quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

A "grave crise económica" que grassa em Portugal

A Agencia da Caixa Geral de Depósitos encerrou na Ilha da Madeira (acabou o Paraíso Fiscal) e abriu dependência nas Ilhas Caimão ... não é só o PINGO DOCE que foge...

Faria de Oliveira ganha mais na CGD do que Christine Lagarde no FMI !
Em média os trabalhadores portugueses ganham menos de 50% em relação aos dos restantes 27 países da EU.
Isto ajuda a explicar a grave crise económica, financeira e social que Portugal está a viver.
Para que conste, e para que os futuros Faria de Oliveira e outros possam ser respeitados, repasso o presente e-mail esperando com o mesmo contribuir para a moralização da política em Portugal.

Retirado do site da CGD, referente a 2009 (ainda não divulgaram os valores de 2010):

Presidente - remuneração base: 371.000,00 €

Prémio de gestão: 155.184,00 €

Gastos de utilização de telefone: 1.652,47 €

Renda de viatura: 26.555,23 €

Combustível: 2.803,02 €

Subsídio de refeições: 2.714,10 €

Subsídio de deslocação diário: 104,00 €

Despesas de representação: não quantificado (cartão de crédito onde "apenas" são consideradas despesas decorrentes da actividade devidamente documentadas com facturas e comprovativos de movimento)

Christine Lagarde receberá do FMI mais 10% do que Dominique Strauss-Kahn, mas mesmo assim menos do que o presidente da Caixa Geral de Depósitos, entre outros gestores portugueses, pelo que a senhora ainda está mal paga pelo padrão de Portugal.

http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1897993

A nova directora do FMI, Christine Lagarde, vai ter um rendimento anual líquido de 323 mil euros, a que se somam 58 mil euros para gastar em despesas, o que representa mais 10% do que o seu antecessor, Dominique Strauss-Kahn.

O total de 381 mil euros anuais que Lagarde vai receber (salário mais despesas) é um aumento de 11% relativamente ao que recebia Dominique Strauss-Kahn, o ex-director da instituição acusado de abusar sexualmente de uma camareira de hotel em Nova Iorque.

Quando foi nomeado, em 2007, Dominique Strauss-Kahn acordou em receber um salário anual de 291 mil euros, com despesas de representação de 52 mil euros - um total de 343 mil euros. Menos quase 38 mil euros anuais do que vai agora receber a francesa.

Palavras para quê?

Isto só se resolverá quando a Troika, obrigada a justificar como é que o dinheiro dos contribuintes dos países da EU se gasta na ajuda a Portugal, for obrigada a tomar posição.

É imperioso reduzir a despesa do Estado abrangendo também os Institutos e empresas do Estado e municipais (provavelmente a ultrapassar o milhar).

Não esquecer que na maioria são empresas que duplicam funções do Estado ou do poder local (autarquias) e todas elas com gestores com vencimentos e regalias muito superiores ao vencimento dos Deputados e do Presidente da República (PR), até Outubro de 2005 com direito a reforma antecipada, podendo acumular com outros vencimentos ou reformas. Até o PR Cavaco Silva tem pelo menos mais duas reformas que acumula com o seu vencimento.

Se José Sócrates não tivesse tido o desplante de acabar com as reformas antecipadas dos políticos e dos gestores públicos em Outubro de 2005, os processos do Freeport, do diploma de Engenheiro e outros nunca teriam tido o eco que tiveram. NÃO FOI POR ACASO Q O MINISTRO INDIGITADO PARA AS FINANÇAS POR SÓCRATES, SE DEMITIU PASSADO TRÊS MESES, POIS A REFORMA QUE ELE IRIA ASSINAR IRIA ACABAR-LHE COM AS SUAS MORDOMIAS...

E foi com esta facilidade (legislação imoral mas legal para criar à medida jobs para os boys, com a agravante de desviar a prioridade da atenção do Gestor para as novas solicitações dos Generais dos Partidos do Poder que julgavam também ter direito a um JOB) que a Fátima Felgueiras se escapou da Justiça indo para o Brasil onde viveu com a ajuda da reforma antecipada obtida dois meses antes de ter sabido por fuga de informação que iria ser detida.

