segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Mexilhoeira Grande Summertime 11

Tradicional almoço de verão (14.ª edição na Petisqueira A Oficina)

Ao gosto de carlos gama, desde 1996. Casa simples, mas que vale a pena. Não é fácil, em poucas palavras, descrever a Oficina. O importante é levar os amigos e "percorrer" o repasto de sabores. Salada de polvo, ameijoas, parafusos, berbigão, ovas, Feijoada de Buzinas, Cataplana de marisco, Arroz de polvo, Arroz de Lingueirão, Caldeirada à fragateiro, Salada algarvia, lulas...
Na Mexilhoeira Grande.


sábado, 3 de setembro de 2011

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

De regresso dos mares do sul

De regresso dos mares do sul, naveguei por mares e oceanos, percorri veredas e auto-estradas, tudo foi extraordinário! Descobri paisagens novas, homens, mulheres, campos, lugares, cidades, comidas diferentes...Ah mas aquela palavra saudade que nos faz falta também tomou conta de mim. Estou de volta, de regresso dos mares do sul!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

A "nova" demografia

El envejecimiento demográfico es un cambio en la estructura de edad de una población, consistente en un aumento de la proporción de personas de 65 y más años (umbral arbitrario pero aceptado) respecto del conjunto. En España, esta cifra alcanza ahora el 17%.
Público.es

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

de ponta a ponta

No Centro de Portugal entre a Universidade de Coimbra, Santa Bárbara e JC.

Organizações Ceiroquinho - Clube Percursos

Percursos realizados:

-Rota do Imperador Carlos V (Espanha)
-Rota das Conheiras SF
-JC-Colmeal Velho-JC
-JC (Igreja Matriz)-sítio da Lavandeira-Barca-Linhares-Pontão-Fonte-Rua da Estrada (Nocturno)
-de JC ao Peixoto (Cova do Caneiro,Peixoto,Chães (Casa Misteriosa)
-Volta à Folha & Vale da Canada (Nocturno)
-Baralha (Capela Nossa Senhora dos Prazeres).Voltas
-Vale da Canada-Lambedor-Caminho dos Covões-Espírito Santo
-JC-Casas da Quinta do Canal
-Pontão-Cova do Caneiro-Baralha (Capela NSP)
-Urgeiro (Quinta do Lenteiro)
-Salgueiro do Campo-Recanto
-Capela de São Sebastião-Crista quartzítica do Palvarinho
-Sarzedas-Mina de Vale da Carreira (Gatas)


Próximos Percursos (Outono Inverno)

de JC ao Ceiroquinho 2011 Edition
Já na sua 4.ª edição. Parece que foi ontem!

Trilho do Zêzere
PP (inclui levada e túnel até ao Moinho)


Barroca - escombreiras do Cabeço do Pião (Rota do Mineiro)

JC - "Ó da Barca!"

Rota dos Açudes (inclui a Fisga do Tejo & Fivelo)


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Arqueologia industrial


Hoje visitei a antiga Mina de Vale da Carreira (Gatas), que faz parte da área mineira das Sarzedas e cujas concessões (Gatas, Barroca da Santa e Gualdins-Pomar) de exploração decorreram no intervalo dos anos 1916 e 1962. Do conjunto fazem parte oito minas: Gatas, Pesquisa, Barroca da Santa, Casalinho, Goula, Ficalho, Galdins e Pomar. Sobressai do conjunto a Mina de Vale da Carreira. Data de 1923 a sua descoberta, e o pico de produção situou-se nos anos 1936 a 1938.
Trabalharam na Mina de VC-G 101 operários (74 interior da Mina). As antigas instalações podem ainda observar-se de ambos os lados da estrada que liga as Sarzedas a Gatas. Do lado esquerdo ficava o centro administrativo, a residência dos proprietários (ligeiramente acima do restante conjunto), a central eléctrica e a "garagem" na qual existe um depósito de água ligado ao "Tanque", sobre a mesma. Esta era tapada com chapas e no seu interior existe uma mó (triturar o minério).
O escritório situava-se "encostado" à central eléctrica. No lado sul um armazém e uma arrecadação (apenas perceptível o chão) completavam as instalações.
No lado direito ficam as três galerias e um poço principal, Boca da Mina (50 metros na vertical), o malacate e a casa de electricidade que fornecia o interior da Mina, as escombreiras paralelas à estrada, ruínas de uma casa (paredes e chaminé). Pouco resta da lavaria e separadora. (Alguns vestígios das faixas de transporte e do tanque onde se separava o minério) na base das escombreiras com a povoação de Gatas mesmo ali em frente.








