quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Viagens na Minha Terra

"Fajão recebe-nos com a hospitalidade das suas gentes e com a beleza surpreendente das suas casas. Cada uma tem uma história feita de pequenos pormenores e de configurações inovadoras que respeitam e elogiam as linhas tradicionais. É preciso andar devagar e apreciar o namoro entre o xisto e as madeiras de portas e janelas, ou reparar como a cor das paredes parece iluminar todas as ruas por dentro, e que todas elas nos guiam para a luz dos espaços mais amplos. No exterior destacam-se os telhados em lousa e as carpintarias de linhas sóbrias. As janelas de vidro inteiro e duplo, com portadas interiores, conferem leveza a toda a estrutura dos edifícios. As portas, encimadas por padieiras em madeira, apresentam em alguns casos um tradicional postigo de vidro. Aqui e ali, algumas paredes rebocadas e pintadas de amarelo-torrado alegram a vila com um colorido pontual. Aprecie as aldrabas, os postigos e cercas, as cimalhas e as paredes curvas, as fontes ou as varandas."
Aldeias do Xisto


















Fajão foi vila e sede de concelho até 1855.
No entanto, é uma pequena povoação de difícil acesso, cujo principal encanto reside na permanência de um cariz primitivo de grande interesse e na paisagem que proporciona a quem dela se aproxima.
Rodeada de cabeços nus e de alguns penhascos, torna-se difícil distinguir as serras propriamente ditas de entre uma grande confusão de colinas, lombas, barrancos, cabeços e valeiros, numa estranha sucessão de curvas suaves e graciosas, desérticas até onde a vista alcança.
Fajão fica situada próxima da nascente do rio Ceira...
A antiga Ermida de Nossa Senhora da Guia também foi demolida e, embora a actual seja de uma arquitectura que se adapta ao meio local, o seu modernismo é quase chocante.

À Descoberta de Portugal, vol 1, pp249

Fotos Carlos Gama / Carlos Gonçalves

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Viagens na Minha Terra

Na Vila de Oleiros, pela direita em direcção a Álvaro, chegamos a Casal Novo. A Fábrica da Resina num amontoado de esquecimento e histórias passadas, deu pão a muitas famílias. Pela esquerda entramos no Mítico troço Casal-Madeirã.

Passada a Fonte, a Curva do Gelo, e o Alto do Cavalo (lugar mítico), encontramos a placa de Sobral 5 Km. A partir daqui os nomes são estes: Faval, Leiria de Cima, Leiria do Meio, Pessilgal, Roda de Baixo, Roda de Cima, Sabugal, Sobral de Baixo, Sobral de Cima e Casalinho... E pelos seguintes lugares: Póvoa de Minal, Mourelo, Ninho do Corvo, Val da Constância, Fundo do Val, Picorreia, Sobreirinho e Val da Carreira.

Em Oleiros, no Alto do Cavalo, ( lugar mítico) no horizonte próximo a povoação do Cavalo. Mais para além daquela curva Monte Fundeiro, terra muito marcada pelo drama do GRANDE incêndio de 2003.
E ainda, no troço Madeirã-Casal Novo e Alto da Cava-Casal Novo.
Vale de Mós, Mosteiro...


Em Oleiros, no Alto do Cavalo (lugar mítico) onde no passado ocorreu um crime hediondo.
A povoação do Cavalo, mais para baixo Monte Fundeiro marcada pela tragédia do GRANDE incêndio de 2003.
Escola pequenina e já sem alunos, junto da estrada principal.
Um pastor com o seu pequeno rebanho por ali andava num final de tarde soalheiro.
O caminho estreito levava a Vale Salgueiro onde ocorreu um DRAMA com a passagem do GRANDE incêndio de Agosto de 2003.
Habitantes deste lugar tiveram de refugiar-se dentro de um tanque de água para salvarem a sua pele. Entre eles estava uma cirança de...4 anos!


