quarta-feira, 31 de outubro de 2007

O socialismo do partido de Sócrates

APESAR de ter apenas 50 anos de idade e de gozar de plena saúde, o socialista Vasco Franco, número dois do PS na Câmara de Lisboa durante as presidências de Jorge Sampaio e de João Soares, está já reformado.

A pensão mensal que lhe foi atribuída ascende a 3.035 euros (608 contos), um valor bastante acima do seu vencimento como vereador.

A generosidade estatal decorre da categoria com que foi aposentado - técnico superior de 1ª classe, segundo o «Diário da República» - apesar de as suas habilitações literárias se ficarem pelo antigo Curso Geral do Comércio, equivalente ao actual 9º ano de escolaridade.

A contagem do tempo de serviço de Vasco Franco é outro privilégio raro, num país que pondera elevar a idade de reforma para os 68 anos, para evitar a ruptura da Segurança Social.
O dirigente socialista entrou para os quadros do Ministério da Administração Interna em 1972, e dos 30 anos passados só ali cumpriu sete de dedicação exclusiva; três foram para o serviço militar e os restantes 20 na vereação da Câmara de Lisboa, doze dos quais a tempo inteiro. Vasco Franco diz que é tudo legal e que a lei o autoriza a contar a dobrar 10 dos 12 anos como vereador a tempo inteiro.

Triplicar o salário. Já depois de ter entregue o pedido de reforma, Vasco Franco foi convidado para administrador da Sanest, com um ordenado líquido de 4000 euros mensais (800 contos). Trata-se de uma sociedade de capitais públicos, comparticipada pelas Câmaras da Amadora, Cascais, Oeiras e Sintra e pela empresa Águas de Portugal, que gere o sistema de saneamento da Costa do Estoril. O convite partiu do reeleito presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, cuja mulher é secretária de Vasco Franco na Câmara de Lisboa. O contrato, iniciado em Abril, vigora por um período de 18 meses.

A acumulação de vencimentos foi autorizada pelo Governo mas, nos termos do acordo, o salário de administrador é reduzido em 50% - para 2000 euros - a partir de Julho, mês em que se inicia a reforma, disse ao EXPRESSO Vasco Franco.

Não se ficam, no entanto, por aqui os contributos da fazenda pública para o bolo salarial do dirigente socialista reformado. A somar aos mais de 5000 euros da reforma e do lugar de administrador, Vasco Franco recebe ainda mais 900 euros de outra reforma, por ter sido ferido em combate em Moçambique já depois do 25 de Abril (?), e cerca de 250 euros em senhas de presença pela actuação como vereador sem pelouro.

Contas feitas, o novo reformado triplicou o salário que auferia no activo, ganhando agora mais de 1200 contos limpos. Além de carro, motorista, secretária, assessores e telemóvel.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Mistura explosiva

Rupak De Chowdhuri / Reuters
Mezcla explosiva. Varios trabajadores mezclan pólvora en una fábrica de fuegos artificiales a las afueras de la ciudad india de Siliguri.

XO laptop


Nuevo retraso del ordenador de 100 dólares

Semana internacional de Cine de Valladolid


O futuro hoje

Foto: ESA
La ESA proyecta satélitescapaces de enviar un haz de datos desde 36.000 kilómetros.

Hacia el 2015 se podrá disponer de satélites de comunicaciones capaces de contener mil canales de televisión y dar cobertura a un millón de abonados de móviles e internet, según ha explicado el jefe de la División de Servicios de Telecomunicaciones de la Agencia Europea del Espacio, José María Casas, quien ha asegurado también que la tecnología española en materia aeroespacial es puntera en Europa.
Así serán los satélites del futuro

Mitsubishi Motors

Kim Kyung-Hoon/Reuters
El presidente de Mitsubishi, Osamu Masuko, junto al 'concept' eléctrico que muestra la firma automovilística en Japón: i-MIEV.

O tempo voa




Por meias palavras...

Uma criança está dentro do carro do seu pai, quando avista duas
prostitutas na rua...

- Pai, quem são aquelas senhoras?

O pai, meio
embaraçado, responde:

- Não interessa, filho... Olha, antes, para esta
loja... Já viste os brinquedos, tão lindos?

- Sim, sim, já vi. Mas...
quem são as senhoras e o que fazem ali, paradas?

- São... são... São
senhoras que vendem na rua.

- Ah, sim?! Mas, vendem o quê? - Pergunta,
admirado, o garoto.

- Vendem... vendem... Sei lá... vendem um pouco de
prazer!

O garoto começa a reflectir sobre o que o pai lhe disse, e,
quando chega a casa, abre a sua carteira com a intenção de ir comprar
um pouco de prazer. Está com sorte! Pode comprar 25 Euros de prazer!

No dia seguinte, vai ver uma prostituta e pergunta-lhe:

- Desculpe,
minha senhora, mas pode-me vender 25 Euros de prazer, por favor?

A mulher fica admirada, e, por momentos, não sabe o que dizer, mas,como
a vida está difícil, ela aceita, leva o garoto para sua casa e
prepara-lhe seis tortas de morango.

Já era tarde, quando o garoto chegou a casa.

O pai, preocupado pela demora do filho, pergunta-lhe
onde ele tinha estado. O garoto olha para o pai e diz:

- Fui ver as senhoras que nós vimos ontem, para comprar um pouco de prazer!

O pai fica amarelo!

- E... e então... como é que se passou?

- Bom, com as quatro primeiras não tive dificuldade. Com a quinta levei quase uma
hora, tive que empurrar com o dedo, mas comi-a, mesmo assim. Com a
sexta foi com muito sacrifício! No fim, estava todo lambuzado... Até
derramei creme, por todo o chão, mas fui convidado a voltar amanhã...
Posso ir?

O pai caiu de costas...

domingo, 28 de outubro de 2007

"Um educador social"

O Padre Américo pode ser considerado um “educador social que não fez formação pedagógica nem filosófica, mas que tinha uma grande capacidade intuitiva, e que desenvolve uma filosofia de acção muito própria; acarreta ideais, valores religiosos e morais, que depois vai canalizando para a prática”.

A sua obra, embora se lhe reconheça valor e impacto, não traria hoje nada de novo às pedagogias e conceitos teóricos vigentes. Mas o interesse passa por analisar a acção do educador no tempo preciso que vai dos anos 30 aos anos 50. Isto, em Portugal, porque na África lusófona actual, procura-se a integração social para superar bolsas de pobreza.

“Em Moçambique, as casa do Gaiato têm a função de ajudar as populações a integrar-se, não só pelo trabalho e pela cooperação, mas também proporcionando uma interajuda e uma solidariedade entre as pessoas. Uma padaria comunitária, por exemplo, pode produzir pão para sete ou 10 povoações”.

Por cá, há 50 e 60 anos atrás, o Padre Américo tentou desenvolver, ainda que de forma diferente, a integração. Considerava que cada paróquia se devia responsabilizar pelos seus pobres. “Isso é uma revolução no seu tempo. É por isso que digo que o Padre Américo, no seu tempo, foi um revolucionário de forma pacífica”.


Investigação - ATACAR AS CAUSAS DA POBREZA - A obra da rua
Ernesto Candeias Martins
RVJ - Arquivo

A RAZÃO DE SER PADRE
Tendência desde cedo

JOSÉ CRISANTO, PROFESSOR NA FIGUEIRA DA FOZ
Da Casa do Gaiato para a vida

PRESSUPOSTOS TEÓRICOS
O rumo de uma obra

sábado, 27 de outubro de 2007

A" localização do Paraíso" de Adão e Eva

"São muitas as interpretações que, ao longo dos séculos, a Humanidade fez do texto bíblico do Gênesis, sobre a localização do Paraíso de que Adão e Eva foram expulsos. Todas coincidem em que seria um lugar muito difícil de atingir, mas não impossível, especialmente com a ajuda divina.