Estima-se que mais de 50% dos autarcas com mais de 55 anos tenham direito a reformas obtidas por antecipação na mesma função (hoje, também impedidos de acumular com os seus vencimentos).

É uma vergonha a delapidação dos recursos financeiros que deveriam privilegiar o desenvolvimento ou a amortização da dívida pública e externa, que tipifica uma política neoliberal onde a ganância só tem como limite o céu; ou pior, foi preciso ter sido o mercado externo, com a subida vertiginosa dos juros da dívida soberana, a dizer que Portugal já não dá confiança para ter empréstimos.

No início da entrada de Portugal na União Europeia, como se fosse uma Dona Branca quando o dinheiro entrava aos montes, tudo foi possível sem grandes convulsões.

De vez em quando, lá era processado um político ou gestor que, com raras excepções, acabava por ver o seu processo arquivado.

Hoje temos o resultado da gestão da geração dos "soixante-huitard" que tem estado no poder, ao tempo do 25 Abril fanáticos de Mao, agora brilhantes executantes da partidocracia com laivos neoliberais.

É preciso que se saiba que:

"... os portugueses comuns (os que têm trabalho) ganham cerca de metade (55%) do que se ganha na zona euro, mas os nossos gestores recebem, em média:

· mais 32% do que os americanos;

· mais 22,5% do que os franceses;

· mais 55 % do que os finlandeses;

· mais 56,5% do que os suecos"



(Manuel António Pina, Jornal de Notícias, 24/10/09)



sábado, 9 de fevereiro de 2013

são clarificados os procedimentos e os documentos

São reforçados os mecanismos de controlo rigoroso imprescindíveis à política de consolidação orçamental que tem vindo a ser seguida pelo Governo, designadamente através da adopção demedidas de criterioso controlo da despesa pública, sem prejuízo de ser concedida uma maior flexibilidade aos serviços e organismos da Administração Pública na respetiva gestão orçamental.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Houve um dia em que os Professores eram gente de bem