No espelho retrovisor do Carisma a descida para Azenha da Ribeira, a aldeia de Poeiros e um oásis no mapa dos incêndios: uma mancha de Pinheiros para o futuro queimar? Será? Do meu lado direito avisto lá para longe Alcains, Salgueiro do Campo e para o lado Sul, a grande urbe! Castelo Branco...
Agora é altura de enfrentar uma descida com declive de 20% em 700 metros! Prova para máquinas e condutores!!
Estamos na Azenha de Cima, terra de Xisto e muito bonita.
Para trás ficaram:
Lugares míticos.
Paisagens a perder de vista.
O mapa dos incêndios.
Cristas, Vales, Outeiros, Montes, Serras, Planaltos...
Lugares, sonhos, amores e a esperança de pessoas marcadas pelo tempo, pela dura prova do tempo.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Viagens na Minha Terra

As Minas da Panasqueira são as maiores minas subterrâneas do mundo, com mais de 12 mil quilómetros de túneis escavados pelo homem.

Panasqueira / Rebordões - S. Jorge da Beira
Fotos Carlos Gama / Carlos Gonçalves

Panasqueira. Tudo começou em 1895...
Do Salgueiro 928 mtr S.Jorge da Beira, a Panasqueira, e a serra...de espessos matagais, sobretudo urze, giestas, medronheiros e um farto pinhal.Era tal a abundância de volfrâmio...pedras enormes, puro minério...
Foto tirada no Clube dos Amigos da Panasqueira
Foto tirada no Clube dos Amigos da Panasqueira
Barroca Grande. Foto tirada no Clube dos Amigos da Panasqueira
Entrada no Clube dos Amigos da Panasqueira
Panasqueira vista de S.Jorge da Beira
S. Jorge da Beira da estrada da Panasqueira.
A vertente sul da Serra da Cebola 1296 mtr

domingo, 5 de agosto de 2012

Ponto central

Este excelente blogue parece que se "zangou com a restante blogosfera" (de meios mais "arcaicos" e quiçá sem tantas fontes de informação, até pela enorme dificuldade em ter as fontes informadoras no sítio certo) continua a ser um blogue de referência e leitura diária, da minha parte, mas ao qual não posso passar sem aconselhar uma visita ao SIMPOSIUM TERAPÊUTICO de Classificação fármaco-terapêutica, para que possa iniciar um maior comprometimento com o indivisível, que são todos os profissionais de educação em Portugal, e não apenas a "mania" bem portuguesa, de nos colocarmos uns patamares mais além do senso comum.

sábado, 4 de agosto de 2012

"Nação valente e imortal"



Este Manifesto deveria ser fotocopiado em milhões de folhetos e lançado sobre Portugal à moda antiga. De avioneta.
Hoje em dia está reservado a poucos poderem falar e escrever sem pensar em consequências. Com verdadeira Liberdade!
  Portugal visto por Lobo Antunes
  • Um escritor genial, um retrato demolidor da " Nação valente e imortal". Façam o favor de ler.


