conhecido do casal.

Desta forma, o valor dos montantes doados levado ao conhecimento público seria substancialmente inferior ao efectivamente recebido.

Estes factos, aliás, são do conhecimento dos Governos dos países visitados pelos McCann no seu "road-show" para obtenção de fundos. Daí que o casal nunca tenha sido oficialmente recebido.

Note-se que, apesar de, em termos de opinião pública, ter sido referido que o Santo Padre Bento XVI teria recebido o casal em audiência privada, tal audiência nunca ocorreu, havendo apenas uma fotografia, sabiamente captada, na Praça de São Pedro, em Roma, na qual figura o casal McCann saudando o Papa quando este circulava a pé junto do público que semanalmente enche a referida Praça quando das audiências publicas.

As autoridades policiais estão a analisar com a máxima descrição este relatório, procurando encontrar conexões entre os doadores dos fundos com redes internacionais ligadas ao tráfico de armas e de estupefacientes e bem assim, a investidores imobiliários de Marrocos e do Sul de Espanha.

A ser verdade, este mundo enlouqueceu de vez!!!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Potosí

La ciudad de la plata, la tercera más alta del mundo, recuerda al viajero, a golpe de hoja de coca, lo que fue, y lo que sigue siendo: un lugar mágico a la sombra de la legendaria montaña de Sumaq Orcko. Potosí, otrora la urbe más rica de América, ofrece al visitante paisajes inquietantes y le traslada a una era insaciable, la colonial.

terça-feira, 15 de junho de 2010

O parto da Moleira

O Fartura, moleiro de profissão nos Moinhos da Coruja, era pessoa de reles nomeada.
Chamavam-lhe assim por ironia cáustica, visto que de suas portas adentro sempre reinou a miséria, perpetuada por herança paterna. Ele próprio era a imagem da fome: meão de corpo e seco de carnes, de olhos avinagrados sumidos nas órbitas, cobriam-lhe o toutiço umas farripas de pêlos eriçados, ressumando carências. Tinha um génio assomadiço, que explodia por vezes em fúrias selváticas, ímpetos que ele acalmava sovando desalmadamente a mulher e os filhos. De igual trato padeciam os burricos, que diariamente alombavam os taleigos da farinha, encosta acima, a caminho da Terra-Chã. Duma vez, na ladeira das Rodelas, a um jerico famélico que se aninhou no trilho com peso da carga, e não pôde mais erguer-se, por falta de forças, ali mesmo lhe espetou uma navalha no pescoço, e escoiçou o sangue. A selvajaria deu brado e até meteu Justiça...
O demónio! Este Fartura.
Entretanto, no convívio com estranhos, ou comparsas de taberna, era cortês e de boas falas. Naquela manhã em que me bateu à porta vinha manso como um cordeiro:
«Senhor doutor, venho aqui para vossa «incelência» ter o incómodo de ir ver a minha mulher que está para dar à luz. Deu-lhe uma «coisa»: começou, com sua licença, a escoicinhar com os pés e as mãos, a revirar os olhos, e a escumar da boca... E ficou-se a roncar... Sem dar acordo de si...»
Já sei. Eclâmpsia.
Vamos lá.
E acompanhei o moleiro até aos Moinhos da Coruja, que ficam a montante da Ponte Nova na margem direita do Alva.
Pelo caminho o Fartura foi desfiando o seu rosário de desgraças: - «Duas ovelhas mortas com baceira; um suíno - com sua licença! - enterrado com malina; as «recolhenças» perdidas; e agora, a minha mulher...
É assim a vida dum pobre!
Só desandanças, senhor doutor! Só desandanças!...
Não me alembra dum Samiguel tão escasso...»
A residência era por cima dos moinhos. Por baixo, tamborilavam as mós e rugia o açude. Encontrei a moleira em coma profundo, estendida sobre uma cama, que ocupava por completo o cacifo de dormir.
Uma saleta contígua, que também servia de cozinha, era o único campo de manobra ao meu dispor. Enquanto os ferros fervem na lareira ao lado, observo a parturiente e ausculto o feto.
Este, manifesta sinais de sofrimento intenso. Para o salvar era preciso agir depressa. Duas mulheres que ali aparecem, por caridade, servem-me de ajudantes.
Com a rapidez possível, aplico o fórceps e extraio um cachopo em síncope, que consigo reanimar. Eu próprio o lavo, preparo, e deito ao pé da mãe, que continua em coma.
Regresso a casa com meia batalha ganha, mas preocupado. Nessa noite, pouco dormi, a pensar na moleira...
De manhã, volto aos moinhos, e encontro-a no mesmo estado. E o pequenito, a quem eu já queria bem, abandonado a um canto, embrulhado nuns trapos, quase morto.
Apercebo-me do que lhe iria acontecer e tomo uma resolução: meto-o debaixo do sobretudo e levo-o para minha casa, de presente a minha mulher, que o acolhe com alvoroço e simpatia.
Estávamos casados havia pouco tempo, e ainda não tínhamos filhos. Se a moleira morresse, seria aquele o primeiro, adoptivo. Deitámo-lo no nosso quarto. E entregue aos desvelos da minha mulher, o Farturita começou a agarrar-se à vida.
De noite, quando nos acordava a choramingar, eu dizia: - Quem sabe! Pode estar aqui um santo, um sábio, ou... um ladrão!... Seja o que for, tem o direito de viver. E viveu!
As minhas visitas aos Moinhos da Coruja prolongaram-se por uma semana, para tratar da moleira, injectar-lhe soro, tentar salvá-la. No sétimo dia, quando eu acabava de lhe injectar uma dose de soro, a mulher entreabre um olho, depois o outro, fita-me, e numa voz que parece vir do outro mundo, pergunta:
- «Quem é?»
- Sou o médico.
- «Ai!...»
E começa a palpar-se no ventre, que encontra diminuído, vazio...Conto-lhe o que aconteceu...
A moleira continua a palpar, agora na cama, dum lado, do outro, como quem procura alguma coisa, e a soluçar exclama:
- «E o meu filho! Morreu?»
- Não. Está em minha casa.
- «Ai!... Sim! Sim! No cemitério...»
- Não. Amanhã trago-lho.
No dia seguinte, levo o petiz à moleira. Esta, agarra-o, beija-o, mete-lhe a teta na boca, e aperta-o contra o coração, num íntimo abraço de duas vidas que acabavam de vencer a morte!
O Fartura, aproxima-se de chapéu na mão, e declara solenemente:
- «Senhor doutor, nem de rastos como as cobras posso pagar o que lhe devo! E sobre todos os favores, ainda quero pedir-lhe mais um: - Há-de ser o padrinho do cachopo.»
Fui efectivamente o padrinho e a minha mulher a madrinha. Contra a minha vontade, puseram-lhe o nome de Vasco.
Deveria ser Moisés!...
E assim saldou o Fartura a conta dos meus serviços...

