quarta-feira, 25 de julho de 2012

Degelo

Extent of surface melt over Greenland’s ice sheet on July 8 (left) and July 12 (right)
AQUI

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Tocam os sinos a rebate!

MINISTRO DA EDUCAÇÃO CRIA ILUSÕES
QUANDO DEVERIA RESOLVER PROBLEMAS
A LUTA DOS PROFESSORES CONTINUA EM JULHO PORQUE
OS PROBLEMAS TAMBÉM CONTINUAM POR RESOLVER

O Ministro da Educação, em audição na Assembleia da República, pressionado pela luta dos professores, fez duas afirmações que têm de ser devidamente esclarecidas, sob pena de soarem a falso: que o MEC está a estudar um processo de vinculação excecional de docentes; que, até 16 de agosto, milhares de docentes seriam retirados do concurso a destacamento por ausência de componente letiva (DACL), sendo-lhes atribuído serviço na escola. Supostamente, tais docentes deixariam de ser “horários-zero”.

- Sobre a vinculação de docentes:
Se o MEC pretender, de facto, vincular os docentes contratados que reúnam as condições indispensáveis para tal, terá de o fazer até de 31 de agosto próximo ou, então, em 1 de setembro, deverá assegurar-lhes colocação. Se isso não acontecer e, em 1 de setembro, como se prevê, a quase totalidade dos docentes contratados ficar no desemprego, então um eventual regime de vinculação que venha a ser aprovado terá um impacto residual e uma expressão meramente simbólica. Na reunião da próxima segunda-feira, com Nuno Crato, a FENPROF exigirá o esclarecimento do que ontem, a este propósito, foi dito pelo Ministro.

- Sobre os docentes com horário-zero:
A FENPROF considera lamentável e não democrática a omissão, pelo MEC, do número de docentes que se encontram na plataforma informática em que as escolas lançaram os nomes dos que ficaram com “horário-zero”.

O que, relativamente a esses docentes, pretende agora fazer-se, não passa de uma forma de esconder a brutalidade dos números. O MEC percebeu serem poucos os que, através de destacamento, sairiam da sua escola tendo, aí, de lhes ser atribuída atividade docente. Então, antecipando a constatação dessa realidade, o MEC decidiu informar, já, quais as atividades a desenvolver, retirando docentes do concurso e criando, assim, a ilusão de que terão deixado de ser “horário-zero”, o que não é verdade. As atividades a atribuir, ainda que sejam docentes, não são letivas, o que significa que os professores não deixarão de ser os que as escolas identificaram como “horários-zero”, mantendo-se numa situação de grande instabilidade em relação ao seu futuro enquanto professores. Ou seja, o MEC, sob pressão, procura resolver o problema para o ano 2012-2013, mas nada garante em relação ao futuro desses docentes que não se livram de, nesse futuro, serem remetidos para a mobilidade especial. A FENPROF considera não ser solução o adiamento da resolução dos problemas e exige soluções que sejam definitivas e consolidadas. Segunda-feira apresentará as suas propostas sobre esta matéria.

Convém ainda acrescentar que as atividades a atribuir aos docentes são, na verdade, precárias: não existirão em todas as escolas, pois estas não poderão contratar recursos humanos para as desenvolver; algumas dessa atividades foram proibidas às escolas há um mês atrás, sendo agora permitidas mas ficando claro que essa será sempre uma decisão arbitrária do MEC a tomar ano a ano e escola a escola; muitas das atividades serão desenvolvidas fora do setor de ensino a que o docente pertence, faltando saber como serão garantidas, por exemplo, as deslocações nos casos em que os docentes terão de fazer itinerância entre escolas do agrupamento, designadamente as 1.º Ciclo. Para prevenir eventuais abusos, a FENPROF vai divulgar uma lista em que constam as atividades que se integram na componente letiva, as que, sendo docentes, contudo, não são letivas e as que não fazem parte do conteúdo funcional da profissão docente.

 PROFESSORES VÃO MANIFESTAR-SE EM TODO O PAÍS 
Independentemente da solução final para o problema criado, hoje ninguém duvida ser intenção do MEC afastar milhares de professores das escolas. A luta dos professores está a dificultar a ação aos governantes, mas a intenção continua presente. Assim, sob o lema genérico: “Os professores fazem falta nas escolas e ao país! Contra a extinção deliberada de postos de trabalho!” serão promovidas concentrações de docentes nos dias 24, 25 e 26 de Julho, respetivamente, no Norte (Porto), na Região Centro (Coimbra) e no Sul (Évora e Faro). No dia 27, em Lisboa, serão entregues no MEC as posições que forem aprovadas naquelas quatro concentrações. (Ver cartaz que segue em anexo).