Nação valente e imortal

Agora sol na rua a fim de me melhorar a disposição, me reconciliar com a vida. Passa uma senhora de saco de compras: não estamos assim tão mal, ainda compramos coisas, que injusto tanta queixa, tanto lamento. Isto é internacional, meu caro, internacional e nós, estúpidos, culpamos logo os governos. Quem nos dá este solzinho, quem é? E de graça. Eles a trabalharem para nós, a trabalharem, a trabalharem e a gente, mal agradecidos, protestamos.
Deixam de ser ministros e a sua vida um horror, suportado em estóico silêncio. Veja-se, por exemplo, o senhor Mexia, o senhor Dias Loureiro, o senhor Jorge Coelho, coitados. Não há um único que não esteja na franja da miséria. Um único. Mais aqueles rapazes generosos, que, não sendo ministros, deram o litro pelo País e só por orgulho não estendem a mão à caridade. O senhor Rui Pedro Soares, os senhores Penedos pai e filho, que isto da bondade as vezes é hereditário, dúzias deles. Tenham o sentido da realidade, portugueses, sejam gratos, sejam honestos, reconheçam o que eles sofreram, o que sofrem. Uns sacrificados, uns Cristos, que pecado feio, a ingratidão. O senhor Vale e Azevedo, outro santo, bem o exprimiu em Londres. O senhor Carlos Cruz, outro santo, bem o explicou em livros. E nós, por pura maldade, teimamos em não entender. Claro que há povos ainda piores do que o nosso: os islandeses, por exemplo, que se atrevem a meter os beneméritos em tribunal. Pelo menos nesse ponto, vá lá, sobra-nos um resto de humanidade, de respeito. Um pozinho de consideração por almas eleitas, que Deus acolherá decerto, com especial ternura, na amplidão imensa do Seu seio. Já o estou a ver
- Senta-te aqui ao meu lado ó Loureiro
- Senta-te aqui ao meu lado ó Duarte Lima
- Senta-te aqui ao meu lado ó Azevedo que é o mínimo que se pode fazer por esses Padres Américos, pela nossa interminável lista de bem-aventurados, banqueiros, coitadinhos, gestores que o céu lhes dê saúde e boa sorte e demais penitentes de coração puro, espíritos de eleição, seguidores escrupulosos do Evangelho. E com a bandeirinha nacional na lapela, os patriotas, e com a arraia miúda no coração. E melhoram-nos obrigando-nos a sacrifícios purificadores, aproximando-nos dos banquetes de bem-aventuranças da Eternidade.

As empresas fecham, os desempregados aumentam, os impostos crescem, penhoram casas, automóveis, o ar que respiramos e a maltosa incapaz de enxergar a capacidade purificadora destas medidas. Reformas ridículas, ordenados mínimos irrisórios, subsídios de cacaracá? Talvez. Mas passaremos sem dificuldade o buraco da agulha enquanto os Loureiros todos abdicam, por amor ao próximo, de uma Eternidade feliz. A transcendência deste acto dá-me vontade de ajoelhar à sua frente. Dá-me vontade? Ajoelho à sua frente indigno de lhes desapertar as correias dos sapatos.
Vale e Azevedo para os Jerónimos, já!
Loureiro para o Panteão já!
Jorge Coelho para o Mosteiro de Alcobaça, já!

Sócrates para a Torre de Belém, já! A Torre de Belém não, que é tão feia. Para a Batalha.
Fora com o Soldado Desconhecido, o Gama, o Herculano, as criaturas de pacotilha com que os livros de História nos enganaram.
Que o Dia de Camões passe a chamar-se Dia de Armando Vara. Haja sentido das proporções, haja espírito de medida, haja respeito. Estátuas equestres para todos, veneração nacional. Esta mania tacanha de perseguir o senhor Oliveira e Costa: libertem-no. Esta pouca vergonha contra os poucos que estão presos, os quase nenhuns que estão presos como provou o senhor Vale e Azevedo, como provou o senhor Carlos Cruz, hedionda perseguição pessoal com fins inconfessáveis. Admitam-no. E voltem a pôr o senhor Dias Loureiro no Conselho de Estado, de onde o obrigaram, por maldade e inveja, a sair. Quero o senhor Mexia no Terreiro do Paço, no lugar D. José que, aliás, era um pateta. Quero outro mártir qualquer, tanto faz, no lugar do Marquês de Pombal, esse tirano. Acabem com a pouca vergonha dos Sindicatos. Acabem com as manifestações, as greves, os protestos, por favor deixem de pecar. Como pedia o doutor João das Regras, olhai, olhai bem, mas vêde. E tereis mais fominha e, em consequência, mais Paraíso. Agradeçam este solzinho. Agradeçam a Linha Branca. Agradeçam a sopa e a peçazita de fruta do jantar. Abaixo o Bem-Estar.
Vocês falam em crise mas as actrizes das telenovelas continuam a aumentar o peito: onde é que está a crise, então? Não gostam de olhar aquelas generosas abundâncias que uns violadores de sepulturas, com a alcunha de cirurgiões plásticos, vos oferecem ao olhinho guloso? Não comem carne mas podem comer lábios da grossura de bifes do lombo e transformar as caras das mulheres em tenebrosas máscaras de Carnaval.
Para isso já há dinheiro, não é? E vocês a queixarem-se sem vergonha, e vocês cartazes, cortejos, berros. Proíbam-se os lamentos injustos. Não se vendem livros? Mentira. O senhor Rodrigo dos Santos vende e, enquanto vender, o nível da nossa cultura ultrapassa, sem dificuldade, a Academia Francesa. Que queremos? Temos peitos, lábios, literatura e os ministros e os ex-ministros a tomarem conta disto.
Sinceramente, sejamos justos, a que mais se pode aspirar? O resto são coisas insignificantes: desemprego, preços a dispararem, não haver com que pagar ao médico e à farmácia, ninharias. Como é que ainda sobram criaturas com a desfaçatez de protestarem? Da mesma forma que os processos importantes em tribunal a indignação há-de, fatalmente, de prescrever. E, magrinhos, magrinhos mas com peitos de litro e beijando-nos uns aos outros com os bifes das bocas seremos, como é nossa obrigação, felizes.
(crónica satírica de António Lobo Antunes, in Visão, abril 2012)