Vasco de Campos - Serra, caminhos de um médico

domingo, 13 de junho de 2010

de JC ao Ceiroquinho - 2010 Edition

Cumpriu-se (ontem) mais uma edição de JC ao Ceiroquinho. Este ano o PR começou em Ceiroquinho (Largo da Fonte) e terminou em JC (sítio da Lavandeira).
O início do PR ficou marcado por um forte nevoeiro na Cumeada de Ceiroco, Covo e cruzamento para Fajão. Nesta parte da etapa o frio não deu tréguas aos 16 participantes. Chegados à Casa do Guarda Florestal, faltava um elemento que por tradição anda com "grande tranquilidade", mas desta vez foi necessário usar as nossas comunicações via satélite para saber do seu paradeiro. Dois elementos resolveram voltar atrás alguns metros, quando surge do nevoeiro (qual D. Sebastião) o caminheiro, para gáudio da turba!
Um elemento da Organização CG, chegou a comunicar com o nosso Heli, mas perante as condições climatéricas tornava-se perigoso levantar voo.
A partir desta altura a velocidade aumentou consideravelmente até porque a visibilidade era agora a perder de vista. Chegados à imponente Barragem de Sta Luzia e transposto o paredão, nova paragem para tomar uma café ou uma Sagres!
Do Casal da Lapa até JC por caminho florestal, a JC-Ceiroquinho 2010 Edition terminava com a bonita descida das Voltas em direcção ao rio Zêzere, por ponte pedonal para atingir a margem esquerda. A Organização (Manuela Margalha da Casa de Janeiro/Restaurante Fiado & Carlos Gama das Organizações Ceiroquinho (Clube Percursos) preparam já a 4.ª Edição, com data prevista para o segundo fim-de-semana de Junho de 2011.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

"Circus Christi"

La Fiscalía cree que el cierre de ‘Circus Christi' no fue censura. La muestra presentaba a un Jesucristo gay y a una Virgen prostituta

quinta-feira, 10 de junho de 2010

O viajante CG

Este macizo montañoso situado al sur de Argelia conforma uno de los paisajes más dramáticos del gran desierto africano.