domingo, 7 de agosto de 2011

GR de alto nível

"Dada la longitud y complejidad de este itinerario, será descrito en dos entregas consecutivas, pudiendo prolongarse en su final, en el collado de la Dehesilla, con la travesía de la Pedriza anterior, visitando el Yelmo, para concluir en Canto Cochino o en El Tranco, ya cerca de Manzanares el Real."
Integral de La Pedriza (I)

sábado, 6 de agosto de 2011

11 Bandas cuja separação foi inevitável

Pink Floyd

Este monstruo del rock progresivo tuvo varios incidentes en su historia que pudieron haber marcado su colapso definitivo. Si bien la banda se reunió en el 2005 para tocar cuatro canciones en el Live 8 en Londres, la relación entre Roger Waters y los demás integrantes nunca se recompuso. Sus ex... Ver mas

Grandes bandas de rock que se separaron

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Destinos literários

Una vuelta al mundo en 39 novelas y libros de cuentos, de 39 escritores de 28 países. Muchos de esos narradores son de prestigio internacional pero que en España no se habían editado o no han terminado de despegar. Ya se sabe que un poco de suerte siempre viene bien. Es decir que este es un pasaje de dos por uno: ir a territorios literarios conocidos o que nos gustaría conocer a través de nuevos guías, de miradas y voces que nos descubrirán otras facetas de la condición humana.

FernandoVicente

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

No Recanto (Salgueiro do Campo)

Acerca de um PR (Pequena Rota) feito no Salgueiro do Campo ao sítio do Recanto e Capela de S. Sebastião - Crista quartzítica do Palvarinho ida/volta num total de 7,580 Km.

Um vértice geodésico (popularmente chamado "talefe" em Portugal) é um sinal que indica uma posição cartográfica exacta e que forma parte de uma rede de triângulos com outros vértices geodésicos. São escolhidos sítios altos e isolados com linha de visão para outros vértices.


A rede geodésica portuguesa é formada por vértices geodésicos que se dividem em três ordens de importância:

1ª Ordem - pirâmides distando 30 a 60 km
2ª Ordem - cilindro + cone listados distando 20 a 30 km
3ª Ordem - cilindro + cone distando 5 a 10 km

Marcos Geodésicos

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Sem perdão


Ameneh Bahrami, una mujer iraní que quedó desfigurada y ciega cuando un hombre le arrojó ácido a la cara hace siete años, perdonó este domingo al autor del ataque, minutos antes de que se le aplicara la sentencia por la que estaba condenado a quedar sin vista también con ácido, informaron los medios locales.

domingo, 31 de julho de 2011

Pela linha de cumeada

A estrada corre por uma série de cumes em direcção a Fajão. Na Lomba de Ceiroco o aceiro para Ceiroquinho, na Pedra d´Água a estrada para Vale Derradeiro, Fontaínhas pela esquerda para Fajão,o Covo pela direita e o Penedo Portelo em frente. Depois - Ponte de Fajão, Gralhas e Alto da Castanheira para Porto da Balsa e para Coja, Piódão, Colcurinho - Sra das Necessidades e Senhora das Preces. Cavaleiros de Cima e daqui para Cavaleiros de Baixo e Vale Pardieiro. Casal Novo, Mata, Relvas e Teixeira. Na Selada das Eiras para Torrozelas, Folques, Arganil, Cepos, Colmeal, Lomba, Celavisa, Salgueiro. Pela cumeada em direcção à Casa do PPD, Porto Castanheiro, Enxudro, Pardieiros. A PPSAçor - Mata da Margaraça e Fraga da Pena, Benfeita, Dreia...

