“Se um dia disserem que o seu trabalho não é de um profissional, lembre-se: A Arca de Noé foi construída por amadores; profissionais construíram o Titanic…“
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Potosí
quarta-feira, 16 de junho de 2010
terça-feira, 15 de junho de 2010
O parto da Moleira
Chamavam-lhe assim por ironia cáustica, visto que de suas portas adentro sempre reinou a miséria, perpetuada por herança paterna. Ele próprio era a imagem da fome: meão de corpo e seco de carnes, de olhos avinagrados sumidos nas órbitas, cobriam-lhe o toutiço umas farripas de pêlos eriçados, ressumando carências. Tinha um génio assomadiço, que explodia por vezes em fúrias selváticas, ímpetos que ele acalmava sovando desalmadamente a mulher e os filhos. De igual trato padeciam os burricos, que diariamente alombavam os taleigos da farinha, encosta acima, a caminho da Terra-Chã. Duma vez, na ladeira das Rodelas, a um jerico famélico que se aninhou no trilho com peso da carga, e não pôde mais erguer-se, por falta de forças, ali mesmo lhe espetou uma navalha no pescoço, e escoiçou o sangue. A selvajaria deu brado e até meteu Justiça...
O demónio! Este Fartura.
Entretanto, no convívio com estranhos, ou comparsas de taberna, era cortês e de boas falas. Naquela manhã em que me bateu à porta vinha manso como um cordeiro:
«Senhor doutor, venho aqui para vossa «incelência» ter o incómodo de ir ver a minha mulher que está para dar à luz. Deu-lhe uma «coisa»: começou, com sua licença, a escoicinhar com os pés e as mãos, a revirar os olhos, e a escumar da boca... E ficou-se a roncar... Sem dar acordo de si...»
Já sei. Eclâmpsia.
Vamos lá.
E acompanhei o moleiro até aos Moinhos da Coruja, que ficam a montante da Ponte Nova na margem direita do Alva.
Pelo caminho o Fartura foi desfiando o seu rosário de desgraças: - «Duas ovelhas mortas com baceira; um suíno - com sua licença! - enterrado com malina; as «recolhenças» perdidas; e agora, a minha mulher...
É assim a vida dum pobre!
Só desandanças, senhor doutor! Só desandanças!...
Não me alembra dum Samiguel tão escasso...»
A residência era por cima dos moinhos. Por baixo, tamborilavam as mós e rugia o açude. Encontrei a moleira em coma profundo, estendida sobre uma cama, que ocupava por completo o cacifo de dormir.
Uma saleta contígua, que também servia de cozinha, era o único campo de manobra ao meu dispor. Enquanto os ferros fervem na lareira ao lado, observo a parturiente e ausculto o feto.
Este, manifesta sinais de sofrimento intenso. Para o salvar era preciso agir depressa. Duas mulheres que ali aparecem, por caridade, servem-me de ajudantes.
Com a rapidez possível, aplico o fórceps e extraio um cachopo em síncope, que consigo reanimar. Eu próprio o lavo, preparo, e deito ao pé da mãe, que continua em coma.
Regresso a casa com meia batalha ganha, mas preocupado. Nessa noite, pouco dormi, a pensar na moleira...
De manhã, volto aos moinhos, e encontro-a no mesmo estado. E o pequenito, a quem eu já queria bem, abandonado a um canto, embrulhado nuns trapos, quase morto.
Apercebo-me do que lhe iria acontecer e tomo uma resolução: meto-o debaixo do sobretudo e levo-o para minha casa, de presente a minha mulher, que o acolhe com alvoroço e simpatia.
Estávamos casados havia pouco tempo, e ainda não tínhamos filhos. Se a moleira morresse, seria aquele o primeiro, adoptivo. Deitámo-lo no nosso quarto. E entregue aos desvelos da minha mulher, o Farturita começou a agarrar-se à vida.
De noite, quando nos acordava a choramingar, eu dizia: - Quem sabe! Pode estar aqui um santo, um sábio, ou... um ladrão!... Seja o que for, tem o direito de viver. E viveu!
As minhas visitas aos Moinhos da Coruja prolongaram-se por uma semana, para tratar da moleira, injectar-lhe soro, tentar salvá-la. No sétimo dia, quando eu acabava de lhe injectar uma dose de soro, a mulher entreabre um olho, depois o outro, fita-me, e numa voz que parece vir do outro mundo, pergunta:
- «Quem é?»
- Sou o médico.
- «Ai!...»
E começa a palpar-se no ventre, que encontra diminuído, vazio...Conto-lhe o que aconteceu...
A moleira continua a palpar, agora na cama, dum lado, do outro, como quem procura alguma coisa, e a soluçar exclama:
- «E o meu filho! Morreu?»
- Não. Está em minha casa.
- «Ai!... Sim! Sim! No cemitério...»
- Não. Amanhã trago-lho.
No dia seguinte, levo o petiz à moleira. Esta, agarra-o, beija-o, mete-lhe a teta na boca, e aperta-o contra o coração, num íntimo abraço de duas vidas que acabavam de vencer a morte!
O Fartura, aproxima-se de chapéu na mão, e declara solenemente:
- «Senhor doutor, nem de rastos como as cobras posso pagar o que lhe devo! E sobre todos os favores, ainda quero pedir-lhe mais um: - Há-de ser o padrinho do cachopo.»
Fui efectivamente o padrinho e a minha mulher a madrinha. Contra a minha vontade, puseram-lhe o nome de Vasco.
Deveria ser Moisés!...
E assim saldou o Fartura a conta dos meus serviços...
Vasco de Campos - Serra, caminhos de um médico
segunda-feira, 14 de junho de 2010
domingo, 13 de junho de 2010
de JC ao Ceiroquinho - 2010 Edition
O início do PR ficou marcado por um forte nevoeiro na Cumeada de Ceiroco, Covo e cruzamento para Fajão. Nesta parte da etapa o frio não deu tréguas aos 16 participantes. Chegados à Casa do Guarda Florestal, faltava um elemento que por tradição anda com "grande tranquilidade", mas desta vez foi necessário usar as nossas comunicações via satélite para saber do seu paradeiro. Dois elementos resolveram voltar atrás alguns metros, quando surge do nevoeiro (qual D. Sebastião) o caminheiro, para gáudio da turba!
Um elemento da Organização CG, chegou a comunicar com o nosso Heli, mas perante as condições climatéricas tornava-se perigoso levantar voo.
A partir desta altura a velocidade aumentou consideravelmente até porque a visibilidade era agora a perder de vista. Chegados à imponente Barragem de Sta Luzia e transposto o paredão, nova paragem para tomar uma café ou uma Sagres!
Do Casal da Lapa até JC por caminho florestal, a JC-Ceiroquinho 2010 Edition terminava com a bonita descida das Voltas em direcção ao rio Zêzere, por ponte pedonal para atingir a margem esquerda. A Organização (Manuela Margalha da Casa de Janeiro/Restaurante Fiado & Carlos Gama das Organizações Ceiroquinho (Clube Percursos) preparam já a 4.ª Edição, com data prevista para o segundo fim-de-semana de Junho de 2011.
sábado, 12 de junho de 2010
Comandante Cousteau
sexta-feira, 11 de junho de 2010
"Circus Christi"
quinta-feira, 10 de junho de 2010
O viajante CG
Hoggar, en el corazón del gran desierto africano
quarta-feira, 9 de junho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
Cuántas veces has pasado a mi lado, Dios mío, y no te he acogido!
o forastero o desnudo
o enfermo o en la cárcel,
y no te asistimos?.
Y él entonces les responderá:
En verdad os digo
que cuanto dejasteis de hacer con uno de estos más pequeños,
también conmigo dejasteis de hacerlo.
E irán éstos al castigo eterno,
y los justos a la vida eterna.»
(Mat 25,44-46)
¡Cuántas veces me han dicho con una mirada, o explícitamente: "Llévame contigo"!
Me lo dice la perrita de la vecina, cada vez que me encuentra en el rellano de la escalera, al dirigirse hacia mi puerta y tocarla con su patita.
Me lo dice la alumna que ya no soporta seguir encerrada en el aula y me ve aparecer sonriendo.
Me lo dijo a la puerta de una iglesia y me estremezco al recordarlo un joven sin techo ni hogar, recién llegado de algún país africano.
Porque tuve hambre, y no me disteis de comer...
Siempre llevo prisa cuando vuelvo de visitar a Albert. Las calles peatonales, abarrotadas al venir, están ahora semidesiertas.
Un individuo con el pelo sucio y revuelto extiende la mano.
No llevo nada... (suelto) , musito sin detenerme.
¡Me faltan sólo 1.80 € para el bocadillo, y llevo horas! , oigo a mis espaldas.