Hoggar, en el corazón del gran desierto africano

terça-feira, 8 de junho de 2010

Cuántas veces has pasado a mi lado, Dios mío, y no te he acogido!

«Señor, ¿cuándo te vimos hambriento o sediento
o forastero o desnudo
o enfermo o en la cárcel,
y no te asistimos?.
Y él entonces les responderá:
En verdad os digo
que cuanto dejasteis de hacer con uno de estos más pequeños,
también conmigo dejasteis de hacerlo.
E irán éstos al castigo eterno,
y los justos a la vida eterna.»
(Mat 25,44-46)

¡Cuántas veces me han dicho con una mirada, o explícitamente: "Llévame contigo"!
Me lo dice la perrita de la vecina, cada vez que me encuentra en el rellano de la escalera, al dirigirse hacia mi puerta y tocarla con su patita.
Me lo dice la alumna que ya no soporta seguir encerrada en el aula y me ve aparecer sonriendo.
Me lo dijo a la puerta de una iglesia y me estremezco al recordarlo un joven sin techo ni hogar, recién llegado de algún país africano.

Porque tuve hambre, y no me disteis de comer...
Siempre llevo prisa cuando vuelvo de visitar a Albert. Las calles peatonales, abarrotadas al venir, están ahora semidesiertas.
Un individuo con el pelo sucio y revuelto extiende la mano.
No llevo nada... (suelto) , musito sin detenerme.
¡Me faltan sólo 1.80 € para el bocadillo, y llevo horas! , oigo a mis espaldas.




Yolanda
Todos los días, hacia las once, suena un timbre estruendoso, se abren de golpe las puertas de las aulas, y los pasillos se inundan de niños y niñas. Gritan, corren y devoran generosos bocatas.
Yolanda estaba sola y pensativa.
No tienes muy buen aspecto. ¿Ya has comido algo hoy?
No.
Pues deberías desayunar. ¿Tienes dinero?
No... ¿me puedes prestar un euro?
Ten, dos euros.
Cinco minutos más tarde volvió, sonriente. Terminó lo que quedaba del bocadillo con un par de mordiscos y se sentó a mi lado.
¿Por qué no le dices a tu madre que te prepare algo para media mañana?
No...
Bueno, pues coge tú misma algo de la nevera.
No... ¿sabes qué pasa?
Y me contó que su madre tenía un problema con el alcohol, y que la nevera estaba vacía, y que había pasado unos días en un centro de acogida para menores... y que no quería volver allí.
A veces, hacia las once, mientras juegan por el patio, tomo prestada la guitarra del Departamento de Música y me escondo en una de las aulas vacías, o en el almacén de papel de Conserjería, para tocar un par de canciones. Siempre son las mismas, las que conozco desde hace años. Las he cantado centenares de veces, pero todavía necesito las partituras. Siempre las mismas... amarillentas por el paso del tiempo. Escogí "Mediterráneo", de Juan Manuel Serrat:
"A fuerza de desventuras, tu alma es profunda y oscura..."
Y entonces se coló Yolanda. Se sentó sin pedir permiso, sin decir nada. Esperó a que acabara la canción y dijo:
Me gustaría tener un padre como tú.
¡...!
Una florecita puede hacer añicos una roca, ¿verdad?
Una flor nacida en un basurero, quizá...
¿Y dónde está tu padre?
En la cárcel.

¡Cuántas veces has pasado a mi lado, Dios mío, y no te he acogido!

Que no me conforme con dar limosna.
Que sepa darme a quien me necesita.
Que vea tu rostro en los pobres.

XTEC

segunda-feira, 7 de junho de 2010

O Rei Crimson

King Crimson
Starless And Bible Black
In The Wake Of Poseidon
Sleepless
Este último é de ouvir e chorar por mais...Devo eu, sobrevivente desta terra, celebrar?
O meu lamento, a minha existência, alhures...

domingo, 6 de junho de 2010

Madain Saleh

Madain Saleh, also known as al-Hijr, is one of the best known archaeological sites in Saudi Arabia, located near Ula (previously known as Dedan), some 400 kilometers north of Madina. Madain Saleh was once inhabited by the Nabataeans some 2000 years ago, Petra (located in Jordan) being the capital of the Nabataean kingdom.

sábado, 5 de junho de 2010

Uma corrida moderna

Y ya se sabe: la casta exige mando; y la nobleza, calidad. Y no es fácil encontrar toreros modernos que estén a la altura de estas circunstancias.