Pela linha de cumeada conhecida pela Lomba de Ceiroco.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O lenço que tu me deste Trago-o sempre no meu seio

Sleepless é para ouvir... Devo eu, sobrevivente desta terra, celebrar?
O meu lamento, a minha existência, alhures...

..."foi no sul peninsular que Estácio da Veiga ouviu o canto popular das trovas de “O Teu Lenço”, poema aqui reproduzido, em parte:

O lenço que tu me deste
Trago-o sempre no meu seio,
Com medo que desconfiem
D’onde este lenço me veio.
As letras que lá bordaste
São feitas do teu cabelo;
Por mais que o veja e reveja,
Nunca me farto de vê-lo.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
A cismar neste bordado
Não sei até no que penso;
Os olhos trago-os já gastos
De tanto olhar para o lenço.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Quanto mais me ponho a vê-lo,
Mais este amor se renova;
No dia do meu enterro
Quero levá-lo p’ra cova.


Peninsulares: canções, 5ª ed. Comemorativa
I Centenário da Morte de J. Simões Dias, Porto, 1999.

Lembre-se de Ícaro e lembre-se que a ambição deve ter limites.

Não faça tudo para obter qualquer coisa.
Se voar demasiado perto do Sol acabará por sofrer as consequências…

terça-feira, 26 de julho de 2011

"Uma rainha no palácio da perdição"

No por menos anunciada, la muerte de Amy Winehouse deja de sorprender, de conmover. Ahora todo queda enturbiado por los escabrosos detalles de su forma de experimentar el estrellato, una estampida cuesta abajo por el camino del exceso que, al contrario que en la célebre máxima de William Blake, no la condujo en absoluto hacia el palacio de la sabiduría.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Morrer jovem ou viver para sempre?

"Vive rápido, muere joven y deja un bonito cadáver". Amy Winehouse ha terminado por cumplir al pie de la letra con la famosa frase, atribuida popularmente a James Dean, aunque fue el actor John Derek el primero en decirla en 1949 en la película de Nicholas Ray y Humphrey Bogart Llamad a cualquier puerta. Y además lo ha hecho a la edad maldita de los 27 años, que le concede el extraño honor de pertenecer a lo que algunos han dado en llamar el Club de los 27, el grupo de jóvenes estrellas musicales que murieron a esa edad como Brian Jones, Jimi Hendrix, Jonis Joplin, Jim Morrison o Kurt Cobain.
Final de una carrera al límite

domingo, 24 de julho de 2011

Talento vs autodestruição


Amy Winehouse, una de las grandes estrellas de la música británica en los últimos años, era una cantante de soul de extraordinario talento musical y poderosa voz, al que la autodestrucción ha empujado a un fin demasiado temprano.
20minutos.es

La cantante Amy Winehouse se unió este sábado al llamado 'Club 27', el grupo de jóvenes estrellas de la música que han muerto a los 27 años de edad, como Jimmy Hendrix o Janis Joplin, por tener continuas dificultades para hacer frente a la fama.
Winehouse se une al grupo de cantantes que han muerto a los 27 años

La vida de Amy en imágenes: entre la música, las drogas y el alcohol

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Acerca da Guerra Civil Espanhola

75 años después del golpe de Estado que desencadenó la Guerra Civil en 1936, las vivencias de unos y otros construyen la crónica más fiel de esa época.
Historias de España

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A Casa Misteriosa

A Casa Misteriosa, Um romance de ficção que não deixa de afirmar estas paragens, Aquilo que o trouxe a Janeiro de Cima nunca o viajante pode comprovar. Com o mesmo nome o seu filho, também ele autor de muitos e belos poemas, tais como:

Menina dos olhos tristes.
Uma casa portuguesa.
Quem dorme à noite comigo.
Cavalo de várias cores.
Rosie.
Receita para fazer um herói.