PROPOSTAS CONCRETAS DA FENPROF PARA DAR RESPOSTAS AOS PROBLEMAS CRIADOS 
As medidas que, deliberadamente, foram aprovadas para reduzirem drasticamente o número de docentes no sistema, têm um impacto extremamente negativo na organização e funcionamento das escolas e na qualidade do ensino e das aprendizagens dos alunos. Procurando, de imediato, dar uma resposta à situação criada, a FENPROF defende as seguintes propostas que serão apresentadas, dia 23, a Nuno Crato:

- Atribuição de serviço letivo efetivo (mínimo de 6 horas letivas) a todos os docentes dos quadros;

- Vinculação dos docentes contratados, com efeitos ao início do próximo ano letivo, nos termos estabelecidos pela lei geral;

- Redução do número de alunos por turma, no mínimo para os valores que vigoravam;

- Alteração de disposições do Despacho 13-A/2012, de 5 de junho, designadamente a reposição das horas para a direção de turma, a atribuição de crédito de horas por Escola Secundária e EB2.3 ainda que agrupada com 1.º Ciclo e Pré-Escolar e não por “mega-agrupamento”, reforço de horas a todas as escolas, sem penalização das mais desfavorecidas;

- Criação de novos mega-agrupamentos (agregações) apenas nos casos em que se verifique consenso entre autarquia, conselhos gerais das escolas e administração educativa;

- Suspensão de vigência da revisão da estrutura curricular e início de um grande debate que permita, dentro de um ano, realizar uma verdadeira reorganização curricular;

- Pagamento das dívidas do MEC aos professores, designadamente a compensação por caducidade dos contratos. Ao obrigar os docentes a recorrerem aos tribunais para garantirem esse pagamento, o MEC está a onerar os custos da Justiça e a sobrecarregá-la de processos cujo fim é o que já se conhece: até ao momento, são já 42 sentenças condenatórias do Ministério.

 O Secretariado Nacional

domingo, 15 de julho de 2012

Retalhos de uma vida...promissora!

 recebido por e-mail

Miguel Relvas: retalhos da vida de um aldrabão

Recorte do extinto Região de Tomar, datado de 1997, que em boa hora ontem virou pdf. Descubra detalhes de uma carreira já na altura (há 15 anos!!) promissora: viagens & turismo, moradas falsas e outras habilidades. Um artista, chamou-lhe o jornal, um verdadeiro aldrabinho, hoje com uma larga carreira que faz dele um fascinante aldrabão.
Ver em formato pdf.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

terça-feira, 10 de julho de 2012

Um blogue por dia

pragmatismo
s. m.
(fil.) teoria segundo a qual a função essencial da inteligência não é
fazer-nos conhecer as coisas, mas permitir a nossa acção sobre
elas (E. Bergson, filósofo francês, 1859-1941; W. James, filósofo
americano, 1842-1910; E. le Roy, filósofo francês, 1870-1954);
teoria segundo a qual a verdade de uma ideia reside na sua
utilidade, definindo-se pelo seu êxito (W. James, filósofo americano,
1842-1910; J. Dewey, filósofo americano, 1859-1952).

(Do gr. prágma, -atos, «acção», pelo ing. pragmatism,
«pragmatismo»)

contra-facção

segunda-feira, 9 de julho de 2012

"Bem vindo a nossa casa"

"No fundo aplanado do vale do Rio Zêzere, entre serranias e pinhal, na Aldeia do Xisto de Janeiro de Cima, encontra a casa Cova do Barro."

domingo, 8 de julho de 2012

UM blogue por dia

 "Quando se priva as pessoas do que ganham ou se lhes tira o trabalho, destrói-se-lhes a dignidade pondo-se em causa as suas famílias."
http://fiel-inimigo.blogspot.pt/

segunda-feira, 2 de julho de 2012

"Mais uma vez não se pega o touro pelos cornos"

»Sinto que mais uma vez não se pega o touro pelos cornos?. É assim a modos que uma pega de ?cernelha?, porque quanto ao Pré-escolar e ao 1º Ciclo nada de fundamental.