Yolanda
Todos los días, hacia las once, suena un timbre estruendoso, se abren de golpe las puertas de las aulas, y los pasillos se inundan de niños y niñas. Gritan, corren y devoran generosos bocatas.
Yolanda estaba sola y pensativa.
No tienes muy buen aspecto. ¿Ya has comido algo hoy?
No.
Pues deberías desayunar. ¿Tienes dinero?
No... ¿me puedes prestar un euro?
Ten, dos euros.
Cinco minutos más tarde volvió, sonriente. Terminó lo que quedaba del bocadillo con un par de mordiscos y se sentó a mi lado.
¿Por qué no le dices a tu madre que te prepare algo para media mañana?
No...
Bueno, pues coge tú misma algo de la nevera.
No... ¿sabes qué pasa?
Y me contó que su madre tenía un problema con el alcohol, y que la nevera estaba vacía, y que había pasado unos días en un centro de acogida para menores... y que no quería volver allí.
A veces, hacia las once, mientras juegan por el patio, tomo prestada la guitarra del Departamento de Música y me escondo en una de las aulas vacías, o en el almacén de papel de Conserjería, para tocar un par de canciones. Siempre son las mismas, las que conozco desde hace años. Las he cantado centenares de veces, pero todavía necesito las partituras. Siempre las mismas... amarillentas por el paso del tiempo. Escogí "Mediterráneo", de Juan Manuel Serrat:
"A fuerza de desventuras, tu alma es profunda y oscura..."
Y entonces se coló Yolanda. Se sentó sin pedir permiso, sin decir nada. Esperó a que acabara la canción y dijo:
Me gustaría tener un padre como tú.
¡...!
Una florecita puede hacer añicos una roca, ¿verdad?
Una flor nacida en un basurero, quizá...
¿Y dónde está tu padre?
En la cárcel.
¡Cuántas veces has pasado a mi lado, Dios mío, y no te he acogido!
Que no me conforme con dar limosna.
Que sepa darme a quien me necesita.
Que vea tu rostro en los pobres.
XTEC
segunda-feira, 7 de junho de 2010
O Rei Crimson
Starless And Bible Black
In The Wake Of Poseidon
Sleepless
Este último é de ouvir e chorar por mais...Devo eu, sobrevivente desta terra, celebrar?
O meu lamento, a minha existência, alhures...
domingo, 6 de junho de 2010
Madain Saleh
sábado, 5 de junho de 2010
Uma corrida moderna
Derroche de fijeza, casta y nobleza
"termitières"
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Golpe mecânico
quinta-feira, 3 de junho de 2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Deslumbrados com a paisagem
"Por entre caminhos e veredas, hoje estradas, atravessando ou ladeando a Serra do Açor e de tal forma deslumbrados com a paisagem, quase nos esquecemos dos precipícios que acompanham a estrada que sai de Arganil: são 35 Km de surpresas sucessivas que terminam numa das mais antigas aldeias serranas de Portugal, o Piódão. Um percurso inesquecível pela Serra do Açor, em estradas estreitas mas extremamente bem sinalizadas. Descendo da Estrela para se unir à Lousã por entre o rio Alva e o rio Ceira, a Serra do Açor integra-se na cadeia montanhosa que corta Portugal transversalmente, estabelecendo o limite das serranias de altitudes elevadas que contrastam com as aplanadas orografia do Sul. O seu ponto mais alto, o Picoto do Piódão, chega a atingir os 1400 m de altitude. Pela EN 17, de Coimbra em direcção à Guarda, toma-se a estrada para Arganil, daí seguindo em direcção a Coja, pela estrada EN 342. De Coja para o Piódão, dois caminhos são possíveis: sem deixar a EN 344, passando por Cerdeira; ou, logo depois da aldeia de Pisão, seguindo pela estrada que surge à direita, em direcção a Benfeita, optando-se assim por fazer o caminho pela Paisagem Protegida da Serra do Açor. Situada na vertente Norte da Serra do Açor, a Paisagem Protegida da Serra do Açor, ocupa uma área de 346 ha e integra a Mata da Margaraça - Reserva Natural Parcial - e a Fraga da Pena - Reserva de Recreio. Na Fraga da Pena, adensa-se a vegetação e regala-se a vista com quedas d'água e pequenas lagoas que vão surgindo à medida que se sobem os penhascos, salpicados, aqui e além por rústicos bancos e mesas. Retoma-se a estrada alcatroada que termina logo depois de passada a aldeia de Pardieiros, iniciando-se aí o caminho de terra que atravessa a Mata da Margaraça. Num vale perdido da Serra do Açor, a mata verde é densa, sempre húmida, relembra ainda as florestas primitivas que durante séculos cobriam as serranias do Centro. A Mata da Margaraça constitui um raro testemunho da vegetação espontânea (e muito diversa) da paisagem serrana e uma importante reserva genética de vegetação e animais selvagens. Um testemunho quase único em Portugal de que as matas naturais têm uma vitalidade e riqueza em nada comparável às monótonas plantações de pinheiros ou de eucaliptos. Impõe-se um passeio a pé, para encontrar quedas d'água, degraus talhados na rocha que sobem ao longo da levada da água ou as raras casas agora reconstruídas, como a Casa da Eira, rusticamente mobilada à maneira de antigamente. Sempre fresca, sempre húmida e escorregadia, sempre verde. Passear pelo bosque e descobrir então um sem número de carvalhos e castanheiros, cerejeiras bravas e azevinhos, avelaneiras ou mesmo loureiros, e muitos outros arbustos como o medronheiro que, de tão antigo se fez árvore. Na mata ouvem-se os cucos, as rolas e as gralhas pretas ou as corujas, e entre os tufos de martagão, descobrem-se por vezes vestígios de doninhas e raposas, de genetas ou de javalis. 0 açor, que dá nome a Serra, paira ainda nos céus, ao lado do gavião ou da águia de asa redonda, pacientemente esperando alguma cria incauta que lhes sirva de repasto. As primeiras referências escritas a esta mata datam do séc. XIII, quando era propriedade dos bispos de Coimbra, mantendo-se assim até ao séc. XIX. Com o regime liberal, a Mata da Margaraça, já então designada por Quinta da Margaraça, passa primeiro para a posse do Estado, para logo de seguida ser vendida a particulares em hasta pública. Manteve-se desde sempre conservada, intocável, até que muito recentemente (1979) o seu último proprietário privado iniciou o corte dos majestosos castanheiros e carvalhos. A relação antiga, quotidiana, que as populações de Pardieiros, Monte Frio e Relva Velha mantinham com a mata, foi-se tornando apenas sentimental: abandonaram-se as azenhas e os fornos que enquadravam as tradicionais actividades humanas e desprezaram-se as quelhadas ou a courela de castanheiros antigamente explorados em regime de talhadio. Mas foi esta relação sentimental que salvou a mata da destruição total, quando as gentes de Pardieiros, sacrificando um valor tão básico para estas povoações isoladas, abriram valas na estrada, e impediram a passagem das camionetas e o desbaste da florestaEm Janeiro de 1983 a Quinta da Margaraça e adquirida pelo Estado e, por via do Dec.-Lei n.º 25/89, são oficialmente definidas medidas cautelares para esta Área de Paisagem Protegida da Serra do Açor. Cautelares mas não preventivas: não foram suficientes para prevenir o incêndio que, ateado nos pinhais da região, alastrou à mata e destruiu a orla do arvoredo, em cerca de dpis terços da sua superfície. Retoma-se então o caminho para o Piódão. Para trás ficou a mata verde e fresca, e eis que surge destacada, a mancha alva e cuidada de Monte Frio. Segue a estrada pelo alto amparada a um lado pela parede de xisto para logo no outro se perder na vertigem do precipício. Só depois do cruzamento de Porto da Balsa começa então o desfiladeiro da descida ao vale onde se esconde o Piódão. A imagem branca de Monte Frio ainda fresca na memória, e de repente substituída por essa escura incrustação de xisto arrancado da serra e desnudado no casario, onde se destaca a Igreja pintada de branco."
Documentos Sem Ordem
sábado, 29 de maio de 2010
Uma marca humana
O que escrevi na minha agenda naquela segunda-feira, 23 de Janeiro de 2006
Passada a Fonte, a Curva do Gelo, e o Alto do Cavalo (lugar mítico), encontramos a placa de Sobral 5 Km. A partir daqui o meu local de trabalho já se avista na brancura das suas paredes, numa paisagem que ESMAGA pela sua vastidão, cores, sons, cheiros...
Hoje é dia de passar por Vale de Mós. Num troço de excelente piso - feito em declive abrupto - com um vale muito bonito - onde - aqui e ali - pontua uma marca humana.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
quase maioria absoluta de PSD em sondagem
A dura prova do tempo
O que escrevi na minha agenda naquela quarta-feira, 18 de Janeiro de 2006
Viagens na minha terra
Na Vila de Oleiros, pela direita em direcção a Álvaro, chegamos a Casal Novo. A Fábrica da Resina num amontoado de esquecimento e histórias passadas, deu pão a muitas famílias. Pela esquerda entramos no Mítico troço Casal-Madeirã.