Derroche de fijeza, casta y nobleza

"termitières"

La situación del Chad hace que las mujeres destrocen sus manos buscando hojas de 'savonnier' y asalten hormigueros.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Golpe mecânico

Esta es una historia curiosa si no fuera por la profunda tristeza que provoca. Tampoco es reciente. Trata de un árbol, un único árbol, el más solitario y aislado del planeta. También el más gafe. No había otro en 400 kilómetros a la redonda. Sobrevivía en el desierto del Teneré, en Níger, y era una acacia.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Deslumbrados com a paisagem

5 de Julho de 1942

"Por entre caminhos e veredas, hoje estradas, atravessando ou ladeando a Serra do Açor e de tal forma deslumbrados com a paisagem, quase nos esquecemos dos precipícios que acompanham a estrada que sai de Arganil: são 35 Km de surpresas sucessivas que terminam numa das mais antigas aldeias serranas de Portugal, o Piódão. Um percurso inesquecível pela Serra do Açor, em estradas estreitas mas extremamente bem sinalizadas. Descendo da Estrela para se unir à Lousã por entre o rio Alva e o rio Ceira, a Serra do Açor integra-se na cadeia montanhosa que corta Portugal transversalmente, estabelecendo o limite das serranias de altitudes elevadas que contrastam com as aplanadas orografia do Sul. O seu ponto mais alto, o Picoto do Piódão, chega a atingir os 1400 m de altitude. Pela EN 17, de Coimbra em direcção à Guarda, toma-se a estrada para Arganil, daí seguindo em direcção a Coja, pela estrada EN 342. De Coja para o Piódão, dois caminhos são possíveis: sem deixar a EN 344, passando por Cerdeira; ou, logo depois da aldeia de Pisão, seguindo pela estrada que surge à direita, em direcção a Benfeita, optando-se assim por fazer o caminho pela Paisagem Protegida da Serra do Açor. Situada na vertente Norte da Serra do Açor, a Paisagem Protegida da Serra do Açor, ocupa uma área de 346 ha e integra a Mata da Margaraça - Reserva Natural Parcial - e a Fraga da Pena - Reserva de Recreio. Na Fraga da Pena, adensa-se a vegetação e regala-se a vista com quedas d'água e pequenas lagoas que vão surgindo à medida que se sobem os penhascos, salpicados, aqui e além por rústicos bancos e mesas. Retoma-se a estrada alcatroada que termina logo depois de passada a aldeia de Pardieiros, iniciando-se aí o caminho de terra que atravessa a Mata da Margaraça. Num vale perdido da Serra do Açor, a mata verde é densa, sempre húmida, relembra ainda as florestas primitivas que durante séculos cobriam as serranias do Centro. A Mata da Margaraça constitui um raro testemunho da vegetação espontânea (e muito diversa) da paisagem serrana e uma importante reserva genética de vegetação e animais selvagens. Um testemunho quase único em Portugal de que as matas naturais têm uma vitalidade e riqueza em nada comparável às monótonas plantações de pinheiros ou de eucaliptos. Impõe-se um passeio a pé, para encontrar quedas d'água, degraus talhados na rocha que sobem ao longo da levada da água ou as raras casas agora reconstruídas, como a Casa da Eira, rusticamente mobilada à maneira de antigamente. Sempre fresca, sempre húmida e escorregadia, sempre verde. Passear pelo bosque e descobrir então um sem número de carvalhos e castanheiros, cerejeiras bravas e azevinhos, avelaneiras ou mesmo loureiros, e muitos outros arbustos como o medronheiro que, de tão antigo se fez árvore. Na mata ouvem-se os cucos, as rolas e as gralhas pretas ou as corujas, e entre os tufos de martagão, descobrem-se por vezes vestígios de doninhas e raposas, de genetas ou de javalis. 0 açor, que dá nome a Serra, paira ainda nos céus, ao lado do gavião ou da águia de asa redonda, pacientemente esperando alguma cria incauta que lhes sirva de repasto. As primeiras referências escritas a esta mata datam do séc. XIII, quando era propriedade dos bispos de Coimbra, mantendo-se assim até ao séc. XIX. Com o regime liberal, a Mata da Margaraça, já então designada por Quinta da Margaraça, passa primeiro para a posse do Estado, para logo de seguida ser vendida a particulares em hasta pública. Manteve-se desde sempre conservada, intocável, até que muito recentemente (1979) o seu último proprietário privado iniciou o corte dos majestosos castanheiros e carvalhos. A relação antiga, quotidiana, que as populações de Pardieiros, Monte Frio e Relva Velha mantinham com a mata, foi-se tornando apenas sentimental: abandonaram-se as azenhas e os fornos que enquadravam as tradicionais actividades humanas e desprezaram-se as quelhadas ou a courela de castanheiros antigamente explorados em regime de talhadio. Mas foi esta relação sentimental que salvou a mata da destruição total, quando as gentes de Pardieiros, sacrificando um valor tão básico para estas povoações isoladas, abriram valas na estrada, e impediram a passagem das camionetas e o desbaste da florestaEm Janeiro de 1983 a Quinta da Margaraça e adquirida pelo Estado e, por via do Dec.-Lei n.º 25/89, são oficialmente definidas medidas cautelares para esta Área de Paisagem Protegida da Serra do Açor. Cautelares mas não preventivas: não foram suficientes para prevenir o incêndio que, ateado nos pinhais da região, alastrou à mata e destruiu a orla do arvoredo, em cerca de dpis terços da sua superfície. Retoma-se então o caminho para o Piódão. Para trás ficou a mata verde e fresca, e eis que surge destacada, a mancha alva e cuidada de Monte Frio. Segue a estrada pelo alto amparada a um lado pela parede de xisto para logo no outro se perder na vertigem do precipício. Só depois do cruzamento de Porto da Balsa começa então o desfiladeiro da descida ao vale onde se esconde o Piódão. A imagem branca de Monte Frio ainda fresca na memória, e de repente substituída por essa escura incrustação de xisto arrancado da serra e desnudado no casario, onde se destaca a Igreja pintada de branco."