Transição obrigatória no 1º ano? Sim, continua a palhaçada.
Planos de Recuperação, Planos de Acompanhamento? Sim, continua a palhaçada.
Apoio ao Estudo para todos? Sim, continua a palhaçada com os EE a dizer que sim, que sim, que sim? 27 horas letivas!
Sim que ao Apoio ao Estudo vão TODOS, que todos são filhos de gente!

PCT? Sim, continua a palhaçada da burocracia.
Mono docência coadjuvada, em expressões? Sim, continua a palhaçada?
Apoios? Sim, continua a palhaçada da burocracia da articulação e mais planificações e relatórios e relatórios e relatórios dos relatórios, etc?
Das AECs, do Apoio Educativo, da E. Especial, da coadjuvação, da articulação da atividade A com as restantes, da B com as restantes, das C com as restantes, da D com as restantes?.

O 1º Ciclo é assim como um Aterro Sanitário da Educação! Tudo lá vai  parar! Tudo quanto existe cai! É a própria gravidade pura!
Não há tempo para o essencial!
Ouviu bem Sr Ministro? Não há tempo!
É tudo Projeto: é o PNL, é o PAM, é o de E. Sexual, é o Ens. Ex. das  Ciências, é o de FC, é o de Área de Projeto, é o da CPCJ, é o do Centro de Saúde, é o da Biblioteca Municipal, é o da Câmara Municipal, é o da Proteção Civil, é o da articulação com o 2º Ciclo, é o da articulação com o 3º Ciclo, é o da articulação com o Secundário, é o da articulação com o Pré Escolar, é o da articulação com todos?
É O DA PQP !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

E depois, planifique lá, faça esquemas e mostre lá como se articula cada um com cada qual e cada um com as diferentes áreas curriculares
disciplinares e com as áreas curriculares não disciplinares, e com as AECs?
 E depois registe lá, também, os Contatos Informais: com EE, com colegas, com e com e com e com?

E depois, avalie lá o que planificou explanando toda a articulação: o que foi conseguido, o que não foi, o que fugiu à planificação, o que adaptou e porquê? o que introduziu e porquê?
E depois faça lá umas grelhas com os resultados alcançados, um relatório ?corrido? também, e já agora uns gráficos? e já agora mais do mesmo, mas comparativos, período a período, e já agora compare lá com os resultados do ano passado? PQP!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

E já agora passe lá uns Inquéritos e faça lá o tratamento dos dados? e o relatoriozinho corrido?
 E já agora, não se esqueça de fazer a avaliação de cada atividade do PAA, de outras que surjam e de cada projeto com os seus alunos, pois existem documentos para o efeito? folhas para fotocópias, tonner, etc
e tal é que não?

E já agora, Não se atrevam a dizer que não! Não falo de ouvir falar:
 - falo porque esta é a minha realidade!
 NÃO TENHO ESPAÇO, NÃO TENHO TEMPO PARA O ESSENCIAL. - Estou farta! GOSTAVA DE SER SÓ PROFESSORA!»
(SIC)

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Tudo (ou quase tudo) sobre fotografia

Fotografia ("roubado" no Blog O Jumento)

 
 
 
Comunidades e Bancos de imagens   
Better Photo
Club Foto
ddArte
DevianART
Flickr
File
Foto Fanatic
Fotokritik
Fotopedia
Fredmiranda.com
Glamour
Olhares
Pbase
Phase One
PixKIK
Photocommunity
Photo Competition
Photodom
Pho
PhotoLine
tography-now
FotoLinks
Photo.net
Photosight
Shadows
SmugMug
Wikimedia
Fotografia Panorâmica
Panoramas.dk
PTgui
Blibliotecas
The New York Public Library
University of Wisconsin
Formação
Atelier de Imagem