Passada a Fonte, a Curva do Gelo, e o Alto do Cavalo (lugar mítico), encontramos a placa de Sobral 5 Km. A partir daqui os nomes são estes: Faval, Leiria de Cima, Leiria do Meio, Pessilgal, Roda de Baixo, Roda de Cima, Sabugal, Sobral de Baixo, Sobral de Cima e Casalinho... E pelos seguintes lugares: Póvoa de Minal, Mourelo, Ninho do Corvo, Val da Constância, Fundo do Val, Picorreia, Sobreirinho e Val da Carreira.
Em Oleiros, no Alto do Cavalo, ( lugar mítico) no horizonte próximo a povoação do Cavalo. Mais para além daquela curva Monte Fundeiro, terra muito marcada pelo drama do GRANDE incêndio de 2003.
E ainda, no troço Madeirã-Casal Novo e Alto da Cava-Casal Novo.
Vale de Mós, Mosteiro...
Em Oleiros, no Alto do Cavalo (lugar mítico) onde no passado ocorreu um crime hediondo.
A povoação do Cavalo, mais para baixo Monte Fundeiro marcada pela tragédia do GRANDE incêndio de 2003.
Escola pequenina e já sem alunos, junto da estrada principal.
Um pastor com o seu pequeno rebanho por ali andava num final de tarde soalheiro.
O caminho estreito levava a Vale Salgueiro onde ocorreu um DRAMA com a passagem do GRANDE incêndio de Agosto de 2003.
Habitantes deste lugar tiveram de refugiar-se dentro de um tanque de água para salvarem a sua pele. Entre eles estava uma cirança de...4 anos!
No espelho retrovisor do Carisma a descida para Azenha da Ribeira, a aldeia de Poeiros e um oásis no mapa dos incêndios: uma mancha de Pinheiros para o futuro queimar? Será? Do meu lado direito avisto lá para longe Alcains, Salgueiro do Campo e para o lado Sul, a grande urbe! Castelo Branco...
Agora é altura de enfrentar uma descida com declive de 20% em 700 metros! Prova para máquinas e condutores!!
Estamos na Azenha de Cima, terra de Xisto e muito bonita.
Para trás ficaram:
Lugares míticos.
Paisagens a perder de vista.
O mapa dos incêndios.
Cristas, Vales, Outeiros, Montes, Serras, Planaltos...
Lugares, sonhos, amores e a esperança de pessoas marcadas pelo tempo, pela dura prova do tempo.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
A advogada de New York
desafia o jogador a resolver enigmas na pessoa de Kate, advogada de New York em representação de uma companhia americana que quer comprar uma fábrica em Valadilene, França. O negócio com a proprietária de nome Anna Voralberg, oriunda de uma família rica, torna-se complicado. Kate descobre que Ann morreu. A venda da fábrica torna-se assim um problema. Ann deixa uma espécie de testamento onde indica o nome de um irmão, Hans Voralberg, agora o legítimo dono da fábrica.
Kate deve viajar a diversos lugares na busca de Hans com o propósito de negociar a venda da fábrica. Ela descobre que há muitas coisas na história da família que não se encaixam e não são bem o que parecem.
Syberia 2
Kate Walker está de volta. A ex-advogada continua a saga do universo criado pela história de Benoit Sokal. O autómato Oscar da primeira aventura leva Kate cada vez mais para o Norte...um mistério que regressa no frio gelado da paisagem...
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Alto do Cavalo
O que escrevi na minha agenda naquela terça-feira, 31 de Janeiro de 2006
Alto do Cavalo (lugar mítico), ainda com um manto de neve nos seus 900 metros. As obras do parque eólico, essas é que não param. Muitas são as máquinas e os homens em delicadas manobras. Um novo troço de estrada está a nascer por estas bandas. Está um dia muito bonito. A temperatura é agradável e a paisagem GRANDIOSA "esmaga" a alma humana, por mais "dura" que ela se mostre, nesta paisagem de ENORME - pelo horizonte que se estende a perder de vista. Para Sul, Para a Beira Serra, para a Beira Litoral, para a Estrela, Açor e Lousã, mesmo "aqui" ao pé de mim.
A Fonte, a Curva do Gelo e o Alto do Cavalo (lugar mítico) onde no passado ocorreu um crime hediondo, lugares visitados pela água gelada que se desprendeu das nuvens. Aqui foi possível ver os seus cristais pequeníssimos e hexagonais. Agruparam-se e chegaram à superfície terrestre sob a forma de flocos de neve.
domingo, 23 de maio de 2010
Arrepiante
sábado, 22 de maio de 2010
Oriana Fallaci, documento inédito
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Era uma vez...
ISTO AINDA VAI ACABAR POR PROVOCAR UMA REVOLUÇÃO E O PIOR É QUE EM VEZ DE SER UM 25 DE ABRIL ATÉ PODE SER UM 28 DE MAIO.
Mais uma golpada - Jorge Viegas Vasconcelos despediu-se da ERSE
É uma golpada com muita classe, e os golpistas somos nós....
Era uma vez um senhor chamado Jorge Viegas Vasconcelos, que era presidente de uma coisa chamada ERSE, ou seja, Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos, organismo que praticamente ninguém conhece e, dos que conhecem, poucos devem saber para o que serve.
Mas o que sabemos é que o senhor Vasconcelos pediu a demissão do seu cargo porque, segundo consta, queria que os aumentos da electricidade ainda fossem maiores. Ora, quando alguém se demite do seu emprego, fá-lo por sua conta e risco, não lhe sendo devidos, pela entidade empregadora, quaisquer reparos, subsídios ou outros quaisquer benefícios.
Porém, com o senhor Vasconcelos não foi assim. Na verdade, ele vai para casa com 12 mil euros por mês - ou seja, 2.400 contos - durante o máximo de dois anos, até encontrar um novo emprego.
Aqui, quem me ouve ou lê pergunta, ligeiramente confuso ou perplexo: «Mas você não disse que o senhor Vasconcelos se despediu?».
E eu respondo: «Pois disse. Ele demitiu-se, isto é, despediu-se por vontade própria!».
E você volta a questionar-me: «Então, porque fica o homem a receber os tais 2.400contos por mês, durante dois anos? Qual é, neste país, o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for?».
Se fizermos esta pergunta ao ministério da Economia, ele responderá, como já respondeu, que «o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria ERSE». E que, «de acordo com artigo 28 dos Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto do gestor público em tudo o que não resultar desses estatutos».
Ou seja: sempre que os estatutos da ERSE forem mais vantajosos para os seus gestores, o estatuto de gestor público não se aplica.
Dizendo ainda melhor: o senhor Vasconcelos (que era presidente da ERSE desde a sua fundação) e os seus amigos do conselho de administração, apesar de terem o estatuto de gestores públicos, criaram um esquema ainda mais vantajoso para si próprios, como seja, por exemplo, ficarem com um ordenado milionário quando resolverem demitir-se dos seus cargos. Com a bênção avalizadora, é claro, dos nossos excelsos governantes.
Trata-se, obviamente, de um escândalo, de uma imoralidade sem limites, de uma afronta a milhões de portugueses que sobrevivem com ordenados baixíssimos e subsídios de desemprego miseráveis. Trata-se, em suma, de um desenfreado, e abusivo desavergonhado abocanhar do erário público. Mas, voltemos à nossa história.
O senhor Vasconcelos recebia 18 mil euros mensais, mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo. 18 mil euros seriam mais de 3.600 contos, ou seja, mais de 120 contos por dia, sem incluir os subsídios de férias e Natal e ajudas de custo.
Aqui, uma pergunta se impõe: Afinal, o que é - e para que serve - a ERSE? A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o sector energético.
E pergunta você, que não é burro: «Mas para fazer cumprir a lei não bastam os governos, os tribunais, a polícia, etc.?». Parece que não.
A coisa funciona assim: após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço.
Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores. Aliás, antes da questão dos aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE? Até quando o povo português, cumprindo o seu papel de pachorrento bovino, aguentará tão pesada canga? E tão descarado gozo? Politicas à parte estou em crer que perante esta e outras, só falta mesmo manifestarmos a nossa total indignação.