Seria um lugar de agradabilíssimo e permanente clima temperado, situado no Oriente, talvez em lugar bem alto para que não fosse alcançado pelas águas do Dilúvio Universal, cercado por grande extensão de terra ou de água que dificultassem ao homem atingi-lo. Se situado em terra, dele sairiam quatro grandes rios (Fison, Gion, Heidequel e Eufrates), em direção aos pontos cardeais. Além de pássaros cantando durante o ano inteiro, árvores sempre carregadas de frutos, existiriam grandes quantidades de minérios e pedras preciosas. Os quatro rios teriam origem comum em uma grande lagoa, que seria dourada por ali se depositar o ouro carregado dos terrenos vizinhos.

Esse mito inicialmente situava o Paraíso Terrestre em algum ponto entre o centro da África e o Subcontinente Indiano, sendo o Nilo possivelmente um dos quatro famosos rios (o Gion), enquanto o Ganges (o bíblico Fison) seria a saída fluvial oriental do Paraíso - relacionando-se ainda com essa lenda os rios Tigre (que seria o bíblico rio Heidequel) e o Eufrates, que banham a Mesopotâmia.
O mito viaja para Oeste - Misturado com as epopéias gregas, com a história das colunas de Hércules (que seriam as laterais do Estreito de Gibraltar, por onde o Mediterrâneo se liga ao Atlântico) e da montanha de Atlas que sustentaria o céu, podendo ser vista de tais colunas, o Paraíso, já em forma insular, foi depois transportado para as Ilhas Canárias, não por acaso chamadas Ilhas Afortunadas, e que já seriam conhecidas desde o tempo dos primeiros navegadores fenícios que se aventuraram no Atlântico.

Essa lenda começou a ganhar forma mais definida na Irlanda, por volta do século X e perduraria por mais 600 anos, com inúmeras versões, conhecidas principalmente como Navigatio Sancti Brandani, em que São Brandão noticia a existência de uma ilha povoada de aves falantes (e lembre-se que no Paraíso todas as aves falavam, emudecendo em conseqüência do Pecado Original). A mítica Ilha de São Brandão, por ele atingida após 40 dias e noites de navegação, aparece às vezes na forma de um arquipélago, como no mapa de André Benincasa de 1467, que inclui certa ilha do Brasil ou Braçile, também referida em 1367 na carta marítima de Pizzigano, que inclui a Ysola de Braçir entre as chamadas ilhas Benaventuras. Tal ilha do Brasil, e toda a mitologia céltica de São Brandão, não teriam relação - segundo Sérgio Buarque de Holanda - com "a presença em certas ilhas atlânticas de plantas tais como a urzela ou o sangue-de-drago, que dão um produto tintorial semelhante, na cor purpurina, a outro que que, pelo menos desde o século IX, era conhecido no comércio árabe e italiano sob os nomes de brasil e verzino".

Continua o historiador: "Segundo já o mostrou decisivamente Richard Hennig, aparenta-se o topônimo antes às vozes irlandesas Hy Bressail e O'Brazil, que significariam ilha afortunada. Essa, melhor do que outras razões, poderia explicar a forma alternativa de O brasil e Obrasil que aparece em vários mapas. Até em cartas portuguesas como a de Lázaro Luís, datada de 1563, vê-se essa designação obrasil atribuída à ilha mítica. Em outra, de Fernão Vaz Dourado - existente na Biblioteca Huntington e composta, segundo parece, pelo ano de 1570 -, já se transfere, sob a forma de O Brasil, encimando as armas de Portugal (..) para a própria terra que descobriu Pedro Álvares Cabral. Aliás, antes de 1568, em mapa do mesmo autor, incluído no atlas Palmela, temos o nome hobrasill, juntamente com o do cabo de Santo Agostinho, aplicado a terras compreendidas no Brasil atual. Curioso que a nova naturalização americana do designativo não impeça que, no referido atlas, continue esse obrasill a indicar uma ilha misteriosa localizada a Sudoeste da Irlanda e representada por um pequeno círculo vermelho atravessado de uma raia branca.

"Nascido de uma inspiração religiosa ou paradisíaca, esse topônimo, se não o mito que o originou, perseguirá teimosamente os cartógrafos, revelando uma longevidade que ultrapassa a da própria Ilha de São Brandão. Com efeito, representada pela primeira vez em 1330 (ou 1325) na carta catalã de Angelino Dalorto, ainda surge mais de cinco séculos depois, em 1853, numa carta inglesa de Findlay, com o nome de High Brazil Rocks, isto é, Rochedos do Brasil ou de Obrasil, tal como nos mapas medievais e quinhentistas", cita ainda Sérgio Buarque.

O autor de Visão do Paraíso comenta, em outro ponto dessa obra, que "não há motivos para se pôr em dúvida que fenícios e cartagineses tivessem efetivamente alcançado alguma parte das Canárias atuais e do grupo da Madeira", relembrando comparações de vários pesquisadores de que a ilha citada por Aristóteles como situada para o ocidente das colunas de Hércules seria precisamente a Ilha da Madeira. Por outro lado, Richard Hennig, em sua antologia de viajantes antigos e medievais às terras desconhecidas, recolhe notícias da presença de certas matérias corantes raras nas ilhas atlânticas. A cidade de Tiro tinha célebre indústria de púrpura que possivelmente devia sua fama ao uso da urzela das ilhas Canárias.

A vinculação histórica das Canárias com as Ilhas Afortunadas tem duas outras razões: para o historiador Kiepert, o nome de Makaron Nesoi, atribuído tardiamente pelos gregos ao arquipélago, correspondia literalmente à forma latina de Insulae Fortunatae, que seria uma deturpação fonética da primitiva designação fenícia do mesmo lugar (Ilha de Macário, ou seja, de Melkert, o deus local de Tiro). Lembre-se ainda que o Melkert fenício chegou a ser identificado com Hércules, a cuja história se prende a do pomo das Hespérides, que por sua vez se relaciona com as ilhas ocidentais. Humboldt aventa a hipótese de que o pico de Tenerife (que emerge do oceano, alcançando 3.710 metros de altitude) seria o primitivo monte Atlas citado por Homero, e que em dias claros pode ser visto desde o africano Cabo Bojador, sendo apontado como a mais ocidental das colunas que - segundo mitos egípcios - suportavam a abóbada celeste."(...)

Carlos Pimentel Mendes - Histórias e Lendas de S. Vicente

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

ano 102,006

La humanidad podría dividirse en dos subespecies dentro de 100.000 años, tal como predijo H. G. Wells en su novela 'La máquina del tiempo'.
Según publica la
BBC, el teórico de la evolución de la London School of Economics, Oliver Curry, espera que se generen una clase genética dominante y una clase poco inteligente.
"La raza humana se dividirá en dos"
Altos, sanos e inteligentes contra tontos y feos Será dentro de 100.000 años.

Tour de França 2008

El Tour de Francia, la carrera más importante del calendario y al mismo tiempo la más clásica en cuanto a su concepción, comienza a plantear cambios en sus ideas de cara a la edición de 2008, presentada este jueves en París y en la que Alberto Contador defenderá su actual número 1.

Menos 'crono' y dureza en montaña en el Tour 2008

A-380

El avión más grande del mundo realiza su primer vuelo
El primer avión A-380 del consorcio europeo Airbus entregado a una línea aérea, Singapur Airlines (SIA), ha aterrizado en el aeropuerto de Sidney, casi ocho horas después de iniciar su primer vuelo comercial.