eHow

Foto Composition Articles

Digital Photography School

Instituto Português de Fotografia

Learnhub

PhotoGuide

PictureCorrect

Second Picture

Yanik's Photo School

Foto Turismo
fotoadrenalina

Venda de Imagens
Fotofolia
FreePhotosBank
Portugal
360Portugal.com
1000 Imagens
Olhares
Blogues
35mm & Digital
Adelino Marques Imagens
alt.blog
Arte Fotográfica
Artnude-Blog
Bloguite
Blog do RB
Blog Olhares
Cá do Alentejo
Cantinho da Fotografia
Caramulo Selvagem
desenhoscomluz-apaf
"F" de Photo
Fhoto
Foto ao Acaso
Fotografia DG
Fotografia Digital para Novatos
Fotógrafos de Elvas
Fotomania
Foto Paulo Costa
Fotoraficaminhamente
Fotos com Paixão
Grafdismos, Reflexos, ...
Imagens
Imagens Com Profundidade
ISO 101
Jacinto Policarpo
José Neves - Fotografia
Longa Exposição
Lusitanicus
Miguel Almeida
Monsaraz
Na Terra dos Deuses
Nature Photography Blog
Naturgrafia
No Stress
Photo # Angola
Nuno de Sousa
Nuno Photo's Space
Olhar a Natureza
Olhares Perdidos
Olharte
O Meu Olhar - Fotografia
O Meu Reino
O Outro
PF Fotografia
Photokina
Photomais
Photomelomanias
Pink lady Photoblog
O Meu Olhar
O Meu Passatempo
Photgraphy Blog
Portafólio Fotográfico
Preto & Prata
Recanto de Natureza
Terra Viva
Uma Forma - LiaCosta Carvalho
Zeiss Sports Optic
Equipamentos
Bush Hawk (tripés)
Broncolor (iluminação)
Canon Portugal (câmaras)
Carl Zeiss (objectivas)
Cokin (filtros)
Digital Photography Review
Elinchrom (iluminação)
Giottos (tripés)
Hasselblad (câmaras)
Hoya (filtros)
Ikelite (iluminação) Ilford (papel)
Interfit (iluminação)
Jama (foto natureza)
Kata (sacos)
Kodak (câmaras)
Leica (câmaras) ~
Lightcube Pro (iluminação)
Lowepro (sacos)
LumiQuest (iluminação)
Luxilon (iluminação)
Mamya (câmaras)
Manfrotto (tripés)
Nikon (câmaras)
Olympus (câmaras)
Metz (flash)
Pentax (câmaras)
Phase One
Phottix
Photoflex (iluminação)
Photokina (feira)
Profoto (iluminação)
Seacam (fot. submarina)
Sekonic (fotómetros)
Sigma (objectivas)
Sony (câmaras)
Swarovski Optik (telescópios)
Tamrac (sacos)
Tamron (objectivas)
TIPA
Ultimate Nature Gear (camuflagem)
Vanguard (acessórios)
Wimberley (assessórios tripé)
Revistas
Chasseur d’Images
Déclic Photo
Digimag.es
EPhotoZine
Études Photographiques
Euro Photo
Image & Nature
Images Magazine
Imaging Resource
JPG
La Fotografia
Le Monde de la Photo
Lens Work
Megapixel
Models.com
Nature Photographers
O Mundo da Fotografia Digital
Photo
Photographie
Photographie.com
Photography.com
Photography Masters Cup
Photography-now
Photo life
Polka Galerie
Professional Photographer
Profifoto
Reflex Online
Shutter Bug
The-Digital-Picture.com
Visuelimage
Vivid Light Photography
Técnicas
Cambridge in Colour
SLR Photography Guide
Table Top Studio
Temas
MyAviation.net
Weatherscapes
Nature's Best Photography
Agências
AP Images
Magnum
(R)reporters
Reuters
Imagens do Dia
20 Minutos
BBC News
El Pais
Life
Moscow Today
Paris Match
Telegraph
The Wall Street Journal
Tiscali
Time
Washington Post
Fóruns
Digital Grin
Pentax Forums
Comércio
B&H
(usa)
Camera World
(UK)
Colorfoto
(pt)
Comercial foto
MMF-PRO
Morris
Niobo
Photo & Nature
Software
HDRsoft
HDR Photo Studio
onOne (plug-ins Photoshop)
Lojas online B&H
Colorfoto (pt)
Fotocamo (pt)

terça-feira, 26 de junho de 2012

Leitura

“The Amy Winehouse Foundation has been set up in Amy's memory to support charitable activities in both the UK and abroad that provide help, support or care for young people, especially those who are in need by reason of ill health, disability, financial disadvantage or addiction.” Amy's Dad, Mitch

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Comandante Cousteau

Profeta submarino

por MARIO VICIOSA
Oceanógrafo, realizador, inventor, oficial de marina... y profeta. De Jacques-Yves Cousteau destaca su capacidad para ver el futuro en las profundidades oceánicas. Desde sus primeras inmersiones, poco antes de la II Guerra Mundial, no sólo estuvo movido por su curiosidad infinita, sino por el desasosiego de una contaminación creciente, la explotación de los mares y la escalada atómica. El hombre del gorro de Toulon rojo se coló en los televisores de medio mundo con sus más de 130 documentales con un mensaje vigente hoy. Éstos son algunos de los retazos de su vida.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Mariana

"A Barca do tempo em dia de aniversário"


Para a minha filha Mariana, pela paciência, pelo saber, pelo seu "um certo jeito de contar".  Parabéns e muitos anos de vida e amigos também.