JÁ AGORA FAÇAM LÁ O FAVORZINHO DE REENVIAR PARA A V/ LISTA DE AMIGOS,
PELO MENOS SEMPRE SE FICA A SABER O QUE SE PASSA NO NOSSO PAÍS.
recebido por electrónic mail ou mais simplesmente e-mail
quinta-feira, 20 de maio de 2010
O viajante CG
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Patagonia, el exilio dorado de Hitler
terça-feira, 18 de maio de 2010
"o país pobre, bonito e honrado"
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Edurne Pasaban
El equipo de la alpinista Edurne Pasaban ha hollado la cumbre del Shisha Pangma (8.027 metros) la pasada madrugada y se ha convertido en la segunda mujer en lograr ascender los 14 'ochomiles' del mundo, después de que consiguiera ese reto, no sin polémica, la coreana Miss Oh.
domingo, 16 de maio de 2010
O viajante CG
Nepal, o país da comida sobre rodas
sábado, 15 de maio de 2010
As melhores ilusões de óptica
sexta-feira, 14 de maio de 2010
A professora
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Pasaban inicia el ataque final al Shisha Pangma
domingo, 9 de maio de 2010
O viajante CG
Vales Secos de McMurdo - Antárctida
Grande Buraco Azul - Belize
Olho de África - Mauritânia
Arquipélago de Socotra - Índico
Cataratas de Sangue - Glaciar Taylor Antárctida
Pamukkale Turquia
sábado, 8 de maio de 2010
Lenda viva
"Que Disneyland compre el Everest"
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Adolescente em fúria
"Aquário" ("Fish Tank")
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Mille Miglia
FOTOGALERIA: As míticas Mille Miglia
quarta-feira, 5 de maio de 2010
"El zoco" de Marrakech
el zoco de Marrakech
terça-feira, 4 de maio de 2010
Na ressaca do Annapurna
O viajante CG
20minutos.es
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Lugares em perigo
domingo, 2 de maio de 2010
Buda de la Felicidad
sábado, 1 de maio de 2010
Acerca dos valores na alta Montanha
Muchos alpinistas de élite critican a Oiarzabal por sus quejas contra el grupo de Oh en el rescate fallido de Calafat
O viajante CG
sexta-feira, 30 de abril de 2010
O sherpa Dawa
O viajante CG
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Fascínio mortal
Tragédia no Annapurna
Visita virtual
quarta-feira, 28 de abril de 2010
O viajante CG
elviajero.elpais.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Que país tão triste
"que país tão triste, que a um dos seus maiores homens,abandonou ostracisou, só porque nada queria ter a ver com o poder ,pergunto-me eu quem são estes que mandam,quem são estes que aparecem no poder? onde estavam eles quando Salgueiro Maia, este sim um Homem, lhes deu um país novo? e agora lembraram-se de fazer do de abril uma evolução... evoluam mas é eles , que o de Abril será sempre a nossa REVOLUCÃO."
BEM HAJAS, "CAPITÃO" SALGUEIRO MAIA
O sítio do Viriato
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Capitão Salgueiro Maia
domingo, 25 de abril de 2010
De Santa Comba Dão a Grândola "Vila Morena"
O DN começou em Santa Comba Dão uma reportagem de 2040 quilómetros que terminou em Grândola. Da terra de Salazar até à 'Vila Morena', a senha do golpe militar, ouviu-se e sentiu-se tudo aquilo que os portugueses pensam do 25 de Abril de 1974.
Golpe de Estado
Edurn Pasaban a caminho do Shisha Pangma
sábado, 24 de abril de 2010
Picos de Europa
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Strawberry fields forever
Nas cidades, vilas e aldeias é afixado o convite e as mulheres apresentam-se no local da selecção.
Inscrevem-se, são chamadas e inspeccionadas como cavalos ou gado nas feiras. Peso, altura, medidas, dentes e cabelo, e qualidades genéricas como força, balanço, resistência. São escolhidas a dedo, porque são muitas concorrentes para poucas vagas. Mais ou menos cinco mil são apuradas em vinte e cinco mil.
A selecção é impiedosa e enquanto as escolhidas respiram de alívio, as recusadas choram e arrepelam-se e queixam-se da vida. Uma foi recusada porque era muito alta e muito larga.
São todas jovens, com menos de 40 anos e com filhos pequenos. Se tiverem mais de 50 anos são demasiado velhas e se não tiverem filhos são demasiado perigosas. As mulheres escolhidas são embarcadas e descem por sua vez sobre o Sul de Espanha, para a apanha de morangos. É uma actividade pesada, muitas horas de labuta para um salário diário de 35 euros. As mulheres têm casa e comida, e trabalham de sol a sol.
É assim durante meses, seis meses máximo, ao abrigo do que a Europa farta e saciada que vimos reunida em Lisboa chama Programa de Trabalhadores Convidados. São convidadas apenas as mulheres novas com filhos pequenos, porque essas, por causa dos filhos, não fugirão nem tentarão ficar na Europa. As estufas de morangos de Huelva e Almería, em Espanha, escolheram-nas porque elas são prisioneiras e reféns da família que deixaram para trás. Na Espanha socialista, este programa de recrutamento tão imaginativo, que faz lembrar as pesagens e apreciações a olho dos atributos físicos dos escravos africanos no tempo da escravatura, olhos, cabelos, dentes, unhas, toca a trabalhar, quem dá mais, é considerado pioneiro e chamam-lhe programa de "emigração ética".
Os nomes que os europeus arranjam para as suas patifarias e para sossegar as consciências são um modelo. Emigração ética, dizem eles.
Os homens são os empregadores. Dantes, os homens eram contratados para este trabalho. Eram tão poucos os que regressavam a África e tantos os que ficavam sem papéis na Europa que alguém se lembrou deste truque de recrutar mulheres para a apanha do morango. Com menos de 40 anos e filhos pequenos.
As que partem ficam tristes de deixar o marido e os filhos, as que ficam tristes ficam por terem sido recusadas. A culpa de não poderem ganhar o sustento pesa-lhes sobre a cabeça. Nas famílias alargadas dos marroquinos, a sogra e a mãe e as irmãs substituem a mãe mas, para os filhos, a separação constitui uma crueldade. E para as mães também. O recrutamento fez deslizar a responsabilidade de ganhar a vida e o pão dos ombros dos homens, desempregados perenes, para os das mulheres, impondo-lhes uma humilhação e uma privação.
Para os marroquinos, árabes ou berberes, a selecção e a separação são ofensivas, e engolem a raiva em silêncio. Da Europa, e de Espanha, nem bom vento nem bom casamento. A separação faz com que muitas mulheres encontrem no regresso uma rival nos amores do marido.
Que esta história se passe no século XXI e que achemos isto normal, nós europeus, é que parece pouco saudável. A Europa, ou os burocratas europeus que vimos nos Jerónimos tratados como animais de luxo, com os seus carrões de vidros fumados, os seus motoristas, as suas secretárias, os seus conselheiros e assessores, as suas legiões de servos, mais os banquetes e concertos, interlúdios e viagens, cartões de crédito e milhas de passageiros frequentes, perdeu, perderam, a vergonha e a ética. Quem trata assim as mulheres dos outros jamais trataria assim as suas.
Os construtores da Europa, com as canetas de prata que assinam tratados e declarações em cenários de ouro, com a prosápia de vencedores, chamam à nova escravatura das mulheres do Magreb "emigração ética". Damos às mulheres "uma oportunidade", dizem eles. E quem se preocupa com os filhos?
Gostariam os europeus de separar os filhos deles das mães durante seis meses? Recrutariam os europeus mães dinamarquesas ou suecas, alemãs ou inglesas, portuguesas ou espanholas, para irem durante seis meses apanhar morango? Não. O método de recrutamento seria considerado vil, uma infâmia social. Psicólogos e institutos, organizações e ministérios levantar-se-iam contra a prática desumana e vozes e comunicados levantariam a questão da separação das mães dos filhos numa fase crucial da infância. Blá, blá, blá. O processo de selecção seria considerado indigno de uma democracia
ocidental. O pior é que as democracias ocidentais tratam muito bem de si mesmas e muito mal dos outros, apesar de querem exportar o modelo e estarem muito preocupadas com os direitos humanos. Como é possível fazermos isto às mulheres? Como é possível instituir uma separação entre trabalhadoras válidas, olhos, dentes, unhas, cabelo, e inválidas?
Alguns dos filhos destas mulheres lembrar-se-ão.
Alguns dos filhos destas mulheres serão recrutados pelo Islão.
Esta Europa que presume de humana e humanista com o sr. Barroso à frente, às vezes mete nojo.
Um excelente texto da Clara Ferreira Alves sobre a Europa.
Dá que pensar sobre o rumo que a sociedade vem tomando.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Escândalo na UE
Você já reparou que os políticos europeus estão a lutar como loucos para entrar na administração da UE?
E por quê?
Leia o que segue, pense bem e converse com os amigos.
Envie isto para os europeus que conheça!
Simplesmente,escandaloso,
Foi aprovada a aposentadoria aos 50 anos com 9.000 euros por mês para os funcionários da UE!!!. Este ano, 340 agentes partem para a reforma antecipada aos 50 anos com uma pensão de 9.000 euros por mês.