Chega o GIGANTE

Tim Wimborne / Reuters
Llega el gigante. Periodistas tomando fotos del aterrizaje del primer vuelo comercial del nuevo Airbus A380, el avión de pasajeros más grande, en el aeropuerto de Sidney.

Censura?

El subsecretario del presidente italiano Romano Prodi, Ricardo Franco Levi, ha presentado un proyecto de ley que pretende controlar todo lo que se publica en los blogs del país, tal y como recogen en Microsiervos.
Italia quiere controlar los blogs por ley

O lado obscuro das palavras

"No digas nada más hasta que no te quiten el micro"
Palabras de Gerry McCann a su mujer Rompen el silencio en una entrevista en a Antena 3.

Construções de Espanha

Ver imágenes como presentación

¿Qué maravilla arquitectónica de España te gusta más?

Art Futura

Art Futura 2007: el juego es un arte

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Uma cultura de rua

A formação de uma cultura de rua "high-tech" foi influenciada diretamente pela contra-cultura americana e pela consolidação de uma sociedade de "masse-média". Nessa conjuntura nascem os "phreaks" e, anos mais tarde, acompanhando o desenvolvimento tecnológico, os "hackers", o "cyberpunk" por excelência.Os "phreaks" surgem nos anos 60 com o objetivo de explorar as possibilidades abertas pelas redes de telefones. Eles visavam "liberar" a tecnologia do controle estatal e industrial, e injetar um pouco de criatividade no domínio da telecomunicação. O "phreaking" era a manipulação "pirata" do sistema telefônico americano Bell. O objetivo dos "preaks" é realisar "free long distance calls". A palavra "phreak" é resultado de um neologismo entre "free", "phone" e "freaks".O "phreak" dos anos 60 manipulava tonalidades "multi-frequência" do sistema Bell. A reprodução dessas tonalidades musicais, através de equipamentos caseiros e improvisados inventados por estudantes (as "Blue Box's"), permitiam aos "phreaks" estabelecer ligações telefônicas gratuitas e "passear" pelas redes de comunicação mundial. Começa aqui o que seria depois ampliado pelos "hackers", as "viagens" pelo novo universo de dados e pelas redes de comunicação.O "phreaking" se tornou publico em 1971, através de um artigo de Ron Rosenbaum na revista inglesa "Esquire" que revelava os "Secrets of the Little Blue Box". Nesse mesmo ano é formado o "Youth International Party Line", o primeiro jornal underground dos "phreaks". "Phreaks" como Mark Bernay, Joe Engressia e John Draper, são os pais da cultura "cyberpunk" (17).A passagem do "phreaking" ao "hacking" era então uma questão de tempo e de desenvolvimento technológico. Os "hackers" serão assim os "phreaks" dos computadores, e vão ajudar a consolidar esse espécie de "contra-cultura tecnológica". Numa cultura informatizada, a consequência natural do "phreak" é o "hacker" (em português cortar, entalhar, bisbilhotar), o "cyberpunk", o pirata romântico, aventureiro e "bricoleur" do universo tecnológico. No entanto, os "phreaks" existem até hoje acompanhando os desenvolvimentos tecnológicos dos telefones. O "phreaking" por telefones celulares já é uma prática (18). Hoje o "phreaking" e o "hacking" são duas faces da mesma moeda.Os primeiros "hackers" foram os "viciados" em computadores que trabalhavam no M.I.T.. Eles desenvolviam, para se divertir, os primeiros jogos eletrônicos e experimentavam as primeiras "viagens" pelas redes de informação. Mais tarde, os estudantes americanos começam a fazer parte dessa nova "tribo", onde era prática corrente entre eles deixar um "vírus" ou uma "bomba lógica" no sistema informático da universidade após o doutoramento. Com a banalização da micro-informática, são os adolescentes que vão se servir e ampliar as potencialidades da máquina. Eles serão os "hackers", os jovens "ingênuos" e "desinteressados" que vão subverter as regras do universo informático (penetrar sistemas informáticos, copiar programas, produzir vírus, etc).A fundação do "Chaos Computer Club" (CCC) em 1981 em Hamburgo na Alemanha, é a expressão mais fiel desse primeiro momento dos "hackers". No programa de base do CCC nós podíamos ler: "nós reclamamos o reconhecimento de um novo direito dos homens, o direito à uma comunicação livre, sem entraves e sem controle, através do mundo inteiro, entre todos os homens sem excessão..." (19). Eles se colocam como "piratas éticos", se opondo ao vândalo e criminoso. Um "hacker" não visa roubar, destruir ou espionar os dados dos outros, ele procura simplismente "admirar" e se apropriar do "cyberspace" (20).As grandes linhas da "ética do pirata" são: o acesso ao computador e a tudo o que mostra o funcionamento desse mundo deve ser sem limite; toda informação deve ser livre e sem controle; deve-se julgar um pirata depois de seus atos e não pelo seu aspecto exterior, idade, sexo, raça ou posição social; o computador deve permitir a criação estética e artística; não semeie a destruição dos dados alheios.O romantismo e a boa intenção acabam aí. Embora existam o que podemos chamar de "hackers éticos", a prática do "hacking criminoso" (destruição de informações, espionagem internacional, vírus destrutivos, manipulação de cartões de crédito e códigos de acesso confidenciais, etc) é hoje uma realidade e vários países atualizam sua legislação para impedir toda espécie de "hacking" (21).O "hacker-cyberpunk" encarna assim uma transfiguração, o mito do "puer aeternus" (22). Ele é uma figura meio angelical, meio demoníaca. Ele é jovem, puro, ingênuo, brincalhão, inocente e, ao mesmo tempo, vândalo, pirata, bisbilhoteiro, perigoso, viciado. Ele vive em função de um objeto (o computador), ligado à materialidade, sem deixar de ser um "cowboy" (23), um aventureiro, um herói "high-tech" circulando num espaço de "informação pura". O "hacker" passa em média 10 horas por dia na "materialidade metafísica" do computador "desligado" do mundo.Ele é o oposto do que foi a figura máxima do reino tecnológico moderno, o especialista. Esse buscava o conhecimento total do particular, enquanto o outro busca se virar na pluralidade dos eventos banais do quotidiano. O "hacker" quer o prazer presente e improvisado, o seu domínio não está no particular mas na generalidade. O status daquele que domina a técnica passa então do especialista ao "hacker", esse mais próximo do arquétipo do "bricoleur".O "radical" tecnológico dos nossos dias não é, como se poderia pensar há alguns anos, um cientista objetivo, frio, asséptico e racional. Ele é um adolescente aventureiro e romântico, "sujo", ligado religiosamente a sua pequena tribo, a algumas drogas e a tudo que é novidade no mundo da técnica. O "cyberpunk" é, podemos dizer, um sujeito de transmutação e do "re-encantamento" da tecnologia.
Facom

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Escondida

ALI JAREKJI / Reuters
Escondida. Una doctora ataviada con un nicáb escucha una conferencia de prensa de la primera dama estadounidense, Laura Bush, en un centro de tratamiento de cáncer de Riad.

Entrevista




Los padres de Madeleine rompen mañana (00.30 h) su silencio en Antena 3 en una entrevista exclusiva realizada por Roberto Arce para el programa de actualidad y debate 360 Grados .