A Barca do tempo...

Noite Cultural (parte 1) - fotografia de Belarmino Lopes

terça-feira, 12 de junho de 2012

O insucesso das ditas provas de aferição fica aqui claro


Interrogações e perplexidades em torno das provas de aferição do 1º Ciclo

Segundo informação divulgada pelo GAVE “As provas nacionais de aferição visam recolher informação relevante sobre os desempenhos dos alunos nas áreas de Língua Portuguesa e de Matemática. Estas provas, pelo carácter universal da sua aplicação e pela natureza da informação que os seus resultados proporcionam, constituem um instrumento de diagnóstico disponibilizado às escolas, aos professores e às famílias, que permite uma reflexão coletiva e individual sobre a adequação das práticas letivas às finalidades e aos objetivos educacionais propostos no currículo.”
Efetivamente, nos últimos anos, as provas de aferição têm constituído um importante instrumento de reflexão, devolvendo aos professores e aos pais a imagem das fragilidades do nosso ensino e reorientando algumas práticas docentes, que gradualmente se deslocaram para uma outra forma de abordar os conteúdos, nomeadamente no que se refere à Matemática. As editoras não perderam tempo e puseram no mercado, não só as provas que foram saindo, como manuais atualizados com modelos semelhantes, que induziram os professores a treinarem os alunos segundo aqueles figurinos.
Este ano, as provas de aferição foram de uma perplexidade inquietante. Se, por um lado, o formato não era muito diferente, os conteúdos e a forma de colocar as questões primaram pela criação gratuita de obstáculos aos alunos, parecendo confundir-se exigência com provas demasiado longas, no caso da de Língua Portuguesa, e com dificuldades provocadas por questões pouco facilitadoras da compreensão, na de Matemática.

Relativamente à prova de Língua Portuguesa, é sabido que muitos alunos (mesmo aqueles que normalmente têm um bom desempenho académico) não tiveram tempo de a terminar, alguns nem de chegar à Gramática. Para além das perguntas nem sempre muito acessíveis, o segundo texto era demasiado longo e com informação excessiva, que obrigava os alunos a estarem permanentemente a consultá-lo. Como se isso não bastasse, os critérios que os alunos tinham de ter em conta para a elaboração do texto eram imensos, o que os levava a perderem-se, não respeitando completamente as orianteções para a sua escrita.

Mas, se para alguma coisa servissem as ocorrências que têm de ser registadas pelos professores aplicadores durante a prova, bastaria que o GAVE fizesse a percentagem dos alunos que não tiveram tempo de acabar a prova, o que confirmaria a sua pouca adequação a crianças desta idade.