Os Professores
Texto de Valter Hugo Mãe, Jornal de Letras, 19 Set 2012

Achei por muito tempo que ia ser professor. Tinha pensado em livros a vida inteira, era-me imperiosa a dedicação a aprender e não guardava dúvidas acerca da importância de ensinar. Lembrava-me de alguns professores como se fossem família ou amores proibidos. Tive uma professora tão bonita e simpática que me serviu de padrão de felicidade absoluta ao menos entre os meus treze e os quinze anos de idade. A escola, como mundo completo, podia ser esse lugar perfeito... Ver mais de liberdade intelectual, de liberdade superior, onde cada indivíduo se vota a encontrar o seu mais genuíno, honesto, caminho. Os professores são quem ainda pode, por delicado e precioso ofício, tornar-se o caminho das pedras na porcaria de mundo em que o mundo se tem vindo a tornar. Nunca tive exatamente de ensinar ninguém.
Orientei uns cursos breves, a muito custo, e tento explicar umas clarividências ao cão que tenho há umas semanas. Sinto-me sempre mais afetivo do que efetivo na passagem do testemunho. Quero muito que o Freud, o meu cão, entenda que estabeleço regras para que tenhamos uma vida melhor, mas não suporto a tristeza dele quando lhe ralho ou o fecho meia hora na marquise. Sei perfeitamente que não tenho pedagogia, não estudei didática, não sou senão um tipo intuitivo e atabalhoado. Mas sei, e disso não tenho dúvida, que há quem saiba transmitir conhecimentos e que transmitir conhecimentos é como criar de novo aquele que os recebe. Os alunos nascem diante dos professores, uma e outra vez. Surgem de dentro de si mesmos a partir do entusiasmo e das palavras dos professores que os transformam em melhores versões.
Quantas vezes me senti outro depois de uma aula brilhante. Punha-me a caminho de casa como se tivesse crescido um palmo inteiro durante cinquenta minutos. Como se fosse muito mais gente. Cheio de um orgulho comovido por haver tantos assuntos incríveis para se discutir e por merecer que alguém os discutisse comigo. Houve um dia, numa aula de História do sétimo ano, em que falámos das estátuas da Roma antiga.
Respondi à professora, uma gorduchinha toda contente e que me deixava contente também, que eram os olhos que induziam a sensação de vida às figuras de pedra. A senhora regozijou. Disse que eu estava muito certo. Iluminei-me todo, não por ter sido o mais rápido a descortinar aquela solução, mas porque tínhamos visto imagens das estátuas mais deslumbrantes do mundo e eu estava esmagado de beleza. Quando me elogiou a resposta, a minha professora contente apenas me premiou a maravilha que era, na verdade, a capacidade de induzir maravilha que ela própria tinha. Estávamos, naquela sala de aula, ao menos nós os dois, felizes. Profundamente felizes. Talvez estas coisas só tenham uma importância nostálgica do tempo da meninice, mas é verdade que quando estive em Florença me doíam os olhos diante das estátuas que vira em reproduções no sétimo ano da escola. E o meu coração galopava como se estivesse a cumprir uma sedução antiga, um amor que começara muito antigamente, se não inteiramente criado por uma professora, sem dúvida que potenciado e acarinhado por uma professora. Todo o amor que nos oferecem ou potenciam é a mais preciosa dádiva possível. Dá –me isto agora porque me ando a convencer de que temos um governo que odeia o seu próprio povo. E porque me parece que perseguir e tomar os professores como má
gente é destruir a nossa própria casa. Os professores são extensões óbvias dos pais, dos encarregados pela educação de algum miúdo, e massacrá-los é como pedir que não sejam capazes de cuidar da maravilha que é a meninice dos nossos miúdos. É como pedir que abdiquem de melhorar os nossos miúdos, que é pior do que nos arrancarem telhas da casa, é pior do que perder a casa, é pior o que comer apenas sopa todos os dias. Estragar os nossos miúdos é o fim do mundo. Estragar os professores, e as escolas, que são fundamentais para melhorarem os nossos miúdos, é o fim do mundo. Nas escolas reside a esperança toda de que, um dia, o mundo seja um condomínio de gente bem formada, apaziguada com a sua condição mortal mas esforçada para se transcender no alcance da felicidade. E a felicidade, disso já sabemos todos, não é individual. É obrigatoriamente uma conquista para um coletivo. Porque sozinhos por natureza andam os destituídos de afeto. As escolas não podem ser transformadas em lugares de guerra. Os professores não podem ser reduzidos a burocratas e não são elásticos. Não é indiferente ensinar vinte ou trinta pessoas ao mesmo tempo. Os alunos não podem abdicar da maravilha nem do entusiasmo do conhecimento. E um país que forma os seus cidadãos e depois os exporta sem piedade e por qualquer preço é um país que enlouqueceu. Um país que não se ocupa com a delicada tarefa de educar, não serve para nada.
Está a suicidar-se. Odeia e odeia-se.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Um mendigo sem vícios!




Um mendigo entra num bar e pede a um homem que lhe pague um café.
Com pena, o homem oferece-lhe uma cerveja. O mendigo diz:
- Não, obrigado. Não bebo. Só quero o café.
Então o homem lhe oferece a compra de um bilhete de Lotaria.
- Não, obrigado. Não jogo. Só quero o café.
Com muita insistência o homem oferece-lhe um cigarro.
- Não fumo. Só quero o cafezinho - recusa o mendigo.
O homem insiste novamente e diz que paga uma noitada com uma prostituta.
- Não, obrigado. Eu não traio a minha mulher. Só quero um café.
Então o homem leva o mendigo para a sua casa e diz à mulher para preparar café.
Curiosa, ela pergunta ao marido:
-
Por que é que trouxeste para casa um mendigo sujo só para tomar um café?
-
Para te mostrar como fica um homem que não bebe, não joga, não fuma e não dá uma queca por fora de vez em quando...