A introdução dada pelo autor da (Casa Misteriosa) como diz: ─ no meio de um frondoso parque entre as povoações de Janeiro de Cima e Janeiro de Baixo, no Inverno de 1885, embora um romance de pura ficção. Enaltece as Terras do Xisto./...

Diamantino Gonçalves - Terras do Xisto , "Apontamentos de Viajante"

segunda-feira, 18 de julho de 2011

sábado, 16 de julho de 2011

CMA em Cuacos de Yuste


A caminho do Mosteiro de Yuste, temos do lado direito da estrada o Cemitério Militar Alemão (CMA)


sexta-feira, 15 de julho de 2011

acerca das origens de CB

Capela de S. Martinho.
Vértice Geodésico em forma de pirâmide.
Cúpula da Capela.
"A cerca de 3 quilómetros da cidade de Castelo Branco, num local de aprazível beleza natural, ergue-se um imponente morro de formação quartezítica, com densa vegetação endógena. Do cabeço, avista-se em seu redor toda a planície do Vale do Tejo e, do lado poente, ergue-se a cidade de Castelo Branco. Reza a lenda que as origens de Castelo Branco "jazem" soterradas naquele local.
Continua Aqui

quinta-feira, 14 de julho de 2011

A ponte do "Penteado"


Ponte sobre o Ocreza, no sítio das Queirozes.



Nota:
Consultar os Cadernos de Património Cultural da Beira Baixa (Salgueiro do Campo)
"Aspectos da sua terra, da sua história e das suas gentes"
Rafael Agostinho
Edição da Câmara Municipal de Castelo Branco, 2003

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Uma porta de elevador


Uma porta é geralmente entendida como uma abertura em um elemento de vedação arquitectónica, como uma parede, permitindo a passagem de pessoas de um ambiente para outro.

Ao fundo a "porta do elevador".
Quelha de acesso à "porta do elevador" na Quinta do Bosque.

terça-feira, 12 de julho de 2011

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Civilização e cultura no Códice

Dice el Arzobispado de Santiago que esta próxima semana puede saberse algo del Códice Calixtino. ¿Quiere decir que hay pistas? ¿Un robo por encargo? ¿Un ‘secuestro’, y ya se ha pedido un fuerte suma de rescate? Esperemos que el valioso manuscrito se recupere y que no haya sufrido desperfectos ni mermas. Continua AQUI

domingo, 10 de julho de 2011

"Pensamentos impuros"

Hay situaciones que el ser humano no puede soportar, y una de ellas es no poder tener lo que desea. Es algo que provoca desesperación, obsesión, y en algunos casos, principio de locura. Y, por si fuera poco, suelen ser personas bastante incomprendidas. Si a todo eso le añadimos que se trata de un deseo sexual, la cosa se dispara. Continua AQUI


sábado, 9 de julho de 2011

"Códice Calixtino"


Manuel Moleiro es especialista en réplicas de códices. Ha visitado por trabajo las principales instituciones mundiales que guardan libros antiguos (decenas de bibliotecas nacionales, fundaciones y museos de prestigio como el British o el Metropolitan de Nueva York) y cree que en ellas no se habría podido perder un códice de la importancia del Calixtino, cuya desaparición el pasado martes en la catedral de Santiago de Compostela investiga la Brigada de Patrimonio Histórico de la Policía Nacional.
20minutos.es

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Os "novos valores & educação"...

Quino, desiludido com o século...

Quino, o cartunista argentino autor da Mafalda, desiludido com o rumo deste século no que diz respeito a valores e educação, deixou impresso no cartoom o seu sentimento:

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A genialidade do artista faz uma das melhores críticas sobre a criação de filhos (e educação) nos tempos actuais.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