Quanto à Matemática, de acordo com a informação do GAVE a prova tem por referência o Programa de Matemática do Ensino Básico (homologado em dezembro de 2007)”. Não podemos, contudo, esquecer que o novo programa, implementado de forma faseada, só foi generalizado em 2010.
No entanto, esta prova de Matemática parece pretender avaliar tópicos/objetivos que não estão expressos no programa do 1º ciclo (só no 2º ciclo), o que é uma decisão pouco rigorosa e, certamente, com consequências no próprio processo avaliativo. Exemplo disso é o diagrama de caule-e-folhas (pergunta 8, do Caderno 1), que não faz parte dos tópicos nem dos objetivos específicos do programa do 1º ciclo, mas é apresentado como um exemplo de tratamento de dados nas notas, cujo papel é “esclarecer o alcance de cada objetivo, proporcionando opções metodológicas para o professor”(PMEB, pg.2). Basta consultar o Programa de Matemática, na página 27, no tema “Organização e tratamento de dados” e confrontar o mesmo tema com o do Programa do 2º ciclo, na página 43. Por que razão se escolheu esta forma organização da informação e não outras que vêm claramente explícitas no Programa do 1º Ciclo (gráficos de barras, gráficos circulares…)?!
O mesmo acontece com as isometrias (pergunta 11 do Caderno 2), em que apenas aparece explícito como objetivo específico o trabalho com as simetrias de reflexão, nomeadamente em frisos. Mais uma vez, é nas notas que se apresenta como sugestão de atividade, de forma a ajudar os alunos a apropriarem-se do conceito, não como um conteúdo, tal como aparece na pergunta da prova.
Acresce que a maioria das perguntas exigia um raciocínio que muito poucos alunos desta idade conseguem realizar, para não falar das que admitem uma enorme possibilidade de respostas, como é o caso da pergunta nº 6 do caderno 1, o que é de uma excessiva complexidade.
O que se pretende, então, avaliar? O sistema, nomeadamente o que os alunos devem mesmo saber no final do 4º ano de escolaridade ou o novo programa de matemática, pondo-o em causa (através de questões já referidas)? Mas o quê desse Programa? Os objetivos (gerais e específicos) ou as notas, que sugerem atividades? O que se quer provar?
Qual é a legitimidade de um instrumento de aferição que tem itens que não são conteúdos nem objetivos específicos do Programa do 1º ciclo?
Por outro lado, qual a coerência desta provas com as orientações do Ministério da Educação? De acordo com o Despacho nº 17169/2011 o conceito de competência, designadamente o “Currículo Nacional do Ensino Básico – Competências Essenciais” deixa de “constituir referência para os documentos oficiais do Ministério da Educação e Ciência, nomeadamente para os programas, metas de aprendizagem, provas e exames nacionais”. No entanto, agora aparece-nos uma prova que exige uma complexidade de competências.
Qual é a reflexão que devemos fazer? Trabalhar mais o que é lateral aos Programas? Ou quiçá, o que não é do Programa? Treinar os conteúdos que exigem mecanização? Ou colocar os alunos perante uma progressiva complexidade de competências? (Mas, já agora, ao nível das suas idades!)
Para completar este quadro, que se adivinha já bastante negro, os critérios de correção das provas são arrasadores. Vejam-se as orientações dadas aos professores corretores para cortar e para não aceitar estratégias diversificadas de resolução dos problemas, limitando a cotação ao  “certo/errado”.
Uma certeza fica: esta é uma prova claramente ideológica. Parece haver necessidade de mostrar que o Novo Programa de Matemática “não funciona” para o poder denegrir e justificar a necessidade de o reformular. Mas é, sobretudo, pouco ético, pois é feito à custa dos alunos e dos professores.
Perante os resultados, que se adivinham desastrosos, estas provas de aferição apenas conseguem criar o descrédito relativamente a este tipo de avaliação. Mas então será também isso o que se pretende?
Num país livre (por enquanto!) e num estado de direito, não podemos deixar de denunciar estes aspetos de que ninguém fala, por desconhecimento. Somos nós, professores, que temos de fazer ouvir a nossa voz e antes que a avalanche dos resultados nos caia em cima. Sobretudo, é preciso tornar claro que o que se evidencia neste processo é o insucesso destas provas, mais do que o retrato do que os alunos sabem ou do que os professores ensinam!
Inácia Santana – professora do 1º Ciclo
de Matemática. Estas provas, pelo carácter universal da sua aplicação e pela natureza da informação que os seus resultados proporcionam, constituem um instrumento de diagnóstico disponibilizado às escolas, aos professores e às famílias, que permite uma reflexão coletiva e individual sobre a adequação das práticas letivas às finalidades e aos objetivos educacionais propostos no currículo.”
Efetivamente, nos últimos anos, as provas de aferição têm constituído um importante instrumento de reflexão, devolvendo aos professores e aos pais a imagem das fragilidades do nosso ensino e reorientando algumas práticas docentes, que gradualmente se deslocaram para uma outra forma de abordar os conteúdos, nomeadamente no que se refere à Matemática. As editoras não perderam tempo e puseram no mercado, não só as provas que foram saindo, como manuais atualizados com modelos semelhantes, que induziram os professores a treinarem os alunos segundo aqueles figurinos.
Este ano, as provas de aferição foram de uma perplexidade inquietante. Se, por um lado, o formato não era muito diferente, os conteúdos e a forma de colocar as questões primaram pela criação gratuita de obstáculos aos alunos, parecendo confundir-se exigência com provas demasiado longas, no caso da de Língua Portuguesa, e com dificuldades provocadas por questões pouco facilitadoras da compreensão, na de Matemática.