Documentos Sem Ordem

sábado, 29 de maio de 2010

Uma marca humana

Planeta Terra
O que escrevi na minha agenda naquela segunda-feira, 23 de Janeiro de 2006

Passada a Fonte, a Curva do Gelo, e o Alto do Cavalo (lugar mítico), encontramos a placa de Sobral 5 Km. A partir daqui o meu local de trabalho já se avista na brancura das suas paredes, numa paisagem que ESMAGA pela sua vastidão, cores, sons, cheiros...
Hoje é dia de passar por Vale de Mós. Num troço de excelente piso - feito em declive abrupto - com um vale muito bonito - onde - aqui e ali - pontua uma marca humana.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

quase maioria absoluta de PSD em sondagem

...resultados do Barómetro para a TSF e Diário Económico, que dão uma quase maioria absoluta ao PSD e deixam o PS a 16,3 pontos percentuais dos sociais-democratas.

A dura prova do tempo

Planeta Terra
O que escrevi na minha agenda naquela quarta-feira, 18 de Janeiro de 2006

Viagens na minha terra

Na Vila de Oleiros, pela direita em direcção a Álvaro, chegamos a Casal Novo. A Fábrica da Resina num amontoado de esquecimento e histórias passadas, deu pão a muitas famílias. Pela esquerda entramos no Mítico troço Casal-Madeirã.

Passada a Fonte, a Curva do Gelo, e o Alto do Cavalo (lugar mítico), encontramos a placa de Sobral 5 Km. A partir daqui os nomes são estes: Faval, Leiria de Cima, Leiria do Meio, Pessilgal, Roda de Baixo, Roda de Cima, Sabugal, Sobral de Baixo, Sobral de Cima e Casalinho... E pelos seguintes lugares: Póvoa de Minal, Mourelo, Ninho do Corvo, Val da Constância, Fundo do Val, Picorreia, Sobreirinho e Val da Carreira.

Em Oleiros, no Alto do Cavalo, ( lugar mítico) no horizonte próximo a povoação do Cavalo. Mais para além daquela curva Monte Fundeiro, terra muito marcada pelo drama do GRANDE incêndio de 2003.
E ainda, no troço Madeirã-Casal Novo e Alto da Cava-Casal Novo.
Vale de Mós, Mosteiro...


Em Oleiros, no Alto do Cavalo (lugar mítico) onde no passado ocorreu um crime hediondo.
A povoação do Cavalo, mais para baixo Monte Fundeiro marcada pela tragédia do GRANDE incêndio de 2003.
Escola pequenina e já sem alunos, junto da estrada principal.
Um pastor com o seu pequeno rebanho por ali andava num final de tarde soalheiro.
O caminho estreito levava a Vale Salgueiro onde ocorreu um DRAMA com a passagem do GRANDE incêndio de Agosto de 2003.
Habitantes deste lugar tiveram de refugiar-se dentro de um tanque de água para salvarem a sua pele. Entre eles estava uma cirança de...4 anos!