Errática & insegura

«Sea como sea, yo sigo siendo la rubia». Tan tranquila dicen que se quedó Marilyn Monroe cuando le dijeron que ella no sería la estrella de 'Los caballeros las prefieren rubias'. Le daba igual.
Continua AQUI

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Viagens na Minha Terra


A barragem de Sta Luzia.

O meu carro perto do paredão da barragem de Sta Luzia.
Junto do início da conduta que transporta a "hidro" para a hidroeléctrica do Esteiro.

A albufeira da barragem de Sta Luzia. Pode ver-se a captação de água e parte da piscina artificial.

O Picoto da Serra de Cebola encoberto pela "animação do céu".
A povoação do Esteiro na margem direita do rio Zêzere.


A "hidro" passa por aqui encosta abaixo, após deixar a albufeira da barragem de Sta Luzia.



No caminho de terra batida junto da hidroeléctrica do Esteiro.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

A Agricultura na Serra do Açor

"A difícil subsistência das populações serranas esteve sempre dependente da relação estreita entre uma agricultura pobre, de cômbaros e pequenos lameiros, e a criação de gado. De tal modo tudo estava tão intimamente ligado, que a criação do porco ou das cabras se cruzava e confundia a todo o momento com as fainas do milho e do centeio ou com o cultivo da batata, do feijão e das botelhas (abóboras). O milho era o principal sustento: quando faltava o milho faltava tudo. A ele se juntava o feijão, a couve, a batata, o azeite, o vinho, a castanha, o porco, a cabra e pouco mais. O estrume das lojas era essencial para o sucesso das sementeiras. Por isso, havia que ir ao mato para a cama das cabras, uma dura tarefa quotidiana que muitas vezes se realizava antes do sol nascer. Agora, com as serras despovoadas de gentes e de gado, há mato em excesso, mas antes, para se encontrar uma boa malha tinham de se percorrer grandes distâncias nos baldios. Um molho de mato pode ser uma obra de arte quando se sabe enfeixar e depois apertar bem, passando a corda pelo gancho do ervedeiro. Em Dezembro começava-se a tirar o esterco das lojas e a transportá-lo para os bocados - um trabalho pesado, feito à força de braços e às costas, nas cestas. Por vezes, quando os acessos o permitiam, os carros de bois davam uma ajuda no transporte. Depois de Fevereiro, as terras começavam a ser voltadas ao encino, de modo a serem preparadas para a sementeira. Como os solos eram magros e quase sempre inclinados, a cava exigia uma técnica especial - começava-se por tirar a terra, abrindo uma vala na parte mais baixa do terreno e acartando a terra às cestas (nas costas, claro) para a parte mais alta, onde era espalhada. Compensava-se, deste modo, o progressivo deslizamento dos solos devido às regas, à chuva e às próprias cavas. Cavada a terra, o esterco era então espalhado nos regos com um encino mais pequeno. Em Março semeava-se o milho, muitas vezes misturado com feijão, em regos pouco fundos. Depois, o milho era arralado. Com um metro era feito o empalhado com mato, para conservar a humidade do solo. Estava-se então em Junho - era a altura da primeira rega. Seguidamente escanava-se (ou tirava-se a bandeira), quando a barba da espiga estava praticamente seca e desfolhava-se a planta quando a espiga começava a aloirar. As folhas e as bandeiras, depois de secas, eram guardadas como alimento de inverno para as cabras, assim se pagando com