Relativamente à prova de Língua Portuguesa, é sabido que muitos alunos (mesmo aqueles que normalmente têm um bom desempenho académico) não tiveram tempo de a terminar, alguns nem de chegar à Gramática. Para além das perguntas nem sempre muito acessíveis, o segundo texto era demasiado longo e com informação excessiva, que obrigava os alunos a estarem permanentemente a consultá-lo. Como se isso não bastasse, os critérios que os alunos tinham de ter em conta para a elaboração do texto eram imensos, o que os levava a perderem-se, não respeitando completamente as orianteções para a sua escrita.

Mas, se para alguma coisa servissem as ocorrências que têm de ser registadas pelos professores aplicadores durante a prova, bastaria que o GAVE fizesse a percentagem dos alunos que não tiveram tempo de acabar a prova, o que confirmaria a sua pouca adequação a crianças desta idade.

Quanto à Matemática, de acordo com a informação do GAVE a prova tem por referência o Programa de Matemática do Ensino Básico (homologado em dezembro de 2007)”. Não podemos, contudo, esquecer que o novo programa, implementado de forma faseada, só foi generalizado em 2010.
No entanto, esta prova de Matemática parece pretender avaliar tópicos/objetivos que não estão expressos no programa do 1º ciclo (só no 2º ciclo), o que é uma decisão pouco rigorosa e, certamente, com consequências no próprio processo avaliativo. Exemplo disso é o diagrama de caule-e-folhas (pergunta 8, do Caderno 1), que não faz parte dos tópicos nem dos objetivos específicos do programa do 1º ciclo, mas é apresentado como um exemplo de tratamento de dados nas notas, cujo papel é “esclarecer o alcance de cada objetivo, proporcionando opções metodológicas para o professor”(PMEB, pg.2). Basta consultar o Programa de Matemática, na página 27, no tema “Organização e tratamento de dados” e confrontar o mesmo tema com o do Programa do 2º ciclo, na página 43. Por que razão se escolheu esta forma organização da informação e não outras que vêm claramente explícitas no Programa do 1º Ciclo (gráficos de barras, gráficos circulares…)?!
O mesmo acontece com as isometrias (pergunta 11 do Caderno 2), em que apenas aparece explícito como objetivo específico o trabalho com as simetrias de reflexão, nomeadamente em frisos. Mais uma vez, é nas notas que se apresenta como sugestão de atividade, de forma a ajudar os alunos a apropriarem-se do conceito, não como um conteúdo, tal como aparece na pergunta da prova.
Acresce que a maioria das perguntas exigia um raciocínio que muito poucos alunos desta idade conseguem realizar, para não falar das que admitem uma enorme possibilidade de respostas, como é o caso da pergunta nº 6 do caderno 1, o que é de uma excessiva complexidade.
O que se pretende, então, avaliar? O sistema, nomeadamente o que os alunos devem mesmo saber no final do 4º ano de escolaridade ou o novo programa de matemática, pondo-o em causa (através de questões já referidas)? Mas o quê desse Programa? Os objetivos (gerais e específicos) ou as notas, que sugerem atividades? O que se quer provar?
Qual é a legitimidade de um instrumento de aferição que tem itens que não são conteúdos nem objetivos específicos do Programa do 1º ciclo?
Por outro lado, qual a coerência desta provas com as orientações do Ministério da Educação? De acordo com o Despacho nº 17169/2011 o conceito de competência, designadamente o “Currículo Nacional do Ensino Básico – Competências Essenciais” deixa de “constituir referência para os documentos oficiais do Ministério da Educação e Ciência, nomeadamente para os programas, metas de aprendizagem, provas e exames nacionais”. No entanto, agora aparece-nos uma prova que exige uma complexidade de competências.
Qual é a reflexão que devemos fazer? Trabalhar mais o que é lateral aos Programas? Ou quiçá, o que não é do Programa? Treinar os conteúdos que exigem mecanização? Ou colocar os alunos perante uma progressiva complexidade de competências? (Mas, já agora, ao nível das suas idades!)
Para completar este quadro, que se adivinha já bastante negro, os critérios de correção das provas são arrasadores. Vejam-se as orientações dadas aos professores corretores para cortar e para não aceitar estratégias diversificadas de resolução dos problemas, limitando a cotação ao  “certo/errado”.
Uma certeza fica: esta é uma prova claramente ideológica. Parece haver necessidade de mostrar que o Novo Programa de Matemática “não funciona” para o poder denegrir e justificar a necessidade de o reformular. Mas é, sobretudo, pouco ético, pois é feito à custa dos alunos e dos professores.
Perante os resultados, que se adivinham desastrosos, estas provas de aferição apenas conseguem criar o descrédito relativamente a este tipo de avaliação. Mas então será também isso o que se pretende?
Num país livre (por enquanto!) e num estado de direito, não podemos deixar de denunciar estes aspetos de que ninguém fala, por desconhecimento. Somos nós, professores, que temos de fazer ouvir a nossa voz e antes que a avalanche dos resultados nos caia em cima. Sobretudo, é preciso tornar claro que o que se evidencia neste processo é o insucesso destas provas, mais do que o retrato do que os alunos sabem ou do que os professores ensinam!
Inácia Santana – professora do 1º Ciclo