As "Cartas" de Aznar

El ex presidente lanza su último libro, 'Cartas a un joven español', en el que responde a supuestas cartas en las que expone todo su testamento político: cómo vivió su paso por la Moncloa, su llegada, las elecciones perdidas o la transformación económica del país. Del mismo modo, analiza algunas de las cuestiones más polémicas de la política exterior: la amenaza del islamismo radical, Oriente Medio o la relación con otros gobiernos

Milla Jovovich

A punto de estrenar la última entrega de la saga de Resident Evil (“Resident Evil 3: Extintion”), Mila Jovovich afirma en la revista DT que este papel está hecho casi expresamente para ella:“Soy una guerrera: amo las artes marciales. Me encanta sentirme poderosa físicamente, siempre lista para la batalla… Creo que proviene de los bárbaros, y está incrustado en mi ADN”. Milla Jovovich es atrevida por instinto. Y sensual, ardiente, valiente, seductora… una cara angelical en un cuerpo de tentadora guerrera. Por todo ello, la revista DT ha querido que esta belleza ucraniana sea su provocativa portada del número de noviembre.
Mila Jovovich, más sensual que nunca

Peças únicas

Diego Crespo
El monoplaza de Renault con el que Alonso venció a todos.

Como "morreu" Tutankamón


Los científicos parecen haber resuelto el misterio sobre la muerte de Tutankamón y creen que el joven faraón, que reinó entre 1333 y 1324 antes de Cristo, perdió la vida al caer de una carroza mientras cazaba en el desierto.
Desvelan cómo murió Tutankamón

"o alter ego de Roth"

Embora seja um ato extremamente reducionista tentar definir a obra de um autor através de poucas palavras (como se ele cometesse, invariavelmente, versões de mesmas intenções em toda a sua obra), se não é definidora, ao menos serve como auxílio para compreender um tanto sobre os romances de Roth as três palavras que o romancista John Updike utilizou sobre seu trabalho: literatura, ereção e Israel. Auxilia por que dá conta das discussões sobre literatura que estão sempre norteando os personagens-narradores (em especial o alter ego de Roth, Nathan Zuckermann), escritores, professores, grandes leitores, e suas preocupações ou obsessões de ordem sexual, e, lógico, a mais identificadora característica de Philip Roth, as discussões sobre judaísmo em que seus personagens estão sempre envolvidos – que tanto podem assumir características de auto-ironia, como pode passar por zombaria dos costumes e tradições israelitas (recebendo até mesmo acusações de fomentação de preconceito contra o povo judeu) como pode comportar quase ensaios sobre judaísmo e Israel, tão complexos que provavelmente só um estudioso do assunto poderia elaborar sínteses que possam ir além da superfície e do risco de se enganar sobre as reais intenções de Roth. Um exemplo notório desta última forma da questão do judaísmo se sobressair no texto de Philip Roth é o romance de 1993, Operação Shylock, um delírio ensandecido em que o próprio Roth é narrador mas também personagem, envolvido com um trapaceiro que se faz passar por Philip Roth em Israel e prega a Nova Diáspora como única saída para o impasse do Oriente Médio. Se é uma discussão séria ou piada nonsense de Roth, isto é algo que seu sarcasmo e humor corrosivo não tem nenhuma preocupação de nos tornar claro. O que importa é o grande achado literário que acabou sendo para a sua carreira seu constante tom entre humorístico e amargurado e a falta de auto-piedade judaica que, ainda que traga emanações por vezes violentas, capazes de evocar para alguns um ressentimento beirando o preconceito, na verdade se traduz somente como um reflexo inteligente deste grande autor sempre em contínua auto-avaliação.

Alessandro Garcia - Philip Roth: afrontando a América.
Uma análise de “Lição de Anatomia”
bestiario - revista de contos

NOVA YORK. Philip Roth, um dos maiores escritores americanos vivos, acha que a literatura está morrendo. “Não por falta de bons escritores, o público é que morreu”, diz, com jeito de quem não tem a menor dúvida sobre o futuro pouco brilhante dos livros no mundo tecnológico contemporâneo. Depois de ganhar todos os prêmios literários americanos, ele acaba de ser “canonizado” com a publicação de seus livros na coletânea de clássicos Library of America, uma honraria reservada geralmente aos monstros sagrados que já morreram há muito tempo, como Faulkner ou Melville. O que ele acha disso? “Melhor do que ser atropelado por um caminhão, não?”, responde, com a ironia sombria, típica dos personagens de seus livros. O homem não cede um milímetro às mundanidades da vida: mora sozinho num sítio em Connecticut, diz que não dialoga com nenhum dos escritores contemporâneos desde que Saul Bellow, seu grande amigo e inspirador, morreu há cinco meses. Quando virou uma celebridade, nos idos de 1968, ao lançar “O Complexo de Portnoy”, passou a viver só na comunidade tcheca em Manhattan — uma maneira de se exilar em sua própria cidade — e depois foi viver no exterior. Dá pouquíssimas entrevistas e é ele quem liga na hora marcada para evitar que seu número de telefone fique circulando entre jornalistas. É gentil, mas não cai em nenhuma armadilha de marketing, como a tentativa dos críticos que querem ver no seu livro mais recente, “Complô contra a América” (lançado no Brasil pela Companhia das Letras) uma metáfora do governo Bush. Já disse que acha o presidente americano incapaz de cuidar da loja da esquina, mas não crê que cabe ao escritor o papel de fazer crítica política. “Não sou profeta, não sou sociólogo, não sou analista político, sou apenas um modesto escritor. Meu trabalho é escrever da melhor maneira possível”, diz ele."
Apenas um modesto escritor", entrevista cedida ao jornal O Globo

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Existe um mundo e tem nomes

Existe un mundo donde todo se aprovecha: los dinteles de las puertas y de las ventanas son de castaño, las losas de pizarra están en los aleros, encima de las tejas y en los umbrales.

De los sotos se cogen las castañas y la sopa de castaña es famosa todavía hoy en día. La cabra se come cuando es vieja, macerada con vino tinto que la vuelve tierna y da sabor a la “chanfana”. De las pequeñas huertas salen los grelos frescos que, mezclados con la ”broa” (pan de maíz) y el aceite, se convierten en unas deliciosas migas. De los brezos, y con muchas abejas, todavía hoy, se obtiene una excelente miel.

Ese mundo tiene nombres: Aigra Nova, Aigra Velha, Comareira, Pena, Cerdeira, Talasnal, Candal, Casal Novo, Gondramaz, Benfeita, Fajão, Janeiro de Cima, Água Formosa, Álvaro, Sarzedas, Pedrogão Pequeno, Foz do Cobrão.

Fajão
Casi todas las casas han sido recuperadas y se siente una nueva vida.Los detalles de la recuperación son excelentes: las aldabas, las cajas que esconden los contadores. Los rincones donde se guarda la leña para el invierno, la iluminación pública muy cuidada; los pequeños espacios comunitarios se han revalorizado y, hasta el espacio donde se quemará el “madero” en Navidad tiene su sitio: en la plaza de la gran y blanca iglesia.

Érase una vez en Comareira
Es la deliciosa historia de Dª Adelaide que riega su pequeña huerta con vistas.... hacia la majestuosa Sierra de Lousã. Dª Adelaide tiene 77 años y vio a su muy pequeña Comareira ganar la dignidad que la histórica escasez le debía. Mas arriba de Comareira, un amplio “mirador” con el mayor de los bienes: la perfección de un mundo que todavía no logramos entender.

El mundo de las piedras
Ya de por si es fascinante: ¿cuántos elementos se unen para hacer una piedra? Pero para hacer un muro de piedras de pizarra, o una pared, o una casa es necesario arte. Fue lo que volvieron a aprender 14 personas dispuestas a trabajar la pizarra con maestría. Hay que verla en paredes, en viejas casas que, con arte y sabiduría, han quedado como nuevas.

La Tienda de los Talasniscos
En Talasnal. Una casita ejemplarmente recuperada donde se toma café, se prueban Talasniscos y, se habla, se descubre el encanto de pequeños lugares.