Sim, você leu correctamente!
Para facilitar a integração de novos funcionários dos novos Estados-Membros da UE (Polónia, Malta, países da Europa Oriental ...), os funcionários dos países membros antigos (Bélgica, França, Alemanha ..) receberãoda Europa uma prenda de ouro para se aposentar.
Porquê e quem paga isto?
Você e eu estamos a trabalhar ou trabalhámos para uma pensão de miséria, enquanto que aqueles que votam as leis se atribuem presentes de ouro.
A diferença tornou-se muito grande entre o povo e os "Deuses do Olimpo!"
Devemos reagir por todos os meios começando por divulgar esta mensagem para todos os europeus.
É uma verdadeira Mafia a destes Altos Funcionários da União Europeia ....
Os tecnocratas europeus usufruem de verdadeiras reformas de nababos ...
Mesmo os deputados nacionais que, no entanto, beneficiam do "Rolls" dos regimes especiais, não recebem um terço daquilo que eles embolsam.
Vejamos!Giovanni Buttarelli, que ocupa o cargo de Supervisor Adjunto da Protecção de Dados, adquire depois de apenas 1 ano e 11 meses de serviço (em Novembro 2010), uma reforma de 1 515 € / mês.O equivalente daquilo que recebe em média, um assalariado francês do sector privado após uma carreira completa (40 anos)..
O seu colega, Peter Hustinx, acaba de ver o seu contrato de cinco anos renovado. Após 10 anos, ele terá direito a cerca de € 9 000 de pensão por mês.
É simples, ninguém lhes pede contas e eles decidiram aproveitar ao máximo.É como se, para a sua reforma, lhes fosse passado um cheque em branco.
Além disso, muitos outros tecnocratas gozam desse privilégio:
1.Roger Grass, Secretário do Tribunal Europeu de Justiça, receberá € 12 500 por mês de pensão.
2.Pernilla Lindh, o juiz do Tribunal de Primeira Instância, € 12 900 por mês.
3.Damaso Ruiz-Jarabo Colomer, advogado-geral, 14 000 € / mês.
Consulte a lista em:
http://www.kdo-mailing.com/redirect.asp?numlien=1276&numnews=1356&numabonne=62286
Para eles, é o jackpot.No cargo desde meados dos anos 1990, têm a certeza de validar uma carreira completa e, portanto, de obter o máximo: 70% do último salário.É difícil de acreditar ...Não só as suas pensões atingem os limites, mas basta-lhes apenas 15 anos e meio para validar uma carreira completa, enquanto para você, como para mim, é preciso matar-se com trabalho durante 40 anos, e em breve 41 anos.
Confrontados com o colapso dos nossos sistemas de pensões, os tecnocratas de Bruxelas recomendam o alongamento das carreiras: 37,5 anos, 40 anos, 41 anos (em 2012), 42 anos (em 2020), etc.Mas para eles, não há problema, a taxa plena é 15,5 anos… De quem estamos falando?
Originalmente, estas reformas de nababos eram reservadas para os membros da Comissão Europeia e, ao longo dos anos, têm também sido concedida a outros funcionários.Agora eles já são um exército inteiro a beneficiar delas:: juízes, magistrados, secretários, supervisores, mediadores, etc.
Mas o pior, ainda, neste caso, é que eles nem sequer descontam para a sua grande reforma. Nem um cêntimo de euro, tudo é à custa do contribuinte ...
Nós, contribuímos toda a nossa vida e, ao menor atraso no pagamento, é a sanção: avisos, multas, etc.
Sem a mínima piedade.Eles, isentaram-se totalmente disso.Parece que se está a delirar!
Esteja ciente, que até mesmo os juízes do Tribunal de Contas Europeu que, portanto, é suposto « verificarem se as despesas da UE são legais, feitas pelo menor custo e para o fim a que são destinadas », beneficiam do sistema e não pagam as quotas.
E que dizer de todos os tecnocratas que não perdem nenhuma oportunidade de armarem em «gendarmes de Bruxelas» e continuam a dar lições de ortodoxia fiscal, quando têm ambas as mãos, até os cotovelos, no poteda compota?
Numa altura em que o futuro das nossas pensões está seriamente comprometido pela violência da crise económica e da brutalidade do choque demográfico, os funcionários europeus beneficiam, à nossa custa, da pensão de 12 500 a 14 000 € / mês após somente 15 anos de carreira, mesmo sem pagarem quotizações...É uma pura provocação!
O meu objectivo é alertar todos os cidadãos dos Estados-Membros da União Europeia.Juntos, podemos criar uma verdadeira onda de pressão.
Não há dúvida de que os tecnocratas europeus continuam a gozar à nossa custa e com total impunidade, essas pensões.Nós temos que levá-los a colocar os pés na terra.
«Sauvegarde Retraites» realizou um estudo rigoroso e muito documentado que prova por "A + B" a dimensão do escândalo.Já foi aproveitado pelos mídia.
http://www.lepoint.fr/actualites-economie/2009-05-19/revelations-les-retraites-en-or-des-hauts-fonctionnaires-europeens/916/0/344867
Divulgue e distribua amplamente entre todos os relés de vinte e sete países da União Europeia
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Estudo
De acordo com o estudo realizado pela TNS em associação com professores da Harvard Business School e do Colégio Dartmouth, sobre “Literacia Financeira e Comportamentos Financeiros de Risco”, metade dos consumidores em muitos dos países desenvolvidos lutam para fazer face a despesas inesperadas.
A análise realizada mostra que muitos dos consumidores, particularmente em Portugal, Reino Unido, Estados Unidos da América, Alemanha e México, não possuem actualmente recursos para fazer face a despesas inesperadas, como sejam uma súbita reparação do carro ou da casa ou ainda outros gastos menores relacionados com a saúde.
Em Portugal, quase metade dos inquiridos (44%) referiu que não teria possibilidade de pagar uma despesa inesperada de 1.500 euros, nos próximos 30 dias. Já os luxemburgueses são os que se mostram mais confiantes, com 9 em cada 10 entrevistados a assumirem ter condições para avançar com dinheiro nesta situação. Em Itália, Holanda e Canadá cerca de 7 em cada 10 entrevistados mostram-se igualmente confiantes perante a possibilidade de enfrentarem uma despesa inesperada.
Este cenário é similar para americanos, ingleses ou alemães que referiram que não teriam capacidade para avançar com este valor, independentemente de este ser proveniente de poupanças, empréstimos, amigos ou familiares. O México apresentou o pior cenário com 58% dos inquiridos a referirem serem incapazes de encontrar fundos para fazer face a este tipo de despesa.
Para Peter Tufano, da Harvard Business School, “estes números não são apenas reflexo do desemprego ou do número crescente de agregados familiares com menores rendimentos. Em muitos países existe uma fragilidade financeira generalizada, com um número significativo de consumidores da classe média extremamente vulneráveis a emergências financeiras súbitas”.
As poupanças são o primeiro recurso para ir buscar fundos de emergência na maioria dos países inquiridos, sendo o recurso mais provável na Holanda (89%) e no Luxemburgo (86%) mas também para cerca de metade dos respondentes na Alemanha, Estados Unidos da América, Reino Unido, Canadá e Portugal. Não surpreende pois o facto de serem o Luxemburgo, a Holanda e o Canadá, os países com maior incidência de consumidores com conta poupança.
As redes sociais informais são também um recurso predominante na procura de ajuda para fazer face a despesas inesperadas, em alguns países, avançando o estudo da TNS que “em Portugal, a família é a segunda fonte mais indicada, com 25% dos indivíduos a admitirem o recurso à mesma em situações de emergência financeira”. No entanto, os números do estudo indicam que “apenas 8% dos portugueses consideram recorrer aos amigos para fazer face a este tipo de despesa”.
O recurso à família está também presente na Alemanha, Reino Unido, França e Estados Unidos da América, com cerca de 30% dos respondentes a mencionarem esta fonte.
Embora a omnipresença dos cartões de crédito seja visível no estudo, os inquiridos não esperam recorrer ao crédito para fazer face a uma despesa inesperada. “Cartões de crédito e um segundo emprego não são opções populares para resolver ou lidar com emergências financeiras deste tipo”, conclui o estudo.
Em Portugal apenas 8% dos inquiridos referiram recorrer ao cartão de crédito como forma de resolver a situação. Já o Canadá (28%), o Luxemburgo (27%), os EUA e o Reino Unido são os países que apresentam maior número de inquiridos (cerca de 20%) com propensão para utilizar cartões de crédito. Para os portugueses também o segundo emprego como fonte de rendimento extra não é uma opção muito válida, num contexto de emergência económica (15% dos inquiridos).