domingo, 3 de junho de 2012

A representação do espaço, e a sua relação com um determinado lugar

Estas diez imágenes pertenecen a diez lugares de los que quizá esperases otra estampa. Estos lugares son Japón, Canadá, Brasil, Suiza, Hawaii, Noruega, Tanzania, la Antártida, Francia y una última fotografía de un lugar especial.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O primeiro computador construído por Steve Jobs

La casa de subastas Sotheby's anunció que a mediados de junio venderá un ejemplar del Apple I, el primer ordenador construido por Steve Jobs y Steve Wozniak y todavía en funcionamiento, valorado entre 120.000 y 180.000 dólares.

domingo, 27 de maio de 2012

Adhamiya, Bagdad - depois da guerra

"El despacho de arquitectos AV62, de Barcelona, formado por Victoria Garriga, Toño Foraster, Pedro García del Barrio y Pedro Azara, ha ganado el concurso de ideas para la revitalización del barrio de Adhamiya, en Bagdad, un emblemático enclave suní de cerca de 400.000 habitantes, que forma parte de la gran metrópolis de siete millones que serpentea a lo largo del Tigris."

domingo, 20 de maio de 2012

Lugares extremos

La cueva de Voronya, cuyo nombre significa “cueva del cuervo” en ruso, está situada en la República de Abkhazia, en Georgia. Con una profundidad de 2.191 metros, está formada por piedra caliza prehistórica. La cueva fue descubierta en 1960, es más profunda que la cueva de Lamprechtsofen en Austria, y la única con una profundidad superior a 2.000 metros conocida hasta ahora.

domingo, 13 de maio de 2012

Encontrado quando ninguém o procurava

Shifting sands: The final resting place of the Kittyhawk P-40 has been discovered in the Sahara 70 years after it crashed there

 The final resting place of the Kittyhawk P-40 has been discovered in the Sahara 70 years after it crashed there

sábado, 12 de maio de 2012

Símbolos desconhecidos

"Sabemos que son nombres de mujeres porque a cada uno le antecede el símbolo asirio cuneiforme de 'nombre femenino'", explicó John MacGinnis, miembro del equipo de arqueólogos responsable del hallazgo y que ha publicado el resultado de sus investigaciones en el último número del Journal of Near Eastern Studies.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Ondas Eletromagnéticas

INQUIETUDES:
A comunicação de ondas eletromagnéticas propagadas no espaço de minha casa passam por um "complicado" emaranhado de fios, via prévio Rotel RC-850, CPU powered by Asus e colunas Creative. A estação é sempre a mesma! FM Blues. Experimentem!

Desperdício...em tempo de crise! (Aritmética)

Matemática: faça o exame da '4.ª classe' e veja em quantas acerta


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Uma visita a Taormina

Esta isla, la más grande del Mediterráneo, es grande, bulliciosa y destartalada. Sus paisajes agrestes, su patrimonio artístico y su atmósfera exaltada hechizan a todo el que pone un pie en ella.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Para sempre

Cien años después de su descenso a los infiernos, el Titanic sigue navegando y su orquesta continúa tocando. Pese a descansar a 4.000 metros de profundidad en el Atlántico Norte

El Mundo.es

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Uma foto por dia

Stories of the ordinary, the extraordinary, the classic, the unexpected and the hidden gems
by a long time resident who shares his love of New York City.

New York Daily Photo

quarta-feira, 4 de abril de 2012