 
 

sábado, 1 de dezembro de 2012

Trabalhar no inferno

La mina de Ijen es un sitio único en el mundo en el que se extrae el azufre de forma tradicional, sin la ayuda de ningún tipo de maquinaria. Los mineros tienen canalizadas las fumarolas sulfúricas del volcán a través de tuberías de cerámica.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

ícone AW

'Amy—Blue (Amy Winehouse)', de Marlene Dumas, 2011 | © Marlene Dumas

 La cantante británica Amy Winehouse (1983-2011) figura desde este lunes en la National Portrait Gallery de Londres, que adquirió por primera vez un retrato de la malograda artista convertida en icono, según ha informado el museo.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A garrafa de vinho

Si bien para ir al origen de los vinos hay que remontarse a la época de los fenicios, quienes golpeaban las uvas con piedras para beber su jugo, el origen de la botella de vino está en el pueblo griego y romano.
20minutos.es 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Em defesa de alternativas que existem


Seis apontamentos sobre a GREVE GERAL

1.º -  Não estamos em luta apenas "por protesto" mas em defesa de alternativas que existem, são válidas, evitam o massacre a que o governo nos está a sujeitar e abrem portas para que Portugal recupere da situação dramática em que já se encontra (atenção às propostas que a CGTP-IN tem vindo a apresentar; não nos digam que não há alternativas!) Os motivos da participação dos docentes na GREVE estão referenciados no cartaz que o SPRC fez chegar às escolas (ir a www.fenprof.pt <http://www.fenprof.pt> ) ou descritos no pré-aviso que a FENPROF emitiu (ver em www.sprc.pt <http://www.sprc.pt> ). Discordar da realização da GREVE só se for por discordância dos motivos que a puseram em marcha!

2.º - A GREVE vai ser uma OPORTUNIDADE para cada um mostrar ao poder político o que sente, o que pensa e se está ou não disponível para combater as políticas que nos atormentam e desgraçam. Algum professor se sente bem tratado ou tratado decentemente? Alguém está contente com o que está a ser feito? Alguém acha que este é o caminho que queremos legar aos filhos? Houve grandes e pequenas manifestações, concentrações, muitas acções de luta. Mas a GREVE GERAL é o salto qualitativo no embate com o governo e com as suas horrendas políticas. Perceba-se a importância e a responsabilidade que a todos cabe no "salto"!

3.º - No dia 14, a GREVE GERAL é dos trabalhadores portugueses mas também dos espanhóis! E há greves na Grécia, em Chipre, em Malta; paralisações em Itália e França; a Confederação Europeia de Sindicatos convocou uma jornada de luta para aquele dia em toda a União Europeia! Tudo no mesmo dia e com razões comuns. Incapacidade e resignação não pode ser a imagem dos professores e educadores, em Portugal. Bem pelo contrário, é do nosso interesse, enquanto grupo profissional, que demonstremos que os professores estão fortes contra as políticas do governo e da troika!

4.º - O governo e os seus apoiantes vão analisar à lupa como cada sector se vai portar. Onde a coisa for frouxa, o governo concluirá que tem melhores condições para continuar e aprofundar os ataques. E novos ataques já foram lançados apontando para mais desemprego, mais empobrecimento, mais sofrimento, maiores incertezas. No dia 14 seria mau que, ao contrário de outros setores, as escolas não fechassem! Ainda pior, do ponto de vista dos professores se, fechadas por quem tem vencimentos ainda mais curtos que os nossos, tivessem docentes a cumprir horário para "furar" a GREVE. Este não é tempo para hesitações, cobardias ou oportunismos!

5.º - É imperioso aderir à GREVE. O que se perca agora será muito menos do que perderíamos se não fizéssemos uma grande GREVE. Não aderir à GREVE é facilitar a continuação das políticas actuais e a tarefa aos governantes que as aplicam. Não podemos dar mostras de incapacidade! Temos de resistir e lutar!

6.º - No dia da GREVE GERAL não há três posições. Só duas e serão contabilizadas com muita atenção por todas as partes: ou se adere à GREVE, demonstrando discordância e determinação em lutar ou se se "fura" a GREVE e demonstra-se aceitação pelas políticas que nos corroem!

sábado, 3 de novembro de 2012

Refu(n)dido!

WEHAVEKAOSINTHEGARDEN: O Dilúvio Liberal: Ultimamente em cada boneco é sempre igual. Não sei o que fazer nem o que dizer e começo à procura de algo que me deixe fazer alguma coisa...