Em Portugal vender pertences é apenas indicado por 4% dos inquiridos e vender a casa não faz parte das opções a considerar na resolução de uma emergência financeira.
Este estudo foi realizado em 14 países, tendo uma amostra total de 14.693 indivíduos. Em Portugal o estudo foi realizado pela TNS, que entrevistou 1.011 indivíduos com 18 anos ou mais, representativos da população portuguesa, com os dados a ser recolhidos em Julho de 2009, através de entrevistas telefónicas.
recebido por electrónic mail ou mais simplesmente e-mail
terça-feira, 20 de abril de 2010
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Earthquake in Yushu, China
domingo, 18 de abril de 2010
Sri Lanka
sábado, 17 de abril de 2010
Pasaban vs Eun Sun
Chegar ao Topo
Curso de História
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Cinzas
quinta-feira, 15 de abril de 2010
como quem desenha num bloco de notas
quarta-feira, 14 de abril de 2010
O deserto em 2100
terça-feira, 13 de abril de 2010
"Não tenho pressa"
por Joana Stichini Vilela, Publicado em 10 de Abril de 2010
Trinta minutos. Na Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar, em Lisboa, o psiquiatra Daniel Sampaio, 63 anos, recebe o i com o atraso da praxe. Em troca oferece todo o tempo de que necessitarmos. "Não tenho pressa", assegura, de cara lavada, enquanto tira uma caixa de bombons da secretária para a fotografia. "Não pode aparecer assim. Sou muito arrumado."
Ainda não o tinha visto sem barba.
Tirei-a em Outubro. Estava muito branca e pesada. Foram 43 anos.
Mais de metade a escrever livros sobre adolescentes, família e escola. Desde que editou "Droga, Pais e Filhos", em 1978, os jovens mudaram muito?
A socialização é muito diferente. Antes tínhamos uma concepção da adolescência ligada à família e à escola. A internet mudou completamente a maneira como o adolescente se relaciona com os amigos. Ainda não sabemos que repercussão vai ter. Depois há outro problema: a insegurança dos pais. Dos anos 60 aos 90, os pais reagiram ao modelo dos seus próprios pais e tornaram-se muito permissivos. Houve uma perda de autoridade. Foi bom, porque pais e filhos se aproximaram muito. Só que os pais, que eu acho que são os melhores de sempre, passaram a ter muitas dúvidas e inseguranças. E agora têm de mudar a forma como se relacionam com os filhos.
O que têm de mudar?
Não podem esperar que o filho vá ter com eles num sábado à tarde para ter uma conversa séria. A sociedade é muito rápida. Existem muitas questões que devem ser resolvidas no momento. As pessoas dizem que não há tempo. O que é preciso é arranjar novas formas de contactar, que não podem passar por manuais ou coisas estereotipadas. Dou-lhe um exemplo: estou no Facebook. Foram os meus netos que me introduziram.
Fizeram-lhe um convite?
Exactamente. Enviamos mensagens uns aos outros, eu advirto para alguns perigos. Não deviam ter posto as fotografias deles, por exemplo. Têm dez anos.
Sabe que em teoria não têm idade para estar no Facebook?
Em teoria, diz bem. Essa é uma das características da sociedade actual. São os pais que têm de proibir ou não. Se entraram, o que é altamente discutível, é bom que os adultos acompanhem. Se os adultos proíbem, eles fazem às escondidas.
Quantas vezes vai ao Facebook por dia?
A minha página tem 15 dias. Vou de dois em dois dias.
E tem muitos amigos?
41.
Aceita convites de amizade?
Com algum critério. Mas tenho um site e recebo uma média de 70 emails por dia, de jovens com problemas pessoais a pais com problemas com os filhos... Gasto entre uma e duas horas por dia a responder-lhes. Não me deito sem o fazer.
Passando para a actualidade. Existe de facto bullying em Portugal?
Claro. Como sempre existiu. O bullying é uma violência caracterizada por comportamentos de humilhação e de provocação em relação ao aluno. Nos anos 60, estava no Liceu Pedro Nunes, em Lisboa, e havia bullying. Mas não se estudavam essas questões e não se valorizava. Havia a noção de que as pessoas tinham de se desenrascar. Lembro-me de um jovem homossexual que era vítima de humilhações sistemáticas na casa de banho e no pátio. Hoje, felizmente, acha-se que as pessoas frágeis devem ser protegidas. Porque violência sempre haverá na escola. Isso é uma utopia dos anos 60.
Mas não faz parte do crescimento aprender a lidar com as dificuldades?
É verdade.
Então qual é o limite?
Há uma diferença entre um comportamento que pode ser episodicamente violento - que até é saudável, porque é importante que as pessoas aprendam a desembaraçar-se - e um comportamento de humilhação e provocação sistemático.
Há quem defenda que superar situações de provocação pode fazer da vítima um adulto mais forte.
Isso tem a ver com o perfil da vítima. Há quem saiba reagir e quem se vitimize: pessoas depressivas, inseguras. Mas os agressores também precisam de ajuda. É errado pensar que o problema se resolve punindo os agressores.
Nos EUA, nove jovens estão a ser investigados no caso de uma adolescente que se suicidou-se por ser vítima de bullying.
Isso nunca é bem assim. A pessoa nunca se suicida só porque é vítima de bullying. Há múltiplas causas que num determinado momento se somam. Por exemplo, temos a escola de Fitares e o professor que se suicidou, vítima - escreveram indecentemente os seus colegas do "Público" - da turma do 9.oB. Não se pode escrever isto. Primeiro porque houve pessoas da turma do 9.oB que não tiveram nada a ver com isso. Depois, o professor - que de certeza que sofria muita pressão dos alunos, ao ponto de escrever isso no computador - era doente psiquiátrico, estava em depressão, tinha 50 e tal anos e vivia com os pais.
Ao longo destes 20 anos, a sua forma de olhar os adolescentes mudou?
Claro que mudou. Primeiro porque vou envelhecendo. Às vezes olham-me como um avozinho. Mas isso não faz mal. Quero estar de acordo com a minha idade. Nunca uso calão juvenil nem permito que o usem comigo.
Em "Vozes e Ruídos" defende que temos de usar a linguagem dos jovens e um capítulo chama-se "Bute Falar".
Sim... Isso em 93. Já não uso esse tipo de linguagem. Em 94, quando escrevi "Inventem-se Novos Pais", era importante dizer aos pais "oiçam os adolescentes". Em 2010, os adolescentes já têm a sua voz. O essencial é dizer "atenção, os pais precisam de ajuda e estão inseguros". Há situações preocupantes, em que os adolescentes comandam a vida familiar. Houve muita permissividade.
Quando deixa de haver espaço para negociação e é preciso ser autoritário?
Uma família não é uma estrutura democrática tradicional. Há um momento em que é preciso decidir, e quem decide é o adulto. É fundamental que decida sobretudo nas questões de saúde e de segurança. Se um pai sabe que o filho frequenta um grupo onde há drogas, qualquer tipo de droga, deve proibir de forma clara. O adolescente pode desobedecer, mas vai fazê-lo com a proibição dos pais na cabeça. O grande problema das famílias é que os jovens não sabem se estão a transgredir, porque não há regras.
Que tipo de adultos serão?
Isto traz consequências a nível da frustração e a nível moral. A educação deve ter uma dimensão de frustração, que é "tu não podes ter tudo quanto queres". Qualquer aprendizagem exige esforço. Não se deve desistir à mínima coisa. Aprendi isso com os meus pais, que não admitiam que faltássemos à escola, a não ser que estivéssemos mesmo doentes. Era o nosso dever. E depois é importante a chamada educação para os valores: aquilo que eu pai e eu mãe achamos que é importante para ti nesta família.
A conduta dos pais é responsável pela conduta dos filhos?
Não. Os pais são determinantes, mas não são os únicos responsáveis. Devemos dizer às crianças e aos adolescentes que eles são responsáveis pelos próprios actos de acordo com a sua idade. Uma criança de um ano não pode decidir a sua vida, mas pode arrumar os brinquedos.
Há regras infalíveis para ser um bom pai ou uma boa mãe?
Há duas coisas. Primeira, falar com outros pais. "Como é que o meu vizinho que tem um filho adolescente resolveu a questão de a namorada dormir lá em casa?" Posso ter dificuldade em resolver questões de sexualidade, mas ser competente em questões de segurança. Então troco experiências. Depois, reconhecer aquilo que os meus pais e avós fizeram. A nossa identidade é feita da nossa genética. Por exemplo, o meu avô paterno, quando o meu pai teve uma má nota, achou que ele devia deixar de estudar e ir trabalhar. Houve um tio, que por acaso era padre, que achou que o meu pai devia continuar a estudar. O meu pai veio a ser um médico de algum destaque. Qual é a lição? Quando tenho uma dúvida com os meus filhos devo ouvir outras pessoas. A história da nossa família dá-nos pistas para as soluções que temos de encontrar para os problemas.