boa forragem o bom estrume antes recebido. A rega realizava-se com regularidade até a espiga estar quase madura. Finalmente, em Setembro, as espigas já secas eram cortadas do canoco e transportadas para casa. Aí, ao serão, eram descamisadas (ou escalpeladas e depois debulhadas. As descamisadas e as degulhas, em que os grãos de milho eram descasulados (retirados do casulo), eram uma ocasião de entreajuda e convívio: à luz das candeias de azeite desfolhavam-se as maçarocas e depois os homens malhavam, com paus curtos ou manguais, o grande monte de espigas - uma, duas, três vezes, até a maior parte do grão se soltar do casulo. Sentadas em semi-círculo, as mulheres retiravam dos casulos, com as mãos, os grãos que ainda restavam. Cantava-se, falava-se da vida deste e daquele e, quer encontrassem ou não o "milho-rei" os rapazes e raparigas solteiros arranjavam um pretexto para namoriscarem. Depois, vieram as debulhadoras manuais, a seguir as debulhadoras mecânicas, novas qualidades de milho híbrido (já sem "milho-rei") e, por fim, até a mocidade casadoira começou a debandar para as cidades, à cata de outro grão para o seu sustento."

Dr. Paulo Ramalho - Tempos Difíceis - Tradição e Mudança na Serra do Açor

terça-feira, 31 de julho de 2012

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Crisis? What Crisis?

E VIVA PORTUGAL!!!   CONTRA FACTOS...



Folha salarial da Fundação Cidade de Guimarães


Folha salarial (da responsabilidade da Câmara Municipal) dos administradores e de outros figurões, da Fundação Cidade de Guimarães, criada para a Capital da Cultura 2012:

-  Jorge Sampaio
- Presidente do Conselho de Administração:
14.300 ? (2 860 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 500 ? por reunião
-  Carla Morais - Administradora Executiva
12.500 ?  (2 500 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 300 ? por reunião
-  João B. Serra - Administrador Executivo
12.500 ? mensais + Carro + Telemóvel + 300 ? por reunião

-  Manuel Alves Monteiro - Vogal Executivo
2.000 ? mensais + 300 ? por reunião


Todos os 15 componentes do Conselho Geral, de entre os quais se destacam Jorge Sampaio, Adriano Moreira, Diogo Freitas do Amaral e Eduardo Lourenço, recebem 300 ? por reunião, à excepção do Presidente (Jorge Sampaio) que recebe 500 ?.

Em resumo:
1,3 milhões de Euros por ano (dinheiro injectado pelo Estado Português) em salários.
Como a Fundação se vai manter em funções até finais de 2015, as despesas com o pessoal deverão ser de quase 8 Milhões de Euros!!!
Reparem bem: Administradores ganhando mais do que o PR e o PM!

Esta obscenidade acontece numa região, como a do Vale do Ave, onde o desemprego ronda os 15 % !!!

Alguém acredita em leis anti-corrupção feita por corruptos? 
Será que a Sra. Merkel sabe disto? Ou será que ela também tem esquemas iguais?...
O Dr Jorge Sampaio e outros com a idade dele, não estariam melhor a jogar golfe ou sentados a ver as imagens da selva no National Geografic?
E o Governo a pagar ?300,00 mensais a enfermeiros contratados por 7 horas diárias para os Centros de Saúde!...
A  impureza  Partidária  è transversal à  Sociedade Politica  Portuguesa.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Degelo

Extent of surface melt over Greenland’s ice sheet on July 8 (left) and July 12 (right)
AQUI

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Tocam os sinos a rebate!

