sábado, 22 de junho de 2013

A unidade, a firmeza e a determinação dos docentes



Greve às avaliações continua
na próxima semana e em força!
As respostas de milhares de professores aos inquéritos que chegaram aos sindicatos, em apenas dois dias, confirmam a unidade, a firmeza e a determinação dos docentes em todo o país. A greve às avaliações continua na próxima semana e em força! Uma semana que terá também, no dia 27, Greve Geral.
A plataforma sindical docente esteve reunida nesta sexta-feira, dia 21, em Lisboa e no final, em conferência de imprensa - que transmitimos em direto - , deixou uma vibrante saudação aos docentes que têm participado, desde há duas semanas, numa luta fundamental em defesa da escola pública e da profissão de professor. 
Intervindo em representação das oito organizações sindicais que estiveram reunidas, Mário Nogueira, ao destacar aquela saudação aos docentes em luta, referiu que, diariamente, são adiadas entre 8 a 10 mil reuniões de avaliação nas escolas e apontou o exemplo de colegas que percorrem centenas de quilómetros sabendo que as reuniões vão ser adiadas, numa postura de grande combatividade, "em defesa do futuro da escola pública e em defesa da sua profissão". "Há reuniões que já foram adiadas cinco vezes", observou.
Além da greve ao serviço de avaliação, Nogueira realçou a greve de 17 de junho, realizada dois dias depois de uma impressionante manifestação nacional em Lisboa. "Já lá vão 14 dias e a determinação dos professores sempre em alta". Isto "apesar dos esforços do MEC para denegrir e desvalorizar a greve e para dividir os professores", como sublinhou o dirigente sindical, que destacou, noutra passagem, a onda de solidariedade que tem sido manifestada com os docentes, nomeadamente de estudantes, pais e encarregados de educação, trabalhadores dos mais variados setores, artistas, cidadãos anónimos e organizações sindicais estrangeiras.
Reivindicações fundamentais
Mais adiante, Mário Nogueira recordou as exigências fundamentais dos sindicatos, representando as legítimas preocupações dos docentes:
  • A não regulamentação da mobilidade especial, sendo assumido o compromisso de não aplicação;
  • A aplicação aos docentes, no âmbito da mobilidade interna, das normas gerais que se aplicam a toda a Administração Pública;
  • A manutenção das 35 horas como horário de trabalho semanal;
  • A alteração do despacho sobre Organização do Ano Letivo, de forma a repor a direção de turma na componente letiva e a considerar letivas, para todos os docentes, atividades que não se reconhecem como tal para quem está em “horário-zero”.
Audição na Assembleia da República
O Secretário Geral da FENPROF lembrou ainda que as propostas de Lei que visam aplicar a mobilidade especial aos professores e aumentar o horário semanal para 40 horas vão agora em negociação suplementar no MEC e, simultaneamente, estão em audição pública promovida pela Assembleia da República.
Esta audição prolongar-se-á até dia 4 de julho e as organizações sindicais dos docentes vão solicitará reuniões, a este propósito, às comissões parlamentares de Educação, Ciência e Cultura e de Administração Pública.
Aqui ficam, desde já, os acessos eletrónicos à página da Assembleia da República em que estas propostas de Lei são divulgadas e nas quais é possível enviar opiniões e posições sobre elas, tanto individuais, como de grupo ou escola:
Proposta de lei que prevê a alteração do horário de trabalho: 
http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?BID=37782

Proposta de lei que prevê a aplicação da mobilidade especial / requalificação: 

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