No espelho retrovisor do Carisma a descida para Azenha da Ribeira, a aldeia de Poeiros e um oásis no mapa dos incêndios: uma mancha de Pinheiros para o futuro queimar? Será? Do meu lado direito avisto lá para longe Alcains, Salgueiro do Campo e para o lado Sul, a grande urbe! Castelo Branco...
Agora é altura de enfrentar uma descida com declive de 20% em 700 metros! Prova para máquinas e condutores!!
Estamos na Azenha de Cima, terra de Xisto e muito bonita.
Para trás ficaram:
Lugares míticos.
Paisagens a perder de vista.
O mapa dos incêndios.
Cristas, Vales, Outeiros, Montes, Serras, Planaltos...
Lugares, sonhos, amores e a esperança de pessoas marcadas pelo tempo, pela dura prova do tempo.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

A advogada de New York

Syberia
desafia o jogador a resolver enigmas na pessoa de Kate, advogada de New York em representação de uma companhia americana que quer comprar uma fábrica em Valadilene, França. O negócio com a proprietária de nome Anna Voralberg, oriunda de uma família rica, torna-se complicado. Kate descobre que Ann morreu. A venda da fábrica torna-se assim um problema. Ann deixa uma espécie de testamento onde indica o nome de um irmão, Hans Voralberg, agora o legítimo dono da fábrica.
Kate deve viajar a diversos lugares na busca de Hans com o propósito de negociar a venda da fábrica. Ela descobre que há muitas coisas na história da família que não se encaixam e não são bem o que parecem.

Syberia 2

Kate Walker está de volta. A ex-advogada continua a saga do universo criado pela história de Benoit Sokal. O autómato Oscar da primeira aventura leva Kate cada vez mais para o Norte...um mistério que regressa no frio gelado da paisagem...

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Alto do Cavalo

Planeta Terra
O que escrevi na minha agenda naquela terça-feira, 31 de Janeiro de 2006

Alto do Cavalo (lugar mítico), ainda com um manto de neve nos seus 900 metros. As obras do parque eólico, essas é que não param. Muitas são as máquinas e os homens em delicadas manobras. Um novo troço de estrada está a nascer por estas bandas. Está um dia muito bonito. A temperatura é agradável e a paisagem GRANDIOSA "esmaga" a alma humana, por mais "dura" que ela se mostre, nesta paisagem de ENORME - pelo horizonte que se estende a perder de vista. Para Sul, Para a Beira Serra, para a Beira Litoral, para a Estrela, Açor e Lousã, mesmo "aqui" ao pé de mim.
A Fonte, a Curva do Gelo e o Alto do Cavalo (lugar mítico) onde no passado ocorreu um crime hediondo, lugares visitados pela água gelada que se desprendeu das nuvens. Aqui foi possível ver os seus cristais pequeníssimos e hexagonais. Agruparam-se e chegaram à superfície terrestre sob a forma de flocos de neve.

domingo, 23 de maio de 2010

Arrepiante

¿se puede extraer belleza de una imagen tan siniestra? Las fotografías de la cogida tienen algo de danza de la muerte. Y de eso el arte está lleno. Si superamos el repudio inicial, podremos concentrarnos en esa especie de baile macabro en el que el toro muestra su poderío físico y el torero parece un pelele a merced del animal.

sábado, 22 de maio de 2010

Oriana Fallaci, documento inédito

«L’ufficio deve essere aperto puntualissimamente alle 9 del mattino». Comincia così il documento inedito di Oriana Fallaci pubblicato in esclusiva da Panorama nel numero in edicola che qui si può leggere in versione integrale.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Era uma vez...

LEIAM !!
ISTO AINDA VAI ACABAR POR PROVOCAR UMA REVOLUÇÃO E O PIOR É QUE EM VEZ DE SER UM 25 DE ABRIL ATÉ PODE SER UM 28 DE MAIO.

Mais uma golpada - Jorge Viegas Vasconcelos despediu-se da ERSE

É uma golpada com muita classe, e os golpistas somos nós....

Era uma vez um senhor chamado Jorge Viegas Vasconcelos, que era presidente de uma coisa chamada ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, organismo que praticamente ninguém conhece e, dos que conhecem, poucos devem saber para o que serve.

Mas o que sabemos é que o senhor Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo porque, segundo consta, queria que os aumentos da electricidade ainda fossem maiores. Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregadora, quaisquer reparos, subsídios ou outros quaisquer benefícios.