Fez isso com os seus filhos?
Fiz isso, mas devia ter feito mais. Só quando escrevi "A Razão dos Avós", em 2008, percebi a verdadeira importância disso.
Teria mudado a sua forma de decidir?
Sim. Não lhe quero dar exemplos concretos dos meus filhos, mas houve tomei decisões dominado pelas minhas emoções e não por estratégias pensadas. Os pais devem ter contacto com as suas emoções, mas ser racionais. Quando não sabem o que fazer, podem pedir aos filhos que esperem dez minutos ou um dia. E vão falar com outros pais e pensar como resolveriam os pais e os avós uma dificuldade semelhante. Uma família isolada é uma família com problemas.
Tendemos a olhar para si como autor de livros, pessoa que não tem dúvidas.
Tenho imensas dúvidas. A comunicação na família é a coisa mais importante. A reflexão funciona. Muito mais do que ler um livro do Daniel Sampaio. Eu tive uma avó que foi muito importante para mim.
De que forma foi a sua avó importante?
Tinha uma grande suavidade na maneira de dizer as coisas. Nunca se zangava. Apontava-me caminhos, dando-me uma enorme liberdade. Eu com dez anos andava muito sozinho em Sintra e em Lisboa. Hoje já não é possível, porque os pais estão aterrorizados com a insegurança. Tenho imensa pena dos meninos que vêem a cidade pelos vidros dos carros dos pais, como os meus netos. A minha avó foi decisiva na minha formação. Mais que os meus pais. Vivi com ela três anos fundamentais da minha vida, dos dez aos 13 anos.
De facto as crianças não podem andar sozinhas ou os pais exageram?
Essa é a pergunta mais difícil que fez até agora. As cidades não são seguras. Na altura eram. Mas acho que os pais exageram. Têm uma paranóia securitária, estão sempre a pensar em coisas horríveis que podem acontecer e não deixam as crianças com dez e 11 anos atravessar a rua. E depois, extraordinariamente, aos 15 anos deixam-nos sair à noite até às seis da manhã. Quer dizer, não as prepararam para vencer as dificuldades do dia-a-dia. Depois, de repente, entram na adolescência, consomem álcool e drogas e não há nenhum controlo. Tenho um exemplo de um rapaz que sigo. Trabalho ao pé da escola secundária onde anda. Fiquei de lhe arranjar uns apontamentos. E esse menino, que tem 15 anos e sai à noite para as discotecas, não atravessou duas ruas para os ir buscar a minha casa. O pai teve de largar o emprego para ir a minha casa buscá-los. Os pais não têm firmeza para dizer "tu não deves sair antes dos 16 anos".
Os 16 anos são a altura certa?
Estou completamente de acordo com o limite legal, que não é cumprido por ninguém. É uma hipocrisia.
E para o início da actividade sexual, também há uma idade indicada?
Não existe, mas sabe-se que não deve ser cedo sobretudo nas raparigas porque a maturação do útero depois da primeira menstruação demora algum tempo. Não há uma idade certa. Os adolescentes são muito diferentes, mas eu diria que antes dos 15, 16 anos não faz sentido. A sexualidade é uma coisa boa, mas deve ser associada à responsabilidade.
O interesse profissional pela área da adolescência teve a ver com a sua?
Não. Fui para Psiquiatria influenciado por uma professora de Filosofia do Pedro Nunes. Quando andava no secundário não sabia o que seguir. Gostava muito de Letras. Já na altura tinha a mania de escrever. Ainda pensei seguir Línguas e ser professor. Político acho que só deve haver um por família. Depois tive como professora de Filosofia a Dr.a Maria Luísa Guerra, que me deu Filosofia de uma maneira muito especial e disse que eu devia ir para Psicologia. Ainda hoje converso com ela. Tem 80 anos. Aí contou um bocadinho ter um pai médico. O curso de Psicologia estava no início.
E ela tinha razão?
Gosto muito do que faço. Não penso reformar-me. Acho que é coisa péssima... Ainda não falámos do Sporting! É um mito, não lhe dou assim tanta importância.
Não diz isso só este ano, que o campeonato não está a correr bem?
Não. Tenho muita simpatia pelo Sporting. Sou sócio de lugar cativo. Vibro quando ganha. Mas, muito sinceramente, não fico triste quando perde.
Pode ser uma questão de habituação...
Talvez. Talvez contribua. Mas acho que se dá demasiada importância ao futebol e à discussão do pormenor. Gosto mais de gatos que de futebol.
Gosta tanto de brincar com gatos que até diz isso no seu site. Porquê?
Fascinam-me. Sempre tive gatos. A minha avó adorava gatos. A minha mãe também. Na casa de Sintra tínhamos um pequeno jardim onde sempre houve gatos. Agora não tenho porque há muito pouco tempo morreu um que eu adorava e fiquei um bocado mal. Era o Gonçalo.
O que o fascina neles?
Conhecem o dono que os trata bem. Não são submissos - detesto a submissão do cão, que lambe a mão ao dono que lhe bate. Depois têm uma agilidade muito grande. Gosto mesmo muito de brincar com gatos. E pode escrever que gosto mais de gatos que do Sporting, embora goste muito do Sporting, e, como a maior parte dos sportinguistas, não goste muito do Benfica.
Acha que há um perfil psicológico do adepto de cada um dos grandes?
O Sporting tem tido objectivamente muito azar. Depois, é um clube um bocadinho elitista, foi fundado por um visconde. Por isso percebo que o Benfica exerça mais fascínio sobre as pessoas. O Sporting é um clube onde se cultiva a frustração, o que é uma coisa boa. As pessoas são muito amigas umas das outras, habituam-se a comentar as frustrações. Acho que é educativo. Mas é difícil explicar aos meus netos, que são todos sportinguistas, que não se deve mudar de clube porque ele perde ou ganha poucas vezes. É a escola da vida.
Se tivesse filhos pequenos agora, educá-los-ia de uma forma diferente?
Sim, claro. Uma das coisas é o tempo que lhe dediquei. Sou casado com uma médica e nós tínhamos muitíssimo trabalho, estava quase sempre um de urgência. Depois, na adolescência deles, acho que foi uma época extraordinária, porque eu gostei muito. Foi muito difícil...
Para si ou para os seus filhos?
Essa é outra crença falsa. A adolescência é uma época difícil para os pais.
Também é difícil para os adolescentes.
Para alguns. Se observar um grupo, vê que eles se divertem imenso. Os problemáticos são uma minoria.
Porque é difícil para os pais?
Porque exige uma grande dose de equilíbrio entre a autonomia que temos de dar ao adolescente e o controlo que temos de exercer. Acho que de forma geral consegui fazê-lo, mas nem sempre. Precisaria de ter estado mais disponível em momentos importantes da vida dos meus filhos. A nossa vida organiza-se demasiado à volta do trabalho.
Numa entrevista dizia que tinha tido o privilégio de se dar com crianças de todos os estratos sociais.
Porque andei numa escola pública.
Hoje punha os seus filhos numa?
Os meus filhos andaram na escola pública a partir do 7.o ano. Antes andaram no Colégio Moderno. Agora faria a mudança um pouco mais cedo, no 5.o ano. Apesar de tudo, a escola privada dá maior protecção às crianças muito pequenas. A escola pública é uma escola de vida. Na escola, em Sintra, sendo eu filho de médico, era considerado um menino bem. Fui gozado porque era o filho do médico. Havia o filho do médico de clínica geral, que era o meu pai, e o filho do médico dentista. Depois havia o filho do sapateiro, do electricista. Isso foi muito importante para perceber as diferenças que havia e para me desembaraçar.
Entre a experiência de vida que uma escola pública dará e a suposta qualidade de ensino de um colégio, o que é mais importante?
A qualidade de ensino é altamente contestável. Já há escolas privadas com muitos problemas de indisciplina e turmas muito grandes. Os estudos estão por fazer. E há escolas públicas com muita qualidade. Sou um grande defensor da escola pública, justamente pela diversidade. O meu filho mais velho, quando mudou do colégio para a Escola Secundária de Benfica, disse, "eu era dos mais pobres e agora sou dos mais ricos". Foi muito importante para ele. A heterogeneidade da escola pública é uma riqueza.
Que tipo de adolescente foi?
Muito contemplativo. Tinha a mania que ia ser escritor. Pertencia a uma coisa que se chamava Comissão para a Associação dos Liceus, um movimento liceal que era proibido, onde estavam pessoas como o Fernando Rosas, o Roberto Carneiro. Contestámos o regime, fizemos um jornal proibido. Era um adolescente muito sério. Mas também namorei...
Era muito namoradeiro?