La Casa de las Tejedoras
Está en Janeiro de Cima, y si los sueños se tejen con hilos, la casa fue “tejida” con pizarra y guijarros. Fuera hay un gran telar. Es una escultura absolutamente fabulosa que marca el contraste entre la tradición y la modernidad. Porque la Casa de las Tejedoras es un gran puente hacia el futuro.

Comprar Sueños
Es lo que tejen las mujeres de la Casa de las Tejedoras en Janeiro de Cima. Tejen telas de muchos colores porque creen en el futuro. Merece la pena no desilusionarlas.

Miel, Madroño, Pan, “Talasnicos”, Cabrito de “Ti Lena”
Cosas buenísimas que se compran y merecen la pena.La miel tiene denominación de origen protegida. Del madroño se hace un aguardiente estupendo pero también se confeccionan mermeladas y, antes de todo esto, da unos apetitosos frutos rojos que salpican el paisaje. El pan está hecho por muchas manos sabias, incluyendo las de Mario, en Talasnal.


hoy digital

"Nem um nem outro"

SEBASTIAO MOREIRA / EFE
Ni uno ni otro. El piloto español Fernando Alonso se encuentra con su compañero de equipo Lewis Hamilton al término del Gran Premio de Brasil de Fórmula 1 en Interlagos, en el que se coronó campeón Kimi Raikkonen.

domingo, 21 de outubro de 2007

Gramática

Redacção feita por uma aluna de Letras, que obteve a vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa.

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.
Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.
Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.
Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.
Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.
Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisto a porta abriu-se repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.
Que loucura, meu Deus!
Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que, as condições eram estas:
Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.


Fernanda Braga da Cruz

sábado, 20 de outubro de 2007

Dia de Aniversário


Uma foto do Trabalho - SENSORSCAPES (2007)


João Margalha no You Tube

http://www.youtube.com/watch?v=nF2f8HO7FDA

João Margalha


Uma foto do Trabalho - Pólo De Inovação (2006)

"Sempre dependemos da natureza para melhorar os nossos padrões de vida. No entanto colocamos em risco o equilíbrio de uma parte importante dos sistemas naturais e da nossa própria sociedade. Os actuais modos de produção e consumo determinam uma crescente e ineficiente utilização de recursos e energia. Assistimos a uma progressiva transformação e artificialização do território."

da Apresentação
João Margalha - Fotografia

Casas de Janeiro de Cima


O xisto e a pedra rolada.

Fim-de-semana


Freguesia situada junto ao rio Zêzere, Janeiro de Cima dista 45 quilómetros da sede do concelho. Está localizada num dos extremos do município e confina com o concelho de Pampilhosa da Serra. Ocupa uma área de 11,92 quilómetros quadrados.
Há alguns anos, no “Boletim Municipal” do Fundão, lia-se sobre Janeiro de Cima:
“Inserida na zona do Pinhal e banhada pelo rio Zêzere, é uma pequena e bonita povoação de difícil acesso, cujo principal encanto reside na permanência de um cariz primitivo de grande interesse e na paisagem que proporciona a quem dela se aproxima. Rodeada de cabeços nus e de alguns penhascos, torna-se difícil distinguir as serras propriamente ditas de entre uma grande profusão de colinas, lombas, barrancos, cabeços e valeiros, numa estranha sucessão de curvas suaves e graciosas, onde o rio e a montanha se unem”.

União foi o que existiu durante séculos entre Janeiro de Cima e Janeiro de Baixo, freguesia pertencente ao vizinho concelho de Pampilhosa da Serra. Estas duas freguesias andaram ligadas durante muito tempo e ambas fizeram parte integrante do mesmo concelho até aos meados do século XIX. A mais antiga é Janeiro de Baixo, que já existia ao tempo do arrolamento paroquial de 1320, aparecendo a sua igreja taxada em 80 libras. Esta freguesia viria a tornar-se um importante centro religioso de uma extensa área de aquém e além Zêzere, do qual por desagregações sucessivas se constituíram as freguesias de Janeiro de Cima, Bogas de Baixo e Orvalho.

Janeiro de Cima foi um curato anexo à vigairaria de Janeiro de Baixo e da apresentação do vigário. O cura, como o próprio escrevia nas “Memórias Paroquiais” de 1758, tinha “de renda todos os anos vinte e sete alqueires de pão, metade centeio e metade trigo, quinze almudes de vinho, dois alqueires de azeite, nove mil réis em dinheiro e o pé de altar”. A freguesia não tinha donatários, sendo da coroa, e fazia parte da comenda de S. Domingos de Janeiro de Baixo e Santa Maria da Covilhã.

Sobre a sua igreja, relatava o Pe. José Pereira: “tem quatro altares: o da capela-mor, aonde está colocada a Senhora da Assunção, e Santa Rita e o Santíssimo Sacramento; e os outros três é um do santo Cristo, outro de Santo Amaro, outro da Senhora do Rosário. E não tem mais do que a Irmandade das benditas Almas”. E continuava: Tem uma ermida do Divino Espírito Santo longe do dito lugar cinco ou seis tiros de uma bala, e pertence ao mesmo povo. Não acode a ela romagem em tempo algum do ano, só o mesmo povo costuma todos os anos em domingos desde a Páscoa e até ao dia do mesmo Espírito Santo fazer-lhe sua festa cantada a leigal, e no mesmo dia do Espírito Santo dar um bodo a quem se acha presente, que vem a ser dois bolos, quatro copos de vinho, dois covilhetes de tremoços”.

Notáveis são as diversas informações que fornece sobre o “rio desta terra”. A começar pelo nome do mesmo, que faz derivar de Júlio César, por este general romano “ter habitado” ou acampado nalgum ponto estratégico do rio. Também “é certo que em algum tempo se tirou ouro ou outros metais de suas areias e voltas deste rio, e a razão é por ainda se conhecerem as levadas que vêm do mesmo rio por penhas e terras fragosas mais de duas léguas e estarem muitos sítios cavados e demolidos, as quais minas dizem alguns que foram feitas pelos mouros, outros dizem que pelos romanos, e ainda no tempo presente costumam algumas pessoas tirar fagulhas de ouro do mesmo rio, digo, de suas areias”.

Janeiro de Cima tem nos últimos tempos exercido uma grande atracção turística.

Um dos principais pólos de interesse é a sua arquitectura típica com ruas muito estreitas, calcetadas com pedras do rio. Conservam-se ainda muitas casas de pedra nua, sem reboco.
O outro forte atractivo desta terra gira em torno de velhas tradições que vai mantendo, especialmente as relacionadas com a preparação do linho. Tradição multissecular destas gentes, a cultura do linho encontra-se novamente bem viva, depois de um longo período de adormecimento. Assim, o linho voltou a ser amaçado, tascado, assedado, estripado, fiado, dobado, corado, enovelado, pesado, urdido e tecido para dar origem a lindíssimas colchas e outras peças de linho.

Mas, muito mais há para descobrir por parte de quem se deslocar a Janeiro de Cima e, como alguém disse, puder “aproveitar, enquanto é tempo, os arquivos vivos, autênticos e fidedignos, depositários deste tesouro simples e rústico, natural e verdadeiro, profundo e surpreendente que é a nossa aldeia entre o pinhal e o rio”.

Uma aldeia onde ainda há pouco os moradores usavam “barca de passagem” para atravessar o rio.
Uma aldeia onde, a cada passo, deparamos com saudações como “Bom dia, Deus te guarde” e “A paz do Senhor seja contigo”.

Filmes

Adoro Cinema Brasileiro

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

GP Brasil - Interlagos


GP do Brasil

Bruno Domingos / Reuters
Una de las imágenes curiosas. En Ferrari llevan pegado el dibujo del circuito dentro del mismo monoplaza. Para que no se olvide nada.

