quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Ranking escolas vs MLR

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Finalmente, a SIC começa a perceber os malefícios das medidas tomadas por MLR. A publicação dos rankings desfez todos os mitos e revelou muitas verdades que o ME queria manter escondidas.

A SIC tem vindo a dar um enorme destaque ao longo do dia ao ranking de escolas e aos efeitos negativos do estatuto do aluno.
1. No ranking da SIC, nas 30 escolas com melhores resultados, só há 8 escolas públicas.
2. Todas as escolas públicas desceram no ranking em relação ao ano passado.
3. Nenhuma escola pública do interior aparece nas 30 com melhores resultados.
As políticas educativas de MLR estão em julgamento com a publicação destes rankings. Se as medidas tomadas fossem correctas, não teríamos assistido ao decréscimo de todas as escolas públicas na lista das 30 escolas com melhores resultados. No ano passado, a escola Infanta D. Maria de Coimbra ficou entre as 10 primeiras (4º lugar). Este ano recuou para 14º. As razões estão à vista. A responsável por este descalabro tem nome: chama-se Maria de Lurdes Rodrigues. É ela que está a ser julgada bem como a sua política. O descalabro desta política e das medidas insensatas da ministra da educação tem de ter consequências. A demissão de MLR, VL e JP impõe-se. Uma nova política educativa exige-se. Uma política que valorize e dê autoridade aos professores, que os liberte da papelada e das grelhas e que lhes dê tempo para ensinar! O país pode perder-se se esta política educativa continuar. Urge que se crie um movimento nacional que junte professores, alunos e pais responsáveis. Antes que seja tarde demais!
A SIC pela voz do jornalista José Manuel Mestre ensaiou uma explicação para o decréscimo de todas as escolas públicas no ranking:
i. excesso de burocracia imposta às escolas públicas por efeito do novo modelo de avaliação de desempenho.
2. redução da motivação dos professores por efeito do agravamento das condições e horários de trabalho dos professores.
3. Ataque público aos melhores professores, obrigando muitos à reforma antecipada.
4. Defesa do facilitismo e das progressões automáticas por parte do ME.
Quanto ao novo estatuto do aluno, a SIC te vindo a passar algumas reportagens que expressam a enorme injustiça que ele introduz:
1. Crianças e jovens com tratamentos hospitalares prolongados, obrigados a faltar às aulas, recebem o mesmo tratamento que os alunos que não justificam as faltas.
2. Só os alunos que têm o estatuto de alta competição desportiva têm as faltas automaticamente justificadas e beneficiam de um regime à parte.
Os pais dos alunos que têm de receber tratamentos hospitalares, alguns no IPO, sentem-se ultrajados com o novo Estatuto do Aluno. Para essas crianças e adolescentes, serem obrigadas a fazer provas de recuperação e serem colocadas na mesma posição dos alunos absentistas constitui um facto adicional de stresse e ansiedade.

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