Não muito. Tive várias namoradas. Mas era muito interventivo. Isso é um traço da minha família. Vem dos meus pais. Os serões eram passados a discutir temas. Apesar dos sete anos de diferença em relação ao meu irmão [o ex-Presidente da República Jorge Sampaio], a minha opinião era muito reconhecida. Os meus pais perguntavam-me o que pensava sobre como se devia organizar a família, o que achava da situação política...
Era um privilégio.
Um enorme privilégio. Fomentavam a educação livre. E não foi por a minha mãe ter estado em Inglaterra, como se dizia nos jornais na altura em que o meu irmão foi Presidente. Era tradição dos meus pais terem grande respeito pela opinião das pessoas. Cultivavam a polémica. Mesmo quando iam lá amigos deles. Nós estávamos habituados a isso. A certa altura a minha mãe dizia, "good night, 'till tomorrow" e eu ia para a cama.
Havia muitas regras?
Havia muitas regras, mas havia uma autoridade natural. Tive uma época em que era muito contestatário e chegava a casa tarde. Ficava em casa do Ruben de Carvalho a cantar canções revolucionárias até às tantas. Tinha 17 anos. Eles achavam péssimo.
Cresceu com pessoas que são figuras de relevo na nossa sociedade: Ruben de Carvalho, Roberto Carneiro...
Mega Ferreira, que é um bocadinho mais novo, mas a quem guardava lugar no comboio. Eu morava em Sintra, ele no Algueirão. E eu e o José Luís Pinto Ramalho, que é o actual chefe do Estado-Maior do Exército, entrávamos em Sintra, pegávamos nas nossas pastas e púnhamo-las em cima do lugar para o Mega Ferreira. Tínhamos 11, 12 anos. As pessoas ficavam furiosas. E nós dizíamos, "está ocupado, está ocupado". Quando chegávamos ao Algueirão, o Mega, que era pequenino, vinha a correr e sentava-se nesse lugar. Conhecemo-nos no Pedro Nunes.
Também cresceu com António Lobo Antunes.
Isso foi mais tarde. As nossas famílias eram conhecidas. Passávamos férias na Praia das Maçãs. Ele descreve isso nos livros dele. Encontrávamo-nos na praia. Estava sempre frio, por isso às vezes ficávamos sentados na areia com as cartas ou a conversar. O meu irmão montava exércitos e fazia guerras com soldados de chumbo. O António ficava a observar. Mas só ficamos íntimos no internato de psiquiatria. Ele veio da Guerra Colonial e foi fazer o internato ao mesmo tempo que eu.
Com o seu irmão, como se dava?
Por causa dos sete anos de diferença nunca tivemos uma relação muito íntima. É mais íntima agora.
É verdade que ao sábado tomam sempre o pequeno-almoço juntos?
Ao qual se junta agora o Francisco George, o director-geral da Saúde, nosso vizinho. Eu e o meu irmão moramos na Rua Padre António Vieira, um ao lado do outro, com um prédio de intervalo. Há muito tempo que temos o hábito de tomar o pequeno-almoço na Pastelaria Ritz, ao pé do [Liceu] Maria Amália. Normalmente entre as 10h e as 11h30 estamos ali a conversar. Fazemos a revisão da semana. As vezes as nossas mulheres vão lá ter, mas só mais tarde. Aquele momento é de nós os três.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Kusturica revisita a guerra da Bósnia
Luka, um engenheiro sérvio de Belgrado, vai com a mulher, Jadranka, cantora de ópera, e o filho, Milos, para uma aldeia no meio do nada, para ajudar a construir uma linha de caminhos-de-ferro que transformará a região num local de turismo.
Cego pelo seu optimismo natural, não presta atenção aos rumores sobre a guerra que se avizinha, cada vez mais persistentes.
Mas quando eclode o conflito, a sua vida desmorona-se. Jadranka desaparece com um músico, Milos é chamado para combate.
Sempre optimista, Luka espera o regresso da mulher e do filho, mas Jadranka não volta e Milos é feito prisioneiro. Os sérvios confiam então a guarda de Sabaha, uma refém muçulmana, a Luka, que deverá servir de moeda de troca para recuperar Milos.
Mas Luka rapidamente se apaixona por Sabaha.
A Vida é um Milagre, de E. Kusturica
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domingo, 11 de abril de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
junto ao Mekong
sexta-feira, 9 de abril de 2010
O Amador de Livros
quinta-feira, 8 de abril de 2010
À procura de Carriça
do DIÁRIO DE UM VIAJANTE Blog Três Toques
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Conhal do Arneiro
Do Conhal conseguimos ver também: o castelo de Ródão, a ilha (que mais parece uma península) da Fonte das Virtudes, a foz do Enxarrique, a Serra de S. Miguel e a Serra das Talhadas. No ar dominam os grifos (Gyps fulvus) e na terra o zimbro (Juniperus sp.) e a oliveira (Olea europaeae), completando assim uma paisagem deslumbrante. No Verão pode-se sentir o aroma adocicado da esteva (Cistus ladanifer) e funcho (Foeniculum vulgare).
Viagem a Lado Nenhum
Planeta B
terça-feira, 6 de abril de 2010
Cerro Fitz Roy
Cerro Fitz Roy : A Montanha Difícil
segunda-feira, 5 de abril de 2010
glaciar Perito Moreno
domingo, 4 de abril de 2010
the crucifixion of Jesus Christ
in the village of Bokapahari, India
Living Amid the Fires
sábado, 3 de abril de 2010
Viagem pelos Ossos da Terra
Passei por lá numa Viagem pelos Ossos da Terra.
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Viagem pelos Ossos da Terra
O PR6 é um percurso pedestre circular de pequena rota marcado nos dois sentidos.
Sobral Fernando-Sobral Fernando 18 Km
Pontos de Interesse:
1-Portas do Vale do Almourão
2-Posto de Vigia
3-Buraca da Moura
4-Escorregadouro da Moura
5-Gruta
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Desejo
E também nunca entendi porque é que os homens pensam com a cabeça e as mulheres com o coração.
No entanto, uma noite eu e a minha gaja fomos para a cama.
Claro... começamos a acariciarmo-nos, o agarranço do costume, apalpão nos traseiros, etc...
O problema é que já tava eu bem na vertical, quando ela me diz: Oh amor!.. agora não tenho vontade. Por favor abraça-me somente. E a gaja diz-me isto com uma cara de cínica do caraças!... E eu:
QUEEEEEE??????
E então virou-se para mim com aquelas palavras femininas mágicas que todas têm na ponta da língua:
'Vocês são todos iguais!!! Não sabem entender as necessidades sentimentais de uma mulher'.
ORA FOOOOOODAAAAA-SEEEEE!!!
No final de contas, não ia haver nada nessa noite.
Em brasa, guardei os óleos afrodisíacos, apaguei as velas, tirei o CD do Alejandro Sanz (nestes momento funciona quase sempre), tomei um duche de água gelada para acalmar a besta, e deitei-me a ver o 'Discovery' bem alto, para a velha da sogra não dormir.
Após alguns tempo, adormeci.....
No dia seguinte fomos às compras ao Corte Inglês;
entrámos numa loja, eu tava a ver relógios enquanto ela experimentava 3 modelos caríssimos da Cartier
Como mulher que é, não conseguia decidir-se por nenhum e então, farto de estar ali, disse-lhe: Leva os 3 amor.
Então disse-me ohando para uns sapatos de 290€, que estava mesmo a precisar de calçado. Eu respondi que me parecia bem.
Fomos de seguida à secção de roupa, de onde saímos com 2 modelos Channel, uma encharpe de plumas Fátima Lopes e mais uma mala Luis Vuiton .
Ela estava tão emocionada.
Eu penso que ela achava que eu tinha enlouquecido, mas lá ia trazendo as compras todas atrás dela.
Penso também que me estava a pôr à prova quando me pediu uma saia curtíssima para jogar ténis... (nem correr sabe... quanto mais jogar ténis)
Entrou em choque quando lhe disse: compra tudo o que quiseres, meu amor.
Eu acho que ela estava quase sexualmente excitada depois de tudo isto.
E virou-se para mim: vem carinho, vem meu doce, meu sol, minha vida (e outras lamechices mágicas de todas as mulheres): Vamos à caixa pagar.
Foi aí que, estando apenas uma pessoa à nossa frente para pagar, lhe disse:
Oh amor!.. agora não tenho vontade de comprar tudo isto...
Bem, a cara dela só visto. Ficou pálida então quando lhe disse. 'Abraça-me somente!'
Ficou como quem ia desmaiar a qualquer momento. Ficou com a parte esquerda do corpo e o tique da sobrancelha direita a vir ao de cima. Balbuciou:
QUEEEEE??????
Respondi-lhe, magoado:
''Vocês são todas iguais!! Não sabem entender as necessidades financeiras de um homem''...
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