JC


Freguesia situada junto ao rio Zêzere, Janeiro de Cima dista 45 quilómetros da sede do concelho. Está localizada num dos extremos do município e confina com o concelho de Pampilhosa da Serra. Ocupa uma área de 11,92 quilómetros quadrados.
Há alguns anos, no “Boletim Municipal” do Fundão, lia-se sobre Janeiro de Cima: “Inserida na zona do Pinhal e banhada pelo rio Zêzere, é uma pequena e bonita povoação de difícil acesso, cujo principal encanto reside na permanência de um cariz primitivo de grande interesse e na paisagem que proporciona a quem dela se aproxima. Rodeada de cabeços nus e de alguns penhascos, torna-se difícil distinguir as serras propriamente ditas de entre uma grande profusão de colinas, lombas, barrancos, cabeços e valeiros, numa estranha sucessão de curvas suaves e graciosas, onde o rio e a montanha se unem”.
União foi o que existiu durante séculos entre Janeiro de Cima e Janeiro de Baixo, freguesia pertencente ao vizinho concelho de Pampilhosa da Serra. Estas duas freguesias andaram ligadas durante muito tempo e ambas fizeram parte integrante do mesmo concelho até aos meados do século XIX. A mais antiga é Janeiro de Baixo, que já existia ao tempo do arrolamento paroquial de 1320, aparecendo a sua igreja taxada em 80 libras. Esta freguesia viria a tornar-se um importante centro religioso de uma extensa área de aquém e além Zêzere, do qual por desagregações sucessivas se constituíram as freguesias de Janeiro de Cima, Bogas de Baixo e Orvalho.
Janeiro de Cima foi um curato anexo à vigairaria de Janeiro de Baixo e da apresentação do vigário. O cura, como o próprio escrevia nas “Memórias Paroquiais” de 1758, tinha “de renda todos os anos vinte e sete alqueires de pão, metade centeio e metade trigo, quinze almudes de vinho, dois alqueires de azeite, nove mil réis em dinheiro e o pé de altar”. A freguesia não tinha donatários, sendo da coroa, e fazia parte da comenda de S. Domingos de Janeiro de Baixo e Santa Maria da Covilhã.
Sobre a sua igreja, relatava o Pe. José Pereira: “tem quatro altares: o da capela-mor, aonde está colocada a Senhora da Assunção, e Santa Rita e o Santíssimo Sacramento; e os outros três é um do santo Cristo, outro de Santo Amaro, outro da Senhora do Rosário. E não tem mais do que a Irmandade das benditas Almas”. E continuava: Tem uma ermida do Divino Espírito Santo longe do dito lugar cinco ou seis tiros de uma bala, e pertence ao mesmo povo. Não acode a ela romagem em tempo algum do ano, só o mesmo povo costuma todos os anos em domingos desde a Páscoa e até ao dia do mesmo Espírito Santo fazer-lhe sua festa cantada a leigal, e no mesmo dia do Espírito Santo dar um bodo a quem se acha presente, que vem a ser dois bolos, quatro copos de vinho, dois covilhetes de tremoços”.
Notáveis são as diversas informações que fornece sobre o “rio desta terra”. A começar pelo nome do mesmo, que faz derivar de Júlio César, por este general romano “ter habitado” ou acampado nalgum ponto estratégico do rio. Também “é certo que em algum tempo se tirou ouro ou outros metais de suas areias e voltas deste rio, e a razão é por ainda se conhecerem as levadas que vêm do mesmo rio por penhas e terras fragosas mais de duas léguas e estarem muitos sítios cavados e demolidos, as quais minas dizem alguns que foram feitas pelos mouros, outros dizem que pelos romanos, e ainda no tempo presente costumam algumas pessoas tirar fagulhas de ouro do mesmo rio, digo, de suas areias”.
Janeiro de Cima tem nos últimos tempos exercido uma grande atracção turística. Um dos principais pólos de interesse é a sua arquitectura típica com ruas muito estreitas, calcetadas com pedras do rio. Conservam-se ainda muitas casas de pedra nua, sem reboco.
O outro forte atractivo desta terra gira em torno de velhas tradições que vai mantendo, especialmente as relacionadas com a preparação do linho. Tradição multissecular destas gentes, a cultura do linho encontra-se novamente bem viva, depois de um longo período de adormecimento. Assim, o linho voltou a ser amaçado, tascado, assedado, estripado, fiado, dobado, corado, enovelado, pesado, urdido e tecido para dar origem a lindíssimas colchas e outras peças de linho. Mas, muito mais há para descobrir por parte de quem se deslocar a Janeiro de Cima e, como alguém disse, puder “aproveitar, enquanto é tempo, os arquivos vivos, autênticos e fidedignos, depositários deste tesouro simples e rústico, natural e verdadeiro, profundo e surpreendente que é a nossa aldeia entre o pinhal e o rio”. Uma aldeia onde ainda há pouco os moradores usavam “barca de passagem” para atravessar o rio. Uma aldeia onde, a cada passo, deparamos com saudações como “Bom dia, Deus te guarde” e “A paz do Senhor seja contigo”.