Porém, com o senhor Vasconcelos não foi assim. Na verdade, ele vai para casa com 12 mil euros por mês - ou seja, 2.400 contos - durante o máximo de dois anos, até encontrar um novo emprego.

Aqui, quem me ouve ou lê pergunta, ligeiramente confuso ou perplexo: «Mas você não disse que o senhor Vasconcelos se despediu?».

E eu respondo: «Pois disse. Ele demitiu-se, isto é, despediu-se por vontade própria!».

E você volta a questionar-me: «Então, porque fica o homem a receber os tais 2.400contos por mês, durante dois anos? Qual é, neste país, o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for?».

Se fizermos esta pergunta ao ministério da Economia, ele responderá, como já respondeu, que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria ERSE». E que, «de acordo com artigo 28 dos Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos».

Ou seja: sempre que os estatutos da ERSE forem mais vantajosos para os seus gestores, o estatuto de gestor público não se aplica.

Dizendo ainda melhor: o senhor Vasconcelos (que era presidente da ERSE desde a sua fundação) e os seus amigos do conselho de administração, apesar de terem o estatuto de gestores públicos, criaram um esquema ainda mais vantajoso para si próprios, como seja, por exemplo, ficarem com um ordenado milionário quando resolverem demitir-se dos seus cargos. Com a bênção avalizadora, é claro, dos nossos excelsos governantes.

Trata-se, obviamente, de um escândalo, de uma imoralidade sem limites, de uma afronta a milhões de portugueses que sobrevivem com ordenados baixíssimos e subsídios de desemprego miseráveis. Trata-se, em suma, de um desenfreado, e abusivo desavergonhado abocanhar do erário público. Mas, voltemos à nossa história.

O senhor Vasconcelos recebia 18 mil euros mensais, mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo. 18 mil euros seriam mais de 3.600 contos, ou seja, mais de 120 contos por dia, sem incluir os subsídios de férias e Natal e ajudas de custo.

Aqui, uma pergunta se impõe: Afinal, o que é - e para que serve - a ERSE? A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o sector energético.

E pergunta você, que não é burro: «Mas para fazer cumprir a lei não bastam os governos, os tribunais, a polícia, etc.?». Parece que não.

A coisa funciona assim: após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço.

Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores. Aliás, antes da questão dos aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE? Até quando o povo português, cumprindo o seu papel de pachorrento bovino, aguentará tão pesada canga? E tão descarado gozo? Politicas à parte estou em crer que perante esta e outras, só falta mesmo manifestarmos a nossa total indignação.
JÁ AGORA FAÇAM LÁ O FAVORZINHO DE REENVIAR PARA A V/ LISTA DE AMIGOS,
PELO MENOS SEMPRE SE FICA A SABER O QUE SE PASSA NO NOSSO PAÍS.


recebido por electrónic mail ou mais simplesmente e-mail

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O viajante CG

Los datos muestran otra realidad: un 80 por ciento de los neozelandeses viven en núcleos urbanos, más de un millón de ellos en Auckland que es la principal ciudad, aunque no su capital, que es Wellington. Lo que encontramos al viajar por el país es un alto nivel de vida, y sobre todo, una excelente 'calidad de vida', sin problemas sociales graves, con una democracia parlamentaria consolidada, y sin conflictos raciales con los maorís.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Patagonia, el exilio dorado de Hitler

El periodista argentino Abel Basti mantiene desde hace tiempo una teoría un poco sorpendente: Adolf Hitler no murió el 30 de abril de 1945 en su búnker de Berlín sino que consiguió escapar a España y de ahí pasó a Argentina, donde vivió plácidamente durante años en el sur del país, concretamente en la Patagonia, en la ciudad de Bariloche.

terça-feira, 18 de maio de 2010

"o país pobre, bonito e honrado"

O país, esse, era atrasado, analfabeto, sem infra-estruturas. Um retrato de Portugal de 1907 à encruzilhada - a guerra colonial, o fim do Império

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Edurne Pasaban

El equipo de la alpinista Edurne Pasaban ha hollado la cumbre del Shisha Pangma (8.027 metros) la pasada madrugada y se ha convertido en la segunda mujer en lograr ascender los 14 'ochomiles' del mundo, después de que consiguiera ese reto, no sin polémica, la coreana Miss Oh.

Pasaban corona su último 'ochomil'

sábado, 15 de maio de 2010

As melhores ilusões de óptica

En el siguiente vídeo puedes ver bolas de colores a las que parece no afectarle la fuerza de la gravedad. ¿Cómo es posible? No es posible, se trata de un engaño a la vista...