MINISTRO DA EDUCAÇÃO CRIA ILUSÕES
QUANDO DEVERIA RESOLVER PROBLEMAS
A LUTA DOS PROFESSORES CONTINUA EM JULHO PORQUE
OS PROBLEMAS TAMBÉM CONTINUAM POR RESOLVER

O Ministro da Educação, em audição na Assembleia da República, pressionado pela luta dos professores, fez duas afirmações que têm de ser devidamente esclarecidas, sob pena de soarem a falso: que o MEC está a estudar um processo de vinculação excecional de docentes; que, até 16 de agosto, milhares de docentes seriam retirados do concurso a destacamento por ausência de componente letiva (DACL), sendo-lhes atribuído serviço na escola. Supostamente, tais docentes deixariam de ser “horários-zero”.

- Sobre a vinculação de docentes:
Se o MEC pretender, de facto, vincular os docentes contratados que reúnam as condições indispensáveis para tal, terá de o fazer até de 31 de agosto próximo ou, então, em 1 de setembro, deverá assegurar-lhes colocação. Se isso não acontecer e, em 1 de setembro, como se prevê, a quase totalidade dos docentes contratados ficar no desemprego, então um eventual regime de vinculação que venha a ser aprovado terá um impacto residual e uma expressão meramente simbólica. Na reunião da próxima segunda-feira, com Nuno Crato, a FENPROF exigirá o esclarecimento do que ontem, a este propósito, foi dito pelo Ministro.

- Sobre os docentes com horário-zero:
A FENPROF considera lamentável e não democrática a omissão, pelo MEC, do número de docentes que se encontram na plataforma informática em que as escolas lançaram os nomes dos que ficaram com “horário-zero”.

O que, relativamente a esses docentes, pretende agora fazer-se, não passa de uma forma de esconder a brutalidade dos números. O MEC percebeu serem poucos os que, através de destacamento, sairiam da sua escola tendo, aí, de lhes ser atribuída atividade docente. Então, antecipando a constatação dessa realidade, o MEC decidiu informar, já, quais as atividades a desenvolver, retirando docentes do concurso e criando, assim, a ilusão de que terão deixado de ser “horário-zero”, o que não é verdade. As atividades a atribuir, ainda que sejam docentes, não são letivas, o que significa que os professores não deixarão de ser os que as escolas identificaram como “horários-zero”, mantendo-se numa situação de grande instabilidade em relação ao seu futuro enquanto professores. Ou seja, o MEC, sob pressão, procura resolver o problema para o ano 2012-2013, mas nada garante em relação ao futuro desses docentes que não se livram de, nesse futuro, serem remetidos para a mobilidade especial. A FENPROF considera não ser solução o adiamento da resolução dos problemas e exige soluções que sejam definitivas e consolidadas. Segunda-feira apresentará as suas propostas sobre esta matéria.

Convém ainda acrescentar que as atividades a atribuir aos docentes são, na verdade, precárias: não existirão em todas as escolas, pois estas não poderão contratar recursos humanos para as desenvolver; algumas dessa atividades foram proibidas às escolas há um mês atrás, sendo agora permitidas mas ficando claro que essa será sempre uma decisão arbitrária do MEC a tomar ano a ano e escola a escola; muitas das atividades serão desenvolvidas fora do setor de ensino a que o docente pertence, faltando saber como serão garantidas, por exemplo, as deslocações nos casos em que os docentes terão de fazer itinerância entre escolas do agrupamento, designadamente as 1.º Ciclo. Para prevenir eventuais abusos, a FENPROF vai divulgar uma lista em que constam as atividades que se integram na componente letiva, as que, sendo docentes, contudo, não são letivas e as que não fazem parte do conteúdo funcional da profissão docente.