Benazir Bhutto após o atentado

Foto: Fareed Khan / AP PHOTO
Benazir Bhutto es sacada de un autobús blindado momentos después de las dos explosiones.

"Sé exactamente quien quiere matarme. Son los dignatarios del antiguo régimen del general Zia-ul-Haq que están detrás del extremismo y el fanatismo", aseguró Bhutto en una entrevista durante la pasada noche a un enviado especial de la revista francesa Paris-Match.

"Sé exactamente quienes son los que quieren matarme"

Atentado

Athar Hussain / Reuters
Un coche arde en el lugar del atentado contra la ex primera ministra paquistaní Benazir Bhutto.

Atentado en Pakistán.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Outono

F. J. CITORES
"Un pueblo precioso: Candelario (Salamanca)".

Encontro

Jon Nazca / Reuters
Encuentro. Una mujer mira la escultura El Pensador, de Auguste Rodin, en la calle Larios de Málaga. Varias piezas del escultor francés, procedentes del Musée Rodin de París, estarán expuestas al aire libre hasta el 12 de diciembre en esa calle malagueña.

Benazir Bhutto

Foto: PETR JOSEK / REUTERS
Benazir Bhutto recibida por miles de personas a su regreso a Pakistán.

Não te esqueças de mim

Gerry McCann lo ha aclarado en su blog: "Ni Kate ni yo aceptamos la probabilidad de que esté muerta. Sabemos que es una posibilidad. Sin embargo el hecho de que no haya pruebas de que Madeleine haya sufrido daños graves nos permite mantener la esperanza de encontrarla viva".

Los McCann vuelven a la carga: lanzan una campaña en 29 idiomas

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

O estado das coisas

Espante-se, indigne-se e passe a informação:

Em Portugal, a interrupção voluntária da gravidez dá direito a 30 dias de Licença com 100%* do ordenado !
Mas uma mulher que esteja grávida e que se veja forçada a ficar de baixa antes do parto, sem este ser de risco, recebe um subsídio de 65%* do seu ordenado ; e uma mãe que tenha de assistir na doença um seu filho menor recebe apenas 65%* do seu ordenado ...

Há coisas fantásticas, não há?

A Gendarmenmarkt

Hannibal Hanschke / Reuters
La Gendarmenmarkt berlinesa.

Os riscos da internet

La creencia de que una mayor preparación de los menores es eficaz para evitar los riesgos de internet no cuenta con el aval de los datos, ha señalado hoy Sonia Livingstone, investigadora y experta internacional en nuevas tecnologías en niños y jóvenes, en el congreso La televisión y la infancia, organizado por el Instituto de Estudios de la Democracia y la Universidad CEU San Pablo.
¡Mucho cuidado! Los niños hacen lo que quieren en internet

Galáxia do Triângulo

Foto: NASA
En el espiral de la Galaxia del Triángulo han localizado los astrónomos este agujero negro gigante.

Antártida

El Reino Unido se dispone a reclamar sus derechos soberanos sobre más de un millón de kilómetros cuadrados en la Antártida, informa el diario The Guardian.

Probabilidade

El portavoz de la familia, Clarence Mitchell, ha asegurado que "Kate y Gerry son lo suficientemente realistas para saber que el hecho de que ella (Madeleine) esté muerta es una posibilidad" si bien ha añadido que "no han abandonado la esperanza de que esté viva", según informa Sky News.

O Capitão

Foto: AP Photo/Marvel Comics
El Capitán América agoniza a las puertas de un Tribunal tras ser abatido por un francotirador.
La resurrección del Capitán América

Essencial


Os "avatares" de três mães

"Tierra" es un viaje que sigue el rastro del Sol, desde el Polo Norte hasta la Antártida, y que narra principalmente los avatares de tres madres y sus crías: una familia de osos polares en el Ártico, una elefanta y su cachorro en el desierto de Kalahari, y una ballena jorobada y su cría de cinco meses.
'Tierra', una película de "dimensiones épicas"

terça-feira, 16 de outubro de 2007

"Save the Children"

Los desastres naturales afectarán a 175 millones de niños al año en 2010
Datos de un informe elaborado por la ONG 'Save the Children'.

A pessoa mais velha do mundo

El censo del Instituto Nacional del Seguro Social (INSS) de Brasil ratificó este lunes la edad de María Olivia da Silva, una anciana de 127 años, que desde 2004 busca ser homologada con la persona "más vieja del mundo", según informa la Rede Globo.
A sus 127 años es la más vieja del mundo

Futalognkosaurus dukei


Academia Brasileira de Ciencias / Reuters
El jefe de los dinosaurios. Ilustración de cómo sería el dinosaurio Futalognkosaurus dukei, cuyos restos fósiles han sido encontrados por paleontólogos brasileños y argentinos en la Patagonia. Se trata de una especie, hasta ahora desconocida, de dinosaurio herbívoro, y está entre los tres más grandes. Su nombre científico significa el jefe gigante de los saurios.
Las 21 mejores fotos del día

Cartografia virtual

Foto: AGENCIAS
Investigadores de la Universidad Bar Ilan de Israel han representado así las interconexiones de los nodos más importantes de la Red.

La creación de mapas que definan el terreno por el que uno se mueve es tarea común de todos los conquistadores y descubridores de un nuevo mundo. El universo online no es una excepción. Desde la creación de la Red, los cartógrafos de este universo virtual y en constante movimiento intentan retratar con sus mapas la circulación del los datos, el número de conexiones o la actividad de determinados servicios.

Cartografiando el cambiante universo virtual

Fracassos tecnológicos

La historia de los avances tecnológicos ha estado plagada de inventos adelantados a su tiempo, ideas mal planteadas, errores de marketing...
Hemos seleccionado los 10 mayores batacazos.
Vota por el que crees que ha saido el mayor fracaso.

Geo do Senhor dos anéis

La geografía de 'El señor de los anillos', a lo Google Maps

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Paisagem com munições


Finbarr O'Reilly / Reuters
Paisaje con bala. Cananas colgadas en un puesto militar en Panjwaii, Afganistán.

Fernando

Flavio Briatore, director de la escudería Renault, confía en una recuperación de su equipo en 2008 e insiste en que estaría encantado de volver a tener al piloto español Fernando Alonso, actualmente en McLaren, "si no tuviera contrato con otro equipo".
Briatore sería "feliz" fichando a Alonso

"Action Day"

Foto: 20MINUTOS.ES
Los bloggers se lanzan a denfender el planeta.

"Si Al Gore puede ganar un premio Nobel por defender el medio ambiente, ¿por qué no te lo van a dar a ti también?". Es la fórmula que utiliza Mashable para animar a los internautas de todo el mundo a participar en el Blog Action Day, una iniciativa a la que se han unido miles de internautas que hoy hablarán en sus blogs sobre cómo cuidar la salud del planeta.

Miles de 'bloggers' se unen por el medio ambiente

Acrópole de Atenas

Las estatuas de la Acrópolis se mudan ElPaís

Atenas ha iniciado el primer traslado de más de 300 piezas principales del templo del Partenón y de otros monumentos simbólicos de la civilización griega hacia el nuevo Museo de la Acrópolis. elmundo.es


Grecia inicia el traslado del friso del Partenón a un museo y pide la devolución de las piezas de Londres elPeriódico





O Mundo Helénico

NotaPositiva

O "talento" de Afonso

El doble campeón del mundo de automovilismo (1972 y 74), el brasileño Emerson Fittipaldi (Efe).

Se alegró mucho de que Alonso batiera su récord.
Afirma que en su época había "espítitu de compañerismo".
Le aconseja que se vaya a Ferrari.

Especial GP de Brasil.