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A professora

Uma professora de 25 anos do concelho de Mirandela é a protagonista de uma produção ousada para a revista Playboy, em que contracena nua com outra mulher, uma situação relevada hoje pela imprensa nacional e que está a gerar muita polémica no concelho transmontano.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Pasaban inicia el ataque final al Shisha Pangma

La meteorología manda en la planificación de la montañera vasca, la mujer que puede convertirse el lunes en la segunda que consigue coronar todas las cimas (14) de más de 8.000 metros del planeta. El pasado 27 de abril la coreana Oh Eun-Sun se le adelantaba al hollar la cumbre del Annapurna. Vítor Baia, el meteorólogo de la expedición de Pasaban, ha fijado el próximo lunes como el "día de cumbre perfecto, con 20 kilómetros por hora de viento en la cima".

sábado, 8 de maio de 2010

Lenda viva

Reinhold Messner, alpinista del Tirol meridional, coronó en 1978 el Everest sin oxígeno adicional. En 1980 volvió para hacerlo, esta vez en solitario. Esta leyenda del alpinismo lamenta la situación actual de deterioro que vive la montaña.

"Que Disneyland compre el Everest"

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Adolescente em fúria

"Aquário" ("Fish Tank") é um filme sobre uma adolescente à beira da marginalidade. Aos 15 anos, Mia (Katie Jarvis) foi expulsa da escola, vive com uma mãe negligente que está prestes a conseguir livrar-se dela, metendo-a numa instituição.

"Aquário" ("Fish Tank")

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Mille Miglia

As Mille Miglia foram uma corrida de endurance que teve lugar em Itália entre 1927 e 1957, com interrupção durante a Segunda Guerra Mundial.
FOTOGALERIA: As míticas Mille Miglia

quarta-feira, 5 de maio de 2010

"El zoco" de Marrakech

En la medina de Marrakech no existe la línea recta. Todas las calles son curvas, se ramifican en callejones que a veces no tienen salida.

el zoco de Marrakech

terça-feira, 4 de maio de 2010

Na ressaca do Annapurna

Al respecto de la actuación de la coreana Eun-Sun, a la que públicamente pidió "disculpas si la ofendí, que seguramente sí" cuando trataba de que pusiese a su disposición alguno de los "siete sherpas que tenía, de los que tres o cuatro eran de reserva y estaban en el campo 3", (Aqui)

O viajante CG

España no aparece en la categoría de Destino Cultural. Tampoco hay ninguna ciudad ni destino español en las categorías Destinos Emergentes, Ciudades para la Aventura o Ciudades para Relajarse.
20minutos.es

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Lugares em perigo

El fondo Mundial para los Monumentos hizo publico los lugares donde se requiere ayuda urgente para garantizar su preservación. Vota por aquellos que lo necesitan con mas urgencia.


93 Monumentos Del Mundo En Peligro

domingo, 2 de maio de 2010

Buda de la Felicidad

El Buda Feliz también es conocido como Buda de la Felicidad. La leyenda dice que nada haría a éste Buda más feliz que ver que los problemas de las personas se transforman en felicidad. Se recomienda ponerlos dentro de casa, debido a que se cree que la imagen del Buda Feliz atrae prosperidad y abundancia de bienes y de riqueza ilimitados.

Dia da Mãe

Life Has Its Moments...Make Them Unforgettable.
Adoro-te Mãe!

sábado, 1 de maio de 2010

Acerca dos valores na alta Montanha

En declaraciones a Radio Vitoria, Alberto Zerain ha querido remarcar que "en la montaña, son los compañeros los que velan los unos por los otros y no los sherpas de otras expediciones", recordando así que existen ciertos códigos sagrados que hablan de compromiso, solidaridad y trabajo en equipo que no deben perderse de vista delegando en el trabajo de los porteadores de altura. "Pero claro, hoy en día en las expediciones a los ochomiles no van equipos de amigos sino tipos que se unen para compartir gastos e infraestructura, luego en realidad cada uno va por libre", observa Zerain.

Muchos alpinistas de élite critican a Oiarzabal por sus quejas contra el grupo de Oh en el rescate fallido de Calafat

O viajante CG

Amo los desiertos, quizá porque es en ellos donde valoras como en ningún otro lugar del mundo la importancia de la vida, de una flor, del canto de un pájaro. Por eso vivo en un desierto, Fuerteventura, y admiro nuestros otros desiertos españoles, Tabernas, Monegros, Bardenas Reales.