 PROFESSORES VÃO MANIFESTAR-SE EM TODO O PAÍS 
Independentemente da solução final para o problema criado, hoje ninguém duvida ser intenção do MEC afastar milhares de professores das escolas. A luta dos professores está a dificultar a ação aos governantes, mas a intenção continua presente. Assim, sob o lema genérico: “Os professores fazem falta nas escolas e ao país! Contra a extinção deliberada de postos de trabalho!” serão promovidas concentrações de docentes nos dias 24, 25 e 26 de Julho, respetivamente, no Norte (Porto), na Região Centro (Coimbra) e no Sul (Évora e Faro). No dia 27, em Lisboa, serão entregues no MEC as posições que forem aprovadas naquelas quatro concentrações. (Ver cartaz que segue em anexo).

PROPOSTAS CONCRETAS DA FENPROF PARA DAR RESPOSTAS AOS PROBLEMAS CRIADOS 
As medidas que, deliberadamente, foram aprovadas para reduzirem drasticamente o número de docentes no sistema, têm um impacto extremamente negativo na organização e funcionamento das escolas e na qualidade do ensino e das aprendizagens dos alunos. Procurando, de imediato, dar uma resposta à situação criada, a FENPROF defende as seguintes propostas que serão apresentadas, dia 23, a Nuno Crato:

- Atribuição de serviço letivo efetivo (mínimo de 6 horas letivas) a todos os docentes dos quadros;

- Vinculação dos docentes contratados, com efeitos ao início do próximo ano letivo, nos termos estabelecidos pela lei geral;

- Redução do número de alunos por turma, no mínimo para os valores que vigoravam;

- Alteração de disposições do Despacho 13-A/2012, de 5 de junho, designadamente a reposição das horas para a direção de turma, a atribuição de crédito de horas por Escola Secundária e EB2.3 ainda que agrupada com 1.º Ciclo e Pré-Escolar e não por “mega-agrupamento”, reforço de horas a todas as escolas, sem penalização das mais desfavorecidas;

- Criação de novos mega-agrupamentos (agregações) apenas nos casos em que se verifique consenso entre autarquia, conselhos gerais das escolas e administração educativa;

- Suspensão de vigência da revisão da estrutura curricular e início de um grande debate que permita, dentro de um ano, realizar uma verdadeira reorganização curricular;

- Pagamento das dívidas do MEC aos professores, designadamente a compensação por caducidade dos contratos. Ao obrigar os docentes a recorrerem aos tribunais para garantirem esse pagamento, o MEC está a onerar os custos da Justiça e a sobrecarregá-la de processos cujo fim é o que já se conhece: até ao momento, são já 42 sentenças condenatórias do Ministério.

 O Secretariado Nacional

domingo, 15 de julho de 2012

Retalhos de uma vida...promissora!

 recebido por e-mail

Miguel Relvas: retalhos da vida de um aldrabão

Recorte do extinto Região de Tomar, datado de 1997, que em boa hora ontem virou pdf. Descubra detalhes de uma carreira já na altura (há 15 anos!!) promissora: viagens & turismo, moradas falsas e outras habilidades. Um artista, chamou-lhe o jornal, um verdadeiro aldrabinho, hoje com uma larga carreira que faz dele um fascinante aldrabão.
Ver em formato pdf.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

terça-feira, 10 de julho de 2012

Um blogue por dia

pragmatismo
s. m.
(fil.) teoria segundo a qual a função essencial da inteligência não é
fazer-nos conhecer as coisas, mas permitir a nossa acção sobre
elas (E. Bergson, filósofo francês, 1859-1941; W. James, filósofo
americano, 1842-1910; E. le Roy, filósofo francês, 1870-1954);
teoria segundo a qual a verdade de uma ideia reside na sua
utilidade, definindo-se pelo seu êxito (W. James, filósofo americano,
1842-1910; J. Dewey, filósofo americano, 1859-1952).