Fittipaldi: "Alonso tiene el talento para ganar a Hamilton"

A energia vital

La oficina de cada día con sus computadoras, impresoras, papeles, escritorios y sillas giratorias es uno de los lugares que parecen cargar más la libido de las británicas y producir un sinfín de fantasías y hechos concretos.

domingo, 14 de outubro de 2007

Semana contra a pobreza

En el mundo, cerca de mil millones de personas siguen viviendo con menos de un dólar al día.
¡Rebélate contra la pobreza!

Ataque

El pasado 6 de septiembre Israel bombardeaba Siria en un ataque aéreo dirigido a una zona que, según las suposiciones de la inteligencia israelí y estadounidense, albergaba un reactor nuclear.

Israel bombardeó Siria para eliminar sospechas nucleares

Novas pistas

Las pistas refuerzan la hipótesis sobre la muerte de la pequeña.
La huella del maletero podría ser de la persona que escondió ahí el cadáver de la niña
.

Una huella ensangrentada en el apartamento de Madeleine

"As situações particulares"

Contra a união civil homossexual

1. Diversas questões relativas à homossexualidade foram recentemente tratadas várias vezes pelo Santo Padre João Paulo II e pelos competentes Dicastérios da Santa Sé.(1) Trata-se, com efeito, de um fenómeno moral e social preocupante, inclusive nos Países onde ainda não se tornou relevante sob o ponto de vista do ordenamento jurídico. A preocupação é, todavia, maior nos Países que já concederam ou se propõem conceder reconhecimento legal às uniões homossexuais, alargando-o, em certos casos, mesmo à habilitação para adoptar filhos. As presentes Considerações não contêm elementos doutrinais novos; entendem apenas recordar os pontos essenciais sobre o referido problema e fornecer algumas argumentações de carácter racional, que possam ajudar os Bispos a formular intervenções mais específicas, de acordo com as situações particulares das diferentes regiões do mundo: intervenções destinadas a proteger e promover a dignidade do matrimónio, fundamento da família, e a solidez da sociedade, de que essa instituição é parte constitutiva. Têm ainda por fim iluminar a actividade dos políticos católicos, a quem se indicam as linhas de comportamento coerentes com a consciência cristã, quando tiverem de se confrontar com projectos de lei relativos a este problema.(2) Tratando-se de uma matéria que diz respeito à lei moral natural, as seguintes argumentações são propostas não só aos crentes, mas a todos os que estão empenhados na promoção e defesa do bem comum da sociedade.

Da Tuga, Usa, da South ou do Brasil

..."Não importa se vens da Tuga, USA, da South ou do Brasil... A banda sente-se ali naquele tapete rolante do Aeroporto 4 de Fevereiro, quando vamos pegar as malas e encontramos a mistura de passageiros e bagagens entre Lisboa/Luanda e Kinshasa/Luanda, ou de Johannesburg/Luanda e Ponta Negra/Luanda, tremenda confusão e de repente uma gostosa falha de energia na sala de desembarque. Sente-se na neblina de poeira naquela comprida avenida que sai do aeroporto até ao Largo da Maianga, onde nos cruzamos com um Hiace azul e branco e um Hammer H2 amarelo ao mesmo tempo. Sente-se nos ambulantes que te batem no vidro com a dica «cota temos todas as novidades, é só escolher» ou «tio olha o cheirinho pro boter, esse é mesmo do puro», no engarrafamento provocado pela nova onda da construção das pontes ou túneis, como alguns dizem...
ANGOLA - Da Utopia para a Realidade- "Desabafos Angolanos"

Nas auto-estradas da informática

Estamos na era da comunicação. Aí estão a afirmá-lo nas auto-estradas da informática que permitem aos humanos comunicar a toda a velocidade a nível global. Aí está a afirmá-lo o “projecto Galileu que permitirá no futuro localizar qualquer pessoa em qualquer parte do Mundo, com um erro inferior a um metro. Faz-se questão em afirmar que o projecto tem fins civis e não militares! Aí está a afirmá-lo o facto de em Portugal há praticamente tantos telemóveis, quantos os habitantes, coisa que não acontecia há vinte anos quando entrámos na Comunidade Europeia, em que este artefacto era um objecto desconhecido dos portugueses.Alguém me contou que na noite da Consoada de determinada família, às tantas toda a gente deixou de falar e comunicar com quem estava ao seu lado, para fazer parte do grupo que pelo telemóvel mandava as tais milhões de mensagens, que enriquecem as empresas de telemóveis; foi preciso uma criança pequena, a única que ainda não tinha este aparelho, começar a berrar por ninguém lhe dar atenção, para todas se lembrarem que afinal foram para ali comunicarem uns com os outros em família.As empresas que então ligadas a esta comunicação electrónica estão fora da crise, e há uma que até se dá ao luxo de utilizar o hino nacional na sua publicidade… Vão atirando novas gerações de telemóveis, novos serviços, novas propostas de utilização para sua fortuna. Depois vem o reverso da medalha que são as escutas telefónicas. O Presidente dos Estados Unidos aparece a fazer escutas ilegais para se defender do terrorismo. Em Portugal o Ministério Público é acusado de pôr inúmeros telefones sob escuta. Depois há as fugas de informação que acabam por ir parar aos jornais e televisões. Há ainda a pirataria informática, a pornografia infantil que circula pelas internetes, os fabricantes de vírus que não param de atrapalhar… Há ainda os telemóveis que toca, continuadamente nos sítios menos convenientes: igreja, congressos, aulas ou conferências… O pior de tudo é que nesta era da comunicação continua a haver muitos casais que se divorciam porque não conseguem comunicar e dialogar entre si. Há ainda o insucesso escolar que é explicado pela falta de comunicação entre professores e alunos, apesar de as escolas estarem quase todas equipadas com internete. Há o fosso entre gerações que se agrava por não se conseguir a comunicação entre pais e filhos, entre jovens adultos. Há até os namorados que não sabem comunicar por outra linguagem que não seja a de procura de sensações, “curtir” com eles dizem, o que impede qualquer compromisso sério e definitivo. Comunica-se muito à distância por palavras e sinais electrónicos, mas a comunicação pessoal dos corações, das vidas, essa que pode fazer um futuro melhor, revela-se cada vez mais difícil e rara. É preciso cultivá-la.
A.D. 05-01-2006 Ideias e Factos Jornal Reconquista

sábado, 13 de outubro de 2007

Mais alto

El Mont-Blanc, la cumbre de los Alpes, ha aumentado su altitud en 2,15 metros en los últimos dos años, a causa de un incremento de las nevadas en la cima. Llega así a los 4.810,9 metros de altitud.

El Mont Blanc sigue creciendo

Começar de novo

Los padres de Madeleine, la pequeña desaparecida el pasado 3 de mayo en Playa Da Luz (Portugal), están contentos porque se ha reforzado la búsqueda de la pequeña con la inclusión en el equipo de investigación de los 4 criminólogos e investigadores más importantes del país.
Los McCann depositan sus esperanzas en los mejores del CSI portugués

Xisto: a matéria-prima de excelência

Dois formadores ensinam como se trabalha o xisto

São de Janeiro de Cima, concelho do Fundão, e têm sido solicitados para dar formação profissional em xisto um pouco por todo o pais. Muitos são os que têm aprendido com eles um saber antigo




Fomos encontrar os protagonistas desta reportagem com, claro, as mãos a trabalhar o xisto. Até porque desde que optaram por se especializar nesta arte, muito do seu tempo é gasto no trabalhar desta pedra.

Vitor Corte, de 35 anos, e Antonio Silva, de 38 anos, são dois pedreiros de Janeiro de Cima, concelho do Fundão, e detentores de um curso de formação de formadores que lhes permite dar aulas de formação profissional na arte de trabalhar o xisto. São os ùnicos, formadores desta aréa, numa região onde o xisto foi a matéria‑prima de excelência para a construção de habitações durante largos perìodos de tempo. Depois, o cimento e os tijolos substituìram o barra e as lajes de xisto e as aldeias foram adquirindo uma outra configuração, talvez mais moderna, mas não mais bonita.