Actividades económicas: Agricultura, apicultura, pecuária, serralharia civil, construção civil, carpintaria, mobiliário, panificação, comércio e serviços

Festas e Romarias: S. Sebastião (20 de Janeiro), Senhora da Saúde (Maio - móvel), Divino Espírito Santo (Junho - móvel), Senhora do Livramento (domingo seguinte a 15 de Agosto) e Senhora da Assunção (15 de Agosto)


Património: Igrejas matriz (nova e antiga), Capelas de N. S. do Livramento, do Divino Espírito Santo e Martir S. Sebastião,Cruzeiro e diversas Alminhas

Outros Locais: Praia fluvial natural e parque de merendas na margem do rio Zêzere, lugares do Alto da Quinta e Peixoto, Cabeço de S. Sebastião com o seu bosque e parque de merendas


Gastronomia: Maranhos, cabrito estufado, bogas, bordais, percas e trutas.

Artesanato: Tratamento e tecelagem do linho, toalhas, passadeiras, mantas, rendas e bordados regionais

Colectividades: Clube Desportivo “Tigres do Zêzere”, Assoc. do Emigrante e Rancho Folclórico Juvenil de Janeiro de Cima


Orago: N. Sra. da Assunção

(ANAFRE / em movimento pelas freguesias)
Foto http://perso.orange.fr/janeirodecima/

terça-feira, 5 de julho de 2011

"As contradições da sociedade contemporânea"

As minhas imagens procuram reflectir sobre os lugares da transformação, paisagens criadas ou modificadas pela acção do homem. Sempre dependemos da natureza para melhorar os nossos padrões de vida. No entanto colocamos em risco o equilíbrio de uma parte importante dos sistemas naturais e da nossa própria sociedade. Os actuais modos de produção e consumo determinam uma crescente e ineficiente utilização de recursos e energia. Assistimos a uma progressiva transformação e artificialização do território.

Com as imagens que crio pretendo representar as contradições da sociedade contemporânea. Modernidade e obsolescência; fascínio e medo; qualidade de vida e degradação ambiental. Assinalar o contraste e a complementaridade do natural e do artificial, “extrair” objectos do seu contexto e revelar coisas comuns escondidas pelo quotidiano, são outras das minhas pesquisas.
Procuro que o meu trabalho fotográfico seja uma extensão do que sou, das minhas preocupações e do meu modo de ver o mundo. As minhas origens e o meu trajecto de vida e profissional podem explicar em parte a atenção que dedico aos modos de utilização e transformação do território e às suas implicações ambientais e sociais.
As Minas da Panasqueira, objecto do presente trabalho, são uma das maiores áreas de extracção de volfrâmio da Europa, com cerca de 3.000 quilómetros de galerias. Durante muitos anos deram a muitas pessoas um modo de vida e a muitas outras um maior conforto, tendo chegado a empregar mais de 10.000 pessoas no período da 2ª Guerra Mundial. Tiraram também a vida a outras pessoas e degradaram uma parte do rio Zêzere. Actualmente poucos lhe dão atenção mas muitos têm beneficiado da sua existência. Uma parte das instalações estão desactivadas, mas continua por resolver o destino das enormes escombreiras.

João Margalha

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Acerca dos lugares

As minhas imagens procuram reflectir sobre os lugares da transformação, paisagens criadas ou modificadas pela acção do homem.
da Apresentação
Casas, Barroca Grande, 2004
Fotografia de João Margalha