(Do gr. prágma, -atos, «acção», pelo ing. pragmatism,
«pragmatismo»)

contra-facção

segunda-feira, 9 de julho de 2012

"Bem vindo a nossa casa"

"No fundo aplanado do vale do Rio Zêzere, entre serranias e pinhal, na Aldeia do Xisto de Janeiro de Cima, encontra a casa Cova do Barro."

domingo, 8 de julho de 2012

UM blogue por dia

 "Quando se priva as pessoas do que ganham ou se lhes tira o trabalho, destrói-se-lhes a dignidade pondo-se em causa as suas famílias."
http://fiel-inimigo.blogspot.pt/

segunda-feira, 2 de julho de 2012

"Mais uma vez não se pega o touro pelos cornos"

»Sinto que mais uma vez não se pega o touro pelos cornos?. É assim a modos que uma pega de ?cernelha?, porque quanto ao Pré-escolar e ao 1º Ciclo nada de fundamental.

Transição obrigatória no 1º ano? Sim, continua a palhaçada.
Planos de Recuperação, Planos de Acompanhamento? Sim, continua a palhaçada.
Apoio ao Estudo para todos? Sim, continua a palhaçada com os EE a dizer que sim, que sim, que sim? 27 horas letivas!
Sim que ao Apoio ao Estudo vão TODOS, que todos são filhos de gente!

PCT? Sim, continua a palhaçada da burocracia.
Mono docência coadjuvada, em expressões? Sim, continua a palhaçada?
Apoios? Sim, continua a palhaçada da burocracia da articulação e mais planificações e relatórios e relatórios e relatórios dos relatórios, etc?
Das AECs, do Apoio Educativo, da E. Especial, da coadjuvação, da articulação da atividade A com as restantes, da B com as restantes, das C com as restantes, da D com as restantes?.

O 1º Ciclo é assim como um Aterro Sanitário da Educação! Tudo lá vai  parar! Tudo quanto existe cai! É a própria gravidade pura!
Não há tempo para o essencial!
Ouviu bem Sr Ministro? Não há tempo!
É tudo Projeto: é o PNL, é o PAM, é o de E. Sexual, é o Ens. Ex. das  Ciências, é o de FC, é o de Área de Projeto, é o da CPCJ, é o do Centro de Saúde, é o da Biblioteca Municipal, é o da Câmara Municipal, é o da Proteção Civil, é o da articulação com o 2º Ciclo, é o da articulação com o 3º Ciclo, é o da articulação com o Secundário, é o da articulação com o Pré Escolar, é o da articulação com todos?
É O DA PQP !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

E depois, planifique lá, faça esquemas e mostre lá como se articula cada um com cada qual e cada um com as diferentes áreas curriculares
disciplinares e com as áreas curriculares não disciplinares, e com as AECs?
 E depois registe lá, também, os Contatos Informais: com EE, com colegas, com e com e com e com?

E depois, avalie lá o que planificou explanando toda a articulação: o que foi conseguido, o que não foi, o que fugiu à planificação, o que adaptou e porquê? o que introduziu e porquê?
E depois faça lá umas grelhas com os resultados alcançados, um relatório ?corrido? também, e já agora uns gráficos? e já agora mais do mesmo, mas comparativos, período a período, e já agora compare lá com os resultados do ano passado? PQP!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

E já agora passe lá uns Inquéritos e faça lá o tratamento dos dados? e o relatoriozinho corrido?
 E já agora, não se esqueça de fazer a avaliação de cada atividade do PAA, de outras que surjam e de cada projeto com os seus alunos, pois existem documentos para o efeito? folhas para fotocópias, tonner, etc
e tal é que não?

E já agora, Não se atrevam a dizer que não! Não falo de ouvir falar:
 - falo porque esta é a minha realidade!
 NÃO TENHO ESPAÇO, NÃO TENHO TEMPO PARA O ESSENCIAL. - Estou farta! GOSTAVA DE SER SÓ PROFESSORA!»
(SIC)