Porém, hoje, esta antiga técnica de construir com xisto està novamente a conhecer algum desenvolvimento quer devido a iniciativas particulares em construir casas tipicas para habitação pròpria, quer de acções de reabilitação, decorrentes do "Plano das Aldeias do Xisto", que contempla 23 aldeias de 13 concelhos do Pinhal Interior. Formar pedreiros na arte de trabalhar o xisto é uma das tarefas que estes dois pedreiros desempenham e as solicitações não têm faltado para darem aulas de formação um pouco por todo o pais. De resto, Vitor Corte està a dar aulas de formação todas as sextas‑feiras em Pedrògão Pequeno (Sertã) até ao dia 18 de Junho. O formador nas artes de construir com xisto revela que esta paixão surgiu "pelo gosto por este material e também para manter a tradição que hà aqui em Janeiro de Cima". A técnica de trabalhar o xisto aprendeu‑a "com pessoas de mais idade. Também fomos tomando conhecimento de outras técnicas que não eram utilizadas antigamente. Depois transportamos algumas técnicas antigas para os dias de hoje. Por exemplo, a mistura do cimento com o barro. Antigamente era sò o barro e o xisto", refere.

O trabalho com os velhos mestres determinou o apuramento da técnica e deu‑Ihes bases sòlidas para aliar os modernos materiais de construção com o saber secular de construir casas em xisto. O resultado é que, depois de aperfeiçoada a técnica de trabalhar o xisto, esta dupla teve a iniciativa de se inscrever numa acçào de formação para formadores e conseguiram ver a sua vertente de trabalho ser validada para âmbito de formação ao tirarem o curso de formação de formadores, através da associação Pinus Verde, nesta vertente considerada inédita.

"Agora temos um bocadinho de trabalho. Somos solicitados para dar formação au nivel das aldeias onde se fazem cursos nesta àrea. Jà estivemos em Miranda do Corvo, Lousã, Pedrògão...", diz Vitor Corte. Uma opinião partilhada por Antonio Silva, que adianta que "estamos jà a especializar pessoas nesta àrea, pessoas que não percebiam nada do assunto e que agora jà conseguem fazer algumas coisas na àrea do xisto".

No ramo, são os ùnicos que desempenham estas função de formadores nas artes do xisto, dizendo que "estamos inscritos na bolsa nacional de formadores e onde jà se constou que jà tentaram arranjar alguém para dar outros cursos, mas não conseguiram, por não haver ninguém ligado a esta àrea''.

Fruto desta "raridade", os dois pedreiros, podem ver a considerar a dedicação exclusiva à formação: " se chegàssemos ao ponto de termos muitas solicitações, deixàvamos a contrução e dedicàvamo‑nos sò a isto. Mas sò se valesse a pena, claro", diz Antònio Silva.

Por enquanto ainda não se podem dar ao luxo de deixar os seus empregos na construção civil. Dizem que o dinheiro que ganham com a formação não lhes permite, por ora, pôr, sequer, tal hipòtese.

Eles são pedreiros, tal como a grande maioria dos formandos, o que torna a acção de transmissão de conhecimentos muito mais simples, pois a linguagem e a experiência permitem a aproximação. O trahalho desenvolvido por estes profissionais vai sair enriquecido e contribuir, assim, para a beneficiação do patrimònio das aldeias. E, disso tivemos exemplo numa visita a alguns dos trabalhos de recuperação que foram feitos em Janeiro de Cima, com a decisiva ajuda destes dois pedreiros, cujas fotos acima publicadas dão testemunho.


Autor Nuno Francisco - JF n°3010

Igreja primordial de JC

As obras na Igreja primordial de Janeiro de Cima

Igreja primordial de JC

...Que linda aldeia é Janeiro de Cima! Ainda tem casas de boa traça, com belas pedras que rolaram no rio ao longo de séculos. E vá lá que não deitaram abaixo a igreja velha, construção com certa nobreza, mas a caminho de ruínas. O prior que deixou fazer, se calhar até promoveu, o novo templo, bem pode limpar as mãos à parede. Não é que a igreja nova seja feia. Nem bonita. É igual a centenas, milhares delas, que invadiram as aldeias católicas de quase toda a Europa. Vá lá que às vezes ainda se respeitaram os velhos santinhos.

Nuno Jorge JF 16/06/95

Janeiro de Cima

Por volta do século XVI, XVII, (desconhece-se a data precisa), um senhor, talvez nobre, possuidor de grandes bens e terras nas duas margens do rio Zêzere, resolveu ao morrer, legar os seus bens aos dois filhos de nome januários, entregou a um, as terras da margens direita do rio, ao outro, as da margem esquerda, assim nasceu Janeiro de Cima, na margem esquerda e Janeiro de Baixo na margem direita.
A formação de Janeiro de Cima não começou no local onde hoje se encontra. A primeira pedra foi lançada numa pequena elevação ainda hoje chamada esmouroços, local onde construiram a sua primeira igreja, uma capela em honra do Divino Espírito Santo. No entanto, e segundo reza a lenda, nos esmouroços as formigas eram muitas e atacavam os berços das crianças, principalmente no verão. Foi então que os antigos, que eram muito sabidos, decidiram soltar os muitos animais que possuiam (burros e vacas) por uma noite e no local onde esses animais fossem pernoitar construiriam eles as suas casas, a sua nova morada. Ora esses animais apareceram ao amanhacer num pequeno vale denominado cabeço do vale, onde se construíram as primeiras casas feitas de gogos de quartzite amarela tiradas do rio, entremeadas com xisto negro e argamassadas com barro da região.
União foi o que existiu durante séculos entre Janeiro de Cima e Janeiro de Baixo, freguesia pertencente ao concelho vizinho da pampilhosa da serra. Estas duas freguesias andaram ligadas durante muito tempo e ambas fizeram parte integrante do mesmo concelho, até meados do séc. XIX. A mais antiga é Janeiro de Baixo, que já existia ao tempo do arrolamento paroquial de 1320. Esta freguesia viria a tornar-se um importante centro religioso de uma extensa área de aquém e além Zêzere, do qual por desagregações sucessivas se constituíram as freguesias de Janeiro de Cima, Bogas de Baixo e Orvalho.
Janeiro de Cima foi um curato anexo à vigairaria de Janeiro de Baixo e da apresentação do vigário. O cura, como o próprio escrevia nas memórias paroquiais de 1758, tinha de "renda todos os anos vinte e sete alqueires de pão, metade centeio e metade trigo, quinze almudes de vinho, dois alqueires de azeite, nove mil réis em dinheiro e o pé de altar".
A freguesia não tinha donatários, sendo da coroa, e fazia parte da comenda de S. Domingos de Janeiro de Baixo, e Santa Maria da Covilhã.
Notáveis são as diversas informações que fornece sobre o "rio desta terra". A começar pelo nome do mesmo que faz derivar de Júlio César, por este general romano "ter habitado" ou acampado nalgum ponto estratégico do rio. Também "é certo que em algum tempo se tirou ouro e outros metais de suas areias e voltas deste rio, e a razão é por ainda se conhecerem as levadas que vêm do mesmo rio por penhas e terras fragosas mais de duas léguas e estarem muitos sítios cavados e demolidos, as quais minas dizem alguns que foram feitas pelos mouros, outros dizem que pelos romanos, e ainda em tempo presente costumam algumas pessoas tirar fagulhas de ouro do mesmo rio, digo, de suas areias".

eb1-Janeiro de Cima